Hoje vim falar um pouco sobre os últimos 2 meses da Alícia. Tenho algumas novidades! A primeira é que no mês de julho passamos quase 3 semanas em outra cidade - na casa da minha sogra - porque a nossa casa estava em reforma. Mas, ao retornar para S. Paulo no fim do mês porque as aulas da Nicole recomeçaram, tivemos de passar praticamente mais 1 semana fora - desta vez na minha mãe que mora aqui perto - porque a pintura interna ainda não estava terminada. A segunda novidade é que no mês passado tomei a decisão de parar de trabalhar fora (empresa familiar) e voltar a estudar. Agora passo o dia administrando a minha própria casa (cuidando mais de perto da família) e, à noite, vou para a faculdade. Por esses motivos, os dois últimos meses foram bem diferentes um do outro: o primeiro mês foi em ritmo de férias e flexibilidade na rotina e o segundo foi (e ainda está sendo) de adaptação a uma rotina completamente nova!
Vou descrever abaixo um pouquinho de como tem sido cada etapa da nova rotina com a Alícia.
Hora de Dormir
Não temos tido nenhum problema aqui, graças a Deus! A Alícia continua tirando duas boas sonecas durante o dia (exceto aos domingos e dias atípicos), de 1h30 min a 2h cada. E também dorme a noite inteira tranquilamente (das 19:00, ou antes, direto até 6:00 da manhã). No dia em que ela deu um grande salto em desenvolvimento e ficou toda eufórica praticando a sua recém desenvolvida habilidade (andar!), meu marido contou que a hora de dormir à noite ficou complicada (ela teve dificuldade de se acalmar e o sono ficou perturbado, como se ela estivesse tendo pesadelos). E daí lembramos que o mesmo aconteceu na época da Nicole, engraçado isso!
Uma observação sobre a soneca da tarde é que estou considerando colocar a Alícia e a Nicole para dormir em quartos separados neste horário. A duração da soneca da Alícia não ultrapassa 2h ainda e muitas vezes a Nicole precisa dormir mais (o total de 3 horas), então o que tem acontecido é que a Alícia acorda a irmã. Cheguei à esta conclusão esta semana quando deixei as meninas na casa da minha mãe para ir fazer um exame médico. Colocamos as meninas para dormir em quartos diferentes. Deixei as duas dormindo às 13:00 (ao sair). Quando voltei a Alícia estava acordada mas a Nicole ainda dormindo! E ela só foi levantar às 16:00 porque eu entrei para acordá-la. Achei estranho porque em casa as duas sempre acordavam juntas e foi aí que entendi o que estava acontecendo!
O que acho que vou fazer é deixar a Nicole no quarto das meninas mesmo e colocar a Alícia para dormir no meu quarto (não sei bem como fazer ainda) porque descobri nessas férias o quanto a Alícia está com dificuldade para se adaptar (ficar sozinha) a novos ambientes (me pegou totalmente de surpresa!), por isso ela precisa praticar e eu preciso ser pró-ativa quanto a dar esta oportunidade a ela. A Nicole é mais obediente e não tem problema para dormir em lugares novos, já a Alícia... ultimamente se eu não ficar ali do lado do berço com ela (posso ficar virada de costas para ela fazendo outra coisa, o importante é ela me ver) ela abre o maior berreiro! E como temos por princípio não fazer CIO (=cry it out) quando estamos fora de casa porque, afinal, ninguém tem a obrigação de ficar ouvindo choro de bebê a não ser os próprios pais, eu fico ali do lado dela lendo alguma coisa enquanto ela dorme (geralmente leva uns 10 minutos).
Hora de Comer
Apesar de não ter nenhum dentinho ainda (nem eu estou acreditando!!), a Alícia já come a comida que a família toda come. Tento cortar a carne em pedaços pequenos e ela manda tudo pra dentro com facilidade! Já faz muito tempo que ela perdeu o interesse por papas homogêneas, então eu estava deixando pedacinhos de legumes e folhas sem bater ou então misturava arroz e feijão aos legumes batidos que eu preparava em grande quantidade e congelava em potinhos. Ainda tenho papinhas assim no congelador, mas como ela geralmente queria o que estava no prato da irmã (rsrs), comecei a servir para ela exatamente a mesma comida que preparo para toda a família. E pra mim está uma beleza assim, muito mais fácil!
A Alícia tem grande interesse em aprender a comer sozinha mas, como é de se imaginar para a idade, não tem coordenação motora suficiente para isso ainda. Mas ela tenta! E faz a maior sujeira porque a colher vira antes da hora e cai tudo no chão (ou no "babador pelicano" - nome que inventamos para aquele babador de plástico que tem uma bolsa para reter os alimentos). Com o garfo ela até consegue, eu espeto a fruta ou pedacinho de legume e ela leva o garfo sozinha até a boca. Fica toda feliz! Um princípio que estou ensinando é que ela não pode brincar com a comida - os alimentos são para comer, não para brincar. Mas a tendência natural de toda criança, óbvio, é colocar a mão dentro do prato e espremer a comida para sentir as texturas, ou então bater o prato (ou virá-lo) sobre a bandeja para fazer barulho, enfim... rs. Ela também já aprendeu para que serve o guardanapo, hehe. Sabe limpar a boquinha, uma graça.
A minha maior dificuldade com a Alícia tem sido ser constante em exigir que ela use a linguagem de sinais para se comunicar (não só na hora de comer). Ela já sabe dizer "por favor" e "obrigada" (embora com frequência ainda se confunda e troque os sinais), mas prefere e insiste em usar outros meios inapropriados, como virar o rosto quando não quer mais ou resmungar exigindo algo. Isto me frustra - porque acho feio, claro, mas também porque a Nicole pegou o jeito rápido e gostava de usar os sinais para se comunicar (talvez por causa da chuva de elogios que recebia que funcionavam como reforço positivo). Tenho tentado entender porque está sendo diferente com a Alícia, e sei que além do temperamento dela ser outro (e ainda preciso aprender a conhecê-lo melhor!), é fruto também da minha pressa do dia-a-dia e, portanto, inconstância em não ceder à forma de comunicação que considero inaceitável. Meu objetivo com esse treinamento é ensiná-la desde cedo a submissão à minha autoridade e o respeito pelas pessoas.
É claro que há os dias em que ela está mais receptiva e disposta a colaborar, como neste vídeo (Lily practicing her sign language). Ah, e a Nicole também é uma ótima ajudante, ela observa como eu faço para ensinar a Alícia e me imita segurando o braço da irmã e repetindo o sinal pra ela como se fosse eu fazendo!
Hora de Brincar
Por incrível que pareça, a Hora de Brincar foi a minha área de maior desafio com a Alícia nas últimas semanas! Já com a Nicole nesta idade meu desafio maior era a Hora de Comer, leia aqui: Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros! Por ser a segunda filha e ter companhia para brincar quase que 100% do tempo em que está acordada (o que foi intensificado nessas férias!), acho que a Alícia desenvolveu uma espécie de "ansiedade de separação". Eu conheci esse termo lendo um dos livros da Tracy Hogg (A Encantadora de Bebês) alguns anos atrás e confesso que fiquei arrasada por ter falhado e deixado minha filha chegar nesse ponto. Justo eu que li e leio tanto, que procuro seguir uma rotina bem estruturada e ser uma mamãe pró-ativa?! Haha, pois é - apesar dos meus melhores esforços, às vezes eu não sigo meus próprios conselhos, rs. Mas isto acontece nas melhores famílias!!
A minha dificuldade é semelhante a que a Cristine compartilhou recentemente quando falou da importância de ensinar o filho - principalmente o segundo - a brincar sozinho (A importância de ensinar a brincar sozinho e Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho). No nosso caso, acho que tantos dias fora de casa no último mês pioraram as coisas e daí, ao voltar, me deparei com uma criança que só queria colo, chorava quando eu saía do ambiente, enfim, não queria brincar ou ficar sozinha de jeito nenhum! Com muito esforço (aturando choro e estabelecendo novamente os horários), consegui reverter o quadro, ufa!
No processo tive dúvida se poderia ou deveria estar tentando algo diferente (além do que eu já estava fazendo) porque a gente sempre fica com receio do que os outros (os vizinhos, né!) vão pensar ao ouvir seu filho chorar alto direto por meia hora! De verdade, não estou exagerando: o primeiro dia foi duro! Ela passou o tempo todo do "Independent Playtime" chorando (quando deu os 30 min que eu estabeleci para este momento, eu entrei lá pra buscá-la), mas no segundo dia ela chorou apenas 10 min e brincou os outros 20 min (eu espiava de vez em quando pela janela). O terceiro dia já foi "quase" um sucesso, pois geralmente é eu colocá-la no cercadinho pra ela já começar a espernear (beeem brava e desesperada mesmo), mas neste dia não! Eu a coloquei sentadinha e ela ficou me olhando e chupando o dedo, a Nicky e eu demos tchauzinho pra ela e saímos fechando a porta do quarto. Ela não deu um pio, acredita?! Eu dei até pulinhos de alegria neste dia, rs. Depois que a Nicole foi pra escola e eu lavei a louça do café, espiei pela janela e ela estava brincando com o brinquedinho "na boa". Ameeei respirando aliviada! Passados quase 30 minutos, ela começou a dar gritinhos me chamando. Resisti à tentação de entrar (esperando dar o tempo) e alguns minutinhos depois entrei. Ela já tinha cansado de brincar (porque não desenvolveu esta capacidade de concentração como a Nicole que ficava 1 hora brincando 2x por dia!!) e tinha jogado quase tudo pra fora do cercadinho, hehe. Mesmo assim fiquei feliz e elogiei-a BASTANTE dizendo como eu estava orgulhosa que ela tinha ficado lá sem chorar!!
Bastaram alguns dias de estresse e muuuito chororô pra ela entender que a mamãe não cede - hora de brincar é hora de brincar e pronto. É assim que vai ser e ela PRECISA se acostumar (para o próprio bem dela). Não quero que ela aprenda que é só berrar muito para conseguir o que quer. Existe uma rotina que ela precisa aprender (hora certa para as coisas) e também há a forma apropriada de se expressar (linguagem de sinais) para ela não ter de ir por esse caminho do choro, da birra (chantagem) ou de manipulação para conseguir o que quer. Esses são hábitos que se desenvolvem na infância, quando as crianças ainda são bem pequenas! Algumas pessoas me acham radical ou podem pensar que seja falta de afeto da minha parte, mas posso garantir que não é! Eu sei o quanto eu amo minhas filhas e só faço o que faço porque penso não somente no que é melhor para elas hoje, mas também para TODA A FAMÍLIA no longo-prazo!!
Por fim, estamos perserverando nesta prática diária do "Independent Playtime". Estou aos poucos aumentando o tempo, já chegamos a 45 minutos que ela consegue brincar bem sozinha. E também estou tentando variar os locais onde coloco o cercadinho - às vezes, no quarto dela, às vezes na sala e às vezes no quintal para ela aproveitar e tomar um solzinho. Ela ainda reluta um pouco (pra ver se consegue que eu mude de ideia e porque não gosta de mudanças), mas eu fico firme. Também estou voltando a treinar com ela o "Blanket Time" (hora do tapete) e ela já entende muito bem o que tem de fazer, mas fica testando os limites para ver como reajo, rs. Acho incrível que nesta idade eles já sejam capazes disto!
Transições de Desenvolvimento e Mudanças na Rotina
- Descartamos a mamadeira poucos dias depois dela completar 1 ano e agora, como a irmã, ela toma leite no copão de transição. A transição foi super simples! Na primeira ou segunda vez, se não me falha a memória, ela "fez que não queria" e não bebeu tudo. Se não me engano, eu acho que até voltei para a mamadeira numa das primeiras tentativas porque ela parecia irritada, apesar disso eu procurava oferecer o leite sempre no copo primeiro. Até que ela aceitou e acostumou, sem maiores dificuldades.
