Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

1 ano e 8 meses de Alícia!


Faz dois dias que a Alícia completou 1 ano e 8 meses e hoje mesmo meu marido comentou que não temos mais uma bebê em casa. Ela cresceu e já é uma menininha! A foto acima é dela cortando o cabelo no fim do ano passado. Foi o seu segundo corte e, como da primeira vez, ela foi paciente e se comportou muito bem.


Outra novidade é que no mês passado ela também foi à praia pela primeira vez! Ficamos apenas dois dias e choveu muito. Diferente da Nicole que foi à praia pela primeira vez com 1 ano e 1 mês e mal andava mas já queria de todo jeito entrar na água sozinha (correndo!), a Alícia não quis saber de brincar na água do mar. Só gostou de brincar na areia ao lado da irmã. Isso porque desta vez a Nicole também ficou medo das ondas e preferiu os brinquedinhos na areia.


Do berço para a cama
Como agora ela é uma "little girl", meu marido achou que nós já poderíamos promovê-la do berço para a cama. Eu achei meio precoce porque ela não está tão obediente ainda (apesar de a transição do berço pra cama com a Nicole ter sido até mais cedo por causa da preparação para o nascimento da irmã), e também um pouco repentino já que com a Nicole eu fui acostumando-a com a cama aos poucos, começando pelas sonecas da tarde. Mas, como eu amo mudanças de ambiente (sou do tipo que fica mudando os móveis de lugar, hehe) e a ideia de ter mais espaço no quarto delas me agradou bastante, eu topei sem pensar muito. Então desmontamos o berço e hoje ela já dormiu na parte debaixo da bicama da Nicole. A princípio, enquanto arrumávamos tudo foi uma agitação que só, as duas deliraram com a "cama nova", mas na hora de dormir foi um pequeno caos, agravado pelo fato de que todas as Nanas (bonecas de dormir) da Alícia estavam de molho (algumas por estarem encardidas e outras porque molharam de xixi agora que ela pegou a mania de tirar a fralda sozinha quando está no berço, acho que por causa do calor!) e ela não quis nenhuma das Nanas da Nicole emprestada. Bem, no próximo post eu comento como foi essa adaptação, por ora vamos às demais novidades.

Dentição e Alimentação
O sexto dentinho já saiu, mas ainda não está no mesmo tamanho dos demais. Em todo o caso, agora ela tem 4 dentes em cima e 2 embaixo! A dentição dessa vez atrapalhou um pouco a alimentação, talvez porque coincidiu com um resfriado que ela teve - com direito a tosse, nariz entupido e febre. Até o sono ficou prejudicado! De qualquer maneira, percebi que a gengiva estava coçando e incomodando bastante, além da baba e dela colocar a mão toda dentro da boca com muita frequência. Resgatei os mordedores que estavam guardados e ela se interessou pelo mordedor em formato de pé. Ele foi bastante útil. Também passava Nene Dent na gengiva dela quando me lembrava.

Rotina e Horários
Estamos acordando um pouco mais tarde agora - 6:45 em vez de 6:00. Mesmo que as meninas acordem antes (o que às vezes ainda acontece), a regra é que elas fiquem em suas próprias camas até o despertador tocar (minha casa é pequena então elas conseguem ouvir o alarme tocando do meu quarto). A Nicole sabe como funciona e costuma obedecer (embora tenha seus deslizes vez ou outra), agora quero ver com a Alícia  amanhã cedo... no próximo post eu conto como foi!

Outra mudança na rotina é que pulei o lanche da manhã para poder dar o almoço mais cedo. A Alícia tira uma única soneca por dia, entre 12:00 e 15:00. Sirvo o almoço por volta das 11:15. O lanche da tarde (que elas tomam assim que acordam) é bem leve para não atrapalhar o jantar que também é bem cedo (17:15) por causa da minha ida para a faculdade à noite (preciso sair por volta das 18:15). O Douglas fica com as meninas à noite e, além do leitinho pra dormir, eu estou combinando com ele de dar mais alguma coisa para elas comerem antes de deitarem (às 19:00-19:30) porque senão ficarão muitas horas em jejum.

Toilet-training (processo de desfraldamento)
Estou com preguiça de voltar "com tudo" ao treinamento para tirar a fralda, preciso ser mais consistente! O primeiro impeditivo foi o tempo chuvoso dos últimos meses que atrapalhou muito. Depois teve nossas viagens que também bagunçaram o processo. O problema é que com isso a Alícia ainda não fez xixi nenhuma vez no vaso. Cocô ela faz se a levarmos, mas xixi não. Quando a gente percebe que ela está se concentrando um de nós corre com ela para o banheiro, mas com o xixi ainda não tivemos êxito. Difícil, né! Ela fica sentada lá e nada, só para alguns momentos depois fazer xixi no chão em algum lugar da casa. O bom é que ela já está percebendo e diz "Uh-oh". Outro sinal é que a fralda já a está incomodando. Algumas vezes ela chegou a resistir quando eu a colocava nela e já aprendeu também a soltar os adesivos (como nos incidentes de molhar a cama durante a soneca, que já aconteceu duas vezes).

