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Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

10 meses de Alícia!

A Alícia completou seus 10 meses de vida ontem e vim postar sobre as novidades do último mês!


Rotina
À medida que a Alícia foi ganhando mobilidade e esticando o tempo acordada entre as refeições, eu comecei a perceber que estava na hora de organizar melhor as nossas atividades durante o dia. Vi que eu estava sendo flexível demais com a rotina e eu não estava satisfeita em ter de improvisar tanto, tendo de pensar de última hora o que ela deveria fazer naquele momento. Tenho o privilégio de trabalhar de casa (do meu home office) para poder ficar com as meninas, mas confesso que conciliar tantos pensamentos e tarefas simultaneamente é uma tarefa dificílima!


Então, avaliando a situação nas últimas semanas cheguei à conclusão de que precisava elaborar um novo plano escrito, para estruturar melhor o dia, e fixá-lo na geladeira para consultas rápidas. Eis ao lado como ficou! Para você que sente que também precisa de um pouco mais de organização no seu dia, essa é uma dica muito prática. Aliás, recomendo a leitura do livro "A Pessoa Com Propósito" de Kevin McCarthy, pois a ajudará a manejar melhor o seu tempo.

É claro que não consigo ser 100% fiel a este "Dia Ideal" o tempo todo, mas pelo menos eu tenho um parâmetro a ser seguido e isso é muito útil. Me ajuda a ficar dentro do objetivo que tracei para a minha família e, principalmente, simplifica as decisões que tenho de tomar durante o dia. Por exemplo, depois que a Alícia faz uma refeição e preciso decidir qual será a próxima atividade, não preciso mais pensar com os meus botões se ela já brincou no balanço hoje ou a quanto tempo de TV ela já assistiu. Com o plano no papel, fica mais fácil fazer a transição entre as atividades e me permite espaço no cérebro para tomar outras decisões com mais clareza. Ajuda também na comunicação com o meu marido (e também com a pessoa que me ajuda com os serviços domésticos) já que a informação fica acessível a todos da casa.

Sono
Com o meu novo plano escrito, até mais ou menos a metade do mês, ela continuou tirando três sonecas por dia. A primeira bem longa (até 3 horas) e as outras duas mais curtas (até 1 hora cada). Porém, em alguns dias ela estendia a segunda soneca em até 30 minutos e, assim, estamos no processo de eliminar a última soneca do fim da tarde. Eu diria que hoje ela ainda precisa dessa última soneca somente alguns dias por semana (talvez 2 ou 3) e a tendência é isso ser diminuído até ser eliminado. Se não me engano, o livro "Além do Nana Nenê" estabelece que esta terceira soneca é eliminada entre o 8º. e 10º. mês de vida. Por isso, acredito que estamos caminhando conforme o esperado!

O sono noturno permanece igual, com exceções ocasionais de acordar de madrugada quando doente (como aconteceu este mês, conto logo abaixo) ou de demorar mais para dormir porque aprendeu a levantar sozinha. Os primeiros dois dias da nova habilidade foram uma luta. Eu tinha de voltar no quarto várias vezes para deitá-la novamente (porque ela tinha aprendido a sentar/ficar de pé mas não a voltar a sentar/deitar)! É óbvio que ela não gostava e começava a chorar porque queria ficar de pé ou que eu a pegasse no colo em vez de ficar quietinha deitada. Me certifiquei de que não havia nenhum outro motivo para o choro e deixei-a chorar (CIO). Quando tudo ficou em silêncio, alguns minutos depois, entrei no quarto e encontrei-a dormindo sentada. Morrendo de sono e não queria se render.... vê se pode?!

