Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
Mostrando postagens com marcador dentição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dentição. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2013

2 anos de Alícia!


Atrasadíssima, mas aqui estou para contar um pouco das novidades dos últimos 2-3 meses. Sim, porque já se passaram 34 dias do 2º. aniversário dela. Ou seja, ela já está com 2 anos e 1 mês!

Rotina, Sono, Dentição e Alimentação
A rotina da Alícia continua a mesma. Ela dorme bem à noite (no mínimo 11 horas seguidas) e tira sonecas de 3 horas à tarde (geralmente das 12:00 às 15:00). Aliás, eu tenho a impressão de que ela dorme melhor do que a irmã nesta idade. Raras vezes a Nicole passou das 7:00 da manhã (era um reloginho), a Alícia já algumas vezes. Um dia me surpreendeu acordando às 8:15!

Os dentes dela demoraram a começar a nascer, mas agora ela já está com o sorriso praticamente completo. Depois de publicar o último post (leia aqui) contei e ela já estava com 12 dentes! Faltavam 8 pra completar os 20 dentes de leite. Preciso contar de novo pra saber quantos ela já tem agora, rs. O que me impressionou é que do 1º dente até o 12º se passaram menos de 8 meses. Pouco tempo, né?

Quanto à diarreia, ela tomou o vermífugo daquele vez e não fiquei convencida de que o problema era esse. Eu acho que era de engolir pasta de dente! Agora ela está usando um creme dental específico pra crianças bem pequenas (sem flúor) e a diarreia parou de vez (embora ela continue fazendo cocô muitas vezes por dia, pelo menos duas, que eu entendo que seja sinal de boa alimentação e saúde). Eu explico que ela precisa cuspir e não pode engolir, ela faz que 'sim' e tenta, mas não adianta. No fim das contas, ela engole muita água com pasta ainda assim!

Uma observação é que aos poucos percebo que a Alícia está diminuindo a ingestão de alimentos. Mas ela continua comendo com muita pressa (igual à mamãe e diferente da irmã e do papai que comem devagar). Hoje, por exemplo, parti uma pera em 4 partes para dar de lanche da tarde. Enquanto a Nicole comia 1/4 da pera, a Alícia comeu as outras três partes!! Muito veloz essa menina, eu preciso ensinar para ela que é preciso mastigar melhor, com calma, e não engolir a comida toda de uma vez.

Desenvolvimento, Temperamento e Relacionamento com a irmã
Preciso confessar: tenho uma dificuldade imensa de não compará-la com a minha outra filha. Eu tento, prometo que tento, mas a Nicole acaba sendo a minha referência. O problema é que a minha memória NÃO é confiável. Não mesmo porque eu fico achando que a Nicole sabia muito mais coisas nesta idade, tinha uma pronúncia muito melhor, etc. E vai ver até sabia mesmo (porque ainda não consegui ensinar as cores pra Alícia!!), mas o fato é que um dia desses o Douglas me mostrou um vídeo da Nicole com 2 aninhos (aprox.) brincando com a Alícia recém-nascida e a pronúncia dela estava horrível também, kkkk!

Eu me admirei e achei engraçado porque naquela época a minha percepção do "bom" e "ruim" era outra completamente. Para os meus ouvidos a Nicole falava super bem, eu entendia tudo direitinho... rsrs. E agora eu fico com essa cisma com a Alícia, tadinho do segundo filho, né? A mãe o compara injustamente com o filho mais velho. Eu sei que faço isso inconscientemente e tento me policiar para incentivá-la e elogiá-la de igual modo. Ainda bem que existe a tecnologia para nos mostrar o que REALMENTE aconteceu. :-)



Tudo isso para dizer que estou me esforçando para deixar a Alícia se desenvolver no seu próprio tempo e acho que ela está indo muito bem. Ela repete as palavras espontaneamente, forma frases com 3-4 palavras (inglês e português misturado, quero só ver quando começarmos a aprender francês no Canadá!), enfim está se esforçando para se comunicar e interagir. E aprendendo a ser tagarela e insistente como a irmã (socorro!). Está cada vez mais parecendo mocinha crescida. Aprendeu a pular de verdade recentemente (antes ela mexia o tronco como se estivesse pulando, só que sem tirar os pés do chão). Aprendeu a beijar também - antes fazia só o barulhinho "uá" (a Nicole fazia "bi", rs).


Quanto ao temperamento, noto que a Alícia está aos poucos deixando de ser tão insegura e agarrada em mim. Ela é do tipo criança agarrada nas pernas da mãe, sabe? Aquela que fica seguindo-a pela casa o dia todo. Cheguei a me perguntar algumas vezes o que eu tinha feito para ela ser assim, rs. É difícil aceitar que esta é a personalidade dela, eu fico achando que é a minha culpa! Esse apego todo me frustra às vezes. Eu sinto que ela não está tão confiante e independente quanto a Nicole (que começou a ir para a escolinha aos 18 meses) estava nesta idade. Desde bebê a Alícia aceitava bem ficar no berçário da igreja (nunca ou raramente chorava), mas agora ela não está mais querendo ficar e eu fico sem entender o porquê. Depois que aconteceu um acidente lá dentro há alguns meses, em que ela caiu e machucou a boca, eu estou com receio de ficar insistindo. Por causa da diferença de idade, as meninas ficam em salas diferentes e percebo também que isto deixa a Alícia chateada. Ela aponta para a sala da irmã e diz que quer entrar lá com ela.


Parando para refletir agora, uma vez por mês durante a semana eu as levo comigo para uma reunião de mamães que tem na igreja. E nesse dia as tias juntam as salas e elas brincam juntas. Foi em um dia da semana que ela caiu e se machucou. Mas aos domingos é separado e a Alícia não se conforma que um dia ela pode brincar com a irmã e outro dia não, então ela chora e esperneia muito quando a deixamos na porta.

Como acho que já deu pra notar, ela é muito apegada à irmã e se espelha muito nela (imita tudo, rs). Se algum dia ela acorda mais tarde e não vê a irmã na cama, a primeira coisa que ela pergunta é "Dê Kicky?" (ela não consegue dizer Nicky ainda, rs). Uma das expressões que ela mais tem usado ultimamente é "___ Kicky too", sempre incluindo a irmã em tudo o que faz ou quer/pede pra fazer. É bem fofo de ver. Esses dias ela me pediu pra ir na casa da vovó, eu respondi que a gente iria tal dia e daí ela perguntou: "Vovó house Kicky too?" Ou o contrário, a Nicole pede algo e no mesmo instante ela vem para mim e diz "Me too." ou "Isha too." (Isha é o jeito que ela pronuncia o próprio nome, mas às vezes ela diz Ily também).

No geral, ela é muito simpática e amável com as pessoas (as pessoas comentam), exceto com o pediatra - até hoje ela chora muito quando ele vai examiná-la. E eu percebo também o coração materno dela, é uma graça observar como ela ama cuidar de suas bonecas, cobri-las com o paninho, alimentá-las, etc. Ela é bem carinhosa e espirituosa. E olha que não tem nenhum bebê na família para poder dizer que ela está imitando o comportamento adulto de alguém (como a Nicole quando a irmãzinha chegou da maternidade), mas quando ela encontra bebês em festas ou outros lugares públicos, ela fica extasiada de alegria e voluntariamente se aproxima do carrinho ou do colo da mãe pra conversar e fazer carinho nele(a).

Peripécias
Algumas semanas atrás ela se machucou feio em casa - cortou o lábio e precisou levar três pontos! Ela não estava fazendo nada de perigoso. Meu marido tinha saído com as meninas pra eu poder dar uma geral na casa e lavar a roupa. Quando elas voltaram, umas 3 da tarde, eu estava na sala passando roupa. A Alícia havia pulado a soneca e estava cambaleando de sono, deveria ter ido direto tirar uma soneca. Mas a Nicole estava firme e forte, toda agitada, e chamou-a pra brincar de "barquinho" com os meus cestos de roupa pra passar (que têm formato parecido com barco mesmo). São três, um de cada tamanho, e já estavam vazios. A Nicole entrou no maior e a Alícia no menor. Na hora de levantar, ela se desequilibrou e caiu pra trás contra a parede. O cesto virou junto e bateu com tudo na boca dela. Quando vi o sangue pensei que ela tivesse quebrado um dente! Eu sou muito mole para essas coisas (era meu marido sempre que as segurava para tomar vacina no posto!) e comecei a passar mal de ver (e imaginar) o corte aberto. Eu falei para o meu marido que eu dirigiria, mas ela só queria o meu colo e ficou chorando no caminho. Então tive de enfrentar minha própria fraqueza pra segurá-la no colo no banco de trás enquanto íamos para o pronto socorro!
Esta foto é de fev/13, mas dá para ver como são os cestos.
Comportamento e Disciplina
No momento estou ensinando a Alícia a não falar "não" para a mamãe (é a resposta padrão dela para qualquer comando - a fase conhecida como "terrible twos"). Estou insistindo na frase "Yes, Mommy" para ensinar a submissão. E quando ela desobedece e eu a disciplino também insisto para que ela use o "Sorry, Mommy" para ensinar a humildade. No relacionamento entre irmãos, o meu foco em casa é ensinar a generosidade. Quem tem filhos nesta idade sabe muito bem como é complicado administrar conflitos. Uma criança sempre quer o brinquedo que está nas mãos da outra. E, geralmente, é o filho mais velho que precisa ceder. Aqui em casa eu faço diferente. As duas recebem tratamento igual (na medida do possível) porque meu objetivo é que as duas aprendam a dividir e a ser amáveis.

