Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

1 ano e 2 meses de Alícia!

Hoje vim falar um pouco sobre os últimos 2 meses da Alícia. Tenho algumas novidades! A primeira é que no mês de julho passamos quase 3 semanas em outra cidade - na casa da minha sogra - porque a nossa casa estava em reforma. Mas, ao retornar para S. Paulo no fim do mês porque as aulas da Nicole recomeçaram, tivemos de passar praticamente mais 1 semana fora - desta vez na minha mãe que mora aqui perto - porque a pintura interna ainda não estava terminada. A segunda novidade é que no mês passado tomei a decisão de parar de trabalhar fora (empresa familiar) e voltar a estudar. Agora passo o dia administrando a minha própria casa (cuidando mais de perto da família) e, à noite, vou para a faculdade. Por esses motivos, os dois últimos meses foram bem diferentes um do outro: o primeiro mês foi em ritmo de férias e flexibilidade na rotina e o segundo foi (e ainda está sendo) de adaptação a uma rotina completamente nova!


Vou descrever abaixo um pouquinho de como tem sido cada etapa da nova rotina com a Alícia.

Hora de Dormir
Não temos tido nenhum problema aqui, graças a Deus! A Alícia continua tirando duas boas sonecas durante o dia (exceto aos domingos e dias atípicos), de 1h30 min a 2h cada. E também dorme a noite inteira tranquilamente (das 19:00, ou antes, direto até 6:00 da manhã). No dia em que ela deu um grande salto em desenvolvimento e ficou toda eufórica praticando a sua recém desenvolvida habilidade (andar!), meu marido contou que a hora de dormir à noite ficou complicada (ela teve dificuldade de se acalmar e o sono ficou perturbado, como se ela estivesse tendo pesadelos). E daí lembramos que o mesmo aconteceu na época da Nicole, engraçado isso!

Uma observação sobre a soneca da tarde é que estou considerando colocar a Alícia e a Nicole para dormir em quartos separados neste horário. A duração da soneca da Alícia não ultrapassa 2h ainda e muitas vezes a Nicole precisa dormir mais (o total de 3 horas), então o que tem acontecido é que a Alícia acorda a irmã. Cheguei à esta conclusão esta semana quando deixei as meninas na casa da minha mãe para ir fazer um exame médico. Colocamos as meninas para dormir em quartos diferentes. Deixei as duas dormindo às 13:00 (ao sair). Quando voltei a Alícia estava acordada mas a Nicole ainda dormindo! E ela só foi levantar às 16:00 porque eu entrei para acordá-la. Achei estranho porque em casa as duas sempre acordavam juntas e foi aí que entendi o que estava acontecendo!

O que acho que vou fazer é deixar a Nicole no quarto das meninas mesmo e colocar a Alícia para dormir no meu quarto (não sei bem como fazer ainda) porque descobri nessas férias o quanto a Alícia está com dificuldade para se adaptar (ficar sozinha) a novos ambientes (me pegou totalmente de surpresa!), por isso ela precisa praticar e eu preciso ser pró-ativa quanto a dar esta oportunidade a ela. A Nicole é mais obediente e não tem problema para dormir em lugares novos, já a Alícia... ultimamente se eu não ficar ali do lado do berço com ela (posso ficar virada de costas para ela fazendo outra coisa, o importante é ela me ver) ela abre o maior berreiro! E como temos por princípio não fazer CIO (=cry it out) quando estamos fora de casa porque, afinal, ninguém tem a obrigação de ficar ouvindo choro de bebê a não ser os próprios pais, eu fico ali do lado dela lendo alguma coisa enquanto ela dorme (geralmente leva uns 10 minutos).

Hora de Comer
Apesar de não ter nenhum dentinho ainda (nem eu estou acreditando!!), a Alícia já come a comida que a família toda come. Tento cortar a carne em pedaços pequenos e ela manda tudo pra dentro com facilidade! Já faz muito tempo que ela perdeu o interesse por papas homogêneas, então eu estava deixando pedacinhos de legumes e folhas sem bater ou então misturava arroz e feijão aos legumes batidos que eu preparava em grande quantidade e congelava em potinhos. Ainda tenho papinhas assim no congelador, mas como ela geralmente queria o que estava no prato da irmã (rsrs), comecei a servir para ela exatamente a mesma comida que preparo para toda a família. E pra mim está uma beleza assim, muito mais fácil!

