Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

segunda-feira, 26 de março de 2012

Pastoreando o coração - Parte 6 - Da escola à pré-adolescência


Este é o penúltimo post de resumo do livro "Pastoreando o coração da Criança", de Tedd Tripp. Como havia dito no post anterior, para cada fase da vida da criança, da infância à adolescência, o autor propõe objetivos e procedimentos de treinamento específicos.

No post de hoje, vamos focar na segunda fase abordada: dos 5 aos 12 anos.

Para ler os cinco posts anteriores, clique nos links a seguir: Fundamentos, Objetivos e Métodos, Comunicação, Vara e Consciência e Da infância à pré-escola.

Capítulos 16 e 17 - Da escola à pré-adolescência

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
Lucas 10, Mateus 18 e Lucas 7
Respostas de Jesus que ilustram bem como Ele fazia uso do apelo à consciência (conversa com um perito nas Escrituras hebraicas, com Pedro sobre perdão e com Simão sobre a mulher pecadora que Lhe lavava os pés com suas lágrimas).
1 Samuel 17
Embora Davi fosse apenas um jovem, ele aprendeu a confiar em Deus através dos tempos difíceis; nossos filhos podem aprender estas mesmas lições de fé (v. 37). Mas quando colocamos diante deles uma vida que nem sequer exige fé e damo-lhes um padrão viável, que os estimula a utilizarem seus próprios recursos, habilidades e dons inatos, os levamos para longe de Cristo e de Sua cruz.
Provérbios 7
Descreve a mulher adúltera, retrata a sedução e seus resultados, fornecendo um contexto para franca discussão da sexualidade (passagens repletas de aviso, discernimento e direção).

Objetivos de treinamento
Se até aqui você diligentemente aplicou princípios bíblicos na criação do seu filho, aos 5 anos ele já sabe obedecer e os seus objetivos daqui pra frente mudam um pouco. Nessa idade ele sabe obedecer sua voz de comando, mas o problema é que você não está com ele na escola para dar orientação. Assim, o foco agora é trabalhar o caráter do seu filho!

Você deve focalizar é o comportamento errado mas não rebelde (ex: egoísmo e zombaria). Dentre as qualidades que você quer seu filho desenvolva estão: confiança, honestidade, amabilidade, consideração, prestatividade, diligência, lealdade, humildade, domínio próprio e pureza.

Um desvio comum, diz Tripp, é criar mais regras - o que ele considera uma tentativa de governar a vida familiar sem abordar as questões do caráter. Para ele, é impossível fazer regras suficientemente amplas para prever toda necessidade de orientação. Além disso, explica ele, a mente adulta não é esperta o suficiente para fazer regras que a mente infantil não consiga burlar. Tripp é categórico ao afirmar que nmais regras não funcionam!

Outra falha do método de criar regras é o resultado a longo-prazo: o problema do farisaísmo. Os filhos que aprendem somente a cumprir regras, tornam-se convencidos e cheios de justiça própria - intimamente abrigam atitudes perversas, intolerância, ares de superioridade, estando cegos às suas atitudes egoístas e orgulhosas (como sua constante preocupação consigo, sem importar-se com os outros). Isso contribui para que as crianças entendam o pecado como apenas comportamentos exteriores.

O autor sugere que periodicamente (a cada seis meses) os pais façam uma análise/diagnóstico das necessidades de seus filhos em três áreas distintas:

1. Relacionamento com Deus
Perguntas: Como seu filho pensa sobre Deus? Ele faz escolhas que refletem o conhecer a Deus ou a tentativa de adorar e servir a si mesmo? Ele conhece a Deus por experiência ou apenas cognitivamente?

2. Relacionamento consigo mesmo
Perguntas: O que seu filho pensa sobre si mesmo? Ele tem consciência das propensões de sua personalidade? Ele se aceita como uma pessoa suficiente capaz de fazer tudo o que Deus o chamou a fazer e ser? É tímido/confiante? É arrogante/inseguro? Preso a temores? Capaz de comunicar-se com outros? Tem falsa dependência dos outros? Sente-se melhor do que os outros ou inadequado ao lado dos outros? Necessita de relacionamentos de uma maneira idólatra? Capaz de trabalhar sozinho? Depende da aprovação dos outros ou é mais independente?

