Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

8 meses de Alícia!


Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!

A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.

Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.

Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.

Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.

Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).

Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.

Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.

No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.

E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )

Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.

Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!

Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.

Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.

Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )

Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).

Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.

Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.

A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!

Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.

Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!

O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.

A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.

A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).

E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.

Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

7 meses de Alícia!

Daqui a dois dias minha bebê completa 7 meses de vida. Ô fase gostosa!

Essa fase está tão boa que até vim postar as novidades um pouco mais cedo do que costumo. A Alícia está simplesmente uma delícia, deu um imenso salto de desenvolvimento - dá gargalhadas, conversa, interage, gesticula, fica longos períodos sentada, acorda feliz e sorridente! Os dias têm sido mais fáceis agora (e imagino que só vão melhorar daqui pra frente), tanto em termos de cuidado - já que vestir um bebê que senta é bem menos complicado - como em termos da rotina - já que ela finalmente chegou ao ponto de dormir 10 a 12 horas seguidas toda noite!

Vou explicar com mais detalhes abaixo.

Hora de Comer
A rotina de 4 horas está firmemente estabelecida. No momento ela faz 4 refeições ao dia, sendo 1 refeição sólida (almoço, por volta das 10:30) e 3 refeições líquidas (leite materno). Ela mama ao acordar, às 6:30, à tarde logo após a soneca, por volta das 14:30, e também à noite antes de dormir, aprox. às 18:00 ou 18:30. No almoço eu normalmente dou a papinha (batida ou não ao liquidificador, depende dos alimentos que eu estiver dando) e, em seguida, o suquinho (só dei de laranja lima por enquanto). Até hoje, nos dias em que ela demonstrou que queria comer mais, eu ofereci sobremesa (fruta amassada). Reparei que, por enquanto, ela aceita melhor os alimentos salgados (diferente de minha outra filha que sempre amou frutas). Pretendo começar a oferecer sólidos como complemento em mais 1 ou 2 refeições do dia também (sem substituir a mamada).

Acho curioso que quando sentamos à mesa em família para alguma refeição, a Alícia está sempre interessada em experimentar o que estamos comendo. Aliás, ela abre a boca, bate o braço e dá gritinhos nervosos se não colocamos algo em sua boca também - geralmente damos pedacinhos de pão, mas até grãos de arroz eu já dei uma vez, e ela comeu avidamente! Engraçado que nessa idade a Nicole aceitava bem todos os alimentos - as avós até brincavam que ela era "boa de garfo" - mas não como a Alícia que quer comer até o que não oferecemos! Basta ela ver que estamos mastigando algo que ela fica desesperada para mastigar também!

Os dois vídeos abaixo mostram bem como é que acontece.

Chupando um pedaço de pão no café da manhã
Comendo arroz do prato do papai na janta

Aproveito aqui para destacar que, como fizemos com a Nicole, iremos ensinar linguagem de sinais para a Alícia. E já começamos com o "please" (por favor). Se você ficou curioso(a) e quer saber do que estou falando, leia o post As boas maneiras no cadeirão.

No último post, eu compartilhei dois objetivos que eu tinha para esse mês. O primeiro era eliminar a mamada dos sonhos para que a Alícia tivesse de 10-12 horas ininterruptas de sono. Objetivo alcançado! Falarei logo mais sobre isso (dentro do tema Sono, abaixo). O segundo objetivo era iniciar o treinamento para ela usar o copinho já que ela tinha voltado a recusar a mamadeira. Também alcançado! Aqui preciso fazer um parêntesis para admitir uma gafe terrível, hahah! A minha bebê estava recusando o bico da mamadeira porque ele não era propício mais para a idade dela (era aquela mamadeira com bico pequeno para recém-nascidos). Feio, né? Um baita erro de principiante!! Mas ainda bem que descobri a tempo e que o problema foi facilmente resolvido (eu já tinha outra mamadeira maior - novinha, esperando para ser usada).

Quanto ao treinamento para o uso do copinho infantil, hoje ela já sabe sugar nele bem e, como a Nicole, pegou o jeito depois de poucas tentativas. O segredo, lógico, é a prática. Eu a deitava no puff (para que ficasse apenas um pouco inclinada) e dava o copo com uma pequena quantidade de água para ela segurar e ajudava-a a colocar na boca. Veja a primeira tentativa das duas!

Nicole aprendendo a beber no copinho
Alícia aprendendo a beber no copinho

Dica: Deixe a borrachinha na parte de dentro bico para que só saia líquido se o bebê sugar.

Hora de Brincar
Os momentos acordada da Alícia também estão uma delícia! Ela acorda feliz e fica feliz a maior parte do tempo, inclusive brincando sozinha. Eu procuro estruturar bem as atividades dela para ter variedade de estímulos e otimizar o seu desenvolvimento (físico e mental). Por isso ela tem o momento de ficar no bouncer (pula-pula), de brincar sentada no cercadinho, o momento de ficar de bruço (em preparação para engatinhar, fortalecendo os músculos das costas) num colchão que eu coloco no chão da sala, o momento de ficar no puff e, é claro, os momentos de interação em família, brincando com a irmã, etc. Às vezes passeamos de carrinho pelo bairro e outras vezes ela se senta na cama ao lado da irmã para assistir a DVDs de desenhos infantis (com pouca frequência e durante bem pouco tempo). Sei que crianças ficam hipnotizadas em frente à "caixa luminosa" e, aparentemente, este pode ser um estímulo educativo (dependendo do programa ou desenho). Mas não para essa idade! E, principalmente, não em excesso. Só para deixar registrada a minha opinião: eu acredito que, em termos de desenvolvimento cognitivo, a criança fica muito passiva em frente à TV. Ou seja, por mais educativos que sejam os programas ou as histórias contadas, aprender vendo ou ouvindo não é tão proveitoso quanto aprender fazendo e falando!

Sono
Como citei acima, a Alícia se juntou à irmã nas longas noites de sono! Estou amando a liberdade de ter a noite só pra mim - é bom demais. Esse tempinho é tão especial, posso fazer tantas coisas, principalmente passar mais tempo com o meu marido. Agora estamos curtindo os frutos da dedicação dos primeiros meses, experimentando o gostinho de que tudo VALEU A PENA!

Meu marido colocou as meninas pra dormir uma noite dessas e, ao fechar a porta e sair do quarto delas, disse aliviado: "Thank you, God, for Babywise" (Obrigada, Deus, pelo Nana Nenê). Aliás, uma frase comum aqui em casa é "We love Babywise". = )

As sonecas do dia também estão indo bem, sendo que a primeira é geralmente a mais longa. Ela não consegue ficar o período todo de 2 horas acordada pela manhã e tira uma soneca bem longa até o horário do almoço. Ao todo são 3 sonecas por dia, mas sei que até o 8o ou 9o mês uma será eliminada. Percebi que duração das sonecas dela vai diminuindo a longo do dia, ou seja, a última com frequência tem sido a mais curta de todas (dura somente um ciclo de 40 min.). O meu "termômetro" para saber se a soneca foi ou não longa o suficiente é o humor dela ao acordar. Se a bebê acorda irritadiça ou chorando é porque precisa dormir um pouco mais.

