Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

1 ano e 2 meses de Alícia!

Hoje vim falar um pouco sobre os últimos 2 meses da Alícia. Tenho algumas novidades! A primeira é que no mês de julho passamos quase 3 semanas em outra cidade - na casa da minha sogra - porque a nossa casa estava em reforma. Mas, ao retornar para S. Paulo no fim do mês porque as aulas da Nicole recomeçaram, tivemos de passar praticamente mais 1 semana fora - desta vez na minha mãe que mora aqui perto - porque a pintura interna ainda não estava terminada. A segunda novidade é que no mês passado tomei a decisão de parar de trabalhar fora (empresa familiar) e voltar a estudar. Agora passo o dia administrando a minha própria casa (cuidando mais de perto da família) e, à noite, vou para a faculdade. Por esses motivos, os dois últimos meses foram bem diferentes um do outro: o primeiro mês foi em ritmo de férias e flexibilidade na rotina e o segundo foi (e ainda está sendo) de adaptação a uma rotina completamente nova!


Vou descrever abaixo um pouquinho de como tem sido cada etapa da nova rotina com a Alícia.

Hora de Dormir
Não temos tido nenhum problema aqui, graças a Deus! A Alícia continua tirando duas boas sonecas durante o dia (exceto aos domingos e dias atípicos), de 1h30 min a 2h cada. E também dorme a noite inteira tranquilamente (das 19:00, ou antes, direto até 6:00 da manhã). No dia em que ela deu um grande salto em desenvolvimento e ficou toda eufórica praticando a sua recém desenvolvida habilidade (andar!), meu marido contou que a hora de dormir à noite ficou complicada (ela teve dificuldade de se acalmar e o sono ficou perturbado, como se ela estivesse tendo pesadelos). E daí lembramos que o mesmo aconteceu na época da Nicole, engraçado isso!

Uma observação sobre a soneca da tarde é que estou considerando colocar a Alícia e a Nicole para dormir em quartos separados neste horário. A duração da soneca da Alícia não ultrapassa 2h ainda e muitas vezes a Nicole precisa dormir mais (o total de 3 horas), então o que tem acontecido é que a Alícia acorda a irmã. Cheguei à esta conclusão esta semana quando deixei as meninas na casa da minha mãe para ir fazer um exame médico. Colocamos as meninas para dormir em quartos diferentes. Deixei as duas dormindo às 13:00 (ao sair). Quando voltei a Alícia estava acordada mas a Nicole ainda dormindo! E ela só foi levantar às 16:00 porque eu entrei para acordá-la. Achei estranho porque em casa as duas sempre acordavam juntas e foi aí que entendi o que estava acontecendo!

O que acho que vou fazer é deixar a Nicole no quarto das meninas mesmo e colocar a Alícia para dormir no meu quarto (não sei bem como fazer ainda) porque descobri nessas férias o quanto a Alícia está com dificuldade para se adaptar (ficar sozinha) a novos ambientes (me pegou totalmente de surpresa!), por isso ela precisa praticar e eu preciso ser pró-ativa quanto a dar esta oportunidade a ela. A Nicole é mais obediente e não tem problema para dormir em lugares novos, já a Alícia... ultimamente se eu não ficar ali do lado do berço com ela (posso ficar virada de costas para ela fazendo outra coisa, o importante é ela me ver) ela abre o maior berreiro! E como temos por princípio não fazer CIO (=cry it out) quando estamos fora de casa porque, afinal, ninguém tem a obrigação de ficar ouvindo choro de bebê a não ser os próprios pais, eu fico ali do lado dela lendo alguma coisa enquanto ela dorme (geralmente leva uns 10 minutos).

Hora de Comer
Apesar de não ter nenhum dentinho ainda (nem eu estou acreditando!!), a Alícia já come a comida que a família toda come. Tento cortar a carne em pedaços pequenos e ela manda tudo pra dentro com facilidade! Já faz muito tempo que ela perdeu o interesse por papas homogêneas, então eu estava deixando pedacinhos de legumes e folhas sem bater ou então misturava arroz e feijão aos legumes batidos que eu preparava em grande quantidade e congelava em potinhos. Ainda tenho papinhas assim no congelador, mas como ela geralmente queria o que estava no prato da irmã (rsrs), comecei a servir para ela exatamente a mesma comida que preparo para toda a família. E pra mim está uma beleza assim, muito mais fácil!

A Alícia tem grande interesse em aprender a comer sozinha mas, como é de se imaginar para a idade, não tem coordenação motora suficiente para isso ainda. Mas ela tenta! E faz a maior sujeira porque a colher vira antes da hora e cai tudo no chão (ou no "babador pelicano" - nome que inventamos para aquele babador de plástico que tem uma bolsa para reter os alimentos). Com o garfo ela até consegue, eu espeto a fruta ou pedacinho de legume e ela leva o garfo sozinha até a boca. Fica toda feliz! Um princípio que estou ensinando é que ela não pode brincar com a comida - os alimentos são para comer, não para brincar. Mas a tendência natural de toda criança, óbvio, é colocar a mão dentro do prato e espremer a comida para sentir as texturas, ou então bater o prato (ou virá-lo) sobre a bandeja para fazer barulho, enfim... rs. Ela também já aprendeu para que serve o guardanapo, hehe. Sabe limpar a boquinha, uma graça.

A minha maior dificuldade com a Alícia tem sido ser constante em exigir que ela use a linguagem de sinais para se comunicar (não só na hora de comer). Ela já sabe dizer "por favor" e "obrigada" (embora com frequência ainda se confunda e troque os sinais), mas prefere e insiste em usar outros meios inapropriados, como virar o rosto quando não quer mais ou resmungar exigindo algo. Isto me frustra - porque acho feio, claro, mas também porque a Nicole pegou o jeito rápido e gostava de usar os sinais para se comunicar (talvez por causa da chuva de elogios que recebia que funcionavam como reforço positivo). Tenho tentado entender porque está sendo diferente com a Alícia, e sei que além do temperamento dela ser outro (e ainda preciso aprender a conhecê-lo melhor!), é fruto também da minha pressa do dia-a-dia e, portanto, inconstância em não ceder à forma de comunicação que considero inaceitável. Meu objetivo com esse treinamento é ensiná-la desde cedo a submissão à minha autoridade e o respeito pelas pessoas.

É claro que há os dias em que ela está mais receptiva e disposta a colaborar, como neste vídeo (Lily practicing her sign language). Ah, e a Nicole também é uma ótima ajudante, ela observa como eu faço para ensinar a Alícia e me imita segurando o braço da irmã e repetindo o sinal pra ela como se fosse eu fazendo!

Hora de Brincar
Por incrível que pareça, a Hora de Brincar foi a minha área de maior desafio com a Alícia nas últimas semanas! Já com a Nicole nesta idade meu desafio maior era a Hora de Comer, leia aqui: Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros! Por ser a segunda filha e ter companhia para brincar quase que 100% do tempo em que está acordada (o que foi intensificado nessas férias!), acho que a Alícia desenvolveu uma espécie de "ansiedade de separação". Eu conheci esse termo lendo um dos livros da Tracy Hogg (A Encantadora de Bebês) alguns anos atrás e confesso que fiquei arrasada por ter falhado e deixado minha filha chegar nesse ponto. Justo eu que li e leio tanto, que procuro seguir uma rotina bem estruturada e ser uma mamãe pró-ativa?! Haha, pois é - apesar dos meus melhores esforços, às vezes eu não sigo meus próprios conselhos, rs. Mas isto acontece nas melhores famílias!!

A minha dificuldade é semelhante a que a Cristine compartilhou recentemente quando falou da importância de ensinar o filho - principalmente o segundo - a brincar sozinho (A importância de ensinar a brincar sozinho e Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho). No nosso caso, acho que tantos dias fora de casa no último mês pioraram as coisas e daí, ao voltar, me deparei com uma criança que só queria colo, chorava quando eu saía do ambiente, enfim, não queria brincar ou ficar sozinha de jeito nenhum! Com muito esforço (aturando choro e estabelecendo novamente os horários), consegui reverter o quadro, ufa!

No processo tive dúvida se poderia ou deveria estar tentando algo diferente (além do que eu já estava fazendo) porque a gente sempre fica com receio do que os outros (os vizinhos, né!) vão pensar ao ouvir seu filho chorar alto direto por meia hora! De verdade, não estou exagerando: o primeiro dia foi duro! Ela passou o tempo todo do "Independent Playtime" chorando (quando deu os 30 min que eu estabeleci para este momento, eu entrei lá pra buscá-la), mas no segundo dia ela chorou apenas 10 min e brincou os outros 20 min (eu espiava de vez em quando pela janela). O terceiro dia já foi "quase" um sucesso, pois geralmente é eu colocá-la no cercadinho pra ela já começar a espernear (beeem brava e desesperada mesmo), mas neste dia não! Eu a coloquei sentadinha e ela ficou me olhando e chupando o dedo, a Nicky e eu demos tchauzinho pra ela e saímos fechando a porta do quarto. Ela não deu um pio, acredita?! Eu dei até pulinhos de alegria neste dia, rs. Depois que a Nicole foi pra escola e eu lavei a louça do café, espiei pela janela e ela estava brincando com o brinquedinho "na boa". Ameeei respirando aliviada! Passados quase 30 minutos, ela começou a dar gritinhos me chamando. Resisti à tentação de entrar (esperando dar o tempo) e alguns minutinhos depois entrei. Ela já tinha cansado de brincar (porque não desenvolveu esta capacidade de concentração como a Nicole que ficava 1 hora brincando 2x por dia!!) e tinha jogado quase tudo pra fora do cercadinho, hehe. Mesmo assim fiquei feliz e elogiei-a BASTANTE dizendo como eu estava orgulhosa que ela tinha ficado lá sem chorar!!

