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Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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terça-feira, 23 de julho de 2013

2 anos de Alícia!


Atrasadíssima, mas aqui estou para contar um pouco das novidades dos últimos 2-3 meses. Sim, porque já se passaram 34 dias do 2º. aniversário dela. Ou seja, ela já está com 2 anos e 1 mês!

Rotina, Sono, Dentição e Alimentação
A rotina da Alícia continua a mesma. Ela dorme bem à noite (no mínimo 11 horas seguidas) e tira sonecas de 3 horas à tarde (geralmente das 12:00 às 15:00). Aliás, eu tenho a impressão de que ela dorme melhor do que a irmã nesta idade. Raras vezes a Nicole passou das 7:00 da manhã (era um reloginho), a Alícia já algumas vezes. Um dia me surpreendeu acordando às 8:15!

Os dentes dela demoraram a começar a nascer, mas agora ela já está com o sorriso praticamente completo. Depois de publicar o último post (leia aqui) contei e ela já estava com 12 dentes! Faltavam 8 pra completar os 20 dentes de leite. Preciso contar de novo pra saber quantos ela já tem agora, rs. O que me impressionou é que do 1º dente até o 12º se passaram menos de 8 meses. Pouco tempo, né?

Quanto à diarreia, ela tomou o vermífugo daquele vez e não fiquei convencida de que o problema era esse. Eu acho que era de engolir pasta de dente! Agora ela está usando um creme dental específico pra crianças bem pequenas (sem flúor) e a diarreia parou de vez (embora ela continue fazendo cocô muitas vezes por dia, pelo menos duas, que eu entendo que seja sinal de boa alimentação e saúde). Eu explico que ela precisa cuspir e não pode engolir, ela faz que 'sim' e tenta, mas não adianta. No fim das contas, ela engole muita água com pasta ainda assim!

Uma observação é que aos poucos percebo que a Alícia está diminuindo a ingestão de alimentos. Mas ela continua comendo com muita pressa (igual à mamãe e diferente da irmã e do papai que comem devagar). Hoje, por exemplo, parti uma pera em 4 partes para dar de lanche da tarde. Enquanto a Nicole comia 1/4 da pera, a Alícia comeu as outras três partes!! Muito veloz essa menina, eu preciso ensinar para ela que é preciso mastigar melhor, com calma, e não engolir a comida toda de uma vez.

Desenvolvimento, Temperamento e Relacionamento com a irmã
Preciso confessar: tenho uma dificuldade imensa de não compará-la com a minha outra filha. Eu tento, prometo que tento, mas a Nicole acaba sendo a minha referência. O problema é que a minha memória NÃO é confiável. Não mesmo porque eu fico achando que a Nicole sabia muito mais coisas nesta idade, tinha uma pronúncia muito melhor, etc. E vai ver até sabia mesmo (porque ainda não consegui ensinar as cores pra Alícia!!), mas o fato é que um dia desses o Douglas me mostrou um vídeo da Nicole com 2 aninhos (aprox.) brincando com a Alícia recém-nascida e a pronúncia dela estava horrível também, kkkk!

Eu me admirei e achei engraçado porque naquela época a minha percepção do "bom" e "ruim" era outra completamente. Para os meus ouvidos a Nicole falava super bem, eu entendia tudo direitinho... rsrs. E agora eu fico com essa cisma com a Alícia, tadinho do segundo filho, né? A mãe o compara injustamente com o filho mais velho. Eu sei que faço isso inconscientemente e tento me policiar para incentivá-la e elogiá-la de igual modo. Ainda bem que existe a tecnologia para nos mostrar o que REALMENTE aconteceu. :-)



Tudo isso para dizer que estou me esforçando para deixar a Alícia se desenvolver no seu próprio tempo e acho que ela está indo muito bem. Ela repete as palavras espontaneamente, forma frases com 3-4 palavras (inglês e português misturado, quero só ver quando começarmos a aprender francês no Canadá!), enfim está se esforçando para se comunicar e interagir. E aprendendo a ser tagarela e insistente como a irmã (socorro!). Está cada vez mais parecendo mocinha crescida. Aprendeu a pular de verdade recentemente (antes ela mexia o tronco como se estivesse pulando, só que sem tirar os pés do chão). Aprendeu a beijar também - antes fazia só o barulhinho "uá" (a Nicole fazia "bi", rs).


Quanto ao temperamento, noto que a Alícia está aos poucos deixando de ser tão insegura e agarrada em mim. Ela é do tipo criança agarrada nas pernas da mãe, sabe? Aquela que fica seguindo-a pela casa o dia todo. Cheguei a me perguntar algumas vezes o que eu tinha feito para ela ser assim, rs. É difícil aceitar que esta é a personalidade dela, eu fico achando que é a minha culpa! Esse apego todo me frustra às vezes. Eu sinto que ela não está tão confiante e independente quanto a Nicole (que começou a ir para a escolinha aos 18 meses) estava nesta idade. Desde bebê a Alícia aceitava bem ficar no berçário da igreja (nunca ou raramente chorava), mas agora ela não está mais querendo ficar e eu fico sem entender o porquê. Depois que aconteceu um acidente lá dentro há alguns meses, em que ela caiu e machucou a boca, eu estou com receio de ficar insistindo. Por causa da diferença de idade, as meninas ficam em salas diferentes e percebo também que isto deixa a Alícia chateada. Ela aponta para a sala da irmã e diz que quer entrar lá com ela.


Parando para refletir agora, uma vez por mês durante a semana eu as levo comigo para uma reunião de mamães que tem na igreja. E nesse dia as tias juntam as salas e elas brincam juntas. Foi em um dia da semana que ela caiu e se machucou. Mas aos domingos é separado e a Alícia não se conforma que um dia ela pode brincar com a irmã e outro dia não, então ela chora e esperneia muito quando a deixamos na porta.

Como acho que já deu pra notar, ela é muito apegada à irmã e se espelha muito nela (imita tudo, rs). Se algum dia ela acorda mais tarde e não vê a irmã na cama, a primeira coisa que ela pergunta é "Dê Kicky?" (ela não consegue dizer Nicky ainda, rs). Uma das expressões que ela mais tem usado ultimamente é "___ Kicky too", sempre incluindo a irmã em tudo o que faz ou quer/pede pra fazer. É bem fofo de ver. Esses dias ela me pediu pra ir na casa da vovó, eu respondi que a gente iria tal dia e daí ela perguntou: "Vovó house Kicky too?" Ou o contrário, a Nicole pede algo e no mesmo instante ela vem para mim e diz "Me too." ou "Isha too." (Isha é o jeito que ela pronuncia o próprio nome, mas às vezes ela diz Ily também).

No geral, ela é muito simpática e amável com as pessoas (as pessoas comentam), exceto com o pediatra - até hoje ela chora muito quando ele vai examiná-la. E eu percebo também o coração materno dela, é uma graça observar como ela ama cuidar de suas bonecas, cobri-las com o paninho, alimentá-las, etc. Ela é bem carinhosa e espirituosa. E olha que não tem nenhum bebê na família para poder dizer que ela está imitando o comportamento adulto de alguém (como a Nicole quando a irmãzinha chegou da maternidade), mas quando ela encontra bebês em festas ou outros lugares públicos, ela fica extasiada de alegria e voluntariamente se aproxima do carrinho ou do colo da mãe pra conversar e fazer carinho nele(a).

Peripécias
Algumas semanas atrás ela se machucou feio em casa - cortou o lábio e precisou levar três pontos! Ela não estava fazendo nada de perigoso. Meu marido tinha saído com as meninas pra eu poder dar uma geral na casa e lavar a roupa. Quando elas voltaram, umas 3 da tarde, eu estava na sala passando roupa. A Alícia havia pulado a soneca e estava cambaleando de sono, deveria ter ido direto tirar uma soneca. Mas a Nicole estava firme e forte, toda agitada, e chamou-a pra brincar de "barquinho" com os meus cestos de roupa pra passar (que têm formato parecido com barco mesmo). São três, um de cada tamanho, e já estavam vazios. A Nicole entrou no maior e a Alícia no menor. Na hora de levantar, ela se desequilibrou e caiu pra trás contra a parede. O cesto virou junto e bateu com tudo na boca dela. Quando vi o sangue pensei que ela tivesse quebrado um dente! Eu sou muito mole para essas coisas (era meu marido sempre que as segurava para tomar vacina no posto!) e comecei a passar mal de ver (e imaginar) o corte aberto. Eu falei para o meu marido que eu dirigiria, mas ela só queria o meu colo e ficou chorando no caminho. Então tive de enfrentar minha própria fraqueza pra segurá-la no colo no banco de trás enquanto íamos para o pronto socorro!
Esta foto é de fev/13, mas dá para ver como são os cestos.
Comportamento e Disciplina
No momento estou ensinando a Alícia a não falar "não" para a mamãe (é a resposta padrão dela para qualquer comando - a fase conhecida como "terrible twos"). Estou insistindo na frase "Yes, Mommy" para ensinar a submissão. E quando ela desobedece e eu a disciplino também insisto para que ela use o "Sorry, Mommy" para ensinar a humildade. No relacionamento entre irmãos, o meu foco em casa é ensinar a generosidade. Quem tem filhos nesta idade sabe muito bem como é complicado administrar conflitos. Uma criança sempre quer o brinquedo que está nas mãos da outra. E, geralmente, é o filho mais velho que precisa ceder. Aqui em casa eu faço diferente. As duas recebem tratamento igual (na medida do possível) porque meu objetivo é que as duas aprendam a dividir e a ser amáveis.

Então quando uma quer o brinquedo que está nas mãos da outra (acredite, isso acontece várias vezes por dia), primeiro eu me certifico que de que ela está pedindo de forma apropriada - com calma e usando "por favor". Digo isso porque, principalmente com os menores, o desafio é ensiná-los que não pode-se arrancar as coisas das mãos dos outros (o famoso 'domínio próprio', tão importante de ser ensinado desde bebês). Em segundo lugar, eu reforço o pedido feito, dizendo algo do tipo: "Alícia, Nicole wants to play with that toy too. Can you share it with your sister, please?" (traduzindo: Alícia, a Nicole quer brincar com este brinquedo também. Você pode dividi-lo com ela, por favor?). Se a criança se recusa e diz que não, daí eu digo: "If you can't share your toys, then you can't have them. Give it to me, please" (Se você não consegue compartilhar seus brinquedos, então você não pode brincar com eles. Me dê ele aqui, por favor). Daí claro ela entrega o brinquedo para a irmã rapidinho, rs. Só que daí advinhe o que acontece? Isso mesmo, alguns minutinhos e a irmã que emprestou pede o brinquedo de volta (do jeitinho certo, com o "please") e daí o processo se repete, com a outra irmã tendo a oportunidade de aprender a ser generosa e a preferir o outro a si mesma (cedendo a sua vez, o seu brinquedo, etc.). No meu entender, isso é pastorear o coração da criança!