- Vez ou outra, o Douglas ou eu colocamos a Alícia para sentar no vaso sanitário para ela ir acostumando com a sensação de fazer xixi/cocô lá. Como sabemos que ela normalmente faz cocô durante ou logo após o café da manhã, foi facil orquestrar "coincidências" e ela já fez cocô no vaso algumas vezes. Claro que fazemos a maior festa e aplaudimos muito todas as vezes. E estamos, de fato, felizes pois sabemos que este é o início do treinamento rumo ao desfraldamento! Numa outra oportunidade conto mais.
- Com a volta às aulas da Nicole, mudei o horário de almoço da Alícia para 12:00/12:15. Nas férias foi o contrário, era a Nicole quem almoçava no horário de costume da Alícia, às 10:00/10:15 (bem cedo!) já que ela não fazia o lanchinho às 9:00/9:15 como faz quando vai para a escola. Resolvi inverter porque acho importante que as duas almocem juntas, quero estabelecer uma tradição de bons momentos à mesa (ou no caso delas, no cadeirão!) durante as refeições. Outro fator é que a Alícia ama comer e o que estava acontecendo é que ela queria almoçar duas vezes porque ficava com vontade ao ver a Nicole comendo.
- No último post contei que estava dando leite em pó especial para a idade da Alícia (aquele com prebio1) para não correr o risco dela ficar com o intestino preso. Porém, mudei de ideia porque vida com duas filhas é muito corrida, rs. Então preferi optar pela praticidade: as duas tomam o mesmo leite que a família toda toma! Estava ficando complexo demais preparar leites diferentes toda vez e agora está muito melhor! Não houve problemas dela ficar com intestino preso, pois procuro dar a ela uma alimentação saudável.
- Uma curiosidade que gostaria de acrescentar neste item sobre as transições é que, apesar de nenhum dentinho ter despontado ainda, a Alícia ama escovar "os dentes" (leia-se gengivas!) no banho como a irmã faz. Tanto que dispensamos o uso do daquele dedal pra escovar gengiva e demos uma escova só pra ela, rs.
Mobilidade e Desenvolvimento Emocional
Por último, quero falar sobre mobilidade. Engraçado como a gente estimula "menos" (ou seria melhor dizer de forma diferente?) o segundo filho. Estou sentindo muito isso com a Alícia e muitas vezes me sinto culpada porque lembro como foi com a Nicole (um exagero, confesso!). Com a primeira filha eu estimulei e treinei exaustivamente uma infinidade de habilidades, dentre elas andar. Me deliciava com absolutamente tudo, cada novo aprendizado por mais bobo que fosse. E, por um lado, foi bom porque ela foi aprendendo tudo muito rápido (e, com isso, ganhando confiança também). A Alícia está indo mais no ritmo dela, inclusive no que diz respeito a andar e sentir confiança em fazê-lo.
Hoje ela já anda bem (para frente apenas, ainda não sabe virar / fazer curva), mas no começo ela sentia muita insegurança e resistia quando tentávamos "puxá-la" a fazer mais. Como todo bebê nesta fase, é claro, ela ficava eufórica quando alguém a pegava pela mão para ela caminhar, mas ai de quem a soltasse ou tentasse estimulá-la para que ela se equilibrasse sozinha! Ela não queria saber: flexionava os joelhos e ia para o chão direto para engatinhar, ou então ficava brava mesmo e começava a chorar. Isto apesar de já ter provado que sabia andar (já ficava em pé e dava uns 10 passos sem apoio!); eu dizia que capacidade física para andar ela já tinha desenvolvido, agora faltava apenas a capacidade emocional, hehe.
Bem, por hoje é isso. Vou encerrar este post com um vídeo da Alícia se aventurando a andar sozinha e espero poder voltar em breve para contar mais sobre a rotina e o desenvolvimento dela!
Bem-vinda!!
Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!
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"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
1 ano e 2 meses de Alícia!
Posted by
Talita
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04:29
2 comentários:
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terça-feira, 19 de junho de 2012
12 meses de Alícia!
No último domingo comemos um bolo para comemorar o aniversário de 1 ano da Alícia, apesar a data do aniversário dela na verdade ser hoje. O último mês foi beeem intenso e parece que já se passaram meses que eu não escrevo no blog!
Rotina e Alimentação
Logo na semana seguinte em que a Alícia completou 11 meses, a rotina dela mudou "completamente" e eu levei um tempo para aceitar o fato e finalmente me acertar com os horários novos. O que aconteceu é que ela não estava mais precisando de uma soneca tão longa de 3 horas pela manhã, o que pra mim foi ruim porque era o tempo que eu tinha de casa em silêncio para poder trabalhar. Fiquei toda enrolada no começo!
Com o tempo nos adaptamos à nova rotina e agora os horários dela estão mais ou menos assim:
6:00 - Acordar, tomar mamadeira
7:00 - Banho (às vezes)
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (diminuiu para até 2 horas)
10:00 - Almoço
10:30 - Brincadeiras com a mamãe
11:30 - Horário de assistir a desenhos (vou buscar a Nicole)
12:00 - Balanço / Pula-pula (enquanto Nicole almoça)
12:30 - Mamadeira (preparação para a soneca)
15:00 - Cercadão na sala (sozinha)
15:30 - Atividade com a irmã
16:30 - Banho (às vezes)
17:00 - Jantar
17:30 - Irmãs assistem a TV (enquanto ajeito a cozinha)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir
Agora que ela completou 1 aninho, ela já pode tomar leite de vaca. Gosto de dar leite em pó com prebio1 para não correr o risco dela ficar com o intenstino preso. Em breve também substituiremos a mamadeira pelo copinho de transição. Ela ainda toma uma mamadeira cheia de leite 3 vezes por dia e come fruta 2 vezes quase todos os dias também (no café da manhã e de sobremesa no almoço, ou algumas vezes à tarde após a soneca quando a irmã lancha). Com relação às refeições, ela continua comendo bem. Nessa última semana deu para cuspir quando não queria comer algo (talvez por dor na gengiva, não sei) e, como já mencionei em outros updates, ela tem gradualmente diminuído a quantidade de comida que ingere por refeição (exceto em growth spurts). Sei que isso é normal e por isso não insisto ou caio na besteira de substituir o almoço ou jantar por outro alimento "mais gostoso" (normalmente doce, rs) só pra forçá-la a comer. Sei que isso vira um péssimo hábito e transforma a criança num "picky eater". Salvo dias atípicos, quando estamos fora de casa, por exemplo, as refeições têm horário certo para acontecer e seguimos a seguinte lógica: não quer comer tudo o que coloquei no prato porque não está mais com fome, tudo bem, mas só vai poder comer novamente na próxima refeição - não haverá lanchinhos-substitutos no intervalo.
Doença, Gases e Dentição
As noites do último mês foram bem agitadas. Eu tinha comentado que a Alícia quase não ficava doente, mas o último mês contrariou o que eu disse! Além dos resfriados que foram e voltaram o mês todo e a gengiva que aparentemente não pára de coçar (ela vive com a mão na boca), a Alícia sofre de gases quando come alimentos gordurosos. Eu não gosto de dar, mas quando tem aniversário ou alguma comemoração em família é incrível como tem sempre alguém que quer colocar um pedaço de bolo na boca dela. Eu sou contra; acho que ela não tem idade para isso e vai ter a vida toda pra comer doces, mas sei lá parece que a gente fica mais flexível no segundo filho, porque não consegue mais ficar "em cima" o tempo todo e abre mão de brigar por certas coisas. O fato é que depois quem aguenta chororô de bebê na madrugada são os pais. E por que não dizer também a irmã que divide o quarto com ela e escuta o choro, não é mesmo? A família toda sofre, mas quem sofre mais claro que é a própria criança que fica com gases retidos e prisão de ventre. Isso me chateia muito. Não foram poucas as noites no último mês que ela acordou de madrugada chorando, se contorcendo toda e soltando muitos puns. Dá-lhe simeticona nessas horas!
Na verdade, o cansaço se potencializa quando as duas estão gripadas, porém em períodos alternados. Quando uma está ficando melhorzinha, a outra piora e depois elas invertem. Então parece que eu estou sempre medicando, dando xarope, pingando rinossoro e limpando nariz catarrento! E à noite também fica aquele estresse já que uma irmã tosse, ou acorda chorando porque está toda entupida e não consegue respirar, e acorda a outra, enfim... acho que vocês já conseguem imaginar a cena. = )
O bom disso tudo é que a Alícia finalmente aprendeu a assoar o nariz. Isso facilita muito as coisas! É tão bonitinho. Eu digo "blow" e ela faz aquele barulhinho fofo expulsando ar pelo nariz, hehe. Eu me lembro quando a Nicole também aprendeu a assoar o nariz assim bem novinha. Acho lindo!
Aliás, aqui cabe um outro comentário interessante. Há fases de calmaria em que eu me sinto totalmente "no controle", a vida flui que é uma beleza e parece que estamos dando conta de todas as responsabilidades maravilhosamente bem. Porém, há dias - que às vezes se estendem por semanas - em que eu acho que vou ficar louca (chego a acreditar que já estou!). Em fases assim sinto-me incapaz e fracassada por causa do cansaço do dia, sono interrompido da noite e, às vezes, tempo insuficiente para lazer (pois todo mundo precisa de ócio para espairecer!). Nos dias bons, claro, minha tendência é bancar a poderosa e me gabar que criar filhos não é uma tarefa tão difícil assim. Mas nos dias ruins, é o oposto! Eu chego no fim do dia e digo para o meu marido quando ele chega do trabalho: "Sua vez! Elas são todas suas" e me declaro de folga porque não aguento mais. Estou no meu limite. Ainda bem que eu tenho um marido amoroso, compreensivo, prestativo, trabalhador etc e etc!! Ele realmente é um presente de Deus na minha vida!
Ah, e antes que eu me esqueça de contar: ainda não saíram os dentinhos dela. Há apenas marquinhas brancas na gengiva. = )
Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
A Nicole andou oficialmente (deu seus primeiros passos sem ajuda) com 1 ano e uns dias. A Alícia eu acho que vai demorar um pouco mais. Ela consegue ficar em pé sem apoio por alguns segundos antes de se desequilibrar, mas parece que não está muito interessada em arriscar. Ela prefere engatinhar porque vai mais rápido, mas gosta muito quando alguém a pega pela mão para ela andar por aí. Fica toda feliz!