3. Relacionamento com os outros
Perguntas: Como ele interage com os outros? O que ele inspira nos outros? Está sempre sob controle/sendo controlado? Ele faz de tudo para conseguir a atenção dos outros? Como ele reage quando é ofendido?

Procedimentos de treinamento
Tripp nos lembra que as formas comuns de se lidar com brigas entre irmãos - como reduzir tudo a uma questão de justiça, ignorar os gritos, partir para a agressão física, apelar para as emoções, aproveitar-se do amor deles pelas coisas ou envergonhá-los - não são bíblicas e precisam ser banidas de nosso lar.

Como pais cristãos, temos o dever de resistir à tentação de abordar somente o comportamento (o que) e deixar o coração (por quê) de lado e ir a fundo na questão, até a raiz dos motivos por trás das ações. Uma maneira prática de se fazer isso é através do apelo à consciência, almejando como fruto a convicção do pecado. Jesus fazia isso, forçava os homens a julgarem seus motivos. Rom 2:14-15 indica que a consciência é nossa aliada ao ensinarmos os filhos a entenderem seu pecado.

É impossível partir do argumento "Quem foi o primeiro a pegar o brinquedo" e transformá-lo em um ensino a respeito da cruz. Tripp reforça que lidar com as verdadeiras questões do coração abre o caminho, continuamente, para a cruz. E na cruz acha-se o perdão. Respostas cristãs verdadeiras não podem ser produzidas por pensamentos legalistas, ele afirma.

É importante lembrar também que Deus é o referencial para treinar o caráter do seu filho. Sua instrução deve ser paciente. Ensinar a depender de Deus é um processo, não um evento. Chamar seu filho para ser o que ele não pode ser à parte da graça - esse é o caminho. E não o contrário. Quando você baixa o padrão, oferecendo-lhe algo que possa realizar sozinho, você reduz a necessidade que ele tem de Deus.

Tripp indica a leitura frequente do livro de Provérbios com seus filhos. Ele acredita que ela fornece muitas oportunidades para se pensar sobre os perigos do pecado sexual e as alegrias da liberdade sexual dentro do casamento. Ele explica também importante que seus filhos saibam que há uma dimensão sexual no relacionamento entre mamãe e papai; caso contrário, os casos fraudulentos na TV e nas vidas de pessoas ímpias são a única expressão de sexualidade que eles veem!

O autor entende que os pais tendem a ver o comportamento de seus filhos em termos muito ingênuos e diz  que estar preocupado com o caráter o afastará do hábito de lidera com seus filhos como se fossem bebês!

terça-feira, 20 de março de 2012

9 meses de Alícia!


Hoje a Alícia completa 9 meses e estou aqui para falar um pouco sobre como foi o último mês. Apesar do cansaço no fim de cada dia (sempre!), posso dizer que a nossa vida em casa está mais gerenciável e, por isso mesmo, mais tranquila e prazerosa. Sinto que estamos numa época de calmaria e isto é muuuuito bom! Nessa fase tem sido possível variar mais o programa quando queremos passear ou saímos para visitar outras famílias, o que é bem gostoso! E à medida que as meninas crescem e se desenvolvem, elas podem interagir mais e se divertirem juntas.

Rotina: Alimentação e Sono
Na alimentação, continua tudo ótimo! A Alícia tem 4 a 5 refeições por dia: café da manhã, às 6:00/6:30, almoço às 10:30/11:00, lanche da tarde às 14:30/15:00, jantar às 17:30/18:00 e leitinho antes de dormir, por volta das 19:00/19:30. Tenho cogitado uma mudança de horários na rotina da Alícia, mas ainda estou estudando as opções pra ver o que atenderia melhor as necessidades da família. O objetivo é que as meninas almocem juntas, mas a Nicole só chega da escola por volta das 12:15 e para a Alícia conseguir ficar até esse horário sem comer, eu precisaria dar um lanche para ela no meio da manhã.