Linguagem e Desenvolvimento
A Alícia ainda não pronuncia muito bem os sons, mas está se interessando mais em repetir as palavras. Ela não consegue dizer Nicky e a pronúncia sai Kicky, uma gracinha. Já em termos de compreensão, ela está ótima - compreende bem os dois idiomas e obedece a comandos simples. Ela também continua usando os sinais que nós ensinamos, embora esteja na hora de eu exigir que ela pronuncie a palavra para praticar. Preciso me policiar para ser mais proativa nesse sentido porque na correria do dia-a-dia a gente acaba compreendendo o que a criança quer sem ela precisar falar e, na pressa, a gente faz o que sabe que ela quer e pronto, em vez de parar e usar aquele momento oportuno para ensiná-la e ajudá-la a se comunicar verbalmente e da forma apropriada (sem choramingar, por exemplo).

Com relação ao bilinguismo, percebi algo curioso. Falo mais em inglês do que em português com elas em casa, mas não são tão disciplinada a ponto de não misturar ambos (às vezes na mesma frase). Às vezes quando peço para a Alícia repetir o som de alguma palavra em inglês, ela traduz para o português! Será que isso é normal?! Por exemplo, eu digo: "Lily, say mommy". Ela diz: mamãe. "Lily, say daddy". Ela diz: papai.

Quanto ao desenvolvimento cognitivo, comecei a ensinar as cores para ela agora. As partes do corpo que ela já conhece (em inglês) ela sabe apontar em si, nas outras pessoas e também nas figuras dos livrinhos. Por exemplo: olhos, boca, nariz, orelha, cabeça, cabelo, barriga, mãos e pés. Os animais por enquanto ela só imita o som que cada um faz, isso depois que eu fiz o som pra ela porque pra ela todo animal é o "au au".

Temperamento e Relacionamento com a Irmã
Felizmente sinto que a Alícia voltou a ser a nossa filha serena. Se vivêssemos em tempos bíblicos e tivéssemos esperado ela nascer para então decidir o seu nome, acho que ela teria se chamado Serena! Ela que sempre fora um bebê doce e tranquilo passou por uma fase bem chorona e birrenta (com muitos acessos de raiva!), mas agora está no seu normal de novo. Não sei bem o que mudou, suspeito que tenha sido algum tipo de carência emocional porque o remédio foi dar doses extras de carinho e atenção. Ela também está cheia de gracinhas (aprendeu a fingir que está chorando, de brincadeira, às vezes para fazer a gente rir e às vezes para manipular mesmo), ama distribuir sorrisos e está naquela fase em que é o centro das atenções por onde passa (as pessoas param para brincar com ela). No mais, ela e a irmã têm se relacionado bem. É uma das minhas maiores alegrias ouvi-las gargalhando juntas quando estão brincando. É claro que nem tudo são flores, há os momentos de tensão e desentendimento, mas no geral as duas têm aprendido a ceder quando é preciso e a ser amorosa uma com a outra.

O mais engraçado é ver como a Alícia se espelha na irmã, imitando absolutamente TUDO o que ela faz. Tudo mesmo. Se a Nicole senta, ela senta; se a Nicole levanta, ela levanta; se a Nicole mexe no cabelo, cruza os pés, grita, corre, o que for, a Alícia fica de olho para fazer igual. Ela é a sombra da Nicole! E o inverso para algumas coisas é verdadeiro, às vezes a Nicole gosta de imitar a Alícia, fingindo que não sabe pronunciar direito algumas palavras ou que não consegue falar frases mais longas.


Obediência e Autocontrole
Ainda estamos trabalhando nesta área. Eu estou me empenhando em ensiná-la a obedecer da primeira vez. Não é tarefa simples porque você não pode ser inconstante (uma hora corrige, outra deixa passar) e com duas crianças pra cuidar e um monte de preocupações diárias, muitas vezes falho como mãe. Deixo de priorizar o que é realmente importante. Falho não somente porque não a corrijo na hora e fico repetindo a mesma instrução um zilhão de vezes, mas principalmente porque como esse processo todo é estressante demais eu acabo deixando meu coração se encher de ira e frustração. E mamães iradas e frustradas não são boas mães! Estando irada e frustrada eu não consigo educar com amor e respeito, esbravejo continuamente e perco a alegria de cumprir minha missão porque, como está escrito em Tiago 1:20, a ira do homem não produz a justiça de Deus. Eu lembro que alguns anos atrás ouvia uma vizinha que não conheço gritar com os filhos o dia todo e eu achava tão feio, pensava "nunca vou fazer isso", mas em alguns dias me pego fazendo o mesmo, sendo uma mãe zangada e estressada. Tenho cada vez mais aprendido que para ser uma boa mãe preciso me despir de mim mesma, admitir que sozinha eu não dou conta e que preciso da GRAÇA e da MISERICÓRDIA de Deus diariamente. Afinal, como ensinar autocontrole se eu não o exercito? Como ensinar submissão se meu espírito está insubmisso? Como ensinar a compaixão e o amor sem exemplificá-los? Compartilhei com lágrimas nos olhos e o coração contrito esta manhã para o meu marido como a maternidade está revelando o que há de pior dentro de mim. Como sou imperfeita, tão cheia de falhas e defeitos! Aquilo que antes ficava escondido quando eu trabalhava fora e era "todo sorrisos" está vindo à tona. Entre adultos no ambiente profissional era muito fácil varrer para debaixo do tapete as minhas fragilidades, mas em casa com as crianças meus defeitos ficam tão evidentes! E Deus deseja ensinar-me, deseja me disciplinar porque me ama e porque sou sua filha. No fim de semana do feriado participei de um retiro espiritual e a palavra que mais me impactou nos estudos que fizemos (o tema era "Vivendo os sonhos de Deus") foi a mensagem de que Deus sonhou com a nossa santificação (= regeneração / transformação). No episódio de João 13 em que Jesus lava os pés dos discípulos, quando Pedro se nega a deixar Jesus lavar-lhe os pés, Ele responde: "Se eu não os lavar, você não terá parte comigo" (v. 8). Às vezes como Pedro, não queremos tirar as sandálias e expôr nossa sujeira, queremos deixar o chulé ali escondidinho, mas Jesus não se contenta apenas com a nossa salvação (corpo limpo), Ele quer os pés limpos também (santificação).