A Alícia tem grande interesse em aprender a comer sozinha mas, como é de se imaginar para a idade, não tem coordenação motora suficiente para isso ainda. Mas ela tenta! E faz a maior sujeira porque a colher vira antes da hora e cai tudo no chão (ou no "babador pelicano" - nome que inventamos para aquele babador de plástico que tem uma bolsa para reter os alimentos). Com o garfo ela até consegue, eu espeto a fruta ou pedacinho de legume e ela leva o garfo sozinha até a boca. Fica toda feliz! Um princípio que estou ensinando é que ela não pode brincar com a comida - os alimentos são para comer, não para brincar. Mas a tendência natural de toda criança, óbvio, é colocar a mão dentro do prato e espremer a comida para sentir as texturas, ou então bater o prato (ou virá-lo) sobre a bandeja para fazer barulho, enfim... rs. Ela também já aprendeu para que serve o guardanapo, hehe. Sabe limpar a boquinha, uma graça.

A minha maior dificuldade com a Alícia tem sido ser constante em exigir que ela use a linguagem de sinais para se comunicar (não só na hora de comer). Ela já sabe dizer "por favor" e "obrigada" (embora com frequência ainda se confunda e troque os sinais), mas prefere e insiste em usar outros meios inapropriados, como virar o rosto quando não quer mais ou resmungar exigindo algo. Isto me frustra - porque acho feio, claro, mas também porque a Nicole pegou o jeito rápido e gostava de usar os sinais para se comunicar (talvez por causa da chuva de elogios que recebia que funcionavam como reforço positivo). Tenho tentado entender porque está sendo diferente com a Alícia, e sei que além do temperamento dela ser outro (e ainda preciso aprender a conhecê-lo melhor!), é fruto também da minha pressa do dia-a-dia e, portanto, inconstância em não ceder à forma de comunicação que considero inaceitável. Meu objetivo com esse treinamento é ensiná-la desde cedo a submissão à minha autoridade e o respeito pelas pessoas.

É claro que há os dias em que ela está mais receptiva e disposta a colaborar, como neste vídeo (Lily practicing her sign language). Ah, e a Nicole também é uma ótima ajudante, ela observa como eu faço para ensinar a Alícia e me imita segurando o braço da irmã e repetindo o sinal pra ela como se fosse eu fazendo!

Hora de Brincar
Por incrível que pareça, a Hora de Brincar foi a minha área de maior desafio com a Alícia nas últimas semanas! Já com a Nicole nesta idade meu desafio maior era a Hora de Comer, leia aqui: Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros! Por ser a segunda filha e ter companhia para brincar quase que 100% do tempo em que está acordada (o que foi intensificado nessas férias!), acho que a Alícia desenvolveu uma espécie de "ansiedade de separação". Eu conheci esse termo lendo um dos livros da Tracy Hogg (A Encantadora de Bebês) alguns anos atrás e confesso que fiquei arrasada por ter falhado e deixado minha filha chegar nesse ponto. Justo eu que li e leio tanto, que procuro seguir uma rotina bem estruturada e ser uma mamãe pró-ativa?! Haha, pois é - apesar dos meus melhores esforços, às vezes eu não sigo meus próprios conselhos, rs. Mas isto acontece nas melhores famílias!!

A minha dificuldade é semelhante a que a Cristine compartilhou recentemente quando falou da importância de ensinar o filho - principalmente o segundo - a brincar sozinho (A importância de ensinar a brincar sozinho e Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho). No nosso caso, acho que tantos dias fora de casa no último mês pioraram as coisas e daí, ao voltar, me deparei com uma criança que só queria colo, chorava quando eu saía do ambiente, enfim, não queria brincar ou ficar sozinha de jeito nenhum! Com muito esforço (aturando choro e estabelecendo novamente os horários), consegui reverter o quadro, ufa!

