Olá mamães!
Hoje estava pensando neste assunto porque é algo que precisei lembrar a mim mesma, agora com o segundo filho, a Larissa, que aliás já está quase com 2 aninhos!
É nesta idade (na verdade até antes) que começamos a colher muitos dos frutos do que plantamos nos primeiros meses ou ano da vida do nosso bebê. Muitas das coisas que fizemos ou deixamos de fazer quando eles são bebês começam então a comprovar se o que fizemos foi bom ou foi ruim! Às vezes fazer um bebê dormir no colo, balançando, etc, não parece ser tão ruim nos primeiros meses, mas depois que esse bebê está com 1 aninho começamos a nos arrepender quando nossos braços doem ou quando a curiosidade pelo mundo começa a fazer nossos queridos anjinhos testarem muito mais os seus limites! Por isso que o livro Nana Nenê ensina a criarmos nossos filhos dentro do funil (leia mais aqui) - dando liberdade aos poucos para não termos de corrigir tanto depois. Se damos mais limites hoje, amanhã poderemos dar mais liberdade quando nosso filho já estiver maduro para ter essa liberdade. Se damos muita liberdade hoje, poderemos ter problemas mais sérios amanhã, quando decidirmos que precisam de mais limites! Precisamos ensinar hoje pensando no amanhã!
Como estava dizendo, lembrei disso tudo outra vez com a Larissa. Com o Tiago, seguimos o conselho do Nana Nenê em ensinar a brincar sozinho, ou independente. Ter o tempo de "cercadinho" onde o bebê brinca sozinho por um tempinho (se quiser ler mais sobre o tempo de cercadinho, ou brincar independente, clique no marcador "cercadinho"), depois passando a ser tempo no quarto, que chamamos de "quiet time" ou "horário silencioso". Com o primeiro filho sinto que isso é mais fácil, pois não é possível dar atenção o tempo todo para ele ou ela (como disse a Talita neste update). Então acabam aprendendo a brincar sozinho às vezes, mesmo que não haja um tempo designado para isso. Porém, sinto que com o segundo filho exige uma atitude pró-ativa da mãe e do pai em realmente fazer algo pensando nos frutos do futuro. Digo isso porque o segundo filho tem o mais velho/velha para brincar junto, o que é maravilhoso! É muito bom ter alguém com quem seu filho possa brincar em casa, o tempo todo. O Tiago (4 anos) e a Larissa (quase 2 aninhos) se dão muito bem e amam brincar juntos! Ela já cresceu com ele sempre presente então ela está acostumada a estar sempre com alguém pra brincar, principalmente porque aqui nos EUA o Tiago só vai a escola 2x por semana, e neste momento eu e ela temos nosso tempo juntas. Por isso nunca senti a NECESSIDADE de designar um tempo para ela brincar sozinha.
Porém, quando a rotina aqui em casa mudou, começamos a ver que falhamos nisso. Meu marido começou a ficar com a Larissa em casa enquanto eu trabalhava, só ele e ela. Ele está fazendo MBA então às vezes precisa estudar ou fazer lição de casa e a Larissa não deixava ele fazer NADA. Ela exige atenção o tempo inteiro e não sossega até que alguém esteja brincando com ela, dando 100% de atenção a ela. Isso começou a ser um problema! Quando comentei com minha cunhada (que foi minha maior inspiração a ler e conhecer o material dos Ezzos e aplicar com meus próprios filhos) que a Larissa não deixava o Marcos fazer nada, ela me lembrou da importância de ensinar a brincar sozinho. Hoje comecei a colocar isso em prática, então ainda coloco um update aqui sobre como o processo será, mas preciso muito ser pró-ativa nesse sentido agora! Claro que brincamos com ela e temos tempo de qualidade com ela, mas sabemos que é muito importante a criança saber brincar sozinha também, usar a criatividade e a imaginação e saber se concentrar numa atividade ou brinquedo.
