Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

sábado, 15 de junho de 2013

Maternidade pela perspectiva bíblica

Mais um post sensacional sobre maternidade aos olhos de Deus!

Embora eu concorde com tudo o que a autora diz a respeito do chamado à maternidade, quero fazer um contra-ponto: eu acho que o marido precisa vir antes dos filhos (para o bem dos próprios filhos). Quando nos tornamos mães, não deixamos de ser esposas. 

"Bons cônjuges produzem bons pais" - frase dos Ezzos que eu amo tanto!

Outro comentário é que eu acho que nunca vivenciei esta hostilidade de que ela fala com relação à reação das pessoas quando estou com minhas filhas na rua. Bem, eu também só tenho duas por enquanto e percebo que, em nossa sociedade, ter dois filhos ainda é algo comum e considerado "normal". Mais do que isso já é mais facilmente estranhável.

Claro, não estou falando de mulheres de classes sociais mais baixas que têm muitos filhos e, infelizmente, pouca ou nenhuma condição de alimentá-los, vesti-los, etc. adequadamente. Mas parece que quanto mais instruída a mulher, menos filhos ela tem... uma pena.

Na minha experiência, a reação mais comum (depois do "que lindinhas"), é falarem da minha coragem - não somente por ter tido duas, mas por tê-las seguidinho, uma atrás da outra. Agora quando comento que gostaria de ter 4 filhos, aí sim é que elas esbugalham os olhos!

Eu espero sinceramente que a minha "coragem" sirva de inspiração para outras mulheres a darem o passo de fé de atender ao chamado divino para a maternidade... da mesma forma como outras mamães mais experientes, que têm 3, 4, 5 ou mais o são para mim hoje em dia. Sim, porque Deus me agraciou com muitos bons exemplos de mamães proativas. Mulheres que entenderam o seu chamado, se entregam diariamente aos pés da cruz e se dedicam integralmente à vida no lar, a suas famílias e, inclusive, à educação 'escolar' dos filhos.

Beijos, Talita

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Maternidade é um chamado
(e o valor que você dá a seus filhos)
Publicado em 14/07/2011 no site http://www.desiringgod.org/blog
Por Rachel Jankovic, esposa e mãe de seis filhos


Alguns anos atrás, quando eu tinha apenas quatro filhos e quando o mais velho ainda tinha 3, eu arrumei todo mundo para sairmos fazer uma caminhada. Depois que eu finalmente consegui achar um cantinho na mochila para o último copinho de treinamento e estávamos prontos para sair, a minha filha de dois anos vira pra mim e diz: "Eita, como as suas mãos estão cheias!".

Ela poderia muito bem ter dito: "Você nunca ouviu falar de pílula anticoncepcional?" ou "São todos seus?".

Aonde quer que você vá, as pessoas querem falar sobre os seus filhos - porque você não deveria tê-los tido, como você poderia tê-los evitado, e porque elas jamais fariam o que você fez. Elas fazem questão que você saiba que você não estará mais sorrindo quando as crianças forem adolescentes. E tudo isso na fila do supermercado, com os seus filhos ouvindo.

Um trabalho ingrato?

A verdade é que anos atrás, antes que essa geração de mães nascesse, nossa sociedade decidiu o valor que os filhos teriam na lista de coisas importantes. Quando o aborto foi legalizado, essa decisão foi escrita em forma de lei.

Ter filhos tem bem menos valor do que conquistar uma graduação. Certamente bem menos do que fazer viagens. Menos valor do que a liberdade de sair à noite a seu bel prazer. Menos valor do que esculpir o corpo numa academia. Menos do que qualquer emprego que você tenha ou espere um dia ter. Aliás, os filhos têm menos valor até do que o seu desejo de ficar por aí, à toa, apenas fuçando nas unhas. Eles estão abaixo de tudo. Ter filhos é a última coisa que você deve pensar em fazer com o seu tempo.

Se você cresceu nesta cultura, é bem difícil ver a maternidade pela perspectiva bíblica e, a partir dela, enxergar a sua vida e a vida dos seus filhos como uma mulher cristã livre. Quantas vezes já não demos ouvidos a meias-verdades e outros enganos? Será que acreditamos que queremos ter filhos porque há algum tipo de inclinação biológica ou "instinto materno"? Será que o real motivo de desejarmos tê-los é por causa das roupas lindinhas e da oportunidade de tirar muitas fotos? Será a maternidade um trabalho ingrato para aquelas mulheres que não são capazes de fazer mais, ou para aquelas que se contentam com pouco? Se sim, onde é que estávamos com as nossas cabeças?

Não é um hobby.

Maternidade não é um hobby, é um chamado. Você não coleciona filhos porque acha que eles são mais bonitinhos do que figurinhas. Ter filhos não é algo para se fazer quando for possível achar tempo na agenda. O tempo que Deus lhe deu é para cumprir esse propósito.

Mães cristãs carregam seus filhos num território hostil. Quando você está em público com eles, você está acompanhando e defendendo objetos do desdém cultural. Você está publicamente confirmando que você valoriza o que Deus valoriza, e que você se recusa a valorizar o que o mundo valoriza. Você se posiciona ao lado dos que não podem se defender sozinhos e se posiciona à frente dos necessitados. Você simboliza tudo o que a nossa cultura detesta, porque você simboliza o entregar-se por alguém - e entregar a própria vida pelo próximo é o símbolo do evangelho.

A nossa cultura tem medo da morte. Entregar a própria vida é sempre aterrorizador. Curiosamente, é esse medo da morte que impulsiona a indústria do aborto: o medo que os seus sonhos morram, que o seu futuro morra, que a sua liberdade morra - é tentar escapar dessa morte correndo para os braços da morte.