O problema é que isso atrapalharia o sono dela e hoje o sono da manhã é o mais longo e mais restaurador de todos (ela acorda ótima). A casa fica em silêncio e eu também aproveito esse tempo para trabalhar. Se eu encurtar a soneca da manhã para ela lanchar (digamos que às 9:30) e ela não voltar a dormir até após o almoço, pode ser que isso atrapalhe na alimentação e ela tenha dificuldades para "se comportar" (assim como nós adultos, crianças cansadas ficam mal-humoradas!). Por outro lado, TALVEZ isso resulte numa soneca mais longa no período da tarde - junto com a irmã que dorme por 2 horas e meia a 3 horas na maioria das vezes. Hoje a Alícia tem tirado duas sonecas à tarde. A primeira de 1 hora e meia (geralmente ela acorda antes da irmã e eu corro para tirá-la do berço para não atrapalhar o sono da Nicole) e a segunda, logo antes do jantar, bem curta de 30 a 40 minutos.

Eu detaquei o "talvez" porque sinceramente não é o que acontece aos domingos quando a soneca da manhã da Alícia se resume aos 30 minutos dentro do carro antes de chegarmos à igreja (e depois os 30 minutos da volta). Ela fica no berçário da igreja das 8:30 até o horário de almoçar (às 10:20) e não dorme nada! Saímos de lá às 11:00 e, totalmente baqueada, ela capota no carro, despertando ao chegar em casa. Resultado: ela só vai para cama de novo depois que toda família almoçou e é a hora da siesta, hehe! Apesar de ter dormido por no máximo 1 hora de manhã (a ida e a volta da igreja), nem sempre ela tira uma soneca mais longa à tarde para compensar porque sleep begets sleep! Mas pode ser apenas falta de costume já que domingo é um dia atípico.

Fiz a transição para o desmame durante todo o último mês, dando o peito duas vezes ao dia (manhã e tarde) e a mamadeira uma vez ao dia (noite). Agora que ela completou 9 meses eu quis parar de vez com o leite materno e comecei a dar apenas a mamadeira. Mas acho que a mudança brusca não foi uma decisão muito acertada! Como fiquei com as mamas doloridas (com leite), voltei atrás e ainda dou o peito uma vez ao dia para esvaziá-las. Farei isso até quando for necessário, mas acho que não vai passar de alguns dias (talvez uma semana).

Rotina: Atividades e Desenvolvimento
Não há grandes novidades para relatar: a Alícia tem se desenvolvido bem, é um bebê curioso, ávido por querer engatinhar e sabe muito bem espernear, reclamar quando algo não está do seu agrado. No geral ela é bem sossegada, come bem, dorme bem, gosta de atenção e, claro, de colo! Como ela tem ganhado cada vez mais mobilidade e a todo momento tenta se apoiar nas coisas para ficar de pé, optamos por descer o nível do colchão no berço dela no início do último mês. Talvez tenha sido um pouco cedo para isso, mas antes cedo do que tarde!

Como já mencionei em outros updates, queremos estimular a independência desde bebê e às vezes damos preferência a alimentos que a possibilitem se alimentar sozinha. Dar o garfo na mão dela não é um costume, mas um dia meu marido inventou de dar pedaços de banana para a Alícia comer com o garfo de plástico e ela soube exatamente o que fazer com ele! Filmamos as meninas nesse dia, vejam:



Um dos meus objetivos atuais tem sido insistir para o tempo de brincar independente da Alícia. Até certo ponto com a Nicole era mais fácil pois, sendo filha única, ela passava muitos momentos do dia sozinha. Ainda assim, havia épocas em que a Nicole "se rebelava" contra o cercadinho - na verdade era uma "relação de amor e ódio"! E tem sido assim também com a Alícia: o "ódio" se manifesta de terça-feira. Depois de passar o fim de semana e a segunda-feira (o dia em que a levo para a empresa comigo) de colo em colo, recebendo muita atenção das pessoas, brincando com o papai e a irmã, chega a terça-feira de manhã e agora somos só a mamãe e a bebê em casa. E a mamãe precisa trabalhar, então a bebê precisa ter o momento de brincar independente. Ela reluta no primeiro dia, chora brava, mas eu insisto em pelo menos 20 minutos para ela entender que é a mamãe que decide e quem sabe o que é melhor para ela. O "amor" desabrocha na quarta-feira, quando ela já aceita o cercadinho feliz e passa 40 min (ou mais) brincando nele. Tudo é uma questão de costume e disciplina. Além da persistência, é preciso ter flexibilidade e estratégia para fazer algumas mudanças que ajudem no processo. No meu caso, foi tirar o cercadinho da sala e colocá-lo no quarto, assim o ambiente fica totalmente isolado (é só fechar a porta) e ela consegue se concentrar mais facilmente. Se seu bebê não tem o hábito de brincar sozinho por alguns períodos durante o dia, saiba que os resultados realmente compensam todo o esforço de começá-lo ainda que tarde!

sexta-feira, 9 de março de 2012

2 anos e 6 meses de Nicole!