Meu objetivo daqui pra frente é tirar a chupeta. Estou um pouco apreensiva porque sei que ela depende da chupeta para dormir e ainda não estou pronta para iniciar esse processo e levá-lo até o fim. Arrisquei tirar a chupeta em algumas sonecas recentemente e o resultado não foi muito bom. Por isso quero esperar a minha outra filha voltar para a escolinha primeiro e ainda estou pensando na estratégia que vou adotar! Tirei a chupeta da Nicole aos 6 meses e ela logo encontrou o dedão (ela chupa dedo pra dormir até hoje, com 2 anos e 4 meses). Algumas pessoas acham que eu cometi um erro, que deveria tê-la deixado com a chupeta mais tempo porque seria mais fácil tirar a chupeta do que o dedo... pode até ser, mas pra falar a verdade, ainda não estou convencida e, por isso, pretendo fazer o mesmo com a minha segunda filha.

A questão de chupar o dedo e a chupeta, na verdade, são bem polêmicas e cada um vê a situação por um ângulo, pesando os prós e contras. Tudo bem, eu concordo que chupar o dedo pode não ser higiênico e também pode deixar o céu da boca fundo e, não sei, talvez mexer com a arcada dentária? Não sou nenhuma especialista no assunto, e estou apenas compartilhando a MINHA preferência, ok? Colocando na balança, eu acho que chupar o dedo é "menos pior" do que chupar a chupeta porque, na fase em que a Alícia está, ela depende de mim para repor a chupeta para ela. Então se ela chupasse o dedo facilitaria as coisas. Para minimizar os danos que a minha escolha pode causar, a regra aqui em casa (com minha filha mais velha) é que ela só pode chupar o dedo na hora de dormir. Assim, na maioria das vezes, ela estará com as mãos lavadas e o tempo de chupar o dedo fica limitado ao início do processo de dormir (porque depois ela mesmo larga).

Até o próximo post!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

4 meses de Alícia!


Ontem a Alícia completou 4 meses, ou seja, ela já está com 18 semanas de vida!
E hoje vim postar um update de como foi o último mês!

Hora de Ma
mar
A Alícia continua sendo "fera" em mamar rápido; continuamos com a rotina de 3 em 3 horas em média e ela faz a refeição completa (esvazia o meu seio) em apenas 4 a 8 minutos, raras vezes mais do que isso. Quando demora mais é porque ela não acordou direito e está mamando lentamente. Se eu tento insistir pra ela mamar um pouquinho mais, ela fica brava e começa a chorar. Sinceramente eu acho isso incrível. Como ela pode mamar tão rápido eu não sei! O fato é que eu ouço-a engolindo (o barulho é bem alto, aliás dá até pra ouvir o líquido batendo no estômago dela!) e a cada troca as fraldas estão sempre cheias de xixi (algumas bem encharcadas) então só posso concluir que a ingestão está sendo satisfatória. Além disso, ela está bem bochechuda, com as coxas grossas, ganhando peso etc., não há com o que me preocupar.

Uma ou duas vezes por mês ofereço a ela leite materno expresso na mamadeira. Temos uma bombinha elétrica da Evenflo que o meu marido trouxe do exterior que é prática e muito útil. Em 15 a 20 minutos eu consigo tirar 100 a 120 ml de leite (de um lado só). Com a Nicole eu cheguei a usar a bomba manual e não gostei - além de demorar, é muito dolorido fazer a ordenha manual. Doi as mamas e também as costas por causa da posição que você tem de ficar pra conseguir que míseras gotinhas de leite saiam. Ai, muito sofrido! Na ocasião minha amiga me emprestou a bombinha dela e eu amei, tanto que dessa vez fizemos questão de comprar a nossa. Como disse, não uso-a com frequência mas costumo deixar uma "porção" congelada para eventualidades.

Na última semana meu marido e eu saímos para o nosso monthly date (passeio a sós mensal) e deixamos as meninas com a minha sogra que estava visitando do interior. Deixei 120 ml de leite expresso para ela dar a mamada das 15:00, mas ela disse que a Alícia recusou o bico da mamadeira (daqueles tradicionais que vem com a própria bomba elétrica) e chorava muito quando ela tentava, então ela teve de dar o leite com uma colher. Isso nunca aconteceu antes, das outras vezes ela usou o mesmo bico e mamou sem problemas. Compramos outra mamadeira com bico ortodôntico (o mesmo da chupeta) para a próxima vez, no caso de acontecer novamente.

Em seu livro A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas, a autora Tracy Hogg dá uma dica interessante. Ela diz que mamães que pretendem voltar a trabalhar devem acostumar o bebê ao bico da mamadeira um tempo antes de acabar o período de licença-maternidade. Isso faz parte de ser uma mamãe proativa. Por isso ela sugere que ocasionalmente se dê o leite numa mamadeira para evitar "greves de fome" durante o dia quando o bebê estiver sob os cuidados de outra pessoa. Ela alerta, contudo, que essa adaptação seja gradual e só inicie depois que a lactação já estiver estabelecida (se não me engano, isso só acontece a partir da 5a ou 6a semana de vida, meu livro está emprestado então não deu pra consultar). Apesar de trabalhar de casa, eu segui a recomendação dela com as minhas duas meninas.

Por fim, ainda dentro do tema alimentação, a Alícia continua evacuando poucas vezes por semana. Esse ainda é um problema sem solução aqui em casa. Ela passa dias sem evacuar e normalmente do 3º. em diante fica muito chorona, até no colo. É bem difícil. Eu tenho feito uso do supositório de glicerina infantil, mas confesso que estou receosa. Andei pesquisando na internet e li algumas matérias que dizem que é normal bebês que mamam no peito evacuarem com menor frequência porque o leite materno tem menos resíduo do que o leite em pó e, por isso, o corpo absorve quase tudo e não há o que eliminar todo dia. Mesmo assim fico insegura e "com o pé atrás", pois a Nicole não teve esse problema. Ela evacuava no mínimo todo dia, quando não 2x ou 3x por dia. O metabolismo dela sempre foi rápido, de repente por isso também ela é sempre foi magra. Bem, temos consulta com o pediatra das meninas na próxima semana e pretendo conversar melhor com ele sobre esse assunto. Não quero que minha filha fique dependente do supositório para evacuar, mas também não quero vê-la sofrendo desse jeito! Quem sabe quando ela começar a comer sólidos, esse problema desapareça?

Hora de Brincar
O tempo acordada da Alícia continua limitado a 1 hora, às vezes um pouquinho mais. Quando ela está acordada fica bem disposta, é atenta a tudo o que acontece ao redor e distribui alegres sorrisos a quem conversa com ela. Eu faço questão de deixá-la "brincar" sozinha também, pois sei da importância dela desenvolver a habilidade de entreter-se sozinha. São inúmeros benefícios, dentre eles o da capacidade de concentração e criatividade. Tem um post de 2010 em que eu falo exclusivamente sobre isso (procure clicando no marcador "cercadinho" na relação de temas à direita). Para vocês entenderem melhor do que estou falando, compartilho alguns vídeos recentes da Alícia brincando com o "gym" dela e também no cercadinho. Ela está na fase de começar a pegar os objetos e tentar levá-los à boca, hehe! Uma delícia!

Vídeo 1 - Brincando com o peixão colorido.
Vídeo 2 - Brincando com o móbile no cercadinho.
Vídeo 3 - Brincando com o "gym - ocean wonders".

