Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

3 meses de Alícia!




A Alícia completou 3 meses esta semana. Ela oficialmente deixou de ser um recém-nascido. = )

Uau, foi uma semana agitada por causa das vacinas que ela teve de tomar e também porque a levamos para furar a orelha! Mas não é sobre isso que quero falar, quero contar as novidades do último mês, que foi cheio de novos desafios, e compartilhar os passos que eu dei para superá-los.

Amamentação, Cólica e Noite Alongada
Continuamos com as seis mamadas por dia (6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 18:00 e mamada dos sonhos, entre 20:30 e 22:00); em alguns dias são sete, mas somente quando ela está passando por um impulso de crescimento (growth spurt) que, conforme li, ocorre a cada 3 ou 4 semanas. Os horários das mamadas não são exatos, me permito uma variação de até 30 min para mais ou para menos. É o que recomendam os livros: o relógio é apenas um auxílio para nos servir, não é ele quem dita o que vou fazer, e sim o contexto da situação (uma mistura do horário do dia, os sinais que o bebê demonstra, as leituras que fiz e a minha própria experiência e intuição).

A Alícia já está com 14 para 15 semanas de vida e, portanto, na fase da Noite Alongada (9 a 15 semanas de vida), segundo o livro Nana Nenê. A recomendação deles para esta fase é que a mãe lactante fique atenta à sua produção de leite. Caso note uma queda que a preocupe, não deve deixar o bebê dormir por mais do que 10 horas à noite para restar tempo suficiente de dia para uma estimulação adequada. Por alguns dias eu andei notando uma queda na minha produção porque saímos muito da rotina neste último mês (falarei sobre isso mais adiante); a bagunça na rotina durante o dia aliada ao cansaço de noite deu nisso! A Alícia mamava com força e em poucos minutinhos ficava brava, chorando, impaciente porque não estava saindo mais nada. O problema foi rapidamente resolvido: por um ou dois dias deixei-a mamar dos dois lados.

Como vimos, a quantidade de leite que ela ingere durante o dia nesta fase já é suficiente para mantê-la dormindo longas horas à noite. Porém, a Alícia começou a acordar com frequência no meio da noite e apenas colocar a chupeta não estava sendo suficiente para ajudá-la a voltar a dormir. Das primeiras vezes, julguei que fosse fome e por isso amamentei-a, mas ela continuava chorando. E eu também não queria começar um novo hábito noturno! Por isso, tive de vencer o meu próprio cansaço e sono àquela hora da madrugada para investigar a verdadeira causa do problema. Este é o primeiro desafio: deixar de agir "no automático". Ao chorar percebi que ela se contorcia como se estivesse com dor. Bastava eu fazer massagem em movimentos circulares com os joelhos sobre o abdômen dela que ela logo acalmava e adormecia, não antes sem soltar alguns gases. Isso acontecia praticamente todas as noites e estava me incomodando.

O excesso de gases e a dificuldade de liberá-los estava claramente prejudicando o sono da minha filha e eu comecei a imaginar que talvez o uso contínuo da simeticona (de 8h e 8h) pudesse estar causando isso. Na verdade eu tinha duas opções: suspender o uso de vez ou aumentá-lo. Não consultei o pediatra e, como já usava simeticona há muitas semanas e o choro da madrugada parecia estar se agravando com o tempo, optei por suspender o uso por alguns dias e ver o que acontecia. Dentro de uma semana verifiquei um novo problema: ela começou a evacuar dia sim dia não e não mais todos os dias como fazia, e começou a ficar irritada durante o dia também.

Mandei um email ao pediatra para saber se deveria voltar a usar o anti-gases, mas ele disse que não havia relação entre evacuar e o uso da simeticona, e então explicou que nesta idade é comum o bebê ficar um ou dois dias sem evacuar e que eu deveria continuar com as massagens entre as mamadas para ajudá-la a soltar os gases. Passados mais alguns dias, a dificuldade de evacuar se agravou e quando já estava no 5º. dia sem evacuar consultei novamente o pediatra sobre o que deveria fazer. Ele respondeu prontamente que eu deveria colocar um supositório de glicerina infantil. Comprei-o no mesmo dia e o apliquei. Que alívio pra ela!

No dia seguinte o mesmo problema: nada de cocô. Esperei mais dois dias e, como não gosto de vê-la sofrer, usei o supositório de novo, dessa vez sem falar com o médico antes. Ufa, naquele dia ela fez cocô duas vezes - a segunda foi sem ajuda. E na manhã seguinte de novo! Hehe, nunca fiquei tão feliz de limpar uma fralda suja e fedida! Bem, já estamos no segundo dia dela sem evacuar novamente e estou orando para que esse problema se resolva definitivamente. Que Deus me dê sabedoria quanto ao que fazer! Sei que Deus pode curá-la, fazer com que os órgãos dela se desenvolvam adequadamente e funcionem com perfeição.