Hoje vim falar sobre a Nicole - a minha princesa mais velha que completou 2 anos e 6 meses há dez dias. Infelizmente, o último post dedicado a ela foi há mais de 1 ano! Com a segunda gravidez e depois os desafios que vieram com a chegada da caçula, eu não consegui organizar o meu tempo para escrever todo mês sobre as duas. Uma pena, pois nesse período vivemos muitos aprendizados e eu amaria ter registrado tin-tin por tin-tin tudo o que aconteceu - o que ela aprendeu e também nos ensinou, os episódios engraçados, as viagens que fizemos, as situações que nos preocuparam, as decisões difíceis que tivemos de tomar. Mas não deu, então estou aqui hoje para fazer um resumão dos principais pontos do último ano de vida dela!

Rotina - Alimentação, Atividades e Sono
A Nicole acorda por conta todas as manhãs - sempre por volta das 6:00 - mas ela ainda não tem permissão de sair da cama sozinha, então quando acorda ela nos chama. Eu a busco e trago para o nosso quarto onde ela toma o seu leitinho enquanto eu amamento a Alícia. Ela está habituada a dormir na cama (com grades) desde + ou - 1 ano e 7 meses, antes da irmã que iria precisar do berço nascer. Eu fiz a mudança cedo para minimizar a possibilidade de situações que pudessem gerar ciúmes nela. Depois do banho e café da manhã, o pai a leva para a escola às 7:50.

Ela fica na escola das 8:00 às 12:00 e eu mando um lanchinho - geralmente uma fruta picada, suco natural (ou yakult) e mais alguma coisa (castanhas, danoninho, cereal, bolo ou biscoito). No momento achamos que ela é muito nova para vir de transporte escolar, por isso vou buscá-la de ônibus na hora da saída. É bem pertinho de casa, então às 12:15 já estamos de volta. Se ela viesse de transporte escolar chegaria somente às 12:35, acho muita diferença! Assim que chega, tiro o uniforme e lavo suas mãos para almoçar. Ela é bem devagar para comer - mastiga, mastiga e mastiga mais um pouco, rsrs. Às vezes parece que não vai engolir nunca, principalmente se tiver pedaços maiores de carne, por isso tudo precisa estar bem cortadinho. Depois eu escovo os dentes dela, coloco-a para fazer xixi e ela vai pra cama tirar a soneca da tarde - de 13:00 até 16:00, mais ou menos. Nem sempre ela dorme por 3 horas seguidas, mas é uma média e dá para dizer com segurança que é o que acontece em pelo menos 65% das vezes.

Depois da soneca, eu dou algum lanche leve. Às vezes ela pede leite, ou danone, ou uma fruta. Eu não deixo ela encher muito a barriga nesse horário porque jantamos cedo aqui em casa. As atividades depois da soneca variam muito, deixo-a brincar livremente no cantinho especial para isso na sala (ela gosta de montar quebra-cabeças, brincar com massinha de modelar, fazer comidinha com as panelinhas) ou então lá fora, levando a boneca para passear no carrinho, brincando de bola ou com a motoca. Ela gosta muito de correr, pular e fazer piruetas, imitando uma bailarina, e não costuma brincar quietinha não. Pelo contrário, é bem tagarela e quer me mostrar tudo o que ela está fazendo. Também gosta de interagir com a irmã e fazê-la dar risada.

Às 18:00 (ou antes) ela janta e como no almoço é aquela demora para terminar a refeição. Ela já melhorou pra comer - de 1 ano até completar 2 anos foi uma época difícil - e não é mais a "picky eater" de antes. Pelo menos agora ela come um pouquinho de tudo - inclusive saladas e legumes refogados. Mesmo que não goste ou não queira experimentar algo novo, eu explico que ela precisa obedecer. Ela usa aquele babador de plástico com bolso para não cair tanta comida no chão. Antes ela fazia questão de comer sozinha, mas hoje como vê a gente dando comida na boca da Alícia, ela quer o mesmo tratamento e algumas vezes pede para darmos comida na boca dela.