Outra grande dificuldade da Alícia no momento é aprender a lidar com o "não". Pasmem: a Alícia é do tipo de criança que se joga no chão, chuta e bate quando é contrariada! Ah, ela também faz desaforo e joga as coisas no chão quando está com raiva. Eu fico perplexa às vezes com o temperamento forte dela, mas daí meu marido vem e me lembra que com a Nicole foi a mesma coisa (pior que eu não lembro direito, de novo minha memória me iludindo com um falso "mar de rosas", rsrs!!). Quando ela faz essa cena de frustração, minha reação é ser firme. Normalmente eu a tiro de cena no mesmo instante para eu poder orientá-la no particular - mesmo em casa, para ela ser disciplinada com dignidade, sem a presença da irmã.

Uma mania que ela tem que me deixa maluca é tirar as meias e sapatos. Ela gosta de ficar descalça, inclusive na hora de dormir. Eu não consigo entender isso. Meus pés congelam nesse frio. Eu posso entrar no quarto delas para colocar as meias de volta nela, mas pode ter certeza: pela manhã ela estará sem meias de novo. E lembro que com a Nicole foi diferente, mas hoje graças a Deus ela não faz mais isso, rs.

Desfraldamento
Pra encerrar o post, preciso falar do desfraldamento. Depois que voltamos da viagem em abril, me empenhei em desfraldá-la pra valer (durante o dia). Ela estava progredindo bem, dentro do esperado (com muitas calças molhadas por dia). Um dia ficamos o dia todo fora (buscar os passaportes no shopping, ir ao sacolão, dentre outras paradas) e ela só deixou vazar xixi uma vez. Eu fiquei tão orgulhosa dela! Mas tem dias que parece que a criança regride (com a Nicole também foi assim, então eu sabia que fazia parte), mas eu estava ficando estressada com o fim do semestre da faculdade (normal também) e, sem ajuda doméstica, eu não estava conseguindo dar conta de tudo, principalmente de lavar a roupa com a frequência necessária... Então achei mais prudente levantar a bandeira branca e dar um tempo. Era coisa demais para eu administrar e desfraldamento é algo demanda atenção, paciência e TEMPO, coisa que eu não tinha.

Enfim, agora estou de férias ainda me recuperando do semestre difícil e ainda por cima planejando nossa viagem no mês que vem (vamos passar 1 ano no Canadá), por isso não estou muito animada ainda para voltar no propósito de desfraldá-la com força total. Vamos ter muitas mudanças daqui pra frente e a minha mente já está tão cheia de preocupações (como sempre - ai, Senhor, me ajude!), estou orando para o melhor momento... confesso que tem dias que acordo revigorada e disposta para encarar o desafio, mas daí ao primeiro acidente eu já me desanimo de novo, rs. Eu sei que a constância é importante e estou falhando muito nisso. Mas o meu consolo é que a Alícia está amadurecendo e às vezes ela me surpreende. Hoje mesmo coloquei-a pra tirar a soneca da tarde e, minutos depois, quando entrei no quarto a encontrei totalmente sem roupa e fralda (nesse frio!!) pedindo pra fazer xixi. Senti que a fralda estava quente porque ela já tinha feito, mas levei-a para o banheiro mesmo assim. Não é que ela terminou de fazer no vaso?

Não sei quando volto para fazer o próximo update. Acho que a partir de agora vai ser a cada 3 ou 4 meses. Tenho tantas coisas que gostaria de escrever e publicar aqui no blog, mas não consigo. :-(

Meu próximo desafio é fazer um resumo (com fotos) do nosso semestre de homeschooling, aguardem!!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

3 anos e 8 meses de Nicole!

Comecei a escrever o post abaixo há mais de 20 dias, mas não consegui terminá-lo no dia e só estou voltando hoje para terminá-lo. :-(

Apesar de estar me corroendo de culpa por tê-lo deixado inacabado, o que me consola é o provérbio "antes tarde do que nunca". Acrescento que minha lista de temas para postar aqui no blog só aumenta a cada dia... e o que me falta é tempo para conseguir escrever sobre tudo o que quero!

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Com uma semana de atraso (06/05), mas cá estou para contar algumas novidades que selecionei dos últimos 4 meses de vida de minha primogênita.


Para começar, os últimos meses foram cheios de novidades para a Nicole!

Dama de honra
A primeira novidade para ela foi ter sido dama de honra no casamento do meu irmão. E para a nossa surpresa, ela entrou direitinho ao lado do primo! Não tivemos ensaios antes para ela poder praticar e eu estava receosa de que ela fosse se recusar na hora H, mas para ajudar a prepará-la para o que aconteceria no dia, recorri ao youtube e juntas vimos vídeos de outras damas e pagens entrando em casamentos. Deu certo!

Eu escolhi colocar a fotinho à direita para contar que, pouco tempo após ela e o primo entrarem com as alianças, ela começou a acenar para mim que estava com vontade de fazer xixi. Tive de sair com ela para ir ao banheiro no meio da cerimônia! A foto mostra bem como ela me mandou a mensagem, hehe.

Aulas de balé
A outra novidade é que há dois meses ela iniciou suas aulas de balé num estúdio de dança aqui perto de casa. Ela saiu da primeira aula dizendo que não tinha gostado, talvez porque tenha se sentido constrangida de ser a mais nova e mais baixinha da turma. Neste dia só tinha ela e mais duas meninas de 5 anos! Eu pedi a ela que fosse em mais uma aula pelo menos, para a gente avaliar se valia a pena ela continuar indo. Da segunda aula ela já saiu muito mais feliz e assim continuou, intercalando entre episódios de "altos" e "baixos".

Um dos "baixos" foi na aula antes da viagem de uma semana que eu e meu marido fizemos sem as meninas. Do lado de fora eu pude ouvi-la chorando durante a aula. Depois que a aula terminou a professora me chamou para conversar e explicou que ela chamou a atenção da Nicole (por não estar pulando no ritmo das palmas) e que ela começou a chorar, se recusando a participar dos exercícios até o fim da aula. A Nicole olhou para mim com aquela carinha de chateada e disse: "Mamãe, eu estou cansada". E ela fica mesmo, segundas-feiras são os dias mais cansativos para ela.

O outro "baixo" foi na aula seguinte ao episódio anterior. Meu marido e eu estávamos fora e as meninas ficaram uma semana sob os cuidados da vovó. A professora não falou nada para a vovó no dia, mas me contou na semana seguinte que a Nicole não quis participar da aula, ficou apenas sentada assistindo, e que ela preferiu não insistir por saber que a recusa dela poderia ser reflexo da nossa ausência. Eu acho que teve mais a ver com o sentimento de inferioridade da aula anterior, mas não descarto a possibilidade que a professora trouxe e achei que ela agiu bem em deixar a Nicole à vontade.


A partir da aula seguinte, porém, tudo transcorreu bem. Ela voltou a entrar e sair animada das aulas e até recebeu elogios da professora de que estava mais solta na aula e dançando como uma bailarina. Hoje (06/05), em homenagem ao dia das mães, a escola ofereceu uma "aula aberta" para as mães poderem assistir. Tirei muitas fotos da minha bailarina fazendo os exercícios e dançando em aula. Amei!!


Hábito de chupar dedo
A Nicole chupa dedo desde os 6 meses de idade. Aconteceu assim: eu tirei a chupeta e ela encontrou o dedo. Eu nunca liguei muito porque a regra era que ela só poderia chupá-lo na cama, quando fosse dormir. Porém, aos poucos fui baixando a guarda e acabei permitindo que ela o chupasse também quando estivesse vendo desenho na TV ou no ipad. E advinhe? Agora chupar o dedo virou praticamente uma constante para ela, como o problema de roer unhas que ela teve no ano passado (a história toda você pode ler no último update: 3 anos e 4 meses de Nicole!). Ela o faz no automático, sem perceber. Quando se dá conta, o dedão já está dentro da boca! E quem é mãe sabe como é cansativo ficar repetindo a mesma frase o dia todo (no meu caso: "Nicole, please stop sucking your thumb!"). É totalmente contraproducente e mexe com os meus nervos. Esse exemplo mostra claramente que, quando se trata de estabelecer padrões para os nossos filhos, é infinitamente melhor "pagar à vista" do que "a prazo". O post Eduque, não reeduque! fala um pouquinho sobre isso. Eu fiquei desatenta, gradativamente deixei que as circunstâncias baixassem meu padrão e, agora que nos demos conta de onde fomos parar, nós - eu, ela e meu marido! - estamos pagando o árduo preço de erradicar um mau hábito.

Minha estratégia recente tem sido a perda de privilégios, no caso o que ela mais gosta de fazer: ver desenho. Hoje mesmo (06/05) ela está de castigo. Fizemos o combinado que cada vez que eu visse com o dedo na boca ela perderia o privilégio de ver desenho por um dia. É preciso sempre lembrá-la do acordo. E hoje aconteceu duas vezes, quase que seguidas. Portanto, ela só poderá reaver o direito de ver desenho novamente na quarta-feira. Olha, não é fácil manter a firmeza, viu! Ela chorou tão doída hoje quando a informei de que ela tinha perdido o privilégio. Meu coração ficou moído de ouvi-la dizer aos prantos: "Sorry, mommy, I won't do that again. I want to watch TV". Sei que é uma coisa tão boba e confesso que às vezes me sinto "má" de negar a ela o pedido, mas sei que não é maldade. É amor. Já amoleci outras vezes e vi o que aconteceu: ela tornou a chupar o dedo e minha palavra perdeu a credibilidade. Por isso, por AMOR à minha filha, ao seu futuro e à formação do seu caráter, eu olho-a nos olhos com todo o carinho que tem dentro do meu peito e digo: "I forgive you, honey, but you need to learn this lesson. You will only watch cartoon again on ___". Quem disse que ser mãe era moleza??

Sim, por amor a Deus e também a ela, eu preciso fazer valer a minha palavra! Se eu não a amasse tanto, deixaria passar... Ao discipliná-la, meu marido e eu precisamos constantemente nos lembrar que o nosso compromisso não é com o seu choro de agora e que nossa missão, como pais, não é evitar a todo custo que ela se entristeça. Nosso compromisso é com a pessoa que Deus a criou para ser. E o mais lindo é ver como Deus usa isso para nos moldar e aperfeiçoar também, além de confortar nossos corações com esperança e paz inexplicáveis. Creio que o sofrimento (dela e meu!) faz parte do crescimento (o nosso!). Como por exemplo hoje, depois daquela choradeira toda inicial, ela veio perguntar algumas vezes ao longo do dia se já poderia ver TV agora. Eu expliquei que ainda não, que ela ficaria dois dias sem desenho. Mostrei com os dedos como era feita a contagem (hoje é 1, amanhã é 2, no dia 3 pode). Ela suspirou triste, mas demonstrou entender e estava mais conformada. Sem dúvidas, uma lição de paciência também!