Queria aproveitar também para fazer outro comentário e gostaria de saber se outras mães sentem ou já sentiram isso com relação ao segundo filho. Confesso que eu me sinto muitas vezes culpada por não conseguir dar à Alícia toda a atenção que eu dei à Nicole quando bebê. Tenho a sensação de que a Alícia fica carente de atenção/colo de mãe e sofre de "ansiedade de separação" em algumas situações. Não sei se tem a ver com a personalidade dela que é diferente ou se é resultado simplesmente da criação que estou dando que também é diferente já que a Nicole era filha única e estava muito mais acostumada a ficar longos períodos do dia brincando sozinha. A casa ficava em silêncio a maior parte do tempo o e, por isso, havia menos interrupções na rotina ou nos horários da soneca, enfim, era uma vida mais sossegada para ela. Apesar da Alícia ser uma bebê mais serena e bem adaptada (a Nicole já era mais comunicativa e bastante sensível ao ambiente), ela não brinca bem sozinha (com raras exceções) por mais de 30 minutos - enquanto a Nicole nesta idade ficava tranquilamente por 1 hora (ou mais) brincando no cercadinho! Outro ponto que me incomoda é que eu não tenho conseguido ensinar à Alícia tudo o que ensinei à Nicole nesta idade. Mesmo porque o nosso momento de brincadeiras à tarde tem a irmã mais velha presente que, eu diria, "ofusca" um pouco a caçula. Eu tento estimular a Alícia para fazer certas coisas, mas a Nicole muitas vezes "rouba a cena". Se eu incentivo a Alícia a ficar de pé sem se segurar ou a andar de um lado para o outro, a Nicole diz: "Agora eu, mamãe" ou "Olha, mamãe, eu também consigo". Ou mesmo quando estou usando um brinquedinho para ensiná-la algo (o nome dos animais, o som que eles fazem), a Nicole entra em cena e quer fazer também. Claro que eu acho engraçadinho e não fico brava com ela por isso, mas a sensação que eu tenho é que como a gente perde o foco a Alícia não tem tanto a oportunidade de responder aos estímulos como a Nicole teve. Queria dar a "mesma criação" às duas, mas provavelmente é irrealismo meu pensar que isso seja possível. E tento me consolar com o fato de que estou fazendo o meu melhor e de que a Alícia está tendo algo de a mais que a Nicole não teve: uma irmãzinha pra brincar com ela e ensiná-la coisas também.
Apesar disso, estou muito contente que a Alícia já aprendeu seu primeiro sinal. Ela já sabe fazer "não, obrigada" para sinalizar que não quer mais algo. Nos surpreendeu quando ela usou o sinal sozinha primeira vez alguns dias após completar 11 meses! Agora estamos insistindo para que ela aprenda o "por favor" para pedir algo - no momento ela ainda resmunga ou choraminga quando quer uma comida ou brinquedo. É um exercício de paciência e constância, sem dúvida. Preciso repetir muitas vezes e fazer o sinal por ela cada vez até que ela entenda e comece a fazê-lo por conta. E mesmo com o sinal que ela já sabe fazer algumas vezes ela se recusa a usá-lo e volta ao hábito de antes: vira o rosto, cospe ou joga a comida (ou brinquedo) no chão. Quando isto acontece, eu falo "No, that's not how you tell mommy you don't want it. You have to say, "no, thanks" (Não, não é assim que diz para mamãe que você não quer. Você tem de dizer: "não, obrigada".). Eu faço o sinal com a minha mão (falando em voz alta o que ele significa), em seguida faço com a mão dela e só depois sigo retirando o alimento que ela não quer mais. O curioso é que agora a Nicole voltou a fazer os sinais e fingir que é um bebê que não sabe falar, imitando a irmã. Outras vezes ela faz o oposto: imita a mamãe e pega na mão da Alícia para fazer o sinal por ela (como me vê fazendo). Quando ela finge que é um bebê e imita a Alícia eu acho que não tem problema e normalmente brinco de volta (a menos que ela esteja encenando um episódio de birra, claro!), mas quando ela quer mandar eu faço questão de lembrá-la de que a mãe sou eu e explico que ela não pode dar ordens para a irmã porque esta é a minha função. No blog Childwise Chat, a autora apelidou esse comportamento típico de filhos mais velhos de "a síndrome do terceiro pai". Eu acho que tem bem a ver mesmo, pois a Nicole é naturalmente mandona!!
Bem, acho que por hoje é só! Quem quiser ler updates passados, é só clicar num dos links abaixo:
11 meses de Alícia!
10 meses de Alícia!
9 meses de Alícia!
8 meses de Alícia!
7 meses de Alícia!
6 meses de Alícia!
5 meses de Alícia!
4 meses de Alícia!
3 meses de Alícia!
2 meses de Alícia!
40 dias de Alícia!
sábado, 19 de maio de 2012
11 de meses de Alícia!
Uau, uau, uau - daqui exatamente 1 mês, a Alícia completa um ano de vida!
Às vezes quando paro pra pensar, fico perplexa. Não dá para acreditar. Falar isso já se tornou chavão, eu sei, mas não tem como não repetir: PASSA RÁPIDO!
É... pensando bem, preciso admitir que houve dias hiper looongos e fases que pareciam difíceis demais, e eu - uma mãe exausta - torcia para que passassem logo!
Mas, no fim das contas, não é que a parte ruim perde importância em relação à boa?!
Hoje vou contar um pouquinho das novidades do último mês.
Rotina: Sono > Alimentação > Atividades
A Alícia continua se alimentando bem. Há dias que ela parece não ter muita fome e por isso come menos, mas eu aprendi a considerar a ingestão de três dias seguidos e não me preocupo à toa. Ela toma 2-3 mamadeiras e faz 3-4 refeições por dia. Apesar de não ter nenhum dentinho sequer (apenas manchinhas brancas que dá pra ver pela gengiva), ela come muito bem sólidos com pedacinhos. Eu costumo cozinhar legumes e congelar papinhas de sabores diferentes (com carne, frango, peixe, macarrão etc.), daí às vezes amasso arroz e feijão com o garfo e misturo à papinha pronta que descongelei e ela come tudo!
O sono dela também vai ótimo. Ela dorme 11 horas por noite e tira duas boas sonecas durante o dia, uma de manhã (de 3 horas) e outra à tarde (de 2 horas). Eu procuro "proteger o sono" das minhas duas filhas, principalmente da Alícia neste 1º. ano de vida, pois sei o quanto isto é importante! Isso significa que sim, recuso alguns convites de sair à tarde/noite pensando no bem delas e sim, tenho uma vida social mais limitada em relação à vida que levava antes de casar ou ter filhos. Eu sei que algumas pessoas não entendem ou concordam, mas paciência! Definitivamente não vou a extremos, sou flexível na medida do possível e abro exceções ocasionalmente (principalmente de final de semana!) e também não acho ruim que seja dessa maneira porque aceito que é uma fase e a minha missão no momento.
Já dizia o ditado: "Não dá para se ter o melhor de dois mundos". A lógica é simples: para que algo seja prioritário, algo precisará ser secundário.
Mas voltando à rotina, o dia da Alícia atualmente está mais ou menos assim:
6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (dura até 3 horas)
11:00 - Almoço
11:30 - Brincar no tapete na sala
12:00 - Balanço / Pula-pula
12:30 - Livre (quando a irmã chega da escola e almoça)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Mamadeira e/ou lanche de fruta
15:30 - Cercadinho no quintal (sozinha)
16:00 - Assistir a desenhos com a irmã
16:30 - Brincar com a irmã e a mamãe
17:00 - Jantar
17:30 - Livre (geralmente na sala)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir
Preciso ressaltar que há dias em que ela acorda antes do horário de comer. Eu analiso a situação antes de decidir o que fazer. Avalio o contexto e algumas vezes insisto para que ela volte a dormir. Pelo tipo de choro eu sei quando é manha e, neste caso, quero que ela "entenda" que quem decide é a mamãe e que não adianta chorar pra me convencer. Outros dias, como aconteceu ontem, eu percebo que ela está com fome "antes da hora" (porque deve estar passando por um impulso de crescimento) e, nesses casos, é óbvio que eu a alimento. Ontem mesmo, tivemos de adaptar a rotina porque ela almoçou às 10:00.
Outro comentário é que as nossas tardes são as mais difíceis PARA MIM. Eu já estou cansada (porque o meu dia começou bem cedo!) e as meninas acordam da soneca por volta das 15:00 e 16:00 super dispostas. Até tenho pensado seriamente e já conversei com o meu marido sobre isto que, se eu quiser ser uma boa mãe, esposa, (etc e etc,), PRECISO começar a ir pra cama por volta das 21:00. Haja pique, viu!
Doença
A Alícia não fica muito doente. De vez em quando ela pega um resfriado, fica com o nariz entupido, com tosse ou algo do gênero, mas - não sei exatamente o porquê e talvez seja só uma impressão - os sintomas não aparecem tão forte ou não acontecem com a mesma frequência que acontecia com a Nicole. Por causa do contato com a irmã que vem da rua todos os dias talvez ela tenha desenvolvido uma imunidade maior? Ou será porque eu, sendo mãe de 2a viagem, me estresso menos nessas ocasiões e já sei lidar melhor com a situação (como medicar, o que observar, essas coisas)? Engraçado que, na minha lembrança, após o 8º ou 9º. mês, a Nicole ficava doente todo mês e cada vez ficava uma semana inteira comendo quase nada!
Com a Alícia não, os resfriados pouco prejudicam a alimentação, mas alteram a rotina porque o sono dela fica mais picado - ela acorda antes e, cansada, fica manhosa. Nos três dias que antecederam o Dia das Mães (quinta a sábado da semana passada), ela pegou uma virose muito estranha. Digo estranha porque ela não teve sintoma nenhum - como diárreia, perda de apetite, tosse, coriza etc. - apenas febre. Eu a mediquei com paracetamol e ibuprofeno praticamente a cada 4 horas (intercalando entre eles) para controlar a temperatura e isso durou três dias. No terceiro dia a febre finalmente cessou! Como era final de semana, se ela não tivesse parado, eu a teria levado ao pronto socorro. Mas, se fosse durante a semana, a orientação do pediatra delas (com quem me comunico por email e mantive a par do que estava fazendo) é levá-las ao consultório para serem examinadas por ele (se depois de três dias a febre persistir). Normalmente ele pede que não levemos as meninas ao pronto socorro e eu gosto dessa postura. Na época da Nicole, qualquer coisinha eu já saía correndo para o pronto socorro sem necessidade (por exemplo, quando era o 1º ou 2º dia de febre). Além de frustrante para nós pais e cansativo para o bebê doente (por causa da viagem), a visita ao médico plantonista do hospital era pouco esclarecedora porque não havia muito que eles pudessem fazer, além de receitar remédio para abaixar a febre ou então espetar a criança pra fazer exame de sangue.
Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
Falei no último post que a Alícia havia ganhado mobilidade e tenho pensado nos diferentes conceitos de "andar" e "engatinhar" que as mães têm. Tenho percebido que cada pessoa define essas palavras de uma forma bem diferente. Quem nunca ouviu que bebê tal começou a andar com 8 ou 9 meses e todos ficam "óhhhh"?! Bem, eu tenho uma definição bem particular. Engatinhar, na minha visão, é diferente de se rastejar, de andar sentado (arrastando o bumbum) ou de se locomover simplesmente (de qualquer outra forma criativa que os bebês inventam para chegar ao lugar que desejam). Engatinhar pra mim é engatinhar no sentido mais tradicional possível, com os dois joelhinhos e braços no chão!
E andar também. Esta semana estava na sala de espera de um consultório médico e uma mãe com uma bebê de quase um ano perguntou se a Alícia já estava andando. Como para mim "andar" é caminhar de um lado a outro sem qualquer apoio, eu respondi que não. Daí ela falou orgulhosa que a filha dela já estava andando havia quase 1 mês. Eu disse: "Mas ela anda como? Se você colocá-la no chão agora, ela anda de uma parede a outra deste corredor?" ao que ela me respondeu: "Não, mas ela anda assim: em casa ela engatinha até o sofá, fica em pé e anda (segurando) até o lugar onde quer chegar". E eu respondi: "Ah, isto a Alícia também faz, rs".
O que eu acho engraçadinho é que a Alícia engatinha do jeito mais tradicional possível e começou cedo - e o motivo é provavelmente que eu a deixei se desenvolver no ritmo dela (com pouca interferência). Diferente da irmã que por muito tempo "engatinhou com uma perna só". Na verdade, a Nicole queria tanto "andar" (porque eu a incentivava pra isso) que não gostava de ficar no chão, queria só ficar em pé. E quando me perguntam quando a Nicole começou a engatinhar (daquele jeitinho "certo" que descrevi acima), eu considero que foi apenas algumas semanas (quase 1 mês) antes dela oficialmente aprender a andar (quando ela deu seus primeiros passos sozinha, sem segurar em nada), o que aconteceu dias depois de fazer um aninho. Isto de acordo com a minha visão super rigorosa de engatinhar e de andar porque é claro que ela já se locomovia de um lado para o outro bem antes disso!