Então quando uma quer o brinquedo que está nas mãos da outra (acredite, isso acontece várias vezes por dia), primeiro eu me certifico que de que ela está pedindo de forma apropriada - com calma e usando "por favor". Digo isso porque, principalmente com os menores, o desafio é ensiná-los que não pode-se arrancar as coisas das mãos dos outros (o famoso 'domínio próprio', tão importante de ser ensinado desde bebês). Em segundo lugar, eu reforço o pedido feito, dizendo algo do tipo: "Alícia, Nicole wants to play with that toy too. Can you share it with your sister, please?" (traduzindo: Alícia, a Nicole quer brincar com este brinquedo também. Você pode dividi-lo com ela, por favor?). Se a criança se recusa e diz que não, daí eu digo: "If you can't share your toys, then you can't have them. Give it to me, please" (Se você não consegue compartilhar seus brinquedos, então você não pode brincar com eles. Me dê ele aqui, por favor). Daí claro ela entrega o brinquedo para a irmã rapidinho, rs. Só que daí advinhe o que acontece? Isso mesmo, alguns minutinhos e a irmã que emprestou pede o brinquedo de volta (do jeitinho certo, com o "please") e daí o processo se repete, com a outra irmã tendo a oportunidade de aprender a ser generosa e a preferir o outro a si mesma (cedendo a sua vez, o seu brinquedo, etc.). No meu entender, isso é pastorear o coração da criança!

Outra grande dificuldade da Alícia no momento é aprender a lidar com o "não". Pasmem: a Alícia é do tipo de criança que se joga no chão, chuta e bate quando é contrariada! Ah, ela também faz desaforo e joga as coisas no chão quando está com raiva. Eu fico perplexa às vezes com o temperamento forte dela, mas daí meu marido vem e me lembra que com a Nicole foi a mesma coisa (pior que eu não lembro direito, de novo minha memória me iludindo com um falso "mar de rosas", rsrs!!). Quando ela faz essa cena de frustração, minha reação é ser firme. Normalmente eu a tiro de cena no mesmo instante para eu poder orientá-la no particular - mesmo em casa, para ela ser disciplinada com dignidade, sem a presença da irmã.

Uma mania que ela tem que me deixa maluca é tirar as meias e sapatos. Ela gosta de ficar descalça, inclusive na hora de dormir. Eu não consigo entender isso. Meus pés congelam nesse frio. Eu posso entrar no quarto delas para colocar as meias de volta nela, mas pode ter certeza: pela manhã ela estará sem meias de novo. E lembro que com a Nicole foi diferente, mas hoje graças a Deus ela não faz mais isso, rs.

Desfraldamento
Pra encerrar o post, preciso falar do desfraldamento. Depois que voltamos da viagem em abril, me empenhei em desfraldá-la pra valer (durante o dia). Ela estava progredindo bem, dentro do esperado (com muitas calças molhadas por dia). Um dia ficamos o dia todo fora (buscar os passaportes no shopping, ir ao sacolão, dentre outras paradas) e ela só deixou vazar xixi uma vez. Eu fiquei tão orgulhosa dela! Mas tem dias que parece que a criança regride (com a Nicole também foi assim, então eu sabia que fazia parte), mas eu estava ficando estressada com o fim do semestre da faculdade (normal também) e, sem ajuda doméstica, eu não estava conseguindo dar conta de tudo, principalmente de lavar a roupa com a frequência necessária... Então achei mais prudente levantar a bandeira branca e dar um tempo. Era coisa demais para eu administrar e desfraldamento é algo demanda atenção, paciência e TEMPO, coisa que eu não tinha.

Enfim, agora estou de férias ainda me recuperando do semestre difícil e ainda por cima planejando nossa viagem no mês que vem (vamos passar 1 ano no Canadá), por isso não estou muito animada ainda para voltar no propósito de desfraldá-la com força total. Vamos ter muitas mudanças daqui pra frente e a minha mente já está tão cheia de preocupações (como sempre - ai, Senhor, me ajude!), estou orando para o melhor momento... confesso que tem dias que acordo revigorada e disposta para encarar o desafio, mas daí ao primeiro acidente eu já me desanimo de novo, rs. Eu sei que a constância é importante e estou falhando muito nisso. Mas o meu consolo é que a Alícia está amadurecendo e às vezes ela me surpreende. Hoje mesmo coloquei-a pra tirar a soneca da tarde e, minutos depois, quando entrei no quarto a encontrei totalmente sem roupa e fralda (nesse frio!!) pedindo pra fazer xixi. Senti que a fralda estava quente porque ela já tinha feito, mas levei-a para o banheiro mesmo assim. Não é que ela terminou de fazer no vaso?

Não sei quando volto para fazer o próximo update. Acho que a partir de agora vai ser a cada 3 ou 4 meses. Tenho tantas coisas que gostaria de escrever e publicar aqui no blog, mas não consigo. :-(

Meu próximo desafio é fazer um resumo (com fotos) do nosso semestre de homeschooling, aguardem!!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1 ano e 10 meses de Alícia!

Meu marido e eu estamos fora de casa há quase uma semana, numa viagem a dois para comemorar nossos 10 anos de casados, e hoje nossa filhota mais nova completa 1 ano e 10 meses de vida. = )

O tempo não pára e em breve ela terá 2 aninhos! E se tem uma única lição que como mãe eu não posso deixar de lembrar é a importância de investir no meu bem-estar e, principalmente, na qualidade do meu relacionamento com o meu marido. Sim, meu marido e eu também precisamos de tempos juntos, a sós, para curtirmos um ao outro, conversarmos e, claro, para também descansarmos, sem focar nosso pensamento o tempo todo na casa e nas crianças.

Mas eu vou confessar, não foi moleza resistir à tentação de trazer as meninas conosco nesta viagem!! Ao pesquisar os hotéis meses antes da viagem, eu fugia dos que tinham muitas atividades para crianças porque eu não queria ficar me sentindo mal durante a viagem, rsrs, com remorso de estar num lugar bacana e de não tê-las levado comigo. E o pior é que não adiantou!!


Chegando aqui, tudo o que eu via (inclusive outras crianças pequenas brincando ou comendo no restaurante) me fazia lembrar delas e imaginar o quanto elas poderiam gostar do passeio e estar se divertindo! Até chorei depois da primeira conversa por skype com elas, me sentindo 'culpada' de estar aqui e elas lá. Eu sei, eu sei... são coisas bobas de mãe sentimental. É apenas uma semaninha fora e essas viagens de lua-de-mel meu marido e eu só comemoramos a cada 5 anos. O importante é a gente aproveitar bem esses dias "de folga" para que, quando voltarmos, possamos assumir novamente as tarefas do dia-a-dia, com renovados empenho e vigor!


Mas o motivo deste post é contar como foram os últimos 2 meses da Alícia. Então, mãos à obra!




Alimentação e Dentição
A Alícia passou maus bocados nos últimos meses por causa dos dentes nascendo. Muitos dentes! Num determinado momento chegamos a contar SEIS dentinhos cortando a gengiva dela ao mesmo tempo. Ela sofreu, viu! E algumas vezes - nos piores dias - até chorava ao morder alguma coisa mais dura, chegando a recusar alimento na hora da refeição (algo bem atípico). Por outro lado, ela também já consegue se alimentar muito melhor sozinha (tanto com garfo quanto com colher). Inclusive, ela não gosta muito de ser ajudada. Isso só tende a melhorar e a facilitar a minha vida!