Bastaram alguns dias de estresse e muuuito chororô pra ela entender que a mamãe não cede - hora de brincar é hora de brincar e pronto. É assim que vai ser e ela PRECISA se acostumar (para o próprio bem dela). Não quero que ela aprenda que é só berrar muito para conseguir o que quer. Existe uma rotina que ela precisa aprender (hora certa para as coisas) e também há a forma apropriada de se expressar (linguagem de sinais) para ela não ter de ir por esse caminho do choro, da birra (chantagem) ou de manipulação para conseguir o que quer. Esses são hábitos que se desenvolvem na infância, quando as crianças ainda são bem pequenas! Algumas pessoas me acham radical ou podem pensar que seja falta de afeto da minha parte, mas posso garantir que não é! Eu sei o quanto eu amo minhas filhas e só faço o que faço porque penso não somente no que é melhor para elas hoje, mas também para TODA A FAMÍLIA no longo-prazo!!

Por fim, estamos perserverando nesta prática diária do "Independent Playtime". Estou aos poucos aumentando o tempo, já chegamos a 45 minutos que ela consegue brincar bem sozinha. E também estou tentando variar os locais onde coloco o cercadinho - às vezes, no quarto dela, às vezes na sala e às vezes no quintal para ela aproveitar e tomar um solzinho. Ela ainda reluta um pouco (pra ver se consegue que eu mude de ideia e porque não gosta de mudanças), mas eu fico firme. Também estou voltando a treinar com ela o "Blanket Time" (hora do tapete) e ela já entende muito bem o que tem de fazer, mas fica testando os limites para ver como reajo, rs. Acho incrível que nesta idade eles já sejam capazes disto!

Transições de Desenvolvimento e Mudanças na Rotina
- Descartamos a mamadeira poucos dias depois dela completar 1 ano e agora, como a irmã, ela toma leite no copão de transição. A transição foi super simples! Na primeira ou segunda vez, se não me falha a memória, ela "fez que não queria" e não bebeu tudo. Se não me engano, eu acho que até voltei para a mamadeira numa das primeiras tentativas porque ela parecia irritada, apesar disso eu procurava oferecer o leite sempre no copo primeiro. Até que ela aceitou e acostumou, sem maiores dificuldades.

- Vez ou outra, o Douglas ou eu colocamos a Alícia para sentar no vaso sanitário para ela ir acostumando com a sensação de fazer xixi/cocô lá. Como sabemos que ela normalmente faz cocô durante ou logo após o café da manhã, foi facil orquestrar "coincidências" e ela já fez cocô no vaso algumas vezes. Claro que fazemos a maior festa e aplaudimos muito todas as vezes. E estamos, de fato, felizes pois sabemos que este é o início do treinamento rumo ao desfraldamento! Numa outra oportunidade conto mais.

- Com a volta às aulas da Nicole, mudei o horário de almoço da Alícia para 12:00/12:15. Nas férias foi o contrário, era a Nicole quem almoçava no horário de costume da Alícia, às 10:00/10:15 (bem cedo!) já que ela não fazia o lanchinho às 9:00/9:15 como faz quando vai para a escola. Resolvi inverter porque acho importante que as duas almocem juntas, quero estabelecer uma tradição de bons momentos à mesa (ou no caso delas, no cadeirão!) durante as refeições. Outro fator é que a Alícia ama comer e o que estava acontecendo é que ela queria almoçar duas vezes porque ficava com vontade ao ver a Nicole comendo.

- No último post contei que estava dando leite em pó especial para a idade da Alícia (aquele com prebio1) para não correr o risco dela ficar com o intestino preso. Porém, mudei de ideia porque vida com duas filhas é muito corrida, rs. Então preferi optar pela praticidade: as duas tomam o mesmo leite que a família toda toma! Estava ficando complexo demais preparar leites diferentes toda vez e agora está muito melhor! Não houve problemas dela ficar com intestino preso, pois procuro dar a ela uma alimentação saudável.

- Uma curiosidade que gostaria de acrescentar neste item sobre as transições é que, apesar de nenhum dentinho ter despontado ainda, a Alícia ama escovar "os dentes" (leia-se gengivas!) no banho como a irmã faz. Tanto que dispensamos o uso do daquele dedal pra escovar gengiva e demos uma escova só pra ela, rs.

Mobilidade e Desenvolvimento Emocional
Por último, quero falar sobre mobilidade. Engraçado como a gente estimula "menos" (ou seria melhor dizer de forma diferente?) o segundo filho. Estou sentindo muito isso com a Alícia e muitas vezes me sinto culpada porque lembro como foi com a Nicole (um exagero, confesso!). Com a primeira filha eu estimulei e treinei exaustivamente uma infinidade de habilidades, dentre elas andar. Me deliciava com absolutamente tudo, cada novo aprendizado por mais bobo que fosse. E, por um lado, foi bom porque ela foi aprendendo tudo muito rápido (e, com isso, ganhando confiança também). A Alícia está indo mais no ritmo dela, inclusive no que diz respeito a andar e sentir confiança em fazê-lo.

Hoje ela já anda bem (para frente apenas, ainda não sabe virar / fazer curva), mas no começo ela sentia muita insegurança e resistia quando tentávamos "puxá-la" a fazer mais. Como todo bebê nesta fase, é claro, ela ficava eufórica quando alguém a pegava pela mão para ela caminhar, mas ai de quem a soltasse ou tentasse estimulá-la para que ela se equilibrasse sozinha! Ela não queria saber:  flexionava os joelhos e ia para o chão direto para engatinhar, ou então ficava brava mesmo e começava a chorar. Isto apesar de já ter provado que sabia andar (já ficava em pé e dava uns 10 passos sem apoio!); eu dizia que capacidade física para andar ela já tinha desenvolvido, agora faltava apenas a capacidade emocional, hehe.

Bem, por hoje é isso. Vou encerrar este post com um vídeo da Alícia se aventurando a andar sozinha e espero poder voltar em breve para contar mais sobre a rotina e o desenvolvimento dela!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Hora de dormir!!

Hoje foi mais um dia daqueles! Uma correria total. Cheguei em casa, dei um banho rápido nas crianças (uma delas chorando o tempo todo) e coloquei um desenho para poder fazer a janta. Meu marido chegou e todos comemos. Ultimamente, é bem nesta hora que olho para meu marido com meu olhar que diz "acabou minha pilha...sua vez!" Às vezes ele reclama (afinal, também trabalhou o dia todo!), mas sempre me ajuda. Levou as crianças (4 e 2 anos) pra cima para escovar os dentinhos e colocar na cama.

Enquanto terminava de arrumar a cozinha, comecei a pensar no quanto amo que meus filhos vão dormir cedo. E comecei a ficar com muita dó de outras mamães cujos filhos vão dormir às 21:00, 22:00 e até mesmo 23:00! EU NÃO AGUENTARIA. Aliás, acho que nem teria tido coragem de ter mais um filho. Fiquei com vontade de escrever um post sobre isso novamente, porque sei que se tem algo com o qual temos que ser pró-ativas talvez mais do que qualquer coisa...é com isso!!

Eu sei que muitas mães não fazem por querer...se alguém tivesse avisado de que é possível (e importante!) ensinar horário de dormir, teriam feito! E não é assim com tudo na vida?? Se não aprendermos, não saberemos! Por isso gosto deste blog, porque podemos compartilhar e aprender umas com as outras a sermos pró-ativas e desempenhar nosso papel da melhor maneira possível! Eu sempre digo que para nos tornarmos médicos, psicólogos, arquitetos, professores, etc...estudamos 3, 4, ou 5 anos (ou até mais). Mas para termos FILHOS, que são seres humanos que Deus nos presenteou para cuidarmos, ensinarmos e guiarmos, muitas vezes nem sequer lemos UM livro! Tem algo errado nisso, né?

Enfim...mamães, horário de dormir (assim como de comer, etc....) é você, adulto, que ensina ao seu bebê. Quando o seu bebê está na barriga, ele não tem horário para nada...ele recebe alimento o tempo todo e ele dorme praticamente o tempo todo. Quando o bebê nasce, cabe a nós, adultos que já vivemos num mundo de horários, ensinar o tempo a eles. Por isso o livro Nana Nenê encoraja a rotina de amamentar a cada 3 horas. Aos poucos o bebê vai se acostumando com a rotina e o seu sono, por consequência, também vai cair numa rotina. O livro da Encantadora de Bebês também ensina uma rotina para seguir antes do bebê dormir, para que ele perceba que sempre após esta rotina é hora do sono - dar banho, enrolar na mantinha, cantar uma musiquinha, colocar no berço...etc...seja o que for! Os bebês precisam de rotina, isso dá a eles segurança e minimiza a quantidade de choro (porque se acostumam com os horários e não precisam ficar chorando para nos dizer o que querem). O corpo do seu bebê vai se acostumar com os horários que você estabelecer.

