Bem-vinda!!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
1 ano e 6 meses de Alícia!
Dentição e Alimentação
Além dos 2 dentinhos debaixo, agora ela tem mais 3 dentinhos, todos em cima. Tadinha, ela sofreu muito porque os três saíram praticamente ao mesmo tempo! E dá-lhe Nene Dent para aliviar a coceira e dor. Em compensação, agora que tem 5 dentinhos ela vai poder morder e mastigar melhor alimentos mais duros. Não que antes ela não já comesse de tudo. Alguns alimentos - como o tomate - ela chupava até amolecer e conseguia engolir (mas deixava a casca). Já outros - como a uva passa - ela simplesmente engolia inteiro e depois eliminava no cocô. Outra vantagem é que à medida que ela cresce e consegue comer sozinha as coisas vão ficando mais fáceis para mim. Já se imaginou tentando alimentar duas pequenas e comer ao mesmo tempo? É o que eu tento fazer, não é à toa que estou sempre ouvindo "Como você emagreceu". Eu até consigo colocar algumas garfadas rapidamente na boca entre ajudar uma e outra, mas não é como se sentar à mesa para saborear a refeição! Isso quando a Nicole não pede para fazer o nº 2 bem no meio da refeição, aí complica ainda mais. E quando elas finalmente terminam, eu vejo a bagunça de bandeja melecada, chão sujo, pratos para lavar, etc. e minha mente neurótica logo pensa: "Preciso arrumar logo tudo isso". Daí qualquer vontade que eu tinha de pegar mais um pouquinho vai embora!
Rotina e Horários
Até muito recentemente, as sonecas da Alícia pela manhã estavam sendo bem longas. Tinha dias em que eu a colocava para dormir 8:30 ou 9:00 e ela só acordava - isso porque eu abria porta e janela para entrar claridade - às 11:30, quando eu já estava com almoço preparado e prontinha para sair para buscar a Nicole na escola. Era muito bom, por um lado, porque eu tinha a manhã toda pra mim! Eu aproveitei para fazer meus trabalhos de faculdade e até consegui escrever uma boa média de posts por mês, vocês repararam? Por outro lado, com o tempo fui vendo que dormir tanto pela manhã tinha dois "contras". O primeiro é que eu desperdiçava um tempo individual que eu poderia ter com ela enquanto a irmã estava fora. Falo mais sobre isso no tópico abaixo. E o segundo é que a soneca da tarde começou a ficar cada vez mais curta. E como não são todas as tardes que a Nicole tira soneca, tinha dias em que as duas "pintavam o terror" no quarto! Como nenhuma das duas estavam com muito sono, era um estresse só eu entrar toda hora no quarto para falar que elas precisavam ficar quietas, parar de brincar, conversar, gargalhar, etc. porque era a hora do descanso. Ou seja, em vez de eu relaxar, ficava só o pó e não via a hora do maridão chegar logo em casa no fim do dia para assumir o turno dele!
Por isso, a partir de ontem, tomei a decisão de que vamos eliminar a soneca da manhã. Vou fazer atividade dirigida com as duas pela manhã (se bem que esses dias estou pegando bem leve porque é época de férias e todo mundo merece não ter nada pra fazer, hehe!) e à tarde passaremos à rotina da Alícia tirar uma única soneca longa (de 3 horas) por dia. E enquanto a Alícia dormir, a Nicole vai fazer tempo de brincar independente para eu poder ter meus momentos de paz durante o dia. Depois eu conto se deu certo!
Linguagem e Comunicação
Ufa, a Alícia está começando a repetir melhor os sons. Sabe que eu estava ficando preocupada e cheguei a pensar em levá-la numa fonoaudióloga para saber se ela tinha algum problema?! Eita, mamãe neurótica. Eu sei, eu sei, o bom senso diz que cada criança tem seu ritmo, que vai falar, andar, etc. no seu próprio tempo. Mas, convenhamos, É TÃO DIFÍCIL não comparar!! E eu lembro que a Nicole falava um monte de coisas com 1 ano e 5 meses (está certo, eu não lembro... mas li o post em que registrei isso) e a Alícia não repetia direito as palavras, o som saía muito diferente. A coisa só começou a andar quando mudei a estratégia - do inglês para o português. E não é que ela falou "mamãe" e "papai" direitinho? Em inglês não saía! E agora ela está um papagaiozinho repetindo as palavras. A pronúncia dela está melhorando.
Dessa experiência extraio duas lições importantes (que estão interligadas). A primeira é que estava sendo exigente demais com um nível que eu achava que ela deveria ter. E a segunda é que eu a estimulei muito pouco para esse nível! Compreendi que quando a gente tem um filho só a nossa atenção em casa é quase que 100% dedicada a ele. Eu estimulava a Nicole a todo momento, ela era uma esponjinha e ia absorvendo tudo! De verdade, eu não dava um segundo de trégua pra ela, era na hora de comer, na hora do banho, de fazer xixi no vaso, de brincar lá fora ou aqui dentro. Eu estava o tempo todo ensinando alguma coisa, conversando com ela, pedindo para ela repetir alguma palavra, cantando, mostrando os livros, enfim, era um curso de imersão, rs. Já com a Alícia... tadinha, há momentos em que ela precisa praticamente pular na minha frente ou agarrar as minhas pernas para conseguir minha atenção! E quando eu pego um livrinho pra ler com ela e faço alguma pergunta (por exemplo, "What animal is this?" ou "What color is this?"), advinha quem responde no mesmo segundo? Isso mesmo, a Nicole! A Alícia não tem a menor chance e por isso ela logo se desinteressa. Como no ano que vem, eu vou "homeschool" as meninas ao mesmo tempo, estou pensando numa estratégia para atender às necessidades individuais de cada uma.
Ainda sobre linguagem, uma amiga leitora desse blog descobriu um site muito legal sobre linguagem de sinais para bebês! Chama-se "My Smart Hands". Depois que assisti ao vídeo da bebezinha de apenas 1 ano fazendo um monte de sinais, vi que estava perdendo tempo com as minhas filhas e que poderia estimulá-las para além das poucas palavras que as havia ensinado ("obrigada", "por favor", "banheiro", "desculpe", "mais" e "terminei"). As crianças têm muita capacidade de aprender novos idiomas. Quanto mais novas, mais fácil e rapidamente aprendem. O problema é que sou limitada quanto à linguagem de sinais em si, mas meu marido fez curso de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) anos atrás e ainda tem a apostila. Combinamos que ele vai tentar ir relembrando algumas coisas e a família toda vai aprender junto. Não quis seguir o site My Smart Hands porque os sinais que ela ensina não são de LIBRAS, mas de ASL (American Sign Language) e achei que não seria muito útil para a comunicação com surdos aqui no Brasil.
Toilet-training
Semana passada resolvi tirar a Alícia das fraldas! O tempo estava quente, eu de férias, enfim, tudo propício. Usei as dicas do material dos Ezzos dessa vez (e não mais apenas a da Encantadora como fiz com a Nicole, numa outra oportunidade explicarei melhor) que, como vocês verão, são de linha behaviorista (com muito condicionamento e reforço positivo). Deixei-a apenas de calcinha durante o dia e deixei carregar uma garrafinha de água que ela gosta muito pra lá e pra cá. A ideia era aumentar a ingestão de líquidos e oportunidades para ensiná-la a diferença entre "seco" e "molhado". Programei o alarme do meu celular para tocar a cada 17 a 22 min. Cada vez que ele disparava, eu dizia toda animada que estava na hora de fazer xixi. Porém, antes de colocá-la para sentar no vaso (usamos uma adaptador especial para o bumbum dela), eu pedia para ela colocar a mão na calcinha e sentir se estava seca. Se estivesse, eu fazia a maior festa e ela ganhava chocolate confete (que ela ama e também outra oportunidade de praticarmos as cores)! Só então sentávamos para fazer xixi. Primeiro eu, depois a Nicole, às vezes alguma boneca dela e, finalmente, a própria Alícia. Enquanto ficava ali sentada, eu aproveitava para tirar o atraso e ler alguns livrinhos com ela. Programava o despertador para tocar dali 5 a 7 min para indicar que estava na hora de sair (para ela não ficar tempo demais e a brincadeira perder a graça).
Bem, como já deu pra perceber, toilet-training é muito trabalhoso. Exige paciência. E muita disposição porque você passa o seu dia em função disso! E tem de fazer o ritualzinho com muita animação. Nesses 5 dias que acrescentamos "sentar no vaso" à rotina da Alícia, eu não fiz outra coisa durante o dia. Sério, cansa muito. A nossa média de acidentes estava entre 3 a 4 por dia, o que é pouco até e não tão interessante para quem tem o objetivo de alcançar o objetivo logo! Os acidentes (=erros) são oportunidades brilhantes pra ensinar à criança o que fazer e o que não fazer. Muitas vezes acertamos o cocô - que ela fez direitinho dentro do vaso e que era largamente comemorado - mas com o xixi não tivemos êxito nenhuma vez. Não sei porque ela segurava tanto o xixi! Mesmo bebendo muito líquido (porque o chocolate também dá sede). Acabava encharcando a fralda durante as sonecas. Quando ela não fazia, eu programava o despertador para tocar dentro de 12 a 17 min. Se ela não fizesse de novo, eu diminuía ainda mais o intervalo na esperança de que ela não se aguentasse de vontade e fizesse "sem querer" no vaso. Eu lembrei algo que eu fazia com a Nicole para ajudá-la entender o que tinha de fazer quando estava ali sentada. Como tudo para eles nessa idade tem de ser divertido, eu segurava as mãozinhas dela, contava 1-2-3 e "uhhh", contorcia meu rosto como se estivesse fazendo força.. Ela achava engraçado e me imitava. Mas com a Alícia não deu certo nenhuma vez! Uma vez 2 min depois de sair do vaso, ela fez xixi na calcinha.
O resumo da ópera é que só conseguimos fazer isso por uma semana porque logo o tempo virou. Faz 5 dias que suspendemos o toilet-training por causa do tempo chuvoso. Quando o tempo melhorar e o calor firmar de novo, retomaremos os esforços do toilet-training!