Hora de Dormir
Salvo raras exceções, as sonecas durante o dia estão ótimas, principalmente as duas pela manhã. Ela já aprendeu a adormecer sozinha no próprio berço e, se/quando chora, é raro e dura poucos segundos. Faço uso da chupeta, apesar dos livros que li e que recomendamos neste blog alertarem para o perigo dela tornar-se um acessório para o bebê adormecer. Eu concordo que não é o ideal, mas sinceramente não era uma briga que eu quis comprar. Eu acho a chupeta uma bênção para acalmar o bebê e admito que permiti que minhas duas filhas dependessem dela para adormecer. Pretendo, no entanto, começar o processo de eliminá-la da vida da Alícia (assim como fiz com a Nicole que encontrou no dedão da mão esquerda o substituto para ela) por volta dos 6 meses. Vamos ver como vai ser dessa vez.

A última soneca do dia e também a hora de ir dormir à noite são os meus maiores desafios atualmente. Ela tem dificuldade de dormir e, por causa disso, temos tido episódios de muito choro no fim do dia. É estressante porque é o período do dia em que a casa fica agitada, a Nicole precisando de atenção, fazendo muito barulho (você já percebeu que nessa idade as crianças falam tudo gritando?!), correndo pela casa etc. Não tive muito sucesso ainda em fazer com que as duas vão pra cama à noite juntas (no mesmo quarto e no mesmo horário), mas à tarde (logo após o almoço quando a Nicole chega da escola) graças a Deus sim. Elas vão dormir bonitinhas, e 70 a 80% dos dias sem nem um "pio"!

O que normalmente acontece é a Alícia ir dormir entre 18:30 e 19:00 (como a Nicole fazia quando tinha a sua idade), mas depois de 30 a 45 minutos, justamente no horário da Nicole ir pra cama (provavelmente por causa do movimento dentro do quarto), ela acorda e não quer mais dormir. E chora por muuuuito tempo depois disso. Não consigo lembrar direito se tivemos esse problema com a Nicole, mas eu sei que é o 45-minute intruder. Se bem também que às vezes fico na dúvida se não é alguma dor (por causa do problema citado acima) ou mesmo o "witching hour" como já falei num dos posts. O fato é que ela chora bem brava.

O que acaba acontecendo é que ela só adormece novamente depois da mamada dos sonhos, ou seja, ela faz esta última mamada acordada e é colocada no berço bem sonolenta. Com a Nicole era diferente, ela dormia direto das 18:30/19:00 até 6:00/7:00 da manhã do dia seguinte (10 a 12 horas consecutivas), o que significa que ela fazia a mamada dos sonhos dormindo, exatamente como a Tracy Hogg fala que é pra acontecer. Com a Alícia consegui isso poucas vezes.

Por hoje é só, até o próximo post!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

3 meses de Alícia!




A Alícia completou 3 meses esta semana. Ela oficialmente deixou de ser um recém-nascido. = )

Uau, foi uma semana agitada por causa das vacinas que ela teve de tomar e também porque a levamos para furar a orelha! Mas não é sobre isso que quero falar, quero contar as novidades do último mês, que foi cheio de novos desafios, e compartilhar os passos que eu dei para superá-los.

Amamentação, Cólica e Noite Alongada
Continuamos com as seis mamadas por dia (6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 18:00 e mamada dos sonhos, entre 20:30 e 22:00); em alguns dias são sete, mas somente quando ela está passando por um impulso de crescimento (growth spurt) que, conforme li, ocorre a cada 3 ou 4 semanas. Os horários das mamadas não são exatos, me permito uma variação de até 30 min para mais ou para menos. É o que recomendam os livros: o relógio é apenas um auxílio para nos servir, não é ele quem dita o que vou fazer, e sim o contexto da situação (uma mistura do horário do dia, os sinais que o bebê demonstra, as leituras que fiz e a minha própria experiência e intuição).

A Alícia já está com 14 para 15 semanas de vida e, portanto, na fase da Noite Alongada (9 a 15 semanas de vida), segundo o livro Nana Nenê. A recomendação deles para esta fase é que a mãe lactante fique atenta à sua produção de leite. Caso note uma queda que a preocupe, não deve deixar o bebê dormir por mais do que 10 horas à noite para restar tempo suficiente de dia para uma estimulação adequada. Por alguns dias eu andei notando uma queda na minha produção porque saímos muito da rotina neste último mês (falarei sobre isso mais adiante); a bagunça na rotina durante o dia aliada ao cansaço de noite deu nisso! A Alícia mamava com força e em poucos minutinhos ficava brava, chorando, impaciente porque não estava saindo mais nada. O problema foi rapidamente resolvido: por um ou dois dias deixei-a mamar dos dois lados.

Como vimos, a quantidade de leite que ela ingere durante o dia nesta fase já é suficiente para mantê-la dormindo longas horas à noite. Porém, a Alícia começou a acordar com frequência no meio da noite e apenas colocar a chupeta não estava sendo suficiente para ajudá-la a voltar a dormir. Das primeiras vezes, julguei que fosse fome e por isso amamentei-a, mas ela continuava chorando. E eu também não queria começar um novo hábito noturno! Por isso, tive de vencer o meu próprio cansaço e sono àquela hora da madrugada para investigar a verdadeira causa do problema. Este é o primeiro desafio: deixar de agir "no automático". Ao chorar percebi que ela se contorcia como se estivesse com dor. Bastava eu fazer massagem em movimentos circulares com os joelhos sobre o abdômen dela que ela logo acalmava e adormecia, não antes sem soltar alguns gases. Isso acontecia praticamente todas as noites e estava me incomodando.

O excesso de gases e a dificuldade de liberá-los estava claramente prejudicando o sono da minha filha e eu comecei a imaginar que talvez o uso contínuo da simeticona (de 8h e 8h) pudesse estar causando isso. Na verdade eu tinha duas opções: suspender o uso de vez ou aumentá-lo. Não consultei o pediatra e, como já usava simeticona há muitas semanas e o choro da madrugada parecia estar se agravando com o tempo, optei por suspender o uso por alguns dias e ver o que acontecia. Dentro de uma semana verifiquei um novo problema: ela começou a evacuar dia sim dia não e não mais todos os dias como fazia, e começou a ficar irritada durante o dia também.

Mandei um email ao pediatra para saber se deveria voltar a usar o anti-gases, mas ele disse que não havia relação entre evacuar e o uso da simeticona, e então explicou que nesta idade é comum o bebê ficar um ou dois dias sem evacuar e que eu deveria continuar com as massagens entre as mamadas para ajudá-la a soltar os gases. Passados mais alguns dias, a dificuldade de evacuar se agravou e quando já estava no 5º. dia sem evacuar consultei novamente o pediatra sobre o que deveria fazer. Ele respondeu prontamente que eu deveria colocar um supositório de glicerina infantil. Comprei-o no mesmo dia e o apliquei. Que alívio pra ela!

No dia seguinte o mesmo problema: nada de cocô. Esperei mais dois dias e, como não gosto de vê-la sofrer, usei o supositório de novo, dessa vez sem falar com o médico antes. Ufa, naquele dia ela fez cocô duas vezes - a segunda foi sem ajuda. E na manhã seguinte de novo! Hehe, nunca fiquei tão feliz de limpar uma fralda suja e fedida! Bem, já estamos no segundo dia dela sem evacuar novamente e estou orando para que esse problema se resolva definitivamente. Que Deus me dê sabedoria quanto ao que fazer! Sei que Deus pode curá-la, fazer com que os órgãos dela se desenvolvam adequadamente e funcionem com perfeição.

