Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

terça-feira, 20 de março de 2012

9 meses de Alícia!


Hoje a Alícia completa 9 meses e estou aqui para falar um pouco sobre como foi o último mês. Apesar do cansaço no fim de cada dia (sempre!), posso dizer que a nossa vida em casa está mais gerenciável e, por isso mesmo, mais tranquila e prazerosa. Sinto que estamos numa época de calmaria e isto é muuuuito bom! Nessa fase tem sido possível variar mais o programa quando queremos passear ou saímos para visitar outras famílias, o que é bem gostoso! E à medida que as meninas crescem e se desenvolvem, elas podem interagir mais e se divertirem juntas.

Rotina: Alimentação e Sono
Na alimentação, continua tudo ótimo! A Alícia tem 4 a 5 refeições por dia: café da manhã, às 6:00/6:30, almoço às 10:30/11:00, lanche da tarde às 14:30/15:00, jantar às 17:30/18:00 e leitinho antes de dormir, por volta das 19:00/19:30. Tenho cogitado uma mudança de horários na rotina da Alícia, mas ainda estou estudando as opções pra ver o que atenderia melhor as necessidades da família. O objetivo é que as meninas almocem juntas, mas a Nicole só chega da escola por volta das 12:15 e para a Alícia conseguir ficar até esse horário sem comer, eu precisaria dar um lanche para ela no meio da manhã.

O problema é que isso atrapalharia o sono dela e hoje o sono da manhã é o mais longo e mais restaurador de todos (ela acorda ótima). A casa fica em silêncio e eu também aproveito esse tempo para trabalhar. Se eu encurtar a soneca da manhã para ela lanchar (digamos que às 9:30) e ela não voltar a dormir até após o almoço, pode ser que isso atrapalhe na alimentação e ela tenha dificuldades para "se comportar" (assim como nós adultos, crianças cansadas ficam mal-humoradas!). Por outro lado, TALVEZ isso resulte numa soneca mais longa no período da tarde - junto com a irmã que dorme por 2 horas e meia a 3 horas na maioria das vezes. Hoje a Alícia tem tirado duas sonecas à tarde. A primeira de 1 hora e meia (geralmente ela acorda antes da irmã e eu corro para tirá-la do berço para não atrapalhar o sono da Nicole) e a segunda, logo antes do jantar, bem curta de 30 a 40 minutos.

Eu detaquei o "talvez" porque sinceramente não é o que acontece aos domingos quando a soneca da manhã da Alícia se resume aos 30 minutos dentro do carro antes de chegarmos à igreja (e depois os 30 minutos da volta). Ela fica no berçário da igreja das 8:30 até o horário de almoçar (às 10:20) e não dorme nada! Saímos de lá às 11:00 e, totalmente baqueada, ela capota no carro, despertando ao chegar em casa. Resultado: ela só vai para cama de novo depois que toda família almoçou e é a hora da siesta, hehe! Apesar de ter dormido por no máximo 1 hora de manhã (a ida e a volta da igreja), nem sempre ela tira uma soneca mais longa à tarde para compensar porque sleep begets sleep! Mas pode ser apenas falta de costume já que domingo é um dia atípico.

Fiz a transição para o desmame durante todo o último mês, dando o peito duas vezes ao dia (manhã e tarde) e a mamadeira uma vez ao dia (noite). Agora que ela completou 9 meses eu quis parar de vez com o leite materno e comecei a dar apenas a mamadeira. Mas acho que a mudança brusca não foi uma decisão muito acertada! Como fiquei com as mamas doloridas (com leite), voltei atrás e ainda dou o peito uma vez ao dia para esvaziá-las. Farei isso até quando for necessário, mas acho que não vai passar de alguns dias (talvez uma semana).

Rotina: Atividades e Desenvolvimento
Não há grandes novidades para relatar: a Alícia tem se desenvolvido bem, é um bebê curioso, ávido por querer engatinhar e sabe muito bem espernear, reclamar quando algo não está do seu agrado. No geral ela é bem sossegada, come bem, dorme bem, gosta de atenção e, claro, de colo! Como ela tem ganhado cada vez mais mobilidade e a todo momento tenta se apoiar nas coisas para ficar de pé, optamos por descer o nível do colchão no berço dela no início do último mês. Talvez tenha sido um pouco cedo para isso, mas antes cedo do que tarde!

Como já mencionei em outros updates, queremos estimular a independência desde bebê e às vezes damos preferência a alimentos que a possibilitem se alimentar sozinha. Dar o garfo na mão dela não é um costume, mas um dia meu marido inventou de dar pedaços de banana para a Alícia comer com o garfo de plástico e ela soube exatamente o que fazer com ele! Filmamos as meninas nesse dia, vejam:



Um dos meus objetivos atuais tem sido insistir para o tempo de brincar independente da Alícia. Até certo ponto com a Nicole era mais fácil pois, sendo filha única, ela passava muitos momentos do dia sozinha. Ainda assim, havia épocas em que a Nicole "se rebelava" contra o cercadinho - na verdade era uma "relação de amor e ódio"! E tem sido assim também com a Alícia: o "ódio" se manifesta de terça-feira. Depois de passar o fim de semana e a segunda-feira (o dia em que a levo para a empresa comigo) de colo em colo, recebendo muita atenção das pessoas, brincando com o papai e a irmã, chega a terça-feira de manhã e agora somos só a mamãe e a bebê em casa. E a mamãe precisa trabalhar, então a bebê precisa ter o momento de brincar independente. Ela reluta no primeiro dia, chora brava, mas eu insisto em pelo menos 20 minutos para ela entender que é a mamãe que decide e quem sabe o que é melhor para ela. O "amor" desabrocha na quarta-feira, quando ela já aceita o cercadinho feliz e passa 40 min (ou mais) brincando nele. Tudo é uma questão de costume e disciplina. Além da persistência, é preciso ter flexibilidade e estratégia para fazer algumas mudanças que ajudem no processo. No meu caso, foi tirar o cercadinho da sala e colocá-lo no quarto, assim o ambiente fica totalmente isolado (é só fechar a porta) e ela consegue se concentrar mais facilmente. Se seu bebê não tem o hábito de brincar sozinho por alguns períodos durante o dia, saiba que os resultados realmente compensam todo o esforço de começá-lo ainda que tarde!

sexta-feira, 9 de março de 2012

2 anos e 6 meses de Nicole!


Hoje vim falar sobre a Nicole - a minha princesa mais velha que completou 2 anos e 6 meses há dez dias. Infelizmente, o último post dedicado a ela foi há mais de 1 ano! Com a segunda gravidez e depois os desafios que vieram com a chegada da caçula, eu não consegui organizar o meu tempo para escrever todo mês sobre as duas. Uma pena, pois nesse período vivemos muitos aprendizados e eu amaria ter registrado tin-tin por tin-tin tudo o que aconteceu - o que ela aprendeu e também nos ensinou, os episódios engraçados, as viagens que fizemos, as situações que nos preocuparam, as decisões difíceis que tivemos de tomar. Mas não deu, então estou aqui hoje para fazer um resumão dos principais pontos do último ano de vida dela!