Limites e Obediência
O nosso maior desafio com relação à Alícia nos últimos tempos tem sido não ceder às birras dela e insistir em ensiná-la a obedecer. Ela já entendeu o "That's a no-no" e até me imita mexendo o dedo indicador (confirmando que aquilo não pode), mas ela tenta nos enganar! Espera a gente virar as costas para fazer ou tenta fazer mesmo com a gente olhando firme pra ela. Acho que pra ver o que acontece ou confirmar se este é o limite meeesmo? Provavelmente! E aqui entra aquele princípio de educar, não reeducar. De se esforçar para pagar à vista e não em muitas dolorosas parcelas, porque... olha, educar dá trabalho!!
O exemplo mais real dessa vontade de fingir que não viu foram os episódios com o cinto de segurança. Sabem o que aconteceu? Nos cansamos de ficar parando o carro no meio da rua porque ela estava desobedecendo, de colocar os bracinhos dela de volta pra dentro do cinto, de dar bronca e repetir toda hora a mesma coisa! Adotamos outra postura: a de restringir a sua liberdade. Como era de se esperar, a solução está em educá-la dentro do funil! Meu marido teve a brilhante ideia de pegar uma fralda e amarrar os dois lados do cinto bem abaixo do pescoço dela, assim ela não tinha espaço para tentar tirar os braços. Que alívio! Claro que ela ficou brava, chorou, tentou espernear... mas faz parte da lição que ela precisava aprender porque ainda não tinha maturidade para fazer a escolha certa de obedecer. Então ela precisava da nossa ajuda: precisava que colocássemos os limites mais estreitos para ajudá-la a se conformar a eles.
Fizemos isso por bastante tempo e domingo agora a prendemos na cadeirinha sem usar a fralda para apertar o cinto. Ela tirou os bracinhos uma vez apenas durante todo o caminho. Um baita progresso! Quando ela obedeceu, fizemos questão de elogiá-la, para que ela soubesse que havíamos percebido e que estávamos contentes que ela estava desenvolvendo autocontrole. De fato, esse é um enorme desafio nesta idade.
Temperamento
No último post falei sobre o temperamento forte da Alícia. Pois é, essa característica está cada vez mais evidente. Ela é birrenta!! Não cede fácil, chora para manipular, faz cara feia ou vira o rosto brava quando é contrariada, joga os brinquedos, chuta, bate, puxa o cabelo... esse tipo de coisa. Às vezes eu fico com queixo caído com a reação dela e me seguro para não rir das caretas que ela faz. A Nicole tem de ter uma paciência, viu! Porque a Alícia praticamente monta na irmã quando quer um brinquedo que está nas mãos dela ou fica berrando. Estou insistindo que assim ela não vai conseguir nada, que tem o jeito certo de pedir as coisas, que tem de ter paciência e esperar (ah, esse é outro sinal que ela já aprendeu a usar). Ela já está se acostumando também com o ritual de pedir desculpas e de dar um beijo na irmã quando a machuca ou é mal-educada. Um dia desses até fez espontaneamente!
Mas... tem dias que são bem difíceis, sobretudo, quando eu desencano da rotina - não oriento uma atividade (deixo livre demais) ou não garanto que ela durma as horas necessárias para ela ficar bem disposta. É tão importante que ela esteja descansada! O cansaço é contraproducente para ajudar a criança a desenvolver o autocontrole, uma habilidade absolutamente fundamental (para saber mais, leia o post Desenvolvimento do autocontrole). Eu preciso ficar muito atenta à rotina para não deixar as coisas saírem do controle com ela.
E olha que tem dias que ela se rebela e não quer dormir (mesmo morrendo de sono). Chora um tempão sem parar! Li o post da Fabi de ontem falando sobre fazer CIO e pensei: "Nossa, com a Alícia eu faço CIO até hoje". No caso dela, sei que é pura chantagem, ela é determinada e berra mesmo - para protestar. Que Deus me ajude a ensiná-la a lidar com as suas emoções!! Anos atrás traduzi um livro chamado "How To Really Love Your Angry Child" do Dr. Ross Campbell para a Editora Mundo Cristão (leia a sinopse dele em português aqui). O livro é excelente e eu estou começando a pensar que Deus tinha um propósito quando me fez entrar em contato com ele, rsrs. Quando eu conseguir, posso resumi-lo aqui pra vocês!
Outro aspecto que queria acrescentar é que a Alícia também é muito apegada. As emoções dela são para os dois lados. Ela abraça, beija, faz carinho... espontaneamente. É o tipo de criança que gosta de ficar na saia da mãe, sabe? A Nicole não tinha isso - era livre, leve e solta. Já a Alícia, se eu bobear, fica pendurada na minha perna o dia todo, me seguindo pela casa! Na hora de dormir (e ela sabe bem quando é a hora), ela deita a cabecinha no meu ombro e me abraça com tanta força que quase me enforca. Haha! Já se ligaram por quê, né? Então eu a abraço de volta, massageio as costinhas dela e apenas curto o momento, canto uma canção de ninar e fico assim agarradinha com ela um tempinho... porque, afinal, eles crescem tão rápido e é gostoso demais receber um abraço apertadinho desses da minha princesa!
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Rotina do Vinícius – 1 a 3 meses – Parte 1: O primeiro mês
1. As fraldas vazaram bem menos. Acho que é porque quando trocamos após a mamada, a barriguinha está mais cheia. Conforme vai esvaziando, a fralda fica menos ajustada e o xixi vaza. Trocando antes da mamada, o ajuste fica melhor.
Não deixei chorar, nem para sonecas, nem para o sono noturno. Concentrei-me em criar a rotina do sono e me esforcei para que ele dormisse no berço sozinho. Nessa fase é mais fácil, porque eles literalmente capotam, ainda mais o meu sendo prematuro. Tirando algumas poucas vezes em que foi necessário ninar, em boa parte das sonecas ele desmaiava sem qualquer esforço da minha parte.
Com a Gi (minha primeira filha), passei a deixar chorar dez dias após o nascimento. Foi simplesmente o caos. Fico angustiada só de ler meu diário da época. Definitivamente, com o Vini foi bem mais fácil e não acho que ele “perdeu sono”. Ao contrário, ele dormiu bem melhor que ela, que desperdiçou horas chorando ao invés de dormir.
Especulando (sim, porque não dá para saber com certeza), acho que o sucesso dessa primeira etapa se deu principalmente pela minha postura. Claro que a prematuridade é um fator que favorece o sono. Porém, acredito que as mães passam segurança ou insegurança para os filhos. Quando eu ia colocar a Gi no berço, já começava a ficar tensa, pensando no choro que teria que ouvir. Com o Vini tudo era tranquilo. Eu ia para o quarto dele com paz de espírito. Isso na minha opinião, foi um fator decisivo.
O primeiro mês do meu filho em casa foi de paz e sossego. Ele comeu bem, dormiu bem e minha família idem. Acredito que para minha personalidade e estilo, esse “mix” de princípios serviu e não acredito que ter adiado o “deixar chorar” foi um empecilho para impor uma rotina adequada nessa primeira etapa da vida do Vini.
Contudo, lembro que há tantos fatores que é difícil prever o que acontecerá em cada caso concreto. Talvez para um terceiro filho essa minha opção de agora não seja adequada. Daí a importância de sempre manter a calma e fazer escolhas que funcionem para SUA família.
Aprendi que esse foi meu erro com a Giovanna: acreditar que se eu não conseguisse aplicar os princípios desde logo, teria mais trabalho em fazer isso mais para frente. Obriguei-me a passar por cima dos meus limites e criei um ambiente tenso na minha casa que redundou no fracasso de tudo. Foi só depois de jogar tudo fora e começar do zero que as coisas deram certo.
CIO é bom. Não descartei e vocês verão que passei a usar nos meses seguintes (aguardem as próximas postagens). Mas com a Gi, sinceramente, não achei que valeu a pena nessa fase. Daí minha opção para agora.
Até a próxima.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O sono do bebê!
1º. dormir bem é um comportamento aprendido;
2º. o recém-nascido tem capacidade de aprender este comportamento;
3º. os pais podem ensiná-lo a seu bebê desde os primeiros dias de vida.
Abaixo faço uma relação dos pontos concordantes e divergentes que encontrei durante a leitura. Como vocês poderão notar, há muitos mais pontos concordantes do que divergentes! : )
Pontos concordantes
SOBRE O SONO NOTURNO
- Um recém-nascido triplica o peso com o qual nasce no primeiro ano de vida. Isso requer se alimentar com frequência e muito descanso.
- No geral, os recém-nascidos dormem de 16 a 21 horas por dia, divididas em ciclos de duas a cinco horas.
- Não se deve acordar o bebê para mamar à noite. A criança, geralmente, acorda sozinha. Mas, se estiver ganhando peso e não acordar, deixei-a dormir.
- O ciclo de sono do bebê é regulado, principalmente, pelas sensações de fome e de saciedade, e não pela alternância de claro e de escuro. São os pais que devem ensinar a diferença entre dia e noite para o bebê.
- A evolução do sono no período noturno segue um esquema mais ou menos assim: com seis semanas, o bebê dorme seis horas; com oito semanas, oito horas, e com 12 semanas, 12 horas.
- Muitas mães acreditam que, mesmo depois de crescer um pouco, a criança acorda só por fome. Mas alimentá-la durante a noite pode causar pesadelos e dificultar ainda mais o sono.
Comentário: Sim, os dois livros falam praticamente a mesma coisa (exceto a parte dos pesadelos, mas concordam que dormir de estômago cheio atrapalha o sono e pode intensificar as cólicas). Tanto pelo plano E.A.S.Y da Encantadora quanto pela AOP (alimentação orientada pelos pais) do Nana Nenê, o bebê recém-nascido irá mamar, em média, 8 vezes por dia, em ciclos de 3 em 3 horas. Durante o dia as sonecas do recém-nascido devem ser de até duas horas ao passo que à noite o sono pode durar até cinco horas. Seguindo uma rotina de alimentação orientada pelos pais, o metabolismo do bebê aprende quando é hora de comer e de dormir. O resultado, segundo o Nana Nenê, é que entre o 10º. dia e a 8ª. semana o bebê já deve estar dormindo regularmente (ao menos três dias consecutivos) a noite toda (de sete a oito horas de sono ininterrupto) e, a partir de 12 semanas, muitos bebês já dormem de 10 a 12 horas por noite.
SOBRE AS SONECAS DO DIA
- Deixar a criança acordada por muitas horas gera uma agitação excessiva, que só vai atrapalhar o sono da noite. Garanta que o recém-nascido tire todas as sonecas do dia.
