Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

sábado, 28 de janeiro de 2012

Para o meu filho...

Olá queridas mamães,

Aproveitando os posts da Talita sobre o livro Pastoreando o Coração da Criança, queria compartilhar uma cartinha que fiz para o meu filho estes dias. Como mãe, meu maior desejo é trabalhar no seu coração para que a Palavra de Deus esteja sempre moldando, ensinando, e inspirando tudo o que ele é e será. Cada dia aprendo um pouco mais sobre o coração do meu pequeno, que já está com 4 anos! Quanto mais vejo tudo o que está la dentro, mais meu desejo de aprender e de estar cheia da Palavra de Deus aumenta! Quero poder guiar o Tiago com sabedoria, encher os pensamentos dele com o que é verdadeiro e prepará-lo para impactar o mundo! Esta cartinha fluiu desta minha vontade!

Para o meu querido filho,

Hoje você me lembrou mais uma vez do quão especial é o coração que Deus te deu. Um coração sensível, um coração que sente muito e é profundamente comovido por tudo. Desde bebezinho já pude perceber que seu coração era especial. Músicas tristes te deixavam triste e, mesmo antes de saber falar, já me mostrou que as melodias mexiam muito com seu coração.

Sei que Deus vai usar seu coração sensível para impactar este mundo, sabe por que? O coração de Deus também é sensível, e existem muitos corações doendo neste mundo porque não conhecem a esperança e a redenção que há em Jesus. Isso entristece muito a Deus, e deve nos entristecer também. Quando temos um coração sensível, nos sentimos impelidos a ajudar! E Deus pode usar esta paixão em ajudar de forma grandiosa!

Porém, filho, você deve sempre se lembrar de que um coração sensível não precisa ser um coração fraco. Você não deve permitir que as dificuldades, as provações e as dores desta vida tirem sua coragem e a sua força. Um coração sensível é uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus quando é cheio do Seu amor, Sua força e Seu poder. Você pode controlar o seu coração controlando os seus pensamentos, e o Teu Criador já te deu tudo o que você precisa para ter pensamentos positivos, impactantes, cheios de poder e de esperança (2 Tim. 1:7). Ele te deu promessas que estão apenas esperando serem possuidas por um coração que crê (2 Pedro 1:3-4). Ele é tudo o que você precisa (Salmo 34:10) e sempre será por você e não contra você (Rom. 8:31). O poder Dele se aperfeiçoa na sua fraqueza (2 Cor. 12:9).

Hoje você chorou por causa de um filme onde um robô deu a sua vida para que as pessoas que ele amava não precisassem morrer. Isso quebrou o seu coração. Tiago, meu maior desejo é que algum dia você venha a chorar ao perceber que o Deus do universo te ama tanto que entregou a vida do Seu próprio Filho para que você fosse livre, para que pudesse ter o poder de Deus vivendo em você, e para que vivesse uma vida cheia de propósito neste mundo. Deixe com que o Seu amor quebrante o seu coração, mas deixe com que o Seu poder te mova a viver com força e paixão a fim de resgatar o coração de pessoas que não tem a mesma esperança.

Eu te amo muito e não vejo a hora de ver tudo o que Deus fará em você e através de você! Conte sempre com meu amor e minha mão, e conte sempre com Seu Pai celeste porque Ele te ama mais do que você pode imaginar (Rom. 8:38). Não deixe nada te desanimar ou te fazer cair. A vida com Deus vale a pena ser vivida sempre. A vida sem Deus é sem propósito e perdida. Se você amar a Deus, Ele promete fazer tudo, bom ou ruim, feliz ou triste, ser transformado para o seu bem (Rom. 8:28)! Nada jamais poderá te abalar se você estiver firme no Seu amor (Rom. 8:31). Seja corajoso, seja forte, seja sensível a tudo que quebra o coração de Deus, viva com propósito!

Te amo muito!

Mamãe

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pastoreando o coração - Parte 5 - Da infância à pré-escola


Olá, este é a parte 5 do resumo do livro "Pastoreando o coração da Criança", de Tedd Tripp. Para cada fase da vida da criança, da infância à adolescência, o autor propõe objetivos e procedimentos de treinamento específicos. No post de hoje, veremos especificamente quais são esses objetivos e procedimentos de treinamento para a primeira fase - de 0 a 4 anos!

Para ler os posts anteriores, clique nos links a seguir: Fundamentos, Objetivos e Métodos, Comunicação e Vara e Consciência.

Capítulos 14 e 15 - Da infância à pré-escola

BASE BÍBLICA APRESENTADA:
Efésios 6:2-3
– Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra.

Objetivos de treinamento
Para Tripp, a primeira fase de treinamento vai do nascimento aos 4 ou 5 anos de idade. O principal objetivo para esse período é a submissão aos pais e outras autoridades (honrar e obedecer), que se traduze, dentre outros, na habilidade de expressar seus pensamentos de maneira amável e respeitosa (não com imperativos).

Para que tal objetivo seja alcançado, é importante que os pais não gritem com os filhos tampouco os tornem seus escravos. Tripp defende que sejamos respeitosos e corteses com eles, pois a honra é resultado de dois fatores: ensino e exemplo. Outra recomendação do autor é que se lide com este ensino (da obediência e honra às autoridades) logo nos primeiros anos de vida, pois adolescentes respeitosos se desenvolvem aos 2, 3, 4 ou 5 anos e não aos 13, 14, 15 ou 16!

Mas o que é obediência?
Nas palavras de Tripp, obediência é submissão voluntária à autoridade e ela deve ser SEM DESAFIO, SEM DESCULPA E SEM DEMORA. Obedecer significa fazer coisas que não quer fazer. Ele nos incentiva a perseverar até que as lições de submissão sejam aprendidas e lembra que, diferente do que se pode pensar, não é glória deixar passar ofensas desse tipo (desobediência). Ao permitir a desobedência, os pais estão treinando os filhos a desobedecer.

E o apelo à autoridade, deve ser permitido?
Sim! Um pai sábio exercita sua sensibilidade às necessidades e desejos dos filhos enquanto os orienta porque ele imita a autoridade divina que é amável.

Qual a importância do obedecer no pastorear o coração da criança?
Ensinar a submissão é ensinar o filho a confiar em Deus em vez de confiar no "eu" que lhe diz para não obedecer ou se submeter. Ela precisará buscar ajuda e força nEle. O evangelho torna-se irrelevante para a criança egoísta de quem não se exige que faça o que não queira e sem valor para aquela que ouviu durante toda a vida o quanto é uma pessoa maravilhosa. Tripp reflete que ao conhecermos nossa resistência inata à autoridade, nos deparamos com a nossa própria incapacidade de fazer o que Deus ordenou. Somos confrontados com nossa necessidade da graça e do poder de Deus através de Cristo. Submissão genuína produz bom fruto!

Treinar o filho para fazer o que deve independente de como se sente prepara-o para ser uma pessoa que vive por princípios e não por sentimentos ou impulsos, pois não pode confiar em si mesmo (julgar entre o certo e o errado). Não perca tempo tentando confeitar a submissão para torná-la digerível. Obedecer somente quando faz sentido não é submissão, é acordo.

Procedimentos de treinamento
Para os pais, ensinar os filhos a estarem sob autoridade significa estar preparado a disciplinar toda desobediência. Nos primeiros anos da infância, a vara é primária porque a criança não dá valor a palavras apenas. Quando usar a vara? Quando você deu uma ordem que ela ouviu e tinha capacidade de entender, mas não obedeceu sem desafio, sem desculpa ou sem demora. Tripp é bem enfático quando diz que se você aceita o desafio, a demora ou as desculpas, você está treinando seus filhos a manipularem autoridades. Ele acredita que você não deve avisar com antecedência ou perguntar se se eles querem apanhar. Para ele, seus filhos precisam entender que, ao falar pela primeira vez, você falou pela última vez. Como usar a vara? Balanceando firmeza, amabilidade e mansidão. Buscando e focalizando as questões do coração.