Rotina - Alimentação, Atividades e Sono
A Nicole acorda por conta todas as manhãs - sempre por volta das 6:00 - mas ela ainda não tem permissão de sair da cama sozinha, então quando acorda ela nos chama. Eu a busco e trago para o nosso quarto onde ela toma o seu leitinho enquanto eu amamento a Alícia. Ela está habituada a dormir na cama (com grades) desde + ou - 1 ano e 7 meses, antes da irmã que iria precisar do berço nascer. Eu fiz a mudança cedo para minimizar a possibilidade de situações que pudessem gerar ciúmes nela. Depois do banho e café da manhã, o pai a leva para a escola às 7:50.

Ela fica na escola das 8:00 às 12:00 e eu mando um lanchinho - geralmente uma fruta picada, suco natural (ou yakult) e mais alguma coisa (castanhas, danoninho, cereal, bolo ou biscoito). No momento achamos que ela é muito nova para vir de transporte escolar, por isso vou buscá-la de ônibus na hora da saída. É bem pertinho de casa, então às 12:15 já estamos de volta. Se ela viesse de transporte escolar chegaria somente às 12:35, acho muita diferença! Assim que chega, tiro o uniforme e lavo suas mãos para almoçar. Ela é bem devagar para comer - mastiga, mastiga e mastiga mais um pouco, rsrs. Às vezes parece que não vai engolir nunca, principalmente se tiver pedaços maiores de carne, por isso tudo precisa estar bem cortadinho. Depois eu escovo os dentes dela, coloco-a para fazer xixi e ela vai pra cama tirar a soneca da tarde - de 13:00 até 16:00, mais ou menos. Nem sempre ela dorme por 3 horas seguidas, mas é uma média e dá para dizer com segurança que é o que acontece em pelo menos 65% das vezes.

Depois da soneca, eu dou algum lanche leve. Às vezes ela pede leite, ou danone, ou uma fruta. Eu não deixo ela encher muito a barriga nesse horário porque jantamos cedo aqui em casa. As atividades depois da soneca variam muito, deixo-a brincar livremente no cantinho especial para isso na sala (ela gosta de montar quebra-cabeças, brincar com massinha de modelar, fazer comidinha com as panelinhas) ou então lá fora, levando a boneca para passear no carrinho, brincando de bola ou com a motoca. Ela gosta muito de correr, pular e fazer piruetas, imitando uma bailarina, e não costuma brincar quietinha não. Pelo contrário, é bem tagarela e quer me mostrar tudo o que ela está fazendo. Também gosta de interagir com a irmã e fazê-la dar risada.

Às 18:00 (ou antes) ela janta e como no almoço é aquela demora para terminar a refeição. Ela já melhorou pra comer - de 1 ano até completar 2 anos foi uma época difícil - e não é mais a "picky eater" de antes. Pelo menos agora ela come um pouquinho de tudo - inclusive saladas e legumes refogados. Mesmo que não goste ou não queira experimentar algo novo, eu explico que ela precisa obedecer. Ela usa aquele babador de plástico com bolso para não cair tanta comida no chão. Antes ela fazia questão de comer sozinha, mas hoje como vê a gente dando comida na boca da Alícia, ela quer o mesmo tratamento e algumas vezes pede para darmos comida na boca dela.

Depois da janta já é praticamente hora de ir pra cama de novo. O horário-limite é 19:30 porque quero que ela tenha pelo menos 10 horas de sono ininterrupto à noite, mas temos de começar a preparação para dormir às 19:00 - envolve tomar banho novamente (quando preciso), escovar os dentes, usar o banheiro, ler um livro ou assistir a algum desenho (DVD). Ela toma um leitinho com chocolate também, se pedir. Na hora de dormir, a rotina é colocar as meninas no quarto, ligar o ventilador, sair e fechar a porta para elas ficarem totalmente no escuro. Elas dormem independentemente. Às vezes, a Nicole fica tagarelando com as bonecas e a Alícia chora (acho que porque quer brincar também, rs). Quando isso acontece, tiramos a Nicole do quarto para discipliná-la porque ela sabe que hora de dormir é hora de silêncio. Principalmente quando a Alícia já está no quarto dormindo (alguns dias colocamos ela para dormir uns 20-30 min antes da Nicole), ela precisa aprender a respeitar a irmã e o espaço que elas dividem.

Escola
Este ano a matriculamos numa escola nova. Foi uma decisão difícil porque sabíamos o quanto a Nicole gostava da professora anterior, mas a coordenação e a escola em geral estavam deixando a desejar em certos aspectos - principalmente nos quesitos organização e comunicação com os pais, o que inevitavelmente começou a gerar certas desconfianças da minha parte sobre a execução dos objetivos propostos para o desenvolvimento das crianças também. Eu não queria tirar a Nicole de lá porque era uma escola bilíngue, com alimentação inclusa e ficava bem próximo de casa. Ah, e tinha natação dentro da própria escola, o que achava ótimo. Cheguei a procurar a coordenação algumas vezes para externar minhas preocupações na esperança de ter a confiança na escola recobrada. Estava desejosa de ser convencida a ficar. Mas não foi o que aconteceu. E como a mensalidade iria aumentar consideravalmente de um ano para o outro, eu pesei o custo-benefício e decidi que não valia mais a pena insistir para manter a Nicole lá.

A adaptação na nova escola foi melhor do que eu imaginava. Até hoje não teve um dia sequer que a Nicole não tenha ido feliz para a escola. Agora ela tem mochila, lancheira e vai toda mocinha para a escola de uniforme (que fica enorme nela!). E nos fins de semana ela fica perguntando se vai para a escola também. Enfim, está sendo uma experiência muito positiva para ela.

Ela entrou no Mini-Maternal, pois só vai completar 3 anos depois de 30 de junho. Já a Alícia faz aniversário antes e por isso, quando estiver em idade escolar, vai estar apenas um ano abaixo da irmã. Eu acho isso curioso, pois elas têm 1 ano e 10 meses de diferença de idade (quase 2 anos)!

Linguagem
Essa área está sendo um grande desafio para nós. Não temos sido constantes em falar em inglês 100% do tempo em casa (por preguiça mesmo) e como agora ela está indo para uma escola brasileira, ela quer falar português o tempo todo. Durante boa parte do tempo em que estamos juntas, eu fico traduzindo para o inglês tudo o que ela diz em português e peço para ela repetir. Toma tempo e precisa ter determinação! Há alguns dias eu arrisquei pedir para ela traduzir sozinha e não é que deu certo? Ela sabe traduzir, ela entende o que é um idioma e o que é outro. Fiquei feliz porque pensei que com essa idade ela ainda não seria capaz de distinguir!

Claro que as traduções dela ainda são imperfeitas, às vezes ela traduz apenas uma palavra e fala todo o resto em português. Fica engraçado e não é incomum ela dizer frases do tipo: "Pode jump, mamãe?". Eu sei que a culpa toda é minha, eu misturo muito os idiomas. Preciso me policiar mais e espero que eu não prejudique a capacidade de comunicação de minha filha!