Depois da janta já é praticamente hora de ir pra cama de novo. O horário-limite é 19:30 porque quero que ela tenha pelo menos 10 horas de sono ininterrupto à noite, mas temos de começar a preparação para dormir às 19:00 - envolve tomar banho novamente (quando preciso), escovar os dentes, usar o banheiro, ler um livro ou assistir a algum desenho (DVD). Ela toma um leitinho com chocolate também, se pedir. Na hora de dormir, a rotina é colocar as meninas no quarto, ligar o ventilador, sair e fechar a porta para elas ficarem totalmente no escuro. Elas dormem independentemente. Às vezes, a Nicole fica tagarelando com as bonecas e a Alícia chora (acho que porque quer brincar também, rs). Quando isso acontece, tiramos a Nicole do quarto para discipliná-la porque ela sabe que hora de dormir é hora de silêncio. Principalmente quando a Alícia já está no quarto dormindo (alguns dias colocamos ela para dormir uns 20-30 min antes da Nicole), ela precisa aprender a respeitar a irmã e o espaço que elas dividem.

Escola
Este ano a matriculamos numa escola nova. Foi uma decisão difícil porque sabíamos o quanto a Nicole gostava da professora anterior, mas a coordenação e a escola em geral estavam deixando a desejar em certos aspectos - principalmente nos quesitos organização e comunicação com os pais, o que inevitavelmente começou a gerar certas desconfianças da minha parte sobre a execução dos objetivos propostos para o desenvolvimento das crianças também. Eu não queria tirar a Nicole de lá porque era uma escola bilíngue, com alimentação inclusa e ficava bem próximo de casa. Ah, e tinha natação dentro da própria escola, o que achava ótimo. Cheguei a procurar a coordenação algumas vezes para externar minhas preocupações na esperança de ter a confiança na escola recobrada. Estava desejosa de ser convencida a ficar. Mas não foi o que aconteceu. E como a mensalidade iria aumentar consideravalmente de um ano para o outro, eu pesei o custo-benefício e decidi que não valia mais a pena insistir para manter a Nicole lá.

A adaptação na nova escola foi melhor do que eu imaginava. Até hoje não teve um dia sequer que a Nicole não tenha ido feliz para a escola. Agora ela tem mochila, lancheira e vai toda mocinha para a escola de uniforme (que fica enorme nela!). E nos fins de semana ela fica perguntando se vai para a escola também. Enfim, está sendo uma experiência muito positiva para ela.

Ela entrou no Mini-Maternal, pois só vai completar 3 anos depois de 30 de junho. Já a Alícia faz aniversário antes e por isso, quando estiver em idade escolar, vai estar apenas um ano abaixo da irmã. Eu acho isso curioso, pois elas têm 1 ano e 10 meses de diferença de idade (quase 2 anos)!

Linguagem
Essa área está sendo um grande desafio para nós. Não temos sido constantes em falar em inglês 100% do tempo em casa (por preguiça mesmo) e como agora ela está indo para uma escola brasileira, ela quer falar português o tempo todo. Durante boa parte do tempo em que estamos juntas, eu fico traduzindo para o inglês tudo o que ela diz em português e peço para ela repetir. Toma tempo e precisa ter determinação! Há alguns dias eu arrisquei pedir para ela traduzir sozinha e não é que deu certo? Ela sabe traduzir, ela entende o que é um idioma e o que é outro. Fiquei feliz porque pensei que com essa idade ela ainda não seria capaz de distinguir!

Claro que as traduções dela ainda são imperfeitas, às vezes ela traduz apenas uma palavra e fala todo o resto em português. Fica engraçado e não é incomum ela dizer frases do tipo: "Pode jump, mamãe?". Eu sei que a culpa toda é minha, eu misturo muito os idiomas. Preciso me policiar mais e espero que eu não prejudique a capacidade de comunicação de minha filha!

