Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
Mostrando postagens com marcador transições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transições. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

1 ano e 8 meses de Alícia!


Faz dois dias que a Alícia completou 1 ano e 8 meses e hoje mesmo meu marido comentou que não temos mais uma bebê em casa. Ela cresceu e já é uma menininha! A foto acima é dela cortando o cabelo no fim do ano passado. Foi o seu segundo corte e, como da primeira vez, ela foi paciente e se comportou muito bem.


Outra novidade é que no mês passado ela também foi à praia pela primeira vez! Ficamos apenas dois dias e choveu muito. Diferente da Nicole que foi à praia pela primeira vez com 1 ano e 1 mês e mal andava mas já queria de todo jeito entrar na água sozinha (correndo!), a Alícia não quis saber de brincar na água do mar. Só gostou de brincar na areia ao lado da irmã. Isso porque desta vez a Nicole também ficou medo das ondas e preferiu os brinquedinhos na areia.


Do berço para a cama
Como agora ela é uma "little girl", meu marido achou que nós já poderíamos promovê-la do berço para a cama. Eu achei meio precoce porque ela não está tão obediente ainda (apesar de a transição do berço pra cama com a Nicole ter sido até mais cedo por causa da preparação para o nascimento da irmã), e também um pouco repentino já que com a Nicole eu fui acostumando-a com a cama aos poucos, começando pelas sonecas da tarde. Mas, como eu amo mudanças de ambiente (sou do tipo que fica mudando os móveis de lugar, hehe) e a ideia de ter mais espaço no quarto delas me agradou bastante, eu topei sem pensar muito. Então desmontamos o berço e hoje ela já dormiu na parte debaixo da bicama da Nicole. A princípio, enquanto arrumávamos tudo foi uma agitação que só, as duas deliraram com a "cama nova", mas na hora de dormir foi um pequeno caos, agravado pelo fato de que todas as Nanas (bonecas de dormir) da Alícia estavam de molho (algumas por estarem encardidas e outras porque molharam de xixi agora que ela pegou a mania de tirar a fralda sozinha quando está no berço, acho que por causa do calor!) e ela não quis nenhuma das Nanas da Nicole emprestada. Bem, no próximo post eu comento como foi essa adaptação, por ora vamos às demais novidades.

Dentição e Alimentação
O sexto dentinho já saiu, mas ainda não está no mesmo tamanho dos demais. Em todo o caso, agora ela tem 4 dentes em cima e 2 embaixo! A dentição dessa vez atrapalhou um pouco a alimentação, talvez porque coincidiu com um resfriado que ela teve - com direito a tosse, nariz entupido e febre. Até o sono ficou prejudicado! De qualquer maneira, percebi que a gengiva estava coçando e incomodando bastante, além da baba e dela colocar a mão toda dentro da boca com muita frequência. Resgatei os mordedores que estavam guardados e ela se interessou pelo mordedor em formato de pé. Ele foi bastante útil. Também passava Nene Dent na gengiva dela quando me lembrava.

Rotina e Horários
Estamos acordando um pouco mais tarde agora - 6:45 em vez de 6:00. Mesmo que as meninas acordem antes (o que às vezes ainda acontece), a regra é que elas fiquem em suas próprias camas até o despertador tocar (minha casa é pequena então elas conseguem ouvir o alarme tocando do meu quarto). A Nicole sabe como funciona e costuma obedecer (embora tenha seus deslizes vez ou outra), agora quero ver com a Alícia  amanhã cedo... no próximo post eu conto como foi!

Outra mudança na rotina é que pulei o lanche da manhã para poder dar o almoço mais cedo. A Alícia tira uma única soneca por dia, entre 12:00 e 15:00. Sirvo o almoço por volta das 11:15. O lanche da tarde (que elas tomam assim que acordam) é bem leve para não atrapalhar o jantar que também é bem cedo (17:15) por causa da minha ida para a faculdade à noite (preciso sair por volta das 18:15). O Douglas fica com as meninas à noite e, além do leitinho pra dormir, eu estou combinando com ele de dar mais alguma coisa para elas comerem antes de deitarem (às 19:00-19:30) porque senão ficarão muitas horas em jejum.

Toilet-training (processo de desfraldamento)
Estou com preguiça de voltar "com tudo" ao treinamento para tirar a fralda, preciso ser mais consistente! O primeiro impeditivo foi o tempo chuvoso dos últimos meses que atrapalhou muito. Depois teve nossas viagens que também bagunçaram o processo. O problema é que com isso a Alícia ainda não fez xixi nenhuma vez no vaso. Cocô ela faz se a levarmos, mas xixi não. Quando a gente percebe que ela está se concentrando um de nós corre com ela para o banheiro, mas com o xixi ainda não tivemos êxito. Difícil, né! Ela fica sentada lá e nada, só para alguns momentos depois fazer xixi no chão em algum lugar da casa. O bom é que ela já está percebendo e diz "Uh-oh". Outro sinal é que a fralda já a está incomodando. Algumas vezes ela chegou a resistir quando eu a colocava nela e já aprendeu também a soltar os adesivos (como nos incidentes de molhar a cama durante a soneca, que já aconteceu duas vezes).