Não estou dizendo que com todos os bebês é fácil. Até porque com meu primeiro filho, o Tiago, não foi tão fácil estabelecer a rotina, e só consegui depois do terceiro mês. Mas não consigo imaginar quantos meses a mais teria demorado se eu não tivesse persistido em ensinar a ele os horários das mamadas. Teria ficado louca amamentando a cada 2 horas!!

Enquanto você acostuma seu bebê com uma rotina de mamar cada 3 horas (mais ou menos), você vai ensinando-o que tem hora de dormir também. O livro Nana Nenê e o livro da Encantadora de Bebês encorajam os pais a terem uma rotina de primeiro amamentar, depois ter um tempinho acordado, e então cochilar. Isso  ajuda o bebê a não depender do peito da mãe (ou mamadeira) para pegar no sono. Nem sempre isso é possível no começo, mas assim que o bebê conseguir ficar um tempinho acordado, tente fazer com que seja depois do mamar (até porque é melhor para sua digestão). Quando ele começar a bocejar ou chorar e demonstrar sinais de sono, coloque o bebê no berço. Sim, NO BERÇO. É o melhor hábito que você pode ensinar a ele ou ela. É muito mais fácil ensinar o bebê a dormir no berço logo no começo do que depois quando já tiver um ano e estiver acostumado a dormir no seu colo! Faça isso cedo pensando no alívio que será mais pra frente quando o mundo ficar muito interessante para o seu bebê querer dormir, e ele ficar resistindo ao sono enquanto você balança ele ou ela durante 1 hora. Comece como você quer terminar. Não pense que vai conseguir quebrar hábitos facilmente quando o bebê for maior. Será mais difícil.

Temos outros posts aqui sobre a rotina e sobre como ensinar o bebê a dormir sozinho (seja qual for a idade do bebê). Se você procurar nos marcadores ao lado, vai encontar bastante coisa sobre o assunto! Também temos uma lista de livro que recomendamos sobre o assunto no menu ao lado.

Seus filhos vão agradecer mais tarde!! Afinal, criança que dorme cedo e dorme bem é OUTRA criança. Menos choro, menos birra e mais saúde! E o seu casamento também vai agradecer! Poder colocar os filhos para dormir às 20:00 e sentar no sofá com o marido para um filminho não tem preço! Seus filhos vão ser mais felizes porque têm um papai e mamãe que se amam, e uma mamãe que não está ficando louca de tão cansada! (rsrs)

Hoje vejo como o esforço valeu a pena. Ambos os nossos filhos vão dormir às 19:30. Simplesmente colocamos eles na cama, oramos e falamos "boa noite". Fechamos a porta e pronto. Silêncio. Eles sabem desde bebês que dormir tem horário. Mesmo que não estejam com sono por qualquer razão sabem que é hora de ficar na cama. Limites somos nós que ensinamos. Eles não nascem sabendo.

Espero ter ajudado alguma mamãe!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Update - Ensinando o bebê a brincar sozinho

Olá mamães!

No último post que escrevi (veja aqui), falei sobre a necessidade de se ensinar o bebê a ter um tempo de brincar sozinho. Falei que estava vendo que precisava colocar isso em prática com a Larissa, pois não havia visto necessidade já que o irmão mais velho estava sempre a distraindo. Porém, assim que o irmão começou a ir pra escola percebi que errei em não ensiná-la a ter o tempinho dela, pois estava exigindo atenção nossa 100% do tempo, chorando sempre que não déssemos atenção total a ela. Falei que ia começar a colocar em prática o "tempo silencioso" como meu mais velho já tem - um tempo para brincar sozinho no quarto, e voltaria aqui para dar um update!

Então, aqui está o update! A Larissa tem sido um bebê bem fácil de ensinar, graças a Deus! Depois de insistir algumas vezes que aquele era o tempo dela brincar no quarto dela, e do Tiago brincar no quarto dele, ela começou a aceitar e ficar no quarto. Isso a ajudou muito a explorar melhor os brinquedos do quarto e usar a imaginação. Também acabou ensinando pra ela o que queríamos ensinar, que brincar sozinho também é gostoso! Não precisei fazer isso todos os dias, mas alguns dias da semana ao invés de colocá-la na cama para tirar a soneca, coloquei-a no quarto e falei que era o tempo silencioso dela, igual a do Tiago. Depois de uns 15 a 20 minutos falava que agora era hora da soneca e pedia pra ela subir na cama pra "nanar". Ela sobe, coloca a chupeta, pega o ursinho e dorme!! (Como é bom ensinar o bebê a dormir sozinho!!)

Então agora sempre que ela dorme no carro aqueles 5 minutinhos malditos que faz a energia deles voltarem a 100% (rsrs), coloco-a para ter tempo de brincar sozinha no quarto. Às vezes vejo que ela fica com sono e vai pra caminha e dorme. De qualquer forma, é um tempo para a mamãe aqui conseguir respirar fundo e ter uns minutinhos de silêncio!

Com a Larissa não preciso ser constante nisso, posso fazer alguns dias que ela não reclama. Mas com o Tiago já é bem diferente. Tudo tem de ser muito constante e previsível, se não, ele reclama e faz manha. O tempo silencioso dele tem de ser TODO DIA (nem que seja 10 minutos só pra ele sentir que teve) porque se deixo ele pular um dia, no próximo ele lembra e fica reclamando na hora de ir. Acho que quem tem filho de 4 anos entende, né? Eles lembram muito bem das nossas permissões passadas!

Mas não me entenda mal...ele gosta deste tempo dele. Ele brinca com os brinquedos do quarto, às vezes deixo-o assistir a um filminho e às vezes chega até a deitar na cama e dormir (que nem hoje!). Esse tempo é muito importante para minha saúde mental também! (rsrs)

Então agora todos aqui temos tempo brincando juntos, brincando na rua com amigos, brincando com irmão e irmã e brincando sozinho também! Acho que é saudável a criança saber estar sozinha, explorar os brinquedos e usar a imaginação!

Espero ter ajudado a dar algumas ideias pró-ativas, quanto mais cedo começar a ensinar, melhor! Aliás, isso tudo foi só mais uma prova do que o livro Nana Nenê ensina: tudo é uma questão de ensino. Ensine hoje para o seu bebê e você colherá os frutos amanhã! Claro que isso exige paciência, determinação e sacrifícios da nossa parte, mas os frutos valerão a pena!

"Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles." Provérbios 22:6

Até a próxima! :)




terça-feira, 17 de julho de 2012

Pastoreando o coração - Parte 7 - Adolescência


Depois de quase 4 meses, aqui estou eu para fazer o último post desta série de 7 etapas sobre o livro "Pastoreando o Coração da Criança" do autor Tedd Tripp. Para ler os seis posts anteriores, clique nos links a seguir: Fundamentos, Objetivos e Métodos, Comunicação, Vara e Consciência, Da infância à pré-escolaDa escola à pré-adolescência.

Os últimos dois capítulos do livro falam sobre a fase da adolescência (que é a partir dos 13 anos).

Capítulos 18 e 19 - Adolescência

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
Provérbios 1:7-19
Três bases para a vida: o temor do Senhor (v. 7), a aceitação da instrução dos pais (v. 8, 9) e o afastar-se dos ímpios (v. 10-19).
Provérbios 1:7
– O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino.
Provérbios 1:8-9
– Filho meu, ouve o ensino de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares para o teu pescoço.
Provérbios 1:10
– Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.
Provérbios 16:21
– O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber.
Provérbios 16:23
– O coração do sábio é mestre de sua boca e aumenta a persuasão nos seus lábios.
Provérbios 16:24
– Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo.
Gênesis 2:24
Lembra-nos de que o relacionamento pai-filho é temporário, o relacionamento marido-mulher é permanente.

Neste capítulo, Tripp nos lembra que é comum o adolescente sentir-se inseguro sobre como agir. Nesta fase, ele está procurando sua identidade independente, sua individualidade. A rebeldia na adolescência, nos alerta Tripp, às vezes é a expressão de ira que sentiu quando o filho sofreu as indignidades da repreensão pública na infância. A explicação é que sendo muito novos e totalmente dependentes dos pais, os filhos não têm condições de rebelar-se abertamente, porém ao imaginarem que já têm a capacidade de viverem por si, sem a ajuda dos pais, começam a expressar sua rebeldia. O autor nos lembra também que um adolescente busca companhia rebelde por ser rebelde; ele não se torna rebelde por causa da companhia que tem.

Objetivos de treinamento
O autor propõe três bases para a vida conforme a passagem de Provérbios 1:7-19 para o treinamento dos filhos adolescentes. Veja os principais pontos e a aplicação para cada base.

1. Temor do Senhor (v. 7)
Faça questão de ler todos os profetas maiores e menores com seus filhos durante a adolescência. Isso o confronta com o Deus santo, tremendo e disposto a chamar Seu povo à prestação de contas. Torne seus filhos conscientes de que a terça parte da Bíblia tem o juízo como tema principal.