Alimentação
No último post contei como foi o processo de desmame com a Alícia. Fiz uma transição gradual durante todo o último mês, substituindo uma mamada ao dia por leite industrializado na mamadeira. Porém, hoje admito que me precipitei ao substituir as outras duas mamadas ao mesmo tempo, não permitindo ao meu corpo tempo suficiente para se adaptar a tanta mudança. O resultado foi ruim. Pra mim, não para a Alícia. Fiquei com as mamas empedradas e muito doloridas! E depois de uns 2-3 dias, ainda que eu tentasse voltá-la ao peito na hora habitual de tomar o leite para esvaziá-lo, ela não queria mais - já tinha se acostumado à mamadeira, hehe. Como minha bombinha elétrica estava emprestada, eu tive de apelar para a ordenha manual mesmo. Ufa, que trabalheira! Foram necessários alguns dias de massagens localizadas e muito desconforto para realmente pôr um fim ao problema do empedramento das mamas.

Nesse último mês, percebi que no geral houve uma redução na ingestão de alimentos e líquidos. Faço uma certa quantidade de papinhas (geralmente dois sabores) e congelo em potinhos, por isso sei que ela não está mais ingerindo a mesma quantidade de sólidos que antes. Não é sempre, mas no geral percebo que ela começa a perder o interesse depois de comer 2/3 da quantidade habitual. Sei que ela não quer mais quando começa a bater a mão na colher, não abre a boca ou então vira o rosto com um resmungo. Tenho tentado ensiná-la a fazer o sinal de "não, obrigada" para comunicar quando está satisfeita (no nosso caso, usamos um sinal adaptado: bater a mão na cabeça enquanto eu articulo as palavras para ela). O consumo de leite também deu uma reduzida e como sempre havia sobra (e desperdício) comecei a prepará-lo em menor quantidade.

Atividades
Refletindo nos últimos dias, tenho pensado no equívoco que é pensar que o período de adaptação do recém-chegado bebê ao seio familiar passa após seus três primeiros meses de vida. Acredito que, na realidade, o primeiro ano todo é um período de mudanças e constantes adaptações! Pelo menos é assim que tenho sentido, quando começo a dominar uma fase e a me acostumar com ela, logo vem um impulso de crescimento ou alguma mudança no desenvolvimento físico, cognitivo, etc. que me obriga a fazer mudanças na rotina para me adaptar à nova fase.

Atualmente, a Alícia ganhou mobilidade... e isso acendeu algumas luzinhas vermelhas de "alerta" dentro de mim. Como já disse em outras postagens, desde os primeiros meses treinei-a para ter alguns períodos de "brincar sozinha" ou "brincar independente" durante o dia - grande parte das vezes dentro do cercadinho e, para evitar situações de choro e/ou conflito, dentro do quarto dela com as portas fechadas (ela se concentra melhor sem ninguém por perto). Hoje em dia, faço questão de deixar a janela aberta e uso-a para secretamente monitorá-la, hehe. Na verdade, sinto muita falta de uma babá eletrônica com vídeo! Com a Nicole também não tivemos, mas compramos pela internet (da China, acho) uma câmera de segurança que podia ser conectada à TV, então era muito cômodo poder monitorá-la durante o horário da soneca (porque era possível ver a imagem mesmo no escuro) e também durante esses momentos de brincar independente. Mas a câmera caiu no chão e o sinal ficou muito chiado e, infelizmente, acabamos deixando pra lá e não compramos outra!

Enfim, o ponto é que além do momento de brincar independente dentro do cercadinho, a luz de alerta que acendeu dentro de mim foi a necessidade de introduzir ao dia da Alícia uma outra modalidade de brincar independente: o blanket time, que vou chamar de "brincar no tapete". Eu vejo essa atividade como um treinamento que ajudará a criança a respeitar os limites (ainda que invisíveis) e obedecer a sua voz de comando. Também tem a ver com o conceito de educação diretiva: a prática de prever situações de conflito no futuro e preparar-se para elas, direcionando a criança para o que você espera que ela faça. A educação restritiva é justamente o contrário: esperar a criança errar e ficar falando "não" para tudo, o tempo todo. 