Quanto aos gases atrapalharem o sono da noite, parece que esta questão está solucionada e, portanto, não vejo mais a necessidade de usar a simeticona. Hoje em dia quando ela acorda de madrugada já consigo diferenciar o tipo de choro e sei que é apenas uma transição do sono (veja o tópico a seguir). Se ela não dividisse o quarto com a irmã e a nossa casa fosse grande o suficiente para que o choro dela não acordasse a família toda, eu a deixaria chorar um pouco no próprio berço até voltar a dormir sozinha. Foi isso que fiz com a Nicole e obtive resultados mais rápidos do que estou tendo hoje com a Alícia (em termos de sleep training: ensinar o bebê a dormir sozinho), porém a situação hoje é outra, preciso ser mais paciente e usar estratégias um pouco diferentes. Primeiro entro rapidamente e coloco a chupeta. Quando não funciona, a saída é tirá-la do quarto e colocá-la para dormir no moisés dentro do nosso closet!

Sono, Rotina e Paternidade Acidental
Se você acompanha este blog sabe como defendemos a implementação intencional de uma rotina previsível para o bebê. Não somos a favor da teoria de deixar o bebê ditar, através do choro, o horário de mamar ou de dormir porque entendemos, em suma, que ele não tem idade pra isso! Primeiro porque bebês não sabem o que é melhor para eles (é pra isso que servem os pais, para guiá-los e ensiná-los no caminho em que devem andar!). E segundo porque se forem criados como o centro das atenções, muito provavelmente terão sérios problemas no futuro (dentre eles, problemas na alma, de insubmissão e de relacionamentos no geral). Isso só pra citar alguns.

Junto com a premissa de que a rotina previsível é necessária para se ter um bebê tranquilo, feliz e bem ajustado à família, enfatizamos também a necessidade de abrir espaço para exceções. Ser flexível. Mas atenção a um perigo: os excessos! A flexibilidade não pode se tornar tão comum a ponto de se tornar o novo padrão, entendem a diferença? Quando lemos sobre o assunto tudo parece lindo e perfeito, mas colocar em prática esses princípios é mais difícil do que esperamos.

Com a Nicole tendi a ser mais rigorosa com os horários e evitei a todo custo fugir da rotina - fruto da insegurança normal de uma mamãe inexperiente, ficava tensa, ansiosa e frustrada quando as coisas fugiam do meu controle. Esta segunda experiência com a Alícia está sendo diferente por isso, mas há sempre o perigo de cair do outro lado do cavalo. É preciso equilibrar a equação! Este mês foi bem assim pra mim, me vi em situações de armadilha, entre intencionalmente planejar e priorizar a rotina da Alícia e "ficar de boa", agindo no improviso e saindo muito da rotina. O problema de ficar tranquila demais, sempre "deixando rolar" e improvisando frente aos desafios me trouxeram alguns problemas. A Tracy Hogg chama isso de paternidade acidental.

De maneira bem simples, paternidade acidental é quando reagimos em vez de agir. O resultado é a formação de hábitos hoje que precisarão ser eliminados amanhã. Para nós foi assim com o sleep training. Como a Alícia andava chorando muito por causa das cólicas, acabamos acostumando-a a dormir no colo. Foi sem querer querendo, como dizia nosso velho amigo Chaves. Às vezes era nas manhãs em que íamos para o trabalho (o Douglas ficava com ela no colo para que o choro dela não atrapalhasse a minha gravação), mas o mais comum era de noite porque não queríamos que o choro dela acordasse a Nicole. Em ambos os casos, segurar no colo era a "solução" mais simples e fácil para o problema em questão. Porém, atalhos normalmente são ilusão, pois o preço tem de ser pago mais cedo ou mais tarde: agora com custo x ou no futuro com custo x ao quadrado!

Experimentei os primeiros frutos ruins deste hábito esta semana e já estou trabalhando para desacostumá-la! O choro de resistência e protesto é inevitável. Ela chora brava e é só pegá-la no colo que ela para de chorar quase que imediatamente. Antes o dormir ou não no colo não causava tanto problema, pois todo recém-nascido dorme muito. Aliás, quanto mais novo mais ele dorme. A Alícia dormia em praticamente qualquer lugar, com barulho ou sem barulho, com luz ou sem luz - quase não fazia diferença, ela não se aguentava e já caía no sono!