No processo tive dúvida se poderia ou deveria estar tentando algo diferente (além do que eu já estava fazendo) porque a gente sempre fica com receio do que os outros (os vizinhos, né!) vão pensar ao ouvir seu filho chorar alto direto por meia hora! De verdade, não estou exagerando: o primeiro dia foi duro! Ela passou o tempo todo do "Independent Playtime" chorando (quando deu os 30 min que eu estabeleci para este momento, eu entrei lá pra buscá-la), mas no segundo dia ela chorou apenas 10 min e brincou os outros 20 min (eu espiava de vez em quando pela janela). O terceiro dia já foi "quase" um sucesso, pois geralmente é eu colocá-la no cercadinho pra ela já começar a espernear (beeem brava e desesperada mesmo), mas neste dia não! Eu a coloquei sentadinha e ela ficou me olhando e chupando o dedo, a Nicky e eu demos tchauzinho pra ela e saímos fechando a porta do quarto. Ela não deu um pio, acredita?! Eu dei até pulinhos de alegria neste dia, rs. Depois que a Nicole foi pra escola e eu lavei a louça do café, espiei pela janela e ela estava brincando com o brinquedinho "na boa". Ameeei respirando aliviada! Passados quase 30 minutos, ela começou a dar gritinhos me chamando. Resisti à tentação de entrar (esperando dar o tempo) e alguns minutinhos depois entrei. Ela já tinha cansado de brincar (porque não desenvolveu esta capacidade de concentração como a Nicole que ficava 1 hora brincando 2x por dia!!) e tinha jogado quase tudo pra fora do cercadinho, hehe. Mesmo assim fiquei feliz e elogiei-a BASTANTE dizendo como eu estava orgulhosa que ela tinha ficado lá sem chorar!!

Bastaram alguns dias de estresse e muuuito chororô pra ela entender que a mamãe não cede - hora de brincar é hora de brincar e pronto. É assim que vai ser e ela PRECISA se acostumar (para o próprio bem dela). Não quero que ela aprenda que é só berrar muito para conseguir o que quer. Existe uma rotina que ela precisa aprender (hora certa para as coisas) e também há a forma apropriada de se expressar (linguagem de sinais) para ela não ter de ir por esse caminho do choro, da birra (chantagem) ou de manipulação para conseguir o que quer. Esses são hábitos que se desenvolvem na infância, quando as crianças ainda são bem pequenas! Algumas pessoas me acham radical ou podem pensar que seja falta de afeto da minha parte, mas posso garantir que não é! Eu sei o quanto eu amo minhas filhas e só faço o que faço porque penso não somente no que é melhor para elas hoje, mas também para TODA A FAMÍLIA no longo-prazo!!

Por fim, estamos perserverando nesta prática diária do "Independent Playtime". Estou aos poucos aumentando o tempo, já chegamos a 45 minutos que ela consegue brincar bem sozinha. E também estou tentando variar os locais onde coloco o cercadinho - às vezes, no quarto dela, às vezes na sala e às vezes no quintal para ela aproveitar e tomar um solzinho. Ela ainda reluta um pouco (pra ver se consegue que eu mude de ideia e porque não gosta de mudanças), mas eu fico firme. Também estou voltando a treinar com ela o "Blanket Time" (hora do tapete) e ela já entende muito bem o que tem de fazer, mas fica testando os limites para ver como reajo, rs. Acho incrível que nesta idade eles já sejam capazes disto!

Transições de Desenvolvimento e Mudanças na Rotina
- Descartamos a mamadeira poucos dias depois dela completar 1 ano e agora, como a irmã, ela toma leite no copão de transição. A transição foi super simples! Na primeira ou segunda vez, se não me falha a memória, ela "fez que não queria" e não bebeu tudo. Se não me engano, eu acho que até voltei para a mamadeira numa das primeiras tentativas porque ela parecia irritada, apesar disso eu procurava oferecer o leite sempre no copo primeiro. Até que ela aceitou e acostumou, sem maiores dificuldades.

- Vez ou outra, o Douglas ou eu colocamos a Alícia para sentar no vaso sanitário para ela ir acostumando com a sensação de fazer xixi/cocô lá. Como sabemos que ela normalmente faz cocô durante ou logo após o café da manhã, foi facil orquestrar "coincidências" e ela já fez cocô no vaso algumas vezes. Claro que fazemos a maior festa e aplaudimos muito todas as vezes. E estamos, de fato, felizes pois sabemos que este é o início do treinamento rumo ao desfraldamento! Numa outra oportunidade conto mais.