Quanto aos gases atrapalharem o sono da noite, parece que esta questão está solucionada e, portanto, não vejo mais a necessidade de usar a simeticona. Hoje em dia quando ela acorda de madrugada já consigo diferenciar o tipo de choro e sei que é apenas uma transição do sono (veja o tópico a seguir). Se ela não dividisse o quarto com a irmã e a nossa casa fosse grande o suficiente para que o choro dela não acordasse a família toda, eu a deixaria chorar um pouco no próprio berço até voltar a dormir sozinha. Foi isso que fiz com a Nicole e obtive resultados mais rápidos do que estou tendo hoje com a Alícia (em termos de sleep training: ensinar o bebê a dormir sozinho), porém a situação hoje é outra, preciso ser mais paciente e usar estratégias um pouco diferentes. Primeiro entro rapidamente e coloco a chupeta. Quando não funciona, a saída é tirá-la do quarto e colocá-la para dormir no moisés dentro do nosso closet!

Sono, Rotina e Paternidade Acidental
Se você acompanha este blog sabe como defendemos a implementação intencional de uma rotina previsível para o bebê. Não somos a favor da teoria de deixar o bebê ditar, através do choro, o horário de mamar ou de dormir porque entendemos, em suma, que ele não tem idade pra isso! Primeiro porque bebês não sabem o que é melhor para eles (é pra isso que servem os pais, para guiá-los e ensiná-los no caminho em que devem andar!). E segundo porque se forem criados como o centro das atenções, muito provavelmente terão sérios problemas no futuro (dentre eles, problemas na alma, de insubmissão e de relacionamentos no geral). Isso só pra citar alguns.

Junto com a premissa de que a rotina previsível é necessária para se ter um bebê tranquilo, feliz e bem ajustado à família, enfatizamos também a necessidade de abrir espaço para exceções. Ser flexível. Mas atenção a um perigo: os excessos! A flexibilidade não pode se tornar tão comum a ponto de se tornar o novo padrão, entendem a diferença? Quando lemos sobre o assunto tudo parece lindo e perfeito, mas colocar em prática esses princípios é mais difícil do que esperamos.

Com a Nicole tendi a ser mais rigorosa com os horários e evitei a todo custo fugir da rotina - fruto da insegurança normal de uma mamãe inexperiente, ficava tensa, ansiosa e frustrada quando as coisas fugiam do meu controle. Esta segunda experiência com a Alícia está sendo diferente por isso, mas há sempre o perigo de cair do outro lado do cavalo. É preciso equilibrar a equação! Este mês foi bem assim pra mim, me vi em situações de armadilha, entre intencionalmente planejar e priorizar a rotina da Alícia e "ficar de boa", agindo no improviso e saindo muito da rotina. O problema de ficar tranquila demais, sempre "deixando rolar" e improvisando frente aos desafios me trouxeram alguns problemas. A Tracy Hogg chama isso de paternidade acidental.

De maneira bem simples, paternidade acidental é quando reagimos em vez de agir. O resultado é a formação de hábitos hoje que precisarão ser eliminados amanhã. Para nós foi assim com o sleep training. Como a Alícia andava chorando muito por causa das cólicas, acabamos acostumando-a a dormir no colo. Foi sem querer querendo, como dizia nosso velho amigo Chaves. Às vezes era nas manhãs em que íamos para o trabalho (o Douglas ficava com ela no colo para que o choro dela não atrapalhasse a minha gravação), mas o mais comum era de noite porque não queríamos que o choro dela acordasse a Nicole. Em ambos os casos, segurar no colo era a "solução" mais simples e fácil para o problema em questão. Porém, atalhos normalmente são ilusão, pois o preço tem de ser pago mais cedo ou mais tarde: agora com custo x ou no futuro com custo x ao quadrado!

Experimentei os primeiros frutos ruins deste hábito esta semana e já estou trabalhando para desacostumá-la! O choro de resistência e protesto é inevitável. Ela chora brava e é só pegá-la no colo que ela para de chorar quase que imediatamente. Antes o dormir ou não no colo não causava tanto problema, pois todo recém-nascido dorme muito. Aliás, quanto mais novo mais ele dorme. A Alícia dormia em praticamente qualquer lugar, com barulho ou sem barulho, com luz ou sem luz - quase não fazia diferença, ela não se aguentava e já caía no sono!

Mas a minha "pitchuquinha" cresceu e agora já consegue passar muito mais tempo acordada. Adormecer naturalmente já não acontece com a facilidade de antes e é aí que o treinamento começa, pois dormir é uma habilidade aprendida. É essencial que ela aprenda a dormir sozinha, tanto de dia quanto de noite, para continuar sendo uma bebê calminha e acordando feliz e bem disposta. Reparei que havíamos estabelecido um hábito ruim esta semana quando ela começou repetidas vezes acordar no meio da soneca e aparentemente "não querer" dormir de novo.

Os autores do Nana Nenê alertam para o 45-minute intruder e explicam que o bebê acordar chorando de uma soneca curta é sinal de que ele não dormiu o suficiente. Bebês descansados acordam espertos e felizes, não irritados ou mal-humorados. O que acontece é que o PST (padrão de sono tranquilo) e PSA (padrão de sono ativo) alternam-se a cada 30-45 minutos e parece que nesta fase o bebê acorda justamente nesta transição. Muitas vezes basta esperar uns minutinhos e ele volta a dormir por conta, mas outras vezes não.

Aí é hora de entrar no quarto pra investigar antes de reagir. Eu costumo olhar a fralda, verificar a temperatura do corpo, observo a expressão do rosto e também fico atenta ao tipo de choro antes de tomar alguma decisão. Ah sim, e também vejo o relógio para saber em que ponto estamos na rotina. Se ficar evidente que ela só dormiu os primeiros 30-45 min da soneca, então sei que é hora de ensinar minha bebê a habilidade de voltar a dormir sozinha!

E isso envolve deixar chorar um pouco (CIO = cry it out). Veja bem, há muita polêmica sobre fazer isto ou não e a respeito das consequências negativas que esta prática pode ou não acarretar. Sou a favor de CIO, mas não estou defendendo que você abandone seu bebê aos prantos. Se decidir fazer CIO, o faça com discernimento e responsabilidade. E acho que se decidirem ir por esse caminho, o casal precisa estar plenamente de acordo e trabalhar em equipe. Também não vou tentar maquiar a realidade - é preciso sim muita determinação e força, os pais juntos precisam preparar os ouvidos e ficar calmos para poder passar essa tranquilidade ao bebê.

Vou fazer um breve relato sobre como foi para nós nos últimos dias.

Na última soneca de certa tarde a Alícia acordou chorando por volta das 16:20. Investiguei e verifiquei que a causa era o 45-minute intruder. Fiz o CIO, entrando de tempo em tempo para colocar a chupeta e tentar ajudá-la a voltar a dormir. Não funcionou, deu a hora da próxima mamada e ela ainda não tinha dormido. Então amamentei-a por volta das 17:40, troquei a fralda e a coloquei pra dormir em seguida, às 18:10. Ela adormeceu sozinha desta vez, mas dormiu por apenas 40-45 minutos, ou seja, novamente acordou na transição e começou a chorar, irritada.