Mas a minha "pitchuquinha" cresceu e agora já consegue passar muito mais tempo acordada. Adormecer naturalmente já não acontece com a facilidade de antes e é aí que o treinamento começa, pois dormir é uma habilidade aprendida. É essencial que ela aprenda a dormir sozinha, tanto de dia quanto de noite, para continuar sendo uma bebê calminha e acordando feliz e bem disposta. Reparei que havíamos estabelecido um hábito ruim esta semana quando ela começou repetidas vezes acordar no meio da soneca e aparentemente "não querer" dormir de novo.

Os autores do Nana Nenê alertam para o 45-minute intruder e explicam que o bebê acordar chorando de uma soneca curta é sinal de que ele não dormiu o suficiente. Bebês descansados acordam espertos e felizes, não irritados ou mal-humorados. O que acontece é que o PST (padrão de sono tranquilo) e PSA (padrão de sono ativo) alternam-se a cada 30-45 minutos e parece que nesta fase o bebê acorda justamente nesta transição. Muitas vezes basta esperar uns minutinhos e ele volta a dormir por conta, mas outras vezes não.

Aí é hora de entrar no quarto pra investigar antes de reagir. Eu costumo olhar a fralda, verificar a temperatura do corpo, observo a expressão do rosto e também fico atenta ao tipo de choro antes de tomar alguma decisão. Ah sim, e também vejo o relógio para saber em que ponto estamos na rotina. Se ficar evidente que ela só dormiu os primeiros 30-45 min da soneca, então sei que é hora de ensinar minha bebê a habilidade de voltar a dormir sozinha!

E isso envolve deixar chorar um pouco (CIO = cry it out). Veja bem, há muita polêmica sobre fazer isto ou não e a respeito das consequências negativas que esta prática pode ou não acarretar. Sou a favor de CIO, mas não estou defendendo que você abandone seu bebê aos prantos. Se decidir fazer CIO, o faça com discernimento e responsabilidade. E acho que se decidirem ir por esse caminho, o casal precisa estar plenamente de acordo e trabalhar em equipe. Também não vou tentar maquiar a realidade - é preciso sim muita determinação e força, os pais juntos precisam preparar os ouvidos e ficar calmos para poder passar essa tranquilidade ao bebê.

Vou fazer um breve relato sobre como foi para nós nos últimos dias.

Na última soneca de certa tarde a Alícia acordou chorando por volta das 16:20. Investiguei e verifiquei que a causa era o 45-minute intruder. Fiz o CIO, entrando de tempo em tempo para colocar a chupeta e tentar ajudá-la a voltar a dormir. Não funcionou, deu a hora da próxima mamada e ela ainda não tinha dormido. Então amamentei-a por volta das 17:40, troquei a fralda e a coloquei pra dormir em seguida, às 18:10. Ela adormeceu sozinha desta vez, mas dormiu por apenas 40-45 minutos, ou seja, novamente acordou na transição e começou a chorar, irritada.

Nesta hora meu marido estava em casa e a Nicole na cama deitada prontinha pra dormir, então decidimos levar a Alícia para o closet pra dormir no moisés. Ela continuou chorando. Era choro de resistência mesmo, se a pegássemos no colo ela parava de chorar na hora. Eu estava muito cansada nesta noite; pretendia dormir bem cedo e já tinha colocado o despertador para tocar às 21:30 (horário da mamada dos sonhos). Só que fiquei fazendo CIO até 20:30. Quando percebi que ela poderia estar com fome novamente, pois já haviam passado 2 horas desde a última mamada (e chorar é um baita esforço físico), adiantei o horário da mamada dos sonhos para 20:30. Eu estava exausta física e emocionalmente (a manhã e noite do dia anterior eu tinha feito CIO sozinha), então meu marido continuou com o CIO por mais uma hora até que às 21:30 ela finalmente cedeu e dormiu. Ufa, um verdadeiro alívio. Ela dormiu das 21:30 direto até 5:30.

Antes que você me pergunte se valeu a pena, deixe eu apresentar os resultados: o dia seguinte foi perfeito! Ela conseguiu adormecer sozinha em todas as sonecas, tirou sonecas longas de praticamente 2 horas cada (eu tive de acordá-la para todas as mamadas), acordou feliz depois de todas as sonecas e conseguiu dormir sozinha também à noite (sem dar um pio!). O melhor de tudo: dormiu direto das 18:30 às 5:45, com a mamada dos sonhos às 20:30. Delícia!