Linguagem e Desenvolvimento
A Alícia ainda não pronuncia muito bem os sons, mas está se interessando mais em repetir as palavras. Ela não consegue dizer Nicky e a pronúncia sai Kicky, uma gracinha. Já em termos de compreensão, ela está ótima - compreende bem os dois idiomas e obedece a comandos simples. Ela também continua usando os sinais que nós ensinamos, embora esteja na hora de eu exigir que ela pronuncie a palavra para praticar. Preciso me policiar para ser mais proativa nesse sentido porque na correria do dia-a-dia a gente acaba compreendendo o que a criança quer sem ela precisar falar e, na pressa, a gente faz o que sabe que ela quer e pronto, em vez de parar e usar aquele momento oportuno para ensiná-la e ajudá-la a se comunicar verbalmente e da forma apropriada (sem choramingar, por exemplo).

Com relação ao bilinguismo, percebi algo curioso. Falo mais em inglês do que em português com elas em casa, mas não são tão disciplinada a ponto de não misturar ambos (às vezes na mesma frase). Às vezes quando peço para a Alícia repetir o som de alguma palavra em inglês, ela traduz para o português! Será que isso é normal?! Por exemplo, eu digo: "Lily, say mommy". Ela diz: mamãe. "Lily, say daddy". Ela diz: papai.

Quanto ao desenvolvimento cognitivo, comecei a ensinar as cores para ela agora. As partes do corpo que ela já conhece (em inglês) ela sabe apontar em si, nas outras pessoas e também nas figuras dos livrinhos. Por exemplo: olhos, boca, nariz, orelha, cabeça, cabelo, barriga, mãos e pés. Os animais por enquanto ela só imita o som que cada um faz, isso depois que eu fiz o som pra ela porque pra ela todo animal é o "au au".

Temperamento e Relacionamento com a Irmã
Felizmente sinto que a Alícia voltou a ser a nossa filha serena. Se vivêssemos em tempos bíblicos e tivéssemos esperado ela nascer para então decidir o seu nome, acho que ela teria se chamado Serena! Ela que sempre fora um bebê doce e tranquilo passou por uma fase bem chorona e birrenta (com muitos acessos de raiva!), mas agora está no seu normal de novo. Não sei bem o que mudou, suspeito que tenha sido algum tipo de carência emocional porque o remédio foi dar doses extras de carinho e atenção. Ela também está cheia de gracinhas (aprendeu a fingir que está chorando, de brincadeira, às vezes para fazer a gente rir e às vezes para manipular mesmo), ama distribuir sorrisos e está naquela fase em que é o centro das atenções por onde passa (as pessoas param para brincar com ela). No mais, ela e a irmã têm se relacionado bem. É uma das minhas maiores alegrias ouvi-las gargalhando juntas quando estão brincando. É claro que nem tudo são flores, há os momentos de tensão e desentendimento, mas no geral as duas têm aprendido a ceder quando é preciso e a ser amorosa uma com a outra.

O mais engraçado é ver como a Alícia se espelha na irmã, imitando absolutamente TUDO o que ela faz. Tudo mesmo. Se a Nicole senta, ela senta; se a Nicole levanta, ela levanta; se a Nicole mexe no cabelo, cruza os pés, grita, corre, o que for, a Alícia fica de olho para fazer igual. Ela é a sombra da Nicole! E o inverso para algumas coisas é verdadeiro, às vezes a Nicole gosta de imitar a Alícia, fingindo que não sabe pronunciar direito algumas palavras ou que não consegue falar frases mais longas.


Obediência e Autocontrole
Ainda estamos trabalhando nesta área. Eu estou me empenhando em ensiná-la a obedecer da primeira vez. Não é tarefa simples porque você não pode ser inconstante (uma hora corrige, outra deixa passar) e com duas crianças pra cuidar e um monte de preocupações diárias, muitas vezes falho como mãe. Deixo de priorizar o que é realmente importante. Falho não somente porque não a corrijo na hora e fico repetindo a mesma instrução um zilhão de vezes, mas principalmente porque como esse processo todo é estressante demais eu acabo deixando meu coração se encher de ira e frustração. E mamães iradas e frustradas não são boas mães! Estando irada e frustrada eu não consigo educar com amor e respeito, esbravejo continuamente e perco a alegria de cumprir minha missão porque, como está escrito em Tiago 1:20, a ira do homem não produz a justiça de Deus. Eu lembro que alguns anos atrás ouvia uma vizinha que não conheço gritar com os filhos o dia todo e eu achava tão feio, pensava "nunca vou fazer isso", mas em alguns dias me pego fazendo o mesmo, sendo uma mãe zangada e estressada. Tenho cada vez mais aprendido que para ser uma boa mãe preciso me despir de mim mesma, admitir que sozinha eu não dou conta e que preciso da GRAÇA e da MISERICÓRDIA de Deus diariamente. Afinal, como ensinar autocontrole se eu não o exercito? Como ensinar submissão se meu espírito está insubmisso? Como ensinar a compaixão e o amor sem exemplificá-los? Compartilhei com lágrimas nos olhos e o coração contrito esta manhã para o meu marido como a maternidade está revelando o que há de pior dentro de mim. Como sou imperfeita, tão cheia de falhas e defeitos! Aquilo que antes ficava escondido quando eu trabalhava fora e era "todo sorrisos" está vindo à tona. Entre adultos no ambiente profissional era muito fácil varrer para debaixo do tapete as minhas fragilidades, mas em casa com as crianças meus defeitos ficam tão evidentes! E Deus deseja ensinar-me, deseja me disciplinar porque me ama e porque sou sua filha. No fim de semana do feriado participei de um retiro espiritual e a palavra que mais me impactou nos estudos que fizemos (o tema era "Vivendo os sonhos de Deus") foi a mensagem de que Deus sonhou com a nossa santificação (= regeneração / transformação). No episódio de João 13 em que Jesus lava os pés dos discípulos, quando Pedro se nega a deixar Jesus lavar-lhe os pés, Ele responde: "Se eu não os lavar, você não terá parte comigo" (v. 8). Às vezes como Pedro, não queremos tirar as sandálias e expôr nossa sujeira, queremos deixar o chulé ali escondidinho, mas Jesus não se contenta apenas com a nossa salvação (corpo limpo), Ele quer os pés limpos também (santificação).

