Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ter filhos ou ser mãe?

Hoje recebi por e-mail a indicação de um vídeo em que a jornalista e também mãe de duas filhas, Maristela Tesseroli, co-autora do livro "Quero mesmo ser mãe?" (lançamento de 2010), fala sobre maternidade e ressalta a diferença entre querer TER FILHOS e querer SER MÃE.

Embora eu não tenha lido o livro e nem sei se concordo ou não com os valores que ele prega, eu me identifiquei com muitas das partes da sua fala no vídeo e achei que seria proveitoso compartilhá-lo com vocês e aproveitar para comentar alguns pontos sobre ele aqui no blog.


O relato da experiência da Maristela me fez novamente pensar sobre como nossa sociedade está estruturada atualmente. Acho tão importante refletirmos sobre isso!

Em primeiro lugar, parece que a grande maioria das mulheres de nossa geração (e eu me incluo nesta lista!) não teve uma criação focada em nos ensinar a ser mães. Brincamos de bonecas, é evidente, e muito provavelmente também sonhamos em algum dia ter filhos (porque parece que é algo que toda mulher deve fazer), mas no geral parece que a ênfase e a prioridade eram dadas aos estudos e à carreira. Conseguir um diploma universitário e um bom emprego para obter independência financeira era, sem dúvidas, sinônimo de sucesso na vida. E, no caso de filhas de mães donas-de-casa, obtê-los significaria ainda superar a própria mãe e conquistar aquilo que ela sempre desejou e não pôde ter.

Eu senti esse mesmo baque que a Maristela falou quando sua primeira filha nasceu. Como ela, também sempre fui estudiosa, empenhada profissionalmente e ávida leitora. Portanto, durante a gestação da Nicole, eu também recorri aos livros. LI MUITO. Fui atrás de informações, conversei com pessoas, envolvi o meu marido e tentei me preparar o máximo que pude para a maternidade.

E aqui aproveito para contar que este semestre na faculdade o professor de psicanálise fez uma crítica à geração de pais inseguros da contemporaneidade que vão atrás de livros de auto-ajuda porque querem que alguém lhes dite passo-a-passo como é que eles devem fazer para educar os filhos. Eu concordo que isso ocorre. Há sim muita insegurança por parte dos pais de primeira viagem, mas era de se esperar, não?!

A observação que ele deixou de fazer em sua crítica é que, na verdade, o comportamento da atual geração de pais é fruto das mudanças que estão ocorrendo em nossa sociedade, mudanças estas que praticamente impossibilitam que as pessoas consigam aprender sobre a maternidade e paternidade por observação.

É verdade que provavelmente conhecemos muitas mulheres que têm filhos e que nos falam deles no dia-a-dia, mas são RARAS as oportunidades que temos de vê-las exercendo o "ser mãe"! E, pra completar o novo quadro, com o advento da escolarização cada vez mais precoce, nós também estamos compartimentalizando as nossas crianças por faixa etária. Já repararam? Assim, fica ainda mais complicado uma mãe inexperiente (e que passa muito tempo longe dos filhos) conseguir ensiná-los a conviver pacificamente, a se respeitarem, a serem companheiros, etc. Será que a organização serial da escola não está favorecendo que as crianças pequenas 'desaprendam' algo que a vida familiar força por ensinar (o conviver bem com pessoas de outra idade, tendo paciência com as crianças menores, por exemplo?).

Não sei vocês, mas eu ouço MUITAS mães reclamando que os filhos não se dão bem, se odeiam, se batem... Eu e meu irmão (2 anos mais novo) também éramos assim na infância. Brigávamos muito. E eu não acho que isso deva ser visto como 'normal'. Não quero criar minhas filhas com este padrão. Claro que há desentendimentos e arranca-rabos vez ou outra (muito frequentes em alguns dias!), mas eles acontecem mais quando as deixo muito tempo sem supervisão (geralmente por causa da mais nova que ainda está aprendendo a brincar civilizadamente). O ponto é que tirei a Nicole da escola este ano pra ficar em casa com as duas (e experimentar o homeschooling) e percebo o quanto elas se aproximaram! Isto me deixa feliz. Vê-las cuidando uma da outra, brincando juntas ou dando gargalhadas não têm preço. : )

Claro, acho que as brigas podem ter a ver com a ida precoce à escola, mas também têm muito a ver com a ausência da mãe no dia-a-dia da vida das crianças, para orientar o seu comportamento e aproveitar as diversas oportunidades que há num dia para pastorear o coração dos filhos! A gente ouve muito que o que importa é ter "qualidade de tempo" e, embora eu concorde que "qualidade" vale mais do que "quantidade", eu sinceramente acho que não é possível ter "qualidade" com pouca "quantidade", me entendem?

A Maristela também mencionou babás que são contratadas para cuidar das crianças o dia inteiro. Eu acho que esta é uma opção melhor do que ir para a pre-escola porque a atenção é mais individualizada. Por outro lado, não dá para ignorar que serão os valores dessa pessoa que serão passadas para a criança. E quando falo em valores me refiro a algo bem amplo - que vai desde preferências e prioridades a costumes, atitudes, comportamentos e, inclusive, afeto. O ser humano aprende por imitação e, ao entrar no mundo, é impossível uma criança não ser educada. A pessoa com quem ela passar a maior parte do tempo é quem transmitirá (ainda que implícita e não intencionalmente) o seu modo de viver, de falar, de pensar, etc. É algo bem sério!

Mas como eu dizia lá em cima, por mais que eu tivesse tentado me preparar para a maternidade, aprender por leitura é bem diferente de aprender por observação. Quando a minha irmã nasceu, eu já tinha 9 anos de idade e eu brinco que eu ajudei a criá-la porque minha mãe sempre trabalhou fora. Na verdade, fui uma espécie de terceira mãe dela porque a segunda era a menina que cuidava dela, de mim e do irmão do meio, mas a minha ajuda era limitada. Eu voltava da escola com a minha irmã de transporte pública, ajudava-a na lição de casa, lia e brincava com ela, essas coisas, mas aprender a cuidar da casa ou a cozinhar o jantar eu não aprendi! E, como a Maristela, quando chegou o momento da minha filha começar a comer sólidos, eu também não fazia a menor ideia de como fazer uma papinha, rs. E sinceramente também não lembro de ter visto minha mãe amamentar minha irmã quando bebê. Talvez também por causa disso, nunca foi algo que eu sonhei em fazer quando tivesse filhos. Amamentar era algo esquisito pra mim e foi um sufoco aprender.

Foi nesse período que eu me aproximei ainda mais de outras amigas mamães, dos livros e dos blogs sobre maternidade pra pedir ajuda! E foi nesse período também que surgiu o blog Maternidade Proativa, com a intenção de compartilhar os nossos aprendizados e lutas. : )

Gostei da afirmação da Maristela de que as mães devem priorizar os filhos acima da carreira profissional pelo menos nos primeiros três anos de vida deles. Pelo menos. Isso é tãaaao importante! Não significa que você vai viver apenas para eles (este extremo também acho perigoso), mas que é um momento da sua vida em que você vai fazer este investimento maior porque sabe que a maternidade proativa exige isso.