Desfraldamento e Doença

Os últimos meses também foram conturbados na questão saúde. Na verdade, não sei se por causa da dentição, mas a Alícia teve diarreia por muitas semanas seguidas. Acho que chegou a durar um mês! Na primeira semana julgamos que fosse uma virose porque a família inteira ficou mal, com dor de barriga. Depois todo mundo foi melhorando, menos a Alícia, que continuava defecando uma média de 3-4 vezes por dia. E o coco era tão ácido que só de tocar na pele dela já a deixava todinha vermelha e assada, ainda que eu trocasse a fralda imediatamente. Quanto sofrimento vê-la assim! Chegou ao ponto de ela nem deixar eu encostar o algodão com água para limpá-la, fechava as pernas com força e chorava. Era um sufoco trocá-la. Muitas vezes eu pensei quão bom seria se ela já estivesse desfraldada porque pelo menos estaria fazendo as necessidades no vaso e não teria esse problema da assadura... Por outro lado, como continuar o desfraldamento em um bebê com diarreia?? Eu até tentei nos 2 primeiros dias da diarréia, mas depois de alguns incidentes de fezes mole e fedida no chão da sala, me rendi novamente ao uso da fralda e declarei interrompido o treinamento!

Justo no mês em que achei que fosse economizar na compra de pacotes de fraldas... humpf, que nada! Fazendo cocô tantas vezes por dia, acabei gastando muito mais, rsrs!


A interrupção do treinamento de desfraldamento acabou sendo muito mais longa do que eu imaginei porque a diarreia não parava. Até que comecei a desconfiar de vermes - afinal, com os dentes nascendo e a Alícia colocando na boca tudo o que encontra pela frente, esta era uma real possibilidade. Sim, e com o sério agravante da minha suspeita de que ela andou comendo terra do canteiro da garagem! Felizmente, chegou o dia da visita periódica ao pediatra e ele receitou um vermífugo para elas tomarem. Bingo, parece que o problema foi sanado – mas isto foi na semana que antecedeu a nossa viagem para cá. Portanto, só pretendo pensar no assunto do desfraldamento novamente agora quando eu voltar para casa. Mas confesso que quanto mais tempo passa, maior tem parecido este gigante para mim! É um desafio que eu preciso encarar, o de treinar a minha pequena para fazer suas necessidades no vaso sanitário, e não mais na fralda.

E eu tenho sentido que com duas filhas está sendo mais complicado eu parar tudo o que estou fazendo para ir ao banheiro com a menor – muito embora a mais nova querer imitar a mais velha em tudo ser uma vantagem... Porém, me parece que o meu dia fica todo truncado com tantas idas ao banheiro - ficar ali sentada esperando ela fazer alguma coisa, o que nem sempre acontece. Perco muito tempo com isso! E, o que é pior, tem também o tempo gasto com tantas trocas de calcinha e limpando xixi do chão pela casa por causa dos acidentes frequentes.


Mas, como toda mãe está cansada de ouvir, não adianta nos desesperarmos e transferirmos à criança a nossa frustração pelo insucesso do desfraldamento. Nem tudo acontece como e quando queremos. Tirar a fralda é um processo mais lento do que gostaríamos que fosse. E despejar na criança a nossa ansiedade só vai alongar e complicar ainda mais o processo. Então, o que eu preciso é buscar serenidade, pensar num plano realista e coerente e fazer tudo com muita, mais muita, paciência e perseverança!


Como se fosse fácil, rsrs.

Rotina e Sonecas

As sonecas da Alícia à tarde têm sido mais tranquilas do que nunca. Ela adormece facilmente, na própria cama, em apenas 5 minutinhos, e eu nem preciso mais fechar a porta para escurecer muito o quarto! Normalmente é assim: elas terminam de almoçar (a Alícia mais rápido do que a Nicole) e eu a levo para escovar os dentes enquanto a Nicole ainda termina de mastigar as últimas colheradas. Levo-a para o quarto, troco a fralda, puxo a cama, dou a Nana e digo para ela se deitar porque está na hora da soneca. Saio do quarto (deixo a porta aberta) e repito o processo todo com a Nicole – escovar os dentes e levar para fazer xixi. Antes mesmo da Nicole voltar, a Alícia já está dormindo! Em poucas tardes, a Nicole pede para dormir junto (na cama dela), geralmente apenas no dia do ballet – que é numa segunda-feira, justamente o dia em que ela fica mais cansada. Nos outros dias, eu fecho a porta do quarto para a Alícia tirar a soneca longa dela sem barulho e a Nicole faz o seu horário de descanso quietinha na sala.

Numa determinada semana, eu tive um compromisso fora de casa pela manhã em que levei as meninas comigo de carro. Era um longo trajeto de ida e volta. Na volta, como era quarta-feira, resolvi passar na feira aqui perto para comprar frutas e legumes que estavam faltando em casa. Resumo: o dia foi totalmente diferente e a soneca da tarde acabou não acontecendo para a Alícia, pois ela dormiu uns minutinhos no carro no caminho pra casa. À noite, quando voltamos da faculdade perto da 23h:30, ela despertou quando a tiramos do carro e não conseguiu voltar a dormir facilmente. Ficou chorando um tempão, não queria ficar em sua própria cama! No dia seguinte, mais agitação: era o dia do nosso "playdate" quinzenal em que passamos o dia todo fora e a soneca dela à tarde também pulada.


Vocês conseguem imaginar como ficou esta criança na sexta-feira, depois de dois dias sem uma soneca decente e uma noite mal dormida? Ela ficou acabada!! E advinhem só? De manhã, depois do café, devocional e atividade de leitura, ela me pediu para dormir!! Foi para o quarto e começou a tentar puxar sozinha a cama para pegar a Nana. Eu disse que ela não podia pegar a Nana, que a Nana era só para a hora de dormir e, em seguida, como ela insistiu muito em querer a Nana e já estava se desabando a chorar, perguntei sela ela queria dormir. Ela fez que sim com a cabeça! Eu duvidei um pouco na hora porque eram apenas 9h:00, mas mesmo assim arrumei a cama para ela dormir e dei a Nana. Pois ela deitou bonitinha e começou a chupar o dedo. Saí do quarto pensando que dentro de poucos momentos ela fosse aparecer na sala para brincar, mas que nada... ela dormiu direto até a hora do almoço, rs. Na verdade, quando ela acordou, eu e a Nicole já tínhamos terminado de almoçar. Ela estava realmente cansada e precisando dormir!


Adaptação à cama e Sono noturno

A transição do berço para a bi-cama (a Nicole dorme em cima e a Alícia em baixo) tem sido algo engraçado, embora trabalhoso. Engraçado porque, como você pode ver na foto ao lado, a Alícia logo descobriu que subir para o colchão da irmã é muito mais interessante do que ficar sozinha no dela. E trabalhoso porque agora não existem mais grades para detê-la lá.

Nope,
agora a única barreira capaz de mantê-la deitada e quietinha na hora de dormir é a nossa autoridade e voz de comando. Ou seja, é a oportunidade perfeita que, como pais, temos para ensinarmos a ela quais são os limites invisíveis. Um verdadeiro treinamento para a obediência!


E aqui entra aquela célebre frase: "Educar dá trabalho".... e como!


Ainda neste tópico do sono e da adaptação à nova cama, a Alícia já entendeu que na hora de dormir a gente tem de puxar a cama dela para fora e, que ao acordar, a gente empurra a cama de volta para baixo da cama da Nicole. E, para evitar que ela passe o dia andando pela casa com a Nana (sua fiel companheira, uma boneca de dormir) nos braços – o que também favorece que ela chupe dedo fora de horário - instituímos que o lugar das Nanas é sempre nas camas. No caso da Nana da Alícia, eu geralmente a empurro junto com a cama dela para baixo da cama da Nicole. Ela não gostou muito da regra nas primeiras vezes e resistiu em deixar eu levar a Nana de volta para a cama, mas meu marido e eu temos insistido e agora ela já está pegando o jeito de como as coisas precisam funcionar. Quando ela tira a Nana da cama e eu dou a ordem para ela levá-la de volta, 90% das vezes ela obedece prontamente.


Outra observação quanto ao sono é que temos notado que o sono da Alícia tem sido agitado. Muitas vezes ela chora dormindo, como se estivesse tendo pesadelos, e fica geralmente suada. A Nicole teve muito disso também, acho que mais ou menos nesta idade, se não me engano. Começava a gritar/chorar sem motivo aparente. Confesso que a minha tendência e a de meu marido é achar que é alguma dorzinha, como gases por causa de alguma coisa diferente (e mais gordurosa) que elas tenham comido naquele dia. Nestes casos, a gente observa se elas soltam pum enquanto a gente massageia a barriga delas e, se sim, dá algumas gotas de simeticona. É um hábito que a gente tem desde que elas eram bebezinhas.


Ultimamente, porém, esse "sono conturbado" da Alícia tem acontecido com maior frequência e, tenho refletido, se de repente ele não tem alguma relação com o "salto de desenvolvimento" pelo qual achamos que ela está passando – justamente o assunto do próximo ponto!