Amadurecimento emocional
Queria comentar neste post uma situação que nos ocorreu há poucos dias, mas antes preciso explicar algo. Minhas filhas têm diferentes cor de olhos - a Nicole tem olhos castanhos (como o pai) e a Alícia tem olhos azuis esverdeado (como eu). Desde que a Alícia nasceu e as pessoas começaram a reparar na cor dos olhos dela era muito comum ouvirmos o comentário: "Ai que linda. Olha a cor desses olhos!". Evidentemente as pessoas não falavam isso por mal, mas não percebiam que a Nicole (na época, com seus 2 anos) estava atenta. Muito esperta, ela percebeu que nenhum elogio era dirigido à cor dos olhos dela. E concluiu que ter olhos azuis era o desejável. Para a nossa surpresa, um dia à mesa do jantar ela anunciou para nós que os olhos dela eram azuis como os da mamãe e que os olhos da Alícia eram castanhos como os do papai. E isso se repetiu por algumas vezes, ela sempre insistindo com a questão. Em todas as vezes, meu marido e eu fazíamos questão de dizer a verdade. Para brincar eu dizia que o papai e a Nicky tinham "chocolate-brown eyes" e depois acrescentava "hummmm...". E o papai continuava a brincadeira falando que a mamãe e a Lily tinham "ocean-blue eyes". Fizemos essa brincadeira muitas vezes até ela esquecer o assunto, mas sem saber se a situação estava resolvida ou não para ela.

Para a minha alegria, há poucos dias descobri que ela superou sim a questão de não achar bonita a cor dos seus olhos. Foi assim: Era o nosso momento de leitura e eu estava sentada no tapete da sala ensinando a Alícia enquanto a Nicole "lia" sozinha no sofá. Um dos livros tinha um gatinho de olhos marrons e, como a Alícia está na fase de aprender as cores, pedi para ela apontar onde estavam os olhos do gato e quando ela achou, eu pedi para ela repetir o nome da cor. Poucos minutinhos depois, em outro livro apareceu novamente a foto de um gato - só que este tinha olhos verdes. Eu aproveitei a coincidência e abri novamente o livro anterior para comparar os dois gatos. A Nicole, que estava sentadinha "lendo" mas de ouvidos bem atentos, comenta que o gato x tinha a mesma cor dos olhos da Alícia e da mamãe e o gato y a mesma cor dos olhos dela e do papai. E falou assim, na maior naturalidade, com um sorriso maroto no rosto. Ufa!

Bilinguismo
A Nicole ainda inventa algumas traduções engraçadas (como "the phone is linging" ou "o cachorro está barcando" - frases que ela realmente já disse!) e às vezes mistura os idiomas na mesma frase. Não posso culpá-la porque é muito comum eu fazer o mesmo, mas quando estamos em casa me policio ao máximo para falarmos somente em inglês. Um dia desses a professora dela da igreja me disse que ela tem um inglês bom e eu fiquei muito feliz! Claro, ela comete os mesmos erros que uma criança que aprende inglês como língua nativa comete. Como dizer: "I am getting more bigger". Mas isso a gente releva. :-)

Agora o que eu acho mais curioso e que só reparei recentemente é que, mais do que confusões linguísticas, existem as confusões culturais mesmo, às que dizem respeito ao pensamento por trás da formulação das frases. Por exemplo, um dia meu pai falou com ela por telefone e perguntou: "Nicky, você vai na casa do vovô?". Em vez do habitual "Vou" de qualquer brasileiro, ela respondeu "Sim". Que criança (ou adulto!) brasileiros responde assim? Rsrs. Bem, eu pelo menos achei engraçada essa resposta em português pois não soa natural. As respostas padrão para "Você tem __?", "Você quer ___?", "Você gosta ___?", e assim por diante, sempre é "Tenho", "Quero", "Gosto", etc. E não "Sim"!! E eu também já ouvi a Nicole dizer em português: "Olha aqui, eu vou mostrar você" (sem o "para", tradução literal para o equivalente de "I will show you" em inglês). Uma graça essa minha gringazinha, hehe.

Personalidade
A Nicole é muito ativa fisicamente. Ela ama escalar os móveis, a porta, a janela, enfim, o que puder ser escalado. E ama também pular, correr, dar cambalhota, rolar no chão, chutar a bola, andar de bicicleta... e eu estimulo que ela faça essas coisas. A maioria das coisas que ela já sabe fazer fui eu mesma que ensinei, como pular amarelinha (agora ela já está sabendo pular jogando a pedrinha). Ela aprende rápido e tem uma boa coordenação motora. Faço questão de incluir "educação física" em nosso homeschooling. Primeiro, porque gosto e acho saudável movimentar-se fisicamente e, segundo, porque acho que ela tem potencial para ser atleta. Se ela quiser ir por esse caminho algum dia, essa base de agora vai ajudá-la.

Outra característica da Nicole é que ela é uma criança com grande capacidade de concentração. Parece oposta à característica acima, mas não é. Ela ama folhear os livrinhos e fazer a leitura das imagens. Ela é muito atenta aos detalhes e quer saber todos os porquês. Às vezes ela se cansa de ver só as ilustrações e me pede para ler o livro para ela. Acho que logo logo ela vai estar lendo, apesar de eu estar tentando pegar leve nessa questão da alfabetização (mesmo porque ainda não li nada a respeito disso!). Ela também é muito concentrada quando está na frente de algum filme ou desenho. De verdade, ela fica vidrada. Mal pisca! Os desenhos que ela mais gosta atualmente são: Go Diego Go, Dora Aventureira, Pinky Dinky Doo, Backyardigans e Sid the Science Kid. Ela também gosta de Max & Ruby e Thomas e seus amigos, mas não assiste-os com tanta frequência. Como sabemos que ela tem facilidade com linguagem, às vezes meu marido coloca Pocoyo para ela assistir em espanhol ou em francês. Ela gosta do desafio e ultimamente tem falado "Bonjour" para a gente, rs.

Também acho a Nicole muito imaginativa. Ela gosta de histórias inventadas e de brincadeiras de fantasiar. Hoje mesmo (agora sim, 27/05, rs) ela estava brincando que a minha cama era um foguete que iria levá-la para a lua. Ela gosta de me dar "presentes imaginativos" (ao pé-da-letra mesmo... eu tenho de "pegá-lo" e dizer o que tem dentro do pacote, qualquer coisa que eu inventar na hora, rs). Um dia meu pai entrou na brincadeira dela e deu um presente fictício para ela também. Ela pegou o pacote invisível, fingiu abri-lo e exclamou: "Olha, é uma bicicleta!". Caímos na gargalhada. Outro exemplo de brincadeira criativa dela é à mesa do café da manhã: a cada mordida do pão (ou da panqueca) ela diz o que o pedaço parece (um jacaré, um peixe, um carro, etc).  Um tempo atrás essa onda de fantasiar trouxe situações desagradáveis. Uma amiguinha chamada Nicolly veio brincar em casa e a Nicole fingiu que era a Alícia enquanto a amiguinha era a mamãe. Acredita que ela fez xixi e cocô na calça no meio da sala?? Ela realmente imitou a irmã na época do desfraldamento!!

A Nicole se dá bem com rotina. Quando os dias estão mais bagunçados, ela tem maior dificuldade de obedecer. Claro, como toda criança, ela ainda está aprendendo a esperar e a não repetir a mesma pergunta um monte de vezes, rs. Por exemplo, após o almoço ela sabe que tem 45 minutos de descanso. Nesse tempo ela pode ficar deitada quietinha ouvindo música (se quiser), ou pode ficar vendo livros, desenhando ou pintando, contanto que ela não desça da cama. Há dias em que ela quer que o tempo passe logo (porque sabe que a próxima atividade é usar o ipad!) e me pergunta 'trocentas' vezes: "O alarme já tocou, mãe?". Um exemplo engraçado sobre a rotina diz respeito à nossa alimentação. Em quase toda refeição eu costumo fazer arroz, feijão, carne, legume refogado e salada. Certo dia eu não fiz salada e não é que ela percebeu? Ela olhou para o prato dela e perguntou: "Where's my salad, Mommy?". Hahaha!

Aproveitando, acabei de me lembrar de outro episódio engraçado que minha mãe me contou recentemente e que tem tudo a ver com o perfil da Nicole. Já conversei algumas vezes com ela sobre o cuidado que temos de ter para não jogar lixo no chão, que precisamos cuidar bem das coisas que temos, etc. Acredita que uma vez, quando ela estava com a minha mãe indo fazer uma visita no quarto de uma maternidade, ela viu um papel de salgado no chão do elevador e disse: "Quem jogou isto no chão?". Minha mãe respondeu que não sabia e, para a surpresa geral, ela disse: "As pessoas não pensam...". E agachou para pegar o papel do chão para jogá-lo no lixo! Minha mãe veio me contar depois de queixo caído, rsrs.

Até agora só falei de pontos positivos, mas claro que existem áreas a serem melhoradas também. Às vezes pego a Nicole querendo enganar ou mentir quando não quer fazer algo que eu mandei ela fazer (como lavar as mãos antes de comer ou ir fazer xixi/escovar os dentes). Então eu tenho de ficar em cima para supervisionar. Também já tivemos problema porque ela não quis obedecer outros adultos (na nossa ausência), o que é algo muito chato. Para evitar esses dissabores, meu marido e eu tentamos fazer o combinado antes de sairmos de casa: deixar claro qual é o comportamento que esperamos que ela tenha e qual será a consequência caso ela não obedeça.

Relacionamentos
No geral, a Nicole é uma criança bem relacionada e sabe brincar bem tanto com meninos quanto com meninas. Ela tende a ser afobada (=se desespera facilmente e tende a se exaltar) e mandona (=quer as coisas do seu jeito) e sei que isso pode causar certos problemas, mas o fato de ter uma irmã em casa ajuda muito neste treinamento diário, de ceder em prol do outro (sempre um desafio!).

Tenho visto a Nicole amadurecer na consciência de que precisa ser amável com as pessoas. Vejo como ela se preocupa em ajudar a irmã calçar os sapatos, por exemplo, e isso enche meu coração de alegria. Um dia eu estava na cozinha chorando e conversando com o meu marido enquanto as meninas brincavam na sala. Ela deve ter ouvido eu falando e percebeu que eu estava mal, então foi até o quarto buscar a Nana (sua boneca de dormir) para eu abraçar. Que consolo maravilhoso!

A área de tensão ainda tem sido no "learning time" da Alícia. É muito difícil para a Nicole não ser o centro das atenções. Eu faço perguntas para a Alícia e ela corre na frente para responder, não dando a menor chance para a irmã sequer tentar. Eu estou pegando firme com ela, que ela precisa respeitar a vez da Alícia e esperar a vez dela. O Douglas me deu uma boa ideia ontem que vou tentar aplicar: a de fazer a atividade de modo que a Nicole participe fazendo as perguntas (como se fosse a professora) para a Alícia responder. Muito inteligente esse meu marido... como é que eu não pensei nisso antes? Rsrs.

Outra área tensa no relacionamento com a irmã que desde o início quisemos evitar é não permitir que uma irmã dedure a outra só para vê-la ser disciplinada (porque esta é a tendência natural de qualquer criança, né!). O momento do dia que isto mais "pega" é na hora de dormir porque, como a Alícia não está mais no berço, no início ela desobedecia muito se levantando da cama e pulando para a cama da Nicole. Em vez de dedurar a irmã, ensinamos a Nicole dizer: "Mommy/Daddy, can you come here, please?". Daí já sabemos que a Alícia provavelmente não está mais na cama. É uma frase boa também para substituir "choros inexplicáveis" de criancinhas que tendem a pedir as coisas com aquela voz irritante de choro manhoso, sabe? Tanto meu marido quanto eu somos enfáticos de que não se consegue nada com manha, tem de falar direito.