Acho que já comentei em algum post que li recentemente o livro "Why Love Matters - How Affection Shapes a Baby's Brain", da Sue Gerhardt, este ano e que ele também fala isso (do ponto de vista biológico e psicológico da criança). Eu queria muito ter conseguido fazer um resumo do livro para colocar aqui no blog, mas ainda não foi possível (e ainda por cima já devolvi o livro para a pessoa que me emprestou-o). Independentemente se eu conseguir ou não fazê-lo, recomendo muitíssimo a leitura não somente a pais e mães, mas a professores e, principalmente, LEGISLADORES do nosso país!

Priorizar os filhos acima da carreira profissional, em muitos casos, significa sair do mercado de trabalho por alguns anos. Digo em muitos casos porque não é toda mulher que tem o privilégio de poder conciliar emprego e maternidade. Acho que só é possível se for um emprego em meio-período ou com horários flexíveis. Pelo que entendi do vídeo, o livro "Quero mesmo ser mãe?" recomenda que se a mulher não conseguir conciliar as duas coisas então ela deve fazer o sacrifício e abrir mão do emprego temporariamente.

Em seguida, ela fala da questão financeira e do "constrangimento" que é para a mulher bem-sucedida e que sempre foi independente financeiramente pedir dinheiro ao marido para ir fazer unhas. Felizmente, esse problema não existe aqui em casa! Todo dinheiro que entra é sempre "nosso" e fazemos um planejamento mensal sobre como esse dinheiro será gasto. Portanto, eu já sei exatamente quanto posso gastar com cada categoria. Se quiser saber mais, conheça o livro que meu marido e eu escrevemos sobre finanças pessoais.

Durante três anos após o nascimento da Nicole (e a Alícia já tinha completado um ano de vida) eu consegui maternidade e trabalho. Eu montei um home office e continuei trabalhando e ganhando meu salário. Ia à empresa algumas vezes quando era necessário, mas não era algo que tomava o dia todo. Nos dois primeiros anos foi mais fácil. Quando você tem um bebê apenas e o coloca numa rotina, os dias são bem previsíveis. Eu aproveitava as sonecas da Nicole durante o dia e o fato dela dormir cedo à noite para trabalhar bastante. Quando ela estava acordada me dedicava somente a fazer atividades com elas, era muito bom! Eu não tinha quase preocupação com a casa porque tinha uma pessoa que me ajudava três vezes por semana.

Mas quando veio a Alícia tudo ficou mais difícil porque os horários das sonecas delas não batiam e eu já não conseguia mais trabalhar direito. Eu vivia me sentindo culpada, ou por não estar sentando pra dar minha atenção a alguma das meninas ou por estar com tanto trabalho atrasado! Até que um ano atrás (quando a Alícia tinha acabado de completar um aninho) eu decidi parar de trabalhar fora de vez. Foi um baque financeiro muito grande, mas eu me sentia muito feliz pela decisão. Sabia que tinha feito a escolha certa.

E hoje vejo como esta decisão foi importante. E como Deus usou-a para me abençoar de uma forma que eu nunca havia sonhado ou imaginado que um dia pudesse acontecer! Foi por causa da minha decisão de abrir mão do emprego (e consequentemente do salário) que voltei a estudar no período da noite para concluir a faculdade. E advinhem? Após concluir um ano de estudos, consegui uma bolsa para estudar no exterior! Estamos aguardando os vistos para poder comprar as passagens, mas se der tudo certo no mês que vemos nós quatro estaremos de mudança para o Canadá. Vamos morar em Montreal, no Quebéc!

Para terminar a minha reflexão de hoje, quero voltar na distinção que a Maristela faz sobre querer "ter filhos" e querer "ser mãe". É uma pergunta muito importante a se fazer, sem dúvida alguma. Já ouvi alguém dizer que vivemos na era do ter, em que as pessoas são valorizadas e reconhecidas não pelo que elas SÃO, mas pelo que elas TÊM - a roupa, o carro, a casa, o emprego... e aqui, inclusive, entram o cônjuge e os filhos. Este blog promove a maternidade e eu não quero, de maneira alguma, desanimar ninguém a ter filhos mas, por favor, EXAMINE O SEU CORAÇÃO. Assim como casar-se com as intenções erradas gera decepção e frustração no casamento, ter filhos com a finalidade realizar-se como pessoa ou de ganhar um status que a sociedade cobra também é perigoso.

Entenda que a maternidade é um chamado de Deus. Ele a criou para ser mãe! Mas você não tem filhos para si mesma, para suprir suas necessidades afetivas ou para colecionar conquistas e exibi-las para os outros.

A maternidade é um chamado solene.

Não é um passatempo.
Não é uma brincadeira.
Não é uma competição.

É algo que Deus usa para aproximá-la dEle.

É algo que irá exigir sacrifícios de você - certamente muito maiores do que você estaria disposta a fazer, sacrifícios que irão transformar o seu interior.

A maternidade é algo que a fará engolir o próprio orgulho e arrogância de achar que é alguém e descobrir o quanto ainda você tem a aprender, enquanto caminha ao lado desse "serzinho" que mal anda ainda.

Seja humilde e admita que você precisa de ajuda, busque em Deus as respostas para as suas angústias. E você entenderá porque SER MÃE é algo mais sublime, importante e digno de honra do que a imagem medíocre e sem valor que a nossa sociedade tenta nos vender em torno da carreira de "mãe".

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Motivos (falsos) para se fazer uma cesárea eletiva!

Essa semana publiquei aqui no blog dois relatos de parto desmistificadores!

O primeiro é o relato da história da Tereza, que passou pela experiência de parto três vezes - aos 35, 39 e 42 anos de idade - e que nos conta como foi passar por cada um deles. E o segundo é o relato da história da Bete que, aos 29 anos, conseguiu ter parto normal apesar da bebê ter uma circular de cordão no pescoço.

Como não podia deixar passar, aproveito hoje para comentar o relato das experiências delas e também apresentar outras razões muito comuns usadas hoje em dia para se fazer uma "desnecesárea". Para ajudar quem está se preparando para o dia do parto, vou compartilhar links com indicações de leituras de blogs que eu costumo acessar. Como sabem, gosto desse assunto e, portanto, leio bastante a respeito!

Highlights sobre a história da Tereza
- O apoio da família. Logo no início do relato, ela menciona que tanto o marido quanto os sogros ficaram martelando em sua orelha que parto normal era melhor. Achei interessante por causa da nacionalidade deles (franceses). Lembrei na hora do relato da Vanessa, uma brasileira que teve os 2 filhos no Canadá. Com ela foi o contrário, na primeira gestação sua mãe tentou a todo custo convencê-la a fazer cesárea porque não conseguia entender o que levaria uma mulher a querer parir naturalmente (sentir dor). E isso, claro, traz à tona toda aquela discussão sobre diferenças culturais que faço no post Está na dúvida entre parto normal ou cesárea?. Para a mentalidade estrangeira é inconcebível essa escolha entre cesárea ou parto normal. Ou seja, para eles não faz sentido realizar uma operação cirúrgica para algo que é um evento fisiológico.