Desenvolvimento e Comportamento

Como dizia, eu senti que nos últimos meses a Alícia deu um grande salto de desenvolvimento. Vejo-a fisicamente mais ativa – com melhor equilíbrio, agilidade, destreza etc. – e também mais concentrada para acompanhar atividades intelectuais – o momento de leitura, o quebra-cabeça, etc. No outro post desta semana comentei sobre suas habilidades de comunicação, que ela já é capaz de usar 2 palavras juntas para tentar me contar as coisas. Muitas vezes ela me surpreende com as palavras novas que fala ou mesmo as que reconhece nas figuras dos livros de vocabulário que lemos juntas, sobretudo, quando eu peço para ela encontrar uma em meio a várias.

A Alícia está cada vez mais esperta e exploradora. Para citar alguns exemplos, ela aprendeu a calçar as próprias sandálias (que fecha com velcro), me ajuda a colocar a fralda nela em pé, já sabe colocar de volta os braços corretamente dentro do cinto de segurança na cadeira de bebê (do automóvel) e, como eu comentei lá em cima, consegue se alimentar muito bem sozinha. Além de imitar a irmã em tudo (sons e gestos) e querer calçar e andar com os nossos sapatos pela casa (ou calçá-los em nós, que também é muito engraçadinho), ela descobriu no banquinho seu grande aliado para fazer as suas peripécias – leva-o para cá e pra lá para tentar subir nos lugares mais altos (como a minha cama) e fica radiante quando consegue! Na verdade, não é só a irmã que ela quer imitar. Se ela me vê passando batom, desodorante ou perfume, usando óculos ou fazendo qualquer outra coisa de diferente para ela, ela quer fazer também. Isso é normal, eu imagino, para crianças nesta idade. Não que ela já não fizesse muitas dessas coisas antes, mas é que de repente essa perspicácia dela ficou mais latente.

Quanto ao comportamento dela, há certos hábitos que deixamos que fossem estabelecidos e agora tem sido o nosso desafio, como pais, eliminá-los. São hábitos ruins porque geram "retrabalho" para nós. Um deles é ela tirar os sapatos (e as meias!) assim que entra no carro para irmos a algum lugar (e isto também acontece com frequência quando senta no cadeirão para comer). Ou então tirar o elástico ou presilha do cabelo que deu o maior trabalhão arrumar antes de sair de casa. Já deu para perceber que minha filha preza pelo conforto acima da estética, né, rsrs! Pois é, mas para nós, pais, isto não é nem um pouco legal... principalmente se demorou um bocado de tempo para a gente conseguir com que ela ficasse quietinha o suficiente para dividir mais ou menos decentemente o cabelo e prendê-lo do jeito "certo". Também já virou hábito ela (e a irmã!) levantarem no cadeirão para mostrar como estão crescendo porque estão comendo toda a comida. Ou ficarem se distraindo, girando pelo cadeirão e ficando de joelhos, enquanto comem. A culpa, na verdade, é nossa que não as prendemos com o cinto de segurança, né... E por isso agora a gente fica o tempo todo repetindo que é para elas se sentarem e virarem pra frente. Preciso parar com esse falatório que desgasta o ânimo de qualquer relacionamento e começar a aplicar consequências concretas para a desobediência delas (não sem antes falar bem sério e explicar quais serão). Ambas têm idade suficiente para entender e respeitar os limites, basta que os pais não subestimem sua capacidade para o aprendizado!


Bem, por hoje é só. Agora vou curtir meu penúltimo dia de estadia aqui no hotel à beira da piscina, hehe!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

1 ano e 6 meses de Alícia!

Amanhã a Alícia completa 1 ano e 6 meses e resolvi me adiantar e postar as novidades!


Dentição e Alimentação
Além dos 2 dentinhos debaixo, agora ela tem mais 3 dentinhos, todos em cima. Tadinha, ela sofreu muito porque os três saíram praticamente ao mesmo tempo! E dá-lhe Nene Dent para aliviar a coceira e dor. Em compensação, agora que tem 5 dentinhos ela vai poder morder e mastigar melhor alimentos mais duros. Não que antes ela não já comesse de tudo. Alguns alimentos - como o tomate - ela chupava até amolecer e conseguia engolir (mas deixava a casca). Já outros - como a uva passa - ela simplesmente engolia inteiro e depois eliminava no cocô. Outra vantagem é que à medida que ela cresce e consegue comer sozinha as coisas vão ficando mais fáceis para mim. Já se imaginou tentando alimentar duas pequenas e comer ao mesmo tempo? É o que eu tento fazer, não é à toa que estou sempre ouvindo "Como você emagreceu". Eu até consigo colocar algumas garfadas rapidamente na boca entre ajudar uma e outra, mas não é como se sentar à mesa para saborear a refeição! Isso quando a Nicole não pede para fazer o nº 2 bem no meio da refeição, aí complica ainda mais. E quando elas finalmente terminam, eu vejo a bagunça de bandeja melecada, chão sujo, pratos para lavar, etc. e minha mente neurótica logo pensa: "Preciso arrumar logo tudo isso". Daí qualquer vontade que eu tinha de pegar mais um pouquinho vai embora!

Rotina e Horários
Até muito recentemente, as sonecas da Alícia pela manhã estavam sendo bem longas. Tinha dias em que eu a colocava para dormir 8:30 ou 9:00 e ela só acordava - isso porque eu abria porta e janela para entrar claridade - às 11:30, quando eu já estava com almoço preparado e prontinha para sair para buscar a Nicole na escola. Era muito bom, por um lado, porque eu tinha a manhã toda pra mim! Eu aproveitei para fazer meus trabalhos de faculdade e até consegui escrever uma boa média de posts por mês, vocês repararam? Por outro lado, com o tempo fui vendo que dormir tanto pela manhã tinha dois "contras". O primeiro é que eu desperdiçava um tempo individual que eu poderia ter com ela enquanto a irmã estava fora. Falo mais sobre isso no tópico abaixo. E o segundo é que a soneca da tarde começou a ficar cada vez mais curta. E como não são todas as tardes que a Nicole tira soneca, tinha dias em que as duas "pintavam o terror" no quarto! Como nenhuma das duas estavam com muito sono, era um estresse só eu entrar toda hora no quarto para falar que elas precisavam ficar quietas, parar de brincar, conversar, gargalhar, etc. porque era a hora do descanso. Ou seja, em vez de eu relaxar, ficava só o pó e não via a hora do maridão chegar logo em casa no fim do dia para assumir o turno dele!

Por isso, a partir de ontem, tomei a decisão de que vamos eliminar a soneca da manhã. Vou fazer atividade dirigida com as duas pela manhã (se bem que esses dias estou pegando bem leve porque é época de férias e todo mundo merece não ter nada pra fazer, hehe!) e à tarde passaremos à rotina da Alícia tirar uma única soneca longa (de 3 horas) por dia. E enquanto a Alícia dormir, a Nicole vai fazer tempo de brincar independente para eu poder ter meus momentos de paz durante o dia. Depois eu conto se deu certo!

Linguagem e Comunicação
Ufa, a Alícia está começando a repetir melhor os sons. Sabe que eu estava ficando preocupada e cheguei a pensar em levá-la numa fonoaudióloga para saber se ela tinha algum problema?! Eita, mamãe neurótica. Eu sei, eu sei, o bom senso diz que cada criança tem seu ritmo, que vai falar, andar, etc. no seu próprio tempo. Mas, convenhamos, É TÃO DIFÍCIL não comparar!! E eu lembro que a Nicole falava um monte de coisas com 1 ano e 5 meses (está certo, eu não lembro... mas li o post em que registrei isso) e a Alícia não repetia direito as palavras, o som saía muito diferente. A coisa só começou a andar quando mudei a estratégia - do inglês para o português. E não é que ela falou "mamãe" e "papai" direitinho? Em inglês não saía! E agora ela está um papagaiozinho repetindo as palavras. A pronúncia dela está melhorando.

Dessa experiência extraio duas lições importantes (que estão interligadas). A primeira é que estava sendo exigente demais com um nível que eu achava que ela deveria ter. E a segunda é que eu a estimulei muito pouco para esse nível! Compreendi que quando a gente tem um filho só a nossa atenção em casa é quase que 100% dedicada a ele. Eu estimulava a Nicole a todo momento, ela era uma esponjinha e ia absorvendo tudo! De verdade, eu não dava um segundo de trégua pra ela, era na hora de comer, na hora do banho, de fazer xixi no vaso, de brincar lá fora ou aqui dentro. Eu estava o tempo todo ensinando alguma coisa, conversando com ela, pedindo para ela repetir alguma palavra, cantando, mostrando os livros, enfim, era um curso de imersão, rs. Já com a Alícia... tadinha, há momentos em que ela precisa praticamente pular na minha frente ou agarrar as minhas pernas para conseguir minha atenção! E quando eu pego um livrinho pra ler com ela e faço alguma pergunta (por exemplo, "What animal is this?" ou "What color is this?"), advinha quem responde no mesmo segundo? Isso mesmo, a Nicole! A Alícia não tem a menor chance e por isso ela logo se desinteressa. Como no ano que vem, eu vou "homeschool" as meninas ao mesmo tempo, estou pensando numa estratégia para atender às necessidades individuais de cada uma.