Seguem algumas dicas muito úteis de como disciplinar com a vara.

1. Vá para um lugar reservado, mostre-lhe respeito.
2. Diga-lhe especificamente o que fez ou deixou de fazer.
3. Assegure-se da compreensão da criança quanto ao que fez.
4. Lembre seu filho que a função da vara é restaurá-lo ao lugar onde Deus prometeu a bênção.
5. Diga-lhe quantas varadas ele receberá (mostra que a situação está sob controle).
6. Coloque a criança no colo (isso põe a disciplina no contexto do seu relacionamento físico) e se a roupa for grossa, remova-a (mas volte a vesti-la imediatamente após ser disciplinada).
7. Depois abrace-a, diga o quanto a ama e que causa-lhe tristeza bater-lhe e como você espera não ter de fazê-lo novamente. O objetivo é a total restauração - verifique seu espírito e o dele. Se a disciplina não produziu uma colheita de paz e justiça, ela não está terminada.
8. Ore com ele.

Por que usar a vara? Porque Deus a ordenou. O coração é o campo de batalha! Questões para se pensar: Onde seu filho estará daqui a 30 anos se ninguém desafiar sua determinação de fazer o que deseja e quando quer? Que tipo de marido ele será se se recusa a submeter-se ao governo de Deus? Que tipo de empregado ele será se nunca aprender a submeter-se à autoridade de Deus? Onde estarão seus netos daqui a 50 anos se a insensatez atrelada ao coração do seu filho jamais for afugentada? Como verá sua necessidade de perdão e de graça em Cristo se não encarar a rebelião inata de sua natureza e a incapacidade de obedecer a Deus de coração?

Uma dúvida comum é saber quando é que seu filho tem idade suficiente para ser disciplinado. Tripp responde que enquanto seu filho tem idade suficiente para resistir a sua orientação, ele tem idade suficiente para ser disciplinado. Ele acredita que quanto mais você demorar a disciplinar, tanto mais refratária se tornará a obediência. E ele diz ainda que porque o entendimento acontece antes da capacidade de articular, se os pais forem consistentes com a disciplina verão rapidamente que as crianças reagem e a necessidade de disciplina diminui.

Aos pais frustrados com a indisciplina dos filhos, Tripp pergunta: "Será que você é seguidamente confrontado com a desobediência porque a tolera?" e afirma: "Enquanto não estiver disposto a exigir precisão na obediência terá reações relaxadas para com suas orientações".

No caso dos pais, a chave para a disciplina é NÃO fazê-la quando estiverem irados. Se o fizerem, estarão pecando contra Deus e seus filhos! Quando os pais disciplinam com a motivação errada (satisfazer seu próprio senso de justiça), precisam pedir perdão aos filhos! Buscar o perdão dos filhos é diferente de se justificar ou apresentar razões para o pecado.

Além disso, não é sábio disciplinar os filhos em público. Por isso, quando eles são ainda muito pequenos, podemos ter de deixar passar alguma coisa. Ainda sobre essa questão, Tripp admite que estar com outras pessoas quando os filhos estão se comportando mal é muito desconfortável, mas alerta que nunca devemos usá-los para promover nossas convicções e lembra que o objetivo da disciplina não é evangelismo. O objetivo é pastorear nossos filhos! Usá-los para promover suas convicções ofende a dignidade deles e ameaça a integridade do seu relacionamento com eles. Por isso ele dá a dica: "Quando sentir a pressão dos observadores, retire-se da cena. Vá a um lugar privado onde possa atender à necessidade do seu filho sem a pressão da observação pública".

E se nada funciona?
1 - Avaliar se há falhas ou insconsistências naquilo que você está fazendo.
2 - Estar preparado para ser obediente a Deus quer pareça ou não produzir fruto imediatamente.

E se for muito tarde?
1 - Admita a eles que errou ao educá-los.
2 - Busque o perdão deles.
3 - Fale especificamente que mudanças são necessárias em seu comportamento.
4 - Determine como você reagirá à desobediência a partir de agora; assegure-se de que eles entendem e se sentem confortáveis com as mudanças.
5 - Nenhuma nova abordagem tem sucesso se tiver como única finalidade a mudança de seus filhos. Eles resistirão a qualquer coisa que se pareça com manipulação.
6 - Tenha paciência; é uma luta espiritual contra as forças do mal! É mais do que aplicar alguns princípios; ore, busque a ajuda de Deus e espere nEle.

Em última análise, Tripp diz que o foco deve honrar a Deus através da vida em família, e não somente modificar o comportamento dos filhos. O bom comportamento deles será um subproduto do honrar a Deus. É definitivamente muito mais fácil construir a fundação antes de levantar uma casa, mas, graças a Deus, nos lembra Tripp, que jamais nos encontramos em uma situação em que não há um caminho de obediência!!

Até o próximo post, Talita

Confira a parte 6 do resumo clicando em Da escola à pré-adolescência

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

7 meses de Alícia!

Daqui a dois dias minha bebê completa 7 meses de vida. Ô fase gostosa!

Essa fase está tão boa que até vim postar as novidades um pouco mais cedo do que costumo. A Alícia está simplesmente uma delícia, deu um imenso salto de desenvolvimento - dá gargalhadas, conversa, interage, gesticula, fica longos períodos sentada, acorda feliz e sorridente! Os dias têm sido mais fáceis agora (e imagino que só vão melhorar daqui pra frente), tanto em termos de cuidado - já que vestir um bebê que senta é bem menos complicado - como em termos da rotina - já que ela finalmente chegou ao ponto de dormir 10 a 12 horas seguidas toda noite!

Vou explicar com mais detalhes abaixo.

Hora de Comer
A rotina de 4 horas está firmemente estabelecida. No momento ela faz 4 refeições ao dia, sendo 1 refeição sólida (almoço, por volta das 10:30) e 3 refeições líquidas (leite materno). Ela mama ao acordar, às 6:30, à tarde logo após a soneca, por volta das 14:30, e também à noite antes de dormir, aprox. às 18:00 ou 18:30. No almoço eu normalmente dou a papinha (batida ou não ao liquidificador, depende dos alimentos que eu estiver dando) e, em seguida, o suquinho (só dei de laranja lima por enquanto). Até hoje, nos dias em que ela demonstrou que queria comer mais, eu ofereci sobremesa (fruta amassada). Reparei que, por enquanto, ela aceita melhor os alimentos salgados (diferente de minha outra filha que sempre amou frutas). Pretendo começar a oferecer sólidos como complemento em mais 1 ou 2 refeições do dia também (sem substituir a mamada).

Acho curioso que quando sentamos à mesa em família para alguma refeição, a Alícia está sempre interessada em experimentar o que estamos comendo. Aliás, ela abre a boca, bate o braço e dá gritinhos nervosos se não colocamos algo em sua boca também - geralmente damos pedacinhos de pão, mas até grãos de arroz eu já dei uma vez, e ela comeu avidamente! Engraçado que nessa idade a Nicole aceitava bem todos os alimentos - as avós até brincavam que ela era "boa de garfo" - mas não como a Alícia que quer comer até o que não oferecemos! Basta ela ver que estamos mastigando algo que ela fica desesperada para mastigar também!

Os dois vídeos abaixo mostram bem como é que acontece.