Uma outra mudança positiva este ano foi que nos tornamos membros de uma igreja onde se fala inglês. A Nicole frequenta uma sala especial para crianças de 2 anos e meio e 3 anos (acabou de ser promovida para lá) e é muito bom para ela! Ela gosta, vai feliz e, além de ajudá-la na fluência do inglês, ela ouve histórias de Deus - algo muito valioso. Domingo passado no carro voltando para casa da igreja, ela estava nos contando o que tinha aprendido. Apontou na lição do dia o anjo em frente ao túmulo de Jesus e disse "He's alive!" ("Ele está vivo!"). Achei o máximo!

Disciplina e Obediência
Taí outro grande desafio! Progredimos bastante nessa área de um ano pra cá, depois que li e comecei aplicar muitos dos princípios do livro "Pastoreando o Coração da Criança" de Tedd Tripp. Clique aqui para saber mais. Estou contente com os resultados, mas sei que ainda temos muito pela frente, pois é um processo de aprendizado para a Nicole e para nós, os pais.

Ainda erro algumas vezes quando deixo passar desobediências que não deveria ou quando repito a mesma instrução muitas vezes - com isso estou acostumando-a a esperar pela segunda, terceira ou quarta vez antes de obedecer, o que, evidentemente, deixa qualquer mãe irada e mais propensa a gritar com a criança ou cometer erros piores. Outra dificuldade é o constrangimento da desobediência em público -dá uma vontade de fazer vista grossa e fingir que está tudo bem! Mas para o próprio bem da minha filha, sei que não posso e tenho aprendido a superar o desejo de ignorar a desobediência ou mal-criação, levando-a para um cantinho (ou outro ambiente fora dos olhares) para falar bem sério olhando nos seus olhos e lembrando-a de quais serão as consequências caso ela insista em desobedecer. Às vezes tudo o que a criança precisa mesmo é ser tirada do calor da situação para recompor o foco e conseguir obedecer.

Na fase em que a Nicole está, ela não sabe brincar muito bem com outras crianças ainda (estou batendo na tecla de que ela precisa compartilhar seus brinquedos!). Por isso, quando vamos visitar alguém, eu me esforço para aplicar a educação diretiva (conforme ensinada pelo "Educação de Filhos À Maneira de Deus" de Gary & Anne Marie Ezzo), ou seja, já adianto para ela no caminho o que ela deve fazer quando chegar lá. Eu explico que ela vai cumprimentar as pessoas, sorrir, dar um beijo e que só vai brincar com os brinquedos que a amiguinha oferecer para ela, que ela não vai sair pegando o que quiser pela frente, e que ela vai obedecer a mamãe. Falo tudo com antecedência e faço questão de que ela olhe nos meus olhos e diga que entendeu.

Outro fator que influencia drasticamente na capacidade dela de prestar atenção e obedecer é o cansaço. Ela desobedece muito mais quando pula a soneca da tarde -num domingo em que estamos fora de casa, por exemplo. Então eu preciso redobrar a atenção nesses casos e ajudá-la a ficar mais calminha. Se eu deixá-la solta demais, ela normalmente fica mais desajeitada, caindo à toa, chorando por besteira (com aquela voz bem irritante, forçando o choro), bem manhosa. Aliás, uma das regras que instituímos em casa é que não é permitido choramingar para conseguir as coisas. Eu explico que ela sabe falar e que ela não precisa pedir chorando. Ela estava indo muito bem... até a irmãzinha nascer! Hoje é uma área em que eu estou tendo de constantemente corrigi-la novamente porque não quero perpetuar este terrível hábito de manipulação, mas eu tento dosar firmeza com amor porque sei que é típico da idade e das circunstâncias atuais.

Um exercício que eu aprendi a fazer em casa é não lhe dar muitas liberdades para tomar suas próprias escolhas. Faz parte do treinamento para ela aprender a submissão. Algumas decisões, como escolher com qual colher vai comer ou que babador vai usar, são inofensivas e não faria mal deixá-la nas suas mãos, mas eu limito as áreas em que ela pode decidir sozinha para ela treinar a obediência. Quando ela reclama e diz que quer vestir outra roupa, eu reforço que quem escolhe o que ela vai vestir sou eu e ajudo-a a lidar com a frustração, pois faz parte da vida aceitar o "não". Claro que não vai ser assim para sempre, daqui um tempo eu acredito ela vai ter maturidade e vai conquistar sua liberdade aos poucos. Os Ezzos chamam isso de criar dentro do funil. Foi uma das dicas mais valiosas que aprendi nos últimos tempos!

Um pensamento final antes de concluir este post: Tenho pensado muito sobre o que significa ensinar minha filha no caminho em que ela deve andar e refletido que esse "caminho" inclui tudo, inclusive o respeito e a honra aos pais. Às vezes quando ela tem uma reação negativa à nossa instrução ou correção (bate o braço em ira ou quer mostrar a língua, por exemplo), eu fico perplexa e a minha primeira reação é indagar como ela tem coragem de ter uma atitude dessas, aos meus olhos era tanta ingratidão que me deixava com raiva. Ouvindo uma palestra sobre criação de filhos no fim do ano passado, aprendi que na idade da Nicole (e até aproximadamente os 4 anos de idade), a criança ainda não sabe tomar decisões morais. Em outras palavras, ela não sabe distinguir entre o certo e o errado. Ruminei esse conceito por muito tempo até me cair a ficha que honrar assim como obedecer são decisões morais. Sim, a criança tem inclinação para o pecado, mas não é algo consciente. Depois de entender isso, ficou muito mais fácil ensiná-la que ela precisa me respeitar, sem levar para o lado pessoal, ficar indignada ou querer dar o troco!

Hoje, se ela ameaça uma atitude de deshonra ou de desrespeito, não deixo mais isso me afetar emocionalmente. O que faço é simplesmente segurar no seu rosto com as duas mãos, olhar nos seus olhos e com carinho dizer que ela não pode fazer isso e que precisa respeitar a mamãe (ou o papai) - como faria com qualquer outra lição que eu quisesse transmitir a ela.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

8 meses de Alícia!


Minha princesinha mais nova completou 8 meses ontem!

A novidade desse último mês é que tiramos a chupeta! No último post eu comentei que queria tirá-la, mas que ainda não tinha um plano definido sobre como deveria fazê-lo. Bem, aconteceu após uma sucessão de situações, e o processo foi mais simples do que imaginei.

Leia sobre esse e outros detalhes logo abaixo.