Com frequência, a maneira mais eficaz de ensinar é compartilhar nossa própria experiência. Por exemplo, o que nos move: a pressão dos colegas (o temor do homem) ou o temor de Deus?

2. Aceitação da instrução dos pais (v. 8 e 9)
Os filhos serão enriquecidos e grandemente abençoados por aderirem aos valores e instrução dos pais. Lembre-se de que seu relacionamento com seus filhos precisa ser honesto. Jamais dê um conselho que se adapta à sua conveniência ou que lhe poupa embaraços ou vergonha. Sejam pais que demonstrem não estarem usando-os de maneira alguma.

O contexto para a instrução é o ambiente comum da vida diária (Deuteronômio 6). Você não precisa ser perfeito, apenas precisa ser uma pessoa de integridade que vive na rica e consistente verdade da Palavra de Deus.

O culto familiar precisa fazer conexão entre a verdade bíblica e as questões da vida.

3. Afastar-se dos ímpios (v. 10)
Atente para a sedução do "pertencer", do companheirismo, que é a necessidade humana de compartilhar mutualidade com os outros. Saiba que os jovens não fogem dos lugares onde são amados e experimentam aceitação incondicional. Eles não fogem de lares em que a família está planejando atividades e fazendo coisas emocionantes juntos.

Conclusão:
Tripp ensina que quando estas três bases para a vida estão presentes e fazem parte dos objetivos de treinamento que temos para o nosso filho adolescente, podemos esperar que o favor do Senhor repousará sobre os nossos esforços. Ele nos lembra que a internalização do Evangelho demanda a obra do Espírito Santo em nossos filhos. Trabalhamos na esperança e de que Deus honra sua aliança e age através dos Seus meios. Podemos batalhar na expectativa de que o Evangelho é poderoso. A internalização ocorrerá   quando nossos filhos chegarem à maturidade como pessoas que conhecem e adoram a Deus.

Muitos pais desesperadamente procuram alguma promessa da Bíblia assegurando-lhes que seus filhos possuirão fé. Tripp não acredita que esta promessa se encontra na Palavra de Deus, mas afirma que temos bons motivos para nutrirmos esperança como pais que desejam ver seus filhos possuírem fé. A esperança é o poder do Evangelho! Ele ressalta ainda que Deus já mostrou grande misericórdia para com nossos filhos, colocando-os em um lar de abundantes privilégios, um lar onde ouviram Sua verdade. Nossa expectativa e oração constante é que o Evangelho lhes sobrepujará a resistência, assim como o fez em nós.

Procedimentos de treinamento
Tripp diz estar convencido haverem poucos momentos em que um pai tem de exigir que seus adolescentes façam ou não façam algo. Ele acredita que os pais que todos os dias estão fazendo exigências e requisições não estão praticando princípios bíblicos.

Ele lembra também que certamente haverá momentos de dúvida e indagações na vida de qualquer jovem, inclusive os que foram criados em um lar cristão. Isso é natural pois parte da internalização do Evangelho é tornar-se consciente da própria fé.  Todo jovem passa por um período em que examina detalhadamente as reinvidicações da fé cristã e tem de lutar com a dúvida de se crê por sim mesmo ou foi induzido pela família - passará por tempos em que questionará a validade das Escrituras. Tripp aconselha que os pais incentivem seu filho a não fugir destas perguntas uma vez que ele crê que a fé cristã é suficientemente robusta para suportar o esquadrinhamento.

Todo pai precisa se lembrar que palavras agradáveis promovem instrução (Prov 16:21, 24) e saber que, no relacionamento adulto, é possível discordarmos uns dos outros e permanecermos amigos. Tripp alerta para não desperdiçarmos nossa influência em coisas sem importância e aponta que os adolescentes não precisam ser cópias dos pais para serem santos! Ele nos instiga a abandonar o desejo de transformar nossos filhos adolescentes naquilo queremos que eles sejam. Segundo ele, nosso papel é ajudá-los a fazerem escolhas que lhes trarão sucesso no que eles pretendem ser.

Por fim, precisamos lembrar que o relacionamento pai-filho é temporário, mas o relacionamento marido-mulher é permanente. A tarefa de ser pai ou mãe chega ao fim. Devemos confiá-los a Deus. Tripp finaliza dizendo que o que eles se tornarão dependerá também da natureza do compromisso deles para com Deus.

sábado, 14 de julho de 2012

A desvalorização da maternidade e o inverno demográfico - existe uma relação?


Cerca de 2 meses atrás, assisti a um documentário de 2008 chamado Inverno Demográfico - o declínio da família humana. Ele me deixou perplexa e me fez refletir sobre alguns dos impactos negativos que os avanços do feminismo e a constante desvalorização da maternidade em nossa sociedade (em detrimento de outras carreiras consideradas superiores) têm sobre todos nós - mulheres e homens. Não quero atacar os movimentos feministas em si e nem ignorar as conquistas positivas que eles nos trouxeram, mas hoje quero falar um pouco sobre o que este filme em particular trata - resumindo os pontos-chaves - e compartilhar brevemente a minha própria opinião e experiência sobre este tão delicado assunto em nossa sociedade.

No documentário, peritos e acadêmicos de diferentes países e diversas áreas de estudo - dentre eles demógrafos, sociólogos, economistas, parlamentares, psicólogos, para citar alguns - apresentam e alertam para um fenômeno conhecido como "inverno demográfico", que é a sensível queda na taxa de natalidade e consequente envelhecimento da população de determinados países.

Esse fenômeno é o resultado da combinação de uma série de fatores (que sintetizo logo abaixo) e o paradoxo é que, paralelamente a tecnologia e conhecimento da medicina terem avançado a passos largos e aumentado em muitos anos a expectativa de vida da população, cada vez mais a taxa de natalidade desses países ricos decresce e a população envelhece. Dentre eles estão muitos países da Europa, o Japão e até os Estados Unidos, para citar apenas alguns. O filme não fala especificamente sobre o Brasil, mas eu vejo que com os avanços econômicos dos últimos anos estamos nitidamente caminhando na mesma direção. Inclusive, depois que assistimos ao documentário, meu marido foi consultar o site do IBGE e ficou surpreso ao ver as estatísticas - a figura abaixo ele publicou no facebook. Notem como de 30 anos para cá, a população de 0 a 14 anos diminui e continua diminuindo.

Acompanhe as linhas do ibge de 0 a 15 anos, todas elas estão descendo! Isso significa que a população está aumentando, mas não porque nasce muita gente é porque estamos morrendo mais tarde.
Adam Smith, o pai da economia moderna que viveu no século 18, já associava crescimento populacional à prosperidade e declínio populacional à depressão. No entanto, o que se observa na atualidade é que com maior prosperidade, as pessoas tendem a ter menos filhos. Curioso, não? O resultado é que quando, ano após ano, a taxa de natalidade de um país fica inferior à taxa de reposição populacional (que é 2,1 filhos por mulher), a população não é reposta e o país regride economicamente em vez de crescer.

Dentre as muitas preocupações, a mais fácil de se compreender é que com uma população envelhecida, vivendo anos e anos sem trabalhar e usufruindo do benefício da aposentadoria - uma vez que a expectativa de vida só tem crescido - como ficará a situação da nova geração de jovens economicamente ativos que terá de trabalhar para pagar os impostos necessários para manter o sistema funcionando? A bomba da previdência e custos com a saúde é apenas um dos aspectos alarmantes do fenômeno do "inverno demográfico", outro é a forma como as crianças de hoje estão sendo educadas (sem a presença dos pais e, sobretudo, da mãe que passa o dia todo fora de casa) e como isso afeta não somente seu desenvolvimento emocional e cognitivo como também seu comportamento ao longo da vida.

Além de apresentar as terríveis consequências do "inverno demográfico", o filme se propõe a analisar o que considera as 5 principais causas deste fenômeno. E é nelas que desejo focar.

Veja quais são:

AS CAUSAS DO INVERNO DEMOGRÁFICO

1. Mulheres no mercado de trabalho.
Crescente valor do tempo de mães instruídas e que trabalham fora. Quanto mais bem sucedidas as mulheres se tornam no mercado de trabalho antes de terem filhos, mais altos os custos para abrirem mão dele quando têm filhos. Nos EUA, por exemplo, as mulheres terem um nível educacional maior do que os homens já é uma realidade.

2. Maior prosperidade.
Há mais dinheiro para ser gasto, é verdade, mas há também maiores aspirações na vida. Como sociedade desejamos mais bens e serviços para nós mesmos e também para os nossos filhos. Ter maior poder aquisitivo não significa apenas que podemos comprar mais com o nosso dinheiro, mas que preferimos nos isolar em vez de viver em grupo (comunidade). Por isso um pensamento muito comum entre casais jovens de hoje em dia é ter menos filhos para poder investir mais (financeiramente) na vida de cada um deles.