Homeschooling
Até um ou dois meses atrás, a Nicole ainda dizia que queria ver a Tia Kelly, mas agora parece que ela esqueceu de vez (espero!). Temos feito nossas atividades de homeschooling normalmente quase todo dia, sempre com muita leitura e vivências práticas que fazem parte da vida doméstica comum (arrumação da casa, aguar as plantas, ir ao mercado, cozinhar, aprender a ver as horas, etc.). Fazemos "play dates" com amiguinhas duas a três vezes por mês (quando não mais) e elas têm tido bastante oportunidade de socialização na igreja e nas reuniões de família (além de no balé). Fizemos também uma visita ao museu (mas este assunto vai ficar para outro post!).

Nossa caixa do SONLIGHT (material de homeschooling para trabalhar durante 1 ano) chegou e agora temos muito mais materiais para trabalhar. Eu fiquei impressionada com a qualidade dos livros que eles selecionaram. De verdade! Fiquei com a impressão de que eles realmente pensaram em tudo - matemática, ciências, estudos sociais, geografia, etc. Uau!! Um material melhor do que o outro. Nem consegui ver tudo até agora (porque é muita coisa), mas o que já fizemos foram excelentes!

Veja no vídeo abaixo a Nicole "brincando" com um dos materiais que veio na caixa. Para quem tiver interesse, chama-se Mighty Mind. Vocês vão ver como ele é fantástico.


Para terminar o post, eu queria também indicar os melhores apps para ipad que temos para a idade da Nicole. Sério, se você pensa em homeschool mas teme não ter "qualificação" para isso, seus temores acabarão quando você conhecer (um pouquinho que for!) dos inúmeros recursos à sua disposição. Você só precisa saber procurar e ir testando as versões gratuitas (temos inúmeras instaladas no nosso ipad). Minha gente, tem taaaannta coisa boa pela internet hoje em dia que para seu filho aprender basta você não atrapalhar, rsrs. As crianças aprenderão sozinhas... e brincando!! :-)

FW Deluxe
Endless ABC
ABC Writing
ABC Phonics

Math, age 3-5
Math, age 4-6
Lola's Math
I Spy (Lola)

Eu coloquei apenas recursos visando matemática e alfabetização, mas tem apps de desenho, quebra-cabeça, livros com áudio, músicas.... e muitos muitos outros recursos. Qualquer dia desses peço para meu marido vir escrever um post especialmente sobre isto porque é ele quem encontra esse apps para nós!

Um abraço!
Talita

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1 ano e 10 meses de Alícia!

Meu marido e eu estamos fora de casa há quase uma semana, numa viagem a dois para comemorar nossos 10 anos de casados, e hoje nossa filhota mais nova completa 1 ano e 10 meses de vida. = )

O tempo não pára e em breve ela terá 2 aninhos! E se tem uma única lição que como mãe eu não posso deixar de lembrar é a importância de investir no meu bem-estar e, principalmente, na qualidade do meu relacionamento com o meu marido. Sim, meu marido e eu também precisamos de tempos juntos, a sós, para curtirmos um ao outro, conversarmos e, claro, para também descansarmos, sem focar nosso pensamento o tempo todo na casa e nas crianças.

Mas eu vou confessar, não foi moleza resistir à tentação de trazer as meninas conosco nesta viagem!! Ao pesquisar os hotéis meses antes da viagem, eu fugia dos que tinham muitas atividades para crianças porque eu não queria ficar me sentindo mal durante a viagem, rsrs, com remorso de estar num lugar bacana e de não tê-las levado comigo. E o pior é que não adiantou!!


Chegando aqui, tudo o que eu via (inclusive outras crianças pequenas brincando ou comendo no restaurante) me fazia lembrar delas e imaginar o quanto elas poderiam gostar do passeio e estar se divertindo! Até chorei depois da primeira conversa por skype com elas, me sentindo 'culpada' de estar aqui e elas lá. Eu sei, eu sei... são coisas bobas de mãe sentimental. É apenas uma semaninha fora e essas viagens de lua-de-mel meu marido e eu só comemoramos a cada 5 anos. O importante é a gente aproveitar bem esses dias "de folga" para que, quando voltarmos, possamos assumir novamente as tarefas do dia-a-dia, com renovados empenho e vigor!


Mas o motivo deste post é contar como foram os últimos 2 meses da Alícia. Então, mãos à obra!




Alimentação e Dentição
A Alícia passou maus bocados nos últimos meses por causa dos dentes nascendo. Muitos dentes! Num determinado momento chegamos a contar SEIS dentinhos cortando a gengiva dela ao mesmo tempo. Ela sofreu, viu! E algumas vezes - nos piores dias - até chorava ao morder alguma coisa mais dura, chegando a recusar alimento na hora da refeição (algo bem atípico). Por outro lado, ela também já consegue se alimentar muito melhor sozinha (tanto com garfo quanto com colher). Inclusive, ela não gosta muito de ser ajudada. Isso só tende a melhorar e a facilitar a minha vida!

Desfraldamento e Doença

Os últimos meses também foram conturbados na questão saúde. Na verdade, não sei se por causa da dentição, mas a Alícia teve diarreia por muitas semanas seguidas. Acho que chegou a durar um mês! Na primeira semana julgamos que fosse uma virose porque a família inteira ficou mal, com dor de barriga. Depois todo mundo foi melhorando, menos a Alícia, que continuava defecando uma média de 3-4 vezes por dia. E o coco era tão ácido que só de tocar na pele dela já a deixava todinha vermelha e assada, ainda que eu trocasse a fralda imediatamente. Quanto sofrimento vê-la assim! Chegou ao ponto de ela nem deixar eu encostar o algodão com água para limpá-la, fechava as pernas com força e chorava. Era um sufoco trocá-la. Muitas vezes eu pensei quão bom seria se ela já estivesse desfraldada porque pelo menos estaria fazendo as necessidades no vaso e não teria esse problema da assadura... Por outro lado, como continuar o desfraldamento em um bebê com diarreia?? Eu até tentei nos 2 primeiros dias da diarréia, mas depois de alguns incidentes de fezes mole e fedida no chão da sala, me rendi novamente ao uso da fralda e declarei interrompido o treinamento!

Justo no mês em que achei que fosse economizar na compra de pacotes de fraldas... humpf, que nada! Fazendo cocô tantas vezes por dia, acabei gastando muito mais, rsrs!


A interrupção do treinamento de desfraldamento acabou sendo muito mais longa do que eu imaginei porque a diarreia não parava. Até que comecei a desconfiar de vermes - afinal, com os dentes nascendo e a Alícia colocando na boca tudo o que encontra pela frente, esta era uma real possibilidade. Sim, e com o sério agravante da minha suspeita de que ela andou comendo terra do canteiro da garagem! Felizmente, chegou o dia da visita periódica ao pediatra e ele receitou um vermífugo para elas tomarem. Bingo, parece que o problema foi sanado – mas isto foi na semana que antecedeu a nossa viagem para cá. Portanto, só pretendo pensar no assunto do desfraldamento novamente agora quando eu voltar para casa. Mas confesso que quanto mais tempo passa, maior tem parecido este gigante para mim! É um desafio que eu preciso encarar, o de treinar a minha pequena para fazer suas necessidades no vaso sanitário, e não mais na fralda.

E eu tenho sentido que com duas filhas está sendo mais complicado eu parar tudo o que estou fazendo para ir ao banheiro com a menor – muito embora a mais nova querer imitar a mais velha em tudo ser uma vantagem... Porém, me parece que o meu dia fica todo truncado com tantas idas ao banheiro - ficar ali sentada esperando ela fazer alguma coisa, o que nem sempre acontece. Perco muito tempo com isso! E, o que é pior, tem também o tempo gasto com tantas trocas de calcinha e limpando xixi do chão pela casa por causa dos acidentes frequentes.


Mas, como toda mãe está cansada de ouvir, não adianta nos desesperarmos e transferirmos à criança a nossa frustração pelo insucesso do desfraldamento. Nem tudo acontece como e quando queremos. Tirar a fralda é um processo mais lento do que gostaríamos que fosse. E despejar na criança a nossa ansiedade só vai alongar e complicar ainda mais o processo. Então, o que eu preciso é buscar serenidade, pensar num plano realista e coerente e fazer tudo com muita, mais muita, paciência e perseverança!


Como se fosse fácil, rsrs.

Rotina e Sonecas

As sonecas da Alícia à tarde têm sido mais tranquilas do que nunca. Ela adormece facilmente, na própria cama, em apenas 5 minutinhos, e eu nem preciso mais fechar a porta para escurecer muito o quarto! Normalmente é assim: elas terminam de almoçar (a Alícia mais rápido do que a Nicole) e eu a levo para escovar os dentes enquanto a Nicole ainda termina de mastigar as últimas colheradas. Levo-a para o quarto, troco a fralda, puxo a cama, dou a Nana e digo para ela se deitar porque está na hora da soneca. Saio do quarto (deixo a porta aberta) e repito o processo todo com a Nicole – escovar os dentes e levar para fazer xixi. Antes mesmo da Nicole voltar, a Alícia já está dormindo! Em poucas tardes, a Nicole pede para dormir junto (na cama dela), geralmente apenas no dia do ballet – que é numa segunda-feira, justamente o dia em que ela fica mais cansada. Nos outros dias, eu fecho a porta do quarto para a Alícia tirar a soneca longa dela sem barulho e a Nicole faz o seu horário de descanso quietinha na sala.

Numa determinada semana, eu tive um compromisso fora de casa pela manhã em que levei as meninas comigo de carro. Era um longo trajeto de ida e volta. Na volta, como era quarta-feira, resolvi passar na feira aqui perto para comprar frutas e legumes que estavam faltando em casa. Resumo: o dia foi totalmente diferente e a soneca da tarde acabou não acontecendo para a Alícia, pois ela dormiu uns minutinhos no carro no caminho pra casa. À noite, quando voltamos da faculdade perto da 23h:30, ela despertou quando a tiramos do carro e não conseguiu voltar a dormir facilmente. Ficou chorando um tempão, não queria ficar em sua própria cama! No dia seguinte, mais agitação: era o dia do nosso "playdate" quinzenal em que passamos o dia todo fora e a soneca dela à tarde também pulada.


Vocês conseguem imaginar como ficou esta criança na sexta-feira, depois de dois dias sem uma soneca decente e uma noite mal dormida? Ela ficou acabada!! E advinhem só? De manhã, depois do café, devocional e atividade de leitura, ela me pediu para dormir!! Foi para o quarto e começou a tentar puxar sozinha a cama para pegar a Nana. Eu disse que ela não podia pegar a Nana, que a Nana era só para a hora de dormir e, em seguida, como ela insistiu muito em querer a Nana e já estava se desabando a chorar, perguntei sela ela queria dormir. Ela fez que sim com a cabeça! Eu duvidei um pouco na hora porque eram apenas 9h:00, mas mesmo assim arrumei a cama para ela dormir e dei a Nana. Pois ela deitou bonitinha e começou a chupar o dedo. Saí do quarto pensando que dentro de poucos momentos ela fosse aparecer na sala para brincar, mas que nada... ela dormiu direto até a hora do almoço, rs. Na verdade, quando ela acordou, eu e a Nicole já tínhamos terminado de almoçar. Ela estava realmente cansada e precisando dormir!