Comentário: Os dois livros enfatizam exaustivamente a importância do bebê tirar boas sonecas entre todas as mamadas durante o dia (sonecas de 30-45 min são insuficientes) e associam mau-humor (choro sem motivo) ou dificuldades para mamar, por exemplo, à falta de descanso ou superestimulação. Para os autores, engana-se quem pensa que muitas sonecas durante o dia atrapalham o sono noturno. A lógica é outra: quanto mais descansado, mais facilidade o bebê tem de pegar no sono. O contrário também é verdadeiro: quanto mais cansado e agitado o bebê estiver na hora de dormir, mais dificuldade ele terá de embarcar no sono.
SOBRE A IMPORTÂNCIA DA ROTINA
- Para que a criança saiba que é hora de dormir, é importante que os pais mantenham uma rotina.
- Para tornar a vida mais fácil para pais e filhos, é preciso ensinar o bebê a dormir corretamente. A questão é criar hábitos saudáveis para que a família toda possa conseguir o descanso necessário.
SOBRE COMO ENSINAR O BEBÊ A DORMIR
- O ideal é que os pais aprendam a reconhecer quando o bebê está sonolento e o coloquem no berço antes que ele pegue no sono.
- Não é aconselhável fazer o bebê adormecer no colo com frequência. Se isto acontece, ele aprende que precisa da ajuda dos pais para pegar no sono.
- Coloque o bebê para dormir no próprio quarto. Quanto mais a criança aprender a dormir de forma independente, melhor seu padrão de sono será no futuro.
Comentário: O "Nana Nenê" e "Além do Nana Nenê" (Gary Ezzo e Robert Buckman) enfatizam que os hábitos de sono adquiridos no primeiro ano de vida do bebê influenciam grandemente o padrão de sono dele nos anos futuros e dizem que é cruel não ajudar o bebê a ganhar a habilidade de dormir a noite inteira. Tanto neles, como nos livros da Encantadora de Bebês, você vai encontrar um monte de recomendações sobre o bebê aprender a dormir sozinho (não no colo, não na cama dos pais, não sendo balançado dentro de um carrinho) e concordam que o segredo é manter um ritual para a hora de dormir e aprender a reconhecer os sinais de sono que o bebê dá quando está chegando a hora de dormir. Ambos concordam que os pais levarem o bebê para dormir na cama com eles só atrasa o processo de aprendizado.
SOBRE DEIXAR O BEBÊ CHORAR
- Se o bebê estiver alimentado e de fralda limpa, muitos pediatras orientam os pais a não irem correndo para o quarto do recém-nascido ao sinal de qualquer resmungo. A intenção é deixá-lo aprender a pegar no sono sem ajuda. Segundo essa tesa, deve-se aumentar, gradualmente, o tempo que se leva para atender a criança. Inicialmente, um ou dois min; depois, cinco, dez, 20, deixando-a a chorar por, no máximo, 30 min.
- Embora possa ser considerada por alguns uma técnica que exige sangue frio dos pais, a eficiência da postura de deixar chorar para deixá-lo aprender a pegar no sono sem ajuda foi confirmada por um artigo publicado recentemente pela revista 'Pediatrics', da Academia Americana de Pediatria, baseado em um estudo liderado pela pesquisadora Anna Price, da Universidade de Melbourne, na Austrália.
Comentário: Os dois livros falam das transições do ciclo do sono (a cada 30-45 min) e recomendam que o bebê não seja atendido prontamente quando acorda no meio de uma soneca porque, se deixado só por alguns minutos, ele provavelmente voltará a dormir sozinho. O Nana Nenê ensina que é esperado que o bebê chore momentos antes de dormir (uma manha breve) e confirma que deixá-lo chorar nessas circunstâncias é, muitas vezes, necessário porque faz parte do processo de ensinar a dormir sozinho.
Pontos divergentes
SOBRE O SONO NOTURNO
- Esses períodos de sono noturno [seis semanas: seis horas; oito semanas: oito horas, 12 semanas: 12 horas] não são ininterruptos. O bebê acorda para mamar, pelo menos, uma vez.
- É de se esperar que ele comece a dormir a noite inteira por volta dos seis meses. Mas, mesmo depois dessa idade [6 meses], noites bem dormidas para os pais são um privilégio.
- Há especialistas que defendem que a criança deve ser alimentada até o sexto mês se acordar, outros esticam esse limite até um ano.
Comentário: Tanto a Encantadora quanto o Nana Nenê admitem que, mesmo depois de começar a dormir a noite toda, o bebê pode voltar a acordar para mamar em fases de pico de crescimento (growth spurts), mas ensinam que nesse caso o ideal é ajustar a rotina durante o dia (por 3 a 4 dias) para não começar um mau hábito de mamar à noite. Outros motivos pelos quais o bebê pode ter o sono da noite prejudicado (e que não devem ser atendidos com mamadas noturnas) são: doença, calor/frio e dentição.
SOBRE AS SONECAS DO DIA
- Deixe a criança cochilar durante o dia, mas evite sonecas mais longas do que quatro horas durante o dia.
Comentário: O plano E.A.S.Y da Encantadora e o plano de AOP do Nana Nenê preveem que as sonecas diurnas sejam de 1 h 30 min a 2 horas por ciclo. Esse é o ideal, mas há espaço para flexibilidade na rotina vez ou outra quando, por motivos circunstanciais, a criança estiver mais cansada que o normal. Nesse caso, não deve-se permitir que a criança durma mais do que 3 horas durante o dia por causa da alimentação. Se ela ingerir menos calorias durante o dia poderá acordar com fome de madrugada!
SOBRE DEIXAR O BEBÊ CHORAR
- A técnica de 'deixar chorar' é controversa e considerada radical por alguns especialistas que creem que, se não for atendido quando chorar, o bebê poderá sofrer um trauma psíquico.
Comentário: Em um dos seus livros, a Encantadora de Bebês lista uma série de malefícios que deixar o bebê chorar para dormir pode causar, dentre eles a perda da confiança nos pais. Seus livros detalham uma série de técnicas que ela desenvolveu para não precisar deixar a criança chorar até dormir mas ao mesmo garantir que ela durma sozinha dentro do próprio berço (dentre elas, fazer shhh enquanto bate nas costinhas quando é recém-nascido e o P.U. e P.D. a partir de 4 meses de vida). O Nana Nenê não contempla esta questão diretamente (pelo menos não na edição do livro que li que é bem antiga), mas garante que o que traz confiança e tranquilidade emocional para o bebê não é a proximidade física com os pais (ou outros adultos), e sim o relacionamento com eles e a previsibilidade da rotina.
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
1 ano e 2 meses de Alícia!
Vou descrever abaixo um pouquinho de como tem sido cada etapa da nova rotina com a Alícia.
Hora de Dormir
Não temos tido nenhum problema aqui, graças a Deus! A Alícia continua tirando duas boas sonecas durante o dia (exceto aos domingos e dias atípicos), de 1h30 min a 2h cada. E também dorme a noite inteira tranquilamente (das 19:00, ou antes, direto até 6:00 da manhã). No dia em que ela deu um grande salto em desenvolvimento e ficou toda eufórica praticando a sua recém desenvolvida habilidade (andar!), meu marido contou que a hora de dormir à noite ficou complicada (ela teve dificuldade de se acalmar e o sono ficou perturbado, como se ela estivesse tendo pesadelos). E daí lembramos que o mesmo aconteceu na época da Nicole, engraçado isso!
Uma observação sobre a soneca da tarde é que estou considerando colocar a Alícia e a Nicole para dormir em quartos separados neste horário. A duração da soneca da Alícia não ultrapassa 2h ainda e muitas vezes a Nicole precisa dormir mais (o total de 3 horas), então o que tem acontecido é que a Alícia acorda a irmã. Cheguei à esta conclusão esta semana quando deixei as meninas na casa da minha mãe para ir fazer um exame médico. Colocamos as meninas para dormir em quartos diferentes. Deixei as duas dormindo às 13:00 (ao sair). Quando voltei a Alícia estava acordada mas a Nicole ainda dormindo! E ela só foi levantar às 16:00 porque eu entrei para acordá-la. Achei estranho porque em casa as duas sempre acordavam juntas e foi aí que entendi o que estava acontecendo!
O que acho que vou fazer é deixar a Nicole no quarto das meninas mesmo e colocar a Alícia para dormir no meu quarto (não sei bem como fazer ainda) porque descobri nessas férias o quanto a Alícia está com dificuldade para se adaptar (ficar sozinha) a novos ambientes (me pegou totalmente de surpresa!), por isso ela precisa praticar e eu preciso ser pró-ativa quanto a dar esta oportunidade a ela. A Nicole é mais obediente e não tem problema para dormir em lugares novos, já a Alícia... ultimamente se eu não ficar ali do lado do berço com ela (posso ficar virada de costas para ela fazendo outra coisa, o importante é ela me ver) ela abre o maior berreiro! E como temos por princípio não fazer CIO (=cry it out) quando estamos fora de casa porque, afinal, ninguém tem a obrigação de ficar ouvindo choro de bebê a não ser os próprios pais, eu fico ali do lado dela lendo alguma coisa enquanto ela dorme (geralmente leva uns 10 minutos).
Hora de Comer
Apesar de não ter nenhum dentinho ainda (nem eu estou acreditando!!), a Alícia já come a comida que a família toda come. Tento cortar a carne em pedaços pequenos e ela manda tudo pra dentro com facilidade! Já faz muito tempo que ela perdeu o interesse por papas homogêneas, então eu estava deixando pedacinhos de legumes e folhas sem bater ou então misturava arroz e feijão aos legumes batidos que eu preparava em grande quantidade e congelava em potinhos. Ainda tenho papinhas assim no congelador, mas como ela geralmente queria o que estava no prato da irmã (rsrs), comecei a servir para ela exatamente a mesma comida que preparo para toda a família. E pra mim está uma beleza assim, muito mais fácil!
A Alícia tem grande interesse em aprender a comer sozinha mas, como é de se imaginar para a idade, não tem coordenação motora suficiente para isso ainda. Mas ela tenta! E faz a maior sujeira porque a colher vira antes da hora e cai tudo no chão (ou no "babador pelicano" - nome que inventamos para aquele babador de plástico que tem uma bolsa para reter os alimentos). Com o garfo ela até consegue, eu espeto a fruta ou pedacinho de legume e ela leva o garfo sozinha até a boca. Fica toda feliz! Um princípio que estou ensinando é que ela não pode brincar com a comida - os alimentos são para comer, não para brincar. Mas a tendência natural de toda criança, óbvio, é colocar a mão dentro do prato e espremer a comida para sentir as texturas, ou então bater o prato (ou virá-lo) sobre a bandeja para fazer barulho, enfim... rs. Ela também já aprendeu para que serve o guardanapo, hehe. Sabe limpar a boquinha, uma graça.