3. Revolução sexual.
Estudiosos concordam que a revolução sexual foi o evento mais marcante do século 20 e da história moderna. Com os direitos iguais entre homem e mulher e o controle da natalidade, não foi somente o comportamento das pessoas que mudou, a família também mudou... enfim, o mundo todo mudou! E mudou de forma tão profunda que afetou drasticamente as escolhas que as pessoas fazem com relação a sexo, casamento, filhos e trabalho. Um impacto dessa mudança de comportamento, por exemplo, é que o uso da pílula anticoncepcional diminuiu em 70% a gravidez indesejada entre mulheres casadas. Outro impacto - pouco discutido atualmente, inclusive - é o número crescente de casais amasiados (pessoas que moram juntas mas que não são casadas). Casais que moram junto tendem a ter menos filhos do que casais casados no papel - e essa experiência também retarda a idade em que as pessoas se casam pra ter filhos. Uma das maiores causas para a baixa fertilidade de um país é as pessoas terem filhos cada vez mais velhas.

4. Reforma na lei dos divórcios.
Pesquisas sugerem que a reforma nas leis concernentes ao divórcio resultou num aumento de cerca de 20% de divórcios nos EUA. O risco de que o casamento se desfaça de uma hora para outra (sem um motivo real já que a nova lei facilita a separação) diminui as chances do casal de ter outro filho uma vez que nem o marido ou a esposa tem qualquer garantia de que o cônjuge permanecerá no lar no ano seguinte.

5. Suposições incorretas.
Previsões alarmantes de superpopulação na década de 1970 em que se perguntava se haveria falta de comida no planeta para alimentar uma população que no último século havia quadruplicado. No maior período de crescimento populacional na história humana, a comida se tornou mais barata e abundante. O preço (ajustado internacionalmente) do arroz, trigo e milho caiu em cerca de 70% durante esse período. Essas concepções falsas foram popularizadas por pessoas que não entendiam de demografia.

Conclusão:
Enquanto sociedade, não gostamos de falar sobre as causas do "inverno demográfico" porque não queremos ofender ninguém. Certamente nenhuma dessas causas pode ser contornada facilmente, porém elas apontam para o que somos e o que nos tornamos nesse período pós-moderno!



 MINHA REFLEXÃO SOBRE A DESVALORIZAÇÃO DA MATERNIDADE

Quando me tornei mãe, muitos dos meus pensamentos com relação à maternidade mudaram radicalmente. Este processo foi e ainda é doloroso porque romper com o que é tão fortemente valorizado pela sociedade (e por você mesmo) está longe de ser algo simples. A gente rema contra a maré e recebe muitas críticas (a maioria velada), mas não julgo ninguém por isso porque alguns anos atrás eu mesmo pensava exatamente igual! Quando ouvia dizer de alguma mulher que havia largado o emprego pra ficar em casa criando os filhos, no meu íntimo julgava-a como sendo fraca e completamente retrógrada, imaginando que um dia ela se arrependeria - afinal, como a gente ouve tanto, "a gente se sacrifica pelos filhos, mas eles não dão valor". E vejo hoje como isso é e foi resultado daquilo reforçado pela sociedade o tempo todo de muitas e variadas formas - dentre elas, exemplos de pessoas reais, de pessoas fictícias, de comentários que a gente ouve por aí, daquilo que é idealizado nas propagandas de TV, nos filmes, enfim, são inúmeros os meios. Para ilustrar com um caso real, recentemente ouvi uma pessoa que pretende casar dizer a seguinte frase sobre a futura noiva e os filhos que um dia terão: "Não, coitada, quero que ela trabalhe sim. Já pensou fulana ficar o dia todo presa dentro de casa cuidando de criança?".

Somos bombardeadas com mensagens que insinuam que uma mulher só é bem sucedida se for reconhecida profissionalmente. E como maternidade não é uma profissão, bem... então o jeito é ter pelo menos um filho para se realizar como pessoa (porque há toda uma aura em cima disso também) e depois pagar alguém para cuidar dele pra nós (não sem ser aterrorizada por culpa, é verdade). E, assim, terceirizamos a educação dos nossos bens mais preciosos porque acreditamos que, sendo muito mais capacitadas do que os homens (e nos orgulhamos disso), nós mulheres precisamos sair pra realizar outras conquistas "maiores e melhores".

Tudo bem, posso estar exagerando, sei que não é todo mundo que pensa assim - pelo menos não conscientemente - e sei também que muitas mulheres não têm opção e precisam trabalhar para sustentar ou complementar a renda em casa. Mas a verdade inegável e o meu ponto principal é que em nossa sociedade pós-moderna a maternidade está cada vez menos valorizada. E o resultado disso é desastroso!
Por favor, antes que você fique brava comigo, entenda que não estou dizendo que sou contra a mulher estudar ou trabalhar fora, está bem? Muito pelo contrário - acho importante e muito válido que a mulher faça faculdade, trabalhe, mesmo porque para ela ser uma boa mãe acredito que ela precisa ser uma ótima profissional e, claro, uma pessoa esclarecida! Caso contrário, como ela administrará bem a própria casa?

Aliás, há uma outra propaganda negativa muito forte que na minha opinião depõe contra a maternidade. Os casos de mulheres que ficam em casa com os filhos geralmente não são nada encorajadores. Normalmente, a gente imagina uma mulher acima do peso, totalmente descabelada, com as unhas feias, mal-vestida, na maioria das vezes desinformada ou alienada, e estressada que grita o dia todo com os filhos. Na boa... quem se inspira com um modelo de mãe assim? Eu prefiro a mãe em forma, vestida de terninho, criativa, com unhas impecáveis, maquiagem e cabelo penteado que a gente vê nas cenas de filme! Haha! Você não? Mas eu acredito que esses modelos estão equivocados e por isso este blog existe - para servir de inspiração para outras mamães que entendem que seu papel é muito mais do que apenas dar à luz aos filhos. E para que elas saibam que podem priorizar a família (como Deus quer) sem deixar de lado outros papeis na vida.

A maternidade não precisa ser um martírio. Educar os próprios filhos é uma bênção de valor e resultados INCALCULÁVEIS! Antes de ter filhos, eu acreditava que nunca seria como as mulheres que largam a carreira para ficar com o filho em casa. Mas quando chegou a minha vez, engoli meu próprio orgulho e admiti que eu não poderia deixar para outro fazer o que é minha responsabilidade: educar minha filha. Como mãe de um recém-nascido, a gente enfrenta muita culpa e sentimentos ambíguos sobre o que é mais importante para o nosso filho e família naquele momento. Penso que não somos suficientemente preparadas para a maternidade, infelizmente. Aliás, somos induzidas a pensar que "ser mãe" é apenas mais uma das muitas realizações pessoais que devemos buscar para sermos pessoas felizes, completas e bem-sucedidas. 

Hoje eu não acredito que este seja o propósito final da maternidade. Acho que ser mãe apenas para se realizar pessoalmente, sem entender o propósito de Deus para a família, é errar o alvo.

Sabia que o impacto que você faz na vida do seu filho - seja ele positivo ou negativo - vai perdurar por muitas e muitas gerações, alcançando pessoas da sua descendência (mas não somente elas) quando você não mais existir? Uau, seus filhos fazem parte do seu legado! Eles são o seu bem mais precioso. E como mulher você tem o dom de gerar, mas não somente isso, tem o dom e o chamado de educá-los para a vida, de ensiná-los no caminho em que devem andar, de pastorear seus corações, de apontá-los para Cristo e de, como flechas na mão do guerreiro (Salmo 127:4), enviá-los para cumprir a missão de Deus para eles nesta Terra. Claro que tudo isso com apoio e ajuda do maridão e também com uma boa dose de conhecimento. Há tantos livros e materiais recheados de conteúdos práticos e relevantes para quem quer alcançar o coração dos filhos, estabelecer uma rotina saudável no lar, ajudá-los a desenvolver suas capacidades inatas e educar à maneira de Deus! É só pesquisar um pouquinho que você encontra muita coisa boa.

O fato é que os primeiros anos de vida são os mais importantes para a formação do caráter de uma pessoa e também é o período em que se formam os laços afetivos mais fortes dela. Eu temo pela atual e futuras gerações de crianças criadas em creches e escolas de período integral. Que mensagens elas recebem? Que visão de mundo elas terão? Que valores serão impregnados em suas mentes e corações?


Sei que Deus pode restaurar e curar tudo no futuro, mas isso não nos exime da nossa responsabilidade como mães que entendem que seu primeiro ministério e carreira é para ser exercido dentro do lar. Criar os filhos é por um tempo determinado - tem começo, meio e fim. E os anos que se passam não voltam mais. Depois de criados, quando os filhos deixam de ser crianças e chegam à vida adulta, seu poder de influência diminuirá e eles viverão suas próprias vidas.

Aceitar o desafio de ter filhos e de educá-los conforme os princípios da Palavra de Deus é uma questão de FÉ porque transcende as condições financeiras do casal. Eu imagino que um dos motivos pelos quais casais parem depois do primeiro filho, ou do segundo, ou mesmo nem querem ter filho algum, é não estarem dispostos a abrir mão do conforto material e padrão de vida que alcançaram a sós. Parecem não acreditar no que diz Salmo 127:3 que promete que "os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que ele dá". Esse conceito eu ouvi recentemente do pastor de minha igreja e de sua esposa que disseram: "Ultimamente ter filhos é a única bênção que Deus promete dar e que muitos cristãos não querem receber".