Uma outra mudança positiva este ano foi que nos tornamos membros de uma igreja onde se fala inglês. A Nicole frequenta uma sala especial para crianças de 2 anos e meio e 3 anos (acabou de ser promovida para lá) e é muito bom para ela! Ela gosta, vai feliz e, além de ajudá-la na fluência do inglês, ela ouve histórias de Deus - algo muito valioso. Domingo passado no carro voltando para casa da igreja, ela estava nos contando o que tinha aprendido. Apontou na lição do dia o anjo em frente ao túmulo de Jesus e disse "He's alive!" ("Ele está vivo!"). Achei o máximo!

Disciplina e Obediência
Taí outro grande desafio! Progredimos bastante nessa área de um ano pra cá, depois que li e comecei aplicar muitos dos princípios do livro "Pastoreando o Coração da Criança" de Tedd Tripp. Clique aqui para saber mais. Estou contente com os resultados, mas sei que ainda temos muito pela frente, pois é um processo de aprendizado para a Nicole e para nós, os pais.

Ainda erro algumas vezes quando deixo passar desobediências que não deveria ou quando repito a mesma instrução muitas vezes - com isso estou acostumando-a a esperar pela segunda, terceira ou quarta vez antes de obedecer, o que, evidentemente, deixa qualquer mãe irada e mais propensa a gritar com a criança ou cometer erros piores. Outra dificuldade é o constrangimento da desobediência em público -dá uma vontade de fazer vista grossa e fingir que está tudo bem! Mas para o próprio bem da minha filha, sei que não posso e tenho aprendido a superar o desejo de ignorar a desobediência ou mal-criação, levando-a para um cantinho (ou outro ambiente fora dos olhares) para falar bem sério olhando nos seus olhos e lembrando-a de quais serão as consequências caso ela insista em desobedecer. Às vezes tudo o que a criança precisa mesmo é ser tirada do calor da situação para recompor o foco e conseguir obedecer.

Na fase em que a Nicole está, ela não sabe brincar muito bem com outras crianças ainda (estou batendo na tecla de que ela precisa compartilhar seus brinquedos!). Por isso, quando vamos visitar alguém, eu me esforço para aplicar a educação diretiva (conforme ensinada pelo "Educação de Filhos À Maneira de Deus" de Gary & Anne Marie Ezzo), ou seja, já adianto para ela no caminho o que ela deve fazer quando chegar lá. Eu explico que ela vai cumprimentar as pessoas, sorrir, dar um beijo e que só vai brincar com os brinquedos que a amiguinha oferecer para ela, que ela não vai sair pegando o que quiser pela frente, e que ela vai obedecer a mamãe. Falo tudo com antecedência e faço questão de que ela olhe nos meus olhos e diga que entendeu.

Outro fator que influencia drasticamente na capacidade dela de prestar atenção e obedecer é o cansaço. Ela desobedece muito mais quando pula a soneca da tarde -num domingo em que estamos fora de casa, por exemplo. Então eu preciso redobrar a atenção nesses casos e ajudá-la a ficar mais calminha. Se eu deixá-la solta demais, ela normalmente fica mais desajeitada, caindo à toa, chorando por besteira (com aquela voz bem irritante, forçando o choro), bem manhosa. Aliás, uma das regras que instituímos em casa é que não é permitido choramingar para conseguir as coisas. Eu explico que ela sabe falar e que ela não precisa pedir chorando. Ela estava indo muito bem... até a irmãzinha nascer! Hoje é uma área em que eu estou tendo de constantemente corrigi-la novamente porque não quero perpetuar este terrível hábito de manipulação, mas eu tento dosar firmeza com amor porque sei que é típico da idade e das circunstâncias atuais.

Um exercício que eu aprendi a fazer em casa é não lhe dar muitas liberdades para tomar suas próprias escolhas. Faz parte do treinamento para ela aprender a submissão. Algumas decisões, como escolher com qual colher vai comer ou que babador vai usar, são inofensivas e não faria mal deixá-la nas suas mãos, mas eu limito as áreas em que ela pode decidir sozinha para ela treinar a obediência. Quando ela reclama e diz que quer vestir outra roupa, eu reforço que quem escolhe o que ela vai vestir sou eu e ajudo-a a lidar com a frustração, pois faz parte da vida aceitar o "não". Claro que não vai ser assim para sempre, daqui um tempo eu acredito ela vai ter maturidade e vai conquistar sua liberdade aos poucos. Os Ezzos chamam isso de criar dentro do funil. Foi uma das dicas mais valiosas que aprendi nos últimos tempos!