A minha maior dificuldade com a Alícia tem sido ser constante em exigir que ela use a linguagem de sinais para se comunicar (não só na hora de comer). Ela já sabe dizer "por favor" e "obrigada" (embora com frequência ainda se confunda e troque os sinais), mas prefere e insiste em usar outros meios inapropriados, como virar o rosto quando não quer mais ou resmungar exigindo algo. Isto me frustra - porque acho feio, claro, mas também porque a Nicole pegou o jeito rápido e gostava de usar os sinais para se comunicar (talvez por causa da chuva de elogios que recebia que funcionavam como reforço positivo). Tenho tentado entender porque está sendo diferente com a Alícia, e sei que além do temperamento dela ser outro (e ainda preciso aprender a conhecê-lo melhor!), é fruto também da minha pressa do dia-a-dia e, portanto, inconstância em não ceder à forma de comunicação que considero inaceitável. Meu objetivo com esse treinamento é ensiná-la desde cedo a submissão à minha autoridade e o respeito pelas pessoas.
É claro que há os dias em que ela está mais receptiva e disposta a colaborar, como neste vídeo (Lily practicing her sign language). Ah, e a Nicole também é uma ótima ajudante, ela observa como eu faço para ensinar a Alícia e me imita segurando o braço da irmã e repetindo o sinal pra ela como se fosse eu fazendo!
Hora de Brincar
Por incrível que pareça, a Hora de Brincar foi a minha área de maior desafio com a Alícia nas últimas semanas! Já com a Nicole nesta idade meu desafio maior era a Hora de Comer, leia aqui: Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros! Por ser a segunda filha e ter companhia para brincar quase que 100% do tempo em que está acordada (o que foi intensificado nessas férias!), acho que a Alícia desenvolveu uma espécie de "ansiedade de separação". Eu conheci esse termo lendo um dos livros da Tracy Hogg (A Encantadora de Bebês) alguns anos atrás e confesso que fiquei arrasada por ter falhado e deixado minha filha chegar nesse ponto. Justo eu que li e leio tanto, que procuro seguir uma rotina bem estruturada e ser uma mamãe pró-ativa?! Haha, pois é - apesar dos meus melhores esforços, às vezes eu não sigo meus próprios conselhos, rs. Mas isto acontece nas melhores famílias!!
A minha dificuldade é semelhante a que a Cristine compartilhou recentemente quando falou da importância de ensinar o filho - principalmente o segundo - a brincar sozinho (A importância de ensinar a brincar sozinho e Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho). No nosso caso, acho que tantos dias fora de casa no último mês pioraram as coisas e daí, ao voltar, me deparei com uma criança que só queria colo, chorava quando eu saía do ambiente, enfim, não queria brincar ou ficar sozinha de jeito nenhum! Com muito esforço (aturando choro e estabelecendo novamente os horários), consegui reverter o quadro, ufa!
No processo tive dúvida se poderia ou deveria estar tentando algo diferente (além do que eu já estava fazendo) porque a gente sempre fica com receio do que os outros (os vizinhos, né!) vão pensar ao ouvir seu filho chorar alto direto por meia hora! De verdade, não estou exagerando: o primeiro dia foi duro! Ela passou o tempo todo do "Independent Playtime" chorando (quando deu os 30 min que eu estabeleci para este momento, eu entrei lá pra buscá-la), mas no segundo dia ela chorou apenas 10 min e brincou os outros 20 min (eu espiava de vez em quando pela janela). O terceiro dia já foi "quase" um sucesso, pois geralmente é eu colocá-la no cercadinho pra ela já começar a espernear (beeem brava e desesperada mesmo), mas neste dia não! Eu a coloquei sentadinha e ela ficou me olhando e chupando o dedo, a Nicky e eu demos tchauzinho pra ela e saímos fechando a porta do quarto. Ela não deu um pio, acredita?! Eu dei até pulinhos de alegria neste dia, rs. Depois que a Nicole foi pra escola e eu lavei a louça do café, espiei pela janela e ela estava brincando com o brinquedinho "na boa". Ameeei respirando aliviada! Passados quase 30 minutos, ela começou a dar gritinhos me chamando. Resisti à tentação de entrar (esperando dar o tempo) e alguns minutinhos depois entrei. Ela já tinha cansado de brincar (porque não desenvolveu esta capacidade de concentração como a Nicole que ficava 1 hora brincando 2x por dia!!) e tinha jogado quase tudo pra fora do cercadinho, hehe. Mesmo assim fiquei feliz e elogiei-a BASTANTE dizendo como eu estava orgulhosa que ela tinha ficado lá sem chorar!!
Bastaram alguns dias de estresse e muuuito chororô pra ela entender que a mamãe não cede - hora de brincar é hora de brincar e pronto. É assim que vai ser e ela PRECISA se acostumar (para o próprio bem dela). Não quero que ela aprenda que é só berrar muito para conseguir o que quer. Existe uma rotina que ela precisa aprender (hora certa para as coisas) e também há a forma apropriada de se expressar (linguagem de sinais) para ela não ter de ir por esse caminho do choro, da birra (chantagem) ou de manipulação para conseguir o que quer. Esses são hábitos que se desenvolvem na infância, quando as crianças ainda são bem pequenas! Algumas pessoas me acham radical ou podem pensar que seja falta de afeto da minha parte, mas posso garantir que não é! Eu sei o quanto eu amo minhas filhas e só faço o que faço porque penso não somente no que é melhor para elas hoje, mas também para TODA A FAMÍLIA no longo-prazo!!
Por fim, estamos perserverando nesta prática diária do "Independent Playtime". Estou aos poucos aumentando o tempo, já chegamos a 45 minutos que ela consegue brincar bem sozinha. E também estou tentando variar os locais onde coloco o cercadinho - às vezes, no quarto dela, às vezes na sala e às vezes no quintal para ela aproveitar e tomar um solzinho. Ela ainda reluta um pouco (pra ver se consegue que eu mude de ideia e porque não gosta de mudanças), mas eu fico firme. Também estou voltando a treinar com ela o "Blanket Time" (hora do tapete) e ela já entende muito bem o que tem de fazer, mas fica testando os limites para ver como reajo, rs. Acho incrível que nesta idade eles já sejam capazes disto!
Transições de Desenvolvimento e Mudanças na Rotina
- Descartamos a mamadeira poucos dias depois dela completar 1 ano e agora, como a irmã, ela toma leite no copão de transição. A transição foi super simples! Na primeira ou segunda vez, se não me falha a memória, ela "fez que não queria" e não bebeu tudo. Se não me engano, eu acho que até voltei para a mamadeira numa das primeiras tentativas porque ela parecia irritada, apesar disso eu procurava oferecer o leite sempre no copo primeiro. Até que ela aceitou e acostumou, sem maiores dificuldades.
- Vez ou outra, o Douglas ou eu colocamos a Alícia para sentar no vaso sanitário para ela ir acostumando com a sensação de fazer xixi/cocô lá. Como sabemos que ela normalmente faz cocô durante ou logo após o café da manhã, foi facil orquestrar "coincidências" e ela já fez cocô no vaso algumas vezes. Claro que fazemos a maior festa e aplaudimos muito todas as vezes. E estamos, de fato, felizes pois sabemos que este é o início do treinamento rumo ao desfraldamento! Numa outra oportunidade conto mais.
- Com a volta às aulas da Nicole, mudei o horário de almoço da Alícia para 12:00/12:15. Nas férias foi o contrário, era a Nicole quem almoçava no horário de costume da Alícia, às 10:00/10:15 (bem cedo!) já que ela não fazia o lanchinho às 9:00/9:15 como faz quando vai para a escola. Resolvi inverter porque acho importante que as duas almocem juntas, quero estabelecer uma tradição de bons momentos à mesa (ou no caso delas, no cadeirão!) durante as refeições. Outro fator é que a Alícia ama comer e o que estava acontecendo é que ela queria almoçar duas vezes porque ficava com vontade ao ver a Nicole comendo.
- No último post contei que estava dando leite em pó especial para a idade da Alícia (aquele com prebio1) para não correr o risco dela ficar com o intestino preso. Porém, mudei de ideia porque vida com duas filhas é muito corrida, rs. Então preferi optar pela praticidade: as duas tomam o mesmo leite que a família toda toma! Estava ficando complexo demais preparar leites diferentes toda vez e agora está muito melhor! Não houve problemas dela ficar com intestino preso, pois procuro dar a ela uma alimentação saudável.
- Uma curiosidade que gostaria de acrescentar neste item sobre as transições é que, apesar de nenhum dentinho ter despontado ainda, a Alícia ama escovar "os dentes" (leia-se gengivas!) no banho como a irmã faz. Tanto que dispensamos o uso do daquele dedal pra escovar gengiva e demos uma escova só pra ela, rs.
Mobilidade e Desenvolvimento Emocional
Por último, quero falar sobre mobilidade. Engraçado como a gente estimula "menos" (ou seria melhor dizer de forma diferente?) o segundo filho. Estou sentindo muito isso com a Alícia e muitas vezes me sinto culpada porque lembro como foi com a Nicole (um exagero, confesso!). Com a primeira filha eu estimulei e treinei exaustivamente uma infinidade de habilidades, dentre elas andar. Me deliciava com absolutamente tudo, cada novo aprendizado por mais bobo que fosse. E, por um lado, foi bom porque ela foi aprendendo tudo muito rápido (e, com isso, ganhando confiança também). A Alícia está indo mais no ritmo dela, inclusive no que diz respeito a andar e sentir confiança em fazê-lo.
Hoje ela já anda bem (para frente apenas, ainda não sabe virar / fazer curva), mas no começo ela sentia muita insegurança e resistia quando tentávamos "puxá-la" a fazer mais. Como todo bebê nesta fase, é claro, ela ficava eufórica quando alguém a pegava pela mão para ela caminhar, mas ai de quem a soltasse ou tentasse estimulá-la para que ela se equilibrasse sozinha! Ela não queria saber: flexionava os joelhos e ia para o chão direto para engatinhar, ou então ficava brava mesmo e começava a chorar. Isto apesar de já ter provado que sabia andar (já ficava em pé e dava uns 10 passos sem apoio!); eu dizia que capacidade física para andar ela já tinha desenvolvido, agora faltava apenas a capacidade emocional, hehe.