Tirando a Chupeta
Na semana que antecedeu o início das aulas da Nicole, as duas pegaram um resfriado. Na Nicole foi mais leve, só estava com o nariz escorrendo e melhorou dentro de poucos dias, mas a Alícia ficou muito "entupida" e teve febre. Conclusão: doentinha, ela ficou mais sensível e manhosa. Na terça-feira da semana seguinte, como achamos que ela estava melhor, a levamos para tomar a vacina que já estava atrasada. Aparentemente isso a deixou ainda mais sensível e chorona. Como os dias estavam muito quentes, dormir à noite não estava sendo fácil. O mal-estar por causa do calor afetou todos nós. E para completar o quadro, ela começou a fazer cocô muitas vezes por dia (de três a cinco). Engraçado que quando eles estão assim, com mal-estar ou doentinhos, a gente mima mais - pega mais no colo, não deixa chorar pra nada e faz todas as suas vontades! Acho que foi exatamente o que eu fiz, porque nos dias seguintes eu comecei a perceber que ela não queria mais voltar à rotina normal - não queria mais saber de brincar sozinha! Não importa onde eu a colocasse, ela já abria o bocão fazendo aquela carinha de magoada (com o beicinho de fora), sabem? Então eu me perguntava: Será que é o calor? Será que é dor no corpo por causa da gripe? Será que é por causa da vacina? Fui aliviando os sintomas como podia, dei paracetamol, liguei o ventilador, deixei a janela do quarto aberta, tirei a roupinha, dei líquido e também colo. Até desconfiei que pudesse ser algum dentinho pra nascer e passei pomadinha pra aliviar alguma irritação na gengiva. Mas ela continuou estranha, fora do seu comportamento normal.

Na sexta-feira daquela semana minha sogra veio para passar o fim de semana conosco. A Alícia continuou com comportamento atípico - inclusive estranhando as pessoas e querendo só a mamãe. Nas duas noites em que minha sogra dormiu em casa, ela acordou algumas vezes durante a noite. Talvez porque perdia a chupeta e não conseguia voltar a dormir sozinha, ou então porque estava muito quente mesmo, vai saber! O fato é que fazia muito tempo que não tínhamos esse problema de ter de acordar de madrugada para atendê-la! Num dos dias chorou tão brava e incomodada que até acordou a irmã com quem divide o quarto. O ápice foi a noite seguinte.

Na terceira noite, do domingo pra segunda, aconteceu de novo. Ela acordou chorando. Meu marido precisou ficar um tempão com ela no colo, até que ela finalmente dormiu (sem chupeta!). Achei realmente muito estranho três noites seguidas acordando de madrugada. Seria tão mais fácil se nessa idade eles já pudessem falar para nos dizer qual é o problema, não é mesmo?! Analisando a situação no dia seguinte, vimos que talvez a vilã pudesse ser a chupeta. Será? Queríamos ter tirado a chupeta há algum tempo e vimos que essa era a oportunidade de fazê-lo. Já que era pra aturar choro, então que fosse sem a chupeta (já que nem ela estava aliviando).

Segunda-feira de manhã: na 1a soneca do dia, ela chorou por 1h até conseguir dormir. Eu já imaginava que seria assim. Entrei no quarto de 20 em 20 min, para ajudá-la a se acalmar. O que normalmente faço é pegá-la no colo - além de conversar, canto ou oro um pouco com ela. É um processo cansativo para nós duas (e quem mais estiver por perto ouvindo o choro) mas eu acho que, no fim das contas, o sacrifício compensa.

Quando ela finalmente dormiu naquela manhã, foi um sono longo e restaurador - ela tirou uma soneca de praticamente 3 horas! E acordou feliz. Normalmente eu não a deixaria dormir tanto numa soneca, mas considerando que a noite havia sido difícil, eu sabia de que ela precisava desse soninho a mais. E compensou, como ela estava bem descansada, a choradeira na hora de tirar a 2a soneca sem chupeta durou 14 min (contados!). A choradeira para 3a soneca foi curta (uns 10-15 min, não contei), à noite voltou a ser difícil porque era o horário de dormir da Nicole também e tive um momento enlouquecedor (durou 1h) com as duas chorando ao mesmo tempo. Filme de terror! Meu marido sai de segunda-feira à noite pra jogar basquete e era uma daquelas noites insuportavelmente quentes. Mas sobrevivi e às 20:40 a paz já reinava novamente em nosso lar.

No segundo dia o milagre: ela adormeceu sem nenhum resmungo sequer na 1a soneca! Depois à tarde chorou um pouquinho, por erro meu pulamos a soneca do fim do dia e, talvez por isso, à noite ela voltou a chorar bastante. À noite é sempre o maior desafio - e a última sonequinha do dia (antes do jantar) é importante ainda para ela poder ficar bem descansada, mas como é bem o horário em que a Nicole está acordada e "a todo vapor", às vezes a mamãe aqui falha em insistir para que a caçulinha vá para o berço descansar no horário certo. E a gente paga o preço por essas falhas. Como os Ezzos dizem no curso do livro "Nana Nenê": Quanto mais a criança dorme, mais ela vai dormir; quanto menos ela dorme, menos vai dormir (em inglês: "sleep begets sleep"). O 3o dia foi praticamente igual ao segundo: pouco ou nenhum choro durante o dia, e muito choro à noite - por causa do calor e o cansaço adicional de não ter tirado a última soneca.

E do quarto dia em diante, ficou tudo mais fácil. Estávamos livres da chupeta! Fiquei contente por esse hábito que eliminamos - hábito principalmente meu que quando queria que ela dormisse e parasse de chorar usava a bendita PACIFIER, hehe! A chupeta é muito útil sim, mas vicia as mamães. = )

Hora de Comer
Continuamos com a rotina de 4 horas - agora com 2 refeições sólidas (almoço e janta) e 3 líquidas (ao acordar, após a soneca da tarde e antes de dormir). Algumas vezes eu dou fruta após o leite da tarde, ou como sobremesa após as refeições principais - mas não é uma regra, depende muito das circunstâncias. Ela come bem e não recusa nenhum alimento. Faz uma caretinha básica quando o sabor é doce, mas logo acostuma e come tudo. Já experimentou vários sabores de frutas, legumes e verduras.

Eu procuro estimular a independência nas meninas. E uma das formas que a Tracy Hogg ensina a fazer isso é dando alimentos que a criança possa comer sozinha. Isso é chamado de self-feeding. Quando estamos à mesa para uma refeição em família (café da manhã e janta), ela nos acompanha e fica, por exemplo, com um pedaço de pão na mão (que vai diretamente pra boca, claro!). Com a Nicole também foi assim, mas agora com a Alícia está mais fácil e seguro porque ganhamos um self-feeder. É uma redinha em que você coloca frutas dentro para o bebê segurar e ficar chupando, sem perigo de engasgar com pedaços pequenos. Se a fruta estiver gelada, serve para aliviar a gengiva em época de dentição também. Faz uma lambaça, haha, mas a Alícia adora!

Se ficou curiosa pra saber como é, clique no vídeo abaixo.
O self-feeder (mordedor) que ganhamos.

Quando saímos, eu normalmente dou papinha pronta da Nestlé, mas desde antes dos 7 meses, se não me engano, ela já come daquelas maiores, apesar da embalagem dizer que é para a partir do 8º. mês, hehe! Faço isso por causa da quantidade, na outra vem muito pouca comida e ela fica com fome. Ah, e o fato de ter pedacinhos de comida não atrapalha em nada! Ela gosta.

Com relação às boas maneira no cadeirão, ela já entende quando é para "sit back" (encostar pra trás) e continuamos insistindo com a linguagem de sinais. Algumas vezes ela bate o bracinho direito e parece que ela está pedindo "please'! = )

Esse é o último mês que pretendo dar leite materno para ela, quero desmamá-la do peito aos 9 meses. O plano é fazer como fiz com a minha primeira filha -substituir uma mamada por vez, para o meu corpo entender que é para produzir menos leite. Ainda não decidi qual das mamadas vou substituir primeiro. Já dei leite em pó para ela algumas vezes - inclusive uma recentemente, e ela não estranhou (o leite e nem a mamadeira, já que suco e água ela toma no copinho).