Pra ser sincera, fiquei desanimada ao refletir sobre o que escrever na atualização de hoje porque não tenho sido consistente em tudo o que gostaria! A Alícia é muito inteligente, mas eu não tenho insistido para que ela aprenda a linguagem de sinais como fiz com a Nicole que, nesta idade, eu acho que já sinalizava "obrigada". Na verdade, não tenho certeza se ela o fazia com 10 pra 11 meses, mas com 11 pra 12 meses sim (leia mais aqui)! E eu até sei qual é o meu erro. Eu deveria estar ensinando um sinal de cada vez e repetindo-o o tempo todo, mas não faço isto porque estou sempre fazendo tudo correndo. Às vezes uso "por favor" e às vezes o "obrigada" na hora das refeições, mas não com a frequência necessária. Também não tenho feito o "tempo no tapete" (para ela se acostumar a respeitar os limites invisíveis e praticar a obediência) exatamente todos os dias. Preciso me esforçar mais pra ser proativa em vez de ser levada pelas situações do dia-a-dia.
Não poderia encerrar este post reforçando o quanto bebês dessa idade já são capazes de raciocinar. Bobos somos nós quando pensamos que criança dessa idade é bobinha! Vou dar dois exemplos reais que mostram como mesmo uma bebê tão linda e fofa como a minha Alícia é capaz de artimanhas criativas para conseguir (ou pelo menos tentar!) o que quer. Os dois aconteceram nesta última semana.
1º exemplo: Vesti a Alícia depois do banho dela e coloquei-a pra brincar no cercadão da sala antes de voltar ao banheiro e vestir a Nicole que estava no chuveiro. Chegando lá, me dei conta de que não tinha tudo que precisava; portanto saí do banheiro e passei pela sala novamente pra ir até o quarto delas. Quando me viu, a Alícia, que estava quietinha brincando, ficou toda eufórica. Deu aquele sorriso radiante quando eu olhei pra ela e joguei beijo. Mas foi só eu passar reto, que ela começou a protestar porque não conseguiu o que queria (que eu fosse lá brincar com ela). Na volta do quarto ao banheiro, a cena se repete. Ela joga todo o charme com aquele sorriso lindo pra me convencer a ir lá dar beijocas nela, mas quando eu passo reto porque a outra filha está esperando, ela chora em protesto, pedindo pra eu voltar!
2º exemplo: Depois de tomar a mamadeira da noite, está na hora de colocar a Alícia na cama pra dormir. Em algumas noites, ela não concorda que está na hora porque quer brincar mais. Na verdade, essa história já aconteceu repetidas vezes, não foi só nesta semana não! Eu a coloco no berço, dou a Nana (boneca de pano que ela abraça pra dormir) e a cubro com o lençol. Muito ágil, ela resmunga e imediatamente rola de barriga pra baixo para mostrar que quer levantar (e se eu for lenta na reação, ela consegue!). Então eu digo não, repito que está na hora de dormir e a deito novamente na posição de dormir. Das primeiras vezes, ela insistia até que eu comecei a segurar as perninhas dela para imobilizá-la na intenção de mostrar que levantar não seria permitido. (Aqui cabe um parêntesis: em algumas ocasiões, confesso que "desencanei" e saí do quarto mesmo sabendo que ela levantaria porque as minhas costas estavam doendo de ficar inclinada para segurá-la deitada no berço, rs!) Veja que incrível: após alguns episódios assim, ela começou a adotar outra estratégia. Ao deitá-la, ela ficava quietinha na posição de dormir (abraçando a Nana e com o dedão na boca) e era só eu virar em direção à porta pra ela rolar de barriga pra baixo e ficar de pé! Como pode uma bebê de 10 meses e pouco já ter noção do que é burlar as regras?
Pra terminar, vou compartilhar um vídeo da minha gatinha caçula brincando sozinha no cercadinho. Ela estava no quarto com a porta fechada e meu marido fez a filmagem pela janela sem ela perceber. São apenas alguns segundos, mas já dá pra ver como ela fica concentrada, explorando um brinquedo por vez - ainda que seja algo tão simples quanto uma bola-chocalho.
Por hoje é só, um abraço!
Beijos, Talita
Às vezes quando paro pra pensar, fico perplexa. Não dá para acreditar. Falar isso já se tornou chavão, eu sei, mas não tem como não repetir: PASSA RÁPIDO!
É... pensando bem, preciso admitir que houve dias hiper looongos e fases que pareciam difíceis demais, e eu - uma mãe exausta - torcia para que passassem logo!
Mas, no fim das contas, não é que a parte ruim perde importância em relação à boa?!
Hoje vou contar um pouquinho das novidades do último mês.
Rotina: Sono > Alimentação > Atividades
A Alícia continua se alimentando bem. Há dias que ela parece não ter muita fome e por isso come menos, mas eu aprendi a considerar a ingestão de três dias seguidos e não me preocupo à toa. Ela toma 2-3 mamadeiras e faz 3-4 refeições por dia. Apesar de não ter nenhum dentinho sequer (apenas manchinhas brancas que dá pra ver pela gengiva), ela come muito bem sólidos com pedacinhos. Eu costumo cozinhar legumes e congelar papinhas de sabores diferentes (com carne, frango, peixe, macarrão etc.), daí às vezes amasso arroz e feijão com o garfo e misturo à papinha pronta que descongelei e ela come tudo!
O sono dela também vai ótimo. Ela dorme 11 horas por noite e tira duas boas sonecas durante o dia, uma de manhã (de 3 horas) e outra à tarde (de 2 horas). Eu procuro "proteger o sono" das minhas duas filhas, principalmente da Alícia neste 1º. ano de vida, pois sei o quanto isto é importante! Isso significa que sim, recuso alguns convites de sair à tarde/noite pensando no bem delas e sim, tenho uma vida social mais limitada em relação à vida que levava antes de casar ou ter filhos. Eu sei que algumas pessoas não entendem ou concordam, mas paciência! Definitivamente não vou a extremos, sou flexível na medida do possível e abro exceções ocasionalmente (principalmente de final de semana!) e também não acho ruim que seja dessa maneira porque aceito que é uma fase e a minha missão no momento.
Já dizia o ditado: "Não dá para se ter o melhor de dois mundos". A lógica é simples: para que algo seja prioritário, algo precisará ser secundário.
Mas voltando à rotina, o dia da Alícia atualmente está mais ou menos assim:
6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (dura até 3 horas)
11:00 - Almoço
11:30 - Brincar no tapete na sala
12:00 - Balanço / Pula-pula
12:30 - Livre (quando a irmã chega da escola e almoça)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Mamadeira e/ou lanche de fruta
15:30 - Cercadinho no quintal (sozinha)
16:00 - Assistir a desenhos com a irmã
16:30 - Brincar com a irmã e a mamãe
17:00 - Jantar
17:30 - Livre (geralmente na sala)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir
Preciso ressaltar que há dias em que ela acorda antes do horário de comer. Eu analiso a situação antes de decidir o que fazer. Avalio o contexto e algumas vezes insisto para que ela volte a dormir. Pelo tipo de choro eu sei quando é manha e, neste caso, quero que ela "entenda" que quem decide é a mamãe e que não adianta chorar pra me convencer. Outros dias, como aconteceu ontem, eu percebo que ela está com fome "antes da hora" (porque deve estar passando por um impulso de crescimento) e, nesses casos, é óbvio que eu a alimento. Ontem mesmo, tivemos de adaptar a rotina porque ela almoçou às 10:00.
Outro comentário é que as nossas tardes são as mais difíceis PARA MIM. Eu já estou cansada (porque o meu dia começou bem cedo!) e as meninas acordam da soneca por volta das 15:00 e 16:00 super dispostas. Até tenho pensado seriamente e já conversei com o meu marido sobre isto que, se eu quiser ser uma boa mãe, esposa, (etc e etc,), PRECISO começar a ir pra cama por volta das 21:00. Haja pique, viu!
Doença
A Alícia não fica muito doente. De vez em quando ela pega um resfriado, fica com o nariz entupido, com tosse ou algo do gênero, mas - não sei exatamente o porquê e talvez seja só uma impressão - os sintomas não aparecem tão forte ou não acontecem com a mesma frequência que acontecia com a Nicole. Por causa do contato com a irmã que vem da rua todos os dias talvez ela tenha desenvolvido uma imunidade maior? Ou será porque eu, sendo mãe de 2a viagem, me estresso menos nessas ocasiões e já sei lidar melhor com a situação (como medicar, o que observar, essas coisas)? Engraçado que, na minha lembrança, após o 8º ou 9º. mês, a Nicole ficava doente todo mês e cada vez ficava uma semana inteira comendo quase nada!
Com a Alícia não, os resfriados pouco prejudicam a alimentação, mas alteram a rotina porque o sono dela fica mais picado - ela acorda antes e, cansada, fica manhosa. Nos três dias que antecederam o Dia das Mães (quinta a sábado da semana passada), ela pegou uma virose muito estranha. Digo estranha porque ela não teve sintoma nenhum - como diárreia, perda de apetite, tosse, coriza etc. - apenas febre. Eu a mediquei com paracetamol e ibuprofeno praticamente a cada 4 horas (intercalando entre eles) para controlar a temperatura e isso durou três dias. No terceiro dia a febre finalmente cessou! Como era final de semana, se ela não tivesse parado, eu a teria levado ao pronto socorro. Mas, se fosse durante a semana, a orientação do pediatra delas (com quem me comunico por email e mantive a par do que estava fazendo) é levá-las ao consultório para serem examinadas por ele (se depois de três dias a febre persistir). Normalmente ele pede que não levemos as meninas ao pronto socorro e eu gosto dessa postura. Na época da Nicole, qualquer coisinha eu já saía correndo para o pronto socorro sem necessidade (por exemplo, quando era o 1º ou 2º dia de febre). Além de frustrante para nós pais e cansativo para o bebê doente (por causa da viagem), a visita ao médico plantonista do hospital era pouco esclarecedora porque não havia muito que eles pudessem fazer, além de receitar remédio para abaixar a febre ou então espetar a criança pra fazer exame de sangue.
Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
Falei no último post que a Alícia havia ganhado mobilidade e tenho pensado nos diferentes conceitos de "andar" e "engatinhar" que as mães têm. Tenho percebido que cada pessoa define essas palavras de uma forma bem diferente. Quem nunca ouviu que bebê tal começou a andar com 8 ou 9 meses e todos ficam "óhhhh"?! Bem, eu tenho uma definição bem particular. Engatinhar, na minha visão, é diferente de se rastejar, de andar sentado (arrastando o bumbum) ou de se locomover simplesmente (de qualquer outra forma criativa que os bebês inventam para chegar ao lugar que desejam). Engatinhar pra mim é engatinhar no sentido mais tradicional possível, com os dois joelhinhos e braços no chão!
E andar também. Esta semana estava na sala de espera de um consultório médico e uma mãe com uma bebê de quase um ano perguntou se a Alícia já estava andando. Como para mim "andar" é caminhar de um lado a outro sem qualquer apoio, eu respondi que não. Daí ela falou orgulhosa que a filha dela já estava andando havia quase 1 mês. Eu disse: "Mas ela anda como? Se você colocá-la no chão agora, ela anda de uma parede a outra deste corredor?" ao que ela me respondeu: "Não, mas ela anda assim: em casa ela engatinha até o sofá, fica em pé e anda (segurando) até o lugar onde quer chegar". E eu respondi: "Ah, isto a Alícia também faz, rs".