Um pensamento final antes de concluir este post: Tenho pensado muito sobre o que significa ensinar minha filha no caminho em que ela deve andar e refletido que esse "caminho" inclui tudo, inclusive o respeito e a honra aos pais. Às vezes quando ela tem uma reação negativa à nossa instrução ou correção (bate o braço em ira ou quer mostrar a língua, por exemplo), eu fico perplexa e a minha primeira reação é indagar como ela tem coragem de ter uma atitude dessas, aos meus olhos era tanta ingratidão que me deixava com raiva. Ouvindo uma palestra sobre criação de filhos no fim do ano passado, aprendi que na idade da Nicole (e até aproximadamente os 4 anos de idade), a criança ainda não sabe tomar decisões morais. Em outras palavras, ela não sabe distinguir entre o certo e o errado. Ruminei esse conceito por muito tempo até me cair a ficha que honrar assim como obedecer são decisões morais. Sim, a criança tem inclinação para o pecado, mas não é algo consciente. Depois de entender isso, ficou muito mais fácil ensiná-la que ela precisa me respeitar, sem levar para o lado pessoal, ficar indignada ou querer dar o troco!

Hoje, se ela ameaça uma atitude de deshonra ou de desrespeito, não deixo mais isso me afetar emocionalmente. O que faço é simplesmente segurar no seu rosto com as duas mãos, olhar nos seus olhos e com carinho dizer que ela não pode fazer isso e que precisa respeitar a mamãe (ou o papai) - como faria com qualquer outra lição que eu quisesse transmitir a ela.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

8 meses de Alícia!


Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!

A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.

Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.

Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.

Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.

Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).

Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.

Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.

No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.

E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )

Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.

Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!

Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.

Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.

Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )

Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).

Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.

Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.

A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!

Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.

Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!

O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.

A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.

A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).

E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.

Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ensinar, ensinar, ensinar!

Gravem estas minhas palavras no coração e na mente; amarrem-nas como símbolos nas mãos e prendam-nas na testa. Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem. Deuteronômio 11:18-19

Não sei se pra vocês é assim também, mas a vida parece estar sempre uma correria e parece que estamos sempre com pressa. As vezes tenho que parar, pensar, e me lembrar do que realmente vale o meu esforço. A preocupação com o trânsito e se vou chegar na hora, ou meu filho no banco de trás observando o mundo com os ouvidos atentos ao que eu lhe disser? A paz e a tranquilidade que tanto anseio enquanto coloco meus filhos para dormir rapidamente, ou o tempo precioso que posso gastar contando uma historinha e orando com eles antes de dormirem? Cada momento do nosso dia, cada atividade, cada acontecimento, cada choro, cada pergunta pode ser uma oportunidade para ensinarmos nossos filhos as coisas de Deus.

Estes dias Deus me lembrou do quanto o tempo passa rápido, e o quanto preciso fazer o máximo de cada oportunidade para ensinar meus filhos! Esta é a hora! Logo serão adolescentes e muitas coisas que quero ensinar já não serão mais ensináveis. Preciso ensinar o máximo possível hoje! Hoje, enquanto ele é pequeno, enquanto ele me escuta, enquanto me vê como autoridade, enquanto me admira, enquanto quer aprender, enquanto tem curiosidade, enquanto seu coração ainda está tão sedento e tão maleável.

Tantas vezes contei histórinhas o mais rápido possível porque queria a tranquilidade do silêncio, fiz as coisas com pressa ou ignorei as perguntas que poderiam ser aprofundadas. Mamães, somos professoras dos nossos filhos! Temos pouco tempo, vamos ser dedicadas e aproveitarmos cada oportunidade para ensinar!

Semana passada fiquei impressionada com meu mais velho, que está com 4 anos. Ele colocou óculos escuros e começou a me contar a história de Jesus. Foi um encorajamento para mim de que as histórias antes de dormir e as muitas explicações chegam a entrar na cabecinha! Vou colocar o filminho dele aqui, está fofo! Não esqueçam mamães, vale a pena contar....mesmo que 30 vezes a mesma história! Nada é a toa!

(obs. sim, ele está com meias de nylon nos braços...rsrs)