Hora de Brincar
Depois de encerrado o processo de tirar a chupeta, a Alícia voltou a ter seu período de brincar independente, mas percebo que ela prefere o cercadão do que o cercadinho. O cercadão é um espaço que inventamos em nossa sala. Como em breve ela vai começar a engatinhar (já faz tentativas), fechamos os dois sofás em L contra um canto da parede. No meio tem um tapete, um puff e colchãozinho. É bom também porque ela pratica ficar em pé se segurando no sofá.

Seja no cercadão ou no cercadinho, vou fazendo um rodízio dos brinquedos. Aprendi com os livros dos Ezzos e da Hogg que não deve-se exagerar na quantidade por vez. O ideal é dar opção de 2 a 3, no máximo, para que a criança possa desenvolver a concentração e, de preferência, que não sejam brinquedos do tipo que brinca sozinho. Eu dou um brinquedo na mão dela e os outros coloco no chão ao redor dela, sempre a uma certa distância e numa direção diferente, para que ela tenha um incentivo para querer engatinhar.

A Alícia gosta de ficar em pé e está ganhando prática. Quando está sentada, ela segura no que estiver por perto para tentar se levantar. Confesso que fui uma mãe mais proativa nesse quesito do estímulo com a minha primeira filha. Aliás, se tivesse começado o blog antes e escrito posts mês a mês sobre a Nicole, pode ter certeza de que eles estariam cheios de todos os detalhes do desenvolvimento dela. Eu vibrava a cada conquista! Como mãe de primeira viagem, a gente fica em cima, não quer perder nada do desenvolvimento dos pequenos. Na verdade, acho mesmo que no fundo existe também um receio de que eles não se desenvolvam tão bem ou tão rápido como outros bebês da mesma idade, haha!

Mas depois que você já passou por isso uma vez, você fica mais tranquila. Claro que eu me alegro com cada conquista da Alícia, estou curtindo tudo, as gargalhadas, os sorrisos, os abraços e todas as coisas engraçadinhas que ela faz, a forma como interage com a irmã... mas não fico mais ali no pé dela o tempo todo, ansiosa para que ela aprenda logo algo novo, sabe? Parece que assim estou permitindo que o desenvolvimento dela flua mais naturalmente, no ritmo dela, sem a minha pressão para que ela alcance rápido todos os marcos (rolar, sentar, levantar, falar, etc). Vai ser no tempo dela dessa vez! Bem que dizem que o segundo filho praticamente se cria sozinho, rs.

Hora de Dormir
O sono noturno e as sonecas do dia estão indo bem. Aliás, a nossa rotina está bem redondinha!

O horário dela dormir à noite é aproximadamente 19:00 e ela vai direto até 6:00 da manhã. Durante o dia ela costumeiramente tira 3 sonecas. Como disse lá em cima, ela ainda precisa desta última soneca, mas sei que dentro de 1 ou 2 meses, ela continuará com apenas duas.

A 1a soneca do dia é a mais longa, vai das 8:00 até 10:00 ou 10:30. Em dias em que por algum motivo ela foi dormir mais tarde na noite anterior, ela chega esta 1a soneca vai até 11:00! Isso é perfeito para mim, pois é o período do dia em que consigo trabalhar. A casa fica em silêncio já que a Nicole está na escola e a Alícia dormindo.

A 2a soneca coincide com o horário da Nicole dormir à tarde, vai das 13:30 ou 14:00 até aproximadamente 15:30 ou 16:00. As duas acordam praticamente juntas da soneca da tarde. Na verdade, a Nicole é que costuma estender mais (tem dias que ela precisa dormir por 3 horas).

E, por fim, a 3a soneca é geralmente de apenas 30 ou 40 minutos, e eu tenho me atrapalhado com ela. Fico em dúvida se devo colocá-la pra tirar uma sonequinha rápida às 17:30 ou se já devo dar a janta. Acabo adiantando a janta e ela dorme imediatamente em seguida - só para acordar chorando depois. Não tem jeito, se dormir de barriga cheia dá mal-estar no adulto, em bebê então - ainda mais nesse calor! O que acabo fazendo para consertar o meu erro é dar o peito quando ela e depois tentar colocá-la para dormir novamente, mas nem sempre é um processo fácil. Preciso aprender minha lição, me organizar melhor para a Nicole fazer alguma atividade silenciosa enquanto a Alícia vai para o berço neste fim de dia antes da janta.

Bem, por hoje é só. Depois eu conto se consegui atingir meu objetivo!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ensinar, ensinar, ensinar!

Gravem estas minhas palavras no coração e na mente; amarrem-nas como símbolos nas mãos e prendam-nas na testa. Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem. Deuteronômio 11:18-19

Não sei se pra vocês é assim também, mas a vida parece estar sempre uma correria e parece que estamos sempre com pressa. As vezes tenho que parar, pensar, e me lembrar do que realmente vale o meu esforço. A preocupação com o trânsito e se vou chegar na hora, ou meu filho no banco de trás observando o mundo com os ouvidos atentos ao que eu lhe disser? A paz e a tranquilidade que tanto anseio enquanto coloco meus filhos para dormir rapidamente, ou o tempo precioso que posso gastar contando uma historinha e orando com eles antes de dormirem? Cada momento do nosso dia, cada atividade, cada acontecimento, cada choro, cada pergunta pode ser uma oportunidade para ensinarmos nossos filhos as coisas de Deus.

Estes dias Deus me lembrou do quanto o tempo passa rápido, e o quanto preciso fazer o máximo de cada oportunidade para ensinar meus filhos! Esta é a hora! Logo serão adolescentes e muitas coisas que quero ensinar já não serão mais ensináveis. Preciso ensinar o máximo possível hoje! Hoje, enquanto ele é pequeno, enquanto ele me escuta, enquanto me vê como autoridade, enquanto me admira, enquanto quer aprender, enquanto tem curiosidade, enquanto seu coração ainda está tão sedento e tão maleável.

Tantas vezes contei histórinhas o mais rápido possível porque queria a tranquilidade do silêncio, fiz as coisas com pressa ou ignorei as perguntas que poderiam ser aprofundadas. Mamães, somos professoras dos nossos filhos! Temos pouco tempo, vamos ser dedicadas e aproveitarmos cada oportunidade para ensinar!

Semana passada fiquei impressionada com meu mais velho, que está com 4 anos. Ele colocou óculos escuros e começou a me contar a história de Jesus. Foi um encorajamento para mim de que as histórias antes de dormir e as muitas explicações chegam a entrar na cabecinha! Vou colocar o filminho dele aqui, está fofo! Não esqueçam mamães, vale a pena contar....mesmo que 30 vezes a mesma história! Nada é a toa!

(obs. sim, ele está com meias de nylon nos braços...rsrs)





sábado, 28 de janeiro de 2012

Para o meu filho...