Meu marido e eu já sentimos bem esta pressão. Desde o namoro e primeiros anos de casamento sentíamos o desejo de formar uma família grande, com quatro filhos. E toda vez que compartilhávamos essa vontade com alguma pessoa, a piada invariavelmente era algo do tipo: "O quê, vocês são loucos?! Ter tudo isso de filho na época em que vivemos?" ou então "Ah, tá bom... quero só ver. Depois que vocês tiverem o primeiro, a gente volta a conversar". Como casei bem nova (aos 20 anos), me dei ao luxo de esperar bastante antes de começar a ter filhos. Então, aos 27 anos, nasceu a Nicole. E apesar da gestação difícil (9 meses de enjoos e mal-estar) permanecemos firmes no propósito e chamado que acreditávamos que era de Deus, planejando assim a segunda gravidez para logo depois que nossa primogênita completou um ano.

A gestação da Alícia foi igualmente difícil - nove longos e torturantes meses que resultou num parto natural traumatizante. Pra falar a verdade, é algo que eu e nem o meu esposo gostamos de nos lembrar! A diferença foi que da segunda vez, além de ter de aguentar o mal-estar constante (com direito a vômito, azia, fortes dores lombares e hipertensão gestacional), eu ainda tinha uma pequena para cuidar. Foi duro e esta segunda experiência nos fez fraquejar. Depois do nascimento da Alícia, não foram poucas as vezes que meu marido falou de fazer vasectomia para não corrermos qualquer risco de engravidarmos novamente. Ter mais um filho e passar por tudo aquilo novamente (agora com duas pequenas) para ele era algo impensável. E pra mim também. Mas eu pensava: E o nosso sonho de ter quatro filhos? Iríamos simplesmente abrir mão dele e dizer a Deus  "Não, obrigado, não quero esta bênção. Pode passá-la para outro"? Ou ainda, o que dizer da missão que Ele nos deu como casal de formar uma família grande, forte e segundo o coração de Deus - poderíamos simplesmente abdicar dela?

Ainda não sabemos o que acontecerá, mas estamos abertos para Deus nos conduzir e mostrar como Ele quer nos usar para o Seu Reino. Não pensamos em engravidar tão cedo, mas estamos abertos à adoção e, como li num blog de uma mãe adotiva, à "gestação cardíaca" (amei este conceito). Quem sabe Deus nos dê dois irmãozinhos para cuidar daqui a alguns anos? Não sei, é apenas especulação no momento, até porque não temos condição financeira para isso! Ainda mais que pelos próximos 18 a 24 meses eu abri mão do meu trabalho (que corresponde a 50% da nossa atual renda) para poder voltar a estudar e concluir minha faculdade - uma questão de honra! Foi uma decisão difícil, mas acredito que necessária. Não poderia tentar fazer as três coisas e acabar sacrificando o tempo que dedico às meninas, ainda mais nesta fase em que elas estão (Nicole - quase 3 anos, Alícia - quase 1 ano e 1 mês). Sei que independente do caminho pelo qual Deus escolher nos conduzir, Ele irá prover com todo o necessário para realizarmos a missão que Ele colocar em nosso coração - tanto o querer quanto o realizar (Filipenses 2:13).

O curioso é que este conceito de que ter filhos é uma questão de FÉ vai ao encontro do que um dos especialistas do documentário afirma. Em sua opinião, o "inverno demográfico" provavelmente não leve a população humana à extinção porque, de fato, ainda há muitas crianças nascendo. Porém, ele diz, esse número de crianças que nascem é desproporcionalmente maior entre pessoas de fé. Na análise dele (um acadêmico não-religioso, que fique bem claro), isso é verdade seja entre judeus ortodoxos, cristãos fundamentalistas ou muçulmanos fundamentalistas porque em todo o mundo o que se vê é que essas pessoas têm famílias maiores do que seus pares não-religiosos!

Percebe como ter ou não filhos é uma questão muito mais profunda?!

terça-feira, 19 de junho de 2012

12 meses de Alícia!


No último domingo comemos um bolo para comemorar o aniversário de 1 ano da Alícia, apesar a data do aniversário dela na verdade ser hoje. O último mês foi beeem intenso e parece que já se passaram meses que eu não escrevo no blog!

Rotina e Alimentação
Logo na semana seguinte em que a Alícia completou 11 meses, a rotina dela mudou "completamente" e eu levei um tempo para aceitar o fato e finalmente me acertar com os horários novos. O que aconteceu é que ela não estava mais precisando de uma soneca tão longa de 3 horas pela manhã, o que pra mim foi ruim porque era o tempo que eu tinha de casa em silêncio para poder trabalhar. Fiquei toda enrolada no começo!

Com o tempo nos adaptamos à nova rotina e agora os horários dela estão mais ou menos assim:

6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho (às vezes)
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (diminuiu para até 2 horas)
10:00 - Almoço
10:30 - Brincadeiras com a mamãe
11:30 - Horário de assistir a desenhos (vou buscar a Nicole)
12:00 - Balanço / Pula-pula (enquanto Nicole almoça)
12:30 - Mamadeira (preparação para a soneca)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Cercadão na sala (sozinha)
15:30 - Atividade com a irmã
16:30 - Banho (às vezes)
17:00 - Jantar
17:30 - Irmãs assistem a TV (enquanto ajeito a cozinha)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir

Agora que ela completou 1 aninho, ela já pode tomar leite de vaca. Gosto de dar leite em pó com prebio1 para não correr o risco dela ficar com o intenstino preso. Em breve também substituiremos a mamadeira pelo copinho de transição. Ela ainda toma uma mamadeira cheia de leite 3 vezes por dia e come fruta 2 vezes quase todos os dias também (no café da manhã e de sobremesa no almoço, ou algumas vezes à tarde após a soneca quando a irmã lancha). Com relação às refeições, ela continua comendo bem. Nessa última semana deu para cuspir quando não queria comer algo (talvez por dor na gengiva, não sei) e, como já mencionei em outros updates, ela tem gradualmente diminuído a quantidade de comida que ingere por refeição (exceto em growth spurts). Sei que isso é normal e por isso não insisto ou caio na besteira de substituir o almoço ou jantar por outro alimento "mais gostoso" (normalmente doce, rs) só pra forçá-la a comer. Sei que isso vira um péssimo hábito e transforma a criança num "picky eater". Salvo dias atípicos, quando estamos fora de casa, por exemplo, as refeições têm horário certo para acontecer e seguimos a seguinte lógica: não quer comer tudo o que coloquei no prato porque não está mais com fome, tudo bem, mas só vai poder comer novamente na próxima refeição - não haverá lanchinhos-substitutos no intervalo.

Doença, Gases e Dentição
As noites do último mês foram bem agitadas. Eu tinha comentado que a Alícia quase não ficava doente, mas o último mês contrariou o que eu disse! Além dos resfriados que foram e voltaram o mês todo e a gengiva que aparentemente não pára de coçar (ela vive com a mão na boca), a Alícia sofre de gases quando come alimentos gordurosos. Eu não gosto de dar, mas quando tem aniversário ou alguma comemoração em família é incrível como tem sempre alguém que quer colocar um pedaço de bolo na boca dela. Eu sou contra; acho que ela não tem idade para isso e vai ter a vida toda pra comer doces, mas sei lá parece que a gente fica mais flexível no segundo filho, porque não consegue mais ficar "em cima" o tempo todo e abre mão de brigar por certas coisas. O fato é que depois quem aguenta chororô de bebê na madrugada são os pais. E por que não dizer também a irmã que divide o quarto com ela e escuta o choro, não é mesmo? A família toda sofre, mas quem sofre mais claro que é a própria criança que fica com gases retidos e prisão de ventre. Isso me chateia muito. Não foram poucas as noites no último mês que ela acordou de madrugada chorando, se contorcendo toda e soltando muitos puns. Dá-lhe simeticona nessas horas!

Na verdade, o cansaço se potencializa quando as duas estão gripadas, porém em períodos alternados. Quando uma está ficando melhorzinha, a outra piora e depois elas invertem. Então parece que eu estou sempre medicando, dando xarope, pingando rinossoro e limpando nariz catarrento! E à noite também fica aquele estresse já que uma irmã tosse, ou acorda chorando porque está toda entupida e não consegue respirar, e acorda a outra, enfim... acho que vocês já conseguem imaginar a cena. = )

O bom disso tudo é que a Alícia finalmente aprendeu a assoar o nariz. Isso facilita muito as coisas! É tão bonitinho. Eu digo "blow" e ela faz aquele barulhinho fofo expulsando ar pelo nariz, hehe. Eu me lembro quando a Nicole também aprendeu a assoar o nariz assim bem novinha. Acho lindo!

Aliás, aqui cabe um outro comentário interessante. Há fases de calmaria em que eu me sinto totalmente "no controle", a vida flui que é uma beleza e parece que estamos dando conta de todas as responsabilidades maravilhosamente bem. Porém, há dias - que às vezes se estendem por semanas - em que eu acho que vou ficar louca (chego a acreditar que já estou!). Em fases assim sinto-me incapaz e fracassada por causa do cansaço do dia, sono interrompido da noite e, às vezes, tempo insuficiente para lazer (pois todo mundo precisa de ócio para espairecer!). Nos dias bons, claro, minha tendência é bancar a poderosa e me gabar que criar filhos não é uma tarefa tão difícil assim. Mas nos dias ruins, é o oposto! Eu chego no fim do dia e digo para o meu marido quando ele chega do trabalho: "Sua vez! Elas são todas suas" e me declaro de folga porque não aguento mais. Estou no meu limite. Ainda bem que eu tenho um marido amoroso, compreensivo, prestativo, trabalhador etc e etc!! Ele realmente é um presente de Deus na minha vida!