Normalmente nosso mais velho tem "quiet time" após o almoço, que seria o horário da soneca que ele não tira mais. Mamães, não tenho como expressar a importância desse horário silencioso. Quando nossos bebês crescem e não precisam mais de soneca (dependendo da criança isso pode acontecer perto dos 3 aninhos, às vezes mais tarde) parabenizamos nossos filhos por terem crescido tanto e por poderem substituir o tempo da soneca pelo horário silencioso, um momento em que eles podem brincar no quarto com os brinquedos, ver livrinhos, etc. O Tiago sabe que neste momento do dia ele não pode sair do quarto a não ser que seja para ir no banheiro e não pode fazer muito barulho (pra não acordar a Larissa). Hoje, ao invés de colocar a Larissa para tirar uma soneca depois do almoço, dei a ela o seu próprio "quiet time" igual ao irmãozinho. Como ela gosta muito de imitá-lo, achei que seria mais fácil ela fazer ao mesmo tempo que ele. Falei pra ela, "agora o Tiago vai ter quiet time no quarto dele e a Lala no quarto dela!". Dei um livro de colorir pra cada um e falei pra ela ficar no quarto dela. Ela queria ficar saindo, mas fiquei lembrando-a de que agora era hora dela ficar no quarto dela, e o Tiago no dele. Quando ela finalmente ficou, esperei um pouco e, antes de se tornar algo "ruim" pra ela já entrei falando "pronto! Agora está na hora da Lala nanar" e coloquei-a no berço. Aos poucos vou estendendo esse momento dela brincar sozinha e de repente quando estiver acostumada eu troco para outro horário do dia. Vamos ver!
E você, como ensinou seu filho/filha a ter tempo de brincar independente?
Bem-vinda!!
Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!
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"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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Mostrando postagens com marcador segundo filho. Mostrar todas as postagens
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domingo, 22 de abril de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
8 meses de Alícia!
Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!
A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.
Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.
Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.
Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.
Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).
Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.
Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.
No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.
E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )
Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.
Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!
Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.
Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.
Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )
Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).
Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.
Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.
A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!
Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.
Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!
O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.
A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.
A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).
E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.
Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A chegada do segundo bebê!
O assunto de quando ter outro filho é bem controverso, por uma série de motivos! Alguns acham prudente esperar o primeiro filho completar 4 ou 5 anos de idade antes de engravidar novamente. Eu acho muito tempo! Outros concordam que não é necessário esperar tantos anos mas não têm coragem de ter o segundo filho até que o primogênito tenha completado 2 anos de idade. Há posições diversas, inclusive de especialistas, e cada uma com seus prós e contras - tanto do ponto de vista do desenvolvimento da criança como da recuperação do corpo da mulher. Indo na contramão da sociedade, eu optei por um intervalo de idade inferior a 2 anos essencialmente por dois motivos:
COMPANHEIRISMO E UNIDADE DA FAMÍLIA - Penso que a proximidade da idade entre minhas filhas facilitará para que as elas sejam companheiras. Facilitará as brincadeiras e os passeios em família, por exemplo, pois estarão vivendo "mais ou menos" as mesmas fases da infância e, assim, meu marido e eu poderemos curtir melhor esses momentos em família! Também pesei a questão do caráter e das valiosas lições que ter um irmão/amigo traz para os filhos (se devidamente orientadas e incentivadas pelos pais, é claro), dentre elas: aprender a compartilhar e vencer o egoísmo, além de trabalhar a paciência, o amor, o perdão, etc.
ORGANIZAÇÃO DO TEMPO E VIDA PROFISSIONAL - Ter duas crianças pequenas em casa exige muita dedicação e sacrifício da parte dos pais. Para a mãe, um deles é deixar a vida profissional um pouco de lado ou temporariamente abrir mão de certos objetivos acadêmicos, por exemplo, para poder investir tempo de qualidade nos filhos. Quero uma família grande, por isso pesei os prós e contras e preferi fazer todo o trabalho difícil agora, de uma só vez, sabendo que daqui alguns anos poderei colher os frutos desta escolha. À medida que elas crescerem e ficarem mais independentes, sei que aos poucos terei mais tempo para alcançar outras metas pessoais.