Bem, por hoje é só. Quem quiser acompanhar os últimos updates da Alícia, é só clicar abaixo.

1 ano e 6 meses de Alícia!
1 ano e 4 meses de Alícia!
1 ano e 2 meses de Alícia!
12 meses de Alícia!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

1 ano e 2 meses de Alícia!

Hoje vim falar um pouco sobre os últimos 2 meses da Alícia. Tenho algumas novidades! A primeira é que no mês de julho passamos quase 3 semanas em outra cidade - na casa da minha sogra - porque a nossa casa estava em reforma. Mas, ao retornar para S. Paulo no fim do mês porque as aulas da Nicole recomeçaram, tivemos de passar praticamente mais 1 semana fora - desta vez na minha mãe que mora aqui perto - porque a pintura interna ainda não estava terminada. A segunda novidade é que no mês passado tomei a decisão de parar de trabalhar fora (empresa familiar) e voltar a estudar. Agora passo o dia administrando a minha própria casa (cuidando mais de perto da família) e, à noite, vou para a faculdade. Por esses motivos, os dois últimos meses foram bem diferentes um do outro: o primeiro mês foi em ritmo de férias e flexibilidade na rotina e o segundo foi (e ainda está sendo) de adaptação a uma rotina completamente nova!


Vou descrever abaixo um pouquinho de como tem sido cada etapa da nova rotina com a Alícia.

Hora de Dormir
Não temos tido nenhum problema aqui, graças a Deus! A Alícia continua tirando duas boas sonecas durante o dia (exceto aos domingos e dias atípicos), de 1h30 min a 2h cada. E também dorme a noite inteira tranquilamente (das 19:00, ou antes, direto até 6:00 da manhã). No dia em que ela deu um grande salto em desenvolvimento e ficou toda eufórica praticando a sua recém desenvolvida habilidade (andar!), meu marido contou que a hora de dormir à noite ficou complicada (ela teve dificuldade de se acalmar e o sono ficou perturbado, como se ela estivesse tendo pesadelos). E daí lembramos que o mesmo aconteceu na época da Nicole, engraçado isso!

Uma observação sobre a soneca da tarde é que estou considerando colocar a Alícia e a Nicole para dormir em quartos separados neste horário. A duração da soneca da Alícia não ultrapassa 2h ainda e muitas vezes a Nicole precisa dormir mais (o total de 3 horas), então o que tem acontecido é que a Alícia acorda a irmã. Cheguei à esta conclusão esta semana quando deixei as meninas na casa da minha mãe para ir fazer um exame médico. Colocamos as meninas para dormir em quartos diferentes. Deixei as duas dormindo às 13:00 (ao sair). Quando voltei a Alícia estava acordada mas a Nicole ainda dormindo! E ela só foi levantar às 16:00 porque eu entrei para acordá-la. Achei estranho porque em casa as duas sempre acordavam juntas e foi aí que entendi o que estava acontecendo!

O que acho que vou fazer é deixar a Nicole no quarto das meninas mesmo e colocar a Alícia para dormir no meu quarto (não sei bem como fazer ainda) porque descobri nessas férias o quanto a Alícia está com dificuldade para se adaptar (ficar sozinha) a novos ambientes (me pegou totalmente de surpresa!), por isso ela precisa praticar e eu preciso ser pró-ativa quanto a dar esta oportunidade a ela. A Nicole é mais obediente e não tem problema para dormir em lugares novos, já a Alícia... ultimamente se eu não ficar ali do lado do berço com ela (posso ficar virada de costas para ela fazendo outra coisa, o importante é ela me ver) ela abre o maior berreiro! E como temos por princípio não fazer CIO (=cry it out) quando estamos fora de casa porque, afinal, ninguém tem a obrigação de ficar ouvindo choro de bebê a não ser os próprios pais, eu fico ali do lado dela lendo alguma coisa enquanto ela dorme (geralmente leva uns 10 minutos).

Hora de Comer
Apesar de não ter nenhum dentinho ainda (nem eu estou acreditando!!), a Alícia já come a comida que a família toda come. Tento cortar a carne em pedaços pequenos e ela manda tudo pra dentro com facilidade! Já faz muito tempo que ela perdeu o interesse por papas homogêneas, então eu estava deixando pedacinhos de legumes e folhas sem bater ou então misturava arroz e feijão aos legumes batidos que eu preparava em grande quantidade e congelava em potinhos. Ainda tenho papinhas assim no congelador, mas como ela geralmente queria o que estava no prato da irmã (rsrs), comecei a servir para ela exatamente a mesma comida que preparo para toda a família. E pra mim está uma beleza assim, muito mais fácil!