Ah, e antes que eu me esqueça de contar: ainda não saíram os dentinhos dela. Há apenas marquinhas brancas na gengiva. = )

Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
A Nicole andou oficialmente (deu seus primeiros passos sem ajuda) com 1 ano e uns dias. A Alícia eu acho que vai demorar um pouco mais. Ela consegue ficar em pé sem apoio por alguns segundos antes de se desequilibrar, mas parece que não está muito interessada em arriscar. Ela prefere engatinhar porque vai mais rápido, mas gosta muito quando alguém a pega pela mão para ela andar por aí. Fica toda feliz!

Queria aproveitar também para fazer outro comentário e gostaria de saber se outras mães sentem ou já sentiram isso com relação ao segundo filho. Confesso que eu me sinto muitas vezes culpada por não conseguir dar à Alícia toda a atenção que eu dei à Nicole quando bebê. Tenho a sensação de que a Alícia fica carente de atenção/colo de mãe e sofre de "ansiedade de separação" em algumas situações. Não sei se tem a ver com a personalidade dela que é diferente ou se é resultado simplesmente da criação que estou dando que também é diferente já que a Nicole era filha única e estava muito mais acostumada a ficar longos períodos do dia brincando sozinha. A casa ficava em silêncio a maior parte do tempo o e, por isso, havia menos interrupções na rotina ou nos horários da soneca, enfim, era uma vida mais sossegada para ela. Apesar da Alícia ser uma bebê mais serena e bem adaptada (a Nicole já era mais comunicativa e bastante sensível ao ambiente), ela não brinca bem sozinha (com raras exceções) por mais de 30 minutos - enquanto a Nicole nesta idade ficava tranquilamente por 1 hora (ou mais) brincando no cercadinho! Outro ponto que me incomoda é que eu não tenho conseguido ensinar à Alícia tudo o que ensinei à Nicole nesta idade. Mesmo porque o nosso momento de brincadeiras à tarde tem a irmã mais velha presente que, eu diria, "ofusca" um pouco a caçula. Eu tento estimular a Alícia para fazer certas coisas, mas a Nicole muitas vezes "rouba a cena". Se eu incentivo a Alícia a ficar de pé sem se segurar ou a andar de um lado para o outro, a Nicole diz: "Agora eu, mamãe" ou "Olha, mamãe, eu também consigo". Ou mesmo quando estou usando um brinquedinho para ensiná-la algo (o nome dos animais, o som que eles fazem), a Nicole entra em cena e quer fazer também. Claro que eu acho engraçadinho e não fico brava com ela por isso, mas a sensação que eu tenho é que como a gente perde o foco a Alícia não tem tanto a oportunidade de responder aos estímulos como a Nicole teve. Queria dar a "mesma criação" às duas, mas provavelmente é irrealismo meu pensar que isso seja possível. E tento me consolar com o fato de que estou fazendo o meu melhor e de que a Alícia está tendo algo de a mais que a Nicole não teve: uma irmãzinha pra brincar com ela e ensiná-la coisas também.

Apesar disso, estou muito contente que a Alícia já aprendeu seu primeiro sinal. Ela já sabe fazer "não, obrigada" para sinalizar que não quer mais algo. Nos surpreendeu quando ela usou o sinal sozinha primeira vez alguns dias após completar 11 meses! Agora estamos insistindo para que ela aprenda o "por favor" para pedir algo - no momento ela ainda resmunga ou choraminga quando quer uma comida ou brinquedo. É um exercício de paciência e constância, sem dúvida. Preciso repetir muitas vezes e fazer o sinal por ela cada vez até que ela entenda e comece a fazê-lo por conta. E mesmo com o sinal que ela já sabe fazer algumas vezes ela se recusa a usá-lo e volta ao hábito de antes: vira o rosto, cospe ou joga a comida (ou brinquedo) no chão. Quando isto acontece, eu falo "No, that's not how you tell mommy you don't want it. You have to say, "no, thanks" (Não, não é assim que diz para mamãe que você não quer. Você tem de dizer: "não, obrigada".). Eu faço o sinal com a minha mão (falando em voz alta o que ele significa), em seguida faço com a mão dela e só depois sigo retirando o alimento que ela não quer mais. O curioso é que agora a Nicole voltou a fazer os sinais e fingir que é um bebê que não sabe falar, imitando a irmã. Outras vezes ela faz o oposto: imita a mamãe e pega na mão da Alícia para fazer o sinal por ela (como me vê fazendo). Quando ela finge que é um bebê e imita a Alícia eu acho que não tem problema e normalmente brinco de volta (a menos que ela esteja encenando um episódio de birra, claro!), mas quando ela quer mandar eu faço questão de lembrá-la de que a mãe sou eu e explico que ela não pode dar ordens para a irmã porque esta é a minha função. No blog Childwise Chat, a autora apelidou esse comportamento típico de filhos mais velhos de "a síndrome do terceiro pai". Eu acho que tem bem a ver mesmo, pois a Nicole é naturalmente mandona!!

Bem, acho que por hoje é só! Quem quiser ler updates passados, é só clicar num dos links abaixo:

11 meses de Alícia!
10 meses de Alícia!
9 meses de Alícia!
8 meses de Alícia!
7 meses de Alícia!
6 meses de Alícia!
5 meses de Alícia!
4 meses de Alícia!
3 meses de Alícia!
2 meses de Alícia!
40 dias de Alícia!

sábado, 19 de maio de 2012

11 de meses de Alícia!

Uau, uau, uau - daqui exatamente 1 mês, a Alícia completa um ano de vida!

Às vezes quando paro pra pensar, fico perplexa. Não dá para acreditar. Falar isso já se tornou chavão, eu sei, mas não tem como não repetir: PASSA RÁPIDO!

É... pensando bem, preciso admitir que houve dias hiper looongos e fases que pareciam difíceis demais, e eu - uma mãe exausta - torcia para que passassem logo!

Mas, no fim das contas, não é que a parte ruim perde importância em relação à boa?!

Hoje vou contar um pouquinho das novidades do último mês.

Rotina: Sono > Alimentação > Atividades
A Alícia continua se alimentando bem. Há dias que ela parece não ter muita fome e por isso come menos, mas eu aprendi a considerar a ingestão de três dias seguidos e não me preocupo à toa. Ela toma 2-3  mamadeiras e faz 3-4 refeições por dia. Apesar de não ter nenhum dentinho sequer (apenas manchinhas brancas que dá pra ver pela gengiva), ela come muito bem sólidos com pedacinhos. Eu costumo cozinhar legumes e congelar papinhas de sabores diferentes (com carne, frango, peixe, macarrão etc.), daí às vezes amasso arroz e feijão com o garfo e misturo à papinha pronta que descongelei e ela come tudo!

O sono dela também vai ótimo. Ela dorme 11 horas por noite e tira duas boas sonecas durante o dia, uma de manhã (de 3 horas) e outra à tarde (de 2 horas). Eu procuro "proteger o sono" das minhas duas filhas, principalmente da Alícia neste 1º. ano de vida, pois sei o quanto isto é importante! Isso significa que sim, recuso alguns convites de sair à tarde/noite pensando no bem delas e sim, tenho uma vida social mais limitada em relação à vida que levava antes de casar ou ter filhos. Eu sei que algumas pessoas não entendem ou concordam, mas paciência! Definitivamente não vou a extremos, sou flexível na medida do possível e abro exceções ocasionalmente (principalmente de final de semana!) e também não acho ruim que seja dessa maneira porque aceito que é uma fase e a minha missão no momento.

Já dizia o ditado: "Não dá para se ter o melhor de dois mundos". A lógica é simples: para que algo seja prioritário, algo precisará ser secundário.

Mas voltando à rotina, o dia da Alícia atualmente está mais ou menos assim:

6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (dura até 3 horas)
11:00 - Almoço
11:30 - Brincar no tapete na sala
12:00 - Balanço / Pula-pula
12:30 - Livre (quando a irmã chega da escola e almoça)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Mamadeira e/ou lanche de fruta
15:30 - Cercadinho no quintal (sozinha)
16:00 - Assistir a desenhos com a irmã
16:30 - Brincar com a irmã e a mamãe
17:00 - Jantar
17:30 - Livre (geralmente na sala)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir

Preciso ressaltar que há dias em que ela acorda antes do horário de comer. Eu analiso a situação antes de decidir o que fazer. Avalio o contexto e algumas vezes insisto para que ela volte a dormir. Pelo tipo de choro eu sei quando é manha e, neste caso, quero que ela "entenda" que quem decide é a mamãe e que não adianta chorar pra me convencer. Outros dias, como aconteceu ontem, eu percebo que ela está com fome "antes da hora" (porque deve estar passando por um impulso de crescimento) e, nesses casos, é óbvio que eu a alimento. Ontem mesmo, tivemos de adaptar a rotina porque ela almoçou às 10:00.