Nesta hora meu marido estava em casa e a Nicole na cama deitada prontinha pra dormir, então decidimos levar a Alícia para o closet pra dormir no moisés. Ela continuou chorando. Era choro de resistência mesmo, se a pegássemos no colo ela parava de chorar na hora. Eu estava muito cansada nesta noite; pretendia dormir bem cedo e já tinha colocado o despertador para tocar às 21:30 (horário da mamada dos sonhos). Só que fiquei fazendo CIO até 20:30. Quando percebi que ela poderia estar com fome novamente, pois já haviam passado 2 horas desde a última mamada (e chorar é um baita esforço físico), adiantei o horário da mamada dos sonhos para 20:30. Eu estava exausta física e emocionalmente (a manhã e noite do dia anterior eu tinha feito CIO sozinha), então meu marido continuou com o CIO por mais uma hora até que às 21:30 ela finalmente cedeu e dormiu. Ufa, um verdadeiro alívio. Ela dormiu das 21:30 direto até 5:30.

Antes que você me pergunte se valeu a pena, deixe eu apresentar os resultados: o dia seguinte foi perfeito! Ela conseguiu adormecer sozinha em todas as sonecas, tirou sonecas longas de praticamente 2 horas cada (eu tive de acordá-la para todas as mamadas), acordou feliz depois de todas as sonecas e conseguiu dormir sozinha também à noite (sem dar um pio!). O melhor de tudo: dormiu direto das 18:30 às 5:45, com a mamada dos sonhos às 20:30. Delícia!

Confesso que no meio do processo, depois de muitas horas (ou mesmo minutos!) ouvindo seu bebê chorar passam várias dúvidas na nossa cabeça, a principal delas é: Será que estou fazendo certo? Meu marido chegou a me perguntar isso naquela noite. Confirmei que sim e ele foi fundo. Tinha certeza de que todas as necessidades dela haviam sido satisfeitas e que naquele momento era crucial que ela aprendesse a habilidade de dormir sozinha. Não estava abandonando-a, aliás, amava-a tanto a ponto de fazer algo que, apesar de doloroso, era o melhor para ela.

A minha convicção está baseada no tipo de amor que Deus, como Pai, tem por nós: Ele disciplina seus filhos movido por amor. Seu compromisso não é com a nossa felicidade momentânea. Sim, Ele nos quer ver felizes, mas acho que Ele se preocupa muito mais com o nosso caráter, por exemplo, e por isso nos ensina e nos corrige (Hebreus 12). Ele sabe que há certas lições que precisamos aprender para alcançarmos verdadeira paz e alegria no futuro. Enxergando sob essa perspectiva reter a disciplina seria o mesmo que desprezar seu filho ou não amá-lo de verdade.

Bem, por hoje é só. Para aqueles que ainda estão pesquisando e orando a respeito do assunto de CIO ou não, deixo uma palavra de direcionamento da Bíblia.

Tiago 1:15 - Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.

Um abraço, Talita

sábado, 20 de agosto de 2011

2 meses de Alícia!


Ontem a Alícia completou 2 meses e sinto-me contente por poder colher cada vez mais o doce fruto de implementar a rotina desde o 1º. dia em que chegamos da maternidade. Não tem quem olhe para a minha bebê e não diga: "Puxa, como você é sortuda, ela é bem tranquila, dorme tanto". Eu aceno com a cabeça que sim, mas é claro que sei que não tem nada a ver com sorte. Foi informação posta em prática, rs! Tem a bênção de Deus também, claro, mas creio que Ele só pode abençoar o trabalho de nossas mãos quando as nossas mãos fazem alguma coisa. Ou seja, precisamos fazer algo (a nossa parte), senão Ele não tem o que abençoar! Neste caso, Deus nos abençoou com informação e também com graça para nos ajudar a colocá-la em prática, principalmente nos dias mais complicados em que estamos confusos e nos sentimos inseguros.

Aliás, dias assim não são poucos. São muitos. O começo é sempre bem difícil. Mesmo esta sendo a minha segunda experiência, confesso que há dias em que ficamos completamente perdidos e nos perguntando o que "deu errado"! Não sei porque isso acontece, mas percebo que a minha mente está sempre atrás de "respostas prontas" que façam tudo ficar perfeito. Tudo tem de ter um porquê, uma explicação, queremos que alguém nos dê uma fórmula simples e rápida para resolver os nossos problemas. E o exemplo clássico é quando o bebê está chorando! Nenhum pai ou mãe quer ouvir o filho chorar. Nos sentimos impotentes diante do choro deles, principalmente quando, ao nosso ver, fizemos tudo o que achamos que poderia ser feito. Ficamos desesperados por uma resposta, queremos conversar com outras pessoas para saber se já passaram por isso. E é natural, e eu diria até saudável, que em momentos assim tenhamos dúvida e reflitamos sobre as estratégias que estamos usando, analisando se vale a pena mantê-las.

Mas como disse no começo deste post, os frutos estão vindo! E como é bom saboreá-los. Depois de praticamente 10 noites seguidas mal-dormidas (tendo de amamentá-la de madrugada porque algo "deu errado" durante o dia), esta última noite foi esplêndia! Vou contar como foi:

O dia todo já tinha sido bem tranquilo, ela até dormiu sem precisar da chupeta em duas sonecas, o que por si só já me surpreendeu porque eu tinha chegado a pensar que tinha falhado permitindo que a Alícia ficasse dependente da chupeta para dormir. Dei a última mamada do dia, às 18:00, e por volta das 19:30, depois de trocar a fralda e deixá-la um pouco acordada, ela foi para o berço. Às 22:30 dei a mamada dos sonhos (com ela dormindo), troquei novamente a fralda e coloquei-a de volta no berço logo em seguida. E assim ela dormiu direto, no mesmo quarto em que a Nicole! Realmente uma vitória ver as duas dormindo profundamente em suas camas. Às 4:50 da manhã ela acordou resmungando. O Douglas foi buscá-la, eram gases. Meu peito já estava bem duro e cheio de leite (na verdade o leite tinha até vazado e eu estava toda molhada!). Quase cedi à tentação de esvaziá-los amamentando-a àquela hora da madrugada como vinha fazendo, mas depois analisei que não quebraria esse hábito sem um pouco de sacrifício. A Alícia não precisava mais daquela mamada e o meu corpo aos poucos iria entender que não precisava produzir leite naquele horário. Então meu marido a colocou no moisés, a trouxe para o nosso quarto (pois não queríamos arriscar acordar a Nicole antes da hora) e deu a chupeta para ajudá-la a entender que ainda era hora de dormir. Deu certo, ela dormiu por mais uma hora! Só então, às 6:00 da manhã, é que acordei-a para a primeira mamada do dia!

Se você é mamãe de primeira viagem ou pela primeira vez está tentando implementar os princípios do Nana Nenê com o seu recém-nascido, quero encorajá-la a perseverar. Os custos valem a pena e é normal sentir-se bem insegura durante o processo. Eu sei que você quer o melhor para o seu filho e para a sua família, por isso não abra mão deste objetivo! Espero que ao ler nosso blog você se sinta fortalecida e compreendida, sabendo que outras já passaram pelo que você está passando. Os princípios que ensinamos são diretrizes, não regras. Use-os a seu favor, não contra você. Eles foram feitos para você e não você para eles, entende a diferença?