O que eu acho engraçadinho é que a Alícia engatinha do jeito mais tradicional possível e começou cedo - e o motivo é provavelmente que eu a deixei se desenvolver no ritmo dela (com pouca interferência). Diferente da irmã que por muito tempo "engatinhou com uma perna só". Na verdade, a Nicole queria tanto "andar" (porque eu a incentivava pra isso) que não gostava de ficar no chão, queria só ficar em pé. E quando me perguntam quando a Nicole começou a engatinhar (daquele jeitinho "certo" que descrevi acima), eu considero que foi apenas algumas semanas (quase 1 mês) antes dela oficialmente aprender a andar (quando ela deu seus primeiros passos sozinha, sem segurar em nada), o que aconteceu dias depois de fazer um aninho. Isto de acordo com a minha visão super rigorosa de engatinhar e de andar porque é claro que ela já se locomovia de um lado para o outro bem antes disso!
Pra ser sincera, fiquei desanimada ao refletir sobre o que escrever na atualização de hoje porque não tenho sido consistente em tudo o que gostaria! A Alícia é muito inteligente, mas eu não tenho insistido para que ela aprenda a linguagem de sinais como fiz com a Nicole que, nesta idade, eu acho que já sinalizava "obrigada". Na verdade, não tenho certeza se ela o fazia com 10 pra 11 meses, mas com 11 pra 12 meses sim (leia mais aqui)! E eu até sei qual é o meu erro. Eu deveria estar ensinando um sinal de cada vez e repetindo-o o tempo todo, mas não faço isto porque estou sempre fazendo tudo correndo. Às vezes uso "por favor" e às vezes o "obrigada" na hora das refeições, mas não com a frequência necessária. Também não tenho feito o "tempo no tapete" (para ela se acostumar a respeitar os limites invisíveis e praticar a obediência) exatamente todos os dias. Preciso me esforçar mais pra ser proativa em vez de ser levada pelas situações do dia-a-dia.
Não poderia encerrar este post reforçando o quanto bebês dessa idade já são capazes de raciocinar. Bobos somos nós quando pensamos que criança dessa idade é bobinha! Vou dar dois exemplos reais que mostram como mesmo uma bebê tão linda e fofa como a minha Alícia é capaz de artimanhas criativas para conseguir (ou pelo menos tentar!) o que quer. Os dois aconteceram nesta última semana.
1º exemplo: Vesti a Alícia depois do banho dela e coloquei-a pra brincar no cercadão da sala antes de voltar ao banheiro e vestir a Nicole que estava no chuveiro. Chegando lá, me dei conta de que não tinha tudo que precisava; portanto saí do banheiro e passei pela sala novamente pra ir até o quarto delas. Quando me viu, a Alícia, que estava quietinha brincando, ficou toda eufórica. Deu aquele sorriso radiante quando eu olhei pra ela e joguei beijo. Mas foi só eu passar reto, que ela começou a protestar porque não conseguiu o que queria (que eu fosse lá brincar com ela). Na volta do quarto ao banheiro, a cena se repete. Ela joga todo o charme com aquele sorriso lindo pra me convencer a ir lá dar beijocas nela, mas quando eu passo reto porque a outra filha está esperando, ela chora em protesto, pedindo pra eu voltar!
2º exemplo: Depois de tomar a mamadeira da noite, está na hora de colocar a Alícia na cama pra dormir. Em algumas noites, ela não concorda que está na hora porque quer brincar mais. Na verdade, essa história já aconteceu repetidas vezes, não foi só nesta semana não! Eu a coloco no berço, dou a Nana (boneca de pano que ela abraça pra dormir) e a cubro com o lençol. Muito ágil, ela resmunga e imediatamente rola de barriga pra baixo para mostrar que quer levantar (e se eu for lenta na reação, ela consegue!). Então eu digo não, repito que está na hora de dormir e a deito novamente na posição de dormir. Das primeiras vezes, ela insistia até que eu comecei a segurar as perninhas dela para imobilizá-la na intenção de mostrar que levantar não seria permitido. (Aqui cabe um parêntesis: em algumas ocasiões, confesso que "desencanei" e saí do quarto mesmo sabendo que ela levantaria porque as minhas costas estavam doendo de ficar inclinada para segurá-la deitada no berço, rs!) Veja que incrível: após alguns episódios assim, ela começou a adotar outra estratégia. Ao deitá-la, ela ficava quietinha na posição de dormir (abraçando a Nana e com o dedão na boca) e era só eu virar em direção à porta pra ela rolar de barriga pra baixo e ficar de pé! Como pode uma bebê de 10 meses e pouco já ter noção do que é burlar as regras?
Pra terminar, vou compartilhar um vídeo da minha gatinha caçula brincando sozinha no cercadinho. Ela estava no quarto com a porta fechada e meu marido fez a filmagem pela janela sem ela perceber. São apenas alguns segundos, mas já dá pra ver como ela fica concentrada, explorando um brinquedo por vez - ainda que seja algo tão simples quanto uma bola-chocalho.
Por hoje é só, um abraço!
Beijos, Talita
sexta-feira, 20 de abril de 2012
10 meses de Alícia!
A Alícia completou seus 10 meses de vida ontem e vim postar sobre as novidades do último mês!
Rotina
À medida que a Alícia foi ganhando mobilidade e esticando o tempo acordada entre as refeições, eu comecei a perceber que estava na hora de organizar melhor as nossas atividades durante o dia. Vi que eu estava sendo flexível demais com a rotina e eu não estava satisfeita em ter de improvisar tanto, tendo de pensar de última hora o que ela deveria fazer naquele momento. Tenho o privilégio de trabalhar de casa (do meu home office) para poder ficar com as meninas, mas confesso que conciliar tantos pensamentos e tarefas simultaneamente é uma tarefa dificílima!

Então, avaliando a situação nas últimas semanas cheguei à conclusão de que precisava elaborar um novo plano escrito, para estruturar melhor o dia, e fixá-lo na geladeira para consultas rápidas. Eis ao lado como ficou! Para você que sente que também precisa de um pouco mais de organização no seu dia, essa é uma dica muito prática. Aliás, recomendo a leitura do livro "A Pessoa Com Propósito" de Kevin McCarthy, pois a ajudará a manejar melhor o seu tempo.
É claro que não consigo ser 100% fiel a este "Dia Ideal" o tempo todo, mas pelo menos eu tenho um parâmetro a ser seguido e isso é muito útil. Me ajuda a ficar dentro do objetivo que tracei para a minha família e, principalmente, simplifica as decisões que tenho de tomar durante o dia. Por exemplo, depois que a Alícia faz uma refeição e preciso decidir qual será a próxima atividade, não preciso mais pensar com os meus botões se ela já brincou no balanço hoje ou a quanto tempo de TV ela já assistiu. Com o plano no papel, fica mais fácil fazer a transição entre as atividades e me permite espaço no cérebro para tomar outras decisões com mais clareza. Ajuda também na comunicação com o meu marido (e também com a pessoa que me ajuda com os serviços domésticos) já que a informação fica acessível a todos da casa.
Sono
Com o meu novo plano escrito, até mais ou menos a metade do mês, ela continuou tirando três sonecas por dia. A primeira bem longa (até 3 horas) e as outras duas mais curtas (até 1 hora cada). Porém, em alguns dias ela estendia a segunda soneca em até 30 minutos e, assim, estamos no processo de eliminar a última soneca do fim da tarde. Eu diria que hoje ela ainda precisa dessa última soneca somente alguns dias por semana (talvez 2 ou 3) e a tendência é isso ser diminuído até ser eliminado. Se não me engano, o livro "Além do Nana Nenê" estabelece que esta terceira soneca é eliminada entre o 8º. e 10º. mês de vida. Por isso, acredito que estamos caminhando conforme o esperado!
O sono noturno permanece igual, com exceções ocasionais de acordar de madrugada quando doente (como aconteceu este mês, conto logo abaixo) ou de demorar mais para dormir porque aprendeu a levantar sozinha. Os primeiros dois dias da nova habilidade foram uma luta. Eu tinha de voltar no quarto várias vezes para deitá-la novamente (porque ela tinha aprendido a sentar/ficar de pé mas não a voltar a sentar/deitar)! É óbvio que ela não gostava e começava a chorar porque queria ficar de pé ou que eu a pegasse no colo em vez de ficar quietinha deitada. Me certifiquei de que não havia nenhum outro motivo para o choro e deixei-a chorar (CIO). Quando tudo ficou em silêncio, alguns minutos depois, entrei no quarto e encontrei-a dormindo sentada. Morrendo de sono e não queria se render.... vê se pode?!
Alimentação
No último post contei como foi o processo de desmame com a Alícia. Fiz uma transição gradual durante todo o último mês, substituindo uma mamada ao dia por leite industrializado na mamadeira. Porém, hoje admito que me precipitei ao substituir as outras duas mamadas ao mesmo tempo, não permitindo ao meu corpo tempo suficiente para se adaptar a tanta mudança. O resultado foi ruim. Pra mim, não para a Alícia. Fiquei com as mamas empedradas e muito doloridas! E depois de uns 2-3 dias, ainda que eu tentasse voltá-la ao peito na hora habitual de tomar o leite para esvaziá-lo, ela não queria mais - já tinha se acostumado à mamadeira, hehe. Como minha bombinha elétrica estava emprestada, eu tive de apelar para a ordenha manual mesmo. Ufa, que trabalheira! Foram necessários alguns dias de massagens localizadas e muito desconforto para realmente pôr um fim ao problema do empedramento das mamas.
Nesse último mês, percebi que no geral houve uma redução na ingestão de alimentos e líquidos. Faço uma certa quantidade de papinhas (geralmente dois sabores) e congelo em potinhos, por isso sei que ela não está mais ingerindo a mesma quantidade de sólidos que antes. Não é sempre, mas no geral percebo que ela começa a perder o interesse depois de comer 2/3 da quantidade habitual. Sei que ela não quer mais quando começa a bater a mão na colher, não abre a boca ou então vira o rosto com um resmungo. Tenho tentado ensiná-la a fazer o sinal de "não, obrigada" para comunicar quando está satisfeita (no nosso caso, usamos um sinal adaptado: bater a mão na cabeça enquanto eu articulo as palavras para ela). O consumo de leite também deu uma reduzida e como sempre havia sobra (e desperdício) comecei a prepará-lo em menor quantidade.
Atividades
Refletindo nos últimos dias, tenho pensado no equívoco que é pensar que o período de adaptação do recém-chegado bebê ao seio familiar passa após seus três primeiros meses de vida. Acredito que, na realidade, o primeiro ano todo é um período de mudanças e constantes adaptações! Pelo menos é assim que tenho sentido, quando começo a dominar uma fase e a me acostumar com ela, logo vem um impulso de crescimento ou alguma mudança no desenvolvimento físico, cognitivo, etc. que me obriga a fazer mudanças na rotina para me adaptar à nova fase.
Atualmente, a Alícia ganhou mobilidade... e isso acendeu algumas luzinhas vermelhas de "alerta" dentro de mim. Como já disse em outras postagens, desde os primeiros meses treinei-a para ter alguns períodos de "brincar sozinha" ou "brincar independente" durante o dia - grande parte das vezes dentro do cercadinho e, para evitar situações de choro e/ou conflito, dentro do quarto dela com as portas fechadas (ela se concentra melhor sem ninguém por perto). Hoje em dia, faço questão de deixar a janela aberta e uso-a para secretamente monitorá-la, hehe. Na verdade, sinto muita falta de uma babá eletrônica com vídeo! Com a Nicole também não tivemos, mas compramos pela internet (da China, acho) uma câmera de segurança que podia ser conectada à TV, então era muito cômodo poder monitorá-la durante o horário da soneca (porque era possível ver a imagem mesmo no escuro) e também durante esses momentos de brincar independente. Mas a câmera caiu no chão e o sinal ficou muito chiado e, infelizmente, acabamos deixando pra lá e não compramos outra!