Começamos há pouco tempo, então por enquanto o tempo de "brincar no tapete" dura no máximo 10 min (comigo perto, voltando-a para ele toda vez que ela tenta engatinhar para fora, rs). Ela já está começando a entender as regras do jogo, mas eu preciso ter paciência e ser persistente. Com a Nicole eu desisti depois de um tempo, vi que estava dando trabalho demais e larguei mão. Mas desta vez pretendo insistir mais com o treinamento porque depois que a Nicole ficou mais velha vi que fez falta!

Doença
Fazia muito tempo que a Alícia não ficava doente. Eu estava até estranhando porque lembro como foi com a Nicole. Ela ficava resfriada pelo menos uma vez por mês e chegava a ficar uma semana inteira sem comer direito por causa da inflamação na garganta. Pois no início desta semana a Alícia começou a espirrar! Daí começou a ficar entupida, teve febre, ficou chorona e hoje já está na fase da tosse. Eu a mediquei com paracetamol para bebê, tenho usado rinossoro spray, desentupo o nariz dela com frequência e tento fazer inalação uma a duas vezes ao dia (ela não gosta nem um pouco, chora o tempo todo tentado tirar o bocal do rosto dela). Espero que ela melhore logo, pois é muito ruim vê-la assim.

Até as novidades do mês que vem, um abraço!

terça-feira, 20 de março de 2012

9 meses de Alícia!


Hoje a Alícia completa 9 meses e estou aqui para falar um pouco sobre como foi o último mês. Apesar do cansaço no fim de cada dia (sempre!), posso dizer que a nossa vida em casa está mais gerenciável e, por isso mesmo, mais tranquila e prazerosa. Sinto que estamos numa época de calmaria e isto é muuuuito bom! Nessa fase tem sido possível variar mais o programa quando queremos passear ou saímos para visitar outras famílias, o que é bem gostoso! E à medida que as meninas crescem e se desenvolvem, elas podem interagir mais e se divertirem juntas.

Rotina: Alimentação e Sono
Na alimentação, continua tudo ótimo! A Alícia tem 4 a 5 refeições por dia: café da manhã, às 6:00/6:30, almoço às 10:30/11:00, lanche da tarde às 14:30/15:00, jantar às 17:30/18:00 e leitinho antes de dormir, por volta das 19:00/19:30. Tenho cogitado uma mudança de horários na rotina da Alícia, mas ainda estou estudando as opções pra ver o que atenderia melhor as necessidades da família. O objetivo é que as meninas almocem juntas, mas a Nicole só chega da escola por volta das 12:15 e para a Alícia conseguir ficar até esse horário sem comer, eu precisaria dar um lanche para ela no meio da manhã.

O problema é que isso atrapalharia o sono dela e hoje o sono da manhã é o mais longo e mais restaurador de todos (ela acorda ótima). A casa fica em silêncio e eu também aproveito esse tempo para trabalhar. Se eu encurtar a soneca da manhã para ela lanchar (digamos que às 9:30) e ela não voltar a dormir até após o almoço, pode ser que isso atrapalhe na alimentação e ela tenha dificuldades para "se comportar" (assim como nós adultos, crianças cansadas ficam mal-humoradas!). Por outro lado, TALVEZ isso resulte numa soneca mais longa no período da tarde - junto com a irmã que dorme por 2 horas e meia a 3 horas na maioria das vezes. Hoje a Alícia tem tirado duas sonecas à tarde. A primeira de 1 hora e meia (geralmente ela acorda antes da irmã e eu corro para tirá-la do berço para não atrapalhar o sono da Nicole) e a segunda, logo antes do jantar, bem curta de 30 a 40 minutos.