Olá queridas mamães,

Aproveitando os posts da Talita sobre o livro Pastoreando o Coração da Criança, queria compartilhar uma cartinha que fiz para o meu filho estes dias. Como mãe, meu maior desejo é trabalhar no seu coração para que a Palavra de Deus esteja sempre moldando, ensinando, e inspirando tudo o que ele é e será. Cada dia aprendo um pouco mais sobre o coração do meu pequeno, que já está com 4 anos! Quanto mais vejo tudo o que está la dentro, mais meu desejo de aprender e de estar cheia da Palavra de Deus aumenta! Quero poder guiar o Tiago com sabedoria, encher os pensamentos dele com o que é verdadeiro e prepará-lo para impactar o mundo! Esta cartinha fluiu desta minha vontade!

Para o meu querido filho,

Hoje você me lembrou mais uma vez do quão especial é o coração que Deus te deu. Um coração sensível, um coração que sente muito e é profundamente comovido por tudo. Desde bebezinho já pude perceber que seu coração era especial. Músicas tristes te deixavam triste e, mesmo antes de saber falar, já me mostrou que as melodias mexiam muito com seu coração.

Sei que Deus vai usar seu coração sensível para impactar este mundo, sabe por que? O coração de Deus também é sensível, e existem muitos corações doendo neste mundo porque não conhecem a esperança e a redenção que há em Jesus. Isso entristece muito a Deus, e deve nos entristecer também. Quando temos um coração sensível, nos sentimos impelidos a ajudar! E Deus pode usar esta paixão em ajudar de forma grandiosa!

Porém, filho, você deve sempre se lembrar de que um coração sensível não precisa ser um coração fraco. Você não deve permitir que as dificuldades, as provações e as dores desta vida tirem sua coragem e a sua força. Um coração sensível é uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus quando é cheio do Seu amor, Sua força e Seu poder. Você pode controlar o seu coração controlando os seus pensamentos, e o Teu Criador já te deu tudo o que você precisa para ter pensamentos positivos, impactantes, cheios de poder e de esperança (2 Tim. 1:7). Ele te deu promessas que estão apenas esperando serem possuidas por um coração que crê (2 Pedro 1:3-4). Ele é tudo o que você precisa (Salmo 34:10) e sempre será por você e não contra você (Rom. 8:31). O poder Dele se aperfeiçoa na sua fraqueza (2 Cor. 12:9).

Hoje você chorou por causa de um filme onde um robô deu a sua vida para que as pessoas que ele amava não precisassem morrer. Isso quebrou o seu coração. Tiago, meu maior desejo é que algum dia você venha a chorar ao perceber que o Deus do universo te ama tanto que entregou a vida do Seu próprio Filho para que você fosse livre, para que pudesse ter o poder de Deus vivendo em você, e para que vivesse uma vida cheia de propósito neste mundo. Deixe com que o Seu amor quebrante o seu coração, mas deixe com que o Seu poder te mova a viver com força e paixão a fim de resgatar o coração de pessoas que não tem a mesma esperança.

Eu te amo muito e não vejo a hora de ver tudo o que Deus fará em você e através de você! Conte sempre com meu amor e minha mão, e conte sempre com Seu Pai celeste porque Ele te ama mais do que você pode imaginar (Rom. 8:38). Não deixe nada te desanimar ou te fazer cair. A vida com Deus vale a pena ser vivida sempre. A vida sem Deus é sem propósito e perdida. Se você amar a Deus, Ele promete fazer tudo, bom ou ruim, feliz ou triste, ser transformado para o seu bem (Rom. 8:28)! Nada jamais poderá te abalar se você estiver firme no Seu amor (Rom. 8:31). Seja corajoso, seja forte, seja sensível a tudo que quebra o coração de Deus, viva com propósito!

Te amo muito!

Mamãe

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pastoreando o coração - Parte 5 - Da infância à pré-escola


Olá, este é a parte 5 do resumo do livro "Pastoreando o coração da Criança", de Tedd Tripp. Para cada fase da vida da criança, da infância à adolescência, o autor propõe objetivos e procedimentos de treinamento específicos. No post de hoje, veremos especificamente quais são esses objetivos e procedimentos de treinamento para a primeira fase - de 0 a 4 anos!

Para ler os posts anteriores, clique nos links a seguir: Fundamentos, Objetivos e Métodos, Comunicação e Vara e Consciência.

Capítulos 14 e 15 - Da infância à pré-escola

BASE BÍBLICA APRESENTADA:
Efésios 6:2-3
– Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Objetivos de treinamento
Para Tripp, a primeira fase de treinamento vai do nascimento aos 4 ou 5 anos de idade. O principal objetivo para esse período é a submissão aos pais e outras autoridades (honrar e obedecer), que se traduze, dentre outros, na habilidade de expressar seus pensamentos de maneira amável e respeitosa (não com imperativos).

Para que tal objetivo seja alcançado, é importante que os pais não gritem com os filhos tampouco os tornem seus escravos. Tripp defende que sejamos respeitosos e corteses com eles, pois a honra é resultado de dois fatores: ensino e exemplo. Outra recomendação do autor é que se lide com este ensino (da obediência e honra às autoridades) logo nos primeiros anos de vida, pois adolescentes respeitosos se desenvolvem aos 2, 3, 4 ou 5 anos e não aos 13, 14, 15 ou 16!

Mas o que é obediência?
Nas palavras de Tripp, obediência é submissão voluntária à autoridade e ela deve ser SEM DESAFIO, SEM DESCULPA E SEM DEMORA. Obedecer significa fazer coisas que não quer fazer. Ele nos incentiva a perseverar até que as lições de submissão sejam aprendidas e lembra que, diferente do que se pode pensar, não é glória deixar passar ofensas desse tipo (desobediência). Ao permitir a desobedência, os pais estão treinando os filhos a desobedecer.

E o apelo à autoridade, deve ser permitido?
Sim! Um pai sábio exercita sua sensibilidade às necessidades e desejos dos filhos enquanto os orienta porque ele imita a autoridade divina que é amável.

Qual a importância do obedecer no pastorear o coração da criança?
Ensinar a submissão é ensinar o filho a confiar em Deus em vez de confiar no "eu" que lhe diz para não obedecer ou se submeter. Ela precisará buscar ajuda e força nEle. O evangelho torna-se irrelevante para a criança egoísta de quem não se exige que faça o que não queira e sem valor para aquela que ouviu durante toda a vida o quanto é uma pessoa maravilhosa. Tripp reflete que ao conhecermos nossa resistência inata à autoridade, nos deparamos com a nossa própria incapacidade de fazer o que Deus ordenou. Somos confrontados com nossa necessidade da graça e do poder de Deus através de Cristo. Submissão genuína produz bom fruto!

Treinar o filho para fazer o que deve independente de como se sente prepara-o para ser uma pessoa que vive por princípios e não por sentimentos ou impulsos, pois não pode confiar em si mesmo (julgar entre o certo e o errado). Não perca tempo tentando confeitar a submissão para torná-la digerível. Obedecer somente quando faz sentido não é submissão, é acordo.