A Alícia tem grande interesse em aprender a comer sozinha mas, como é de se imaginar para a idade, não tem coordenação motora suficiente para isso ainda. Mas ela tenta! E faz a maior sujeira porque a colher vira antes da hora e cai tudo no chão (ou no "babador pelicano" - nome que inventamos para aquele babador de plástico que tem uma bolsa para reter os alimentos). Com o garfo ela até consegue, eu espeto a fruta ou pedacinho de legume e ela leva o garfo sozinha até a boca. Fica toda feliz! Um princípio que estou ensinando é que ela não pode brincar com a comida - os alimentos são para comer, não para brincar. Mas a tendência natural de toda criança, óbvio, é colocar a mão dentro do prato e espremer a comida para sentir as texturas, ou então bater o prato (ou virá-lo) sobre a bandeja para fazer barulho, enfim... rs. Ela também já aprendeu para que serve o guardanapo, hehe. Sabe limpar a boquinha, uma graça.

A minha maior dificuldade com a Alícia tem sido ser constante em exigir que ela use a linguagem de sinais para se comunicar (não só na hora de comer). Ela já sabe dizer "por favor" e "obrigada" (embora com frequência ainda se confunda e troque os sinais), mas prefere e insiste em usar outros meios inapropriados, como virar o rosto quando não quer mais ou resmungar exigindo algo. Isto me frustra - porque acho feio, claro, mas também porque a Nicole pegou o jeito rápido e gostava de usar os sinais para se comunicar (talvez por causa da chuva de elogios que recebia que funcionavam como reforço positivo). Tenho tentado entender porque está sendo diferente com a Alícia, e sei que além do temperamento dela ser outro (e ainda preciso aprender a conhecê-lo melhor!), é fruto também da minha pressa do dia-a-dia e, portanto, inconstância em não ceder à forma de comunicação que considero inaceitável. Meu objetivo com esse treinamento é ensiná-la desde cedo a submissão à minha autoridade e o respeito pelas pessoas.

É claro que há os dias em que ela está mais receptiva e disposta a colaborar, como neste vídeo (Lily practicing her sign language). Ah, e a Nicole também é uma ótima ajudante, ela observa como eu faço para ensinar a Alícia e me imita segurando o braço da irmã e repetindo o sinal pra ela como se fosse eu fazendo!

Hora de Brincar
Por incrível que pareça, a Hora de Brincar foi a minha área de maior desafio com a Alícia nas últimas semanas! Já com a Nicole nesta idade meu desafio maior era a Hora de Comer, leia aqui: Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros! Por ser a segunda filha e ter companhia para brincar quase que 100% do tempo em que está acordada (o que foi intensificado nessas férias!), acho que a Alícia desenvolveu uma espécie de "ansiedade de separação". Eu conheci esse termo lendo um dos livros da Tracy Hogg (A Encantadora de Bebês) alguns anos atrás e confesso que fiquei arrasada por ter falhado e deixado minha filha chegar nesse ponto. Justo eu que li e leio tanto, que procuro seguir uma rotina bem estruturada e ser uma mamãe pró-ativa?! Haha, pois é - apesar dos meus melhores esforços, às vezes eu não sigo meus próprios conselhos, rs. Mas isto acontece nas melhores famílias!!

A minha dificuldade é semelhante a que a Cristine compartilhou recentemente quando falou da importância de ensinar o filho - principalmente o segundo - a brincar sozinho (A importância de ensinar a brincar sozinho e Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho). No nosso caso, acho que tantos dias fora de casa no último mês pioraram as coisas e daí, ao voltar, me deparei com uma criança que só queria colo, chorava quando eu saía do ambiente, enfim, não queria brincar ou ficar sozinha de jeito nenhum! Com muito esforço (aturando choro e estabelecendo novamente os horários), consegui reverter o quadro, ufa!

No processo tive dúvida se poderia ou deveria estar tentando algo diferente (além do que eu já estava fazendo) porque a gente sempre fica com receio do que os outros (os vizinhos, né!) vão pensar ao ouvir seu filho chorar alto direto por meia hora! De verdade, não estou exagerando: o primeiro dia foi duro! Ela passou o tempo todo do "Independent Playtime" chorando (quando deu os 30 min que eu estabeleci para este momento, eu entrei lá pra buscá-la), mas no segundo dia ela chorou apenas 10 min e brincou os outros 20 min (eu espiava de vez em quando pela janela). O terceiro dia já foi "quase" um sucesso, pois geralmente é eu colocá-la no cercadinho pra ela já começar a espernear (beeem brava e desesperada mesmo), mas neste dia não! Eu a coloquei sentadinha e ela ficou me olhando e chupando o dedo, a Nicky e eu demos tchauzinho pra ela e saímos fechando a porta do quarto. Ela não deu um pio, acredita?! Eu dei até pulinhos de alegria neste dia, rs. Depois que a Nicole foi pra escola e eu lavei a louça do café, espiei pela janela e ela estava brincando com o brinquedinho "na boa". Ameeei respirando aliviada! Passados quase 30 minutos, ela começou a dar gritinhos me chamando. Resisti à tentação de entrar (esperando dar o tempo) e alguns minutinhos depois entrei. Ela já tinha cansado de brincar (porque não desenvolveu esta capacidade de concentração como a Nicole que ficava 1 hora brincando 2x por dia!!) e tinha jogado quase tudo pra fora do cercadinho, hehe. Mesmo assim fiquei feliz e elogiei-a BASTANTE dizendo como eu estava orgulhosa que ela tinha ficado lá sem chorar!!