Enfim, o ponto é que além do momento de brincar independente dentro do cercadinho, a luz de alerta que acendeu dentro de mim foi a necessidade de introduzir ao dia da Alícia uma outra modalidade de brincar independente: o blanket time, que vou chamar de "brincar no tapete". Eu vejo essa atividade como um treinamento que ajudará a criança a respeitar os limites (ainda que invisíveis) e obedecer a sua voz de comando. Também tem a ver com o conceito de educação diretiva: a prática de prever situações de conflito no futuro e preparar-se para elas, direcionando a criança para o que você espera que ela faça. A educação restritiva é justamente o contrário: esperar a criança errar e ficar falando "não" para tudo, o tempo todo.
Começamos há pouco tempo, então por enquanto o tempo de "brincar no tapete" dura no máximo 10 min (comigo perto, voltando-a para ele toda vez que ela tenta engatinhar para fora, rs). Ela já está começando a entender as regras do jogo, mas eu preciso ter paciência e ser persistente. Com a Nicole eu desisti depois de um tempo, vi que estava dando trabalho demais e larguei mão. Mas desta vez pretendo insistir mais com o treinamento porque depois que a Nicole ficou mais velha vi que fez falta!
Doença
Fazia muito tempo que a Alícia não ficava doente. Eu estava até estranhando porque lembro como foi com a Nicole. Ela ficava resfriada pelo menos uma vez por mês e chegava a ficar uma semana inteira sem comer direito por causa da inflamação na garganta. Pois no início desta semana a Alícia começou a espirrar! Daí começou a ficar entupida, teve febre, ficou chorona e hoje já está na fase da tosse. Eu a mediquei com paracetamol para bebê, tenho usado rinossoro spray, desentupo o nariz dela com frequência e tento fazer inalação uma a duas vezes ao dia (ela não gosta nem um pouco, chora o tempo todo tentado tirar o bocal do rosto dela). Espero que ela melhore logo, pois é muito ruim vê-la assim.
Até as novidades do mês que vem, um abraço!
Rotina
À medida que a Alícia foi ganhando mobilidade e esticando o tempo acordada entre as refeições, eu comecei a perceber que estava na hora de organizar melhor as nossas atividades durante o dia. Vi que eu estava sendo flexível demais com a rotina e eu não estava satisfeita em ter de improvisar tanto, tendo de pensar de última hora o que ela deveria fazer naquele momento. Tenho o privilégio de trabalhar de casa (do meu home office) para poder ficar com as meninas, mas confesso que conciliar tantos pensamentos e tarefas simultaneamente é uma tarefa dificílima!
Então, avaliando a situação nas últimas semanas cheguei à conclusão de que precisava elaborar um novo plano escrito, para estruturar melhor o dia, e fixá-lo na geladeira para consultas rápidas. Eis ao lado como ficou! Para você que sente que também precisa de um pouco mais de organização no seu dia, essa é uma dica muito prática. Aliás, recomendo a leitura do livro "A Pessoa Com Propósito" de Kevin McCarthy, pois a ajudará a manejar melhor o seu tempo.
É claro que não consigo ser 100% fiel a este "Dia Ideal" o tempo todo, mas pelo menos eu tenho um parâmetro a ser seguido e isso é muito útil. Me ajuda a ficar dentro do objetivo que tracei para a minha família e, principalmente, simplifica as decisões que tenho de tomar durante o dia. Por exemplo, depois que a Alícia faz uma refeição e preciso decidir qual será a próxima atividade, não preciso mais pensar com os meus botões se ela já brincou no balanço hoje ou a quanto tempo de TV ela já assistiu. Com o plano no papel, fica mais fácil fazer a transição entre as atividades e me permite espaço no cérebro para tomar outras decisões com mais clareza. Ajuda também na comunicação com o meu marido (e também com a pessoa que me ajuda com os serviços domésticos) já que a informação fica acessível a todos da casa.
Sono
Com o meu novo plano escrito, até mais ou menos a metade do mês, ela continuou tirando três sonecas por dia. A primeira bem longa (até 3 horas) e as outras duas mais curtas (até 1 hora cada). Porém, em alguns dias ela estendia a segunda soneca em até 30 minutos e, assim, estamos no processo de eliminar a última soneca do fim da tarde. Eu diria que hoje ela ainda precisa dessa última soneca somente alguns dias por semana (talvez 2 ou 3) e a tendência é isso ser diminuído até ser eliminado. Se não me engano, o livro "Além do Nana Nenê" estabelece que esta terceira soneca é eliminada entre o 8º. e 10º. mês de vida. Por isso, acredito que estamos caminhando conforme o esperado!
O sono noturno permanece igual, com exceções ocasionais de acordar de madrugada quando doente (como aconteceu este mês, conto logo abaixo) ou de demorar mais para dormir porque aprendeu a levantar sozinha. Os primeiros dois dias da nova habilidade foram uma luta. Eu tinha de voltar no quarto várias vezes para deitá-la novamente (porque ela tinha aprendido a sentar/ficar de pé mas não a voltar a sentar/deitar)! É óbvio que ela não gostava e começava a chorar porque queria ficar de pé ou que eu a pegasse no colo em vez de ficar quietinha deitada. Me certifiquei de que não havia nenhum outro motivo para o choro e deixei-a chorar (CIO). Quando tudo ficou em silêncio, alguns minutos depois, entrei no quarto e encontrei-a dormindo sentada. Morrendo de sono e não queria se render.... vê se pode?!
Alimentação
No último post contei como foi o processo de desmame com a Alícia. Fiz uma transição gradual durante todo o último mês, substituindo uma mamada ao dia por leite industrializado na mamadeira. Porém, hoje admito que me precipitei ao substituir as outras duas mamadas ao mesmo tempo, não permitindo ao meu corpo tempo suficiente para se adaptar a tanta mudança. O resultado foi ruim. Pra mim, não para a Alícia. Fiquei com as mamas empedradas e muito doloridas! E depois de uns 2-3 dias, ainda que eu tentasse voltá-la ao peito na hora habitual de tomar o leite para esvaziá-lo, ela não queria mais - já tinha se acostumado à mamadeira, hehe. Como minha bombinha elétrica estava emprestada, eu tive de apelar para a ordenha manual mesmo. Ufa, que trabalheira! Foram necessários alguns dias de massagens localizadas e muito desconforto para realmente pôr um fim ao problema do empedramento das mamas.
Nesse último mês, percebi que no geral houve uma redução na ingestão de alimentos e líquidos. Faço uma certa quantidade de papinhas (geralmente dois sabores) e congelo em potinhos, por isso sei que ela não está mais ingerindo a mesma quantidade de sólidos que antes. Não é sempre, mas no geral percebo que ela começa a perder o interesse depois de comer 2/3 da quantidade habitual. Sei que ela não quer mais quando começa a bater a mão na colher, não abre a boca ou então vira o rosto com um resmungo. Tenho tentado ensiná-la a fazer o sinal de "não, obrigada" para comunicar quando está satisfeita (no nosso caso, usamos um sinal adaptado: bater a mão na cabeça enquanto eu articulo as palavras para ela). O consumo de leite também deu uma reduzida e como sempre havia sobra (e desperdício) comecei a prepará-lo em menor quantidade.
Atividades
Refletindo nos últimos dias, tenho pensado no equívoco que é pensar que o período de adaptação do recém-chegado bebê ao seio familiar passa após seus três primeiros meses de vida. Acredito que, na realidade, o primeiro ano todo é um período de mudanças e constantes adaptações! Pelo menos é assim que tenho sentido, quando começo a dominar uma fase e a me acostumar com ela, logo vem um impulso de crescimento ou alguma mudança no desenvolvimento físico, cognitivo, etc. que me obriga a fazer mudanças na rotina para me adaptar à nova fase.
Atualmente, a Alícia ganhou mobilidade... e isso acendeu algumas luzinhas vermelhas de "alerta" dentro de mim. Como já disse em outras postagens, desde os primeiros meses treinei-a para ter alguns períodos de "brincar sozinha" ou "brincar independente" durante o dia - grande parte das vezes dentro do cercadinho e, para evitar situações de choro e/ou conflito, dentro do quarto dela com as portas fechadas (ela se concentra melhor sem ninguém por perto). Hoje em dia, faço questão de deixar a janela aberta e uso-a para secretamente monitorá-la, hehe. Na verdade, sinto muita falta de uma babá eletrônica com vídeo! Com a Nicole também não tivemos, mas compramos pela internet (da China, acho) uma câmera de segurança que podia ser conectada à TV, então era muito cômodo poder monitorá-la durante o horário da soneca (porque era possível ver a imagem mesmo no escuro) e também durante esses momentos de brincar independente. Mas a câmera caiu no chão e o sinal ficou muito chiado e, infelizmente, acabamos deixando pra lá e não compramos outra!
Enfim, o ponto é que além do momento de brincar independente dentro do cercadinho, a luz de alerta que acendeu dentro de mim foi a necessidade de introduzir ao dia da Alícia uma outra modalidade de brincar independente: o blanket time, que vou chamar de "brincar no tapete". Eu vejo essa atividade como um treinamento que ajudará a criança a respeitar os limites (ainda que invisíveis) e obedecer a sua voz de comando. Também tem a ver com o conceito de educação diretiva: a prática de prever situações de conflito no futuro e preparar-se para elas, direcionando a criança para o que você espera que ela faça. A educação restritiva é justamente o contrário: esperar a criança errar e ficar falando "não" para tudo, o tempo todo.
Começamos há pouco tempo, então por enquanto o tempo de "brincar no tapete" dura no máximo 10 min (comigo perto, voltando-a para ele toda vez que ela tenta engatinhar para fora, rs). Ela já está começando a entender as regras do jogo, mas eu preciso ter paciência e ser persistente. Com a Nicole eu desisti depois de um tempo, vi que estava dando trabalho demais e larguei mão. Mas desta vez pretendo insistir mais com o treinamento porque depois que a Nicole ficou mais velha vi que fez falta!
Doença
Fazia muito tempo que a Alícia não ficava doente. Eu estava até estranhando porque lembro como foi com a Nicole. Ela ficava resfriada pelo menos uma vez por mês e chegava a ficar uma semana inteira sem comer direito por causa da inflamação na garganta. Pois no início desta semana a Alícia começou a espirrar! Daí começou a ficar entupida, teve febre, ficou chorona e hoje já está na fase da tosse. Eu a mediquei com paracetamol para bebê, tenho usado rinossoro spray, desentupo o nariz dela com frequência e tento fazer inalação uma a duas vezes ao dia (ela não gosta nem um pouco, chora o tempo todo tentado tirar o bocal do rosto dela). Espero que ela melhore logo, pois é muito ruim vê-la assim.
Até as novidades do mês que vem, um abraço!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Mudanças no comportamento a partir do 2º. ano de vida - Parte I: MOBILIDADE
Tenho notado mudanças no comportamento da Nicole desde que ela completou seu 1º. aniversário e, sobretudo, de 2 a 3 meses pra cá. Uma série de fatores está associada a essas mudanças, dentre elas sua maior mobilidade, o desenvolvimento de sua personalidade e forma de expressar emoções e, como não poderia deixar de ser, minha segunda gravidez que tem influenciado meu humor e paciência diante das situações comuns do dia-a-dia. Hoje vou me deter apenas no primerio fator.