- A obstetra "vaginalista". Como ela mesmo ressalta, ela foi abençoada de pegar uma médica pró-parto normal desde o início, o que não aconteceu aqui em SP quando ela foi ter o 3º. bebê. Encontrar um obstetra não-cesarista é um problema recorrente nas grandes metrópoles! Não pude deixar de lembrar do post Lista Bem Humoradas de Perguntas, publicado por Materny no blog Gravidez, Parto e Maternidade. É um teste para ajudar grávidas a descobrirem se o seu médico é do tipo mais intervencionista ou mais liberal.

- Boa saúde física. A Tereza tocou num assunto importante, a da saúde física. Mesmo antes de engravidar, ela era uma pessoa que se exercitava muito. Não sei até que ponto isso realmente facilita, em termos físicos, a evolução do TP, mas que deve ajudar em termos psicológicos, isso deve! É um hipótese minha, não li em nenhum lugar a respeito (embora imagino que deva ter estudos a respeito), mas tenho a impressão de que no geral pessoas "dadas aos exercícios físicos" têm maior perseverança e tolerância à dor. Acho que mulheres assim devem encarar melhor a situação do parto no momento da dor. Não significa que elas não vão ter medo de sentir dor, mas por se exercitarem com frequência elas estão mentalmente mais acostumadas a desafiarem seus próprios limites físicos. A Tchella, do blog Batatinha-tinha, escreve o post Preparando-se para o parto... e faz comentários interessantes sobre o preparar-se. Vale a pena também conferir Dor do Parto - Como Aliviar (por Materny).

Highlights sobre a história da Bete
- A circular de cordão e outros mitos. Se você leu o relato da Bete e ainda não ficou convencida porque já ouviu história de que o bebê pode morrer sufocado se tiver uma circular de cordão em volta do pescoço, quero indicar três posts para você entender como funciona a respiração do bebê dentro da barriga da mãe e tirar de vez suas neuras quanto a isso. O 1o é o Circular (por Materny), o 2o é A falácia da circular de cordão (por Dra. Melania Amorim) e o 3o é o Cordão umbilical no pescoço, e agora? (por Ana Cris Duarte). Por mais absurdo que possa parecer, eu já ouvi o desabafo recente de uma gestante primagesta, conhecida minha, que se sentiu pressionada pelo médico a agendar a cesárea assim que completasse 38 semanas por causa da tal da circular no pescoço! Num e-mail para mim ela escreveu:

"Oi Tá, a minha pequena já está encaixadinha e tudo certinho, mas o médico quer marcar cesárea porque está com medo da pressão subir na hora do parto e porque está com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Segunda-feira vou passar em consulta e vamos marcar a cirurgia, mas estou com medo de estar sendo vítima do sistema de hospitais particulares que só querem fazer cesárea por qualquer motivo e adiantar as coisas. Mas ao mesmo tempo vou fazer o quê? Se o médico diz que é risco para as duas, nenhuma mãe do mundo quer o mal para o seu bebê. Mas estou com medo".

Como a Tchella no post "Re-volta?", eu fico indignada com médicos que fazem isso! E olha que circular é apenas um dos mitos, tem tantos outros. O campeão deve ser a famosa desculpa "Não tive dilatação". A Ana Cris dá um show no post com esse título explicando como é que realmente acontece num trabalho de parto. Eu aprendi muito com ele, vale muitíssimo a pena conferir. Veja outros posts legais para ler aqui e aqui. E para quem encara ler artigos científicos, leia também Indicações reais e fictícias de cesariana!

Um obstetra que transmita confiança. Confesso que o médico da Beth é uma incógnita para mim, rsrs. Ao mesmo tempo em que ele foi muito incentivador do parto normal e procurou tranquilizá-la de que não faria cesárea a menos que realmente fosse necessário (algo, sem dúvida, importante), achei estranho ele "só por precaução" já deixar a cesárea agendada. Vocês perceberam qual foi o prazo-limite que ele deu para ela nascer? O dia em que completasse 40 semanas de gestação. Como assim, doutor? Eu achei uma tremenda incoerência. Como ele pode dizer que circular de cordão não é indicativo para cesárea (corretamente), mas presumir que passar de 40 semanas de gestação o é (falso)? Ainda bem que a Valentina foi esperta e resolveu nascer antes, rsrs. E se a idade gestacional dela não fosse bem aquela (algo super possível de acontecer, pois quem garante que naquele dia ela realmente completaria 40 semanas?), ela teria sido arrancada à força do útero, estando ou não pronta, numa cesárea eletiva.

E cesáreas eletivas são sempre mais perigosas do que alguns médicos nos fazem crer. Para ler sobre isso, leia Riscos da cesárea agendada (por Materny. Não posso reforçar a importância de você se aprofundar e descobrir quando a cesárea pode ser necessária e quais os riscos que ela apresenta para a vida do seu bebê. Leia mais em Escolhendo a Cesárea - Riscos e Benefícios (por Adele Doula)

-  Liberdade no parto X intervenções desnecessárias. Tanto a Tereza como a Bete tocaram no assunto da posição durante o parto. Na experiência do 3o parto (que ela não menciona no relato, mas aconteceu no Hospital Santa Catarina, em SP), a Tereza conta que pôde usar a banheira e que teve a liberdade de andar pelo quarto. Ela diz: "A cada vez que eu percebia que vinha uma contração, eu me agachava de cócoras e fazia força para o bebê descer e conseguir a dilatação naturalmente, sem a tal da ocitocina". Já a Bete, que ganhou no São Luiz, também em SP, conta que aproveitou para andar bastante durante a uma hora de espera na recepção do hospital, mas que devido a protocolos hospitalares perdeu essa liberdade ao ir para a sala de parto. Sobre isso ela diz: "Pedi para ir andando porque assim controlaria melhor a dor, mas não me deixaram. Me levaram na cadeira de rodas". Ela também faz uma observação interessante sobre o incômodo que é ficar deitada em meio a contrações durante a fase ativa de TP (nesse momento ela ainda ainda estava na sala de pré-parto, mas já com 5,5 cm de dilatação e sentindo muitas dores): "Ela me colocou deitada para o exame. A única coisa que eu não queria naquele momento era ficar deitada, mas não tinha outro jeito". Sobre isso, indico a leitura de dois posts super interessantes: Liberdade no Parto (por Materny) e Plano de Parto (por Drika Cerqueira). Indico esse último post, principalmente, porque ele trata da questão da mulher se informar e refletir de antemão sobre como quer que seja o seu parto, quais intervenções rotineiras ela aceita não que sejam feitas pelo médico e pelo hospital. A Tereza conta que, no 3o parto, se recusou a tomar a ocitocina e que o médico então propôs uma outra alternativa para acelerar o parto (descolamento da placenta). Achei engraçado ela relatar isso porque até poucas semanas antes do Yann nascer, nós conversamos um pouco e eu contei para ela a minha experiência traumática no parto da Alícia (as muitas horas de ocitocina porque eu cheguei no hospital cedo demais). Ela entendeu o recado e não deixou que colocassem o sorinho nela! Também sugiro que leiam sobre Intervenções no Parto Normal (em 4 partes, leiam todas!) para saber sobre esse negócio de mandarem você fazer força, cortarem o seu períneo, empurrarem sua barriga, uso do fórceps, etc. e etc.