Bem, por hoje é só. Quem quiser acompanhar os últimos updates da Alícia, é só clicar abaixo.

1 ano e 6 meses de Alícia!
1 ano e 4 meses de Alícia!
1 ano e 2 meses de Alícia!
12 meses de Alícia!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

1 ano e 6 meses de Alícia!

Amanhã a Alícia completa 1 ano e 6 meses e resolvi me adiantar e postar as novidades!


Dentição e Alimentação
Além dos 2 dentinhos debaixo, agora ela tem mais 3 dentinhos, todos em cima. Tadinha, ela sofreu muito porque os três saíram praticamente ao mesmo tempo! E dá-lhe Nene Dent para aliviar a coceira e dor. Em compensação, agora que tem 5 dentinhos ela vai poder morder e mastigar melhor alimentos mais duros. Não que antes ela não já comesse de tudo. Alguns alimentos - como o tomate - ela chupava até amolecer e conseguia engolir (mas deixava a casca). Já outros - como a uva passa - ela simplesmente engolia inteiro e depois eliminava no cocô. Outra vantagem é que à medida que ela cresce e consegue comer sozinha as coisas vão ficando mais fáceis para mim. Já se imaginou tentando alimentar duas pequenas e comer ao mesmo tempo? É o que eu tento fazer, não é à toa que estou sempre ouvindo "Como você emagreceu". Eu até consigo colocar algumas garfadas rapidamente na boca entre ajudar uma e outra, mas não é como se sentar à mesa para saborear a refeição! Isso quando a Nicole não pede para fazer o nº 2 bem no meio da refeição, aí complica ainda mais. E quando elas finalmente terminam, eu vejo a bagunça de bandeja melecada, chão sujo, pratos para lavar, etc. e minha mente neurótica logo pensa: "Preciso arrumar logo tudo isso". Daí qualquer vontade que eu tinha de pegar mais um pouquinho vai embora!

Rotina e Horários
Até muito recentemente, as sonecas da Alícia pela manhã estavam sendo bem longas. Tinha dias em que eu a colocava para dormir 8:30 ou 9:00 e ela só acordava - isso porque eu abria porta e janela para entrar claridade - às 11:30, quando eu já estava com almoço preparado e prontinha para sair para buscar a Nicole na escola. Era muito bom, por um lado, porque eu tinha a manhã toda pra mim! Eu aproveitei para fazer meus trabalhos de faculdade e até consegui escrever uma boa média de posts por mês, vocês repararam? Por outro lado, com o tempo fui vendo que dormir tanto pela manhã tinha dois "contras". O primeiro é que eu desperdiçava um tempo individual que eu poderia ter com ela enquanto a irmã estava fora. Falo mais sobre isso no tópico abaixo. E o segundo é que a soneca da tarde começou a ficar cada vez mais curta. E como não são todas as tardes que a Nicole tira soneca, tinha dias em que as duas "pintavam o terror" no quarto! Como nenhuma das duas estavam com muito sono, era um estresse só eu entrar toda hora no quarto para falar que elas precisavam ficar quietas, parar de brincar, conversar, gargalhar, etc. porque era a hora do descanso. Ou seja, em vez de eu relaxar, ficava só o pó e não via a hora do maridão chegar logo em casa no fim do dia para assumir o turno dele!

Por isso, a partir de ontem, tomei a decisão de que vamos eliminar a soneca da manhã. Vou fazer atividade dirigida com as duas pela manhã (se bem que esses dias estou pegando bem leve porque é época de férias e todo mundo merece não ter nada pra fazer, hehe!) e à tarde passaremos à rotina da Alícia tirar uma única soneca longa (de 3 horas) por dia. E enquanto a Alícia dormir, a Nicole vai fazer tempo de brincar independente para eu poder ter meus momentos de paz durante o dia. Depois eu conto se deu certo!