Digo isso porque com a minha primeira filha tive momentos de muita tensão emocional. Eu queria seguir tudo à risca e ficava péssima quando as coisas não saíam do jeito que eu tinha idealizado. A Nicole começou a dormir a noite toda exatamente quando completou 8 semanas e depois nunca mais voltou atrás (exceto em dias de doença). Eu era muito rigorosa com a rotina e foi assim "de repente" que os meus esforços produziram o resultado almejado. Já com a Alícia está sendo diferente, ela é um bebê maior e desde o 11º. dia de vida já mostrou ser capaz de dormir de 6 a 8 horas seguidas à noite, porém nunca com constância (eram alguns dias sim e muitos dias não). Pelas novas circunstâncias da minha vida hoje (e também novo entendimento, maturidade, etc.), tenho me permitido maior flexibilidade durante o dia. Estava até comentando isso com o meu marido um dia desses: salvo raríssimas exceções, não ficávamos fora de casa à noite nos primeiros meses de vida da Nicole. Com a Alícia está sendo bem diferente neste ponto, já tivemos de sair algumas vezes à noite. Ainda evito, é claro, mas aceito em alguns casos como exceção à regra e tudo fica bem. Ou seja, de modo geral, a rotina não é tão exata como antes, mas os princípios básicos (e realmente essenciais) eu domino e sigo sempre!

Ok, agora vamos à uma rápida atualização dos principais pontos da rotina:

Amamentação
A Alícia continua mamando rapidinho, em 5 a 10 minutos, apenas um peito por vez. Ela continua golfando bastante, mas o pediatra não ficou preocupado, apenas disse que ela mama demais. Às vezes ainda tento tirá-la do peito na metade da mamada para arrotar antes, mas nem sempre funciona. Ela mama 6 a 7 vezes por dia e está ganhando peso; a fralda P quase não serve mais. Os seis horários fixos das mamadas são: 6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 18:00 e 22:30. Às vezes faço o "cluster feeding" (diminuir o intervalo para acrescentar uma 7a mamada no fim do dia), às vezes não. Tudo depende de como foi o dia e se ela parece com mais fome do que o normal.

Atividade
Esta semana a Alícia começou a sorrir mais, está uma graça! O tempo de atividade continua bem curto, não chega a uma hora. Isso inclui o tempo mamando, trocando a fralda e "brincando". Eu pretendo começar a usar o cercadinho em breve, mas por enquanto a atividade limita-se a ela interagir com alguém da família ou então ficar olhando para algum bichinho ou estampa colorida (por exemplo, no tapetinho).

Sono
Como o tempo acordado dura no máximo uma hora, as sonecas são de duas horas pra mais. Ela tira 4 sonecas por dia, sendo que a última normalmente é mais curta. Ainda uso a chupeta para ajudá-la a dormir e, se necessário, também deixo chorar (CIO = cry it out). Como compartilhei acima, tivemos alguns dias e noites bem difíceis em que ela chorou por horas e nada a acalmava, só o colo mesmo. Ela ficava no colo até adormecer (e mesmo assim resmungando de dor), mas bastava a colocarmos no moisés ou no berço e ela voltava a chorar. Continuo dando antigases, eu tinha diminuído para 2x ao dia, mas depois desses episódios voltei a dar 3x ao dia. A chupeta também pode ser uma boa aliada nessas horas em que o bebê sente dor.

Por hoje é só, um abraço e até mais!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

40 dias de Alícia!


Durante o mês de julho, meu marido ficou em casa quase todas as manhãs para me ajudar a olhar a Nicole enquanto eu cuidava da Alícia e também tentava tirar uma ou duas horinhas para trabalhar (sim, em plena licença-maternidade, rs!), mas agora que as férias da Nicole acabaram, estamos entrando em uma nova rotina! Por isso estou aproveitando esse primeiro dia de nova rotina para contar um pouco sobre como foram os primeiros 40 dias de vida da Alícia.

Bem, estou muito contente com o desenvolvimento até aqui. Com isso não quero dizer que tem sido fácil, pois ter um bebê é sempre difícil e desafiador! Apenas que como é minha segunda experiência, eu estou mais tranquila com relação ao que fazer e ao que esperar de um recém-nascido. Foi muito tenso da primeira vez, pois lá no fundinho eu carregava o receio de estar fazendo algo "errado" e de me arrepender lá na frente. Como li muito e me preparei o máximo que pude antes da Nicole nascer, eu tinha na cabeça um monte de "regras" do que poderia / deveria ou não fazer (quanto à rotina do bebê). O medo era de errar feio e estragar tudo! É, mamães de primeira viagem realmente são exageradas em seus temores, rs!

Mas estamos aqui - todos felizes, sãos e salvos - e me sinto mais confiante com relação à rotina da Alícia. Abaixo descrevo um pouco sobre cada parte da rotina que estou implementando conforme ensina a Encantadora de Bebês (E.A.S.Y.).

Eat (Comer)
A primeira parte da rotina nesta fase é a amamentação. A Alícia mama muito bem. No hospital não fomos tão bem assim. Era alojamento conjunto (o bebê fica no quarto a maior parte do tempo), mas por uma série de fatores - dentre eles as visitas, o meu cansaço e a própria rotina da maternidade que não deu muito apoio com relação a isso - me impediu de amamentá-la a cada 3 horas como deveria ter feito. Pra ser sincera, eu acho que nos dois primeiros dias ela mamou apenas umas 3 ou 4 vezes por dia, o que é bem pouco considerando que um recém-nascido deve mamar no mínimo 7 ou 8! O resultado foi que ela perdeu mais peso do que deveria e, por causa da icterícia, tivemos de ficar um dia a mais na maternidade para ela fazer fototerapia.

Comecei a implementar o E.A.S.Y a partir do 3º. dia de vida. Os primeiros 4 a 5 dias de amamentar a cada 3 horas 24h por dia pra mim são os piores. Doi muito. Mesmo passando a pomada Lansinoh antes e depois das mamadas. A explicação para isso (segundo o Nana Nenê) é que durante esses primeiros dias de vida o bebê mama um líquido grosso, amarelado, rico em anticorpos e com 5x mais proteína do que o leite maduro. Chama-se colostro. Ele tem menos gordura e açúcar do que o leite mas, por ser grosso, exige maior tempo de digestão e deixa os seios doloridos. O bico dos meus seios não chegam a sangrar, porém aparecem bolhas brancas e ficam bem sensíveis ao toque (no banho ardem com a água batendo contra eles). A boa notícia é que isso passa! Antes da Alícia completar uma semana de vida, o meu leite já havia descido e amamentar deixou de doer!

A Alícia suga forte e na maior parte das vezes faz uma refeição completa em menos de 10 minutos. Eu sei que a maioria dos livros diz que o tempo de amamentação, principalmente no primeiro mês, chega a 30 minutos por vez, mas parece que as minhas filhas não precisam de todo esse tempo para mamar. Além disso, sigo a orientação da Encantadora de Bebês e dou apenas um lado por vez. Raras vezes precisei dar o outro lado também. Aprendi com o Nana Nenê que a sucção não-nutritiva não é recomendável e, por não querer virar uma "chupeta humana", tiro-a do peito para arrotar minutos após eu parar de ouvi-la engolir depois de 5 ou 6 sugadas.