Ainda sobre linguagem, uma amiga leitora desse blog descobriu um site muito legal sobre linguagem de sinais para bebês! Chama-se "My Smart Hands". Depois que assisti ao vídeo da bebezinha de apenas 1 ano fazendo um monte de sinais, vi que estava perdendo tempo com as minhas filhas e que poderia estimulá-las para além das poucas palavras que as havia ensinado ("obrigada", "por favor", "banheiro", "desculpe", "mais" e "terminei"). As crianças têm muita capacidade de aprender novos idiomas. Quanto mais novas, mais fácil e rapidamente aprendem. O problema é que sou limitada quanto à linguagem de sinais em si, mas meu marido fez curso de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) anos atrás e ainda tem a apostila. Combinamos que ele vai tentar ir relembrando algumas coisas e a família toda vai aprender junto. Não quis seguir o site My Smart Hands porque os sinais que ela ensina não são de LIBRAS, mas de ASL (American Sign Language) e achei que não seria muito útil para a comunicação com surdos aqui no Brasil.

Toilet-training
Semana passada resolvi tirar a Alícia das fraldas! O tempo estava quente, eu de férias, enfim, tudo propício. Usei as dicas do material dos Ezzos dessa vez (e não mais apenas a da Encantadora como fiz com a Nicole, numa outra oportunidade explicarei melhor) que, como vocês verão, são de linha behaviorista (com muito condicionamento e reforço positivo). Deixei-a apenas de calcinha durante o dia e deixei carregar uma garrafinha de água que ela gosta muito pra lá e pra cá. A ideia era aumentar a ingestão de líquidos e oportunidades para ensiná-la a diferença entre "seco" e "molhado". Programei o alarme do meu celular para tocar a cada 17 a 22 min. Cada vez que ele disparava, eu dizia toda animada que estava na hora de fazer xixi. Porém, antes de colocá-la para sentar no vaso (usamos uma adaptador especial para o bumbum dela), eu pedia para ela colocar a mão na calcinha e sentir se estava seca. Se estivesse, eu fazia a maior festa e ela ganhava chocolate confete (que ela ama e também outra oportunidade de praticarmos as cores)! Só então sentávamos para fazer xixi. Primeiro eu, depois a Nicole, às vezes alguma boneca dela e, finalmente, a própria Alícia. Enquanto ficava ali sentada, eu aproveitava para tirar o atraso e ler alguns livrinhos com ela. Programava o despertador para tocar dali 5 a 7 min para indicar que estava na hora de sair (para ela não ficar tempo demais e a brincadeira perder a graça).

Bem, como já deu pra perceber, toilet-training é muito trabalhoso. Exige paciência. E muita disposição porque você passa o seu dia em função disso! E tem de fazer o ritualzinho com muita animação. Nesses 5 dias que acrescentamos "sentar no vaso" à rotina da Alícia, eu não fiz outra coisa durante o dia. Sério, cansa muito. A nossa média de acidentes estava entre 3 a 4 por dia, o que é pouco até e não tão interessante para quem tem o objetivo de alcançar o objetivo logo! Os acidentes (=erros) são oportunidades brilhantes pra ensinar à criança o que fazer e o que não fazer. Muitas vezes acertamos o cocô - que ela fez direitinho dentro do vaso e que era largamente comemorado - mas com o xixi não tivemos êxito nenhuma vez. Não sei porque ela segurava tanto o xixi! Mesmo bebendo muito líquido (porque o chocolate também dá sede). Acabava encharcando a fralda durante as sonecas. Quando ela não fazia, eu programava o despertador para tocar dentro de 12 a 17 min. Se ela não fizesse de novo, eu diminuía ainda mais o intervalo na esperança de que ela não se aguentasse de vontade e fizesse "sem querer" no vaso. Eu lembrei algo que eu fazia com a Nicole para ajudá-la entender o que tinha de fazer quando estava ali sentada. Como tudo para eles nessa idade tem de ser divertido, eu segurava as mãozinhas dela, contava 1-2-3 e "uhhh", contorcia meu rosto como se estivesse fazendo força.. Ela achava engraçado e me imitava. Mas com a Alícia não deu certo nenhuma vez! Uma vez 2 min depois de sair do vaso, ela fez xixi na calcinha.

O resumo da ópera é que só conseguimos fazer isso por uma semana porque logo o tempo virou. Faz 5 dias que suspendemos o toilet-training por causa do tempo chuvoso. Quando o tempo melhorar e o calor firmar de novo, retomaremos os esforços do toilet-training!

Limites e Obediência
O nosso maior desafio com relação à Alícia nos últimos tempos tem sido não ceder às birras dela e insistir em ensiná-la a obedecer. Ela já entendeu o "That's a no-no" e até me imita mexendo o dedo indicador (confirmando que aquilo não pode), mas ela tenta nos enganar! Espera a gente virar as costas para fazer ou tenta fazer mesmo com a gente olhando firme pra ela. Acho que pra ver o que acontece ou confirmar se este é o limite meeesmo? Provavelmente! E aqui entra aquele princípio de educar, não reeducar. De se esforçar para pagar à vista e não em muitas dolorosas parcelas, porque... olha, educar dá trabalho!!

O exemplo mais real dessa vontade de fingir que não viu foram os episódios com o cinto de segurança. Sabem o que aconteceu? Nos cansamos de ficar parando o carro no meio da rua porque ela estava desobedecendo, de colocar os bracinhos dela de volta pra dentro do cinto, de dar bronca e repetir toda hora a mesma coisa! Adotamos outra postura: a de restringir a sua liberdade. Como era de se esperar, a solução está em educá-la dentro do funil! Meu marido teve a brilhante ideia de pegar uma fralda e amarrar os dois lados do cinto bem abaixo do pescoço dela, assim ela não tinha espaço para tentar tirar os braços. Que alívio! Claro que ela ficou brava, chorou, tentou espernear... mas faz parte da lição que ela precisava aprender porque ainda não tinha maturidade para fazer a escolha certa de obedecer. Então ela precisava da nossa ajuda: precisava que colocássemos os limites mais estreitos para ajudá-la a se conformar a eles.

Fizemos isso por bastante tempo e domingo agora a prendemos na cadeirinha sem usar a fralda para apertar o cinto. Ela tirou os bracinhos uma vez apenas durante todo o caminho. Um baita progresso! Quando ela obedeceu, fizemos questão de elogiá-la, para que ela soubesse que havíamos percebido e que estávamos contentes que ela estava desenvolvendo autocontrole. De fato, esse é um enorme desafio nesta idade.

Temperamento
No último post falei sobre o temperamento forte da Alícia. Pois é, essa característica está cada vez mais evidente. Ela é birrenta!! Não cede fácil, chora para manipular, faz cara feia ou vira o rosto brava quando é contrariada, joga os brinquedos, chuta, bate, puxa o cabelo... esse tipo de coisa. Às vezes eu fico com queixo caído com a reação dela e me seguro para não rir das caretas que ela faz. A Nicole tem de ter uma paciência, viu! Porque a Alícia praticamente monta na irmã quando quer um brinquedo que está nas mãos dela ou fica berrando. Estou insistindo que assim ela não vai conseguir nada, que tem o jeito certo de pedir as coisas, que tem de ter paciência e esperar (ah, esse é outro sinal que ela já aprendeu a usar). Ela já está se acostumando também com o ritual de pedir desculpas e de dar um beijo na irmã quando a machuca ou é mal-educada. Um dia desses até fez espontaneamente!

Mas... tem dias que são bem difíceis, sobretudo, quando eu desencano da rotina - não oriento uma atividade (deixo livre demais) ou não garanto que ela durma as horas necessárias para ela ficar bem disposta. É tão importante que ela esteja descansada! O cansaço é contraproducente para ajudar a criança a desenvolver o autocontrole, uma habilidade absolutamente fundamental (para saber mais, leia o post Desenvolvimento do autocontrole). Eu preciso ficar muito atenta à rotina para não deixar as coisas saírem do controle com ela.

E olha que tem dias que ela se rebela e não quer dormir (mesmo morrendo de sono). Chora um tempão sem parar! Li o post da Fabi de ontem falando sobre fazer CIO e pensei: "Nossa, com a Alícia eu faço CIO até hoje". No caso dela, sei que é pura chantagem, ela é determinada e berra mesmo - para protestar. Que Deus me ajude a ensiná-la a lidar com as suas emoções!! Anos atrás traduzi um livro chamado "How To Really Love Your Angry Child" do Dr. Ross Campbell para a Editora Mundo Cristão (leia a sinopse dele em português aqui). O livro é excelente e eu estou começando a pensar que Deus tinha um propósito quando me fez entrar em contato com ele, rsrs. Quando eu conseguir, posso resumi-lo aqui pra vocês!