- Com a volta às aulas da Nicole, mudei o horário de almoço da Alícia para 12:00/12:15. Nas férias foi o contrário, era a Nicole quem almoçava no horário de costume da Alícia, às 10:00/10:15 (bem cedo!) já que ela não fazia o lanchinho às 9:00/9:15 como faz quando vai para a escola. Resolvi inverter porque acho importante que as duas almocem juntas, quero estabelecer uma tradição de bons momentos à mesa (ou no caso delas, no cadeirão!) durante as refeições. Outro fator é que a Alícia ama comer e o que estava acontecendo é que ela queria almoçar duas vezes porque ficava com vontade ao ver a Nicole comendo.

- No último post contei que estava dando leite em pó especial para a idade da Alícia (aquele com prebio1) para não correr o risco dela ficar com o intestino preso. Porém, mudei de ideia porque vida com duas filhas é muito corrida, rs. Então preferi optar pela praticidade: as duas tomam o mesmo leite que a família toda toma! Estava ficando complexo demais preparar leites diferentes toda vez e agora está muito melhor! Não houve problemas dela ficar com intestino preso, pois procuro dar a ela uma alimentação saudável.

- Uma curiosidade que gostaria de acrescentar neste item sobre as transições é que, apesar de nenhum dentinho ter despontado ainda, a Alícia ama escovar "os dentes" (leia-se gengivas!) no banho como a irmã faz. Tanto que dispensamos o uso do daquele dedal pra escovar gengiva e demos uma escova só pra ela, rs.

Mobilidade e Desenvolvimento Emocional
Por último, quero falar sobre mobilidade. Engraçado como a gente estimula "menos" (ou seria melhor dizer de forma diferente?) o segundo filho. Estou sentindo muito isso com a Alícia e muitas vezes me sinto culpada porque lembro como foi com a Nicole (um exagero, confesso!). Com a primeira filha eu estimulei e treinei exaustivamente uma infinidade de habilidades, dentre elas andar. Me deliciava com absolutamente tudo, cada novo aprendizado por mais bobo que fosse. E, por um lado, foi bom porque ela foi aprendendo tudo muito rápido (e, com isso, ganhando confiança também). A Alícia está indo mais no ritmo dela, inclusive no que diz respeito a andar e sentir confiança em fazê-lo.

Hoje ela já anda bem (para frente apenas, ainda não sabe virar / fazer curva), mas no começo ela sentia muita insegurança e resistia quando tentávamos "puxá-la" a fazer mais. Como todo bebê nesta fase, é claro, ela ficava eufórica quando alguém a pegava pela mão para ela caminhar, mas ai de quem a soltasse ou tentasse estimulá-la para que ela se equilibrasse sozinha! Ela não queria saber:  flexionava os joelhos e ia para o chão direto para engatinhar, ou então ficava brava mesmo e começava a chorar. Isto apesar de já ter provado que sabia andar (já ficava em pé e dava uns 10 passos sem apoio!); eu dizia que capacidade física para andar ela já tinha desenvolvido, agora faltava apenas a capacidade emocional, hehe.

Bem, por hoje é isso. Vou encerrar este post com um vídeo da Alícia se aventurando a andar sozinha e espero poder voltar em breve para contar mais sobre a rotina e o desenvolvimento dela!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

8 meses de Alícia!


Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!

A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.

Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.

Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.

Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.

Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).

Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.

Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.

No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.

E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )

Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.

Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!

Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.

Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.

Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )

Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).

Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.

Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.

A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!

Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.

Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!

O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.

A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.

A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).

E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.

Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

7 meses de Alícia!

Daqui a dois dias minha bebê completa 7 meses de vida. Ô fase gostosa!

Essa fase está tão boa que até vim postar as novidades um pouco mais cedo do que costumo. A Alícia está simplesmente uma delícia, deu um imenso salto de desenvolvimento - dá gargalhadas, conversa, interage, gesticula, fica longos períodos sentada, acorda feliz e sorridente! Os dias têm sido mais fáceis agora (e imagino que só vão melhorar daqui pra frente), tanto em termos de cuidado - já que vestir um bebê que senta é bem menos complicado - como em termos da rotina - já que ela finalmente chegou ao ponto de dormir 10 a 12 horas seguidas toda noite!