Linguagem e Comunicação
Ufa, a Alícia está começando a repetir melhor os sons. Sabe que eu estava ficando preocupada e cheguei a pensar em levá-la numa fonoaudióloga para saber se ela tinha algum problema?! Eita, mamãe neurótica. Eu sei, eu sei, o bom senso diz que cada criança tem seu ritmo, que vai falar, andar, etc. no seu próprio tempo. Mas, convenhamos, É TÃO DIFÍCIL não comparar!! E eu lembro que a Nicole falava um monte de coisas com 1 ano e 5 meses (está certo, eu não lembro... mas li o post em que registrei isso) e a Alícia não repetia direito as palavras, o som saía muito diferente. A coisa só começou a andar quando mudei a estratégia - do inglês para o português. E não é que ela falou "mamãe" e "papai" direitinho? Em inglês não saía! E agora ela está um papagaiozinho repetindo as palavras. A pronúncia dela está melhorando.

Dessa experiência extraio duas lições importantes (que estão interligadas). A primeira é que estava sendo exigente demais com um nível que eu achava que ela deveria ter. E a segunda é que eu a estimulei muito pouco para esse nível! Compreendi que quando a gente tem um filho só a nossa atenção em casa é quase que 100% dedicada a ele. Eu estimulava a Nicole a todo momento, ela era uma esponjinha e ia absorvendo tudo! De verdade, eu não dava um segundo de trégua pra ela, era na hora de comer, na hora do banho, de fazer xixi no vaso, de brincar lá fora ou aqui dentro. Eu estava o tempo todo ensinando alguma coisa, conversando com ela, pedindo para ela repetir alguma palavra, cantando, mostrando os livros, enfim, era um curso de imersão, rs. Já com a Alícia... tadinha, há momentos em que ela precisa praticamente pular na minha frente ou agarrar as minhas pernas para conseguir minha atenção! E quando eu pego um livrinho pra ler com ela e faço alguma pergunta (por exemplo, "What animal is this?" ou "What color is this?"), advinha quem responde no mesmo segundo? Isso mesmo, a Nicole! A Alícia não tem a menor chance e por isso ela logo se desinteressa. Como no ano que vem, eu vou "homeschool" as meninas ao mesmo tempo, estou pensando numa estratégia para atender às necessidades individuais de cada uma.

Ainda sobre linguagem, uma amiga leitora desse blog descobriu um site muito legal sobre linguagem de sinais para bebês! Chama-se "My Smart Hands". Depois que assisti ao vídeo da bebezinha de apenas 1 ano fazendo um monte de sinais, vi que estava perdendo tempo com as minhas filhas e que poderia estimulá-las para além das poucas palavras que as havia ensinado ("obrigada", "por favor", "banheiro", "desculpe", "mais" e "terminei"). As crianças têm muita capacidade de aprender novos idiomas. Quanto mais novas, mais fácil e rapidamente aprendem. O problema é que sou limitada quanto à linguagem de sinais em si, mas meu marido fez curso de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) anos atrás e ainda tem a apostila. Combinamos que ele vai tentar ir relembrando algumas coisas e a família toda vai aprender junto. Não quis seguir o site My Smart Hands porque os sinais que ela ensina não são de LIBRAS, mas de ASL (American Sign Language) e achei que não seria muito útil para a comunicação com surdos aqui no Brasil.

Toilet-training
Semana passada resolvi tirar a Alícia das fraldas! O tempo estava quente, eu de férias, enfim, tudo propício. Usei as dicas do material dos Ezzos dessa vez (e não mais apenas a da Encantadora como fiz com a Nicole, numa outra oportunidade explicarei melhor) que, como vocês verão, são de linha behaviorista (com muito condicionamento e reforço positivo). Deixei-a apenas de calcinha durante o dia e deixei carregar uma garrafinha de água que ela gosta muito pra lá e pra cá. A ideia era aumentar a ingestão de líquidos e oportunidades para ensiná-la a diferença entre "seco" e "molhado". Programei o alarme do meu celular para tocar a cada 17 a 22 min. Cada vez que ele disparava, eu dizia toda animada que estava na hora de fazer xixi. Porém, antes de colocá-la para sentar no vaso (usamos uma adaptador especial para o bumbum dela), eu pedia para ela colocar a mão na calcinha e sentir se estava seca. Se estivesse, eu fazia a maior festa e ela ganhava chocolate confete (que ela ama e também outra oportunidade de praticarmos as cores)! Só então sentávamos para fazer xixi. Primeiro eu, depois a Nicole, às vezes alguma boneca dela e, finalmente, a própria Alícia. Enquanto ficava ali sentada, eu aproveitava para tirar o atraso e ler alguns livrinhos com ela. Programava o despertador para tocar dali 5 a 7 min para indicar que estava na hora de sair (para ela não ficar tempo demais e a brincadeira perder a graça).