Outro aspecto que queria acrescentar é que a Alícia também é muito apegada. As emoções dela são para os dois lados. Ela abraça, beija, faz carinho... espontaneamente. É o tipo de criança que gosta de ficar na saia da mãe, sabe? A Nicole não tinha isso - era livre, leve e solta. Já a Alícia, se eu bobear, fica pendurada na minha perna o dia todo, me seguindo pela casa! Na hora de dormir (e ela sabe bem quando é a hora), ela deita a cabecinha no meu ombro e me abraça com tanta força que quase me enforca. Haha! Já se ligaram por quê, né? Então eu a abraço de volta, massageio as costinhas dela e apenas curto o momento, canto uma canção de ninar e fico assim agarradinha com ela um tempinho... porque, afinal, eles crescem tão rápido e é gostoso demais receber um abraço apertadinho desses da minha princesa!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

1 ano e 4 meses de Alícia!

Ufa, estou há dias me cobrando de vir fazer este update da Alícia que completou 1 ano e 4 meses na última sexta-feira. Há tantas coisas por fazer ultimamente que a tentação de adiar e deixar para escrevê-lo somente no mês que vem é grande! Por outro lado, com todas as cobranças de fim de semestre na faculdade, sei que procrastinar não vai ajudar em nada. Além disso, sei que daqui alguns anos - quando as minhas filhotas, hoje tão pequenas, forem mocinhas maiores, adolescentes, jovens e futuras mamães - iremos com certeza curtir estes registros que periodicamente vou fazendo do desenvolvimento delas! 


Dentição e Alimentação
Sim, finalmente dois dentinhos já vieram! Marquei bem o dia: o primeiro começou a despontar quando ela estava com 1 ano, 2 meses e 20 dias. Uau, ela conseguiu "ganhar" da irmã. O primeiro dentinho da Nicole só começou a despontar com 1 ano, 1 mês e 9 dias e, na época, por mais que me dissessem que quanto mais tarde melhor, eu já estava preocupada!! Desta vez não, fiquei tranquila e até me diverti com a situação. Não ter dentes nunca impediu a Alícia de comer bem. Aliás, ela sempre comeu de tudo... e rápido! Inclusive quando mamava ao peito - quem acompanha o blog há mais tempo deve se lembrar que em 10 minutinhos ela esvaziava o meu seio e ficava satisfeita. Ela gosta de comer sozinha também - precisa de ajuda para encher a colher, é claro, mas faz questão de levá-la à boca sozinha e ama os elogios. O babador de plástico com bolso para mim é um item que não pode faltar nas refeições - ele é fundamental! Também a deixo, na verdade, a incentivo a comer alguns alimentos com a mão, como é o caso do pepino ou do tomate.

Vez ou outra, ela come umas 4 colheres apenas e já começa a fazer o sinal de "No, thanks". Eu pergunto se é isso mesmo que ela está dizendo, tento oferecer de novo e, se ela realmente não quiser mais, suprimo minha neura de mãe que quer que os filhos comam tudo que está no prato e não insisto mais. Sei que ela vai comer quando tiver fome e não preciso forçá-la a comer uma determinada quantidade só porque é o habitual. O bom senso me diz que há dias em que temos menos fome. A exceção é quando ela rejeita a comida porque quer o suco. Tive problema com isso recentemente, ela se recusava a abrir a boca pra comer porque queria ficar só no suco. Daí não teve negociação: comida primeiro e suco depois. Ela insistiu, ficou brava, mas acabou cedendo depois de três ou quatro tentativas frustradas. Se ela não tivesse cedido, teria ficado sem suco e sem comida (substituição) até a próxima refeição. Apesar desse episódio, normalmente ela concilia bem (suco e comida ao mesmo tempo), mas eu tenho ficado atenta para não deixar virar um mau hábito.

Rotina e Horários
A rotina está igual. Eu procuro seguir a rotina direitinho de segunda a sexta-feira, mas aos finais de semana ou mesmo em algum dia mais agitado durante a semana (ex. quando recebemos visitas ou quando tenho compromisso fora de casa), sou flexível e ajusto o que for necessário para o bem de todos. Em termos de sono, a Alícia continuando tirando duas sonecas durante o dia, uma de manhã e outra à tarde - exceto aos domingos porque vamos à igreja pela manhã e ela não dorme lá. As sonecas duram 1h:30 min a 2h:30 min e o sono noturno continua sendo de no mínimo 11 horas por noite. Meu marido, que agora é o responsável por colocá-las na cama toda noite, diz que tem preferido colocar a Alícia para dormir primeiro, por volta das 18:15 e 18:30, e a Nicole vai para a cama um pouco mais tarde, às 19:00.  Quanto à alimentação, ela faz 5 a 6 refeições por dia: café da manhã (6:30), lanche leve (10:00), almoço (12:15), às vezes lanche da tarde (depende da duração da soneca), jantar (17:00 ou 17:30) e leite antes de dormir (nem sempre). Para mim, o horário de brincar é o mais difícil de estruturar (ex: quando vai brincar sozinha, quando vai brincar com a irmã, etc.). Ela continua não curtindo muito ficar em frente à TV vendo desenho como a Nicole gosta e sempre gostou de fazer. Além disso, continuo precisando me policiar para manter um horário fixo e relativamente longo para ela brincar independente dentro do cercadinho pelo menos 4 ou, idealmente, 5 vezes por semana. Se passar muitos dias sem, ela desacostuma e a choradeira recomeça. Pois é, ela é uma garotinha insistente... o que me leva ao próximo tema!

Temperamento
É a primeira vez que falo sobre esse tema aqui no blog - em parte porque tenho muito receio de rotular as minhas filhas. Em seu livro "Segredos de uma Encantadora de Bebês", Tracy Hogg fala de cinco temperamentos básicos dos bebês (anjo, livro-texto, enérgico, sensível e irritável) e dá dicas de como lidar com as particularidades de cada um. A ideia é boa, mas o problema que eu vejo nessas descrições é a subjetividade da avaliação. Na verdade, cada mãe que as lê tem um referencial próprio e, portanto, interpreta-as de maneira diferente. Vou dar o meu exemplo. Eu passei o primeiro ano de vida da Nicole - e parte do segundo também - crendo piamente que ela fosse um bebê-anjo (embora não comentasse isso com ninguém). Daí, quando a Alícia nasceu e pude comparar as experiências, pensei: "Que nada! Bebê-anjo é a Alícia, a Nicole é um bebê-sensível". A minha avaliação mudou conforme meu referencial (um novo bebê) mudou. Antes eu avaliava a Nicole conforme os outros bebês que eu conhecia. Depois passei a avaliá-la conforme a minha experiência com a Alícia. A comparação é inevitável.

Porém, a mudança de avaliação não parou por aí. Aliás, se eu tivesse escrito esse post um mês atrás, teria certamente falado da minha preocupação com relação ao "gênio forte" da Alícia. E isso me fez perceber que, na verdade, ela também não é um bebê-anjo como eu havia imaginado, haha! Hoje parece-me que a descrição de um bebê-enérgico ou irritável talvez se encaixem melhor à personalidade dela! Isso mesmo, a Alícia é uma menininha de temperamento forte que esbraveja quando não gosta de algo. Se eu não tomar cuidado, ela consegue facilmente o que quer na base do protesto: que vai desde berrar, bater, chorar, puxar o cabelo a - pasmem - se jogar no chão! Apenas para exemplificar, um desafio recorrente para mim é cortar as unhas da Alícia. Ela não quer cooperar. Não sei se é aflição de cortar a unha (vai saber!) ou pura determinação em não me deixar fazê-lo. Desconfio que seja a segunda opção. É certo que bebês no geral não gostam de deixar cortar a unha, ficam puxando o braço... também tive alguma dificuldade com a Nicole... mas só até certa idade, depois ela começou a colaborar. Mas com a Alícia esse desafio permanece até os dias de hoje. São raras as vezes que ela se distrai com as brincadeiras de alguém e passivamente me deixa cortá-las, muitas e muitas vezes eu tenho de fazê-lo à força enquanto ela chora e esperneia!

Mas por quê então eu disse "se eu tivesse escrito esse post um mês atrás"? O que mudou de lá pra cá? O temperamento dela certamente não mudou, ela é a mesma, mas o meu comportamento sim. E, mamães, saibam que isto faz toda a diferença! Se você tem filho nesta idade e ainda não leu o post O incrível mundo dos "toddlers"!, não deixe de fazê-lo. O meu objetivo aqui não é entrar em detalhes sobre educação diretiva e a educação corretiva, sobre estabelecer limites e "criar dentro do funil" ou sobre como desenvolver o auto-controle e trabalhar a disciplina (mesmo porque em breve irei continuar o resumo do livro "On Becoming Toddlerwise" e vamos nos aprofundar muito nesses assuntos), mas quero enfatizar a minha desconfiança de que seguir os princípios ensinados no livro Nana Nenê (e nos outros livros da série de Gary Ezzo e Robert Buckman) faz com que, no geral e independentemente de seu temperamento natural, todos os bebês sejam de certa forma considerados bebês-anjos. Os autores bem que profetizam isso no comecinho do primeiro livro da série!! Quem leu sabe, rs.