Bem, por hoje é isso. Vou encerrar este post com um vídeo da Alícia se aventurando a andar sozinha e espero poder voltar em breve para contar mais sobre a rotina e o desenvolvimento dela!
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Hora de dormir!!
Enquanto terminava de arrumar a cozinha, comecei a pensar no quanto amo que meus filhos vão dormir cedo. E comecei a ficar com muita dó de outras mamães cujos filhos vão dormir às 21:00, 22:00 e até mesmo 23:00! EU NÃO AGUENTARIA. Aliás, acho que nem teria tido coragem de ter mais um filho. Fiquei com vontade de escrever um post sobre isso novamente, porque sei que se tem algo com o qual temos que ser pró-ativas talvez mais do que qualquer coisa...é com isso!!
Eu sei que muitas mães não fazem por querer...se alguém tivesse avisado de que é possível (e importante!) ensinar horário de dormir, teriam feito! E não é assim com tudo na vida?? Se não aprendermos, não saberemos! Por isso gosto deste blog, porque podemos compartilhar e aprender umas com as outras a sermos pró-ativas e desempenhar nosso papel da melhor maneira possível! Eu sempre digo que para nos tornarmos médicos, psicólogos, arquitetos, professores, etc...estudamos 3, 4, ou 5 anos (ou até mais). Mas para termos FILHOS, que são seres humanos que Deus nos presenteou para cuidarmos, ensinarmos e guiarmos, muitas vezes nem sequer lemos UM livro! Tem algo errado nisso, né?
Enfim...mamães, horário de dormir (assim como de comer, etc....) é você, adulto, que ensina ao seu bebê. Quando o seu bebê está na barriga, ele não tem horário para nada...ele recebe alimento o tempo todo e ele dorme praticamente o tempo todo. Quando o bebê nasce, cabe a nós, adultos que já vivemos num mundo de horários, ensinar o tempo a eles. Por isso o livro Nana Nenê encoraja a rotina de amamentar a cada 3 horas. Aos poucos o bebê vai se acostumando com a rotina e o seu sono, por consequência, também vai cair numa rotina. O livro da Encantadora de Bebês também ensina uma rotina para seguir antes do bebê dormir, para que ele perceba que sempre após esta rotina é hora do sono - dar banho, enrolar na mantinha, cantar uma musiquinha, colocar no berço...etc...seja o que for! Os bebês precisam de rotina, isso dá a eles segurança e minimiza a quantidade de choro (porque se acostumam com os horários e não precisam ficar chorando para nos dizer o que querem). O corpo do seu bebê vai se acostumar com os horários que você estabelecer.
Não estou dizendo que com todos os bebês é fácil. Até porque com meu primeiro filho, o Tiago, não foi tão fácil estabelecer a rotina, e só consegui depois do terceiro mês. Mas não consigo imaginar quantos meses a mais teria demorado se eu não tivesse persistido em ensinar a ele os horários das mamadas. Teria ficado louca amamentando a cada 2 horas!!
Enquanto você acostuma seu bebê com uma rotina de mamar cada 3 horas (mais ou menos), você vai ensinando-o que tem hora de dormir também. O livro Nana Nenê e o livro da Encantadora de Bebês encorajam os pais a terem uma rotina de primeiro amamentar, depois ter um tempinho acordado, e então cochilar. Isso ajuda o bebê a não depender do peito da mãe (ou mamadeira) para pegar no sono. Nem sempre isso é possível no começo, mas assim que o bebê conseguir ficar um tempinho acordado, tente fazer com que seja depois do mamar (até porque é melhor para sua digestão). Quando ele começar a bocejar ou chorar e demonstrar sinais de sono, coloque o bebê no berço. Sim, NO BERÇO. É o melhor hábito que você pode ensinar a ele ou ela. É muito mais fácil ensinar o bebê a dormir no berço logo no começo do que depois quando já tiver um ano e estiver acostumado a dormir no seu colo! Faça isso cedo pensando no alívio que será mais pra frente quando o mundo ficar muito interessante para o seu bebê querer dormir, e ele ficar resistindo ao sono enquanto você balança ele ou ela durante 1 hora. Comece como você quer terminar. Não pense que vai conseguir quebrar hábitos facilmente quando o bebê for maior. Será mais difícil.
Temos outros posts aqui sobre a rotina e sobre como ensinar o bebê a dormir sozinho (seja qual for a idade do bebê). Se você procurar nos marcadores ao lado, vai encontar bastante coisa sobre o assunto! Também temos uma lista de livro que recomendamos sobre o assunto no menu ao lado.
Seus filhos vão agradecer mais tarde!! Afinal, criança que dorme cedo e dorme bem é OUTRA criança. Menos choro, menos birra e mais saúde! E o seu casamento também vai agradecer! Poder colocar os filhos para dormir às 20:00 e sentar no sofá com o marido para um filminho não tem preço! Seus filhos vão ser mais felizes porque têm um papai e mamãe que se amam, e uma mamãe que não está ficando louca de tão cansada! (rsrs)
Hoje vejo como o esforço valeu a pena. Ambos os nossos filhos vão dormir às 19:30. Simplesmente colocamos eles na cama, oramos e falamos "boa noite". Fechamos a porta e pronto. Silêncio. Eles sabem desde bebês que dormir tem horário. Mesmo que não estejam com sono por qualquer razão sabem que é hora de ficar na cama. Limites somos nós que ensinamos. Eles não nascem sabendo.
Espero ter ajudado alguma mamãe!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
10 meses de Alícia!
Rotina
À medida que a Alícia foi ganhando mobilidade e esticando o tempo acordada entre as refeições, eu comecei a perceber que estava na hora de organizar melhor as nossas atividades durante o dia. Vi que eu estava sendo flexível demais com a rotina e eu não estava satisfeita em ter de improvisar tanto, tendo de pensar de última hora o que ela deveria fazer naquele momento. Tenho o privilégio de trabalhar de casa (do meu home office) para poder ficar com as meninas, mas confesso que conciliar tantos pensamentos e tarefas simultaneamente é uma tarefa dificílima!
Então, avaliando a situação nas últimas semanas cheguei à conclusão de que precisava elaborar um novo plano escrito, para estruturar melhor o dia, e fixá-lo na geladeira para consultas rápidas. Eis ao lado como ficou! Para você que sente que também precisa de um pouco mais de organização no seu dia, essa é uma dica muito prática. Aliás, recomendo a leitura do livro "A Pessoa Com Propósito" de Kevin McCarthy, pois a ajudará a manejar melhor o seu tempo.
É claro que não consigo ser 100% fiel a este "Dia Ideal" o tempo todo, mas pelo menos eu tenho um parâmetro a ser seguido e isso é muito útil. Me ajuda a ficar dentro do objetivo que tracei para a minha família e, principalmente, simplifica as decisões que tenho de tomar durante o dia. Por exemplo, depois que a Alícia faz uma refeição e preciso decidir qual será a próxima atividade, não preciso mais pensar com os meus botões se ela já brincou no balanço hoje ou a quanto tempo de TV ela já assistiu. Com o plano no papel, fica mais fácil fazer a transição entre as atividades e me permite espaço no cérebro para tomar outras decisões com mais clareza. Ajuda também na comunicação com o meu marido (e também com a pessoa que me ajuda com os serviços domésticos) já que a informação fica acessível a todos da casa.
Sono
Com o meu novo plano escrito, até mais ou menos a metade do mês, ela continuou tirando três sonecas por dia. A primeira bem longa (até 3 horas) e as outras duas mais curtas (até 1 hora cada). Porém, em alguns dias ela estendia a segunda soneca em até 30 minutos e, assim, estamos no processo de eliminar a última soneca do fim da tarde. Eu diria que hoje ela ainda precisa dessa última soneca somente alguns dias por semana (talvez 2 ou 3) e a tendência é isso ser diminuído até ser eliminado. Se não me engano, o livro "Além do Nana Nenê" estabelece que esta terceira soneca é eliminada entre o 8º. e 10º. mês de vida. Por isso, acredito que estamos caminhando conforme o esperado!
O sono noturno permanece igual, com exceções ocasionais de acordar de madrugada quando doente (como aconteceu este mês, conto logo abaixo) ou de demorar mais para dormir porque aprendeu a levantar sozinha. Os primeiros dois dias da nova habilidade foram uma luta. Eu tinha de voltar no quarto várias vezes para deitá-la novamente (porque ela tinha aprendido a sentar/ficar de pé mas não a voltar a sentar/deitar)! É óbvio que ela não gostava e começava a chorar porque queria ficar de pé ou que eu a pegasse no colo em vez de ficar quietinha deitada. Me certifiquei de que não havia nenhum outro motivo para o choro e deixei-a chorar (CIO). Quando tudo ficou em silêncio, alguns minutos depois, entrei no quarto e encontrei-a dormindo sentada. Morrendo de sono e não queria se render.... vê se pode?!
Alimentação
No último post contei como foi o processo de desmame com a Alícia. Fiz uma transição gradual durante todo o último mês, substituindo uma mamada ao dia por leite industrializado na mamadeira. Porém, hoje admito que me precipitei ao substituir as outras duas mamadas ao mesmo tempo, não permitindo ao meu corpo tempo suficiente para se adaptar a tanta mudança. O resultado foi ruim. Pra mim, não para a Alícia. Fiquei com as mamas empedradas e muito doloridas! E depois de uns 2-3 dias, ainda que eu tentasse voltá-la ao peito na hora habitual de tomar o leite para esvaziá-lo, ela não queria mais - já tinha se acostumado à mamadeira, hehe. Como minha bombinha elétrica estava emprestada, eu tive de apelar para a ordenha manual mesmo. Ufa, que trabalheira! Foram necessários alguns dias de massagens localizadas e muito desconforto para realmente pôr um fim ao problema do empedramento das mamas.