Confesso que no meio do processo, depois de muitas horas (ou mesmo minutos!) ouvindo seu bebê chorar passam várias dúvidas na nossa cabeça, a principal delas é: Será que estou fazendo certo? Meu marido chegou a me perguntar isso naquela noite. Confirmei que sim e ele foi fundo. Tinha certeza de que todas as necessidades dela haviam sido satisfeitas e que naquele momento era crucial que ela aprendesse a habilidade de dormir sozinha. Não estava abandonando-a, aliás, amava-a tanto a ponto de fazer algo que, apesar de doloroso, era o melhor para ela.

A minha convicção está baseada no tipo de amor que Deus, como Pai, tem por nós: Ele disciplina seus filhos movido por amor. Seu compromisso não é com a nossa felicidade momentânea. Sim, Ele nos quer ver felizes, mas acho que Ele se preocupa muito mais com o nosso caráter, por exemplo, e por isso nos ensina e nos corrige (Hebreus 12). Ele sabe que há certas lições que precisamos aprender para alcançarmos verdadeira paz e alegria no futuro. Enxergando sob essa perspectiva reter a disciplina seria o mesmo que desprezar seu filho ou não amá-lo de verdade.

Bem, por hoje é só. Para aqueles que ainda estão pesquisando e orando a respeito do assunto de CIO ou não, deixo uma palavra de direcionamento da Bíblia.

Tiago 1:15 - Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.

Um abraço, Talita

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

40 dias de Alícia!


Durante o mês de julho, meu marido ficou em casa quase todas as manhãs para me ajudar a olhar a Nicole enquanto eu cuidava da Alícia e também tentava tirar uma ou duas horinhas para trabalhar (sim, em plena licença-maternidade, rs!), mas agora que as férias da Nicole acabaram, estamos entrando em uma nova rotina! Por isso estou aproveitando esse primeiro dia de nova rotina para contar um pouco sobre como foram os primeiros 40 dias de vida da Alícia.

Bem, estou muito contente com o desenvolvimento até aqui. Com isso não quero dizer que tem sido fácil, pois ter um bebê é sempre difícil e desafiador! Apenas que como é minha segunda experiência, eu estou mais tranquila com relação ao que fazer e ao que esperar de um recém-nascido. Foi muito tenso da primeira vez, pois lá no fundinho eu carregava o receio de estar fazendo algo "errado" e de me arrepender lá na frente. Como li muito e me preparei o máximo que pude antes da Nicole nascer, eu tinha na cabeça um monte de "regras" do que poderia / deveria ou não fazer (quanto à rotina do bebê). O medo era de errar feio e estragar tudo! É, mamães de primeira viagem realmente são exageradas em seus temores, rs!

Mas estamos aqui - todos felizes, sãos e salvos - e me sinto mais confiante com relação à rotina da Alícia. Abaixo descrevo um pouco sobre cada parte da rotina que estou implementando conforme ensina a Encantadora de Bebês (E.A.S.Y.).

Eat (Comer)
A primeira parte da rotina nesta fase é a amamentação. A Alícia mama muito bem. No hospital não fomos tão bem assim. Era alojamento conjunto (o bebê fica no quarto a maior parte do tempo), mas por uma série de fatores - dentre eles as visitas, o meu cansaço e a própria rotina da maternidade que não deu muito apoio com relação a isso - me impediu de amamentá-la a cada 3 horas como deveria ter feito. Pra ser sincera, eu acho que nos dois primeiros dias ela mamou apenas umas 3 ou 4 vezes por dia, o que é bem pouco considerando que um recém-nascido deve mamar no mínimo 7 ou 8! O resultado foi que ela perdeu mais peso do que deveria e, por causa da icterícia, tivemos de ficar um dia a mais na maternidade para ela fazer fototerapia.

Comecei a implementar o E.A.S.Y a partir do 3º. dia de vida. Os primeiros 4 a 5 dias de amamentar a cada 3 horas 24h por dia pra mim são os piores. Doi muito. Mesmo passando a pomada Lansinoh antes e depois das mamadas. A explicação para isso (segundo o Nana Nenê) é que durante esses primeiros dias de vida o bebê mama um líquido grosso, amarelado, rico em anticorpos e com 5x mais proteína do que o leite maduro. Chama-se colostro. Ele tem menos gordura e açúcar do que o leite mas, por ser grosso, exige maior tempo de digestão e deixa os seios doloridos. O bico dos meus seios não chegam a sangrar, porém aparecem bolhas brancas e ficam bem sensíveis ao toque (no banho ardem com a água batendo contra eles). A boa notícia é que isso passa! Antes da Alícia completar uma semana de vida, o meu leite já havia descido e amamentar deixou de doer!