Conversando com amigas que conhecem e aplicaram com seus filhos, elas comentam que é muito comum ouvirem frases do tipo: "Nossa, como a sua bebê é calminha e comportada. Espero que a minha também seja assim" ou "Puxa, você deu sorte, hein, olha como o seu bebê é tranquilo e bonzinho. O meu (ou o de fulano) não, ele é tão chorão e dá tanto trabalho". Sem conhecer o Nana Nenê, as pessoas realmente não entendem e acham que o temperamento calmo do bebê é obra do acaso. Mal sabem que, na verdade, a segurança e estabilidade emocional dos bebês têm a ver com o trabalho consistente dos pais em dirigir os seus passos e estabelecer uma rotina saudável de alimentação, atividade e descanso.

Linguagem e Comunicação
No último post contei minha dificuldade em exigir que a Alícia usasse os sinais para se comunicar. Problema vencido. Hoje ela já domina e usa de bom grado quatro sinais para se comunicar:

- Obrigada - normalmente para indicar que ela não quer mais algo (suco, comida ou um brinquedo).
- Por favor - forma que estabelecemos para ela pedir permissão ou ajuda.
- Desculpe - se ela se rebela ou se comporta mal (ex. machuca a irmã), tem de pedir desculpa.
- Banheiro - idealmente para nos avisar que quer fazer cocô (o problema é que ainda não avisa antes!)

Ela também sabe fazer o sinal para "cadê?" e está aprendendo a usar o "all done" para sinalizar que já terminou de fazer algo (ex: comer ou fazer cocô). Ah, e por falar nesse assunto, aqui vai um rápido parêntesis para informar que, por enquanto, adiei o plano de iniciar o desfraldamento no mês de outubro. Por dois motivos: primeiro porque o tempo não está colaborando (um dia faz calor noutro faz frio) e segundo porque quero começar quando eu puder me focar 100%. Não quero começar para largar no meio do caminho. E no momento, com os estágios da faculdade, não terei condições de iniciar ainda.

Voltando ao assunto da comunicação, a Alícia ainda não fala palavras muito inteligíveis, hehe. Ela tenta imitar os sons, mas eles ainda estão longe de ser compreensíveis para a pessoa comum. Na maioria das vezes, somente a mamãe, o papai e a irmã mais velha é que estão habilitados para desvendar que quando ela diz "ú", por exemplo, ela está se referindo a "suco"! Em termos de compreensão, ela entende e obedece muitos comandos simples em inglês. Alguns exemplos mais comuns são: "Sit down here, please", "Go back to the rug", "Give this to your sister", "Put it back there", "Don't put ___in your mouth", "Stop sucking your thumb, please", "Say ___", "That's a no-no", etc.

A Alícia está naquela fase deliciosa de imitar e repetir o que a gente faz. Às vezes pode ser perigoso porque ela quer subir nos mesmos lugares (ou pular deles) como vê a Nicole fazendo. Ao comer, ela pega o guardanapo para limpar a boca ou mesmo para tentar limpar a bandeja do cadeirão que fica cheia de comida (mas acaba sujando mais!). Na hora de escovar os dentes, ela imita o som que a irmã faz cuspindo a pasta de dente. Ela sabe fingir que está tossindo (cobrindo a boca com a mãozinha), espirrando, bocejando e até tenta assoprar a comida quando está quente como a gente faz. No banho, ela gosta quando eu coloco um pouquinho de shampoo ou condicionador na sua mão para ela levar ao cabelo. Na hora de se vestir, ela já consegue ajudar levantando / direcionando os braços e pernas para dentro da manga.

Ah, e quando eu peço para ela dar beijo, ela imita o barulho do beijo (que para ela é "ahh") e me lambuza de saliva tentando beijar também (de boca aberta). Uma delícia!

Limites e Obediência
O grande desafio hoje em dia tem sido fazer com que a Alícia pare de tirar os braços de trás do cinto de segurança da cadeirinha do carro. Não são poucas as vezes que preciso me virar do banco da frente (quando o meu marido está dirigindo) ou então encostar o carro (quando eu sou a motorista) para encaixar os braços dela de volta. E aqui faço uma confissão: como cansa educar! A vontade que dá quando qualquer uma das duas desobedece (mas principalmente a Alícia neste início de toddlerhood) é fingir que não vi e deixar passar. Mas, como mamãe pro-ativa que quero ser, sei que é necessário força de vontade e uma boa dose de determinação. Ah, e sim, muita paciência! E eu me esforço, viu, porque acho melhor educar agora do que reeducar lá na frente. Afinal, pagar a prazo é sempre mais caro do que à vista por causa dos juros e da correção monetária, vocês não acham? Só que, nesse caso, pra pagar à vista tem de ter determinação, porque a criança vai testar os limites para descobrir o valor de suas palavras e direcionamentos.

Interessante pensar também na minha tendência de pensar que antes (com a Nicole) foi mais fácil do que hoje (com a Alícia). Um dia desses comentei a esse respeito com o meu marido, "Nossa, eu não lembro da Nicole insistir tanto em tirar os braços de trás do cinto" ao que ele me respondeu: "Eu lembro muito bem, era igualzinho!". Haha, vai ver esquecer é mais um daqueles mecanismos da nossa mente materna que visa não desistirmos de desejar aumentar a nossa prole (como é o causo da dor do parto)!

Outra dificuldade que tenho encontrado é em limitar as liberdades da Alícia em vista de sua idade e maturidade atual (conceito de "criar dentro do funil"). Tem sido difícil conciliar isso com uma criança mais velha na casa. Um exemplo é que às vezes me sinto "obrigada" a deixar a Alícia comer certas coisas (como balas e pirulitos) que eu não teria deixado a Nicole se estivesse na mesma idade. Li recentemente que isso não é legal e concordo. É uma área que eu preciso trabalhar para não criar problemas lá na frente.

Bem, por hoje é só. Espero voltar para contar novidades da Nicole em breve.

Um abraço, Talita

terça-feira, 19 de junho de 2012

12 meses de Alícia!


No último domingo comemos um bolo para comemorar o aniversário de 1 ano da Alícia, apesar a data do aniversário dela na verdade ser hoje. O último mês foi beeem intenso e parece que já se passaram meses que eu não escrevo no blog!

Rotina e Alimentação
Logo na semana seguinte em que a Alícia completou 11 meses, a rotina dela mudou "completamente" e eu levei um tempo para aceitar o fato e finalmente me acertar com os horários novos. O que aconteceu é que ela não estava mais precisando de uma soneca tão longa de 3 horas pela manhã, o que pra mim foi ruim porque era o tempo que eu tinha de casa em silêncio para poder trabalhar. Fiquei toda enrolada no começo!

Com o tempo nos adaptamos à nova rotina e agora os horários dela estão mais ou menos assim:

6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho (às vezes)
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (diminuiu para até 2 horas)
10:00 - Almoço
10:30 - Brincadeiras com a mamãe
11:30 - Horário de assistir a desenhos (vou buscar a Nicole)
12:00 - Balanço / Pula-pula (enquanto Nicole almoça)
12:30 - Mamadeira (preparação para a soneca)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Cercadão na sala (sozinha)
15:30 - Atividade com a irmã
16:30 - Banho (às vezes)
17:00 - Jantar
17:30 - Irmãs assistem a TV (enquanto ajeito a cozinha)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir

Agora que ela completou 1 aninho, ela já pode tomar leite de vaca. Gosto de dar leite em pó com prebio1 para não correr o risco dela ficar com o intenstino preso. Em breve também substituiremos a mamadeira pelo copinho de transição. Ela ainda toma uma mamadeira cheia de leite 3 vezes por dia e come fruta 2 vezes quase todos os dias também (no café da manhã e de sobremesa no almoço, ou algumas vezes à tarde após a soneca quando a irmã lancha). Com relação às refeições, ela continua comendo bem. Nessa última semana deu para cuspir quando não queria comer algo (talvez por dor na gengiva, não sei) e, como já mencionei em outros updates, ela tem gradualmente diminuído a quantidade de comida que ingere por refeição (exceto em growth spurts). Sei que isso é normal e por isso não insisto ou caio na besteira de substituir o almoço ou jantar por outro alimento "mais gostoso" (normalmente doce, rs) só pra forçá-la a comer. Sei que isso vira um péssimo hábito e transforma a criança num "picky eater". Salvo dias atípicos, quando estamos fora de casa, por exemplo, as refeições têm horário certo para acontecer e seguimos a seguinte lógica: não quer comer tudo o que coloquei no prato porque não está mais com fome, tudo bem, mas só vai poder comer novamente na próxima refeição - não haverá lanchinhos-substitutos no intervalo.