Bem, como já deu pra perceber, toilet-training é muito trabalhoso. Exige paciência. E muita disposição porque você passa o seu dia em função disso! E tem de fazer o ritualzinho com muita animação. Nesses 5 dias que acrescentamos "sentar no vaso" à rotina da Alícia, eu não fiz outra coisa durante o dia. Sério, cansa muito. A nossa média de acidentes estava entre 3 a 4 por dia, o que é pouco até e não tão interessante para quem tem o objetivo de alcançar o objetivo logo! Os acidentes (=erros) são oportunidades brilhantes pra ensinar à criança o que fazer e o que não fazer. Muitas vezes acertamos o cocô - que ela fez direitinho dentro do vaso e que era largamente comemorado - mas com o xixi não tivemos êxito nenhuma vez. Não sei porque ela segurava tanto o xixi! Mesmo bebendo muito líquido (porque o chocolate também dá sede). Acabava encharcando a fralda durante as sonecas. Quando ela não fazia, eu programava o despertador para tocar dentro de 12 a 17 min. Se ela não fizesse de novo, eu diminuía ainda mais o intervalo na esperança de que ela não se aguentasse de vontade e fizesse "sem querer" no vaso. Eu lembrei algo que eu fazia com a Nicole para ajudá-la entender o que tinha de fazer quando estava ali sentada. Como tudo para eles nessa idade tem de ser divertido, eu segurava as mãozinhas dela, contava 1-2-3 e "uhhh", contorcia meu rosto como se estivesse fazendo força.. Ela achava engraçado e me imitava. Mas com a Alícia não deu certo nenhuma vez! Uma vez 2 min depois de sair do vaso, ela fez xixi na calcinha.

O resumo da ópera é que só conseguimos fazer isso por uma semana porque logo o tempo virou. Faz 5 dias que suspendemos o toilet-training por causa do tempo chuvoso. Quando o tempo melhorar e o calor firmar de novo, retomaremos os esforços do toilet-training!

Limites e Obediência
O nosso maior desafio com relação à Alícia nos últimos tempos tem sido não ceder às birras dela e insistir em ensiná-la a obedecer. Ela já entendeu o "That's a no-no" e até me imita mexendo o dedo indicador (confirmando que aquilo não pode), mas ela tenta nos enganar! Espera a gente virar as costas para fazer ou tenta fazer mesmo com a gente olhando firme pra ela. Acho que pra ver o que acontece ou confirmar se este é o limite meeesmo? Provavelmente! E aqui entra aquele princípio de educar, não reeducar. De se esforçar para pagar à vista e não em muitas dolorosas parcelas, porque... olha, educar dá trabalho!!

O exemplo mais real dessa vontade de fingir que não viu foram os episódios com o cinto de segurança. Sabem o que aconteceu? Nos cansamos de ficar parando o carro no meio da rua porque ela estava desobedecendo, de colocar os bracinhos dela de volta pra dentro do cinto, de dar bronca e repetir toda hora a mesma coisa! Adotamos outra postura: a de restringir a sua liberdade. Como era de se esperar, a solução está em educá-la dentro do funil! Meu marido teve a brilhante ideia de pegar uma fralda e amarrar os dois lados do cinto bem abaixo do pescoço dela, assim ela não tinha espaço para tentar tirar os braços. Que alívio! Claro que ela ficou brava, chorou, tentou espernear... mas faz parte da lição que ela precisava aprender porque ainda não tinha maturidade para fazer a escolha certa de obedecer. Então ela precisava da nossa ajuda: precisava que colocássemos os limites mais estreitos para ajudá-la a se conformar a eles.

Fizemos isso por bastante tempo e domingo agora a prendemos na cadeirinha sem usar a fralda para apertar o cinto. Ela tirou os bracinhos uma vez apenas durante todo o caminho. Um baita progresso! Quando ela obedeceu, fizemos questão de elogiá-la, para que ela soubesse que havíamos percebido e que estávamos contentes que ela estava desenvolvendo autocontrole. De fato, esse é um enorme desafio nesta idade.

Temperamento
No último post falei sobre o temperamento forte da Alícia. Pois é, essa característica está cada vez mais evidente. Ela é birrenta!! Não cede fácil, chora para manipular, faz cara feia ou vira o rosto brava quando é contrariada, joga os brinquedos, chuta, bate, puxa o cabelo... esse tipo de coisa. Às vezes eu fico com queixo caído com a reação dela e me seguro para não rir das caretas que ela faz. A Nicole tem de ter uma paciência, viu! Porque a Alícia praticamente monta na irmã quando quer um brinquedo que está nas mãos dela ou fica berrando. Estou insistindo que assim ela não vai conseguir nada, que tem o jeito certo de pedir as coisas, que tem de ter paciência e esperar (ah, esse é outro sinal que ela já aprendeu a usar). Ela já está se acostumando também com o ritual de pedir desculpas e de dar um beijo na irmã quando a machuca ou é mal-educada. Um dia desses até fez espontaneamente!

Mas... tem dias que são bem difíceis, sobretudo, quando eu desencano da rotina - não oriento uma atividade (deixo livre demais) ou não garanto que ela durma as horas necessárias para ela ficar bem disposta. É tão importante que ela esteja descansada! O cansaço é contraproducente para ajudar a criança a desenvolver o autocontrole, uma habilidade absolutamente fundamental (para saber mais, leia o post Desenvolvimento do autocontrole). Eu preciso ficar muito atenta à rotina para não deixar as coisas saírem do controle com ela.

E olha que tem dias que ela se rebela e não quer dormir (mesmo morrendo de sono). Chora um tempão sem parar! Li o post da Fabi de ontem falando sobre fazer CIO e pensei: "Nossa, com a Alícia eu faço CIO até hoje". No caso dela, sei que é pura chantagem, ela é determinada e berra mesmo - para protestar. Que Deus me ajude a ensiná-la a lidar com as suas emoções!! Anos atrás traduzi um livro chamado "How To Really Love Your Angry Child" do Dr. Ross Campbell para a Editora Mundo Cristão (leia a sinopse dele em português aqui). O livro é excelente e eu estou começando a pensar que Deus tinha um propósito quando me fez entrar em contato com ele, rsrs. Quando eu conseguir, posso resumi-lo aqui pra vocês!