Procedimentos de treinamento
Para os pais, ensinar os filhos a estarem sob autoridade significa estar preparado a disciplinar toda desobediência. Nos primeiros anos da infância, a vara é primária porque a criança não dá valor a palavras apenas. Quando usar a vara? Quando você deu uma ordem que ela ouviu e tinha capacidade de entender, mas não obedeceu sem desafio, sem desculpa ou sem demora. Tripp é bem enfático quando diz que se você aceita o desafio, a demora ou as desculpas, você está treinando seus filhos a manipularem autoridades. Ele acredita que você não deve avisar com antecedência ou perguntar se se eles querem apanhar. Para ele, seus filhos precisam entender que, ao falar pela primeira vez, você falou pela última vez. Como usar a vara? Balanceando firmeza, amabilidade e mansidão. Buscando e focalizando as questões do coração.

Seguem algumas dicas muito úteis de como disciplinar com a vara.

1. Vá para um lugar reservado, mostre-lhe respeito.
2. Diga-lhe especificamente o que fez ou deixou de fazer.
3. Assegure-se da compreensão da criança quanto ao que fez.
4. Lembre seu filho que a função da vara é restaurá-lo ao lugar onde Deus prometeu a bênção.
5. Diga-lhe quantas varadas ele receberá (mostra que a situação está sob controle).
6. Coloque a criança no colo (isso põe a disciplina no contexto do seu relacionamento físico) e se a roupa for grossa, remova-a (mas volte a vesti-la imediatamente após ser disciplinada).
7. Depois abrace-a, diga o quanto a ama e que causa-lhe tristeza bater-lhe e como você espera não ter de fazê-lo novamente. O objetivo é a total restauração - verifique seu espírito e o dele. Se a disciplina não produziu uma colheita de paz e justiça, ela não está terminada.
8. Ore com ele.

Por que usar a vara? Porque Deus a ordenou. O coração é o campo de batalha! Questões para se pensar: Onde seu filho estará daqui a 30 anos se ninguém desafiar sua determinação de fazer o que deseja e quando quer? Que tipo de marido ele será se se recusa a submeter-se ao governo de Deus? Que tipo de empregado ele será se nunca aprender a submeter-se à autoridade de Deus? Onde estarão seus netos daqui a 50 anos se a insensatez atrelada ao coração do seu filho jamais for afugentada? Como verá sua necessidade de perdão e de graça em Cristo se não encarar a rebelião inata de sua natureza e a incapacidade de obedecer a Deus de coração?

Uma dúvida comum é saber quando é que seu filho tem idade suficiente para ser disciplinado. Tripp responde que enquanto seu filho tem idade suficiente para resistir a sua orientação, ele tem idade suficiente para ser disciplinado. Ele acredita que quanto mais você demorar a disciplinar, tanto mais refratária se tornará a obediência. E ele diz ainda que porque o entendimento acontece antes da capacidade de articular, se os pais forem consistentes com a disciplina verão rapidamente que as crianças reagem e a necessidade de disciplina diminui.

Aos pais frustrados com a indisciplina dos filhos, Tripp pergunta: "Será que você é seguidamente confrontado com a desobediência porque a tolera?" e afirma: "Enquanto não estiver disposto a exigir precisão na obediência terá reações relaxadas para com suas orientações".

No caso dos pais, a chave para a disciplina é NÃO fazê-la quando estiverem irados. Se o fizerem, estarão pecando contra Deus e seus filhos! Quando os pais disciplinam com a motivação errada (satisfazer seu próprio senso de justiça), precisam pedir perdão aos filhos! Buscar o perdão dos filhos é diferente de se justificar ou apresentar razões para o pecado.

Além disso, não é sábio disciplinar os filhos em público. Por isso, quando eles são ainda muito pequenos, podemos ter de deixar passar alguma coisa. Ainda sobre essa questão, Tripp admite que estar com outras pessoas quando os filhos estão se comportando mal é muito desconfortável, mas alerta que nunca devemos usá-los para promover nossas convicções e lembra que o objetivo da disciplina não é evangelismo. O objetivo é pastorear nossos filhos! Usá-los para promover suas convicções ofende a dignidade deles e ameaça a integridade do seu relacionamento com eles. Por isso ele dá a dica: "Quando sentir a pressão dos observadores, retire-se da cena. Vá a um lugar privado onde possa atender à necessidade do seu filho sem a pressão da observação pública".

E se nada funciona?
1 - Avaliar se há falhas ou insconsistências naquilo que você está fazendo.
2 - Estar preparado para ser obediente a Deus quer pareça ou não produzir fruto imediatamente.

E se for muito tarde?
1 - Admita a eles que errou ao educá-los.
2 - Busque o perdão deles.
3 - Fale especificamente que mudanças são necessárias em seu comportamento.
4 - Determine como você reagirá à desobediência a partir de agora; assegure-se de que eles entendem e se sentem confortáveis com as mudanças.
5 - Nenhuma nova abordagem tem sucesso se tiver como única finalidade a mudança de seus filhos. Eles resistirão a qualquer coisa que se pareça com manipulação.
6 - Tenha paciência; é uma luta espiritual contra as forças do mal! É mais do que aplicar alguns princípios; ore, busque a ajuda de Deus e espere nEle.

Em última análise, Tripp diz que o foco deve honrar a Deus através da vida em família, e não somente modificar o comportamento dos filhos. O bom comportamento deles será um subproduto do honrar a Deus. É definitivamente muito mais fácil construir a fundação antes de levantar uma casa, mas, graças a Deus, nos lembra Tripp, que jamais nos encontramos em uma situação em que não há um caminho de obediência!!

Até o próximo post, Talita

Confira a parte 6 do resumo clicando em Da escola à pré-adolescência

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

7 meses de Alícia!

Daqui a dois dias minha bebê completa 7 meses de vida. Ô fase gostosa!

Essa fase está tão boa que até vim postar as novidades um pouco mais cedo do que costumo. A Alícia está simplesmente uma delícia, deu um imenso salto de desenvolvimento - dá gargalhadas, conversa, interage, gesticula, fica longos períodos sentada, acorda feliz e sorridente! Os dias têm sido mais fáceis agora (e imagino que só vão melhorar daqui pra frente), tanto em termos de cuidado - já que vestir um bebê que senta é bem menos complicado - como em termos da rotina - já que ela finalmente chegou ao ponto de dormir 10 a 12 horas seguidas toda noite!

Vou explicar com mais detalhes abaixo.

Hora de Comer
A rotina de 4 horas está firmemente estabelecida. No momento ela faz 4 refeições ao dia, sendo 1 refeição sólida (almoço, por volta das 10:30) e 3 refeições líquidas (leite materno). Ela mama ao acordar, às 6:30, à tarde logo após a soneca, por volta das 14:30, e também à noite antes de dormir, aprox. às 18:00 ou 18:30. No almoço eu normalmente dou a papinha (batida ou não ao liquidificador, depende dos alimentos que eu estiver dando) e, em seguida, o suquinho (só dei de laranja lima por enquanto). Até hoje, nos dias em que ela demonstrou que queria comer mais, eu ofereci sobremesa (fruta amassada). Reparei que, por enquanto, ela aceita melhor os alimentos salgados (diferente de minha outra filha que sempre amou frutas). Pretendo começar a oferecer sólidos como complemento em mais 1 ou 2 refeições do dia também (sem substituir a mamada).