Chupando um pedaço de pão no café da manhã
Comendo arroz do prato do papai na janta

Aproveito aqui para destacar que, como fizemos com a Nicole, iremos ensinar linguagem de sinais para a Alícia. E já começamos com o "please" (por favor). Se você ficou curioso(a) e quer saber do que estou falando, leia o post As boas maneiras no cadeirão.

No último post, eu compartilhei dois objetivos que eu tinha para esse mês. O primeiro era eliminar a mamada dos sonhos para que a Alícia tivesse de 10-12 horas ininterruptas de sono. Objetivo alcançado! Falarei logo mais sobre isso (dentro do tema Sono, abaixo). O segundo objetivo era iniciar o treinamento para ela usar o copinho já que ela tinha voltado a recusar a mamadeira. Também alcançado! Aqui preciso fazer um parêntesis para admitir uma gafe terrível, hahah! A minha bebê estava recusando o bico da mamadeira porque ele não era propício mais para a idade dela (era aquela mamadeira com bico pequeno para recém-nascidos). Feio, né? Um baita erro de principiante!! Mas ainda bem que descobri a tempo e que o problema foi facilmente resolvido (eu já tinha outra mamadeira maior - novinha, esperando para ser usada).

Quanto ao treinamento para o uso do copinho infantil, hoje ela já sabe sugar nele bem e, como a Nicole, pegou o jeito depois de poucas tentativas. O segredo, lógico, é a prática. Eu a deitava no puff (para que ficasse apenas um pouco inclinada) e dava o copo com uma pequena quantidade de água para ela segurar e ajudava-a a colocar na boca. Veja a primeira tentativa das duas!

Nicole aprendendo a beber no copinho
Alícia aprendendo a beber no copinho

Dica: Deixe a borrachinha na parte de dentro bico para que só saia líquido se o bebê sugar.

Hora de Brincar
Os momentos acordada da Alícia também estão uma delícia! Ela acorda feliz e fica feliz a maior parte do tempo, inclusive brincando sozinha. Eu procuro estruturar bem as atividades dela para ter variedade de estímulos e otimizar o seu desenvolvimento (físico e mental). Por isso ela tem o momento de ficar no bouncer (pula-pula), de brincar sentada no cercadinho, o momento de ficar de bruço (em preparação para engatinhar, fortalecendo os músculos das costas) num colchão que eu coloco no chão da sala, o momento de ficar no puff e, é claro, os momentos de interação em família, brincando com a irmã, etc. Às vezes passeamos de carrinho pelo bairro e outras vezes ela se senta na cama ao lado da irmã para assistir a DVDs de desenhos infantis (com pouca frequência e durante bem pouco tempo). Sei que crianças ficam hipnotizadas em frente à "caixa luminosa" e, aparentemente, este pode ser um estímulo educativo (dependendo do programa ou desenho). Mas não para essa idade! E, principalmente, não em excesso. Só para deixar registrada a minha opinião: eu acredito que, em termos de desenvolvimento cognitivo, a criança fica muito passiva em frente à TV. Ou seja, por mais educativos que sejam os programas ou as histórias contadas, aprender vendo ou ouvindo não é tão proveitoso quanto aprender fazendo e falando!

Sono
Como citei acima, a Alícia se juntou à irmã nas longas noites de sono! Estou amando a liberdade de ter a noite só pra mim - é bom demais. Esse tempinho é tão especial, posso fazer tantas coisas, principalmente passar mais tempo com o meu marido. Agora estamos curtindo os frutos da dedicação dos primeiros meses, experimentando o gostinho de que tudo VALEU A PENA!

Meu marido colocou as meninas pra dormir uma noite dessas e, ao fechar a porta e sair do quarto delas, disse aliviado: "Thank you, God, for Babywise" (Obrigada, Deus, pelo Nana Nenê). Aliás, uma frase comum aqui em casa é "We love Babywise". = )

As sonecas do dia também estão indo bem, sendo que a primeira é geralmente a mais longa. Ela não consegue ficar o período todo de 2 horas acordada pela manhã e tira uma soneca bem longa até o horário do almoço. Ao todo são 3 sonecas por dia, mas sei que até o 8o ou 9o mês uma será eliminada. Percebi que duração das sonecas dela vai diminuindo a longo do dia, ou seja, a última com frequência tem sido a mais curta de todas (dura somente um ciclo de 40 min.). O meu "termômetro" para saber se a soneca foi ou não longa o suficiente é o humor dela ao acordar. Se a bebê acorda irritadiça ou chorando é porque precisa dormir um pouco mais.

Meu objetivo daqui pra frente é tirar a chupeta. Estou um pouco apreensiva porque sei que ela depende da chupeta para dormir e ainda não estou pronta para iniciar esse processo e levá-lo até o fim. Arrisquei tirar a chupeta em algumas sonecas recentemente e o resultado não foi muito bom. Por isso quero esperar a minha outra filha voltar para a escolinha primeiro e ainda estou pensando na estratégia que vou adotar! Tirei a chupeta da Nicole aos 6 meses e ela logo encontrou o dedão (ela chupa dedo pra dormir até hoje, com 2 anos e 4 meses). Algumas pessoas acham que eu cometi um erro, que deveria tê-la deixado com a chupeta mais tempo porque seria mais fácil tirar a chupeta do que o dedo... pode até ser, mas pra falar a verdade, ainda não estou convencida e, por isso, pretendo fazer o mesmo com a minha segunda filha.

A questão de chupar o dedo e a chupeta, na verdade, são bem polêmicas e cada um vê a situação por um ângulo, pesando os prós e contras. Tudo bem, eu concordo que chupar o dedo pode não ser higiênico e também pode deixar o céu da boca fundo e, não sei, talvez mexer com a arcada dentária? Não sou nenhuma especialista no assunto, e estou apenas compartilhando a MINHA preferência, ok? Colocando na balança, eu acho que chupar o dedo é "menos pior" do que chupar a chupeta porque, na fase em que a Alícia está, ela depende de mim para repor a chupeta para ela. Então se ela chupasse o dedo facilitaria as coisas. Para minimizar os danos que a minha escolha pode causar, a regra aqui em casa (com minha filha mais velha) é que ela só pode chupar o dedo na hora de dormir. Assim, na maioria das vezes, ela estará com as mãos lavadas e o tempo de chupar o dedo fica limitado ao início do processo de dormir (porque depois ela mesmo larga).

Até o próximo post!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

6 meses de Alícia!


Faz quase uma semana que a minha caçula completou 6 meses de vida. Como o tempo tem voado! Tenho a impressão de que com o segundo filho tudo passa muito mais rápido. É difícil acreditar que a minha bebezinha que parece que acabou de nascer já está comendo papinha!

Estou de "férias" com a família em Angra há mais ou menos 10 dias. Coloquei férias entre aspas pois estou cada vez mais convencida de que pais de crianças pequenas não entram de férias nunca! Saímos de SP, viajamos para um lugar lindo e tranquilo e nos desligamos um pouco dos negócios (na verdade eu que trabalho pela internet e sem horário fixo apenas diminuí o ritmo), mas continuamos trabalhando muito. Muito mesmo! E ainda bem que posso escrever isso na primeira pessoa do plural - sim, meu marido e eu somos uma equipe. Preparar as refeições, dar comida, estruturar os momentos de brincadeira e aprendizado, dar banho, levar para fazer xixi, trocar a fralda, escovar os dentes, fazer o leitinho, colocar pra dormir, cuidar da roupa e, além de tudo, limpar e ajeitar as coisas pela casa é um trabalho que não tem fim, por isso dividimos todas as tarefas. Quer dizer, nem todas porque é evidente que não pode amamentar no meu lugar, né! Mas de todas as outras ele participa ativamente.