Ela também golfa muito. O leite chega a esguichar, às vezes enquanto ela ainda está no peito (talvez porque ela mama rápido demais?) ou quando a coloco sobre o meu ombro para arrotar. A Nicole não golfava tanto leite ou com tanta frequência. Quando golfava normalmente era porque eu havia sem querer apertado a barriguinha dela na hora de trocar a fralda. Com a Alícia já tomei as devidas precauções como inclinar o berço e também não deixá-la em posição totalmente horizontal após as mamadas. Nem sempre funciona. Na verdade eu desconfio de que a posição inclinada não seja tão favorável pois faz a fralda apertar a barriga (principalmente se ambas estiverem cheias). Então tenho invertido a ordem, procuro trocar a fralda antes de mamar e também faço questão de não apertá-la muito na hora de colar o adesivo. Outra ideia que o meu marido teve é de interromper a mamada para fazê-la arrotar antes de prosseguir. Não consegui fazer isto muito bem ainda porque nunca fui muito boa para ajudar o bebê a arrotar (é difícil!).

Por que eu sei que 10 minutos de um seio só está sendo suficiente para alimentá-la? Por uma série de motivos. Primeiro porque li no Nana Nenê que, com a lactação já estabelecida e desde que o bebê sugue com força, é possível esvaziar os seios da mãe num tempo de 7-10 min. Outro motivo é que ela aguenta até a próxima mamada (os intervalos entre uma mamada e outra são de 2,5 a 3 horas). Também sei que ela está mamando o suficiente porque monitoro as fraldas, troco-a 7 a 8 vezes por dia. A lógica é esta: se as fraldas estão frequentemente molhadas e/ou encharcadas é porque a ingestão de líquidos está adequada. Por fim, o indicador mais importante: ela está ganhando peso! Pra falar a verdade, não sei ainda quanto ela ganhou pois a visita ao pediatra está agendada somente para a semana que vem, porém é notável que ela cresceu e engordou bastante!

Aliás, este é um fator interessante e quero aproveitar para fazer uma última observação. A Nicole eu também amamentei a cada 3 h desde o início, mas estabelecer horários fixos de amamentação eu só fui aprender a fazer um tempo depois, acho que no 2º. mês de vida. No início, se em vez de amamentar às 13:00 eu só conseguisse acordá-la e começar a mamada às 13:25, eu acabava considerando o horário de acordá-la novamente para a próxima mamada às 16:25 e não 16:00 como deveria. O problema é que muito provavelmente eu também teria dificuldade de acordá-la e outros 20-30 min se passariam. Assim, a mamada das 16:00 acabava acontecendo às 16:50, ou seja, quase uma hora depois. O atraso de uma mamada se refletia no horário da próxima (efeito dominó) e, por isso, além da rotina não ficar muito previsível, não era sempre possível garantir as 7-8 mamadas do dia (pois o dia só tem 24 horas!). Desta vez eu estabeleci horários fixos desde o início (6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 17:00, 20:00, 23:00 e de madrugada quando/se ela acorda), incluindo o cluster feeding, que significa amamentar com intervalo menor entre 2 mamadas no final da tarde para, como diz a Encantadora, "encher o tanque" (a barriguinha do bebê) para ajudá-lo a dormir mais horas seguidas à noite. O Nana Nenê também explica que no fim do dia é normal o suprimento de leite materno ser menor e, por isso, também aconselha diminuir o intervalo entre as mamadas nessa hora do dia. Uma nota com relação à rotina: Depois de 5 semanas mais ou menos de cluster feeding adaptei os horários para conseguir fazer o dream feed (mamada dos sonhos) mais cedo. Não estava gostando de dar a última mamada do dia tão tarde, às 20:00; ela não dormia direito e acabava acordando novamente para a mamada dos sonhos (em vez de mamar dormindo como deveria). Então a rotina hoje está mais ou menos assim: 6:00, 9:00, 12:00, 14:00, 17:00, 19:00, 22:30 e de madrugada.

Activity (Atividade)
A segunda parte da rotina dela é ficar acordada. Para bebês recém-nascidos isso é um verdadeiro desafio. Aliás, tive MUITA dificuldade de acordar a Alícia para as mamadas durante as primeiras semanas de vida. Levantava-a, fazia cócega na orelha, abria o macacão para resfriar um pouco o corpo (pois o calor dá sono) e mesmo assim não funcionava toda vez. Eu chegava a ficar 20-30 min só tentando acordá-la. Às vezes eu queria simplesmente desistir e deixá-la dormir. Mas enfim o esforço valeu a pena pois aos poucos o corpo dela foi se ajustando e hoje em dia é comum ela acordar sozinha perto do horário de mamar. Isto é muito importante e fruto da AOP (alimentação orientada pelos pais) que o Nana Nenê ensina, pois faz parte do processo de "treinar" o metabolismo do bebê para mamar e ficar acordado nas horas certas (de dia!) até ele ser capaz de dormir a noite toda.

Nesta fase a Alícia ainda não consegue ficar acordada por mais de 40-50 minutos, o que inclui o tempo gasto mamando e a troca de fralda/roupa (ou o banho, 1x por dia). Também tomo o cuidado de não ficar com ela no colo durante todo o período acordada. Tanto o Nana Nenê quanto a Encantadora promovem o lema "Comece como quer terminar" (Start as you mean to go).

Sleep (Dormir)
A última parte da rotina nesta fase é dormir. O objetivo é que o bebê aprenda a dormir sozinho e no seu próprio berço e, para isso, às vezes é necessário deixá-lo chorar um pouco. Até o momento não tenho tido grandes dificuldades. Eu uso a chupeta e/ou a seguro (sem balançar) por alguns instantes, mas quando vejo que ela está calminha o suficiente coloco-a no berço ou no moisés para tirar a soneca. Normalmente ela já deu algumas bocejadas e os olhos delas estão fitos em alguma direção. Pra mim são os dois sinais mais claros de que ela já está pronta para embarcar no sono.

Nos dias em que ela está agitada e com dificuldade para dormir (ou quando temo que seu choro irá acordar a Nicole), deixo-a com a chupeta um tempo maior e ela acaba dormindo. No fim das contas ela sempre cospe a chupeta depois que adormece, mas quando dá entro no quarto antes disso acontecer e eu mesmo tiro-a da boca dela (ela resiste sugando-a com mais força!). Estou fazendo isso porque com a Nicole foi um problema; na ânsia por não ouvi-la chorar acabamos tornando-a dependente da chupeta. Tivemos dias e noites difíceis no começo porque toda vez que a chupeta caía da boca ela abria o berreiro!! Era muito estressante entrar no quarto várias vezes (inclusive durante a noite) para repô-la. Não queremos reviver esses episódios, então estou sendo bem mais cautelosa com a chupeta desta vez.