Bem, por hoje é só. Espero que as indicações de leitura sejam bem aproveitadas!

E desejo um bom parto pra vocês.

Beijos, Talita

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Meu bebê nasceu e logo termina minha licença. O que eu faço agora?

O comentário da Fabi à postagem Eu largar o emprego e depender financeiramente do meu marido? Você só pode estar louca! me inspirou a escrever o post de hoje.

É verdade que embora a renda extra seja um fator importante (e como é!) por causa da instabilidade econômica do país, ela não é o único motivo que leva as mulheres a se apegarem tanto às suas carreiras. Sim, é um tema complexo e, no meu ponto de vista, outro fator de igual peso à independência financeira feminina é a desvalorização da maternidade, assunto sobre o qual tratei aqui cinco meses atrás. Ser mãe hoje em dia não é mais a atividade principal na vida de uma mulher. Desde novas outros sonhos são postos à nossa frente - por meio da mídia, da escola, dos discursos que ouvimos sobre o que é "ter sucesso".

Aspiramos a uma vida profissional bem sucedida, almejamos estudar, conhecer, explorar, crescer, etc. Queremos fazer algo de importante com as nossas vidas, sonhamos em ser reconhecidas pelo nosso conhecimento e pelo trabalho que realizamos, enfim, desejamos fazer algo que de alguma forma impacte e ajude a transformar a sociedade em que vivemos. Esses novos sonhos não são ruins. Pelo contrário! O fato é que, em meio a tantos anseios e objetivos, a maternidade torna-se apenas "mais uma" de uma série de obrigações e responsabilidades que vamos assumindo ao longo de nossas vidas. E acho que posso afirmar com segurança e você há de concordar que, de modo geral, a maternidade deixou de ser prioridade.

E justamente por isso, em meio à toda euforia da gestação e inúmeros preparativos para a chegada do bebê, não pensamos muito em como será a nossa vida (e a do bebezinho que carregamos no ventre) após os 4 meses - ou para algumas privilegiadas, 6 meses - da licença-maternidade. Não é assim? A gente nem imagina como será difícil deixá-lo tão pequeno e indefeso aos cuidados de outra pessoa para retomarmos nossas funções profissionais. Passamos pelo parto e pelo pós-parto, superamos a fase de aprender a cuidar de um recém-nascido, aprendemos a amamentar, nos esforçamos para implementar uma rotina adequada e quando nos damos conta, o tempo acabou! Hora de voltar ao mercado de trabalho. O bebê nem saiu do peito ainda, mal começou a comer sólidos e já precisa passar por uma nova e difícil mudança: a separação da mãe e adaptação ao jeito de fazer as coisas de uma nova pessoa (talvez desconhecida).

E agora, quem vai ficar com o meu bebê para eu voltar a trabalhar? Deixo-o numa creche? Matriculo-o numa escolinha? Se sim, qual? Pago alguém para cuidar dele dentro da minha casa? Ou será que peço favor a algum parente próximo? Parece que dentre as diferentes possibilidades, não cogita-se ficar em casa. Isto mesmo quando o custo da escolinha em tempo integral equipara-se praticamente ao salário da mãe!!

Por isso, diferente da Fabi, eu não tenho receio de orientar mulheres nessa situação a deixarem de trabalhar. Ou de pelo menos ajudá-las a considerar que existe essa alternativa! E que é uma ótima alternativa, diga-se de passagem, uma vez que o comum e o que já está na mente de quase toda mulher (de classe média para cima) é voltar para o emprego!! Como a própria Fabi disse, as mulheres que ela atende como defensora pública são de baixa renda e, na grande maioria dos casos, desqualificadas para as boas posições no mercado de trabalho. Assim, presumo que elas não optaram por dedicar-se às prendas domésticas, mas o fazem porque não há outra saída. "Voltar para o emprego" para elas não era uma opção.

O que quero dizer que é que ficar em casa e ser "apenas mãe" por um tempo maior do que o permitido pela licença-maternidade não é uma opção que passa pela nossa cabeça de "mulher moderna" de classe média. Os contras são muito mais evidentes do que os prós. É o que tenho notado. Com certeza a possibilidade de algum dia ser "exclusiva do lar" não passa pela cabeça de muitas mulheres imersas na carreira antes de engravidar. Na minha não passava. E também não é muito frequente considerarem esta possibilidade após o bebê nascer. Depois que o filho nasce, achamos que temos de ser fortes e prosseguir com a vida como "toda mulher" faz - deixando-o numa escolinha, ou creche, ou com outra pessoa para cuidar dele pra nós.

Claro que o conselho que a gente dá sempre está vinculado à decisão que a gente tomou, mas se a mulher está angustiada porque sente que seu papel principal é estar ali do lado do filho e se vê relutando contra aqueles preconceitos (internos e externos) dos quais falei no último post, então sim eu a aconselharia a dar este passo de fé e abrir mão de sua carreira e independência financeira em prol da educação do seu filho! Pelo menos por um tempo, até ela e o marido sentirem que Deus os está guiando para algo diferente.

Os prós que a Fabi apontou são reais, mas se a mulher prioriza o casamento, penso que ela prioriza os filhos e a família também, até porque está tudo de certa forma interligado. Então eu imagino que se ela cogita essa possibilidade de ficar em casa com os filhos e o marido a apóia, muito provavelmente é porque desfrutam de uma estabilidade conjugal e existe cumplicidade e partilha de objetivos entre o casal. Quanto à instabilidade econômica, acho que ela sempre existiu, no nosso país e em qualquer outro, e todos independente de classe estamos sujeitos a adversidades e infortúnios financeiros de vários tipos (falência, desemprego, etc. mas, sobretudo, se formos mau administradores!). Não creio que faça tanta diferença assim se os dois estão empregados ou se apenas um. Aqui entra a questão de fé - quando estamos no centro da vontade de Deus, não temeremos más notícias pois Ele irá prover tudo o que precisarmos. Nada faltará, pois junto com a missão, Deus dá os recursos!

Com isso estou dizendo que a mãe que fica em casa é melhor do que a que sai para trabalhar? Não. Isso seria generalizar. Há mães que ficam em casa e fazem um péssimo trabalho enquanto outras ralam o dia todo fora e conseguem dar uma ótima educação para os filhos. Meu ponto é que se existe a possibilidade de a mãe ficar mais tempo com a criança e ela aproveita bem esses momentos isso é, sem sombra de dúvida, muito melhor para o estabelecimento de vínculos emocionais com a criança e, portanto, para a família.