Adaptação à cama e Sono noturno

A transição do berço para a bi-cama (a Nicole dorme em cima e a Alícia em baixo) tem sido algo engraçado, embora trabalhoso. Engraçado porque, como você pode ver na foto ao lado, a Alícia logo descobriu que subir para o colchão da irmã é muito mais interessante do que ficar sozinha no dela. E trabalhoso porque agora não existem mais grades para detê-la lá.

Nope,
agora a única barreira capaz de mantê-la deitada e quietinha na hora de dormir é a nossa autoridade e voz de comando. Ou seja, é a oportunidade perfeita que, como pais, temos para ensinarmos a ela quais são os limites invisíveis. Um verdadeiro treinamento para a obediência!


E aqui entra aquela célebre frase: "Educar dá trabalho".... e como!


Ainda neste tópico do sono e da adaptação à nova cama, a Alícia já entendeu que na hora de dormir a gente tem de puxar a cama dela para fora e, que ao acordar, a gente empurra a cama de volta para baixo da cama da Nicole. E, para evitar que ela passe o dia andando pela casa com a Nana (sua fiel companheira, uma boneca de dormir) nos braços – o que também favorece que ela chupe dedo fora de horário - instituímos que o lugar das Nanas é sempre nas camas. No caso da Nana da Alícia, eu geralmente a empurro junto com a cama dela para baixo da cama da Nicole. Ela não gostou muito da regra nas primeiras vezes e resistiu em deixar eu levar a Nana de volta para a cama, mas meu marido e eu temos insistido e agora ela já está pegando o jeito de como as coisas precisam funcionar. Quando ela tira a Nana da cama e eu dou a ordem para ela levá-la de volta, 90% das vezes ela obedece prontamente.


Outra observação quanto ao sono é que temos notado que o sono da Alícia tem sido agitado. Muitas vezes ela chora dormindo, como se estivesse tendo pesadelos, e fica geralmente suada. A Nicole teve muito disso também, acho que mais ou menos nesta idade, se não me engano. Começava a gritar/chorar sem motivo aparente. Confesso que a minha tendência e a de meu marido é achar que é alguma dorzinha, como gases por causa de alguma coisa diferente (e mais gordurosa) que elas tenham comido naquele dia. Nestes casos, a gente observa se elas soltam pum enquanto a gente massageia a barriga delas e, se sim, dá algumas gotas de simeticona. É um hábito que a gente tem desde que elas eram bebezinhas.


Ultimamente, porém, esse "sono conturbado" da Alícia tem acontecido com maior frequência e, tenho refletido, se de repente ele não tem alguma relação com o "salto de desenvolvimento" pelo qual achamos que ela está passando – justamente o assunto do próximo ponto!


Desenvolvimento e Comportamento

Como dizia, eu senti que nos últimos meses a Alícia deu um grande salto de desenvolvimento. Vejo-a fisicamente mais ativa – com melhor equilíbrio, agilidade, destreza etc. – e também mais concentrada para acompanhar atividades intelectuais – o momento de leitura, o quebra-cabeça, etc. No outro post desta semana comentei sobre suas habilidades de comunicação, que ela já é capaz de usar 2 palavras juntas para tentar me contar as coisas. Muitas vezes ela me surpreende com as palavras novas que fala ou mesmo as que reconhece nas figuras dos livros de vocabulário que lemos juntas, sobretudo, quando eu peço para ela encontrar uma em meio a várias.

A Alícia está cada vez mais esperta e exploradora. Para citar alguns exemplos, ela aprendeu a calçar as próprias sandálias (que fecha com velcro), me ajuda a colocar a fralda nela em pé, já sabe colocar de volta os braços corretamente dentro do cinto de segurança na cadeira de bebê (do automóvel) e, como eu comentei lá em cima, consegue se alimentar muito bem sozinha. Além de imitar a irmã em tudo (sons e gestos) e querer calçar e andar com os nossos sapatos pela casa (ou calçá-los em nós, que também é muito engraçadinho), ela descobriu no banquinho seu grande aliado para fazer as suas peripécias – leva-o para cá e pra lá para tentar subir nos lugares mais altos (como a minha cama) e fica radiante quando consegue! Na verdade, não é só a irmã que ela quer imitar. Se ela me vê passando batom, desodorante ou perfume, usando óculos ou fazendo qualquer outra coisa de diferente para ela, ela quer fazer também. Isso é normal, eu imagino, para crianças nesta idade. Não que ela já não fizesse muitas dessas coisas antes, mas é que de repente essa perspicácia dela ficou mais latente.

Quanto ao comportamento dela, há certos hábitos que deixamos que fossem estabelecidos e agora tem sido o nosso desafio, como pais, eliminá-los. São hábitos ruins porque geram "retrabalho" para nós. Um deles é ela tirar os sapatos (e as meias!) assim que entra no carro para irmos a algum lugar (e isto também acontece com frequência quando senta no cadeirão para comer). Ou então tirar o elástico ou presilha do cabelo que deu o maior trabalhão arrumar antes de sair de casa. Já deu para perceber que minha filha preza pelo conforto acima da estética, né, rsrs! Pois é, mas para nós, pais, isto não é nem um pouco legal... principalmente se demorou um bocado de tempo para a gente conseguir com que ela ficasse quietinha o suficiente para dividir mais ou menos decentemente o cabelo e prendê-lo do jeito "certo". Também já virou hábito ela (e a irmã!) levantarem no cadeirão para mostrar como estão crescendo porque estão comendo toda a comida. Ou ficarem se distraindo, girando pelo cadeirão e ficando de joelhos, enquanto comem. A culpa, na verdade, é nossa que não as prendemos com o cinto de segurança, né... E por isso agora a gente fica o tempo todo repetindo que é para elas se sentarem e virarem pra frente. Preciso parar com esse falatório que desgasta o ânimo de qualquer relacionamento e começar a aplicar consequências concretas para a desobediência delas (não sem antes falar bem sério e explicar quais serão). Ambas têm idade suficiente para entender e respeitar os limites, basta que os pais não subestimem sua capacidade para o aprendizado!


Bem, por hoje é só. Agora vou curtir meu penúltimo dia de estadia aqui no hotel à beira da piscina, hehe!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Visitando a escolinha da Nicole!

Essa semana tive uma experiência nova, fui passar uma manhã na escolinha da Nicole para saber como é seu dia de atividades lá. Desde que ela começou a ir, há 8-9 semanas, eu tinha vontade de fazer isso pra poder entender e acompanhar melhor o desenvolvimento da minha filha.

Deixei-a pela manhã no portão e fui pra casa buscar algumas coisinhas que faltaram na mala dela (como meu marido estava em viagem, eu dormi de domingo pra segunda nos meus pais). Quando voltei era 8:45 e as crianças já tinham tomado café da manhã e se preparavam pra mudar de sala. Combinamos de fazer o possível pra Nicole não me ver, para que ela pudesse agir naturalmente. Não deu certo. Muito esperta ela me viu espiando pelo lado de fora e, por mais que a professora tentasse distraí-la, ficou aquele chororô. Não sei se ela é manhosa assim na escola todas as vezes, mas essa última semana sem o papai em casa foi difícil e, pra completar, um dia antes dele viajar levamos-a ao pediatra para uma consulta de emergência porque ela tinha tido febre por três noites seguidas. Ele examinou-a e receitou xarope, antibiótico e rinossoro spray pra ajudar a eliminar o catarro. Ela chegou a ficar febril mais uma ou duas vezes depois disso e até hoje ainda não está totalmente recuperada. Vou dar o antibiótico até sexta pra completar os dez dias que o médico indicou caso ela não ficasse 100% boa até o sétimo. O fato dela estar doentinha esses dias afetou sua alimentação, o seu sono noturno (por causa das crises de tosse depois que eu dava o xarope) e, principalmente, o seu humor e comportamento.

Bem, então a Nicole me viu e depois de algumas tentativas sem sucesso de espiar de longe, eu resolvi aparecer e participar abertamente da aula. Nesse dia havia doze crianças presentes (acho que faltou somente uma) e estavam divididas em dois grupos de seis, com 2 professoras diferentes, descalças e sentadas num tapetão no chão. Mais tarde me explicaram que um grupo (o da Nicole) era o Nursery e o outro era o K1. O critério de divisão inicial é a idade, pelo que me explicou a professora do K1, mas algumas crianças apesar de já terem passado dos 2 anos (e às vezes estarem perto de completar 3) continuam no Nursery porque, segundo ela, não estavam prontas para o K1 ainda. Além das duas teachers, havia também uma nanny - é uma mocinha que ajuda principalmente na higiene pessoal das crianças, como trocar fralda, levar ao banheiro, assoar o nariz (havia muitas crianças resfriadas, inclusive a Nicole), dar o remédio, distribuir o suco na hora do lanche, tirar a temperatura (um menininho estava com febre), ajudá-los a calçarem os sapatos, lavar as mãos depois da atividade com tinta, escovar os dentes depois do almoço, etc. Eu achei bem legal a escola dispor de 3 pessoas para ficar o tempo todo cuidando desse grupinho de 12, ficou bem organizado assim.

Ali sentados no "green rug" e depois numa daquelas mesinhas de plástico (com o banco embutido) que ficava ao lado, o grupinho do Nursery fez várias atividades, todas elas lúdicas. Tiveram o momento de cantar, de ouvir história de um livrinho, de modelar massinha, de montar bloquinhos e repetir o nome das cores, de contar os números, de pintar com tinta no dedo o arco-íris numa folha, essas coisas. Puxa, não é fácil manter focado e organizado um grupo de seis pequeninos que se distrai facilmente, mas vi que estavam ativos participando e interagindo.

Aliás aqui vai um comentário adicional: não sei como a professora tem voz no final de cada dia... e olha que eu só acompanhei 1/2 período de aula! Achei-a muito competente e dedicada, gostei de ter conhecido a rotina das crianças e como a professora procura oportunidades de ensinar o tempo todo. Ela merece os meus parabéns. = )

A Nicole, com quase 1 ano e 8 meses, era a mais novinha do Nursery. Percebi que nem tudo ela acompanhava direito. Ela estava atenta a tudo e o que pediam pra ela repetir ela repetia, mas não era como outras crianças que estão lá há mais tempo e que vão à escola todos os dias (a Nicole por enquanto só vai 3x por semana) e, portanto, já sabem contar até cinco, conhecem os gestos e letra das músicas, o nome das cores, etc. Mesmo assim, ao conversar um pouco com a coordenadora do lado de fora, ela disse que a Nicole está indo super bem e que, por causa do estímulo que recebe em casa, é bem desenvolvida para a idade que tem. Não sei se ela disse isso só pra me agradar, mas é claro que fiquei radiante de ouvir esse feedback!