Acho curioso que quando sentamos à mesa em família para alguma refeição, a Alícia está sempre interessada em experimentar o que estamos comendo. Aliás, ela abre a boca, bate o braço e dá gritinhos nervosos se não colocamos algo em sua boca também - geralmente damos pedacinhos de pão, mas até grãos de arroz eu já dei uma vez, e ela comeu avidamente! Engraçado que nessa idade a Nicole aceitava bem todos os alimentos - as avós até brincavam que ela era "boa de garfo" - mas não como a Alícia que quer comer até o que não oferecemos! Basta ela ver que estamos mastigando algo que ela fica desesperada para mastigar também!

Os dois vídeos abaixo mostram bem como é que acontece.

Chupando um pedaço de pão no café da manhã
Comendo arroz do prato do papai na janta

Aproveito aqui para destacar que, como fizemos com a Nicole, iremos ensinar linguagem de sinais para a Alícia. E já começamos com o "please" (por favor). Se você ficou curioso(a) e quer saber do que estou falando, leia o post As boas maneiras no cadeirão.

No último post, eu compartilhei dois objetivos que eu tinha para esse mês. O primeiro era eliminar a mamada dos sonhos para que a Alícia tivesse de 10-12 horas ininterruptas de sono. Objetivo alcançado! Falarei logo mais sobre isso (dentro do tema Sono, abaixo). O segundo objetivo era iniciar o treinamento para ela usar o copinho já que ela tinha voltado a recusar a mamadeira. Também alcançado! Aqui preciso fazer um parêntesis para admitir uma gafe terrível, hahah! A minha bebê estava recusando o bico da mamadeira porque ele não era propício mais para a idade dela (era aquela mamadeira com bico pequeno para recém-nascidos). Feio, né? Um baita erro de principiante!! Mas ainda bem que descobri a tempo e que o problema foi facilmente resolvido (eu já tinha outra mamadeira maior - novinha, esperando para ser usada).

Quanto ao treinamento para o uso do copinho infantil, hoje ela já sabe sugar nele bem e, como a Nicole, pegou o jeito depois de poucas tentativas. O segredo, lógico, é a prática. Eu a deitava no puff (para que ficasse apenas um pouco inclinada) e dava o copo com uma pequena quantidade de água para ela segurar e ajudava-a a colocar na boca. Veja a primeira tentativa das duas!

Nicole aprendendo a beber no copinho
Alícia aprendendo a beber no copinho

Dica: Deixe a borrachinha na parte de dentro bico para que só saia líquido se o bebê sugar.

Hora de Brincar
Os momentos acordada da Alícia também estão uma delícia! Ela acorda feliz e fica feliz a maior parte do tempo, inclusive brincando sozinha. Eu procuro estruturar bem as atividades dela para ter variedade de estímulos e otimizar o seu desenvolvimento (físico e mental). Por isso ela tem o momento de ficar no bouncer (pula-pula), de brincar sentada no cercadinho, o momento de ficar de bruço (em preparação para engatinhar, fortalecendo os músculos das costas) num colchão que eu coloco no chão da sala, o momento de ficar no puff e, é claro, os momentos de interação em família, brincando com a irmã, etc. Às vezes passeamos de carrinho pelo bairro e outras vezes ela se senta na cama ao lado da irmã para assistir a DVDs de desenhos infantis (com pouca frequência e durante bem pouco tempo). Sei que crianças ficam hipnotizadas em frente à "caixa luminosa" e, aparentemente, este pode ser um estímulo educativo (dependendo do programa ou desenho). Mas não para essa idade! E, principalmente, não em excesso. Só para deixar registrada a minha opinião: eu acredito que, em termos de desenvolvimento cognitivo, a criança fica muito passiva em frente à TV. Ou seja, por mais educativos que sejam os programas ou as histórias contadas, aprender vendo ou ouvindo não é tão proveitoso quanto aprender fazendo e falando!

Sono
Como citei acima, a Alícia se juntou à irmã nas longas noites de sono! Estou amando a liberdade de ter a noite só pra mim - é bom demais. Esse tempinho é tão especial, posso fazer tantas coisas, principalmente passar mais tempo com o meu marido. Agora estamos curtindo os frutos da dedicação dos primeiros meses, experimentando o gostinho de que tudo VALEU A PENA!

Meu marido colocou as meninas pra dormir uma noite dessas e, ao fechar a porta e sair do quarto delas, disse aliviado: "Thank you, God, for Babywise" (Obrigada, Deus, pelo Nana Nenê). Aliás, uma frase comum aqui em casa é "We love Babywise". = )

As sonecas do dia também estão indo bem, sendo que a primeira é geralmente a mais longa. Ela não consegue ficar o período todo de 2 horas acordada pela manhã e tira uma soneca bem longa até o horário do almoço. Ao todo são 3 sonecas por dia, mas sei que até o 8o ou 9o mês uma será eliminada. Percebi que duração das sonecas dela vai diminuindo a longo do dia, ou seja, a última com frequência tem sido a mais curta de todas (dura somente um ciclo de 40 min.). O meu "termômetro" para saber se a soneca foi ou não longa o suficiente é o humor dela ao acordar. Se a bebê acorda irritadiça ou chorando é porque precisa dormir um pouco mais.

Meu objetivo daqui pra frente é tirar a chupeta. Estou um pouco apreensiva porque sei que ela depende da chupeta para dormir e ainda não estou pronta para iniciar esse processo e levá-lo até o fim. Arrisquei tirar a chupeta em algumas sonecas recentemente e o resultado não foi muito bom. Por isso quero esperar a minha outra filha voltar para a escolinha primeiro e ainda estou pensando na estratégia que vou adotar! Tirei a chupeta da Nicole aos 6 meses e ela logo encontrou o dedão (ela chupa dedo pra dormir até hoje, com 2 anos e 4 meses). Algumas pessoas acham que eu cometi um erro, que deveria tê-la deixado com a chupeta mais tempo porque seria mais fácil tirar a chupeta do que o dedo... pode até ser, mas pra falar a verdade, ainda não estou convencida e, por isso, pretendo fazer o mesmo com a minha segunda filha.

A questão de chupar o dedo e a chupeta, na verdade, são bem polêmicas e cada um vê a situação por um ângulo, pesando os prós e contras. Tudo bem, eu concordo que chupar o dedo pode não ser higiênico e também pode deixar o céu da boca fundo e, não sei, talvez mexer com a arcada dentária? Não sou nenhuma especialista no assunto, e estou apenas compartilhando a MINHA preferência, ok? Colocando na balança, eu acho que chupar o dedo é "menos pior" do que chupar a chupeta porque, na fase em que a Alícia está, ela depende de mim para repor a chupeta para ela. Então se ela chupasse o dedo facilitaria as coisas. Para minimizar os danos que a minha escolha pode causar, a regra aqui em casa (com minha filha mais velha) é que ela só pode chupar o dedo na hora de dormir. Assim, na maioria das vezes, ela estará com as mãos lavadas e o tempo de chupar o dedo fica limitado ao início do processo de dormir (porque depois ela mesmo larga).

Até o próximo post!