Outro aspecto que queria acrescentar é que a Alícia também é muito apegada. As emoções dela são para os dois lados. Ela abraça, beija, faz carinho... espontaneamente. É o tipo de criança que gosta de ficar na saia da mãe, sabe? A Nicole não tinha isso - era livre, leve e solta. Já a Alícia, se eu bobear, fica pendurada na minha perna o dia todo, me seguindo pela casa! Na hora de dormir (e ela sabe bem quando é a hora), ela deita a cabecinha no meu ombro e me abraça com tanta força que quase me enforca. Haha! Já se ligaram por quê, né? Então eu a abraço de volta, massageio as costinhas dela e apenas curto o momento, canto uma canção de ninar e fico assim agarradinha com ela um tempinho... porque, afinal, eles crescem tão rápido e é gostoso demais receber um abraço apertadinho desses da minha princesa!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

1 ano e 4 meses de Alícia!

Ufa, estou há dias me cobrando de vir fazer este update da Alícia que completou 1 ano e 4 meses na última sexta-feira. Há tantas coisas por fazer ultimamente que a tentação de adiar e deixar para escrevê-lo somente no mês que vem é grande! Por outro lado, com todas as cobranças de fim de semestre na faculdade, sei que procrastinar não vai ajudar em nada. Além disso, sei que daqui alguns anos - quando as minhas filhotas, hoje tão pequenas, forem mocinhas maiores, adolescentes, jovens e futuras mamães - iremos com certeza curtir estes registros que periodicamente vou fazendo do desenvolvimento delas! 


Dentição e Alimentação
Sim, finalmente dois dentinhos já vieram! Marquei bem o dia: o primeiro começou a despontar quando ela estava com 1 ano, 2 meses e 20 dias. Uau, ela conseguiu "ganhar" da irmã. O primeiro dentinho da Nicole só começou a despontar com 1 ano, 1 mês e 9 dias e, na época, por mais que me dissessem que quanto mais tarde melhor, eu já estava preocupada!! Desta vez não, fiquei tranquila e até me diverti com a situação. Não ter dentes nunca impediu a Alícia de comer bem. Aliás, ela sempre comeu de tudo... e rápido! Inclusive quando mamava ao peito - quem acompanha o blog há mais tempo deve se lembrar que em 10 minutinhos ela esvaziava o meu seio e ficava satisfeita. Ela gosta de comer sozinha também - precisa de ajuda para encher a colher, é claro, mas faz questão de levá-la à boca sozinha e ama os elogios. O babador de plástico com bolso para mim é um item que não pode faltar nas refeições - ele é fundamental! Também a deixo, na verdade, a incentivo a comer alguns alimentos com a mão, como é o caso do pepino ou do tomate.

Vez ou outra, ela come umas 4 colheres apenas e já começa a fazer o sinal de "No, thanks". Eu pergunto se é isso mesmo que ela está dizendo, tento oferecer de novo e, se ela realmente não quiser mais, suprimo minha neura de mãe que quer que os filhos comam tudo que está no prato e não insisto mais. Sei que ela vai comer quando tiver fome e não preciso forçá-la a comer uma determinada quantidade só porque é o habitual. O bom senso me diz que há dias em que temos menos fome. A exceção é quando ela rejeita a comida porque quer o suco. Tive problema com isso recentemente, ela se recusava a abrir a boca pra comer porque queria ficar só no suco. Daí não teve negociação: comida primeiro e suco depois. Ela insistiu, ficou brava, mas acabou cedendo depois de três ou quatro tentativas frustradas. Se ela não tivesse cedido, teria ficado sem suco e sem comida (substituição) até a próxima refeição. Apesar desse episódio, normalmente ela concilia bem (suco e comida ao mesmo tempo), mas eu tenho ficado atenta para não deixar virar um mau hábito.

Rotina e Horários
A rotina está igual. Eu procuro seguir a rotina direitinho de segunda a sexta-feira, mas aos finais de semana ou mesmo em algum dia mais agitado durante a semana (ex. quando recebemos visitas ou quando tenho compromisso fora de casa), sou flexível e ajusto o que for necessário para o bem de todos. Em termos de sono, a Alícia continuando tirando duas sonecas durante o dia, uma de manhã e outra à tarde - exceto aos domingos porque vamos à igreja pela manhã e ela não dorme lá. As sonecas duram 1h:30 min a 2h:30 min e o sono noturno continua sendo de no mínimo 11 horas por noite. Meu marido, que agora é o responsável por colocá-las na cama toda noite, diz que tem preferido colocar a Alícia para dormir primeiro, por volta das 18:15 e 18:30, e a Nicole vai para a cama um pouco mais tarde, às 19:00.  Quanto à alimentação, ela faz 5 a 6 refeições por dia: café da manhã (6:30), lanche leve (10:00), almoço (12:15), às vezes lanche da tarde (depende da duração da soneca), jantar (17:00 ou 17:30) e leite antes de dormir (nem sempre). Para mim, o horário de brincar é o mais difícil de estruturar (ex: quando vai brincar sozinha, quando vai brincar com a irmã, etc.). Ela continua não curtindo muito ficar em frente à TV vendo desenho como a Nicole gosta e sempre gostou de fazer. Além disso, continuo precisando me policiar para manter um horário fixo e relativamente longo para ela brincar independente dentro do cercadinho pelo menos 4 ou, idealmente, 5 vezes por semana. Se passar muitos dias sem, ela desacostuma e a choradeira recomeça. Pois é, ela é uma garotinha insistente... o que me leva ao próximo tema!