A Alícia suga forte e na maior parte das vezes faz uma refeição completa em menos de 10 minutos. Eu sei que a maioria dos livros diz que o tempo de amamentação, principalmente no primeiro mês, chega a 30 minutos por vez, mas parece que as minhas filhas não precisam de todo esse tempo para mamar. Além disso, sigo a orientação da Encantadora de Bebês e dou apenas um lado por vez. Raras vezes precisei dar o outro lado também. Aprendi com o Nana Nenê que a sucção não-nutritiva não é recomendável e, por não querer virar uma "chupeta humana", tiro-a do peito para arrotar minutos após eu parar de ouvi-la engolir depois de 5 ou 6 sugadas.

Ela também golfa muito. O leite chega a esguichar, às vezes enquanto ela ainda está no peito (talvez porque ela mama rápido demais?) ou quando a coloco sobre o meu ombro para arrotar. A Nicole não golfava tanto leite ou com tanta frequência. Quando golfava normalmente era porque eu havia sem querer apertado a barriguinha dela na hora de trocar a fralda. Com a Alícia já tomei as devidas precauções como inclinar o berço e também não deixá-la em posição totalmente horizontal após as mamadas. Nem sempre funciona. Na verdade eu desconfio de que a posição inclinada não seja tão favorável pois faz a fralda apertar a barriga (principalmente se ambas estiverem cheias). Então tenho invertido a ordem, procuro trocar a fralda antes de mamar e também faço questão de não apertá-la muito na hora de colar o adesivo. Outra ideia que o meu marido teve é de interromper a mamada para fazê-la arrotar antes de prosseguir. Não consegui fazer isto muito bem ainda porque nunca fui muito boa para ajudar o bebê a arrotar (é difícil!).

Por que eu sei que 10 minutos de um seio só está sendo suficiente para alimentá-la? Por uma série de motivos. Primeiro porque li no Nana Nenê que, com a lactação já estabelecida e desde que o bebê sugue com força, é possível esvaziar os seios da mãe num tempo de 7-10 min. Outro motivo é que ela aguenta até a próxima mamada (os intervalos entre uma mamada e outra são de 2,5 a 3 horas). Também sei que ela está mamando o suficiente porque monitoro as fraldas, troco-a 7 a 8 vezes por dia. A lógica é esta: se as fraldas estão frequentemente molhadas e/ou encharcadas é porque a ingestão de líquidos está adequada. Por fim, o indicador mais importante: ela está ganhando peso! Pra falar a verdade, não sei ainda quanto ela ganhou pois a visita ao pediatra está agendada somente para a semana que vem, porém é notável que ela cresceu e engordou bastante!

Aliás, este é um fator interessante e quero aproveitar para fazer uma última observação. A Nicole eu também amamentei a cada 3 h desde o início, mas estabelecer horários fixos de amamentação eu só fui aprender a fazer um tempo depois, acho que no 2º. mês de vida. No início, se em vez de amamentar às 13:00 eu só conseguisse acordá-la e começar a mamada às 13:25, eu acabava considerando o horário de acordá-la novamente para a próxima mamada às 16:25 e não 16:00 como deveria. O problema é que muito provavelmente eu também teria dificuldade de acordá-la e outros 20-30 min se passariam. Assim, a mamada das 16:00 acabava acontecendo às 16:50, ou seja, quase uma hora depois. O atraso de uma mamada se refletia no horário da próxima (efeito dominó) e, por isso, além da rotina não ficar muito previsível, não era sempre possível garantir as 7-8 mamadas do dia (pois o dia só tem 24 horas!). Desta vez eu estabeleci horários fixos desde o início (6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 17:00, 20:00, 23:00 e de madrugada quando/se ela acorda), incluindo o cluster feeding, que significa amamentar com intervalo menor entre 2 mamadas no final da tarde para, como diz a Encantadora, "encher o tanque" (a barriguinha do bebê) para ajudá-lo a dormir mais horas seguidas à noite. O Nana Nenê também explica que no fim do dia é normal o suprimento de leite materno ser menor e, por isso, também aconselha diminuir o intervalo entre as mamadas nessa hora do dia. Uma nota com relação à rotina: Depois de 5 semanas mais ou menos de cluster feeding adaptei os horários para conseguir fazer o dream feed (mamada dos sonhos) mais cedo. Não estava gostando de dar a última mamada do dia tão tarde, às 20:00; ela não dormia direito e acabava acordando novamente para a mamada dos sonhos (em vez de mamar dormindo como deveria). Então a rotina hoje está mais ou menos assim: 6:00, 9:00, 12:00, 14:00, 17:00, 19:00, 22:30 e de madrugada.