Vamos a um update de como foi o último mês da Alícia:

Amamentação
Posso dizer que superamos completamente a dificuldade decorrente do baixo suprimento de leite que enfrentamos no último mês, ufa! Como a principal causa que levou a esse problema foi fadiga, a solução não podia ser outra: aumentar o tempo de descanso. E não posso deixar de enfatizar que isso só foi possível porque as meninas estão numa rotina estruturada e também porque pude contar com o apoio do meu marido. Após colocar as meninas pra dormir à noite por volta das 19:00/19:30, eu também já me preparava para deitar e descansar. O objetivo era tirar um cochilo de 2-3 horas antes da mamada dos sonhos, por isso eu colocava o despertador para tocar às 23:00. Com isso meu corpo reagiu e a produção de leite aumentou! Em pouco tempo, já estabelecemos uma rotina de mamadas a cada 3,5h a 4h, totalizando 4-5 refeições por dia.

Meus objetivos nessa área para o próximo mês são:
1) eliminar a mamada dos sonhos para que ela possa ter 10-12 hs de sono ininterrupto à noite;
2) treiná-la para usar o copinho infantil já que ela voltou a recusar a mamadeira e acho importante que outra pessoa possa alimentá-la na minha ausência.

Alimentação e Sólidos
Assim como fiz com a Nicole, quando a Alícia estava com aprox. 5 meses e meio, comecei a introduzir sólidos às refeições. Por uma questão de conveniência, o primeiro alimento que dei às duas foi banana. Achei que pudesse ser interessante mostrar a filmagem que fiz das meninas!

Nicole comendo pela primeira vez
Alícia comendo pela primeira vez

Durante esse período de transição, ou seja, até a Alícia completar 6 meses, fiz a introdução de maneira lenta e sem eliminar a mamada (na mesma refeição). Isso significa que eu dava sólidos um dia, ficava dois dias sem dar, depois dava mais uma vez e ficava outro dia sem dar, e assim por diante. Não segui uma regra rígida, apenas fui dançando conforme a música, ou seja, esse intervalo de dois dias me permitia observar se ela teria ou não alguma reação aos novos alimentos ingeridos e, com base nisso, eu decidia como prosseguir. Essa transição gradual também possibilitou que tanto o organismo dela como o meu se acostumassem com as mudanças naturalmente (menos leite por mamada até poder substituí-la de vez por uma refeição sólida).

Nesse período ela comeu cenoura, feijão, beterraba e batata. Eu preparava as papinhas com pouco ou nenhum sal e nunca com mais de dois alimentos por vez (para que ela possa distinguir sabores distintos). Aqui preciso fazer uma confissão: nessa fase com a Nicole eu batia os legumes no liquidificador e os coava de modo que a papinha virava um líquido cremoso. Com a Alícia eu pulei essa fase completamente, comecei direto com os legumes amassados com garfo mesmo! Dá bem menos trabalho e ela aceitou bem. Acho que o maior risco é ela se engasgar com pedacinhos de legumes, mas acredito que se a comida estiver bem amassadinha não há problema.

Rotina
Acredito que possa ser útil a quem está interessada em entender o que é a alimentação orientada pelos pais (AOP) compartilhar com mais detalhe como é o dia da Alícia agora aos 6 meses. Os horários abaixo são aproximados, podendo variar em 30 min pra mais ou pra menos.

Horários de comer (sempre ao acordar)
6:00, 10:00, 14:00, 18:00 e mamada dos sonhos

Horário de dormir (até 2 horas após a refeição/mamada)
8:00, 12:00, 16:00 e 19:00

Os períodos de dormir (sonecas) são idealmente de 2 horas cada, mas às vezes podem ser um pouco mais curtos como um pouco mais longos - depende de como foi a soneca anterior. As palavras-chave aqui são "às vezes" e "um pouco". Vou explicar com um exemplo. Se na soneca anterior ela acordou na transição do sono e não conseguiu voltar a dormir porque estávamos fora de casa, ela quase sempre compensa o sono perdido dormindo mais na soneca seguinte. Via de regra, eu insisto para que ela volte a dormir se acordar após 30-40 min apenas, mas me dou por satisfeita se ela dormiu por pelo menos 1h e 20-30 min. Mesmo quando acorda meia hora antes do horário previsto para comer, quando possível acho prudente deixá-la no berço até o final do período designado para o descanso. Digo quando possível, pois isso não acontece quando estamos fora de casa, por exemplo. A flexibilidade faz parte do programa de AOP!

Os horários acordada são sempre entre uma refeição e o horário de dormir. Um dos benefícios da rotina de AOP é que ela não diz respeito somente ao momento de se alimentar, mas é um programa estruturado que engloba todo o dia da criança. Assim, os pais podem planejar atividades para este período de ficar acordado, mesclando momentos do bebê brincar sozinho e também com outras crianças. Eu acredito (e estudos mostram) que um ambiente com estrutura otimiza o desenvolvimento da crianças, especialmente a capacidade de concentração!

Sono
No último post eu contei como estava exausta e frustrada por voltar a acordar de madrugada para amamentar. Eu não sei como algumas mães conseguem fazer isso por tanto tempo! A Alícia acordava chorando e, por todos os problemas das semanas anteriores, eu ficava com receio de que fosse fome e por isso a acalmava dando de mamar. Mas depois que o meu peito voltou a encher de leite (e e eu tive certeza de que a produção era suficiente para ela mamar durante o dia) chegou o momento de cortar defintivamente qualquer mamada noturna. Alguns hábitos são difíceis de serem quebrados e a amamentação noturna é um deles - tanto para a mãe como para o filho. Como já era de se esperar, a Alícia continuou acordando de madrugada e queria mamar. Eu sabia que a solução rápida - dar o peito - não era uma alternativa sábia. Cada vez que eu cedia (por cansaço físico e emocional mesmo porque é muito difícil ouvir seu bebê chorar bravo!) eu sabia que estava andando em direção oposta ao meu objetivo, objetivo este que eu sabia que era o melhor para toda a família. Os resultados de continuar com esta prática seriam caóticos: nem eu e nem ela teríamos pelo menos 7-8 horas de sono ininterrupto. E o que é pior, ao encher a barriguinha de noite ela começaria a mamar menos de dia, o que sem sombra de dúvidas estaria perpetuando esta prática ao condicionar nosso metabolismo (o meu produzindo leite e o dela querendo mamar).

Analisando friamente, eu sabia que continuar oferecendo o peito para acalmá-la à noite era um caminho tortuoso e provavelmente sem volta, ou pelo menos sem uma volta fácil. Conversei a respeito disso com uma amiga recentemente e falei como sempre há um preço a ser pago, não importa qual a abordagem ou método que se tenha escolhido para criar os filhos. Se alguém prometer uma saída ou fórmula mágica que vá resolver todos os problemas, não acredite! Ela não existe!! Estava refletindo como fui muito mais rígida com a rotina da Nicole. O zelo e a cautela que eu tinha em fazer "tudo certo" eram, até certo ponto, exagerados e isso, é claro, gerava um alto nível de estresse. Isso porque qualquer meta na vida em que se empenhe muito esforço há risco de frustração quando se alimenta expectativas altas demais. Foi bem estressante por um lado, confesso, mas por outro vejo como os frutos positivos vieram mais cedo. Não estou aqui reclamando ou arrependida do que fiz dessa segunda vez, até porque tenho consciência de que mudar a postura para adaptar-se às novas circunstâncias de vida é saudável e necessário.