Bastaram alguns dias de estresse e muuuito chororô pra ela entender que a mamãe não cede - hora de brincar é hora de brincar e pronto. É assim que vai ser e ela PRECISA se acostumar (para o próprio bem dela). Não quero que ela aprenda que é só berrar muito para conseguir o que quer. Existe uma rotina que ela precisa aprender (hora certa para as coisas) e também há a forma apropriada de se expressar (linguagem de sinais) para ela não ter de ir por esse caminho do choro, da birra (chantagem) ou de manipulação para conseguir o que quer. Esses são hábitos que se desenvolvem na infância, quando as crianças ainda são bem pequenas! Algumas pessoas me acham radical ou podem pensar que seja falta de afeto da minha parte, mas posso garantir que não é! Eu sei o quanto eu amo minhas filhas e só faço o que faço porque penso não somente no que é melhor para elas hoje, mas também para TODA A FAMÍLIA no longo-prazo!!

Por fim, estamos perserverando nesta prática diária do "Independent Playtime". Estou aos poucos aumentando o tempo, já chegamos a 45 minutos que ela consegue brincar bem sozinha. E também estou tentando variar os locais onde coloco o cercadinho - às vezes, no quarto dela, às vezes na sala e às vezes no quintal para ela aproveitar e tomar um solzinho. Ela ainda reluta um pouco (pra ver se consegue que eu mude de ideia e porque não gosta de mudanças), mas eu fico firme. Também estou voltando a treinar com ela o "Blanket Time" (hora do tapete) e ela já entende muito bem o que tem de fazer, mas fica testando os limites para ver como reajo, rs. Acho incrível que nesta idade eles já sejam capazes disto!

Transições de Desenvolvimento e Mudanças na Rotina
- Descartamos a mamadeira poucos dias depois dela completar 1 ano e agora, como a irmã, ela toma leite no copão de transição. A transição foi super simples! Na primeira ou segunda vez, se não me falha a memória, ela "fez que não queria" e não bebeu tudo. Se não me engano, eu acho que até voltei para a mamadeira numa das primeiras tentativas porque ela parecia irritada, apesar disso eu procurava oferecer o leite sempre no copo primeiro. Até que ela aceitou e acostumou, sem maiores dificuldades.

- Vez ou outra, o Douglas ou eu colocamos a Alícia para sentar no vaso sanitário para ela ir acostumando com a sensação de fazer xixi/cocô lá. Como sabemos que ela normalmente faz cocô durante ou logo após o café da manhã, foi facil orquestrar "coincidências" e ela já fez cocô no vaso algumas vezes. Claro que fazemos a maior festa e aplaudimos muito todas as vezes. E estamos, de fato, felizes pois sabemos que este é o início do treinamento rumo ao desfraldamento! Numa outra oportunidade conto mais.

- Com a volta às aulas da Nicole, mudei o horário de almoço da Alícia para 12:00/12:15. Nas férias foi o contrário, era a Nicole quem almoçava no horário de costume da Alícia, às 10:00/10:15 (bem cedo!) já que ela não fazia o lanchinho às 9:00/9:15 como faz quando vai para a escola. Resolvi inverter porque acho importante que as duas almocem juntas, quero estabelecer uma tradição de bons momentos à mesa (ou no caso delas, no cadeirão!) durante as refeições. Outro fator é que a Alícia ama comer e o que estava acontecendo é que ela queria almoçar duas vezes porque ficava com vontade ao ver a Nicole comendo.

- No último post contei que estava dando leite em pó especial para a idade da Alícia (aquele com prebio1) para não correr o risco dela ficar com o intestino preso. Porém, mudei de ideia porque vida com duas filhas é muito corrida, rs. Então preferi optar pela praticidade: as duas tomam o mesmo leite que a família toda toma! Estava ficando complexo demais preparar leites diferentes toda vez e agora está muito melhor! Não houve problemas dela ficar com intestino preso, pois procuro dar a ela uma alimentação saudável.

- Uma curiosidade que gostaria de acrescentar neste item sobre as transições é que, apesar de nenhum dentinho ter despontado ainda, a Alícia ama escovar "os dentes" (leia-se gengivas!) no banho como a irmã faz. Tanto que dispensamos o uso do daquele dedal pra escovar gengiva e demos uma escova só pra ela, rs.

Mobilidade e Desenvolvimento Emocional
Por último, quero falar sobre mobilidade. Engraçado como a gente estimula "menos" (ou seria melhor dizer de forma diferente?) o segundo filho. Estou sentindo muito isso com a Alícia e muitas vezes me sinto culpada porque lembro como foi com a Nicole (um exagero, confesso!). Com a primeira filha eu estimulei e treinei exaustivamente uma infinidade de habilidades, dentre elas andar. Me deliciava com absolutamente tudo, cada novo aprendizado por mais bobo que fosse. E, por um lado, foi bom porque ela foi aprendendo tudo muito rápido (e, com isso, ganhando confiança também). A Alícia está indo mais no ritmo dela, inclusive no que diz respeito a andar e sentir confiança em fazê-lo.