Activity (Atividade)
A segunda parte da rotina dela é ficar acordada. Para bebês recém-nascidos isso é um verdadeiro desafio. Aliás, tive MUITA dificuldade de acordar a Alícia para as mamadas durante as primeiras semanas de vida. Levantava-a, fazia cócega na orelha, abria o macacão para resfriar um pouco o corpo (pois o calor dá sono) e mesmo assim não funcionava toda vez. Eu chegava a ficar 20-30 min só tentando acordá-la. Às vezes eu queria simplesmente desistir e deixá-la dormir. Mas enfim o esforço valeu a pena pois aos poucos o corpo dela foi se ajustando e hoje em dia é comum ela acordar sozinha perto do horário de mamar. Isto é muito importante e fruto da AOP (alimentação orientada pelos pais) que o Nana Nenê ensina, pois faz parte do processo de "treinar" o metabolismo do bebê para mamar e ficar acordado nas horas certas (de dia!) até ele ser capaz de dormir a noite toda.

Nesta fase a Alícia ainda não consegue ficar acordada por mais de 40-50 minutos, o que inclui o tempo gasto mamando e a troca de fralda/roupa (ou o banho, 1x por dia). Também tomo o cuidado de não ficar com ela no colo durante todo o período acordada. Tanto o Nana Nenê quanto a Encantadora promovem o lema "Comece como quer terminar" (Start as you mean to go).

Sleep (Dormir)
A última parte da rotina nesta fase é dormir. O objetivo é que o bebê aprenda a dormir sozinho e no seu próprio berço e, para isso, às vezes é necessário deixá-lo chorar um pouco. Até o momento não tenho tido grandes dificuldades. Eu uso a chupeta e/ou a seguro (sem balançar) por alguns instantes, mas quando vejo que ela está calminha o suficiente coloco-a no berço ou no moisés para tirar a soneca. Normalmente ela já deu algumas bocejadas e os olhos delas estão fitos em alguma direção. Pra mim são os dois sinais mais claros de que ela já está pronta para embarcar no sono.

Nos dias em que ela está agitada e com dificuldade para dormir (ou quando temo que seu choro irá acordar a Nicole), deixo-a com a chupeta um tempo maior e ela acaba dormindo. No fim das contas ela sempre cospe a chupeta depois que adormece, mas quando dá entro no quarto antes disso acontecer e eu mesmo tiro-a da boca dela (ela resiste sugando-a com mais força!). Estou fazendo isso porque com a Nicole foi um problema; na ânsia por não ouvi-la chorar acabamos tornando-a dependente da chupeta. Tivemos dias e noites difíceis no começo porque toda vez que a chupeta caía da boca ela abria o berreiro!! Era muito estressante entrar no quarto várias vezes (inclusive durante a noite) para repô-la. Não queremos reviver esses episódios, então estou sendo bem mais cautelosa com a chupeta desta vez.

Além do soluço que a Alícia tem em praticamente todas as mamadas (e não sei como fazer para evitar!), ela também tem muitos gases e isso algumas vezes interrompe o seu sono. Como a Nicole fazia, ela se contorce de dor e chora. A diferença é que, além de massagear a barriguinha fazendo pressão com as perninhas dela dobradas, estou dando antigases (simeticona) a cada 8 horas conforme prescrito pelo pediatra. Não sei porque eu não fiz o mesmo com a Nicole! Quer dizer, até sei, eu quis evitar dar medicamento e tentei resolver o problema de outra forma (com massagem, bolsa de água quente e funchicórea), mas desta vez pesquisei melhor sobre a ação do antigases e resolvi dar. Estou vendo resultado, ele realmente a ajuda a eliminar os gases e ela sofre menos. Também verifiquei que a ação dele é cumulativa, então os resultados são melhores se ele é dado com consistência (e não somente quando ela tem dor).

Tivemos alguns dias, entre 18:00 e 22:00, em que a Alícia ficou bem nervosa e chorou além do normal. Num dos dias sabíamos que ela chorava de dor (gases), mas nos outros não sabíamos o que ela tinha. Ela simplesmente esperneava e chorava, por muito tempo! A ponto de pular a soneca. É o que alguns chamam em inglês de witching hour. Não se sabe bem o motivo mas pelo que li é comum bebês chorarem mais no fim do dia. Tivemos umas três ou quatro crises dessa até agora (no mesmo horário) e eu tenho entendido que não é o momento de deixar chorar (CIO = cry it out). Quando a Nicole era pequena eu não era muito flexível com relação a isso, não tive sabedoria para discernir as diferenças. Se não fosse fome, frio, calor, fralda suja ou outro motivo aparente, eu deixava chorar crendo que isso a ajudaria a dormir por conta própria (o grande objetivo). Claro que me partia o coração ouvi-la chorar tanto e por tanto tempo; eu entrava a cada 15 ou 20 min no quarto para tentar acalmá-la e repetir o processo de colocá-la pra dormir na esperança de que ela aprendesse logo. Deu certo, mas foi sofrido e sei que não é qualquer um que aguenta a pressão.