Um comentário bem curioso que preciso fazer é que de todo o grupo todo de doze crianças que estavam presentes, somente a Nicole e outra menina um ano mais velha que ela (também do Nursery) fazem xixi no banheiro! Todas as outras (inclusive as seis mais velhas do K1) ainda usam fraldas. Eu simplesmente não acreditei quando me disseram, a professora me explicou que os pais simplesmente não querem tirar a fralda ainda. Vai entender! Tá louco... alguém (obviamente as fabricantes de fralda) está ganhando muito dinheiro com isso. Não consigo entender uma mãe que prefira continuar usando fralda se a escola se dispõe a ajudar no processo de desfraldamento. Eu dou o duro pra Nicole sair logo das fraldas e, exceto à noite pra dormir, para as sonecas da tarde e dependendo de para onde vamos quando saímos, deixo-a sem fraldas. Em breve dedicarei um único post só pra falar disso, aguardem!

Outro comentário que preciso fazer é sobre a alimentação. Confesso que estava um pouco "com o pé atrás" com relação à informação que vinha na agenda de que ela almoçava bem na escola. Por dois motivos: em casa nem sempre ela come de tudo - a Nicole é um pouco seletiva, não é muito de experimentar alimentos novos, normalmente prefere os que já conhece e faz cara feia diante de legumes e verduras. O outro motivo era minha dúvida de como é que ela estaria almoçando bem (às 11:00-11:30) se eles davam lanche apenas 1 ou 2 horas antes (9:00 / 10:00)? Lá eu descobri a razão. O lanche no meio da manhã é uma fruta ou suco de fruta; no dia em que fui serviram suco natural de abacaxi, mas eles põem tão pouquinho no copo que só dá pra molhar o bico! Não é uma quantidade suficiente pra encher a barriga e atrapalhar o almoço. Quando dou suco pra Nicole costumo dar um copo cheio (porque ela ama suco) e ela toma tudo!

O momento do almoço em si também foi interessante. Separaram as crianças em duas mesinhas com banco embutido, colocaram nelas os super babadores de plástico com bolsos pra não cair comida do chão (achei bem prático!), fizeram a oração cantada agradecendo a Deus pelo alimento e serviram os pratinhos fundos com a comida toda misturada dentro. Naquele dia o cardápio era arroz, feijão e carne com legumes. Acredita que a Nicole comeu bem (e sozinha)?? Até o chuchu que estava misturado com a carne! Fiquei boba de ver. Acho que o segredo foi misturar tudo e deixar a comida bem molhadinha (com o caldo do feijão ou da carne), em casa eu costumo usar aqueles pratos com divisórias e coloco arroz, feijão, carne e legume separado. E ela nunca nem toca no legume! Agora já aprendi o que tenho de fazer, rs. = )

O curioso é que algumas crianças não comiam sozinhas, alguma professora tinha que sentar do lado e dar na boca. Comer sozinha, taí uma coisa que eu incentivei a Nicole a fazer desde cedo (talvez até cedo demais pelo que li a respeito depois, pois concedi na época uma liberdade - segurar a colher ou garfo - maior do que sua capacidade de lidar com ela no momento e isso trouxe certos desafios que precisaram ser corrigidos posteriormente). Aliás, hoje é difícil ela aceitar que eu ou alguém dê comida na boca dela, ela é bem independente nesse sentido.

Esse é um breve resumo da minha experiência na escola da Nicole. Fiz observações importantes e foi bom saber um pouco mais sobre o que se passa lá com a minha pequena. Me sinto mais confiante agora em levá-la pra escola e saber que ela será tão bem cuidada. A fase chata da adaptação praticamente passou e noto que em casa estamos colhendo os frutos do aprendizado que ela tem tido lá: ela está muito mais falante, repete um monte de palavras novas (até me surpreende às vezes) e está mais esperta (é uma esponjinha, absorve tudo muito rápido).

Agora estou ansiosa por receber seu 1º. "report card" (boletim) que deve vir na sua agenda amanhã. É tão gostoso acompanhar o progresso e desenvolvimento dela!

E você, mamãe leitora, conte-nos como foi sua experiência enviando seu filho pequeno à escola pela primeira vez, queremos ouvi-la!

Um abraço, Talita

sábado, 12 de março de 2011

Mudanças no comportamento a partir do 2º. ano de vida - Parte 2: EMOÇÕES

Além das mudanças advindas de sua recém-desenvolvida mobilidade, os primeiros 6 meses após completar seu 1º. aninho também foram marcados por expressões cada vez mais evidentes de sua personalidade e emoções. Uma palavra que resume bem essa fase (a respeito do qual os Ezzos também alertam no seu curso "Preparation for the Toddler Years: Parenting your 12 to 18 Month Old") é a IMPREVISIBILIDADE.

A Nicole está sempre a nos surpreender, até no que parece ser mais trivial. Num belo dia mostra-se fã de um único alimento colocado no prato e não quer nem saber de tocar nos outros, devora aquele ali, o escolhido do dia, como se fosse o melhor alimento do mundo. Mas no dia seguinte, ou mesmo na refeição seguinte, age como se nunca o tivesse comido e detém sua atenção em algum outro, que agora torna-se seu novo preferido. Vai entender?! Eu já desisti de tentar, apenas peço que Deus me dê sabedoria em cada situação pois realmente é muito difícil de prever!

Essa imprevisibilidade é de deixar as mamães com os cabelos em pé e é preciso ter tremedo jogo de cintura, além de muita, mas muuuuita paciência mesmo, para lidar com algumas das situações com que nos deparamos. Há certas atitudes (traquinagens, pra ser mais exata) da Nicole que eu pensei que uma criança só pudesse aprender se tivesse um irmãozinho maior para ensiná-la. Que nada, engano meu! Essas travessuras já vêm embutidas nela, bem que a Bíblia avisou, não é mesmo? Provérbios 22:15 diz que "a estultícia (insensatez) está ligada ao coração da criança". E está mesmo, deixe eu dar alguns exemplos que me deixam perplexas.

Como comentei no último post, tenho trabalhado com a questão dos limites fazendo o "rug time" 30 minutos todos os dias (período em que ela deve brincar dentro do limite do tapete da sala). A Nicole sabe exatamente o que é esperado dela para esse momento de atividade, mas vez ou outra quer testar os limites pra ver se é aquilo mesmo e se ela consegue não ter que ficar ali. Primeiro ela põe um pezinho pra fora do tapete e olha pra ver se eu estou olhando e se eu vou falar alguma coisa. Outras vezes joga algum brinquedo pra fora da área permitida e sai para buscá-lo (como quem diz "eu tenho um bom motivo pra sair"). Amigas, acreditem, se eu não ficar esperta ou for firme nessas horas, ela me dá o maior nó facinho!!

Como uma menininha tão doce e fofa poderia sequer cogitar a possibilidade de manipular sua tão dedicada mamãe?!

Haha, eu não sei, mas ela o faz!! E se eu bobear ela faz de mim gato e sapato! A primeira vez que me dei conta disso foi quando estávamos naquela fase difícil de alimentação. Sabe o que ela fazia para conseguir que eu a tirasse do cadeirão quando ela não queria comer? Fazia o sinal de "poo-poo" (comunicando que queria ir ao banheiro) porque ela sabia que eu não questionaria o pedido e agiria bem rápido. Fez isso várias vezes, eu sempre a levava ao banheiro e nada dela fazer! O mesmo quando chegava a hora de dormir, ela tentava de tudo (e ainda faz isso hoje em dia!): fazia o sinal de fome, de sede, de vontade de ir no banheiro... mas era tudo alarme falso, só queria mesmo era ganhar tempo e adiar o horário de ir dormir.

Exemplos dela tentar me manipular não faltam. Se a pegamos no flagra mexendo em algo que não deve (e ela sabe muito bem disso), já vi duas reações distintas: ou 1) ela congela e fica ali de costas (com o rosto escondido) torcendo para eu ir embora e esquecer o que vi ou 2) ela vira pra mim com um daqueles sorrisos amáveis, mostrando os dentes, pra tentar me distrair e fingir que nada aconteceu. Pode?! Como é difícil não dar risada nessas horas! Pode ser bonitinho vê-la fazendo isso hoje, mas daqui alguns meses ou anos certamente não será e corrigir ficará mais difícil também.

Eu ensinei o sinal de "Sorry" (pedido de desculpas) e faço-a a fazê-lo sempre que faz algo de errado, inclusive tentar me enganar, mas às vezes é tão mais fácil deixar aquilo pra lá. Preciso vencer a tentação de fazer vista grossa e lembrar da minha responsabilidade como mãe! Pois é, a Bíblia sempre tem razão! A estultícia está ligada ao coração da criança e, como pais que desejam o melhor para seus filhos e querem que eles sigam pelo caminho do bem, temos que disciplinar e corrigi-los para que tenham sensatez. É o que o final daquele provérbio bíblico diz: "mas a vara da correção (disciplina) a afugentará dela".

Como o objetivo desse post é falar das emoções, não tem como falar delas sem citar as famosas birras! Já reparou como elas são perpetuadas e incentivadas quando há público para elas? O que eu procuro fazer com a Nicole quando ela está contrariada é, em primeiro lugar, MANTER A CALMA (e às vezes isso é tão difícil!) pra então, com voz firme e amorosa, informar o que preciso que ela faça. Por exemplo, se eu a deitei no trocador e ela não quer cooperar, digo algo do tipo: "Nicole, a mamãe precisa que você fique quietinha agora pra eu poder trocá-la". E então, sem ceder aos seus gritos de protesto, começo a cantar alguma música pra ela. Normalmente ela para de chorar logo porque quer prestar atenção (ou cantar junto) e esquece que estava brava. Essa estratégia é boa pois muda o foco de tensão para algo divertido e a intenção é ajudá-la a desenvolver o tão almejado autocontrole (um fruto do Espírito!).

Não uso essa mesma estratégia toda vez, depende do contexto; normalmente não dou atenção ao gesto de manipulação (no caso a birra, ou o choro de manha) e a informo que choramingar é inaceitável. Se ela desobedece e continua, a isolo em algum canto (no berço, no cercadinho) até que ela se acalme, ou se ela estiver no "rug time" simplesmente viro as costas e a deixo lá. Nunca parei pra contar quanto tempo ela permanece brava, mas não deve durar mais que 1 ou 2 min, isso nos piores casos, pois como é assim desde sempre ela se conforma rápido, sabe que não vai ter plateia para sua ceninha de raiva.

No fundo no fundo sei que na maioria das vezes o problema é que ela ainda não sabe dominar suas próprias emoções. Por isso ressaltei no início que MANTER A CALMA é a melhor lição que você ensina para seu filho, pois ele irá imitá-la! Se você se descontrolar toda vez e gritar, ele vai aprender com seu comportamento: esse será o seu padrão de como lidar com as emoções. Então, por mais que eu sinta vontade de lhe dar uns tapas quando ela age assim, fazê-lo porque estou irritada é um péssimo hábito. Tenho que me lembrar o tempo todo que meu objetivo é ajudá-la a desenvolver o autocontrole, preciso compreender que se ela se descontrola e berra porque, por exemplo, eu confisquei algum objeto proibido, é porque ela ficou frustrada com a situação e ainda não sabe lidar com isso. E sou quem preciso ensiná-la como é o jeito aceitável de reagir!