Hoje ela já anda bem (para frente apenas, ainda não sabe virar / fazer curva), mas no começo ela sentia muita insegurança e resistia quando tentávamos "puxá-la" a fazer mais. Como todo bebê nesta fase, é claro, ela ficava eufórica quando alguém a pegava pela mão para ela caminhar, mas ai de quem a soltasse ou tentasse estimulá-la para que ela se equilibrasse sozinha! Ela não queria saber:  flexionava os joelhos e ia para o chão direto para engatinhar, ou então ficava brava mesmo e começava a chorar. Isto apesar de já ter provado que sabia andar (já ficava em pé e dava uns 10 passos sem apoio!); eu dizia que capacidade física para andar ela já tinha desenvolvido, agora faltava apenas a capacidade emocional, hehe.

Bem, por hoje é isso. Vou encerrar este post com um vídeo da Alícia se aventurando a andar sozinha e espero poder voltar em breve para contar mais sobre a rotina e o desenvolvimento dela!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

6 meses de Alícia!


Faz quase uma semana que a minha caçula completou 6 meses de vida. Como o tempo tem voado! Tenho a impressão de que com o segundo filho tudo passa muito mais rápido. É difícil acreditar que a minha bebezinha que parece que acabou de nascer já está comendo papinha!

Estou de "férias" com a família em Angra há mais ou menos 10 dias. Coloquei férias entre aspas pois estou cada vez mais convencida de que pais de crianças pequenas não entram de férias nunca! Saímos de SP, viajamos para um lugar lindo e tranquilo e nos desligamos um pouco dos negócios (na verdade eu que trabalho pela internet e sem horário fixo apenas diminuí o ritmo), mas continuamos trabalhando muito. Muito mesmo! E ainda bem que posso escrever isso na primeira pessoa do plural - sim, meu marido e eu somos uma equipe. Preparar as refeições, dar comida, estruturar os momentos de brincadeira e aprendizado, dar banho, levar para fazer xixi, trocar a fralda, escovar os dentes, fazer o leitinho, colocar pra dormir, cuidar da roupa e, além de tudo, limpar e ajeitar as coisas pela casa é um trabalho que não tem fim, por isso dividimos todas as tarefas. Quer dizer, nem todas porque é evidente que não pode amamentar no meu lugar, né! Mas de todas as outras ele participa ativamente.

Vamos a um update de como foi o último mês da Alícia:

Amamentação
Posso dizer que superamos completamente a dificuldade decorrente do baixo suprimento de leite que enfrentamos no último mês, ufa! Como a principal causa que levou a esse problema foi fadiga, a solução não podia ser outra: aumentar o tempo de descanso. E não posso deixar de enfatizar que isso só foi possível porque as meninas estão numa rotina estruturada e também porque pude contar com o apoio do meu marido. Após colocar as meninas pra dormir à noite por volta das 19:00/19:30, eu também já me preparava para deitar e descansar. O objetivo era tirar um cochilo de 2-3 horas antes da mamada dos sonhos, por isso eu colocava o despertador para tocar às 23:00. Com isso meu corpo reagiu e a produção de leite aumentou! Em pouco tempo, já estabelecemos uma rotina de mamadas a cada 3,5h a 4h, totalizando 4-5 refeições por dia.

Meus objetivos nessa área para o próximo mês são:
1) eliminar a mamada dos sonhos para que ela possa ter 10-12 hs de sono ininterrupto à noite;
2) treiná-la para usar o copinho infantil já que ela voltou a recusar a mamadeira e acho importante que outra pessoa possa alimentá-la na minha ausência.

Alimentação e Sólidos
Assim como fiz com a Nicole, quando a Alícia estava com aprox. 5 meses e meio, comecei a introduzir sólidos às refeições. Por uma questão de conveniência, o primeiro alimento que dei às duas foi banana. Achei que pudesse ser interessante mostrar a filmagem que fiz das meninas!

Nicole comendo pela primeira vez
Alícia comendo pela primeira vez

Durante esse período de transição, ou seja, até a Alícia completar 6 meses, fiz a introdução de maneira lenta e sem eliminar a mamada (na mesma refeição). Isso significa que eu dava sólidos um dia, ficava dois dias sem dar, depois dava mais uma vez e ficava outro dia sem dar, e assim por diante. Não segui uma regra rígida, apenas fui dançando conforme a música, ou seja, esse intervalo de dois dias me permitia observar se ela teria ou não alguma reação aos novos alimentos ingeridos e, com base nisso, eu decidia como prosseguir. Essa transição gradual também possibilitou que tanto o organismo dela como o meu se acostumassem com as mudanças naturalmente (menos leite por mamada até poder substituí-la de vez por uma refeição sólida).

Nesse período ela comeu cenoura, feijão, beterraba e batata. Eu preparava as papinhas com pouco ou nenhum sal e nunca com mais de dois alimentos por vez (para que ela possa distinguir sabores distintos). Aqui preciso fazer uma confissão: nessa fase com a Nicole eu batia os legumes no liquidificador e os coava de modo que a papinha virava um líquido cremoso. Com a Alícia eu pulei essa fase completamente, comecei direto com os legumes amassados com garfo mesmo! Dá bem menos trabalho e ela aceitou bem. Acho que o maior risco é ela se engasgar com pedacinhos de legumes, mas acredito que se a comida estiver bem amassadinha não há problema.