Outro comentário é que as nossas tardes são as mais difíceis PARA MIM. Eu já estou cansada (porque o meu dia começou bem cedo!) e as meninas acordam da soneca por volta das 15:00 e 16:00 super dispostas. Até tenho pensado seriamente e já conversei com o meu marido sobre isto que, se eu quiser ser uma boa mãe, esposa, (etc e etc,), PRECISO começar a ir pra cama por volta das 21:00. Haja pique, viu!

Doença
A Alícia não fica muito doente. De vez em quando ela pega um resfriado, fica com o nariz entupido, com tosse ou algo do gênero, mas - não sei exatamente o porquê e talvez seja só uma impressão - os sintomas não aparecem tão forte ou não acontecem com a mesma frequência que acontecia com a Nicole. Por causa do contato com a irmã que vem da rua todos os dias talvez ela tenha desenvolvido uma imunidade maior? Ou será porque eu, sendo mãe de 2a viagem,  me estresso menos nessas ocasiões e já sei lidar melhor com a situação (como medicar, o que observar, essas coisas)? Engraçado que, na minha lembrança, após o 8º ou 9º. mês, a Nicole ficava doente todo mês e cada vez ficava uma semana inteira comendo quase nada!

Com a Alícia não, os resfriados pouco prejudicam a alimentação, mas alteram a rotina porque o sono dela fica mais picado - ela acorda antes e, cansada, fica manhosa. Nos três dias que antecederam o Dia das Mães (quinta a sábado da semana passada), ela pegou uma virose muito estranha. Digo estranha porque ela não teve sintoma nenhum - como diárreia, perda de apetite, tosse, coriza etc. - apenas febre. Eu a mediquei com paracetamol e ibuprofeno praticamente a cada 4 horas (intercalando entre eles) para controlar a temperatura e isso durou três dias. No terceiro dia a febre finalmente cessou! Como era final de semana, se ela não tivesse parado, eu a teria levado ao pronto socorro. Mas, se fosse durante a semana, a orientação do pediatra delas (com quem me comunico por email e mantive a par do que estava fazendo) é levá-las ao consultório para serem examinadas por ele (se depois de três dias a febre persistir). Normalmente ele pede que não levemos as meninas ao pronto socorro e eu gosto dessa postura. Na época da Nicole, qualquer coisinha eu já saía correndo para o pronto socorro sem necessidade (por exemplo, quando era o 1º ou 2º dia de febre). Além de frustrante para nós pais e cansativo para o bebê doente (por causa da viagem), a visita ao médico plantonista do hospital era pouco esclarecedora porque não havia muito que eles pudessem fazer, além de receitar remédio para abaixar a febre ou então espetar a criança pra fazer exame de sangue.

Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
Falei no último post que a Alícia havia ganhado mobilidade e tenho pensado nos diferentes conceitos de "andar" e "engatinhar" que as mães têm. Tenho percebido que cada pessoa define essas palavras de uma forma bem diferente. Quem nunca ouviu que bebê tal começou a andar com 8 ou 9 meses e todos ficam "óhhhh"?! Bem, eu tenho uma definição bem particular. Engatinhar, na minha visão, é diferente de se rastejar, de andar sentado (arrastando o bumbum) ou de se locomover simplesmente (de qualquer outra forma criativa que os bebês inventam para chegar ao lugar que desejam). Engatinhar pra mim é engatinhar no sentido mais tradicional possível, com os dois joelhinhos e braços no chão!

E andar também. Esta semana estava na sala de espera de um consultório médico e uma mãe com uma bebê de quase um ano perguntou se a Alícia já estava andando. Como para mim "andar" é caminhar de um lado a outro sem qualquer apoio, eu respondi que não. Daí ela falou orgulhosa que a filha dela já estava andando havia quase 1 mês. Eu disse: "Mas ela anda como? Se você colocá-la no chão agora, ela anda de uma parede a outra deste corredor?" ao que ela me respondeu: "Não, mas ela anda assim: em casa ela engatinha até o sofá, fica em pé e anda (segurando) até o lugar onde quer chegar". E eu respondi: "Ah, isto a Alícia também faz, rs".

O que eu acho engraçadinho é que a Alícia engatinha do jeito mais tradicional possível e começou cedo - e o motivo é provavelmente que eu a deixei se desenvolver no ritmo dela (com pouca interferência). Diferente da irmã que por muito tempo "engatinhou com uma perna só". Na verdade, a Nicole queria tanto "andar" (porque eu a incentivava pra isso) que não gostava de ficar no chão, queria só ficar em pé. E quando me perguntam quando a Nicole começou a engatinhar (daquele jeitinho "certo" que descrevi acima), eu considero que foi apenas algumas semanas (quase 1 mês) antes dela oficialmente aprender a andar (quando ela deu seus primeiros passos sozinha, sem segurar em nada), o que aconteceu dias depois de fazer um aninho. Isto de acordo com a minha visão super rigorosa de engatinhar e de andar porque é claro que ela já se locomovia de um lado para o outro bem antes disso!

Pra ser sincera, fiquei desanimada ao refletir sobre o que escrever na atualização de hoje porque não tenho sido consistente em tudo o que gostaria! A Alícia é muito inteligente, mas eu não tenho insistido para que ela aprenda a linguagem de sinais como fiz com a Nicole que, nesta idade, eu acho que já sinalizava "obrigada". Na verdade, não tenho certeza se ela o fazia com 10 pra 11 meses, mas com 11 pra 12 meses sim (leia mais aqui)! E eu até sei qual é o meu erro. Eu deveria estar ensinando um sinal de cada vez e repetindo-o o tempo todo, mas não faço isto porque estou sempre fazendo tudo correndo. Às vezes uso "por favor" e às vezes o "obrigada" na hora das refeições, mas não com a frequência necessária. Também não tenho feito o "tempo no tapete" (para ela se acostumar a respeitar os limites invisíveis e praticar a obediência) exatamente todos os dias. Preciso me esforçar mais pra ser proativa em vez de ser levada pelas situações do dia-a-dia.

Não poderia encerrar este post reforçando o quanto bebês dessa idade já são capazes de raciocinar. Bobos somos nós quando pensamos que criança dessa idade é bobinha! Vou dar dois exemplos reais que mostram como mesmo uma bebê tão linda e fofa como a minha Alícia é capaz de artimanhas criativas para conseguir (ou pelo menos tentar!) o que quer. Os dois aconteceram nesta última semana.

1º exemplo: Vesti a Alícia depois do banho dela e coloquei-a pra brincar no cercadão da sala antes de voltar ao banheiro e vestir a Nicole que estava no chuveiro. Chegando lá, me dei conta de que não tinha tudo que precisava; portanto saí do banheiro e passei pela sala novamente pra ir até o quarto delas. Quando me viu, a Alícia, que estava quietinha brincando, ficou toda eufórica. Deu aquele sorriso radiante quando eu olhei pra ela e joguei beijo. Mas foi só eu passar reto, que ela começou a protestar porque não conseguiu o que queria (que eu fosse lá brincar com ela). Na volta do quarto ao banheiro, a cena se repete. Ela joga todo o charme com aquele sorriso lindo pra me convencer a ir lá dar beijocas nela, mas quando eu passo reto porque a outra filha está esperando, ela chora em protesto, pedindo pra eu voltar!

2º exemplo: Depois de tomar a mamadeira da noite, está na hora de colocar a Alícia na cama pra dormir. Em algumas noites, ela não concorda que está na hora porque quer brincar mais. Na verdade, essa história já aconteceu repetidas vezes, não foi só nesta semana não! Eu a coloco no berço, dou a Nana (boneca de pano que ela abraça pra dormir) e a cubro com o lençol. Muito ágil, ela resmunga e imediatamente rola de barriga pra baixo para mostrar que quer levantar (e se eu for lenta na reação, ela consegue!). Então eu digo não, repito que está na hora de dormir e a deito novamente na posição de dormir. Das primeiras vezes, ela insistia até que eu comecei a segurar as perninhas dela para imobilizá-la na intenção de mostrar que levantar não seria permitido. (Aqui cabe um parêntesis: em algumas ocasiões, confesso que "desencanei" e saí do quarto mesmo sabendo que ela levantaria porque as minhas costas estavam doendo de ficar inclinada para segurá-la deitada no berço, rs!) Veja que incrível: após alguns episódios assim, ela começou a adotar outra estratégia. Ao deitá-la, ela ficava quietinha na posição de dormir (abraçando a Nana e com o dedão na boca) e era só eu virar em direção à porta pra ela rolar de barriga pra baixo e ficar de pé! Como pode uma bebê de 10 meses e pouco já ter noção do que é burlar as regras?

Pra terminar, vou compartilhar um vídeo da minha gatinha caçula brincando sozinha no cercadinho. Ela estava no quarto com a porta fechada e meu marido fez a filmagem pela janela sem ela perceber. São apenas alguns segundos, mas já dá pra ver como ela fica concentrada, explorando um brinquedo por vez - ainda que seja algo tão simples quanto uma bola-chocalho.


Por hoje é só, um abraço!

Beijos, Talita