Com uma maior mobilidade vem também grandes desafios e começo a me perguntar se nossa pequena casinha será suficiente para conter essa criança ávida por espaço e movimento! A gente houve cada história de criança maltratada em creches e escolas que meu marido e eu havíamos decidido que só enviaríamos nossos filhos para a escola quando eles fossem grandes o suficiente para nos contar o que aconteceu por lá, ou seja, entre 2 e 3 aninhos de vida. Mas confesso que tenho seriamente cogitado em breve matricular a Nicole numa escolinha de 1/2 período de duas a três vezes por semana para que ela tenha alguma atividade diferente pra fazer durante a semana. Temos nossa rotina de atividades ao longo do dia - tempo dela brincar independente no cercadinho ou no cercadão, tempo de brincarmos juntas no quintal ou na piscina, tempo de fazer um passeio à casa da bisa que é nossa vizinha ou dar uma volta na pracinha perto de casa e também tempo de assistir a desenhos na televisão - mas chega o fim do dia e vejo que ela já está entendiada por fazer sempre as mesmas coisas, principalmente quando estou com muitoserviço do trabalho e a deixo mais tempo brincando sozinha.
Apesar dos desafios de acompanhar uma criança ativa que não quer parar quieta por muito tempo, estou amando essa fase. Aliás, está cada vez mais gostoso vê-la crescer! E eu sei que é chavão, mas "passa tão rápido"! Tenho me empenhado em ajudá-la a avançar para o próximo nível do seu desenvolvimento físico-motor (sou esposa de professor de educação física, rs!) e me delicio venda-o superar cada etapa - desde bem pequenina de bruço exercitando os músculos das costas (tummy exercise) até todo esforço que foi até ela conseguir sentar, levantar, agachar, engatinhar e finalmente caminhar sozinha com 1 ano e alguns dias. Hoje ela não só anda, como também corre, sobe e desce do sofá, se esconde atrás das cortinas da sala, gira e faz piruetas como bailarina e se joga contra o puff, rs! Claro que toda essa agitação só poderia resultar em tombos... (e vários!).. quando ela tropeça porque não olha por onde pisa, perde o equilíbrio, etc.! Clique nos links acima pra ver vídeos recentes.
Com toda essa mobilidade desenvolvida vem também uma ânsia desenfreada por sair explorando o mundo. A criança desta idade quer caminhar por toda parte, tocar em todos os objetos, normalmente levá-los à boca... e aí é que está o perigo e a importância de de criá-la dentro do funil. Os pais precisam de sabedoria para satisfazer, e até mesmo manter acesa, a chama da curiosidade, canalizando-a para aprendizados direcionados e, ao mesmo tempo, cuidar para não conceder liberdades que a criança ainda não tem maturidade para lidar.
Vou compartilhar rapidamente dois exemplos de limites que impusemos à Nicole desde o início e que somente agora estamos dando espaço para maior liberdade. O primeiro deles é com relação às nossas idas à igreja, onde a Nicole fica sempre de alguma forma "presa", às vezes no colo, mas muito mais frequentemente no carrinho. Por quê? Porque ela ainda não tem o autocontrole ou maturidade necessários para ficar quieta e comportar-se se estiver solta num ambiente tão amplo. Mesmo depois de já saber andar, continuamos levando o carrinho toda vez pra ela ter onde sentar presa todos os cultos. Uma vez, quando me viu entrando para o culto empurrando a Nicole no carrinho, uma mãe que também tem filha pequena (poucos meses mais velha do que a Nicole), me disse: "Ah, se prepara porque daqui a pouco é a sua vez!". Ela estava se referindo a ficar andando atrás da menina pra lá e pra cá porque ela não queria parar quieta. Eu não queria que chegasse a minha vez de jeito nenhum, rs! Achava aquilo horroroso e na mesma semana mandei email pra Tine perguntando se tinha que ser assim mesmo!! Ela me explicou que não, que tinha sim um jeito melhor e eu fiquei aliviada. = )
Pra ser sincera, limitamos até o tempo que ela ficava no colo e também no colo de quem ela ficava porque ficar no colo em si já é uma liberdade e com essa liberdade vem a tentação de querer ir para o chão. Dependendo de quem é o colo a pessoa talvez não seja firme o suficiente para segurá-la o tempo todo e ceda diante da pressão que ela fará pra descer e sair andando pela igreja. Ou pior, a pessoa poderá tirar o foco do culto ao tentar distraí-la com brincadeiras que também atrapalharão as pessoas que estiverem por perto. Por isso restringimos o tempo de colo somente aos momentos de louvor (e não necessariamente ao período inteiro, às vezes durante uma ou duas músicas apenas) e o restante do tempo ela passa sentadinha na carrinho.
Outra decisão que tomamos é que quando ela estivesse no colo (no meu ou no do meu marido), faríamos o possível para não perder o foco do culto a Deus. Continuaríamos cantando, fechando os olhos, levantando a mão (a única que estivesse disponível, rs!) e conversando com Deus, pois o centro da nossa atenção naquele momento não é a nossa filha, é Deus. E ela já aprendeu bem isso, pois normalmente olha pra frente e imita o que a maioria das pessoas ao redor está fazendo. Ela dança ao ritmo da música, bate palmas, aponta pra cima e, por incrível que pareça, às vezes até fecha os olhinhos enquanto libera seu próprio som de louvor a Deus!
Como já disse, o restante do tempo ela passa sentada no carrinho. Temos o cuidado de levar alguns brinquedinhos, livros ou bonecas para ela se entreter (com um de cada vez) se estiver ficando impaciente ou desejando ir para o chão. Também levamos a Nana pra ela se acalmar e tentar pegar no sono se estiver muito cansada. Se ela estisver muito ranheta, o que normalmente acontece nos dias em que o culto demora mais pra acabar), um de nós sai com ela pra comer um lanchinho, trocar a fralda ou simplesmenste caminhar um pouco pra esticar as pernas num local apropriado para isso. Com essas ações delimitamos o que é ou não permitido naquele local e temos treinado-a nesses limites semana após semana. Quinze dias atrás experimentamos subir um pouco o nível de liberdade do funil. Eu queria sentir se ela já tinha maturidade e autocontrole suficientes para ser colocada no chão durante o louvor. Me surpreendi! Nos primeiros 5-10 minutos, ela ficou em pé bonitinha na minha frente fazendo o que sempre fazia no colo: louvando à maneira dela.
O seu autocontrole foi posto à prova quando duas outras crianças a viram e decidiram vir fazer uma visitinha, rs! E a mamãe aqui, querendo agradar, só criou mais problemas em potencial: ofereci alguns brinquedinhos ao grupo de crianças na esperança de que fossem todos ficar quietinhos sentados no chão brincando. Ledo engano! Um deles começou a pegar os brinquedos e sair andando com uma mãe desesperada atrás falando pra ele devolvê-los. Isso se repetiu algumas vezes até que ele decidiu desafiá-la e sair correndo pela igreja em pleno momento de louvor. Até ali a Nicole até que tinha se contido razoavelmente, mas o desejo de imitar o menino foi uma tentação por demais grande... e ela sucumbiu! Começou a fazer coisas erradas: correu descontroladamente, queria tocar nos pertences das pessoas nas outras cadeiras, etc., enfim, como nosso objetivo é trabalhar a obediência imediata (first time obedience) e ao notar que a situação estava pra sair do nosso controle, declaramos encerrado para o dia o tempo dela no chão. Ela voltou para o colo e logo em seguida para o carrinho, não sem resistir e ficar brava. Foi preciso isolá-la, saindo dali para que ela pudesse se recompor/acalmar da frustração que sentiu por ser privada de um recém-conquistado direito: a liberdade de ficar solta no chão.
No culto seguinte (coincidentemente na manhã seguinte) repetimos o teste e temos desde então concedido a ela alguns minutos de liberdade no chão durante o louvor toda vez. Ela ainda não tem autocontrole pra ficar o tempo todo no chão, pois depois de um tempo perde o foco ou se distrai com outras crianças que querem brincar com ela ou pegá-la no colo. Normal, né? Fazer o quê?! Nem tudo está ao nosso alcance, mas o principal é que temos insistido para ela precisa obedecer de primeira quando damos uma instrução. E se ela não obedece perde imediatamente o privilégio. No culto dessa manhã não resistimos e a filmamos louvando (clique aqui)! Apesar dos contratempos que surgem, estou satisfeita com os resultados até aqui porque tenho visto ela ir ganhando maior autocontrole. Por isso, pretendo seguir por esse caminho e continuar concedendo liberdades com cautela.
O segundo limite imposto e que agora estamos concedendo mais liberdade é em casa. Há muito tempo que a nossa sala de estar tinha virado o "cercadão" da Nicole brincar: juntamos dois sofás em L e o colocamos contra duas paredes de quina, com um tapete bem macio no meio. Acontece que no final de semana passado foi preciso rearranjar os móveis da sala porque iríamos receber um grupo grande de pessoas em nossa casa. Depois que as visitas foram embora, em vez de voltar os móveis à disposição anterior, meu marido e eu decidimos que estava na hora de impor limites invisíveis a Nicole e ensiná-la a respeitá-los. Era o teste para saber se ela estaria pronta pra ficar sem barreiras físicas limitando seu acesso pela casa.
O Nana Nenê adotou o termo "blanket time" para designar esse conceito de delimitar um cercado imaginário e, portanto, portátil para a criança respeitar, e ensina que devemos introduzi-lo à rotina desde bem novinhos. Eu até tentei fazer o "blanket time" algumas vezes no passado, mas confesso... não perseverei. Não tive paciência! A minha casa é muito pequena e eu não conseguia mudar o "blanket time" de lugar satisfatoriamente, como sugere o livro; por isso optei por ir pelo caminho mais fácil (que dava menos trabalho) e assim improvisamos barreiras físicas pra que ela tivesse uma área maior pra brincar com segurança. Porém, hoje "descobri" que as crianças crescem, rs! E aprendem a subir no sofá, a descer dele... chega um momento que aquela "parede" que criamos para contê-las inevitavelmente deixa de cumprir o seu propósito. Além disso, assisti ontem na Supernanny que a diferença da autoridade e do autoritarismo é justamente este: o filho pode obedecer por respeito à autoridade ou pode obedecer por força ou pressão imposta (autoritarismo). O problema é que se ele só obedece por força, talvez chegue o dia em que a força do filho se torne maior que a do pai, e então será que ele obedecerá?
Bem, estou nessa fase agora, tentando implementar o "rug time" (tempo do tapete). Está bem claro para a Nicole que ela não pode sair do tapete, mas às vezes ela escolhe desobedecer e daí é tão difícil colocá-la na linha. Estou tentando trabalhar isso com ela alguns minutos todos os dias e é desgastante ficar falando o tempo todo a mesma coisa, mas dessa vez não pretendo desistir. Irei perseverar porque tenho aprendido que a "educação financiada" é muito mais difícil!
O princípio-chave que quero compartilhar com esse post é que criatividade, concentração e, principalmente, auto-controle são melhor trabalhados num ambiente preparado, ou seja, propício para isso - e não às soltas, sem imposição de limites. Os limites são bons e necessários! Esse princípio é chave para 1] evitar hábitos desgastantes de tempo e paciência gastos perseguindo a criança pela casa (ou outro lugar) dizendo "não" para isso e para aquilo o tempo todo (ênfase na correção) e 2] promover o ambiente de paz, harmonia e estabilidade que seu filho precisa para ter um desenvolvimento emocional equilibrado (ênfase na direção).