Com relação à tolerância ao choro, percebo que algo mudou em mim. Estou definitivamente mais tranquila. O choro da Nicole me apavorava e eu não conseguia raciocionar direito se ela estivesse chorando. Trinta segundos de choro me pareciam vários minutos!! E às vezes nem choro era, era só um resmungo mesmo, mas acho que os meus ouvidos ampliavam o som. Claro que outras vezes eram choro sim, e bem estridente também! Um dos motivos da mudança, sem dúvidas, é porque já passei por isso uma vez antes e, portanto, estou melhor preparada. Mas outro motivo igualmente relevante é que agora eu tenho de dividir a minha atenção. Não tenho só um bebê recém-nascido em casa, tenho mais uma filha de quase dois anos e que também precisa de mim. Quantas vezes precisei deixar a Alícia chorando por um ou dois minutos porque estava fazendo alguma coisa para/com a Nicole (exemplo, levando-a ao banheiro, dando banho, comida ou escovando os seus dentes)? Há situações em que simplesmente não dá para largar tudo e ir ver o bebê! Não sou duas! E isso é bom, tanto para mim quanto para elas. Quando finalmente consigo chegar até a Alícia para ver o que está acontecendo ela normalmente já "se resolveu" e não está mais chorando. Eu desconfiava mesmo de que em parte a "culpa" pelo fato das crianças serem exigentes fossem das mães que atendem a todos os choros prontamente!

Desta vez estou sendo mais flexível. Como sei que a Alícia já consegue dormir sozinha (porque ela o faz em praticamente todas as sonecas do dia), tenho me dado ao luxo de segurá-la e deixá-la dormir no meu colo nesses períodos tensos de fim dia. Na verdade quem tem feito isso é o meu marido já que nesta hora do dia ele já chegou do trabalho. A Valerie Plowman, do blog Chronicles of a Babywise Mom, estabelece uma hierarquia quanto às prioridades que dizem respeito ao sono do bebê: 1) dormir na hora certa (conforme a rotina), 2) dormir no local certo (no berço), 3) dormir da forma certa (sozinho). Por isso, antes de mais nada, é preciso que a Alícia durma na hora certa, ainda que isso signifique que ela vai dormir no colo. Sei que fazê-lo algumas vezes em situações atípicas como essas não é suficiente para pôr tudo a perder e faz parte da flexibilidade que tanto o Nana Nenê como a Encantadora enfatizam mas que, por algum motivo, mães de primeira viagem como eu não entendem. Isto está muito claro para mim hoje.

Uma surpresa agradável que tive neste primeiro mês da Alícia foram as noites alongadas. O Nana Nenê ensina a não acordar o bebê pra mamar durante a madrugada, mas deixá-lo acordar sozinho pois entre o 10º. dia e a 8a semana de vida ele já seria capaz de dormir a noite toda. A minha teoria é de que isso depende em grande parte do peso do bebê. Quanto menor o bebê mais difícil é porque seu estômago ainda não comporta uma quantidade suficiente de leite para ele ficar tantas horas sem mamar. À noite a Nicole acordava pra mamar após aprox. 5 horas de sono e batalhei bastante para ela finalmente conseguir dormir a noite inteira (de 7 pra 8 horas), o que só foi acontecer com 8 para 9 semanas de vida, ou seja, bem no limite do prazo que o livro havia dado. Já os resultados com a Alícia vieram bem mais rápido: com 11 e 12 dias ela dormiu de 6 a 7 horas seguidas pela primeira vez!! Tomei um susto quando acordei de manhã. Depois com 17 e 18 dias de novo. Que delícia pra mim! Com 24 e 25 dias de vida nova surpresa: foram 7 a 8 horas de sono ininterrupto dessa vez! E ela não tinha completado nem um mês de vida ainda.

Dormir a noite inteira não é uma constante ainda e nunca aconteceu por mais de quatro noites consecutivas. Aconteceu de novo com 33 dias (6 horas), com 38 dias (8,5 horas), com 39 dias (6,5 horas), com 40 dias (6 horas) e com 41 dias (7,5 horas). Mas as demais noites foram somente 5 horas ou menos de sono ininterrupto. Tenho percebido que o "sucesso" à noite varia de acordo com a qualidade das mamadas do dia e também da implementação da rotina. Se, durante o dia, eu consigo fazer todos os ciclos de "comer/ficar acordada/tirar soneca" direitinho e, assim, ela fica acordada o tempo adequado e ingere o suficiente de calorias, os resultados à noite são melhores. Mas com filha pequena e de férias em casa nem sempre é possível seguir a rotina perfeita, por isso fomos bem flexíveis neste primeiro mês.