Cada um tem um jeito de agir e de pensar sobre este assunto. No meu caso, eu sei que penso demais e por isso optei por engravidar logo e não correr o risco de perder a coragem à medida que a Nicole crescesse e ficasse cada vez menos dependente de mim. Imaginar que teria de começar do zero novamente poderia me fazer desistir ou procrastinar! Uma amiga que faz Psicologia me contou uma vez que problemas relacionados com ciúmes entre irmãos é significativamente menor quando o bebê nasce antes do mais velho completar seu segundo aniversário. Por todos esses motivos, parei de amamentar a Nicole aos 9 meses e comecei a tentar o segundo filho quando ela completou um aninho! Na verdade, eu queria ter engravidado antes para que a diferença fosse de 18 meses, mas como tinha tratamento dentário pra fazer (arrancar os quatro dentes de ciso), precisei aguardar alguns meses por causa da medicação.
A gestação foi difícil - aliás, MUITO difícil. A Nicole já andava e estava no início daquela fase intensamente exploradora e eu a todo momento sentindo enjôo. Não vou me deter novamente em todos os sintomas ruins que tive. Basta dizer que até hoje suspiro aliviada ao acordar e saber que não preciso correr pra comer alguma coisa se não quiser vomitar! Bem, eu vivia cansada e era complicado aguentar o pique da Nicole para conseguir colocar os limites, discipliná-la, etc. Minha paciência também estava curta, eu me sentia constantemente "no limite". Apesar disso, eu tomei certas providências para prepará-la para a chegada da irmã fazendo algumas transições que achei necessárias, dentre elas: trocar a mamadeira pelo copo, trocar o berço pela cama, parar de usar fraldas, pelo menos durante o dia, e a mais importante de todas as transições: adaptá-la ao novo ambiente e rotina da escolinha.
As duas primeiras transições foram bem tranquilas. A terceira foi um pouco mais complicada porque envolvia um esforço físico adicional da minha parte: tinha de agachar muitas vezes para sentar no banquinho quando a levava para sentar no vaso. Emocionalmente também era desgastante, pois o treinamento para uso do vaso sanitário foi (e continua sendo) longo! E, por fim, a quarta transição também teve suas complicações, principalmente no início. Algum dia escrevo mais detalhadamente sobre cada uma delas (procure no marcador "transições" à direita da página).
Outra providência foi tentar acostumá-la com a ideia de ter um novo membro à família. Por ser muito novinha e ainda estar desenvolvendo a linguagem, não sei até que ponto ela realmente entendeu, acho mesmo que sua compreensão foi se desenvolvendo aos poucos. Apesar disso, nós repetíamos com frequência que a Alícia estava na minha barriga e logo ela aprendeu a beijá-la, a fazer carinho, a princípio sempre estimulada por mim e meu marido até que por fim começou a fazê-lo espontaneamente. Perguntávamos a ela onde estava a Alícia e na grande maioria das vezes ela sabia apontar para a minha barriga - algumas vezes ela se confundia e apontava para a dela ou a do pai também! Quando a Alícia finalmente nasceu foi tudo muito tranquilo. Engraçado que no hospital, por ter ficado longe tanto tempo, ela inicialmente ME estranhou. Era como se ela não tivesse me reconhecido, ficou confusa! Por essa eu não esperava, rsrs! Mas levei numa boa.