E por falar em emoções, este é o tema para o próximo post! Aguarde. = )
Com uma maior mobilidade vem também grandes desafios e começo a me perguntar se nossa pequena casinha será suficiente para conter essa criança ávida por espaço e movimento! A gente houve cada história de criança maltratada em creches e escolas que meu marido e eu havíamos decidido que só enviaríamos nossos filhos para a escola quando eles fossem grandes o suficiente para nos contar o que aconteceu por lá, ou seja, entre 2 e 3 aninhos de vida. Mas confesso que tenho seriamente cogitado em breve matricular a Nicole numa escolinha de 1/2 período de duas a três vezes por semana para que ela tenha alguma atividade diferente pra fazer durante a semana. Temos nossa rotina de atividades ao longo do dia - tempo dela brincar independente no cercadinho ou no cercadão, tempo de brincarmos juntas no quintal ou na piscina, tempo de fazer um passeio à casa da bisa que é nossa vizinha ou dar uma volta na pracinha perto de casa e também tempo de assistir a desenhos na televisão - mas chega o fim do dia e vejo que ela já está entendiada por fazer sempre as mesmas coisas, principalmente quando estou com muitoserviço do trabalho e a deixo mais tempo brincando sozinha.
Apesar dos desafios de acompanhar uma criança ativa que não quer parar quieta por muito tempo, estou amando essa fase. Aliás, está cada vez mais gostoso vê-la crescer! E eu sei que é chavão, mas "passa tão rápido"! Tenho me empenhado em ajudá-la a avançar para o próximo nível do seu desenvolvimento físico-motor (sou esposa de professor de educação física, rs!) e me delicio venda-o superar cada etapa - desde bem pequenina de bruço exercitando os músculos das costas (tummy exercise) até todo esforço que foi até ela conseguir sentar, levantar, agachar, engatinhar e finalmente caminhar sozinha com 1 ano e alguns dias. Hoje ela não só anda, como também corre, sobe e desce do sofá, se esconde atrás das cortinas da sala, gira e faz piruetas como bailarina e se joga contra o puff, rs! Claro que toda essa agitação só poderia resultar em tombos... (e vários!).. quando ela tropeça porque não olha por onde pisa, perde o equilíbrio, etc.! Clique nos links acima pra ver vídeos recentes.
Com toda essa mobilidade desenvolvida vem também uma ânsia desenfreada por sair explorando o mundo. A criança desta idade quer caminhar por toda parte, tocar em todos os objetos, normalmente levá-los à boca... e aí é que está o perigo e a importância de de criá-la dentro do funil. Os pais precisam de sabedoria para satisfazer, e até mesmo manter acesa, a chama da curiosidade, canalizando-a para aprendizados direcionados e, ao mesmo tempo, cuidar para não conceder liberdades que a criança ainda não tem maturidade para lidar.
Vou compartilhar rapidamente dois exemplos de limites que impusemos à Nicole desde o início e que somente agora estamos dando espaço para maior liberdade. O primeiro deles é com relação às nossas idas à igreja, onde a Nicole fica sempre de alguma forma "presa", às vezes no colo, mas muito mais frequentemente no carrinho. Por quê? Porque ela ainda não tem o autocontrole ou maturidade necessários para ficar quieta e comportar-se se estiver solta num ambiente tão amplo. Mesmo depois de já saber andar, continuamos levando o carrinho toda vez pra ela ter onde sentar presa todos os cultos. Uma vez, quando me viu entrando para o culto empurrando a Nicole no carrinho, uma mãe que também tem filha pequena (poucos meses mais velha do que a Nicole), me disse: "Ah, se prepara porque daqui a pouco é a sua vez!". Ela estava se referindo a ficar andando atrás da menina pra lá e pra cá porque ela não queria parar quieta. Eu não queria que chegasse a minha vez de jeito nenhum, rs! Achava aquilo horroroso e na mesma semana mandei email pra Tine perguntando se tinha que ser assim mesmo!! Ela me explicou que não, que tinha sim um jeito melhor e eu fiquei aliviada. = )
Pra ser sincera, limitamos até o tempo que ela ficava no colo e também no colo de quem ela ficava porque ficar no colo em si já é uma liberdade e com essa liberdade vem a tentação de querer ir para o chão. Dependendo de quem é o colo a pessoa talvez não seja firme o suficiente para segurá-la o tempo todo e ceda diante da pressão que ela fará pra descer e sair andando pela igreja. Ou pior, a pessoa poderá tirar o foco do culto ao tentar distraí-la com brincadeiras que também atrapalharão as pessoas que estiverem por perto. Por isso restringimos o tempo de colo somente aos momentos de louvor (e não necessariamente ao período inteiro, às vezes durante uma ou duas músicas apenas) e o restante do tempo ela passa sentadinha na carrinho.
Outra decisão que tomamos é que quando ela estivesse no colo (no meu ou no do meu marido), faríamos o possível para não perder o foco do culto a Deus. Continuaríamos cantando, fechando os olhos, levantando a mão (a única que estivesse disponível, rs!) e conversando com Deus, pois o centro da nossa atenção naquele momento não é a nossa filha, é Deus. E ela já aprendeu bem isso, pois normalmente olha pra frente e imita o que a maioria das pessoas ao redor está fazendo. Ela dança ao ritmo da música, bate palmas, aponta pra cima e, por incrível que pareça, às vezes até fecha os olhinhos enquanto libera seu próprio som de louvor a Deus!
Como já disse, o restante do tempo ela passa sentada no carrinho. Temos o cuidado de levar alguns brinquedinhos, livros ou bonecas para ela se entreter (com um de cada vez) se estiver ficando impaciente ou desejando ir para o chão. Também levamos a Nana pra ela se acalmar e tentar pegar no sono se estiver muito cansada. Se ela estisver muito ranheta, o que normalmente acontece nos dias em que o culto demora mais pra acabar), um de nós sai com ela pra comer um lanchinho, trocar a fralda ou simplesmenste caminhar um pouco pra esticar as pernas num local apropriado para isso. Com essas ações delimitamos o que é ou não permitido naquele local e temos treinado-a nesses limites semana após semana. Quinze dias atrás experimentamos subir um pouco o nível de liberdade do funil. Eu queria sentir se ela já tinha maturidade e autocontrole suficientes para ser colocada no chão durante o louvor. Me surpreendi! Nos primeiros 5-10 minutos, ela ficou em pé bonitinha na minha frente fazendo o que sempre fazia no colo: louvando à maneira dela.
O seu autocontrole foi posto à prova quando duas outras crianças a viram e decidiram vir fazer uma visitinha, rs! E a mamãe aqui, querendo agradar, só criou mais problemas em potencial: ofereci alguns brinquedinhos ao grupo de crianças na esperança de que fossem todos ficar quietinhos sentados no chão brincando. Ledo engano! Um deles começou a pegar os brinquedos e sair andando com uma mãe desesperada atrás falando pra ele devolvê-los. Isso se repetiu algumas vezes até que ele decidiu desafiá-la e sair correndo pela igreja em pleno momento de louvor. Até ali a Nicole até que tinha se contido razoavelmente, mas o desejo de imitar o menino foi uma tentação por demais grande... e ela sucumbiu! Começou a fazer coisas erradas: correu descontroladamente, queria tocar nos pertences das pessoas nas outras cadeiras, etc., enfim, como nosso objetivo é trabalhar a obediência imediata (first time obedience) e ao notar que a situação estava pra sair do nosso controle, declaramos encerrado para o dia o tempo dela no chão. Ela voltou para o colo e logo em seguida para o carrinho, não sem resistir e ficar brava. Foi preciso isolá-la, saindo dali para que ela pudesse se recompor/acalmar da frustração que sentiu por ser privada de um recém-conquistado direito: a liberdade de ficar solta no chão.
No culto seguinte (coincidentemente na manhã seguinte) repetimos o teste e temos desde então concedido a ela alguns minutos de liberdade no chão durante o louvor toda vez. Ela ainda não tem autocontrole pra ficar o tempo todo no chão, pois depois de um tempo perde o foco ou se distrai com outras crianças que querem brincar com ela ou pegá-la no colo. Normal, né? Fazer o quê?! Nem tudo está ao nosso alcance, mas o principal é que temos insistido para ela precisa obedecer de primeira quando damos uma instrução. E se ela não obedece perde imediatamente o privilégio. No culto dessa manhã não resistimos e a filmamos louvando (clique aqui)! Apesar dos contratempos que surgem, estou satisfeita com os resultados até aqui porque tenho visto ela ir ganhando maior autocontrole. Por isso, pretendo seguir por esse caminho e continuar concedendo liberdades com cautela.
O segundo limite imposto e que agora estamos concedendo mais liberdade é em casa. Há muito tempo que a nossa sala de estar tinha virado o "cercadão" da Nicole brincar: juntamos dois sofás em L e o colocamos contra duas paredes de quina, com um tapete bem macio no meio. Acontece que no final de semana passado foi preciso rearranjar os móveis da sala porque iríamos receber um grupo grande de pessoas em nossa casa. Depois que as visitas foram embora, em vez de voltar os móveis à disposição anterior, meu marido e eu decidimos que estava na hora de impor limites invisíveis a Nicole e ensiná-la a respeitá-los. Era o teste para saber se ela estaria pronta pra ficar sem barreiras físicas limitando seu acesso pela casa.
O Nana Nenê adotou o termo "blanket time" para designar esse conceito de delimitar um cercado imaginário e, portanto, portátil para a criança respeitar, e ensina que devemos introduzi-lo à rotina desde bem novinhos. Eu até tentei fazer o "blanket time" algumas vezes no passado, mas confesso... não perseverei. Não tive paciência! A minha casa é muito pequena e eu não conseguia mudar o "blanket time" de lugar satisfatoriamente, como sugere o livro; por isso optei por ir pelo caminho mais fácil (que dava menos trabalho) e assim improvisamos barreiras físicas pra que ela tivesse uma área maior pra brincar com segurança. Porém, hoje "descobri" que as crianças crescem, rs! E aprendem a subir no sofá, a descer dele... chega um momento que aquela "parede" que criamos para contê-las inevitavelmente deixa de cumprir o seu propósito. Além disso, assisti ontem na Supernanny que a diferença da autoridade e do autoritarismo é justamente este: o filho pode obedecer por respeito à autoridade ou pode obedecer por força ou pressão imposta (autoritarismo). O problema é que se ele só obedece por força, talvez chegue o dia em que a força do filho se torne maior que a do pai, e então será que ele obedecerá?
Bem, estou nessa fase agora, tentando implementar o "rug time" (tempo do tapete). Está bem claro para a Nicole que ela não pode sair do tapete, mas às vezes ela escolhe desobedecer e daí é tão difícil colocá-la na linha. Estou tentando trabalhar isso com ela alguns minutos todos os dias e é desgastante ficar falando o tempo todo a mesma coisa, mas dessa vez não pretendo desistir. Irei perseverar porque tenho aprendido que a "educação financiada" é muito mais difícil!
O princípio-chave que quero compartilhar com esse post é que criatividade, concentração e, principalmente, auto-controle são melhor trabalhados num ambiente preparado, ou seja, propício para isso - e não às soltas, sem imposição de limites. Os limites são bons e necessários! Esse princípio é chave para 1] evitar hábitos desgastantes de tempo e paciência gastos perseguindo a criança pela casa (ou outro lugar) dizendo "não" para isso e para aquilo o tempo todo (ênfase na correção) e 2] promover o ambiente de paz, harmonia e estabilidade que seu filho precisa para ter um desenvolvimento emocional equilibrado (ênfase na direção).
E por falar em emoções, este é o tema para o próximo post! Aguarde. = )
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