No momento estou lendo o livro "Why Love Matters", de Sue Gerhardt, uma psicanalista e psicoterapeuta que fala sobre o papel do afeto no desenvolvimento do cérebro do bebê. O livro está repleto de dados referentes às últimas pesquisas na área da bioquímica, neurologia, psicologia e psicanálise que apontam para a importância dos primeiros dois anos de vida e que como as experiências vividas durante esse curto período refletem, inconscientemente, em nossas ações na vida adulta. Cá entre nós, conquanto haja escolinhas infantis e educadores maravilhosos em muitos cantos desse país, as chances de ter uma bem pertinho de você e que seja acessível ao seu bolso são baixas. E por mais amoroso, dedicado e bem-intencionado que seja o parente ou a babá que você arrumou para ficar com seu filho, dificilmente ele fará o trabalho melhor do que a mãe que o ama incondicionalmente e que, eu creio, é a pessoa ideal para educar e cuidar desta criança. Oras, não dá para ser ingênuo e pensar que a forma como a sociedade está estruturada hoje em dia realmente esteja com os melhores interesses da criança (ou da família) em mente.

O lema "socialização por meio da escola", tão em voga atualmente, foi elaborado para nos fazer crer que não enviar nossos filhos à escola tão cedo quanto possível é fazê-los um mal terrível e privá-los de um direito (que em nome dele, priva-os de outro talvez ainda mais importante, vai entender...) quando sabemos que, por trás dessa bandeira de 'escolarização precoce' está a necessidade de que ambos os pais trabalhem e produzam para a sociedade.

De qualquer modo, é preciso fazer a distinção entre a situação ideal da possível. Nem todas as famílias têm essa possibilidade da mãe pessoalmente cuidar da criança (mesmo que com ajuda em parte do dia). Por isso, se a possibilidade existir, acredito que a mãe (ou pai) deva sim aproveitá-la, atendendo a este chamado como um dos mais importantes da sua vida. Mas, se realmente não houver a possibilidade e o casal entender de Deus que este não é o caminho para sua família, então devem descansar e crer que Ele irá sustentar sua família de outras formas, dando novas estratégias e meios para que possam realizar a missão que Ele lhes deu. Algumas histórias que tenho ouvido têm me enchido de fé. Mulheres que enfrentaram esse dilema, agiram em obediência àquilo que criam ser um princípio da Palavra, apesar dos temores financeiros, e sendo grandemente abençoadas. Quem sabe algumas delas topem escrever para nós a sua história!

Para terminar, gostaria de contar um pouco da minha. Afinal, as nossas escolhas não são à toa, não é mesmo? Sempre tem um porquê por trás que mostra o trabalhar de Deus em nossas vidas.

Como a Fabi, minha mãe era funcionária pública. Até onde eu sei, por muito tempo ela ganhou mais do que o meu pai e, talvez por isso, quando eu e meu irmão nascemos (ele é 2 anos mais novo), ela começou a pagar empregada para ficar em casa com a gente durante o dia. Aos três anos comecei a ir à escola. Nunca conversei com a minha mãe sobre isso, mas hoje que também sou mãe imagino que não tenha sido uma situação fácil para ela. Já ouvi algumas histórias de babá que batia em mim e outros incidentes, como eu ter deslocado o braço aos 7 meses e sofrido uma queimadura grave nas costas com leite fervendo aos 4 anos. Isso deve tê-la deixado angustiada. Talvez culpada? Como ela sempre trabalhou muito longe (no centro da cidade), saía de casa cedinho, antes mesmo de acordarmos de manhã. Era meu pai que nos levava para a  escola e eu tenho boas lembranças de conversas com ele dentro do carro. Mas eu via a minha mãe bem pouco durante a semana, pois ela só chegava em casa por volta das 18:00.

Eu e meus irmãos (a mais nova nasceu 9 anos depois de mim) fomos criados por empregadas. Uma delas cuida de mim desde os 7 anos, ela é como minha irmã mais velha. Até hoje está na casa da minha mãe (faz 23 anos!) e me ajuda com os serviços domésticos aqui em casa também. Não posso reclamar porque, como dizem, "tive do bom e do melhor". Fui muito abençoada por estudar num colégio caro e maravilhoso (de onde quase saí várias vezes por causa do alto valor da mensalidade), pelo qual sou eternamente grata! Mas é inegável que minha mãe pagou um alto preço. Um preço que me faz estremecer só de me imaginar na pele dela. Nesse sentido, minha mãe é muito mais forte do que eu! Além de problemas no casamento (lembro que meus pais tiveram crises horríveis e quase se separaram na minha pré-adolescência), o preço mais alto, acredito, foi o vínculo com os filhos. É vergonhoso para eu admitir isso agora depois de adulta, mas gostávamos de brincar e conversar mais com o meu pai do que com ela porque ele tinha mais tempo e paciência para nos ouvir e disposição para brincar. Minha mãe vivia estressada. Também, pudera! E na adolescência, além do meu pai que sempre foi o meu mentor espiritual, eu acabei buscando em outros adultos um referencial com quem eu pudesse me abrir e compartilhar minhas lutas. Eu invejava as meninas que tinham na mãe uma amiga porque com a minha eu não me dava tão bem. Sentia que ela não me entendia, não me conhecia. Confesso que tive muitas resistências a ela por isso. Achava, por exemplo, que ela queria 'me comprar' com os excessivos presentes que ela dava (hoje entendo que essa era a linguagem de amor dela) e somente depois de me casar é que o nosso relacionamento começou a melhorar.

Será que se a minha mãe tivesse optado por ficar em casa nosso relacionamento teria sido melhor - ao ponto de sermos best friends? Talvez sim, talvez não. Não tem como eu saber. Mas suponho que se ela tivesse exonerado o cargo, talvez eu não tivesse estudado na PACA e dificilmente eu teria tido exemplos tão inspiradores de pessoas de Deus com quem eu pudesse me identificar a ponto de desejar seguir na fé em Cristo. Só por isso, eu já tenho motivo de sobra para ser grata à minha mãe pela escolha que ela fez: de ter priorizado a estabilidade financeira da família e me dado esta oportunidade de estudar por treze anos lá. Ou, de igual modo, ela poderia ter exonerado o cargo, ficado sem emprego e Deus abençoado minha família de tal forma que meu pai ganhasse o dobro ou o triplo do que ela?! Haha, não sei... são apenas suposições.

O fato é que não tem como mudar o passado. Apenas olhar para trás e procurar entender como chegamos onde estamos para então decidir que caminho tomar daqui pra frente, pois o que está feito, está feito. Deus foi fiel em tudo, em cada detalhe. Só tenho o que agradecer!

Quando chegou a minha vez de voltar para a empresa, eu fiquei num terrível dilema e a decisão de parar de trabalhar passou por um período de amadurecimento. Como sempre trabalhei em empresa familiar, quando a Nicole nasceu tive a regalia de continuar desempenhando minhas tarefas de casa. Eu trabalhava duro. A levava para a empresa comigo algumas vezes e quando estava em casa aproveitava cada segundo das sonecas dela para dar conta de tudo. Quase não descansava. Quando a Alícia nasceu, por um ano tentei fazer o mesmo esquema, mas com duas era muito mais difícil. Eu me sentia entre a cruz e a espada. Além de terrivelmente exausta, eu vi que não estava fazendo nem um nem outro bem o suficiente. Qualquer coisa estava me irritando e eu descontava tudo no Douglas. Mas parar de trabalhar? Eu passava mal só de pensar na hipótese - pelo financeiro sim, mas principalmente pelo trabalho em si. O depto pedagógico da empresa era o meu xodó!