Bem, tudo isso pra dizer que, de certa forma, o preço que paguei para eliminar essa mamada noturna foi com juros e correção (um choro mais alto, bravo e persistente), se é que podemos fazer esta comparação. Ou seja, de uma forma ou de outra - não tem como fugir - há um preço a ser pago. E esse preço pode ser pago à vista ou a prazo, você é quem decide - fazer um esforço maior no início ou arcar com as consequências de adiar o pagamento, pois é ingenuidade pensar que com o tempo as coisas vão melhorar sozinhas! Eu imagino que chega um ponto que a mãe fica emocionalmente abalada, vê que não aguenta mais e acaba tomando uma providência mais drástica de qualquer forma (que realmente pode ser traumatizante, principalmente para as mães que, depois do primeiro filho, reconsideram se querem mesmo ter mais!).

Por isso, depois dessas últimas semanas voltando a amamentar de madrugada, eu pensei: "Meu Deus, até quando vou ter de continuar amamentando à noite? A minha filha já é mais do que capaz de dormir a noite inteira! Por que ela continua acordando?". Eu sabia a resposta. Lembrei que com 12 semanas a Nicole já dormia por pelo menos 10 horas direto! Admiti que mamar de madrugada tinha se tornado um hábito terrível! Eu precisava fazer alguma coisa, mas sabia que seria muuuuito difícil, então pedi ajuda ao meu marido (achei que o meu cansaço emocional e físico não me permitiriam fazer CIO de madrugada). Teve uma noite que ele ficou 1h30 min com ela chorando brava dentro do closet (para não acordar a Nicole) enquanto eu tentava dormir no quarto do lado. Demorei 40 min pra pegar no sono ouvindo-a chorar e depois só vi quando ele voltou para cama já com a casa em silêncio. Pesadelo, né? Parece filme de terror! Mas quer saber? Funcionou! Ela voltou a dormir a noite inteira, um alívio!! E se acorda (no horário habitual em que antes eu dava mamar), é um resmungo e colocar a chupeta quase sempre resolve.

Por hoje é só, até o próximo update!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

5 meses de Alícia!



A Alícia completou 5 meses no último sábado. Esse mês foi conturbado e cheio de desafios!

Dificuldade com a amamentação
O principal deles foi a dificuldade com a amamentação, um gigante e tanto para derrubar. Vou pintar abaixo o cenário para vocês entenderem como foi que tudo aconteceu.

Para começar, tivemos dias bem agitados com algumas programações atípicas fora de casa... um velório, dois casamentos, uma visita à maternidade, uma festa de aniversário de criança, alguns eventos, um encontro de mulheres e duas viagens de fim de semana para o interior - fora as minhas idas semanais à empresa e as visitas rotineiras ao médico que, por si só, já envolvem muito trabalho de preparação para sair de casa! Meu marido está encabeçando um projeto importante da empresa e, por isso, além da jornada diária que ele passa lá, ele tem dedicado muitas madrugradas em casa para acompanhar e orientar o programador! Isso acarretou alguns problemas à sua saúde (primeiro pensamos que fosse o coração, mas graças a Deus era apenas uma gastrite no estômago!) que ele agora está tendo de tratar. Isso também envolveu uma ida ao laboratório para acompanhá-lo na realização de uma endoscopia. O clima seco do último mês também trouxe dificuldades para a saúde das meninas, principalmente a da Alícia que ficou com o peito carregado de catarro e uma forte tosse com pigarra - ainda está sendo preciso fazer inalação algumas vezes por dia. Para completar, além de todas essas atividades e episódios intensos, outros conflitos estressantes relacionados à igreja e à escola da Nicole aconteceram e contribuíram para aumentar a tensão emocional. Tudo na mesma época, incrível! Até a saída mensal que meu marido e eu sempre fazemos (sem as meninas) pra relaxar e focar um no outro precisou ser cancelada.

Por tudo o que aconteceu, fiquei cansada, MUITO cansada! Para ser mais exata, acho que dá pra dizer que fiquei exausta e, com isso, vi nitidamente a minha produção de leite diminuir!! O que gerou OUTRO grande problema! Conseguiu imaginar a situação?

Sim, é uma bola de neve! E o ciclo fica difícil de ser quebrado, veja só:

seu leite diminui > a bebê não mama direito e com fome acorda mais cedo do que o habitual para as mamadas > a rotina vira uma bagunça > a produção de leite não acompanha o ritmo > a bebê impaciente chora muito pra mamar e volta a acordar durante a noite, o que por sua vez resulta em dias longos e noites mal dormidas > você não dorme/descansa o suficiente e o seu corpo não consegue dar conta de se recuperar para que a produção aumente!

De imediato tentei resolver a situação oferecendo o outro lado, mas logo vi que não estava sendo suficiente para saciar a fome dela. Depois comecei usar a bombinha para tirar leite após a mamada para mandar ao meu corpo a mensagem de que a demanda tinha aumentado e de que era preciso produzir mais. Claro que a sucção da bombinha elétrica é bem menos eficiente do que a sucção do bebê, principalmente a Alícia que sempre sugou muito forte, porém após curtos minutinhos mamando (apenas 2-3 de cada lado) ela se irritava muito e não queria mais continuar, só chorava. Preocupada porque, mesmo depois ficar um tempão tentando tirar leite com a bombinha elétrica, somente algumas míseras gotas saíam, resolvi tirar o leite antes da mamada para verificar quantos ml eu estava produzindo. Essa é uma das dificuldades de se amamentar, não se pode precisar de fato quanto de leite foi ingerido. Para meu desespero, só consegui tirar 60 ml, o que é muito pouco!! Imagine, eu já tinha tirado chegado a tirar 120-150 ml de excesso (dos dois lados) em outras ocasiões (após ela mamar). Não é à toa que a minha filha estava tão brava e chorona!

Cheguei a achar que não conseguiria mais amamentá-la. Até comprei uma lata grande de Aptamil. Nenhuma mãe quer ver seu bebê passando fome! Cheguei a oferecer o leite industrializado algumas vezes para complementar a mamada, mas ela só aceitou uma vez e mamou 50 ml. Das outras vezes não sei se ela recusou porque estranhou o gosto ou se foi mesmo porque ela não estava mais com fome, vai saber!! Eu sei que continuei monitorando de perto cada fralda e elas estavam sempre molhadas (algumas vezes encharcadas) apesar de na maioria das mamadas, principalmente nas da tarde e noite, o meu peito quase não encher como antes. A bem da verdade, olhando pra trás agora e analisando a situação, eu acho que se ela tivesse aceitado de pronto o leite industrializado todas as vezes que eu ofereci, eu teria pegado o atalho! Eu só pensava em desistir. Pelo meu cansaço físico e mental, pensei inúmeras vezes em largar mão, colocando na balança se realmente valeria a pena o esforço necessário para conseguir reverter a situação.

Eu sabia que precisava ingerir mais líquidos e descansar, mas não estava conseguindo. Meu marido fez o que pôde pra me ajudar, vinha sempre com um copão de água pra eu beber mesmo eu não estando com sede e, quando podia, fazia o que dava para eu poder dormir um pouco mais. Minha amiga Tine sugeriu que eu largasse mão da rotina estruturada por alguns dias e amamentasse a cada 2 horas, se ela aceitasse. Foi sacrificante porque eu já estava super preparada para fazer a transição para a rotina de 4 horas (em que o bebê mama, fica acordado por 2 hs e depois tira uma soneca de mais 2 hs). Mal sabia eu o que ainda teria de enfrentar! No início do mês, fui ver minhas anotações sobre quando fizemos a transição de rotina com a Nicole, minha primeira filha, e vi que por vacilo meu já estávamos atrasadas em algumas semanas para fazer a mudança!! Cheguei até a fazer a mudança por um ou dois dias, mas daí os problemas de produção vieram. Na verdade, a semana que eu escolhi pra fazer a mudança calhou de ser bem quando ela passou por um pico de crescimento (growth spurt) e precisou aumentar o consumo de leite!