Temperamento
É a primeira vez que falo sobre esse tema aqui no blog - em parte porque tenho muito receio de rotular as minhas filhas. Em seu livro "Segredos de uma Encantadora de Bebês", Tracy Hogg fala de cinco temperamentos básicos dos bebês (anjo, livro-texto, enérgico, sensível e irritável) e dá dicas de como lidar com as particularidades de cada um. A ideia é boa, mas o problema que eu vejo nessas descrições é a subjetividade da avaliação. Na verdade, cada mãe que as lê tem um referencial próprio e, portanto, interpreta-as de maneira diferente. Vou dar o meu exemplo. Eu passei o primeiro ano de vida da Nicole - e parte do segundo também - crendo piamente que ela fosse um bebê-anjo (embora não comentasse isso com ninguém). Daí, quando a Alícia nasceu e pude comparar as experiências, pensei: "Que nada! Bebê-anjo é a Alícia, a Nicole é um bebê-sensível". A minha avaliação mudou conforme meu referencial (um novo bebê) mudou. Antes eu avaliava a Nicole conforme os outros bebês que eu conhecia. Depois passei a avaliá-la conforme a minha experiência com a Alícia. A comparação é inevitável.

Porém, a mudança de avaliação não parou por aí. Aliás, se eu tivesse escrito esse post um mês atrás, teria certamente falado da minha preocupação com relação ao "gênio forte" da Alícia. E isso me fez perceber que, na verdade, ela também não é um bebê-anjo como eu havia imaginado, haha! Hoje parece-me que a descrição de um bebê-enérgico ou irritável talvez se encaixem melhor à personalidade dela! Isso mesmo, a Alícia é uma menininha de temperamento forte que esbraveja quando não gosta de algo. Se eu não tomar cuidado, ela consegue facilmente o que quer na base do protesto: que vai desde berrar, bater, chorar, puxar o cabelo a - pasmem - se jogar no chão! Apenas para exemplificar, um desafio recorrente para mim é cortar as unhas da Alícia. Ela não quer cooperar. Não sei se é aflição de cortar a unha (vai saber!) ou pura determinação em não me deixar fazê-lo. Desconfio que seja a segunda opção. É certo que bebês no geral não gostam de deixar cortar a unha, ficam puxando o braço... também tive alguma dificuldade com a Nicole... mas só até certa idade, depois ela começou a colaborar. Mas com a Alícia esse desafio permanece até os dias de hoje. São raras as vezes que ela se distrai com as brincadeiras de alguém e passivamente me deixa cortá-las, muitas e muitas vezes eu tenho de fazê-lo à força enquanto ela chora e esperneia!

Mas por quê então eu disse "se eu tivesse escrito esse post um mês atrás"? O que mudou de lá pra cá? O temperamento dela certamente não mudou, ela é a mesma, mas o meu comportamento sim. E, mamães, saibam que isto faz toda a diferença! Se você tem filho nesta idade e ainda não leu o post O incrível mundo dos "toddlers"!, não deixe de fazê-lo. O meu objetivo aqui não é entrar em detalhes sobre educação diretiva e a educação corretiva, sobre estabelecer limites e "criar dentro do funil" ou sobre como desenvolver o auto-controle e trabalhar a disciplina (mesmo porque em breve irei continuar o resumo do livro "On Becoming Toddlerwise" e vamos nos aprofundar muito nesses assuntos), mas quero enfatizar a minha desconfiança de que seguir os princípios ensinados no livro Nana Nenê (e nos outros livros da série de Gary Ezzo e Robert Buckman) faz com que, no geral e independentemente de seu temperamento natural, todos os bebês sejam de certa forma considerados bebês-anjos. Os autores bem que profetizam isso no comecinho do primeiro livro da série!! Quem leu sabe, rs.

Conversando com amigas que conhecem e aplicaram com seus filhos, elas comentam que é muito comum ouvirem frases do tipo: "Nossa, como a sua bebê é calminha e comportada. Espero que a minha também seja assim" ou "Puxa, você deu sorte, hein, olha como o seu bebê é tranquilo e bonzinho. O meu (ou o de fulano) não, ele é tão chorão e dá tanto trabalho". Sem conhecer o Nana Nenê, as pessoas realmente não entendem e acham que o temperamento calmo do bebê é obra do acaso. Mal sabem que, na verdade, a segurança e estabilidade emocional dos bebês têm a ver com o trabalho consistente dos pais em dirigir os seus passos e estabelecer uma rotina saudável de alimentação, atividade e descanso.