Uma última observação que gostaria de fazer antes de finalizar é a respeito da escolinha. A Nicole começou a ir na escolinha na semana passada (não todos os dias, apenas 3x por semana e em regime de meio-período) e desde então ela ficou muito mais manhosa. Pede as coisas choramingando, não quer fazer as atividades comuns (resiste muito mais ao cercadinho, ao "rug time" e até à hora de dormir) e as coisas ficaram bem mais complicadas porque ela chora por qualquer coisa. Acho que é carência porque ela quer muito mais colo e atenção pra tudo, inclusive brincar. Parece que tudo o que ela não chorou lá na escolinha (na agenda veio que ela passou e se alimentou superbem todos os dias) ela está chorando aqui em casa. Estou esperando e pedindo a Deus que essa mudança brusca de comportamento seja algo temporário!

Um abraço e até mais!
Talita

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mudanças no comportamento a partir do 2º. ano de vida - Parte I: MOBILIDADE

Tenho notado mudanças no comportamento da Nicole desde que ela completou seu 1º. aniversário e, sobretudo, de 2 a 3 meses pra cá. Uma série de fatores está associada a essas mudanças, dentre elas sua maior mobilidade, o desenvolvimento de sua personalidade e forma de expressar emoções e, como não poderia deixar de ser, minha segunda gravidez que tem influenciado meu humor e paciência diante das situações comuns do dia-a-dia. Hoje vou me deter apenas no primerio fator.

Com uma maior mobilidade vem também grandes desafios e começo a me perguntar se nossa pequena casinha será suficiente para conter essa criança ávida por espaço e movimento! A gente houve cada história de criança maltratada em creches e escolas que meu marido e eu havíamos decidido que só enviaríamos nossos filhos para a escola quando eles fossem grandes o suficiente para nos contar o que aconteceu por lá, ou seja, entre 2 e 3 aninhos de vida. Mas confesso que tenho seriamente cogitado em breve matricular a Nicole numa escolinha de 1/2 período de duas a três vezes por semana para que ela tenha alguma atividade diferente pra fazer durante a semana. Temos nossa rotina de atividades ao longo do dia - tempo dela brincar independente no cercadinho ou no cercadão, tempo de brincarmos juntas no quintal ou na piscina, tempo de fazer um passeio à casa da bisa que é nossa vizinha ou dar uma volta na pracinha perto de casa e também tempo de assistir a desenhos na televisão - mas chega o fim do dia e vejo que ela já está entendiada por fazer sempre as mesmas coisas, principalmente quando estou com muitoserviço do trabalho e a deixo mais tempo brincando sozinha.

Apesar dos desafios de acompanhar uma criança ativa que não quer parar quieta por muito tempo, estou amando essa fase. Aliás, está cada vez mais gostoso vê-la crescer! E eu sei que é chavão, mas "passa tão rápido"! Tenho me empenhado em ajudá-la a avançar para o próximo nível do seu desenvolvimento físico-motor (sou esposa de professor de educação física, rs!) e me delicio venda-o superar cada etapa - desde bem pequenina de bruço exercitando os músculos das costas (tummy exercise) até todo esforço que foi até ela conseguir sentar, levantar, agachar, engatinhar e finalmente caminhar sozinha com 1 ano e alguns dias. Hoje ela não só anda, como também corre, sobe e desce do sofá, se esconde atrás das cortinas da sala, gira e faz piruetas como bailarina e se joga contra o puff, rs! Claro que toda essa agitação só poderia resultar em tombos... (e vários!).. quando ela tropeça porque não olha por onde pisa, perde o equilíbrio, etc.! Clique nos links acima pra ver vídeos recentes.

Com toda essa mobilidade desenvolvida vem também uma ânsia desenfreada por sair explorando o mundo. A criança desta idade quer caminhar por toda parte, tocar em todos os objetos, normalmente levá-los à boca... e aí é que está o perigo e a importância de de criá-la dentro do funil. Os pais precisam de sabedoria para satisfazer, e até mesmo manter acesa, a chama da curiosidade, canalizando-a para aprendizados direcionados e, ao mesmo tempo, cuidar para não conceder liberdades que a criança ainda não tem maturidade para lidar.

Vou compartilhar rapidamente dois exemplos de limites que impusemos à Nicole desde o início e que somente agora estamos dando espaço para maior liberdade. O primeiro deles é com relação às nossas idas à igreja, onde a Nicole fica sempre de alguma forma "presa", às vezes no colo, mas muito mais frequentemente no carrinho. Por quê? Porque ela ainda não tem o autocontrole ou maturidade necessários para ficar quieta e comportar-se se estiver solta num ambiente tão amplo. Mesmo depois de já saber andar, continuamos levando o carrinho toda vez pra ela ter onde sentar presa todos os cultos. Uma vez, quando me viu entrando para o culto empurrando a Nicole no carrinho, uma mãe que também tem filha pequena (poucos meses mais velha do que a Nicole), me disse: "Ah, se prepara porque daqui a pouco é a sua vez!". Ela estava se referindo a ficar andando atrás da menina pra lá e pra cá porque ela não queria parar quieta. Eu não queria que chegasse a minha vez de jeito nenhum, rs! Achava aquilo horroroso e na mesma semana mandei email pra Tine perguntando se tinha que ser assim mesmo!! Ela me explicou que não, que tinha sim um jeito melhor e eu fiquei aliviada. = )

Pra ser sincera, limitamos até o tempo que ela ficava no colo e também no colo de quem ela ficava porque ficar no colo em si já é uma liberdade e com essa liberdade vem a tentação de querer ir para o chão. Dependendo de quem é o colo a pessoa talvez não seja firme o suficiente para segurá-la o tempo todo e ceda diante da pressão que ela fará pra descer e sair andando pela igreja. Ou pior, a pessoa poderá tirar o foco do culto ao tentar distraí-la com brincadeiras que também atrapalharão as pessoas que estiverem por perto. Por isso restringimos o tempo de colo somente aos momentos de louvor (e não necessariamente ao período inteiro, às vezes durante uma ou duas músicas apenas) e o restante do tempo ela passa sentadinha na carrinho.

Outra decisão que tomamos é que quando ela estivesse no colo (no meu ou no do meu marido), faríamos o possível para não perder o foco do culto a Deus. Continuaríamos cantando, fechando os olhos, levantando a mão (a única que estivesse disponível, rs!) e conversando com Deus, pois o centro da nossa atenção naquele momento não é a nossa filha, é Deus. E ela já aprendeu bem isso, pois normalmente olha pra frente e imita o que a maioria das pessoas ao redor está fazendo. Ela dança ao ritmo da música, bate palmas, aponta pra cima e, por incrível que pareça, às vezes até fecha os olhinhos enquanto libera seu próprio som de louvor a Deus!

Como já disse, o restante do tempo ela passa sentada no carrinho. Temos o cuidado de levar alguns brinquedinhos, livros ou bonecas para ela se entreter (com um de cada vez) se estiver ficando impaciente ou desejando ir para o chão. Também levamos a Nana pra ela se acalmar e tentar pegar no sono se estiver muito cansada. Se ela estisver muito ranheta, o que normalmente acontece nos dias em que o culto demora mais pra acabar), um de nós sai com ela pra comer um lanchinho, trocar a fralda ou simplesmenste caminhar um pouco pra esticar as pernas num local apropriado para isso. Com essas ações delimitamos o que é ou não permitido naquele local e temos treinado-a nesses limites semana após semana. Quinze dias atrás experimentamos subir um pouco o nível de liberdade do funil. Eu queria sentir se ela já tinha maturidade e autocontrole suficientes para ser colocada no chão durante o louvor. Me surpreendi! Nos primeiros 5-10 minutos, ela ficou em pé bonitinha na minha frente fazendo o que sempre fazia no colo: louvando à maneira dela.

O seu autocontrole foi posto à prova quando duas outras crianças a viram e decidiram vir fazer uma visitinha, rs! E a mamãe aqui, querendo agradar, só criou mais problemas em potencial: ofereci alguns brinquedinhos ao grupo de crianças na esperança de que fossem todos ficar quietinhos sentados no chão brincando. Ledo engano! Um deles começou a pegar os brinquedos e sair andando com uma mãe desesperada atrás falando pra ele devolvê-los. Isso se repetiu algumas vezes até que ele decidiu desafiá-la e sair correndo pela igreja em pleno momento de louvor. Até ali a Nicole até que tinha se contido razoavelmente, mas o desejo de imitar o menino foi uma tentação por demais grande... e ela sucumbiu! Começou a fazer coisas erradas: correu descontroladamente, queria tocar nos pertences das pessoas nas outras cadeiras, etc., enfim, como nosso objetivo é trabalhar a obediência imediata (first time obedience) e ao notar que a situação estava pra sair do nosso controle, declaramos encerrado para o dia o tempo dela no chão. Ela voltou para o colo e logo em seguida para o carrinho, não sem resistir e ficar brava. Foi preciso isolá-la, saindo dali para que ela pudesse se recompor/acalmar da frustração que sentiu por ser privada de um recém-conquistado direito: a liberdade de ficar solta no chão.

No culto seguinte (coincidentemente na manhã seguinte) repetimos o teste e temos desde então concedido a ela alguns minutos de liberdade no chão durante o louvor toda vez. Ela ainda não tem autocontrole pra ficar o tempo todo no chão, pois depois de um tempo perde o foco ou se distrai com outras crianças que querem brincar com ela ou pegá-la no colo. Normal, né? Fazer o quê?! Nem tudo está ao nosso alcance, mas o principal é que temos insistido para ela precisa obedecer de primeira quando damos uma instrução. E se ela não obedece perde imediatamente o privilégio. No culto dessa manhã não resistimos e a filmamos louvando (clique aqui)! Apesar dos contratempos que surgem, estou satisfeita com os resultados até aqui porque tenho visto ela ir ganhando maior autocontrole. Por isso, pretendo seguir por esse caminho e continuar concedendo liberdades com cautela.

O segundo limite imposto e que agora estamos concedendo mais liberdade é em casa. Há muito tempo que a nossa sala de estar tinha virado o "cercadão" da Nicole brincar: juntamos dois sofás em L e o colocamos contra duas paredes de quina, com um tapete bem macio no meio. Acontece que no final de semana passado foi preciso rearranjar os móveis da sala porque iríamos receber um grupo grande de pessoas em nossa casa. Depois que as visitas foram embora, em vez de voltar os móveis à disposição anterior, meu marido e eu decidimos que estava na hora de impor limites invisíveis a Nicole e ensiná-la a respeitá-los. Era o teste para saber se ela estaria pronta pra ficar sem barreiras físicas limitando seu acesso pela casa.

O Nana Nenê adotou o termo "blanket time" para designar esse conceito de delimitar um cercado imaginário e, portanto, portátil para a criança respeitar, e ensina que devemos introduzi-lo à rotina desde bem novinhos. Eu até tentei fazer o "blanket time" algumas vezes no passado, mas confesso... não perseverei. Não tive paciência! A minha casa é muito pequena e eu não conseguia mudar o "blanket time" de lugar satisfatoriamente, como sugere o livro; por isso optei por ir pelo caminho mais fácil (que dava menos trabalho) e assim improvisamos barreiras físicas pra que ela tivesse uma área maior pra brincar com segurança. Porém, hoje "descobri" que as crianças crescem, rs! E aprendem a subir no sofá, a descer dele... chega um momento que aquela "parede" que criamos para contê-las inevitavelmente deixa de cumprir o seu propósito. Além disso, assisti ontem na Supernanny que a diferença da autoridade e do autoritarismo é justamente este: o filho pode obedecer por respeito à autoridade ou pode obedecer por força ou pressão imposta (autoritarismo). O problema é que se ele só obedece por força, talvez chegue o dia em que a força do filho se torne maior que a do pai, e então será que ele obedecerá?