Rotina
Acredito que possa ser útil a quem está interessada em entender o que é a alimentação orientada pelos pais (AOP) compartilhar com mais detalhe como é o dia da Alícia agora aos 6 meses. Os horários abaixo são aproximados, podendo variar em 30 min pra mais ou pra menos.

Horários de comer (sempre ao acordar)
6:00, 10:00, 14:00, 18:00 e mamada dos sonhos

Horário de dormir (até 2 horas após a refeição/mamada)
8:00, 12:00, 16:00 e 19:00

Os períodos de dormir (sonecas) são idealmente de 2 horas cada, mas às vezes podem ser um pouco mais curtos como um pouco mais longos - depende de como foi a soneca anterior. As palavras-chave aqui são "às vezes" e "um pouco". Vou explicar com um exemplo. Se na soneca anterior ela acordou na transição do sono e não conseguiu voltar a dormir porque estávamos fora de casa, ela quase sempre compensa o sono perdido dormindo mais na soneca seguinte. Via de regra, eu insisto para que ela volte a dormir se acordar após 30-40 min apenas, mas me dou por satisfeita se ela dormiu por pelo menos 1h e 20-30 min. Mesmo quando acorda meia hora antes do horário previsto para comer, quando possível acho prudente deixá-la no berço até o final do período designado para o descanso. Digo quando possível, pois isso não acontece quando estamos fora de casa, por exemplo. A flexibilidade faz parte do programa de AOP!

Os horários acordada são sempre entre uma refeição e o horário de dormir. Um dos benefícios da rotina de AOP é que ela não diz respeito somente ao momento de se alimentar, mas é um programa estruturado que engloba todo o dia da criança. Assim, os pais podem planejar atividades para este período de ficar acordado, mesclando momentos do bebê brincar sozinho e também com outras crianças. Eu acredito (e estudos mostram) que um ambiente com estrutura otimiza o desenvolvimento da crianças, especialmente a capacidade de concentração!

Sono
No último post eu contei como estava exausta e frustrada por voltar a acordar de madrugada para amamentar. Eu não sei como algumas mães conseguem fazer isso por tanto tempo! A Alícia acordava chorando e, por todos os problemas das semanas anteriores, eu ficava com receio de que fosse fome e por isso a acalmava dando de mamar. Mas depois que o meu peito voltou a encher de leite (e e eu tive certeza de que a produção era suficiente para ela mamar durante o dia) chegou o momento de cortar defintivamente qualquer mamada noturna. Alguns hábitos são difíceis de serem quebrados e a amamentação noturna é um deles - tanto para a mãe como para o filho. Como já era de se esperar, a Alícia continuou acordando de madrugada e queria mamar. Eu sabia que a solução rápida - dar o peito - não era uma alternativa sábia. Cada vez que eu cedia (por cansaço físico e emocional mesmo porque é muito difícil ouvir seu bebê chorar bravo!) eu sabia que estava andando em direção oposta ao meu objetivo, objetivo este que eu sabia que era o melhor para toda a família. Os resultados de continuar com esta prática seriam caóticos: nem eu e nem ela teríamos pelo menos 7-8 horas de sono ininterrupto. E o que é pior, ao encher a barriguinha de noite ela começaria a mamar menos de dia, o que sem sombra de dúvidas estaria perpetuando esta prática ao condicionar nosso metabolismo (o meu produzindo leite e o dela querendo mamar).

Analisando friamente, eu sabia que continuar oferecendo o peito para acalmá-la à noite era um caminho tortuoso e provavelmente sem volta, ou pelo menos sem uma volta fácil. Conversei a respeito disso com uma amiga recentemente e falei como sempre há um preço a ser pago, não importa qual a abordagem ou método que se tenha escolhido para criar os filhos. Se alguém prometer uma saída ou fórmula mágica que vá resolver todos os problemas, não acredite! Ela não existe!! Estava refletindo como fui muito mais rígida com a rotina da Nicole. O zelo e a cautela que eu tinha em fazer "tudo certo" eram, até certo ponto, exagerados e isso, é claro, gerava um alto nível de estresse. Isso porque qualquer meta na vida em que se empenhe muito esforço há risco de frustração quando se alimenta expectativas altas demais. Foi bem estressante por um lado, confesso, mas por outro vejo como os frutos positivos vieram mais cedo. Não estou aqui reclamando ou arrependida do que fiz dessa segunda vez, até porque tenho consciência de que mudar a postura para adaptar-se às novas circunstâncias de vida é saudável e necessário.

Bem, tudo isso pra dizer que, de certa forma, o preço que paguei para eliminar essa mamada noturna foi com juros e correção (um choro mais alto, bravo e persistente), se é que podemos fazer esta comparação. Ou seja, de uma forma ou de outra - não tem como fugir - há um preço a ser pago. E esse preço pode ser pago à vista ou a prazo, você é quem decide - fazer um esforço maior no início ou arcar com as consequências de adiar o pagamento, pois é ingenuidade pensar que com o tempo as coisas vão melhorar sozinhas! Eu imagino que chega um ponto que a mãe fica emocionalmente abalada, vê que não aguenta mais e acaba tomando uma providência mais drástica de qualquer forma (que realmente pode ser traumatizante, principalmente para as mães que, depois do primeiro filho, reconsideram se querem mesmo ter mais!).