Linguagem e Comunicação
No último post contei minha dificuldade em exigir que a Alícia usasse os sinais para se comunicar. Problema vencido. Hoje ela já domina e usa de bom grado quatro sinais para se comunicar:

- Obrigada - normalmente para indicar que ela não quer mais algo (suco, comida ou um brinquedo).
- Por favor - forma que estabelecemos para ela pedir permissão ou ajuda.
- Desculpe - se ela se rebela ou se comporta mal (ex. machuca a irmã), tem de pedir desculpa.
- Banheiro - idealmente para nos avisar que quer fazer cocô (o problema é que ainda não avisa antes!)

Ela também sabe fazer o sinal para "cadê?" e está aprendendo a usar o "all done" para sinalizar que já terminou de fazer algo (ex: comer ou fazer cocô). Ah, e por falar nesse assunto, aqui vai um rápido parêntesis para informar que, por enquanto, adiei o plano de iniciar o desfraldamento no mês de outubro. Por dois motivos: primeiro porque o tempo não está colaborando (um dia faz calor noutro faz frio) e segundo porque quero começar quando eu puder me focar 100%. Não quero começar para largar no meio do caminho. E no momento, com os estágios da faculdade, não terei condições de iniciar ainda.

Voltando ao assunto da comunicação, a Alícia ainda não fala palavras muito inteligíveis, hehe. Ela tenta imitar os sons, mas eles ainda estão longe de ser compreensíveis para a pessoa comum. Na maioria das vezes, somente a mamãe, o papai e a irmã mais velha é que estão habilitados para desvendar que quando ela diz "ú", por exemplo, ela está se referindo a "suco"! Em termos de compreensão, ela entende e obedece muitos comandos simples em inglês. Alguns exemplos mais comuns são: "Sit down here, please", "Go back to the rug", "Give this to your sister", "Put it back there", "Don't put ___in your mouth", "Stop sucking your thumb, please", "Say ___", "That's a no-no", etc.

A Alícia está naquela fase deliciosa de imitar e repetir o que a gente faz. Às vezes pode ser perigoso porque ela quer subir nos mesmos lugares (ou pular deles) como vê a Nicole fazendo. Ao comer, ela pega o guardanapo para limpar a boca ou mesmo para tentar limpar a bandeja do cadeirão que fica cheia de comida (mas acaba sujando mais!). Na hora de escovar os dentes, ela imita o som que a irmã faz cuspindo a pasta de dente. Ela sabe fingir que está tossindo (cobrindo a boca com a mãozinha), espirrando, bocejando e até tenta assoprar a comida quando está quente como a gente faz. No banho, ela gosta quando eu coloco um pouquinho de shampoo ou condicionador na sua mão para ela levar ao cabelo. Na hora de se vestir, ela já consegue ajudar levantando / direcionando os braços e pernas para dentro da manga.

Ah, e quando eu peço para ela dar beijo, ela imita o barulho do beijo (que para ela é "ahh") e me lambuza de saliva tentando beijar também (de boca aberta). Uma delícia!

Limites e Obediência
O grande desafio hoje em dia tem sido fazer com que a Alícia pare de tirar os braços de trás do cinto de segurança da cadeirinha do carro. Não são poucas as vezes que preciso me virar do banco da frente (quando o meu marido está dirigindo) ou então encostar o carro (quando eu sou a motorista) para encaixar os braços dela de volta. E aqui faço uma confissão: como cansa educar! A vontade que dá quando qualquer uma das duas desobedece (mas principalmente a Alícia neste início de toddlerhood) é fingir que não vi e deixar passar. Mas, como mamãe pro-ativa que quero ser, sei que é necessário força de vontade e uma boa dose de determinação. Ah, e sim, muita paciência! E eu me esforço, viu, porque acho melhor educar agora do que reeducar lá na frente. Afinal, pagar a prazo é sempre mais caro do que à vista por causa dos juros e da correção monetária, vocês não acham? Só que, nesse caso, pra pagar à vista tem de ter determinação, porque a criança vai testar os limites para descobrir o valor de suas palavras e direcionamentos.

Interessante pensar também na minha tendência de pensar que antes (com a Nicole) foi mais fácil do que hoje (com a Alícia). Um dia desses comentei a esse respeito com o meu marido, "Nossa, eu não lembro da Nicole insistir tanto em tirar os braços de trás do cinto" ao que ele me respondeu: "Eu lembro muito bem, era igualzinho!". Haha, vai ver esquecer é mais um daqueles mecanismos da nossa mente materna que visa não desistirmos de desejar aumentar a nossa prole (como é o causo da dor do parto)!

Outra dificuldade que tenho encontrado é em limitar as liberdades da Alícia em vista de sua idade e maturidade atual (conceito de "criar dentro do funil"). Tem sido difícil conciliar isso com uma criança mais velha na casa. Um exemplo é que às vezes me sinto "obrigada" a deixar a Alícia comer certas coisas (como balas e pirulitos) que eu não teria deixado a Nicole se estivesse na mesma idade. Li recentemente que isso não é legal e concordo. É uma área que eu preciso trabalhar para não criar problemas lá na frente.

Bem, por hoje é só. Espero voltar para contar novidades da Nicole em breve.

Um abraço, Talita