Nesse último mês, percebi que no geral houve uma redução na ingestão de alimentos e líquidos. Faço uma certa quantidade de papinhas (geralmente dois sabores) e congelo em potinhos, por isso sei que ela não está mais ingerindo a mesma quantidade de sólidos que antes. Não é sempre, mas no geral percebo que ela começa a perder o interesse depois de comer 2/3 da quantidade habitual. Sei que ela não quer mais quando começa a bater a mão na colher, não abre a boca ou então vira o rosto com um resmungo. Tenho tentado ensiná-la a fazer o sinal de "não, obrigada" para comunicar quando está satisfeita (no nosso caso, usamos um sinal adaptado: bater a mão na cabeça enquanto eu articulo as palavras para ela). O consumo de leite também deu uma reduzida e como sempre havia sobra (e desperdício) comecei a prepará-lo em menor quantidade.
Atividades
Refletindo nos últimos dias, tenho pensado no equívoco que é pensar que o período de adaptação do recém-chegado bebê ao seio familiar passa após seus três primeiros meses de vida. Acredito que, na realidade, o primeiro ano todo é um período de mudanças e constantes adaptações! Pelo menos é assim que tenho sentido, quando começo a dominar uma fase e a me acostumar com ela, logo vem um impulso de crescimento ou alguma mudança no desenvolvimento físico, cognitivo, etc. que me obriga a fazer mudanças na rotina para me adaptar à nova fase.
Atualmente, a Alícia ganhou mobilidade... e isso acendeu algumas luzinhas vermelhas de "alerta" dentro de mim. Como já disse em outras postagens, desde os primeiros meses treinei-a para ter alguns períodos de "brincar sozinha" ou "brincar independente" durante o dia - grande parte das vezes dentro do cercadinho e, para evitar situações de choro e/ou conflito, dentro do quarto dela com as portas fechadas (ela se concentra melhor sem ninguém por perto). Hoje em dia, faço questão de deixar a janela aberta e uso-a para secretamente monitorá-la, hehe. Na verdade, sinto muita falta de uma babá eletrônica com vídeo! Com a Nicole também não tivemos, mas compramos pela internet (da China, acho) uma câmera de segurança que podia ser conectada à TV, então era muito cômodo poder monitorá-la durante o horário da soneca (porque era possível ver a imagem mesmo no escuro) e também durante esses momentos de brincar independente. Mas a câmera caiu no chão e o sinal ficou muito chiado e, infelizmente, acabamos deixando pra lá e não compramos outra!
Enfim, o ponto é que além do momento de brincar independente dentro do cercadinho, a luz de alerta que acendeu dentro de mim foi a necessidade de introduzir ao dia da Alícia uma outra modalidade de brincar independente: o blanket time, que vou chamar de "brincar no tapete". Eu vejo essa atividade como um treinamento que ajudará a criança a respeitar os limites (ainda que invisíveis) e obedecer a sua voz de comando. Também tem a ver com o conceito de educação diretiva: a prática de prever situações de conflito no futuro e preparar-se para elas, direcionando a criança para o que você espera que ela faça. A educação restritiva é justamente o contrário: esperar a criança errar e ficar falando "não" para tudo, o tempo todo.
Começamos há pouco tempo, então por enquanto o tempo de "brincar no tapete" dura no máximo 10 min (comigo perto, voltando-a para ele toda vez que ela tenta engatinhar para fora, rs). Ela já está começando a entender as regras do jogo, mas eu preciso ter paciência e ser persistente. Com a Nicole eu desisti depois de um tempo, vi que estava dando trabalho demais e larguei mão. Mas desta vez pretendo insistir mais com o treinamento porque depois que a Nicole ficou mais velha vi que fez falta!
Doença
Fazia muito tempo que a Alícia não ficava doente. Eu estava até estranhando porque lembro como foi com a Nicole. Ela ficava resfriada pelo menos uma vez por mês e chegava a ficar uma semana inteira sem comer direito por causa da inflamação na garganta. Pois no início desta semana a Alícia começou a espirrar! Daí começou a ficar entupida, teve febre, ficou chorona e hoje já está na fase da tosse. Eu a mediquei com paracetamol para bebê, tenho usado rinossoro spray, desentupo o nariz dela com frequência e tento fazer inalação uma a duas vezes ao dia (ela não gosta nem um pouco, chora o tempo todo tentado tirar o bocal do rosto dela). Espero que ela melhore logo, pois é muito ruim vê-la assim.
Até as novidades do mês que vem, um abraço!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
4 meses de Alícia!
Ontem a Alícia completou 4 meses, ou seja, ela já está com 18 semanas de vida!
E hoje vim postar um update de como foi o último mês!
Hora de Mamar
A Alícia continua sendo "fera" em mamar rápido; continuamos com a rotina de 3 em 3 horas em média e ela faz a refeição completa (esvazia o meu seio) em apenas 4 a 8 minutos, raras vezes mais do que isso. Quando demora mais é porque ela não acordou direito e está mamando lentamente. Se eu tento insistir pra ela mamar um pouquinho mais, ela fica brava e começa a chorar. Sinceramente eu acho isso incrível. Como ela pode mamar tão rápido eu não sei! O fato é que eu ouço-a engolindo (o barulho é bem alto, aliás dá até pra ouvir o líquido batendo no estômago dela!) e a cada troca as fraldas estão sempre cheias de xixi (algumas bem encharcadas) então só posso concluir que a ingestão está sendo satisfatória. Além disso, ela está bem bochechuda, com as coxas grossas, ganhando peso etc., não há com o que me preocupar.
Uma ou duas vezes por mês ofereço a ela leite materno expresso na mamadeira. Temos uma bombinha elétrica da Evenflo que o meu marido trouxe do exterior que é prática e muito útil. Em 15 a 20 minutos eu consigo tirar 100 a 120 ml de leite (de um lado só). Com a Nicole eu cheguei a usar a bomba manual e não gostei - além de demorar, é muito dolorido fazer a ordenha manual. Doi as mamas e também as costas por causa da posição que você tem de ficar pra conseguir que míseras gotinhas de leite saiam. Ai, muito sofrido! Na ocasião minha amiga me emprestou a bombinha dela e eu amei, tanto que dessa vez fizemos questão de comprar a nossa. Como disse, não uso-a com frequência mas costumo deixar uma "porção" congelada para eventualidades.
Na última semana meu marido e eu saímos para o nosso monthly date (passeio a sós mensal) e deixamos as meninas com a minha sogra que estava visitando do interior. Deixei 120 ml de leite expresso para ela dar a mamada das 15:00, mas ela disse que a Alícia recusou o bico da mamadeira (daqueles tradicionais que vem com a própria bomba elétrica) e chorava muito quando ela tentava, então ela teve de dar o leite com uma colher. Isso nunca aconteceu antes, das outras vezes ela usou o mesmo bico e mamou sem problemas. Compramos outra mamadeira com bico ortodôntico (o mesmo da chupeta) para a próxima vez, no caso de acontecer novamente.
Em seu livro A Encantadora de Bebês Resolve Todos os Seus Problemas, a autora Tracy Hogg dá uma dica interessante. Ela diz que mamães que pretendem voltar a trabalhar devem acostumar o bebê ao bico da mamadeira um tempo antes de acabar o período de licença-maternidade. Isso faz parte de ser uma mamãe proativa. Por isso ela sugere que ocasionalmente se dê o leite numa mamadeira para evitar "greves de fome" durante o dia quando o bebê estiver sob os cuidados de outra pessoa. Ela alerta, contudo, que essa adaptação seja gradual e só inicie depois que a lactação já estiver estabelecida (se não me engano, isso só acontece a partir da 5a ou 6a semana de vida, meu livro está emprestado então não deu pra consultar). Apesar de trabalhar de casa, eu segui a recomendação dela com as minhas duas meninas.
Por fim, ainda dentro do tema alimentação, a Alícia continua evacuando poucas vezes por semana. Esse ainda é um problema sem solução aqui em casa. Ela passa dias sem evacuar e normalmente do 3º. em diante fica muito chorona, até no colo. É bem difícil. Eu tenho feito uso do supositório de glicerina infantil, mas confesso que estou receosa. Andei pesquisando na internet e li algumas matérias que dizem que é normal bebês que mamam no peito evacuarem com menor frequência porque o leite materno tem menos resíduo do que o leite em pó e, por isso, o corpo absorve quase tudo e não há o que eliminar todo dia. Mesmo assim fico insegura e "com o pé atrás", pois a Nicole não teve esse problema. Ela evacuava no mínimo todo dia, quando não 2x ou 3x por dia. O metabolismo dela sempre foi rápido, de repente por isso também ela é sempre foi magra. Bem, temos consulta com o pediatra das meninas na próxima semana e pretendo conversar melhor com ele sobre esse assunto. Não quero que minha filha fique dependente do supositório para evacuar, mas também não quero vê-la sofrendo desse jeito! Quem sabe quando ela começar a comer sólidos, esse problema desapareça?
Hora de Brincar
O tempo acordada da Alícia continua limitado a 1 hora, às vezes um pouquinho mais. Quando ela está acordada fica bem disposta, é atenta a tudo o que acontece ao redor e distribui alegres sorrisos a quem conversa com ela. Eu faço questão de deixá-la "brincar" sozinha também, pois sei da importância dela desenvolver a habilidade de entreter-se sozinha. São inúmeros benefícios, dentre eles o da capacidade de concentração e criatividade. Tem um post de 2010 em que eu falo exclusivamente sobre isso (procure clicando no marcador "cercadinho" na relação de temas à direita). Para vocês entenderem melhor do que estou falando, compartilho alguns vídeos recentes da Alícia brincando com o "gym" dela e também no cercadinho. Ela está na fase de começar a pegar os objetos e tentar levá-los à boca, hehe! Uma delícia!
Vídeo 1 - Brincando com o peixão colorido.
Vídeo 2 - Brincando com o móbile no cercadinho.
Vídeo 3 - Brincando com o "gym - ocean wonders".
Hora de Dormir
Salvo raras exceções, as sonecas durante o dia estão ótimas, principalmente as duas pela manhã. Ela já aprendeu a adormecer sozinha no próprio berço e, se/quando chora, é raro e dura poucos segundos. Faço uso da chupeta, apesar dos livros que li e que recomendamos neste blog alertarem para o perigo dela tornar-se um acessório para o bebê adormecer. Eu concordo que não é o ideal, mas sinceramente não era uma briga que eu quis comprar. Eu acho a chupeta uma bênção para acalmar o bebê e admito que permiti que minhas duas filhas dependessem dela para adormecer. Pretendo, no entanto, começar o processo de eliminá-la da vida da Alícia (assim como fiz com a Nicole que encontrou no dedão da mão esquerda o substituto para ela) por volta dos 6 meses. Vamos ver como vai ser dessa vez.