Bem, estou nessa fase agora, tentando implementar o "rug time" (tempo do tapete). Está bem claro para a Nicole que ela não pode sair do tapete, mas às vezes ela escolhe desobedecer e daí é tão difícil colocá-la na linha. Estou tentando trabalhar isso com ela alguns minutos todos os dias e é desgastante ficar falando o tempo todo a mesma coisa, mas dessa vez não pretendo desistir. Irei perseverar porque tenho aprendido que a "educação financiada" é muito mais difícil!

O princípio-chave que quero compartilhar com esse post é que criatividade, concentração e, principalmente, auto-controle são melhor trabalhados num ambiente preparado, ou seja, propício para isso - e não às soltas, sem imposição de limites. Os limites são bons e necessários! Esse princípio é chave para 1] evitar hábitos desgastantes de tempo e paciência gastos perseguindo a criança pela casa (ou outro lugar) dizendo "não" para isso e para aquilo o tempo todo (ênfase na correção) e 2] promover o ambiente de paz, harmonia e estabilidade que seu filho precisa para ter um desenvolvimento emocional equilibrado (ênfase na direção).

E por falar em emoções, este é o tema para o próximo post! Aguarde. = )

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nicole com 1 ano e 5 meses: desenvolvimento cognitivo e aquisição de vocabulário!

No último sábado a Nicole completou 1 ano e 5 meses! Alguns meses atrás, quando ela estava prestes a fazer 1 aninho, eu escrevi um post falando das coisas que ela já era capaz de fazer e compreender naquela época (leia aqui). Hoje fico maravilhada de ver o quanto mais ela aprendeu! Hoje pretendo falar novamente sobre os avanços no seu desenvolvimento cognitivo (no que se refere à fala e compreensão) e também um pouco sobre as mudanças no seu comportamento.

O vocabulário da Nicole está se desenvolvendo a todo vapor, e o mais incrível é que o desenvolvimento tem se dado simultaneamente nos três idiomas com que ela tem contato: português, inglês e linguagem de sinais. Em casa me dirijo a ela 80% do tempo em inglês, mas falo com meu marido em português, então ela tem aprendido os dois porque nos ouve conversando e também porque interage com outras pessoas que falam português. Além disso, desde os seus 7 meses de idade, aproximadamente, por uma necessidade de comunicação, tenho ensinado-a a se expressar por meio de sinais. No começo levava semanas e até mesmo meses para que ela pudesse reproduzir um sinal e conseguisse usá-lo de forma adequada, hoje ela aprende num instante os sinais novos que ensino a ela, é impressionante!

LINGUAGEM DE SINAIS
Os sinais que ela conhece, compreende e usa são:
- Por favor / Please
- Obrigada / Thanks
- Banheiro / Bathroom
- Terminei / All done
- Com Fome / Hungry
- Com Sede / Thirsty
- Vem cá / Come here
- Desculpe / Sorry >> esse último comecei ensinar recentemente!

O segredo para se ensinar os sinais é você usá-los nas situações comuns do dia-a-dia. São nessas situações reais que os bebês aprendem melhor. Por exemplo, no começo se a Nicole apontava para alguma coisa querendo que eu pegasse determinado objeto pra ela ou mesmo se ela quisesse comer algo que estivesse nas minhas mãos, eu segurava a sua mãozinha, fazia o sinal de "por favor" e então dizia: "Mamãe, pegue pra mim, por favor". Como para qualquer outro aprendizado, a repetição / reincidência é essencial para a assimilação, então fiz assim várias e várias vezes até que chegou um momento em que, em vez de pegar na mão dela e repetir o processo, eu comecei a perguntar "Como é que pede?" e ela fazia o sinal. Se ela não fizesse, eu aplicava a consequência natural: não dava a ela o que ela queria. Ou então novamente pegava na mão dela pra mostrar como é que tinha que ser feito. Óbvio que não existe uma fórmula milagrosa e nem um tempo pré-estabelecido para que o bebê aprenda, tudo vai depender de sua persistência e paciência pra ensinar. E também no quanto você crê que isso é realmente benéfico e saudável pra você, seu bebê e sua família. No meu caso, eu achei que essa técnica era uma ferramenta brilhante não somente para ensinar minha filha a se comunicar como também pra ajudá-la a desenvolver uma das habilidades que eu julgo ser das mais importantes para essa idade: o auto-controle.

Como já expliquei acima, estamos usando inglês e português com ela simultaneamente, então normalmente tanto faz qual idioma eu uso pra pedir que ela faça um ou outro sinal. Por exemplo, eu posso dizer a ela "Baby, send kisses" ou "Nicky, jogue beijos", ela responde aos dois. E por falar em beijo, estou ensinando-a "blow kisses", então é pra ela beijar a mãozinha e soprar o beijo em seguida... e é tão engraçadinho como ela faz, ela beija e assopra a mão ao mesmo tempo, rs!

O curioso desse processo todo (e não sou nenhuma especialista em linguística pra bebês e crianças, minha experiência lecionando inglês sempre foi voltada para adultos) é que ela tem adquirido hábitos, e eu diria até uma linguagem própria, que eu NÃO ensinei - bem, pelo menos não conscientemente. Por exemplo, se eu digo em inglês "Say bye-bye to ___", ela dá tchau com a mão e ao mesmo tempo diz "Tau". Ou então, quando eu quero que ela peça por favor e digo "How do you ask?", ela responde com o sinal correto e acrescenta: "Dá". Daí eu fico me perguntando como ela foi aprender o "dá"!! E também penso que por mais que eu me esforce pra me comunicar com ela só em inglês (o que não consigo fazer 100% do tempo), hoje ela já articula muito mais palavras em português do que em inglês.

ARTICULAÇÃO DE PALAVRAS
As palavras que a Nicole usa atualmente são (bem, pelo menos as palavras inteligíveis porque ela gosta MUITO de falar... ela tem a mania de puxar o meu rosto pra que eu olhe nos olhos dela e então ela fala, fala, fala... o problema é que eu não consigo entender o que ela está dizendo!):

Palavras em inglês:
- Búl (ball)
- Poo-poo (cocô)
- Tetâchi (don't touch... no começo entendíamos "não pode" porque sempre que ela usa essa palavra ela nos imita fazendo com o dedinho que não pode pegar algo)

Palavras em português:
- Nana (banana, sua fruta favorita mas confesso que serve pra qualquer outra fruta que ela vir na frente, e também é o nome da sua boneca de nanar)
- Au-au (cachorro ou, na essência, qualquer outro animal é 'au-au' pra ela!)
- Tau (tchau)
- Cabô! ou Bô! (acabou)
- Uco (suco)
- Duda (é o nome de sua priminha de Campinas, mas ainda não sabemos o que a palavra significa pra ela, pois ela a repete com certa frequência!)
- Dê? ou Dedê? (cadê?)
- Aiô! (achou!)
- Tatetchi (tá quente)
- Mainho (moranguinho, uma das bonecas dela)
- Uiuiuiui (esse ela fala pra mostrar urgência, ex. quando quer que a peguemos no colo)
- Papa (sapato)
- Ado ou Dado (obrigado)
- Ati (aqui)

Palavras que dispensam tradução pois ela articula direitinho:
- Não (por muitos meses essa foi a sua "resposta padrão" para todas as perguntas!)
- Ôpa
- Ixi, caiu
- Pai / Papai
- Mãe / Mamãe

Aqui abro um parêntesis... minha filha falou "papai" primeiro! Antes de "mamãe", acreditam?! E como passamos a insistir que ela falasse mamãe também, ela não falava de birra, dava pra ver que ela ficava com graça pra não falar, pode?! Já estou superando o trauma, rsrs... mas não podia deixar de compartilhar que o motivo deve ser minha eficiência em repetir esse nome pra ela o tempo todo, hahahah! Se bem que normalmente eu dizia "Daddy's home, baby!" ou "Let's say hello to Daddy". Hoje é só ela ouvir o barulho de carro na frente de casa, ou principalmente do portão abrindo, que ela faz aquela cara de feliz e grita "Papai!" ou "Pai!". É uma graça. No fundo me sinto realizada e fico emocionada em ver esse amor todo que ela tem por ele. Um dia li sobre a missão que a mãe tem de aproximar os filhos do pai assim como a Igreja tem de aproximar os filhos de Deus Pai através de Cristo. Uma analogia linda da nossa missão como cristãos!

COMPREENSÃO DE VOCABULÁRIOS
A Nicole já entende muitas coisas, pra ser sincera eu não sei brincar com ela sem aproveitar e dar um jeitinho de ensinar algo novo. Deve ser algum gene de professora que eu tenho, rs! E me espanto como ela realmente aprende rápido, são verdadeiras "esponjinhas" nesta idade. Esses dias eu casualmente comecei a ensinar as partes do corpo pra ela e não é que ela aprendeu fácil?! Eu comecei perguntando "Where's Nicky's mouth?" (Cadê a boca da Nicole?), "Where's Nicky's nose?" (Cadê o nariz da Nicole?) e assim por diante. Hoje ela já sabe apontar para a boca, o nariz, os olhos, as bochechas, o cabelo e as orelhas! Acompanhamos um casal de americanos na semana passada e quando o pr. Steve Harbin foi brincar com ela, eu disse pra ele perguntar onde estava a boca dela, ele fez e ela respondeu direitinho. Daí não parou mais, né!

Curiosa pra testar o quanto ela conhecia, uma vez brinquei de espalhar os brinquedos dela pelo chão da sala e fui perguntando onde estava um e outro. Eu costumo dar nome pra todos os brinquedos, bonecas e bichinhos dela. À medida que eu pedia o brinquedo (livro, tartagura, bola, boneca tal, etc.) ela ia procurando e trazendo-o pra mim!

Além desses vocabulários, a Nicole também responde a comandos simples. Exemplo: quando sirvo a comida e está quente eu digo pra ela "blow the food" (assoprar a comida), e ela faz! Outro exemplo, ela tem uma bonequinha cheirosa e quando a pegamos eu digo pra ela "Look, Nicky, the baby! Smell the baby doll" e ela sabe cafungar a boneca direitinho, rs! Por fim, um último exemplo, estou grávida e frequentemente mostro pra ela minha barriga que está crescendo e digo pra ela "kiss the baby in mommy's belly", ela faz direitinho... e ainda faz carinho depois!
Também poderia dar exemplos de como ela entende o que é "jump" (pular) e "sing" (cantar) e também muitas situações engraçadas em que a pego imitando algo que ela viu alguém fazer, mas acho que já está bom, né! Com os exemplos que dei, já deu pra ter uma noção de como está a todo vapor o desenvolvimento cognitivo de crianças dessa idade!

Dado o tamanho desse post, vou deixar pra falar das mudanças no seu comportamento numa outra oportunidade, tá? Um abraço e até lá, Talita