Daí pra frente foi só acostumá-la com a ideia de que a Alícia não estava mais na barriga, rsrs! Ela é esperta e aprendeu rápido, logo começou a dar beijos e abraços na irmãzinha espontaneamente também! Toda vez que a Alícia chorava, ela perguntava "Foi, Lissa"? A resposta variava entre uma explicação de que a bebê estava com fome e a mamãe iria dar leite para ela ou de que a neném estava com "dodoi" na barriga porque estava tentando fazer cocô. Não demorou muito tempo para o comportamento dela se adaptar a essas explicações. Vejam que interessante:
A primeira reação da Nicole foi choramingar e repetir "Dodoi biga! Dodoi biga!" quando não queria obedecer, por exemplo, na hora de comer ou de dormir. No começo eu não entendi! Eu realmente pensei que ela estivesse com alguma dorzinha na barriga. Foram alguns dias até eu "me ligar" que se tratava de um novo padrão de comportamento. O que acontece é o seguinte: Temos ensinado nossa filha que manha não é um comportamento aceitável. A ensinamos que ela não vai conseguir nada com manipulação e choro. Desde bebê a temos ajudado a lidar com as emoções e se comunicar de modo aceitável -no início através da linguagem de sinais (sinalizando "por favor" e "não, obrigada", por exemplo) e depois que começou a falar através da linguagem apropriada. Ou seja, a ensinamos a FALAR em vez de pedir as coisas chorando. Aplicamos as consequências naturais se ela faz manha ou a disciplinamos se ela desobedece. Então para a Nicole a lógica estava sendo mais ou menos esta: A Alícia chora porque doi a barriga e mamãe e papai atendem prontamente o pedido dela, então se a minha barriga doer eu também posso chorar porque em vez de brigar, vão me pegar no colo e dar beijinhos pra sarar. Gente, não sei vocês mas eu me surpreendo a cada dia com a capacidade de manipulação de criancinhas, até as mais novas! Bobos somos nós quando as subestimamos!
A segunda reação da Nicole foi oferecer a solução ao ouvir a bebê chorar. Aliás, esta é uma característica bem marcante dela: querer dar ordens e controlar o que acontece ao seu redor. Não sei quem ela puxou! Então o que ela geralmente faz em primeiro lugar é me avisar: "Lissa crying, mamãe". E em seguida me diz qual é o problema e o que nós devemos fazer para ela parar de chorar. Por exemplo, para trocar a fralda ela diz: "Poo poo Lissa" (ou então "Dodoi biga Lissa"). E para amamentá-la ela fala: "Milk Lissa, mamãe" (e aponta para o meu seio). Se a bebê e a chupeta estiverem ao seu alcance, ela não hesita em entuchá-la na boca da irmãzinha!
Por falar em chupeta e amamentação, aqui vale um comentário. A Nicole teve curiosidade de colocar a chupeta da Alícia na boca algumas vezes no início. Eu insisti que ela era um "big baby" e falei que ela não devia colocar a chupeta da Alícia na boca. Ela chegou a testar o limite três ou quatro vezes (colocando-a ou ameaçando colocá-la na boca), mas acabou cedendo e depois nunca mais demonstrou interesse - pelo menos até agora. Quanto a voltar a mamar no peito, eu lembro que um dia desconfiei de que ela estivesse curiosa e com vontade de imitar a Alícia mamando (embora não tivesse pedido), então preparei o copo dela e "fiz festa" dizendo que as duas iriam tomar o leitinho ao mesmo tempo. Funcionou e ela nunca mais pareceu interessada.
Para concluir, gostaria de dizer que em grande parte o ciúmes é provocado ou agravado pela família e pessoas ao redor. Antes mesmo do nascimento da Alícia, ouvimos muitos adultos dizerem à Nicole: "Vai perder o colinho da mamãe, hein?". As pessoas falam sem pensar! E cada absurdo. É claro que meu marido e eu sempre rebatíamos o comentário sem noção com algo do tipo (como se fosse a Nicole respondendo): "Eu não vou perder colinho nenhum não, eu vou GANHAR uma irmãzinha!!". Outro exemplo é agir como se o bebê fosse de cristal, não deixando o filho mais velho acariciá-lo ou mesmo chegar perto dele. Isso provoca raiva na criança pois ela é constantemente repreendida quando tenta se aproximar para "ajudar" (do jeito dela) ou demonstrar carinho, ela se sente excluída. Por mais bruscos que sejam os movimentos da Nicole (suas tentativas de fazer carinho no rosto da irmã), eu me seguro e não demonstro nenhuma recriminação. Pelo contrário, a incentivo a participar, inclusive, deixo-a segurar a irmã (tomando todos os cuidados necessários, é claro!) de vez em quando. Ela ama!
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