Como já disse uma outra amiga (Luciana) quando uma situação inesperada e turbulenta aconteceu na vida dela: "tudo isso para eu depender ainda mais do Senhor!". Faço minhas as palavras dela. Ainda mais porque foram raras as noites neste mês que a Alícia não acordou pra mamar também de madrugada, algumas vezes mais de uma vez! Beeeem diferente do planejado.

O desfecho (se é que ele já aconteceu) é que continuamos na luta. A rotina está mais ou menos estruturada novamente, a Alícia mama a cada 2h30 min a 3 horas (às vezes dos dois lados e às vezes de um só) e está começando a esticar as noites novamente (porém ainda acorda 1x e eu a amamento), enfim... pelo menos parece que a fase pior já passou... e sobrevivemos! Graças ao bondoso Deus que nos fortaleceu nos momentos difíceis.

Os pontos altos do mês
Não estaria sendo justa se omitisse que também houve vitórias esse mês. A primeira delas é que o intestino da Alícia regularizou! Ela tem evacuado praticamente todos os dias agora (e em alguns até mais de uma ou duas vezes, como a irmã fazia), o que é um grande alívio. Outra novidade é que o tempo acordada dela se estendeu para 1-2 horas e senti que ela deu um grande salto em desenvolvimento esse mês! Com a minha ajuda segurando-a pelas mãos ela firma as perninhas pra ficar em pé (por alguns segundos), quando está deitada em inclinação faz força com o tronco para se sentar, já descobriu as mãozinhas (e as fica observando com muita atenção) e está cada vez mais risonha e esperta, emitindo diferentes sons com a boca como quem quer conversar. Apesar do mês turbulento, a Alícia continua sendo uma bebê serena que alegra e encanta as pessoas com sua simpatia.



Comentário sobre os diferentes bicos de mamadeira
Antes de concluir, queria só fazer um rápido comentário sobre a experiência de recusa de minha filha em aceitar o leite materno oferecido na mamadeira no mês passado. Duas semanas após esse episódio decidi tirar leite de novo e o ofereci . E advinhem?! Dessa vez ela o aceitou! Inclusive, mamou sozinha segurando a mamadeira com as mãozinhas!

Achei tão lindo que registrei, vejam:



A moral da história é a importância de não se desesperar e insistir com algo. Não é porque o seu bebê recusou a mamadeira (a chupeta, um alimento ou o que for) uma vez que você deve se dar por vencida. Espere alguns dias, tente outras vezes, de outras formas e, acima de tudo, faça as coisas com calma e paciência para superar os obstáculos!

Um abraço!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Pastoreando o coração - Parte 4 - Vara e Consciência


Olá, hoje vim postar a parte 4 do resumo do livro "Pastoreando o coração da criança". Para ler os posts anteriores sobre essa série de resumos, basta seguir os links a seguir: Fundamentos, Objetivos e Métodos e Comunicação. O tema desta parte envolve um assunto bem polêmico: o uso da vara. Eu achei o posicionamento do autor bem equilibrado (e bíblico). Vale a pena abrir-se para essa reflexão!

Capítulo 11 - Adotando métodos bíblicos: a vara

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
Jeremias 17:9 –
Ensina que o coração é “enganoso e deseperadamente corrupto”.
Provérbios 29:15 e 17
– A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe. (...) Corrige o teu filho e te dará descanso, dará delícias à tua alma.
Hebreus 12:11
– Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz fruto pacífico aos que têm sido por ela exercitados, fruto de justiça.
Efésios 6 –
Avisa contra o perigo de provocar os filhos à ira.
Hebreus 12:5
Deixa claro que a vara é uma expressão de amor; a disciplina é uma “exortação a filhos”, ou seja, um sinal de filiação (pai/mãe que disciplina demonstra que ama).
Hebreus 12:5 e 6
Estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.

Ao discorrer sobre o raciocínio por detrás do uso da vara, Tripp diz que as questões de correção transcendem o presente e nos lembra que as crianças não nascem moral e eticamente neutras. De acordo com Prov. 22:15, a loucura e a insensatez estão atreladas ao coração do mais doce bebezinho. E como diz o texto, se permitirmos que essa estultícia cresça na criança, ela acarretará sua eventual destruição!

De acordo com o sentido das palavras loucura e insensatez (ou estultícia, dependendo da versão usada) conforme aparecem em todo o livro de Provérbios, Tripp esclarece que elas transmitem os seguintes significados: não ter temor de Deus, não se submeter à autoridade, não ouvir a repreensão, carecer de sabedoria e zombar dos caminhos de Deus.

Nesse contexto, a vida do insensato é movida por seus desejos e medos; ele vive do imediatismo de sua paixão, cobiça, expectativas, esperanças e medos. Tripp nos lembra que, em seu estado natural, nossos filhos têm corações de insensatez! Eles resistem à correção, às nossas tentativas de governá-los. Ao educá-los, precisamos lembrar que a criança que se recusa a estar debaixo de autoridade está em posição de grave perigo.

É aí que entra a vara. Ela é dada para uso neste caso extremo! Tripp deixa bem claro que não é seu direito bater nos filhos quando bem desejar. Para resgatar os filhos da morte (doença), a vara é o remédio dado por Deus (o meio de resgate). Para o autor, recusar o caminho proposto por Deus significa escolher seu próprio caminho, que leva à morte e é o cúmulo da insensatez.

Tripp afirma que, propriamente administrada, a disciplina torna humilde o coração da criança, deixando-a sujeita à instrução dos pais. A vara causa dor, mas traz colheita de justiça e paz, exatamente como promete Heb. 12:11. A vara não é a única medida, mas ela precisa ser usada.

O que é a vara?
- O uso oportuno, comedido e controlado de punição física.
- O exercício de pais, não de todos os adultos.
- Um ato de fé (confiança na sabedoria de Deus e na excelência do Seu conselho).
- Um ato de fidelidade para com a criança (expressão de amor e compromisso).

Usar a vara é uma responsabilidade dos pais como representantes de Deus. Não é o externar a ira ou frustração dos pais. É uma missão de resgate: a vara enfatiza a importância de obedecer a Deus (pois Ele é quem determina que os filhos obedeçam os pais).

DISTORÇÕES DA VARA
O conceito bíblico da vara não dá aos pais o direito de ter crises de temperamento diante dos filhos, de bater nos filhos quando desejarem (e assim provocá-los à ira conforme lemos em Efésios 6), de extravasarem sua ira e frustração reprimidos (mágoas) ou de exigirem retribuição pelo erro cometido. Nada disso! Tripp acredita que essa mentalidade punitiva associada ao uso da vara não é bíblica. Disciplinar com a vara deve produzir aproximação e não distanciamento. Ele explica que quando tem-se a mentalidade punitiva, a correção deixa de ter o objetivo de restauração para ter o objetivo negativo de pagamento.

OBJEÇÕES COMUNS À VARA
- Amo demais meus filhos para bater neles.
Para Tripp esse é um pensamento enganoso. Afinal, pergunta ele, quem se beneficia se você não disciplinar seu filho com a vara? Com certeza não é a criança! Ele reitera que o fracasso em aplicar a vara põe a criança em risco. O autor também nos lembra de Prov 13:24; de acordo com esta passagem, o ódio me impedirá de bater em meu filho, o amor me forçará a fazê-lo.