You (Você)
No livro da Encantadora de Bebês, a Tracy Hogg enfatiza que a mãe separe períodos do dia para cuidar de si e o horário ideal é enquanto o bebê está dormindo. Por isso é tão importante que as sonecas sejam longas, de 1h30 a 2 horas por ciclo. No Nana Nenê e Educação de Filhos à Maneira de Deus, os Ezzos também falam da importância de investir no relacionamento que é a base da família: o relacionamento marido-mulher. Eles dizem que "bons cônjuges produzem bons pais" e eu concordo plenamente! Com dois filhos o desafio de manter o casamento saudável é ainda maior, por isso meu marido e eu já separamos algumas datas de nossas agendas, 1x por mês até o final do ano, para termos o nosso tempo sem as meninas. Ainda não sabemos qual será o programa cada mês, mas vamos "voluntariar" babás para ficarem com elas nesses dias, rs!

Bem, por hoje é só! Vou postando as novidades conforme elas acontecem.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A rotina e as cólicas

Estou aqui como uma mamãe convidada, para compartilhar com vocês minha experiência em relação a algo muito comum entre os bebezinhos até os 3 meses: as cólicas. Apesar de bastante comuns, elas conseguem nos deixar muito desestabilizadas, tanto fisicamente, como emocionalmente.

Manuela, minha pequenina de quase 3 meses, ainda sofre com essas dores. Elas geralmente vem acompanhadas de caretas, contorções no corpinho, rostinho vermelho, olhinhos espremidos e choro. Muitas vezes, na maioria delas infelizmente, não tem muito o que possamos fazer para que elas sumam totalmente. Mas procuro sempre colocar uma bolsinha de água quente, mudá-la de posição e fazer ginastiquinha com as perninhas.

Desde que cheguei da maternidade, procuro manter uma rotina bem estruturada, dando de mamar a cada 3 horas, deixando ela acordada e depois colocando ela para dormir. Apesar de fazer toda esta estrutura da melhor maneira possível, muitas vezes as cólicas nos deixam perdidas. Gostaria de encorajar as mamães cujos bebês tem essas dorzinhas a prosseguir PERSISTENTEMENTE com a rotina, mesmo que ela pareça bagunçada.

Nem sempre as mamadas serão as melhores, porque o bebê com dores não consegue sempre uma mamada completa e tranqüila, nem sempre o cochilo será calmo, porque as dores acordam os bebezinhos, nem sempre tudo será perfeito, mas não desanime e mantenha seu foco na estrutura que você deseja manter.

Aqui vão algumas dicas (são apenas dicas, não regras!):

- Caso a mamada tenha sido muito agitada e seu bebê tenha mamado muito pouco devido à dor, não dê leite antes de 2 horas, porque isso pode causar ainda mais dor. Mas, se sentir necessário, antecipe para 2 horas e 15 ou 2 horas e meia a mamada seguinte. A chupeta me ajuda nesses momentos, para que eu consiga segurar um pouquinho a hora de mamar e acalmar a Manu.

- Saiba identificar quando seu bebê está com fome ou está com dor. Isso é fundamental principalmente nas madrugadas. Muitas vezes a Manu acordou antes do esperado durante a noite e, observando seus movimentos, percebi que eram dores e não fome. Nessas horas eu faço a ginastiquinha, coloco a bolsa de água quente e a envolvo em uma mantinha. Isso faz com que ela durma novamente e agüente mais algumas horas até a próxima mamada.

- Lembre sempre que TODAS as fases passam, inclusive a das cólicas. Digo isso para mim mesma também! Não fique desesperada com as dorzinhas do seu bebê, ele precisa da sua calma para que também acalme e se sinta seguro.

- Não desista de manter a rotina com seu pequeno. Hoje, mesmo ainda tendo dorzinhas, a Manu tem feito bonitinho o processo de mamar, ficar acordadinha e depois dormir. Nem todos os dias são iguais, nem todos são como escolheríamos. Tente ser sensível e atenta aos sinais do seu pacotinho, para que juntos, vocês descubram a melhor maneira de estruturar um dia bem gostoso e proveitoso para ambos.

E juntas, vamos esperando que os três primeiros meses nos tragam mais tranqüilidade quanto as barriguinhas desses pequeninos!
"E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada."  Tiago 1:5
Tatiana Raia Bonassi