Vou explicar com mais detalhes abaixo.

Hora de Comer
A rotina de 4 horas está firmemente estabelecida. No momento ela faz 4 refeições ao dia, sendo 1 refeição sólida (almoço, por volta das 10:30) e 3 refeições líquidas (leite materno). Ela mama ao acordar, às 6:30, à tarde logo após a soneca, por volta das 14:30, e também à noite antes de dormir, aprox. às 18:00 ou 18:30. No almoço eu normalmente dou a papinha (batida ou não ao liquidificador, depende dos alimentos que eu estiver dando) e, em seguida, o suquinho (só dei de laranja lima por enquanto). Até hoje, nos dias em que ela demonstrou que queria comer mais, eu ofereci sobremesa (fruta amassada). Reparei que, por enquanto, ela aceita melhor os alimentos salgados (diferente de minha outra filha que sempre amou frutas). Pretendo começar a oferecer sólidos como complemento em mais 1 ou 2 refeições do dia também (sem substituir a mamada).

Acho curioso que quando sentamos à mesa em família para alguma refeição, a Alícia está sempre interessada em experimentar o que estamos comendo. Aliás, ela abre a boca, bate o braço e dá gritinhos nervosos se não colocamos algo em sua boca também - geralmente damos pedacinhos de pão, mas até grãos de arroz eu já dei uma vez, e ela comeu avidamente! Engraçado que nessa idade a Nicole aceitava bem todos os alimentos - as avós até brincavam que ela era "boa de garfo" - mas não como a Alícia que quer comer até o que não oferecemos! Basta ela ver que estamos mastigando algo que ela fica desesperada para mastigar também!

Os dois vídeos abaixo mostram bem como é que acontece.

Chupando um pedaço de pão no café da manhã
Comendo arroz do prato do papai na janta

Aproveito aqui para destacar que, como fizemos com a Nicole, iremos ensinar linguagem de sinais para a Alícia. E já começamos com o "please" (por favor). Se você ficou curioso(a) e quer saber do que estou falando, leia o post As boas maneiras no cadeirão.

No último post, eu compartilhei dois objetivos que eu tinha para esse mês. O primeiro era eliminar a mamada dos sonhos para que a Alícia tivesse de 10-12 horas ininterruptas de sono. Objetivo alcançado! Falarei logo mais sobre isso (dentro do tema Sono, abaixo). O segundo objetivo era iniciar o treinamento para ela usar o copinho já que ela tinha voltado a recusar a mamadeira. Também alcançado! Aqui preciso fazer um parêntesis para admitir uma gafe terrível, hahah! A minha bebê estava recusando o bico da mamadeira porque ele não era propício mais para a idade dela (era aquela mamadeira com bico pequeno para recém-nascidos). Feio, né? Um baita erro de principiante!! Mas ainda bem que descobri a tempo e que o problema foi facilmente resolvido (eu já tinha outra mamadeira maior - novinha, esperando para ser usada).

Quanto ao treinamento para o uso do copinho infantil, hoje ela já sabe sugar nele bem e, como a Nicole, pegou o jeito depois de poucas tentativas. O segredo, lógico, é a prática. Eu a deitava no puff (para que ficasse apenas um pouco inclinada) e dava o copo com uma pequena quantidade de água para ela segurar e ajudava-a a colocar na boca. Veja a primeira tentativa das duas!

Nicole aprendendo a beber no copinho
Alícia aprendendo a beber no copinho

Dica: Deixe a borrachinha na parte de dentro bico para que só saia líquido se o bebê sugar.