Enfim, sair da empresa era algo que eu NUNCA me imaginei fazendo e me dava dor de barriga só de pensar. Orei muito. Quando falei para o meu pai o que estava pensando em fazer, ele logo sugeriu que eu pagasse alguém para cuidar das meninas porque a empresa estava precisando de mim. Mas dentro de mim eu sabia que não podia fazer isso! Eu tinha tanto ainda para ensiná-las, não poderia passar essa tarefa para outra pessoa. Era a MINHA responsabilidade e sabia que me arrependeria no futuro se abrisse mão dela. Bem, Deus me conhece e sabe como sou indecisa e bastante insegura para um monte de coisas, então Ele ouviu as minhas súplicas e me deu uma ajudinha. A volta à faculdade foi o empurrão que eu precisava para "sacrificar o meu Isaque (=o trabalho)", porque eu sabia que fazer as 3 coisas bem eu não poderia!

Minha família (a parte que trabalha na empresa) ficou sem acreditar e sem entender também. Minha mãe comenta até hoje que fica abismada com a minha decisão de ficar em casa, porque agora com um salário a menos, precisamos cortar despesas. Um dos cortes foi a escola da Nicole, vou ficar com ela o dia todo em casa no ano que vem. Outro corte é a empregada que passará a vir somente uma vez por semana para fazer a faxina pesada pra mim. A Fabi falou em arrependimento. Acho que é cedo para falar nisso. Mas a esposa do meu pastor, que é uma das pessoas com quem me aconselho, disse que nunca viu uma mãe que optou por ficar em casa se arrepender da decisão (e olha que ela conhece muitos casos!). Estou confiando que sim!

Para terminar (de verdade agora!), preciso fazer uma confissão. Prontas para outra baita revelação sobre a minha pessoa? Um dos meus maiores medos referente à maternidade era ter filha mulher. E olha só hoje eu com duas! Eu achava que eu não seria capaz de ser uma boa mãe de filha mulher. Sério!! Antes mesmo de engravidar, eu já tinha ciúmes do relacionamento de "pai e filha" que meu marido teria com ela(s) - assim como eu tinha com o meu pai - e secretamente sonhava em ter filhos homens para poder ser a 'queridinha' deles. Haha, pois é!! Mas Deus me ajudou a superar esse medo e hoje vejo que não passavam de ilusão! Amo ser mãe de meninas (embora ainda queira meus dois meninos) e estou curtindo muito!

Quais são os seus pensamentos a respeito da mãe colocar a carreira "em espera" (ou abandoná-las de vez) para cuidar dos filhos? Usem o espaço para comentários abaixo e dê sua opinião!

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O incrível mundo dos "toddlers"!

Você conhece a expressão toddler? Em seu livro, "On Becoming Toddlerwise", Gary Ezzo e Robert Buckman tratam justamente dessa fase, o 2º e 3º anos de vida da criança, mais particularmente dos 12 a 24 meses. Todderlhood refere-se àquela fase de vida em que nossos bebês deixam de ser bebês stricto senso, e começam andar, falar e explorar tudo ao seu redor! A Alícia se encaixa exatamente nesta fase (completou 1 ano e 3 meses esta semana). É uma fase deliciosa, mas também - sem dúvida - muito cansativa. Por isso, resolvi mergulhar novamente na leitura deste livro porque senti que estava precisando relembrar alguns conceitos e princípios para poder me inspirar e me focar novamente!

Hoje quero compartilhar somente alguns dos conceitos que os autores trabalham nos dois primeiros capítulos do livro. Apenas como pano de fundo para quem nunca ouviu falar desta série, este é o 4º livro do "On Becoming Series" (também conhecida como "The Wise Series") e este livro, em particular, não chegou a ser traduzido para o português. Há muitos anos, a Editora Mundo Cristão traduziu o 2º e 3º livros da mesma série e intitulou-os "Nana Nenê" e "Além do Nana Nenê" (em inglês os títulos originais são "On Becoming Babywise" e "On Becoming Babywise II"). Caso você seja nova por aqui talvez não saiba que foram estes dois livros que nos impulsionaram a começar o blog! Outro detalhe é que existe também o 1º livro da série que não foi publicado no Brasil, chama-se "On Becoming Birthwise". Eu soube recentemente que a Universidade da Família oferece um curso pautado justamente nos princípios deste material. Se você está grávida ou conhece alguém que esteja, eu recomendo o curso "Preparação para a Chegada do Bebê"!

Recomendo mesmo! Como minha amiga Cristine perguntou num post, você não acha curioso que enquanto sociedade achamos necessário estudar anos e anos para nos formarmos nas mais variadas profissões, mas quando se trata de nos prepararmos para sermos mães ou pais, não lemos um livro sequer e não buscamos qualquer conhecimento na área? Nos contentamos com o senso comum e com o que vemos as pessoas ao redor fazerem. A maioria de nós não se interessa em se inteirar sobre as diferentes filosofias de educação de bebês e crianças, não procura refletir sobre como quer criar o próprio filho e, o que me deixa ainda mais preocupada, não discute nada disso com o cônjuge, o principal parceiro e influenciador direto desta criança que está pra nascer!! Na minha opinião, se preocupar excessivamente com a decoração do quarto do bebê, com as roupinhas e todos os itens e apetrechos que não podem faltar, por mais delicioso que seja fazer isso durante a gestação, é esquecer do que é mais importante na maternidade: a educação dos nossos filhos, a qualidade da relações dentro do lar e o tipo de pessoas queremos que eles se desenvolvam para ser!

Dito tudo isso, agora sim vamos a um pequeno resumo do começo do livro. = )

Capítulo 1 - O que tem dentro do pacote
O livro começa comparando o trabalho de um pai e o de uma mãe ao de um jardineiro. O jardineiro não cria suas plantas, ele não tem o poder da vida e nem o da beleza que cada flor irradia. Mas ele conhece o ambiente, sabe quanto de luz solar e umidade são necessários para que todo tipo de planta desabroche e se desenvolva. Assim como o jardineiro, os pais não são os arquitetos e nem a fonte da vida dos filhos, mas são os guardiões dela, são os responsáveis por cuidar dos filhos, protegê-los, ensiná-los, estimulá-los, etc.

O livro continua falando das principais influências que contribuem para moldar quem esta criança se tornará. Ele cita uma frase de H.H. Horne, em seu livro "Idealism in Education", que diz: "Genética determina a capacidade, o ambiente proporciona a oportunidade e a personalidade reconhece a capacidade e melhora a oportunidade" (tradução e ênfase minha).