Doença, Gases e Dentição
As noites do último mês foram bem agitadas. Eu tinha comentado que a Alícia quase não ficava doente, mas o último mês contrariou o que eu disse! Além dos resfriados que foram e voltaram o mês todo e a gengiva que aparentemente não pára de coçar (ela vive com a mão na boca), a Alícia sofre de gases quando come alimentos gordurosos. Eu não gosto de dar, mas quando tem aniversário ou alguma comemoração em família é incrível como tem sempre alguém que quer colocar um pedaço de bolo na boca dela. Eu sou contra; acho que ela não tem idade para isso e vai ter a vida toda pra comer doces, mas sei lá parece que a gente fica mais flexível no segundo filho, porque não consegue mais ficar "em cima" o tempo todo e abre mão de brigar por certas coisas. O fato é que depois quem aguenta chororô de bebê na madrugada são os pais. E por que não dizer também a irmã que divide o quarto com ela e escuta o choro, não é mesmo? A família toda sofre, mas quem sofre mais claro que é a própria criança que fica com gases retidos e prisão de ventre. Isso me chateia muito. Não foram poucas as noites no último mês que ela acordou de madrugada chorando, se contorcendo toda e soltando muitos puns. Dá-lhe simeticona nessas horas!

Na verdade, o cansaço se potencializa quando as duas estão gripadas, porém em períodos alternados. Quando uma está ficando melhorzinha, a outra piora e depois elas invertem. Então parece que eu estou sempre medicando, dando xarope, pingando rinossoro e limpando nariz catarrento! E à noite também fica aquele estresse já que uma irmã tosse, ou acorda chorando porque está toda entupida e não consegue respirar, e acorda a outra, enfim... acho que vocês já conseguem imaginar a cena. = )

O bom disso tudo é que a Alícia finalmente aprendeu a assoar o nariz. Isso facilita muito as coisas! É tão bonitinho. Eu digo "blow" e ela faz aquele barulhinho fofo expulsando ar pelo nariz, hehe. Eu me lembro quando a Nicole também aprendeu a assoar o nariz assim bem novinha. Acho lindo!

Aliás, aqui cabe um outro comentário interessante. Há fases de calmaria em que eu me sinto totalmente "no controle", a vida flui que é uma beleza e parece que estamos dando conta de todas as responsabilidades maravilhosamente bem. Porém, há dias - que às vezes se estendem por semanas - em que eu acho que vou ficar louca (chego a acreditar que já estou!). Em fases assim sinto-me incapaz e fracassada por causa do cansaço do dia, sono interrompido da noite e, às vezes, tempo insuficiente para lazer (pois todo mundo precisa de ócio para espairecer!). Nos dias bons, claro, minha tendência é bancar a poderosa e me gabar que criar filhos não é uma tarefa tão difícil assim. Mas nos dias ruins, é o oposto! Eu chego no fim do dia e digo para o meu marido quando ele chega do trabalho: "Sua vez! Elas são todas suas" e me declaro de folga porque não aguento mais. Estou no meu limite. Ainda bem que eu tenho um marido amoroso, compreensivo, prestativo, trabalhador etc e etc!! Ele realmente é um presente de Deus na minha vida!

Ah, e antes que eu me esqueça de contar: ainda não saíram os dentinhos dela. Há apenas marquinhas brancas na gengiva. = )

Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
A Nicole andou oficialmente (deu seus primeiros passos sem ajuda) com 1 ano e uns dias. A Alícia eu acho que vai demorar um pouco mais. Ela consegue ficar em pé sem apoio por alguns segundos antes de se desequilibrar, mas parece que não está muito interessada em arriscar. Ela prefere engatinhar porque vai mais rápido, mas gosta muito quando alguém a pega pela mão para ela andar por aí. Fica toda feliz!

Queria aproveitar também para fazer outro comentário e gostaria de saber se outras mães sentem ou já sentiram isso com relação ao segundo filho. Confesso que eu me sinto muitas vezes culpada por não conseguir dar à Alícia toda a atenção que eu dei à Nicole quando bebê. Tenho a sensação de que a Alícia fica carente de atenção/colo de mãe e sofre de "ansiedade de separação" em algumas situações. Não sei se tem a ver com a personalidade dela que é diferente ou se é resultado simplesmente da criação que estou dando que também é diferente já que a Nicole era filha única e estava muito mais acostumada a ficar longos períodos do dia brincando sozinha. A casa ficava em silêncio a maior parte do tempo o e, por isso, havia menos interrupções na rotina ou nos horários da soneca, enfim, era uma vida mais sossegada para ela. Apesar da Alícia ser uma bebê mais serena e bem adaptada (a Nicole já era mais comunicativa e bastante sensível ao ambiente), ela não brinca bem sozinha (com raras exceções) por mais de 30 minutos - enquanto a Nicole nesta idade ficava tranquilamente por 1 hora (ou mais) brincando no cercadinho! Outro ponto que me incomoda é que eu não tenho conseguido ensinar à Alícia tudo o que ensinei à Nicole nesta idade. Mesmo porque o nosso momento de brincadeiras à tarde tem a irmã mais velha presente que, eu diria, "ofusca" um pouco a caçula. Eu tento estimular a Alícia para fazer certas coisas, mas a Nicole muitas vezes "rouba a cena". Se eu incentivo a Alícia a ficar de pé sem se segurar ou a andar de um lado para o outro, a Nicole diz: "Agora eu, mamãe" ou "Olha, mamãe, eu também consigo". Ou mesmo quando estou usando um brinquedinho para ensiná-la algo (o nome dos animais, o som que eles fazem), a Nicole entra em cena e quer fazer também. Claro que eu acho engraçadinho e não fico brava com ela por isso, mas a sensação que eu tenho é que como a gente perde o foco a Alícia não tem tanto a oportunidade de responder aos estímulos como a Nicole teve. Queria dar a "mesma criação" às duas, mas provavelmente é irrealismo meu pensar que isso seja possível. E tento me consolar com o fato de que estou fazendo o meu melhor e de que a Alícia está tendo algo de a mais que a Nicole não teve: uma irmãzinha pra brincar com ela e ensiná-la coisas também.

Apesar disso, estou muito contente que a Alícia já aprendeu seu primeiro sinal. Ela já sabe fazer "não, obrigada" para sinalizar que não quer mais algo. Nos surpreendeu quando ela usou o sinal sozinha primeira vez alguns dias após completar 11 meses! Agora estamos insistindo para que ela aprenda o "por favor" para pedir algo - no momento ela ainda resmunga ou choraminga quando quer uma comida ou brinquedo. É um exercício de paciência e constância, sem dúvida. Preciso repetir muitas vezes e fazer o sinal por ela cada vez até que ela entenda e comece a fazê-lo por conta. E mesmo com o sinal que ela já sabe fazer algumas vezes ela se recusa a usá-lo e volta ao hábito de antes: vira o rosto, cospe ou joga a comida (ou brinquedo) no chão. Quando isto acontece, eu falo "No, that's not how you tell mommy you don't want it. You have to say, "no, thanks" (Não, não é assim que diz para mamãe que você não quer. Você tem de dizer: "não, obrigada".). Eu faço o sinal com a minha mão (falando em voz alta o que ele significa), em seguida faço com a mão dela e só depois sigo retirando o alimento que ela não quer mais. O curioso é que agora a Nicole voltou a fazer os sinais e fingir que é um bebê que não sabe falar, imitando a irmã. Outras vezes ela faz o oposto: imita a mamãe e pega na mão da Alícia para fazer o sinal por ela (como me vê fazendo). Quando ela finge que é um bebê e imita a Alícia eu acho que não tem problema e normalmente brinco de volta (a menos que ela esteja encenando um episódio de birra, claro!), mas quando ela quer mandar eu faço questão de lembrá-la de que a mãe sou eu e explico que ela não pode dar ordens para a irmã porque esta é a minha função. No blog Childwise Chat, a autora apelidou esse comportamento típico de filhos mais velhos de "a síndrome do terceiro pai". Eu acho que tem bem a ver mesmo, pois a Nicole é naturalmente mandona!!

Bem, acho que por hoje é só! Quem quiser ler updates passados, é só clicar num dos links abaixo:

11 meses de Alícia!
10 meses de Alícia!
9 meses de Alícia!
8 meses de Alícia!
7 meses de Alícia!
6 meses de Alícia!
5 meses de Alícia!
4 meses de Alícia!
3 meses de Alícia!
2 meses de Alícia!
40 dias de Alícia!