A última soneca do dia e também a hora de ir dormir à noite são os meus maiores desafios atualmente. Ela tem dificuldade de dormir e, por causa disso, temos tido episódios de muito choro no fim do dia. É estressante porque é o período do dia em que a casa fica agitada, a Nicole precisando de atenção, fazendo muito barulho (você já percebeu que nessa idade as crianças falam tudo gritando?!), correndo pela casa etc. Não tive muito sucesso ainda em fazer com que as duas vão pra cama à noite juntas (no mesmo quarto e no mesmo horário), mas à tarde (logo após o almoço quando a Nicole chega da escola) graças a Deus sim. Elas vão dormir bonitinhas, e 70 a 80% dos dias sem nem um "pio"!
O que normalmente acontece é a Alícia ir dormir entre 18:30 e 19:00 (como a Nicole fazia quando tinha a sua idade), mas depois de 30 a 45 minutos, justamente no horário da Nicole ir pra cama (provavelmente por causa do movimento dentro do quarto), ela acorda e não quer mais dormir. E chora por muuuuito tempo depois disso. Não consigo lembrar direito se tivemos esse problema com a Nicole, mas eu sei que é o 45-minute intruder. Se bem também que às vezes fico na dúvida se não é alguma dor (por causa do problema citado acima) ou mesmo o "witching hour" como já falei num dos posts. O fato é que ela chora bem brava.
O que acaba acontecendo é que ela só adormece novamente depois da mamada dos sonhos, ou seja, ela faz esta última mamada acordada e é colocada no berço bem sonolenta. Com a Nicole era diferente, ela dormia direto das 18:30/19:00 até 6:00/7:00 da manhã do dia seguinte (10 a 12 horas consecutivas), o que significa que ela fazia a mamada dos sonhos dormindo, exatamente como a Tracy Hogg fala que é pra acontecer. Com a Alícia consegui isso poucas vezes.
Por hoje é só, até o próximo post!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Pais responsáveis educam juntos!
O livro é de fácil leitura, escrito com uma linguagem bem simples e abrange variados temas relacionados à criação de filhos sem, contudo, se aprofundar em nenhum deles. Eu diria que o livro é um ponto de partida, como um pontapé inicial para estimular pais a mães a refletirem e se conscientizarem do seu papel na educação dos filhos.
Ao fim do livro ela faz uma pequena lista de livros que ela recomenda. E advinhem?? O Nana Nenê (de Robert Buckman e Gary Ezzo) está na relação. Fiquei feliz, hehe! Mas o que mais me chamou a atenção e o motivo de eu escrever esse post é a reflexão que ela faz sobre maturidade, ou seja, entre a importância de se preparar para a maternidade e permitir que, com a prática, todo esse conhecimento se transforme em sabedoria.
Reproduzo abaixo o trecho do livro em que ela fala sobre isso, espero que gostem!
É preciso entender primeiro o que significa maturidade. Uma pessoa madura é alguém que, ao longo da vida, adquiriu experiência e atingiu certo nível de desenvolvimento em diferentes áreas. Tornou-se prudente, sensata, ponderada. Reflete antes de tomar decisões, e não age por impulso. A consequência desse processo é a transformação do conhecimento em sabedoria.
Precisamos alcançar maturidade em todas as áreas da vida, e quando falamos de educação de filhos isso adquire um peso especial, porque nos referimos à formação da personalidade de uma criança que Deus nos confiou para o trabalho de moldar e formar.
É fato que tanto o homem quanto a mulher devem se preparar ao máximo para a grande missão de se tornarem pais. Responsabilidade e informação podem ser estimuladas por meio de boa literatura, troca de experiências, palestras e conversas. Entretanto, por mais que estejamos teoricamente preparados, a paternidade envolve vivências e sentimentos absolutamente novos e subjetivos, e a maturidade para lidar com isso depende de diversos fatores. Um deles, e fundamental, claro, é a prática. Sem desmerecer todo o processo de tomada de consciência anterior e a informação, é no momento que tomamos nosso filho nos braços que devemos aplicar todo esse conhecimento. Aí as coisas se complicam devido ao envolvimento emocional durante esse longo processo de aprendizado, de corrigir o que dá errado e celebrar o que dá certo. Sem culpa, mas com a firme intenção de aprender e amadurecer.
Eu sempre trabalhei como educadora e já tinha larga experiência quando tive meu primeiro filho, e ainda assim fui pega de surpresa pela maternidade. O lado bom do sobressalto é que ele permitiu-me acumular experiências valiosas quando chegaram o segundo e o terceiro filho - eis a maravilha da prática. Não importa se você é pedagoga, psicóloga, médica, economista ou dona de casa, quando se trata de seu filho, a prática é diferente da teoria.
Aprendi muitas coisas com todos os meus filhos mas, com certeza, muito mais com o primeiro. Lembro-me de que houve um momento, quando Federico era bebê, em que ele não queria mais dormir no berço. Só aceitava o colo ou o carrinho. Eu, inocentemente, o colocava no carrinho e o balançava até que dormisse. Que erro! Agora ninguém conseguia dormri até que ele embalasse no carrinho. Cansados daquilo, por instinto, eu e meu marido decidimos colocá-lo no berço mesmo contra sua vontade e deixá-lo chorar até que se cansasse e pegasse no sono, sozinho. Foi uma medida radical, mas necessária. Foi assim que aprendemos que a criança precisa aprender a pegar no sono sozinha, no berço, desde bebê. A experiência adquirida nos ensinou a não cometer o mesmo erro com os outros dois filhos.
A maturidade vem quando o casal entende sua responsabilidade e se sente naturalmente comprometido com a educação dos filhos, consciente dos valores morais e espirituais que devem transmitir à criança. Esse deve ser o objetivo de todo casal.
(Extraído de Pais responsáveis educam juntos, Cris Poli, julho de 2011, p. 139 e 140)
Um abraço e até o próximo post!Talita
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
3 meses de Alícia!
A Alícia completou 3 meses esta semana. Ela oficialmente deixou de ser um recém-nascido. = )
Uau, foi uma semana agitada por causa das vacinas que ela teve de tomar e também porque a levamos para furar a orelha! Mas não é sobre isso que quero falar, quero contar as novidades do último mês, que foi cheio de novos desafios, e compartilhar os passos que eu dei para superá-los.
Amamentação, Cólica e Noite Alongada
Continuamos com as seis mamadas por dia (6:00, 9:00, 12:00, 15:00, 18:00 e mamada dos sonhos, entre 20:30 e 22:00); em alguns dias são sete, mas somente quando ela está passando por um impulso de crescimento (growth spurt) que, conforme li, ocorre a cada 3 ou 4 semanas. Os horários das mamadas não são exatos, me permito uma variação de até 30 min para mais ou para menos. É o que recomendam os livros: o relógio é apenas um auxílio para nos servir, não é ele quem dita o que vou fazer, e sim o contexto da situação (uma mistura do horário do dia, os sinais que o bebê demonstra, as leituras que fiz e a minha própria experiência e intuição).
A Alícia já está com 14 para 15 semanas de vida e, portanto, na fase da Noite Alongada (9 a 15 semanas de vida), segundo o livro Nana Nenê. A recomendação deles para esta fase é que a mãe lactante fique atenta à sua produção de leite. Caso note uma queda que a preocupe, não deve deixar o bebê dormir por mais do que 10 horas à noite para restar tempo suficiente de dia para uma estimulação adequada. Por alguns dias eu andei notando uma queda na minha produção porque saímos muito da rotina neste último mês (falarei sobre isso mais adiante); a bagunça na rotina durante o dia aliada ao cansaço de noite deu nisso! A Alícia mamava com força e em poucos minutinhos ficava brava, chorando, impaciente porque não estava saindo mais nada. O problema foi rapidamente resolvido: por um ou dois dias deixei-a mamar dos dois lados.
Como vimos, a quantidade de leite que ela ingere durante o dia nesta fase já é suficiente para mantê-la dormindo longas horas à noite. Porém, a Alícia começou a acordar com frequência no meio da noite e apenas colocar a chupeta não estava sendo suficiente para ajudá-la a voltar a dormir. Das primeiras vezes, julguei que fosse fome e por isso amamentei-a, mas ela continuava chorando. E eu também não queria começar um novo hábito noturno! Por isso, tive de vencer o meu próprio cansaço e sono àquela hora da madrugada para investigar a verdadeira causa do problema. Este é o primeiro desafio: deixar de agir "no automático". Ao chorar percebi que ela se contorcia como se estivesse com dor. Bastava eu fazer massagem em movimentos circulares com os joelhos sobre o abdômen dela que ela logo acalmava e adormecia, não antes sem soltar alguns gases. Isso acontecia praticamente todas as noites e estava me incomodando.
O excesso de gases e a dificuldade de liberá-los estava claramente prejudicando o sono da minha filha e eu comecei a imaginar que talvez o uso contínuo da simeticona (de 8h e 8h) pudesse estar causando isso. Na verdade eu tinha duas opções: suspender o uso de vez ou aumentá-lo. Não consultei o pediatra e, como já usava simeticona há muitas semanas e o choro da madrugada parecia estar se agravando com o tempo, optei por suspender o uso por alguns dias e ver o que acontecia. Dentro de uma semana verifiquei um novo problema: ela começou a evacuar dia sim dia não e não mais todos os dias como fazia, e começou a ficar irritada durante o dia também.
Mandei um email ao pediatra para saber se deveria voltar a usar o anti-gases, mas ele disse que não havia relação entre evacuar e o uso da simeticona, e então explicou que nesta idade é comum o bebê ficar um ou dois dias sem evacuar e que eu deveria continuar com as massagens entre as mamadas para ajudá-la a soltar os gases. Passados mais alguns dias, a dificuldade de evacuar se agravou e quando já estava no 5º. dia sem evacuar consultei novamente o pediatra sobre o que deveria fazer. Ele respondeu prontamente que eu deveria colocar um supositório de glicerina infantil. Comprei-o no mesmo dia e o apliquei. Que alívio pra ela!
No dia seguinte o mesmo problema: nada de cocô. Esperei mais dois dias e, como não gosto de vê-la sofrer, usei o supositório de novo, dessa vez sem falar com o médico antes. Ufa, naquele dia ela fez cocô duas vezes - a segunda foi sem ajuda. E na manhã seguinte de novo! Hehe, nunca fiquei tão feliz de limpar uma fralda suja e fedida! Bem, já estamos no segundo dia dela sem evacuar novamente e estou orando para que esse problema se resolva definitivamente. Que Deus me dê sabedoria quanto ao que fazer! Sei que Deus pode curá-la, fazer com que os órgãos dela se desenvolvam adequadamente e funcionem com perfeição.