Hora de Brincar
Os momentos acordada da Alícia também estão uma delícia! Ela acorda feliz e fica feliz a maior parte do tempo, inclusive brincando sozinha. Eu procuro estruturar bem as atividades dela para ter variedade de estímulos e otimizar o seu desenvolvimento (físico e mental). Por isso ela tem o momento de ficar no bouncer (pula-pula), de brincar sentada no cercadinho, o momento de ficar de bruço (em preparação para engatinhar, fortalecendo os músculos das costas) num colchão que eu coloco no chão da sala, o momento de ficar no puff e, é claro, os momentos de interação em família, brincando com a irmã, etc. Às vezes passeamos de carrinho pelo bairro e outras vezes ela se senta na cama ao lado da irmã para assistir a DVDs de desenhos infantis (com pouca frequência e durante bem pouco tempo). Sei que crianças ficam hipnotizadas em frente à "caixa luminosa" e, aparentemente, este pode ser um estímulo educativo (dependendo do programa ou desenho). Mas não para essa idade! E, principalmente, não em excesso. Só para deixar registrada a minha opinião: eu acredito que, em termos de desenvolvimento cognitivo, a criança fica muito passiva em frente à TV. Ou seja, por mais educativos que sejam os programas ou as histórias contadas, aprender vendo ou ouvindo não é tão proveitoso quanto aprender fazendo e falando!

Sono
Como citei acima, a Alícia se juntou à irmã nas longas noites de sono! Estou amando a liberdade de ter a noite só pra mim - é bom demais. Esse tempinho é tão especial, posso fazer tantas coisas, principalmente passar mais tempo com o meu marido. Agora estamos curtindo os frutos da dedicação dos primeiros meses, experimentando o gostinho de que tudo VALEU A PENA!

Meu marido colocou as meninas pra dormir uma noite dessas e, ao fechar a porta e sair do quarto delas, disse aliviado: "Thank you, God, for Babywise" (Obrigada, Deus, pelo Nana Nenê). Aliás, uma frase comum aqui em casa é "We love Babywise". = )

As sonecas do dia também estão indo bem, sendo que a primeira é geralmente a mais longa. Ela não consegue ficar o período todo de 2 horas acordada pela manhã e tira uma soneca bem longa até o horário do almoço. Ao todo são 3 sonecas por dia, mas sei que até o 8o ou 9o mês uma será eliminada. Percebi que duração das sonecas dela vai diminuindo a longo do dia, ou seja, a última com frequência tem sido a mais curta de todas (dura somente um ciclo de 40 min.). O meu "termômetro" para saber se a soneca foi ou não longa o suficiente é o humor dela ao acordar. Se a bebê acorda irritadiça ou chorando é porque precisa dormir um pouco mais.

Meu objetivo daqui pra frente é tirar a chupeta. Estou um pouco apreensiva porque sei que ela depende da chupeta para dormir e ainda não estou pronta para iniciar esse processo e levá-lo até o fim. Arrisquei tirar a chupeta em algumas sonecas recentemente e o resultado não foi muito bom. Por isso quero esperar a minha outra filha voltar para a escolinha primeiro e ainda estou pensando na estratégia que vou adotar! Tirei a chupeta da Nicole aos 6 meses e ela logo encontrou o dedão (ela chupa dedo pra dormir até hoje, com 2 anos e 4 meses). Algumas pessoas acham que eu cometi um erro, que deveria tê-la deixado com a chupeta mais tempo porque seria mais fácil tirar a chupeta do que o dedo... pode até ser, mas pra falar a verdade, ainda não estou convencida e, por isso, pretendo fazer o mesmo com a minha segunda filha.

A questão de chupar o dedo e a chupeta, na verdade, são bem polêmicas e cada um vê a situação por um ângulo, pesando os prós e contras. Tudo bem, eu concordo que chupar o dedo pode não ser higiênico e também pode deixar o céu da boca fundo e, não sei, talvez mexer com a arcada dentária? Não sou nenhuma especialista no assunto, e estou apenas compartilhando a MINHA preferência, ok? Colocando na balança, eu acho que chupar o dedo é "menos pior" do que chupar a chupeta porque, na fase em que a Alícia está, ela depende de mim para repor a chupeta para ela. Então se ela chupasse o dedo facilitaria as coisas. Para minimizar os danos que a minha escolha pode causar, a regra aqui em casa (com minha filha mais velha) é que ela só pode chupar o dedo na hora de dormir. Assim, na maioria das vezes, ela estará com as mãos lavadas e o tempo de chupar o dedo fica limitado ao início do processo de dormir (porque depois ela mesmo larga).