Eu detaquei o "talvez" porque sinceramente não é o que acontece aos domingos quando a soneca da manhã da Alícia se resume aos 30 minutos dentro do carro antes de chegarmos à igreja (e depois os 30 minutos da volta). Ela fica no berçário da igreja das 8:30 até o horário de almoçar (às 10:20) e não dorme nada! Saímos de lá às 11:00 e, totalmente baqueada, ela capota no carro, despertando ao chegar em casa. Resultado: ela só vai para cama de novo depois que toda família almoçou e é a hora da siesta, hehe! Apesar de ter dormido por no máximo 1 hora de manhã (a ida e a volta da igreja), nem sempre ela tira uma soneca mais longa à tarde para compensar porque sleep begets sleep! Mas pode ser apenas falta de costume já que domingo é um dia atípico.

Fiz a transição para o desmame durante todo o último mês, dando o peito duas vezes ao dia (manhã e tarde) e a mamadeira uma vez ao dia (noite). Agora que ela completou 9 meses eu quis parar de vez com o leite materno e comecei a dar apenas a mamadeira. Mas acho que a mudança brusca não foi uma decisão muito acertada! Como fiquei com as mamas doloridas (com leite), voltei atrás e ainda dou o peito uma vez ao dia para esvaziá-las. Farei isso até quando for necessário, mas acho que não vai passar de alguns dias (talvez uma semana).

Rotina: Atividades e Desenvolvimento
Não há grandes novidades para relatar: a Alícia tem se desenvolvido bem, é um bebê curioso, ávido por querer engatinhar e sabe muito bem espernear, reclamar quando algo não está do seu agrado. No geral ela é bem sossegada, come bem, dorme bem, gosta de atenção e, claro, de colo! Como ela tem ganhado cada vez mais mobilidade e a todo momento tenta se apoiar nas coisas para ficar de pé, optamos por descer o nível do colchão no berço dela no início do último mês. Talvez tenha sido um pouco cedo para isso, mas antes cedo do que tarde!

Como já mencionei em outros updates, queremos estimular a independência desde bebê e às vezes damos preferência a alimentos que a possibilitem se alimentar sozinha. Dar o garfo na mão dela não é um costume, mas um dia meu marido inventou de dar pedaços de banana para a Alícia comer com o garfo de plástico e ela soube exatamente o que fazer com ele! Filmamos as meninas nesse dia, vejam:



Um dos meus objetivos atuais tem sido insistir para o tempo de brincar independente da Alícia. Até certo ponto com a Nicole era mais fácil pois, sendo filha única, ela passava muitos momentos do dia sozinha. Ainda assim, havia épocas em que a Nicole "se rebelava" contra o cercadinho - na verdade era uma "relação de amor e ódio"! E tem sido assim também com a Alícia: o "ódio" se manifesta de terça-feira. Depois de passar o fim de semana e a segunda-feira (o dia em que a levo para a empresa comigo) de colo em colo, recebendo muita atenção das pessoas, brincando com o papai e a irmã, chega a terça-feira de manhã e agora somos só a mamãe e a bebê em casa. E a mamãe precisa trabalhar, então a bebê precisa ter o momento de brincar independente. Ela reluta no primeiro dia, chora brava, mas eu insisto em pelo menos 20 minutos para ela entender que é a mamãe que decide e quem sabe o que é melhor para ela. O "amor" desabrocha na quarta-feira, quando ela já aceita o cercadinho feliz e passa 40 min (ou mais) brincando nele. Tudo é uma questão de costume e disciplina. Além da persistência, é preciso ter flexibilidade e estratégia para fazer algumas mudanças que ajudem no processo. No meu caso, foi tirar o cercadinho da sala e colocá-lo no quarto, assim o ambiente fica totalmente isolado (é só fechar a porta) e ela consegue se concentrar mais facilmente. Se seu bebê não tem o hábito de brincar sozinho por alguns períodos durante o dia, saiba que os resultados realmente compensam todo o esforço de começá-lo ainda que tarde!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

8 meses de Alícia!


Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!

A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.

Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.

Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.

Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.

Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).

Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.

Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.

No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.

E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )

Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.

Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!

Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.

Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.

Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )

Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).

Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.

Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.

A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!

Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.

Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!

O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.

A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.

A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).

E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.

Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!