Quanto aos gases atrapalharem o sono da noite, parece que esta questão está solucionada e, portanto, não vejo mais a necessidade de usar a simeticona. Hoje em dia quando ela acorda de madrugada já consigo diferenciar o tipo de choro e sei que é apenas uma transição do sono (veja o tópico a seguir). Se ela não dividisse o quarto com a irmã e a nossa casa fosse grande o suficiente para que o choro dela não acordasse a família toda, eu a deixaria chorar um pouco no próprio berço até voltar a dormir sozinha. Foi isso que fiz com a Nicole e obtive resultados mais rápidos do que estou tendo hoje com a Alícia (em termos de sleep training: ensinar o bebê a dormir sozinho), porém a situação hoje é outra, preciso ser mais paciente e usar estratégias um pouco diferentes. Primeiro entro rapidamente e coloco a chupeta. Quando não funciona, a saída é tirá-la do quarto e colocá-la para dormir no moisés dentro do nosso closet!
Sono, Rotina e Paternidade Acidental
Se você acompanha este blog sabe como defendemos a implementação intencional de uma rotina previsível para o bebê. Não somos a favor da teoria de deixar o bebê ditar, através do choro, o horário de mamar ou de dormir porque entendemos, em suma, que ele não tem idade pra isso! Primeiro porque bebês não sabem o que é melhor para eles (é pra isso que servem os pais, para guiá-los e ensiná-los no caminho em que devem andar!). E segundo porque se forem criados como o centro das atenções, muito provavelmente terão sérios problemas no futuro (dentre eles, problemas na alma, de insubmissão e de relacionamentos no geral). Isso só pra citar alguns.
Junto com a premissa de que a rotina previsível é necessária para se ter um bebê tranquilo, feliz e bem ajustado à família, enfatizamos também a necessidade de abrir espaço para exceções. Ser flexível. Mas atenção a um perigo: os excessos! A flexibilidade não pode se tornar tão comum a ponto de se tornar o novo padrão, entendem a diferença? Quando lemos sobre o assunto tudo parece lindo e perfeito, mas colocar em prática esses princípios é mais difícil do que esperamos.
Com a Nicole tendi a ser mais rigorosa com os horários e evitei a todo custo fugir da rotina - fruto da insegurança normal de uma mamãe inexperiente, ficava tensa, ansiosa e frustrada quando as coisas fugiam do meu controle. Esta segunda experiência com a Alícia está sendo diferente por isso, mas há sempre o perigo de cair do outro lado do cavalo. É preciso equilibrar a equação! Este mês foi bem assim pra mim, me vi em situações de armadilha, entre intencionalmente planejar e priorizar a rotina da Alícia e "ficar de boa", agindo no improviso e saindo muito da rotina. O problema de ficar tranquila demais, sempre "deixando rolar" e improvisando frente aos desafios me trouxeram alguns problemas. A Tracy Hogg chama isso de paternidade acidental.
De maneira bem simples, paternidade acidental é quando reagimos em vez de agir. O resultado é a formação de hábitos hoje que precisarão ser eliminados amanhã. Para nós foi assim com o sleep training. Como a Alícia andava chorando muito por causa das cólicas, acabamos acostumando-a a dormir no colo. Foi sem querer querendo, como dizia nosso velho amigo Chaves. Às vezes era nas manhãs em que íamos para o trabalho (o Douglas ficava com ela no colo para que o choro dela não atrapalhasse a minha gravação), mas o mais comum era de noite porque não queríamos que o choro dela acordasse a Nicole. Em ambos os casos, segurar no colo era a "solução" mais simples e fácil para o problema em questão. Porém, atalhos normalmente são ilusão, pois o preço tem de ser pago mais cedo ou mais tarde: agora com custo x ou no futuro com custo x ao quadrado!
Experimentei os primeiros frutos ruins deste hábito esta semana e já estou trabalhando para desacostumá-la! O choro de resistência e protesto é inevitável. Ela chora brava e é só pegá-la no colo que ela para de chorar quase que imediatamente. Antes o dormir ou não no colo não causava tanto problema, pois todo recém-nascido dorme muito. Aliás, quanto mais novo mais ele dorme. A Alícia dormia em praticamente qualquer lugar, com barulho ou sem barulho, com luz ou sem luz - quase não fazia diferença, ela não se aguentava e já caía no sono!
Mas a minha "pitchuquinha" cresceu e agora já consegue passar muito mais tempo acordada. Adormecer naturalmente já não acontece com a facilidade de antes e é aí que o treinamento começa, pois dormir é uma habilidade aprendida. É essencial que ela aprenda a dormir sozinha, tanto de dia quanto de noite, para continuar sendo uma bebê calminha e acordando feliz e bem disposta. Reparei que havíamos estabelecido um hábito ruim esta semana quando ela começou repetidas vezes acordar no meio da soneca e aparentemente "não querer" dormir de novo.
Os autores do Nana Nenê alertam para o 45-minute intruder e explicam que o bebê acordar chorando de uma soneca curta é sinal de que ele não dormiu o suficiente. Bebês descansados acordam espertos e felizes, não irritados ou mal-humorados. O que acontece é que o PST (padrão de sono tranquilo) e PSA (padrão de sono ativo) alternam-se a cada 30-45 minutos e parece que nesta fase o bebê acorda justamente nesta transição. Muitas vezes basta esperar uns minutinhos e ele volta a dormir por conta, mas outras vezes não.
Aí é hora de entrar no quarto pra investigar antes de reagir. Eu costumo olhar a fralda, verificar a temperatura do corpo, observo a expressão do rosto e também fico atenta ao tipo de choro antes de tomar alguma decisão. Ah sim, e também vejo o relógio para saber em que ponto estamos na rotina. Se ficar evidente que ela só dormiu os primeiros 30-45 min da soneca, então sei que é hora de ensinar minha bebê a habilidade de voltar a dormir sozinha!
E isso envolve deixar chorar um pouco (CIO = cry it out). Veja bem, há muita polêmica sobre fazer isto ou não e a respeito das consequências negativas que esta prática pode ou não acarretar. Sou a favor de CIO, mas não estou defendendo que você abandone seu bebê aos prantos. Se decidir fazer CIO, o faça com discernimento e responsabilidade. E acho que se decidirem ir por esse caminho, o casal precisa estar plenamente de acordo e trabalhar em equipe. Também não vou tentar maquiar a realidade - é preciso sim muita determinação e força, os pais juntos precisam preparar os ouvidos e ficar calmos para poder passar essa tranquilidade ao bebê.
Vou fazer um breve relato sobre como foi para nós nos últimos dias.
Na última soneca de certa tarde a Alícia acordou chorando por volta das 16:20. Investiguei e verifiquei que a causa era o 45-minute intruder. Fiz o CIO, entrando de tempo em tempo para colocar a chupeta e tentar ajudá-la a voltar a dormir. Não funcionou, deu a hora da próxima mamada e ela ainda não tinha dormido. Então amamentei-a por volta das 17:40, troquei a fralda e a coloquei pra dormir em seguida, às 18:10. Ela adormeceu sozinha desta vez, mas dormiu por apenas 40-45 minutos, ou seja, novamente acordou na transição e começou a chorar, irritada.
Nesta hora meu marido estava em casa e a Nicole na cama deitada prontinha pra dormir, então decidimos levar a Alícia para o closet pra dormir no moisés. Ela continuou chorando. Era choro de resistência mesmo, se a pegássemos no colo ela parava de chorar na hora. Eu estava muito cansada nesta noite; pretendia dormir bem cedo e já tinha colocado o despertador para tocar às 21:30 (horário da mamada dos sonhos). Só que fiquei fazendo CIO até 20:30. Quando percebi que ela poderia estar com fome novamente, pois já haviam passado 2 horas desde a última mamada (e chorar é um baita esforço físico), adiantei o horário da mamada dos sonhos para 20:30. Eu estava exausta física e emocionalmente (a manhã e noite do dia anterior eu tinha feito CIO sozinha), então meu marido continuou com o CIO por mais uma hora até que às 21:30 ela finalmente cedeu e dormiu. Ufa, um verdadeiro alívio. Ela dormiu das 21:30 direto até 5:30.
Antes que você me pergunte se valeu a pena, deixe eu apresentar os resultados: o dia seguinte foi perfeito! Ela conseguiu adormecer sozinha em todas as sonecas, tirou sonecas longas de praticamente 2 horas cada (eu tive de acordá-la para todas as mamadas), acordou feliz depois de todas as sonecas e conseguiu dormir sozinha também à noite (sem dar um pio!). O melhor de tudo: dormiu direto das 18:30 às 5:45, com a mamada dos sonhos às 20:30. Delícia!
Confesso que no meio do processo, depois de muitas horas (ou mesmo minutos!) ouvindo seu bebê chorar passam várias dúvidas na nossa cabeça, a principal delas é: Será que estou fazendo certo? Meu marido chegou a me perguntar isso naquela noite. Confirmei que sim e ele foi fundo. Tinha certeza de que todas as necessidades dela haviam sido satisfeitas e que naquele momento era crucial que ela aprendesse a habilidade de dormir sozinha. Não estava abandonando-a, aliás, amava-a tanto a ponto de fazer algo que, apesar de doloroso, era o melhor para ela.
A minha convicção está baseada no tipo de amor que Deus, como Pai, tem por nós: Ele disciplina seus filhos movido por amor. Seu compromisso não é com a nossa felicidade momentânea. Sim, Ele nos quer ver felizes, mas acho que Ele se preocupa muito mais com o nosso caráter, por exemplo, e por isso nos ensina e nos corrige (Hebreus 12). Ele sabe que há certas lições que precisamos aprender para alcançarmos verdadeira paz e alegria no futuro. Enxergando sob essa perspectiva reter a disciplina seria o mesmo que desprezar seu filho ou não amá-lo de verdade.
Bem, por hoje é só. Para aqueles que ainda estão pesquisando e orando a respeito do assunto de CIO ou não, deixo uma palavra de direcionamento da Bíblia.
Tiago 1:15 - Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade; e lhe será concedida.
Um abraço, Talita