Até o próximo post!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Transições parte 1: Da mamadeira para o copo!

Já faz mais de mês que estou "ensaiando" escrever sobre as transições que eu me propús a alcançar com a Nicole (que daqui poucos dias completa 1 ano e 5 meses) antes da chegada do 2º. bebê.

São elas:

1- Transição da mamadeira para o copo
2- Transição da fralda para o uso do vaso sanitário
3- Transição do berço para a cama

Desde que tracei esses objetivos, demos alguns passos importantes para a concretização deles! Para que o post não fique longo demais, hoje me deterei a falar somente sobre o primeiro que, inclusive, foi muito mais fácil de alcançar do que eu imaginava!

A Nicole já estava acostumada a beber líquidos no copinho, pois nunca demos água ou suco, por exemplo, na mamadeira para ela, apenas o leite. Mesmo quando ela ainda mamava no peito, uma vez a cada uma ou duas semanas, oferecíamos leite materno na mamadeira - isso desde recém-nascida, a partir da 4a ou 5a semana de vida, o que também explica o fato de aos 9 meses ter sido bem tranquilo fazer o desmame (transição do seio à mamadeira).

Até aprox. duas semanas antes de completar seu 6º. mês de vida, a Nicole era exclusivamente alimentada com leite materno e não tomava outros líquidos, como chá, suco ou mesmo água. Ao começar a comer alimentos sólidos, introduzimos também os outros líquidos... mas dispensamos a mamadeira e passamos direto para o uso do copinho (exceto para o leite)!

Veja nesse vídeo ela aos 6 meses aprendendo/ praticando beber no copinho!
Link: http://www.youtube.com/watch?v=0PlO05l1cis

Bem, a transição definitiva da mamadeira para o copinho (com leite) começou pouco depois dela completar seu 1º. aniversário. Eu já tinha lido que essa era a idade ideal para fazer a transição definitiva uma vez que é nessa fase que as crianças começam a ficar mais apegadas emocionalmente à mamadeira - que no nosso caso não sei se chegou ou chegaria a acontecer porque não dávamos a mamadeira na mão da Nicole para ela tomar o leite sozinha. O padrão era eu ou meu marido sentarmos na poltrona de amamentação e lhe darmos o leite com ela sentada no nosso colo, um ritualzinho todo especial que criamos e que com certeza nos deixará com boas lembranças!

O problema no início foi que na época eu quis comprar um copo antivazamento daqueles diferentes e bonitos, com canudo e tudo mais, porque me empolguei vendo tantas opções nas prateleiras da loja. Não foi uma decisão muito inteligente. Para a Nicole era muito trabalhoso sugar os 240 ml de leite de cada mamada, sendo que estava acostumada a simplesmente virar a mamadeira e com pouco esforço o leite escorria pra dentro de sua boca. Por causa disso, com esse copo de canudo ela bebia um pouco, mas logo se desinteressava e parava de beber. Após poucas tentativas e sem pensar muito sobre o assunto, voltei para a mamadeira.

Dois a três meses depois, após uma releitura do livro fui convencida novamente da importância de tirar a mamadeira o quanto antes, antes que a Nicole crescesse mais e se acostumasse a ela, tornando a transição mais difícil. Foi então que analisei a situação e me "caiu a ficha" sobre o porquê do insucesso na tentativa anterior. Fui à loja comprar um copinho mais simples para ela tomar o leite, comprei-o no mesmo modelo do copo que ela já tinha, só que maior. Deu certo!

Ela aceitou a mudança de primeira, praticamente sem resistência, adaptando-se "numa boa". Aliás, me surpreendeu pois eu não sabia que seria tão simples fazer a troca. É claro também que eu não dificultei as coisas pra ela deixando a mamadeira à vista. Como diz o provérbio que o curso dos Ezzos ensina, com crianças "what is out of sight is also out of mind" (o que os olhos não veem, a menta não lembra - adaptação minha)!

Desde então a Nicole não usa mais a mamadeira, toma o leite e outros líquidos no copinho infantil. Se precisar também toma em copos de adulto ou utilizando o canudo, fica tudo mais simples assim! Alvo nº.1 alcançado!! Yeah!