Por isso, depois dessas últimas semanas voltando a amamentar de madrugada, eu pensei: "Meu Deus, até quando vou ter de continuar amamentando à noite? A minha filha já é mais do que capaz de dormir a noite inteira! Por que ela continua acordando?". Eu sabia a resposta. Lembrei que com 12 semanas a Nicole já dormia por pelo menos 10 horas direto! Admiti que mamar de madrugada tinha se tornado um hábito terrível! Eu precisava fazer alguma coisa, mas sabia que seria muuuuito difícil, então pedi ajuda ao meu marido (achei que o meu cansaço emocional e físico não me permitiriam fazer CIO de madrugada). Teve uma noite que ele ficou 1h30 min com ela chorando brava dentro do closet (para não acordar a Nicole) enquanto eu tentava dormir no quarto do lado. Demorei 40 min pra pegar no sono ouvindo-a chorar e depois só vi quando ele voltou para cama já com a casa em silêncio. Pesadelo, né? Parece filme de terror! Mas quer saber? Funcionou! Ela voltou a dormir a noite inteira, um alívio!! E se acorda (no horário habitual em que antes eu dava mamar), é um resmungo e colocar a chupeta quase sempre resolve.

Por hoje é só, até o próximo update!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Transições parte 1: Da mamadeira para o copo!

Já faz mais de mês que estou "ensaiando" escrever sobre as transições que eu me propús a alcançar com a Nicole (que daqui poucos dias completa 1 ano e 5 meses) antes da chegada do 2º. bebê.

São elas:

1- Transição da mamadeira para o copo
2- Transição da fralda para o uso do vaso sanitário
3- Transição do berço para a cama

Desde que tracei esses objetivos, demos alguns passos importantes para a concretização deles! Para que o post não fique longo demais, hoje me deterei a falar somente sobre o primeiro que, inclusive, foi muito mais fácil de alcançar do que eu imaginava!

A Nicole já estava acostumada a beber líquidos no copinho, pois nunca demos água ou suco, por exemplo, na mamadeira para ela, apenas o leite. Mesmo quando ela ainda mamava no peito, uma vez a cada uma ou duas semanas, oferecíamos leite materno na mamadeira - isso desde recém-nascida, a partir da 4a ou 5a semana de vida, o que também explica o fato de aos 9 meses ter sido bem tranquilo fazer o desmame (transição do seio à mamadeira).

Até aprox. duas semanas antes de completar seu 6º. mês de vida, a Nicole era exclusivamente alimentada com leite materno e não tomava outros líquidos, como chá, suco ou mesmo água. Ao começar a comer alimentos sólidos, introduzimos também os outros líquidos... mas dispensamos a mamadeira e passamos direto para o uso do copinho (exceto para o leite)!

Veja nesse vídeo ela aos 6 meses aprendendo/ praticando beber no copinho!
Link: http://www.youtube.com/watch?v=0PlO05l1cis

Bem, a transição definitiva da mamadeira para o copinho (com leite) começou pouco depois dela completar seu 1º. aniversário. Eu já tinha lido que essa era a idade ideal para fazer a transição definitiva uma vez que é nessa fase que as crianças começam a ficar mais apegadas emocionalmente à mamadeira - que no nosso caso não sei se chegou ou chegaria a acontecer porque não dávamos a mamadeira na mão da Nicole para ela tomar o leite sozinha. O padrão era eu ou meu marido sentarmos na poltrona de amamentação e lhe darmos o leite com ela sentada no nosso colo, um ritualzinho todo especial que criamos e que com certeza nos deixará com boas lembranças!

O problema no início foi que na época eu quis comprar um copo antivazamento daqueles diferentes e bonitos, com canudo e tudo mais, porque me empolguei vendo tantas opções nas prateleiras da loja. Não foi uma decisão muito inteligente. Para a Nicole era muito trabalhoso sugar os 240 ml de leite de cada mamada, sendo que estava acostumada a simplesmente virar a mamadeira e com pouco esforço o leite escorria pra dentro de sua boca. Por causa disso, com esse copo de canudo ela bebia um pouco, mas logo se desinteressava e parava de beber. Após poucas tentativas e sem pensar muito sobre o assunto, voltei para a mamadeira.

Dois a três meses depois, após uma releitura do livro fui convencida novamente da importância de tirar a mamadeira o quanto antes, antes que a Nicole crescesse mais e se acostumasse a ela, tornando a transição mais difícil. Foi então que analisei a situação e me "caiu a ficha" sobre o porquê do insucesso na tentativa anterior. Fui à loja comprar um copinho mais simples para ela tomar o leite, comprei-o no mesmo modelo do copo que ela já tinha, só que maior. Deu certo!

Ela aceitou a mudança de primeira, praticamente sem resistência, adaptando-se "numa boa". Aliás, me surpreendeu pois eu não sabia que seria tão simples fazer a troca. É claro também que eu não dificultei as coisas pra ela deixando a mamadeira à vista. Como diz o provérbio que o curso dos Ezzos ensina, com crianças "what is out of sight is also out of mind" (o que os olhos não veem, a menta não lembra - adaptação minha)!

Desde então a Nicole não usa mais a mamadeira, toma o leite e outros líquidos no copinho infantil. Se precisar também toma em copos de adulto ou utilizando o canudo, fica tudo mais simples assim! Alvo nº.1 alcançado!! Yeah!