Genética
Para reconhecer e otimizar os talentos de cada filho (seus dons naturais, recebidos geneticamente), os autores sugerem que é necessário três posturas por parte dos pais. A primeira postura diz respeito à própria percepção deles ao observar e considerar características marcantes de pessoas da família que podem ter sido passadas geneticamente aos filhos. Por exemplo, se houver casos de pessoas talentosas musicalmente na família é bem possível que este dom tenha sido passado geneticamente à criança também, então seria uma boa ideia colocá-la para aprender a tocar algum instrumento musical e descobrir se esta facilidade foi herdada. Um dado que achei interessante pensar é que 1/2 (ou 50%) da genética de cada pessoa é herdada dos pais, 1/4 (ou 25%) herdada dos quatro avós e 1/8 (12,5%) herdada dos oito bisavós?! A segunda postura apontada é a necessidade dos pais pensarem numa educação global (em inglês: "parent the whole child"). Ou seja, que adianta seu filho ter potencial para ser um gênio, se ele não sabe brincar sozinho? Ou então ter talento para ser um super atleta, mas não ter delicadeza para brincar com a irmãzinha? Nas palavras dos autores, "Muito embora qualquer atitude desfavorável por parte dos pais possa trazer prejuízos ruins para a criança, a atitude que mais prejudica e tem efeitos mais duradouros é o conceito de produzir o filho dos sonhos" (p. 16 - tradução minha), ou seja, forçá-la a se encaixar no seu perfil ideal de filho pode prejudicar o potencial genético do seu filho à medida em que gera pressão emocional excessiva nele e o impede de viver uma série de experiências normais para a infância. A terceira postura diz respeito ao fato de que nenhuma característica genética, por mais brilhante que seja, pode ser amadurecida e desenvolvida sem as disciplinas básicas da vida. Ser um excelente escritor vai ser impossível se o seu filho não desenvolver a capacidade de sentar e ficar quieto para poder concentrar-se para ler. Aulas de piano se tornarão uma batalha sem fim se o seu filho não desenvolver paciência e perseverança para praticar. Mesmo um atleta excepcional não chega ao topo apenas porque é habilidoso, e sim porque aprendeu a ouvir e seguir instruções de seus mentores. Aprender a ouvir uma instrução já é meio caminho andado no processo de educar os filhos - quanto seu filho hoje já é capaz de ouvir suas instruções e obedecê-las?

O resumo da ópera é este: a criança não vai aprender enquanto ela não estiver pronta para aprender e ela não vai conseguir dominar nenhuma habilidade sem o importante recurso do "auto-controle". Isto significa que, independente de quais sejam as aptidões naturais do seu filho, elas deverão ser cultivadas e trabalhadas dentro do contexto natural da infância e do treinamento infantil. Como na jardinagem, sementes boas plantadas em solo ruim não produzirão plantas saudáveis - as sementes podem até germinar e crescer rapidamente, mas logo irão murchar por falta de fertilizantes adequados!

Ambiente
Você já parou para pensar que o ambiente de educação que você proporciona aos seus filhos (os tipos de estímulos, os valores impregnados nas decisões que você toma, os critérios que você usa quando diz 'sim' ou 'não', etc.) moldam os hábitos do coração deles? Nas palavras dos autores, "As decisões que você toma hoje, as crenças que impulsionam suas decisões e os pressupostos de educação que você valoriza podem e irão afetar as gerações futuras" (p. 17 - tradução minha).

Personalidade
Normalmente há uma confusão com o significado do termo personalidade e muita gente crê que personalidade é algo que não muda, que a pessoa é assim e pronto. Porém, na definição dos autores, personalidade é a soma de três variáveis: genética, ambiente e temperamento. Desta forma, temperamento é a variável da personalidade do ser humano que outras pessoas não podem mudar. Você pode procurar conhecer e entender o temperamento do seu filho, e pode até tomar atitudes que cooperem com este determinado temperamento, porém você não pode alterá-lo. Você também não pode alterar as influências genéticas sobre os seus filhos, mas pode minimizar propensões negativas, fortalecer as positivas, etc. Das três variáveis citadas acima, advinha qual é a única área sobre a qual você, como pai, tem enorme influência na formação da personalidade dos seus filhos? Isto mesmo, o ambiente! E isto tem tudo a ver com estímulos para o aprendizado. E que aqui fique claro que não estamos falando de escolarização, pois educação e escolarização não são a mesma coisa. A educação de que estamos falando aqui diz respeito a três áreas vitais em que nos esforçamos para ensinar nossos filhos: moralidade, saúde & segurança e habilidades para a vida. Veremos abaixo alguns exemplos a que se refere cada uma.

Moralidade - Ensiná-lo a ser bondoso, generoso, paciente, responsável, etc.
Saúde & Segurança - Ensiná-lo a escovar os dentes, tomar banho, cuidar da higiene pessoal, etc.
Habilidades para a Vida - Ensiná-lo a raciocinar e usar a lógica para tomar boas decisões, etc.

Capítulo 2 - A criança falante, que anda e é curiosa
Neste capítulo, os autores focam nas múltiplas possibilidades que se apresentam à criança quando ela começa a andar. Eles lembram que a mobilidade é um dos marcos mais importantes dessa fase e ressaltam ainda que a união da mobilidade com a curiosidade são a essência do toddlerhood. Sim, todo toddler é uma criança curiosa e exploradora! E a mãe do toddler, bem... uma mulher cansada (hehe, me sinto assim!). Com novas perspectivas de exploração para a criança, a mãe do toddler logo perceberá que nenhuma outra fase da sua vida exigirá tanto tempo, energia e paciência. Aqui vale copiar um trecho que achei engraçado do livro: "Se deixado solto, sem preocupação com questões morais ou de segurança, essa pequena criaturinha consegue em segundos esvaziar um estante inteira de livros, fazer uma chamada para Hong Kong pelo celular do pai, beber água do prato do passarinho, espirrar água de dentro do vaso sanitário, beber as últimas gotas da latinha de refrigerante, sair correndo da cozinha com uma faca nas mãos, ou tirar um cochilo na casinha do cachorro - que, considerando todos as outras façanhas, seria algo positivo (...) A energia emocional e física necessárias para supervisionar uma criançazinha ligada no 220 conseguem drenar as energias até daquela mãe que está super em forma. E se seu toddler for um menino, acrescente outros 50% de energia. Nunca uma criança fica tão bonita para sua mãe exausta do que quando está de olhos fechados dormindo " (p. 23 - tradução minha)! Hilário, não? Se você está vivendo a exata situação descrita em cima, em vez de sentar e chorar, sorria - você tem um toddler em casa! E como todas as outras, esta fase passa. Então procure conhecer as variáveis em questão e tirar o melhor proveito delas, até porque eu acredito que como você lidar com a situação agora implicará na qualidade da fase seguinte.

Por conta da curiosidade natural para esta fase, muitos conflitos de vontade entre mãe e filho (qual prevalecerá?) acontecerão. E é aqui que o cerco estreita! A curiosidade é necessária porque ela é a propulsora para a imaginação da criança. Entre os 2 e 3 anos, a curiosidade ficará menos forte e será a imaginação que ganhará força. Isto significa que a curiosidade não deve ser reprimida! Por outro lado, precisamos entender - conforme explicam os autores - que a curiosidade não é um fim em si mesmo e que, além disso, ela não tem proveito sem supervisão de um adulto. Ou seja, a ação dos pais não deve ser a de negar ou reprimir a curiosidade da criança, mas de administrá-la. Os autores defendem veementemente que conceder liberdades ilimitadas à criança como forma de estimular sua curiosidade não é uma administração proveitosa - pelo contrário, é uma forma negativa de cultivar a mente da criança.