- Tenho medo de machucá-lo.
O autor argumenta que, de acordo com Prov. 23:13-14, a disciplina biblicamente equilibrada nunca põe seu filho em risco, nem mesmo fisicamente.

- Tenho medo de que essa prática o torne rebelde e irado.
Prov. 29:17 diz exatamente o oposto! Diz que a disciplina não produz filhos irados e irritados, produz filhos que estão em paz com você, em quem você pode se deleitar.

- Esse método não funciona.
O autor admite que aplicar a vara pode não funcionar, e os motivos comuns são uso inconsistente da vara, falha em persistir, fracasso em ser eficaz e, principalmente, fazer com ira.

- Tenho medo de ser processado por abuso infantil.
Taí um argumento válido, por isso Tripp nos lembra que a aplicação da disciplina não deve ser em público! Acima de tudo, disciplinar ou não com a vara é uma questão de fé: obedecerei a Deus mesmo quando há riscos ligados à obediência? Os riscos existem, seja prudente.

O FRUTO DA VARA
A vara ensina:
- Que há resultados inevitáveis do comportamento (o princípio de semear e colher),
- A estar debaixo de autoridade,
- E que as estruturas de autoridade são uma bênção.

A vara produz uma colheita de paz e justiça (fruto pacífico) e filhos felizes e bem-sucedidos.
A vara traz a criança de volta ao lugar da bênção.

"Deixada entregue a si mesma, ela continuaria a viver movida pela paixão. Continuaria a buscar conforto na escravidão de seus desejos e temores. A vara de correção faz a criança voltar à submissão aos pais, à posição em que Deus lhe prometeu a bênção" (página 131).

Quando a criança tem permissão para ser irritadiça e desobediente, uma distância se desenvolve entre os pais e a criança. Tripp lembra que seus filhos precisam ser conhecidos e entendidos (comunicação), mas que também precisam que os limites estejam claros e a correção previsível (autoridade e vara). A comunicação e a vara não são métodos isolados, são feitos para funcionarem juntos!!

Em suma, a ênfase na comunicação rica e multiforme anula a disciplina fria e tirânica. De acordo com Tripp, pais autoritários tendem a carecer de amabilidade e pais permissivos tendem a carecer de firmeza. A primazia de um ou outro desses métodos dependerá da idade do seu filho.

Capítulo 12 - Adotando métodos bíblicos: apelo à consciência

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
Romanos 2:12-16
Diz que Deus outorgou capacidade de raciocínio que discerne questões de certo ou errado; mesmo as pessoas que não têm a lei de Deus mostram que esses requisitos estão escritos em seus corações ao obedecerem à lei (consciência).
Provérbios 23
A consciência dada por Deus é sua aliada na disciplina e correção (essa consciência deve ser despertada).
Mateus 21:28-32 e 33-46
Exemplos do apelo à consciência: 1) parábola dos dois filhos, Jesus interage com os fariseus e 2) parábola dos lavradores e do dono da vinha, Jesus apela ao senso de certo e errado dos fariseus e pede que eles façam o julgamento.

Neste capítulo, Tripp sugere que, assimi como Jesus fazia ao usar parábolas, a verdade dos caminhos de Deus deve ser plantada e cultivada na consciência. O foco central na criação de filhos é conduzi-los a uma sóbria avaliação de si mesmos como pecadores, sua total incapacidade de fazer as coisas que Deus requer a menos que conheçam a ajuda e força de Deus. Os pecadores que vêm a Jesus, em arrependimento e fé, são revestidos de poder para viverem novas vidas.

Como já expôs antes, o autor reforça que a dependência dos filhos em seus próprios recursos os conduz para longe da cruz; afasta-os de qualquer auto-avaliação que os forçaria a concluir que estão desesperadamente necessitados de perdão e do poder de Jesus. A hipocrisia e a justiça própria é o resultado de dar aos filhos a lei que pode ser cumprida e dizer-lhes que sejam bons!

Por quê? Porque à medida em que vão sendo bem-sucedidos tornam-se como os fariseus, pessoas cujo exterior está limpo enquanto por dentro há todo tipo de sujeira e imundície. Ao apelar para suas consciências, os filhos são estimulados a buscarem em Deus compreensão de si mesmos.

Até mais, Talita

Confira a parte 5 do resumo clicando em Da infância à pré-escola

domingo, 6 de novembro de 2011

Pastoreando o coração - Parte 3 - Comunicação


Olá, hoje vim postar a parte 3 do resumo do livro "Pastoreando o Coração da Criança". Se você ainda não leu os resumos anteriores, recomendo que comece por eles para ter uma compreensão mais completa do livro. Para lê-los, clique em Fundamentos e Objetivos e Métodos. (A divisão de cada parte foi invenção minha para facilitar o estudo que estou fazendo com um grupo de amigas).

Comunicação, o tema dos capítulos que vim resumir hoje, é de extrema importância. Aprendi muito com os insights do autor e espero que você também aprenda!

Capítulo 8 - Adotando métodos bíblicos: comunicação

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
Efésios 6:1
– Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo.
Provérbios 23:13-19
– Não retires da criança a disciplina, pois se a fustigares com a vara, não morrerá. Tua a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno. Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem cousas retas. Não tenha o teu coração inveja dos pecadores; antes, no temor do Senhor perseverarás todo dia. Porque deveras haverá bom futuro; não será frustrada a tua esperança. Ouve, filho meu, e sê sábio; guia retamente no caminho o teu coração.
Provérbios 23:22, 26
– Ouve a teu pai, que te gerou, e não despreze a tua mãe, quando vier a envelhecer. (…) Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos meus caminhos.
Provérbios 18:2, 13
– O insensato não tem prazer no entendimento, senão em externar o seu interior. (…) Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.
Provérbios 20:5
– Como águas profundas são os propósitos do coração do homem, mas o homem de inteligência sabe descobri-los.
Provérbios 4:23 – Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem as fontes da vida.
Marcos 7:21-22
– Porque de dentro do coração dos homens é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.
Lucas 6:45
– O homem do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.

Tripp inicia esse capítulo dizendo que uma abordagem bíblica de criar filhos envolve dois elementos igualmente importantes: a comunicação e a vara. E diz ainda que a ênfase na comunicação abundante anula a disciplina fria e tirânica. O que ele percebe, porém, é que para a maioria das famílias, a comunicação se resume aos pais dizerem aos filhos o que fazer e as crianças falarem aos pais a respeito de seus desejos e sonhos. Ou seja, não há diálogo, é um monólogo - é o falar PARA em vez de falar COM.

Tripp nos lembra que o nosso 1º. objetivo, na correção, não deve ser expressar os nossos sentimentos, ira ou mágoa, pois o intuito não é dizer aos filhos como nos sentimos acerca do que fizeram ou disseram, mas levá-los a entender o que está acontecendo dentro deles. Para o autor, a mais sublime arte na comunicação não é aprender como expressar seus pensamentos, mas aprender a extrair os pensamentos do outro de modo que o objetivo na comunicação seja entender seu filho, seus conflitos interiores, olhar para o mundo através dos olhos dele e com isso saber quais aspectos da mensagem de vida do evangelho se fazem adequados a esta conversa.

Em outras palavras, o foco da comunicação deve ser a compreensão. Procure entender a natureza do conflito que seu filho está vivendo. Lembre-se de que ele também luta com sentimentos já experimentados por você. O princípio aqui é os pais estão acima e ao lado do filho. Como agentes de Deus temos a obrigação de censurar o mal com humildade de coração.