Além do soluço que a Alícia tem em praticamente todas as mamadas (e não sei como fazer para evitar!), ela também tem muitos gases e isso algumas vezes interrompe o seu sono. Como a Nicole fazia, ela se contorce de dor e chora. A diferença é que, além de massagear a barriguinha fazendo pressão com as perninhas dela dobradas, estou dando antigases (simeticona) a cada 8 horas conforme prescrito pelo pediatra. Não sei porque eu não fiz o mesmo com a Nicole! Quer dizer, até sei, eu quis evitar dar medicamento e tentei resolver o problema de outra forma (com massagem, bolsa de água quente e funchicórea), mas desta vez pesquisei melhor sobre a ação do antigases e resolvi dar. Estou vendo resultado, ele realmente a ajuda a eliminar os gases e ela sofre menos. Também verifiquei que a ação dele é cumulativa, então os resultados são melhores se ele é dado com consistência (e não somente quando ela tem dor).

Tivemos alguns dias, entre 18:00 e 22:00, em que a Alícia ficou bem nervosa e chorou além do normal. Num dos dias sabíamos que ela chorava de dor (gases), mas nos outros não sabíamos o que ela tinha. Ela simplesmente esperneava e chorava, por muito tempo! A ponto de pular a soneca. É o que alguns chamam em inglês de witching hour. Não se sabe bem o motivo mas pelo que li é comum bebês chorarem mais no fim do dia. Tivemos umas três ou quatro crises dessa até agora (no mesmo horário) e eu tenho entendido que não é o momento de deixar chorar (CIO = cry it out). Quando a Nicole era pequena eu não era muito flexível com relação a isso, não tive sabedoria para discernir as diferenças. Se não fosse fome, frio, calor, fralda suja ou outro motivo aparente, eu deixava chorar crendo que isso a ajudaria a dormir por conta própria (o grande objetivo). Claro que me partia o coração ouvi-la chorar tanto e por tanto tempo; eu entrava a cada 15 ou 20 min no quarto para tentar acalmá-la e repetir o processo de colocá-la pra dormir na esperança de que ela aprendesse logo. Deu certo, mas foi sofrido e sei que não é qualquer um que aguenta a pressão.

Com relação à tolerância ao choro, percebo que algo mudou em mim. Estou definitivamente mais tranquila. O choro da Nicole me apavorava e eu não conseguia raciocionar direito se ela estivesse chorando. Trinta segundos de choro me pareciam vários minutos!! E às vezes nem choro era, era só um resmungo mesmo, mas acho que os meus ouvidos ampliavam o som. Claro que outras vezes eram choro sim, e bem estridente também! Um dos motivos da mudança, sem dúvidas, é porque já passei por isso uma vez antes e, portanto, estou melhor preparada. Mas outro motivo igualmente relevante é que agora eu tenho de dividir a minha atenção. Não tenho só um bebê recém-nascido em casa, tenho mais uma filha de quase dois anos e que também precisa de mim. Quantas vezes precisei deixar a Alícia chorando por um ou dois minutos porque estava fazendo alguma coisa para/com a Nicole (exemplo, levando-a ao banheiro, dando banho, comida ou escovando os seus dentes)? Há situações em que simplesmente não dá para largar tudo e ir ver o bebê! Não sou duas! E isso é bom, tanto para mim quanto para elas. Quando finalmente consigo chegar até a Alícia para ver o que está acontecendo ela normalmente já "se resolveu" e não está mais chorando. Eu desconfiava mesmo de que em parte a "culpa" pelo fato das crianças serem exigentes fossem das mães que atendem a todos os choros prontamente!

Desta vez estou sendo mais flexível. Como sei que a Alícia já consegue dormir sozinha (porque ela o faz em praticamente todas as sonecas do dia), tenho me dado ao luxo de segurá-la e deixá-la dormir no meu colo nesses períodos tensos de fim dia. Na verdade quem tem feito isso é o meu marido já que nesta hora do dia ele já chegou do trabalho. A Valerie Plowman, do blog Chronicles of a Babywise Mom, estabelece uma hierarquia quanto às prioridades que dizem respeito ao sono do bebê: 1) dormir na hora certa (conforme a rotina), 2) dormir no local certo (no berço), 3) dormir da forma certa (sozinho). Por isso, antes de mais nada, é preciso que a Alícia durma na hora certa, ainda que isso signifique que ela vai dormir no colo. Sei que fazê-lo algumas vezes em situações atípicas como essas não é suficiente para pôr tudo a perder e faz parte da flexibilidade que tanto o Nana Nenê como a Encantadora enfatizam mas que, por algum motivo, mães de primeira viagem como eu não entendem. Isto está muito claro para mim hoje.

Uma surpresa agradável que tive neste primeiro mês da Alícia foram as noites alongadas. O Nana Nenê ensina a não acordar o bebê pra mamar durante a madrugada, mas deixá-lo acordar sozinho pois entre o 10º. dia e a 8a semana de vida ele já seria capaz de dormir a noite toda. A minha teoria é de que isso depende em grande parte do peso do bebê. Quanto menor o bebê mais difícil é porque seu estômago ainda não comporta uma quantidade suficiente de leite para ele ficar tantas horas sem mamar. À noite a Nicole acordava pra mamar após aprox. 5 horas de sono e batalhei bastante para ela finalmente conseguir dormir a noite inteira (de 7 pra 8 horas), o que só foi acontecer com 8 para 9 semanas de vida, ou seja, bem no limite do prazo que o livro havia dado. Já os resultados com a Alícia vieram bem mais rápido: com 11 e 12 dias ela dormiu de 6 a 7 horas seguidas pela primeira vez!! Tomei um susto quando acordei de manhã. Depois com 17 e 18 dias de novo. Que delícia pra mim! Com 24 e 25 dias de vida nova surpresa: foram 7 a 8 horas de sono ininterrupto dessa vez! E ela não tinha completado nem um mês de vida ainda.

Dormir a noite inteira não é uma constante ainda e nunca aconteceu por mais de quatro noites consecutivas. Aconteceu de novo com 33 dias (6 horas), com 38 dias (8,5 horas), com 39 dias (6,5 horas), com 40 dias (6 horas) e com 41 dias (7,5 horas). Mas as demais noites foram somente 5 horas ou menos de sono ininterrupto. Tenho percebido que o "sucesso" à noite varia de acordo com a qualidade das mamadas do dia e também da implementação da rotina. Se, durante o dia, eu consigo fazer todos os ciclos de "comer/ficar acordada/tirar soneca" direitinho e, assim, ela fica acordada o tempo adequado e ingere o suficiente de calorias, os resultados à noite são melhores. Mas com filha pequena e de férias em casa nem sempre é possível seguir a rotina perfeita, por isso fomos bem flexíveis neste primeiro mês.

You (Você)
No livro da Encantadora de Bebês, a Tracy Hogg enfatiza que a mãe separe períodos do dia para cuidar de si e o horário ideal é enquanto o bebê está dormindo. Por isso é tão importante que as sonecas sejam longas, de 1h30 a 2 horas por ciclo. No Nana Nenê e Educação de Filhos à Maneira de Deus, os Ezzos também falam da importância de investir no relacionamento que é a base da família: o relacionamento marido-mulher. Eles dizem que "bons cônjuges produzem bons pais" e eu concordo plenamente! Com dois filhos o desafio de manter o casamento saudável é ainda maior, por isso meu marido e eu já separamos algumas datas de nossas agendas, 1x por mês até o final do ano, para termos o nosso tempo sem as meninas. Ainda não sabemos qual será o programa cada mês, mas vamos "voluntariar" babás para ficarem com elas nesses dias, rs!

Bem, por hoje é só! Vou postando as novidades conforme elas acontecem.