A curiosidade é apenas o primeiro passo para o processo infantil da descoberta. Associada a ela estão a concentração e a investigação. Todas as três são necessárias para o aprendizado. O processo é mais ou menos este: a curiosidade atrai a criança para determinado objeto, a concentração mantém sua atenção voltada para ele, e a investigação permite a ela a euforia e alegria da descoberta e do aprendizado. Como se percebe, a curiosidade em si não é a professora da criança - ela é a propulsora, ou o veículo que o conduz, ao ambiente com o potencial para o aprendizado. E aqui uma explicação se faz necessária para compreendermos ainda melhor todo este processo da descoberta: a principal característica do estímulo que atrai a curiosidade da criança é a novidade. Isso significa que depois que determinado brinquedo ou objeto deixou de ser novidade, ou seja, quando não há mais desafio porque ficou fácil manuseá-lo, por exemplo, o interesse da criança (a curiosidade) se dissipa. Use esta característica para sua vantagem! Como?

Como administrar situações potencialmente perigosas ou não saudáveis para a criança? Em vez de reprimir a curiosidade da criança ou procurar distraí-la, a sugestão é ir pelo caminho da substituição. Os autores dão vários exemplos práticos. Um deles é como matar a curiosidade da criança que quer brincar de abrir e fechar o tampo do vaso sanitário e bater as mãozinhas na água, se molhando no processo. Uma cena de deixar qualquer mãe de cabelo em pé! Neste caso, o local é secundário para a criança (mas primário para a mãe!), então por que não encher de água um recipiente com tampa e colocar no quintal para ela brincar?

O capítulo encerra com o lembrete de que em todo o processo de guiar e orientar nossos filhos, a chave será sempre o equilíbrio. O desafio é não ir para nenhum dos dois extremos - proibir tudo ou permitir tudo. Nas palavras dos autores, "Você não vai conseguir evitar que seu filho se desaponte, e nem deve pensar que é sua responsabilidade fazê-lo. Pelo contrário, deve treinar seu filho para lidar com os desapontamentos. É impossível criar ambientes livres de conflito porque a natureza da criança, seus padrões de crescimento e as expectativas dos pais irão criar conflitos. Aprenda a lidar com eles. Entre os 12 e 24 meses, os conflitos devem ser administrados, não censurados" (p. 28 - tradução minha).

Bem, pessoal, por hoje é só. À medida que eu for relendo os próximos capítulos, voltarei aqui para publicar mais. Espero que as reflexões acima tenham sido norteadoras para você, mamãe de um toddler!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pais responsáveis educam juntos!

Minha sogra esteve na Expo Cristã deste ano e comprou o mais recente livro da Cris Poli - a Supernanny do SBT - publicado pela Editora Mundo Cristão. Chama-se Pais responsáveis educam juntos. Li o livro em apenas três dias. Nunca havia lido nenhum livro da Cris Poli, mas confesso que sempre gostei de assistir ao seu programa de TV. São raros os programas de TV hoje em dia que realmente acrescentam algo de positivo para as nossas vidas. E este era um deles.

O livro é de fácil leitura, escrito com uma linguagem bem simples e abrange variados temas relacionados à criação de filhos sem, contudo, se aprofundar em nenhum deles. Eu diria que o livro é um ponto de partida, como um pontapé inicial para estimular pais a mães a refletirem e se conscientizarem do seu papel na educação dos filhos.

Ao fim do livro ela faz uma pequena lista de livros que ela recomenda. E advinhem?? O Nana Nenê (de Robert Buckman e Gary Ezzo) está na relação. Fiquei feliz, hehe! Mas o que mais me chamou a atenção e o motivo de eu escrever esse post é a reflexão que ela faz sobre maturidade, ou seja, entre a importância de se preparar para a maternidade e permitir que, com a prática, todo esse conhecimento se transforme em sabedoria.

Reproduzo abaixo o trecho do livro em que ela fala sobre isso, espero que gostem!

A maturidade do casal

É preciso entender primeiro o que significa maturidade. Uma pessoa madura é alguém que, ao longo da vida, adquiriu experiência e atingiu certo nível de desenvolvimento em diferentes áreas. Tornou-se prudente, sensata, ponderada. Reflete antes de tomar decisões, e não age por impulso. A consequência desse processo é a transformação do conhecimento em sabedoria.

Precisamos alcançar maturidade em todas as áreas da vida, e quando falamos de educação de filhos isso adquire um peso especial, porque nos referimos à formação da personalidade de uma criança que Deus nos confiou para o trabalho de moldar e formar.

É fato que tanto o homem quanto a mulher devem se preparar ao máximo para a grande missão de se tornarem pais. Responsabilidade e informação podem ser estimuladas por meio de boa literatura, troca de experiências, palestras e conversas. Entretanto, por mais que estejamos teoricamente preparados, a paternidade envolve vivências e sentimentos absolutamente novos e subjetivos, e a maturidade para lidar com isso depende de diversos fatores. Um deles, e fundamental, claro, é a prática. Sem desmerecer todo o processo de tomada de consciência anterior e a informação, é no momento que tomamos nosso filho nos braços que devemos aplicar todo esse conhecimento. Aí as coisas se complicam devido ao envolvimento emocional durante esse longo processo de aprendizado, de corrigir o que dá errado e celebrar o que dá certo. Sem culpa, mas com a firme intenção de aprender e amadurecer.

Eu sempre trabalhei como educadora e já tinha larga experiência quando tive meu primeiro filho, e ainda assim fui pega de surpresa pela maternidade. O lado bom do sobressalto é que ele permitiu-me acumular experiências valiosas quando chegaram o segundo e o terceiro filho - eis a maravilha da prática. Não importa se você é pedagoga, psicóloga, médica, economista ou dona de casa, quando se trata de seu filho, a prática é diferente da teoria.

Aprendi muitas coisas com todos os meus filhos mas, com certeza, muito mais com o primeiro. Lembro-me de que houve um momento, quando Federico era bebê, em que ele não queria mais dormir no berço. Só aceitava o colo ou o carrinho. Eu, inocentemente, o colocava no carrinho e o balançava até que dormisse. Que erro! Agora ninguém conseguia dormri até que ele embalasse no carrinho. Cansados daquilo, por instinto, eu e meu marido decidimos colocá-lo no berço mesmo contra sua vontade e deixá-lo chorar até que se cansasse e pegasse no sono, sozinho. Foi uma medida radical, mas necessária. Foi assim que aprendemos que a criança precisa aprender a pegar no sono sozinha, no berço, desde bebê. A experiência adquirida nos ensinou a não cometer o mesmo erro com os outros dois filhos.

A maturidade vem quando o casal entende sua responsabilidade e se sente naturalmente comprometido com a educação dos filhos, consciente dos valores morais e espirituais que devem transmitir à criança. Esse deve ser o objetivo de todo casal.

(Extraído de Pais responsáveis educam juntos, Cris Poli, julho de 2011, p. 139 e 140)

Um abraço e até o próximo post!
Talita