Ajude seus filhos a se expressarem, facilite a conversa. Você, assim como eles, é um pecador. Cuidado para não fazer questionamentos sobre os quais seu filho ainda não tem entendimento para conseguir responder. Faça perguntas produtivas, que ajude-o a entender a si mesmo e incentive-o a falar com clareza e honestidade sobre seus conflitos internos com o pecado.

Capítulo 9 - Tipos de comunicação

PRINCIPAIS BASES BÍBLICAS APRESENTADAS:
1 Tessalonicenses 5:14
Mostra que as diferentes condições do ouvinte exigem formas de falar diferenciadas.
2 Timóteo 3:16-17
Afirma que a correção é uma das funções da Palavra de Deus.
Salmo 119:98-100, 104
– Os teus mandamentos me fazem mais sábio que os meus inimigos; porque aqueles eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais do que todos os meus mestres, porque medito nos teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos porque guardo os teus preceitos. (…) Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; por isso detesto todo caminho de falsidade.
Provérbios 12:24 – A mão diligente dominará, mas a remissa será sujeita a trabalhos forçados.
Provérbios 13:18
– Pobreza e afronta sobrevêm ao que rejeita a instrução, mas o que guarda a repreensão será honrado.
Provérbios 14:23
– Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, levam à penúria.
Provérbios 15:1
– A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.
Provérbios 16:18
– A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda.
Provérbios 17:19
– O que ama a contenda ama o pecado; o que faz alta a sua porta facilita a própria queda.
Provérbios 19:15
– A preguiça faz cair em profundo sono e o ocioso vem a padecer fome.

Tripp defende que a comunicação precisa ser multiforme, abundante e rica!

Ele aponta que de acordo com 1 Tess 5:14, as diferentes condições do ouvinte exigem formas de falar diferenciadas. Comunicar-se envolve: encorajamento, correção, repreensão, apelo, instrução, aviso, compreensão, ensino e oração.

Todos esses fatores precisam fazer parte da sua interação com seus filhos!

Encorajamento: comunicação que inspira e torna os filhos cheios de esperança e de coragem; quando passarem pela dor do fracasso, ajude-os a avaliarem as razões do desapontamento.

Correção: comunicação que ajuda os filhos a entenderem os padrões de Deus; a Bíblia contrasta a maneira como um zombador e uma pessoa sábia recebem a correção (resistência).

Repreensão: censura, sentimento de alarme; por exemplo, é preciso ensinar que há alguns limites necessários à liberdade de falar.

Apelo: comunicação séria e intensa, expõe a alma e roga que aja com sabedoria e fé; por exemplo, quando que se trata de pecado sexual que degrada a imagem de Deus no homem.

Instrução: uma lição que ajuda o filho a entender seu mundo, a realidade espiritual e os privilégios do reino de Deus, ou seja, um referencial para que desenvolva discernimento sobre a vida através da sabedoria bíblica.

Aviso: um alerta do perigo enquanto ainda é tempo de escapar sem dano; o aviso preserva; encha suas mentes com avisos da Bíblia, como por exemplo a aplicação do princípio do semear e colher (atitude A conduz à consequência B); a internalização dessas verdades (sistema de valores) são base para a sábia discriminação ao formar amizades.

Ensino: processo de partilhar conhecimento; o ideal é fazê-lo ativamente com seus filhos, antes que ele se faça necessário, e não somente após um fracasso ou problema.

Oração: comunicação com Deus que permite uma perspectiva penetrante a respeito do filho (quando oram juntos); entender o que oram e como oram é sempre uma janela para suas almas; além disso, ao ouvir sua oração, seu filho receberá a comunicação da sua fé em Deus.

Capítulo 10 - Uma vida de comunicação

BASE BÍBLICA APRESENTADA:
Provérbios 14:7, 12:16 e 10:18
Avisos que capacitam a formar boas amizades: devemos nos afastar dos tolos (pessoas que mostram sua tolice imediatamente e espalham difamação).

Comunicar-se custa caro e exige tempo! Pois, como foi dito anteriormente, é necessário tornar-se um bom ouvinte. O autor afirma que uma conversa investigativa consome energia física e espiritual e nos lembra que ninguém disse que ser pai / mãe seria uma tarefa fácil!!

Jamais ganharemos os corações de nossos filhos se conversarmos com eles somente quando algo deu errado e defende que pais sábios começam uma conversa quando as crianças se demonstram dispostas a falar. Noutras palavras, eles largam tudo e aproveitam aquele momento estratégico.

Os pais sábios falam quando os filhos estão prontos para conversar!

Algumas pessoas pensam que ouvir é o que se faz entre as oportunidades de dizer alguma coisa. Durante o tempo de ouvir não ouvem de modo algum, estão pensando no que vão dizer. Tripp fala para não sermos pais desse tipo e nos lembra que comunicação requer resistência mental!

Reconheça seu próprio pecado e fraqueza, admita quando estiver errado, esteja preparado a buscar perdão ao pecar contra seus filhos. O direito de fazer uma avaliação inquisitiva e honesta repousa na disposição de fazer o mesmo consigo. Enquanto não estiver disposto a humilhar-se e a reconhecer seu próprio pecado, a tentativa de falar das coisas de Deus é uma falsidade!

Qual o custo-benefício para uma vida de comunicação?
- A comunicação é o vínculo que mantém pai e filho unidos. As pressões dos anos de adolescência os levam pra longe de casa e esta é a hora quando desenvolvem companheirismo com aqueles que os compreendem, os amam e os conhecem. Seus filhos não deveriam ter de sair de casa para isso! VOCÊ pode oferecer relacionamentos familiares nos quais seus filhos sintam-se compreendidos e aceitos. Lembre-se de que a atração de "más companhias" é o companheirismo.

Qual a diferença entre autoridade e influência dos pais?
AUTORIDADE: é baseada na força física (poder sobre o outro) e diminui com o avanço dos anos
INFLUÊNCIA: disposição do filho de se colocar debaixo de autoridade por causa da confiança

Quais são os benefícios de uma boa comunicação dentro do lar?
- Preparação para outros relacionamentos: aprender a arte de se expressar de forma santa o que se tem no coração, ouvir completamente e entender o que o outro pensa e sente.

- Compreensão plena da vida: desenvolvimento do caráter como mais importante do que gratificação de curto prazo.

- Redenção integrada com a vida: compreensão bíblica da humanidade (pecado) e referencial para filtrar os eventos da vida quando o pai não estiver lá para oferecer ensino e direção.

Sim, o custo é grande! Significa estar disponível e completamente engajado na arte de ser pai/mãe. Tripp escreve que é preciso considerar a paternidade/maternidade uma das tarefas mais importantes enquanto se tem filhos em casa. Lembre-se: este é o seu chamado!

Não se pode criar filhos no temor e admoestação do Senhor sem investir a si mesmo numa vida de comunicação sensível, através da qual se ajuda os filhos a entenderem a vida e o mundo de Deus. O autor nos lembra de que só temos uma breve parte da vida para empenhar-nos nisso, somente uma oportunidade, não podemos voltar atrás e refazer!

Educar nossos filhos é a tarefa prioritária, é o chamado principal de todo pai e mãe. Significa que quando se tem filhos, não se pode mais estar disponível para TODO tipo de interesse que surge. Os custos são altos, sem dúvidas. Porém, o autor nos lembra, o caminho da obediência é sempre o caminho da bênção! Assim, os benefícios em muito excedem os custos.

Bem, por hoje é só!

Até a próxima, Talita

Confira a parte 4 do resumo clicando em Vara e Consciência