Corra para a cruz

Mas o paradigma do cristão deve ser outro. Nós devemos correr para a cruz. Para a morte. Então entregue suas esperanças. Entregue o seu futuro. Entregue as coisas pequenas que a irritam. Entregue seu desejo de ser reconhecida. Entregue a sua impaciência com as crianças. Entregue a sua casa perfeitamente limpa. Entregue as queixas que você tem com relação à vida que você leva hoje. Entregue a vida imaginária que você poderia estar vivendo se não tivesse filhos. Apenas entregue.

Morte para si mesma não é o fim da história. Nós, mais do que todas as pessoas, deveríamos saber o que vem após a morte. A vida cristã é uma vida de ressurreição, uma vida que não pode ser contida pela morte, o tipo de vida que só é possível quando você já foi para a cruz e de lá voltou.

A Bíblia é clara quanto ao valor que os filhos têm. Jesus amou as crianças, e somos ordenadas a amá-las e a educá-las no caminho do Senhor. Devemos imitá-lo e nos deleitarmos em nossos filhos.

A pergunta é "como".

A pergunta aqui não é se você está representando ou não o evangelho, mas como você o está fazendo. Você tem entregado a sua vida aos seus filhos com rancor? Você enumera todas as coisas que faz por eles como um agiota contabiliza débitos? Ou você dá vida a eles da mesma forma que Deus o fez por nós - liberalmente?

Não adianta fingir. Talvez você consiga enganar algumas pessoas. Aquela pessoa na fila da loja pode acreditar no seu sorriso amarelo, mas os seus filhos não acreditarão. Eles sabem exatamente o valor que eles têm para você. Eles sabem quais são as coisas que você valoriza mais do que a eles. Eles sabem cada rancor que você guarda contra eles. Eles sabem que você fingiu uma resposta simpática àquela senhora apenas para depois ameaçá-los ou gritar com eles no carro.

Filhos sabem a diferença entre uma mãe que está fingindo para um estranho e uma mãe que defende suas vidas e o seu valor com seu sorriso, seu amor e sua absoluta lealdade.

Mãos cheias de coisas boas.

Quando minha filhinha disse: "Como as suas mãos estão cheias!", eu fiquei feliz porque ela já sabia qual seria a minha resposta. Era a mesma de sempre: "Sim, elas estão cheias - cheias de coisas boas!".

Viva o evangelho nas coisas que ninguém vê. Sacrifique-se pelos seus filhos em áreas que somente eles saberão. Valorize-os acima de si mesma. Eduque-os no ambiente puro da vida no evangelho. Seu testemunho do evangelho nos pequenos detalhes da vida tem mais valor para eles do que você pode imaginar. Se você falar para eles do evangelho, mas viver para si mesma, eles jamais crerão. Entregue com alegria a sua vida por eles todos os dias. Entregue a mesquinhez. Entregue a irritação. Entregue o rebuliço por causa da louça, por causa da roupa, ou porque ninguém sabe o duro que você dá.

Pare de se apoiar em si mesma e apoie-se na cruz. Há mais alegria, mais vida e mais gargalhadas do outro lado da morte do que você é capaz de alcançar por si mesma.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Motivos (falsos) para se fazer uma cesárea eletiva!

Essa semana publiquei aqui no blog dois relatos de parto desmistificadores!

O primeiro é o relato da história da Tereza, que passou pela experiência de parto três vezes - aos 35, 39 e 42 anos de idade - e que nos conta como foi passar por cada um deles. E o segundo é o relato da história da Bete que, aos 29 anos, conseguiu ter parto normal apesar da bebê ter uma circular de cordão no pescoço.

Como não podia deixar passar, aproveito hoje para comentar o relato das experiências delas e também apresentar outras razões muito comuns usadas hoje em dia para se fazer uma "desnecesárea". Para ajudar quem está se preparando para o dia do parto, vou compartilhar links com indicações de leituras de blogs que eu costumo acessar. Como sabem, gosto desse assunto e, portanto, leio bastante a respeito!

Highlights sobre a história da Tereza
- O apoio da família. Logo no início do relato, ela menciona que tanto o marido quanto os sogros ficaram martelando em sua orelha que parto normal era melhor. Achei interessante por causa da nacionalidade deles (franceses). Lembrei na hora do relato da Vanessa, uma brasileira que teve os 2 filhos no Canadá. Com ela foi o contrário, na primeira gestação sua mãe tentou a todo custo convencê-la a fazer cesárea porque não conseguia entender o que levaria uma mulher a querer parir naturalmente (sentir dor). E isso, claro, traz à tona toda aquela discussão sobre diferenças culturais que faço no post Está na dúvida entre parto normal ou cesárea?. Para a mentalidade estrangeira é inconcebível essa escolha entre cesárea ou parto normal. Ou seja, para eles não faz sentido realizar uma operação cirúrgica para algo que é um evento fisiológico.

- A obstetra "vaginalista". Como ela mesmo ressalta, ela foi abençoada de pegar uma médica pró-parto normal desde o início, o que não aconteceu aqui em SP quando ela foi ter o 3º. bebê. Encontrar um obstetra não-cesarista é um problema recorrente nas grandes metrópoles! Não pude deixar de lembrar do post Lista Bem Humoradas de Perguntas, publicado por Materny no blog Gravidez, Parto e Maternidade. É um teste para ajudar grávidas a descobrirem se o seu médico é do tipo mais intervencionista ou mais liberal.

- Boa saúde física. A Tereza tocou num assunto importante, a da saúde física. Mesmo antes de engravidar, ela era uma pessoa que se exercitava muito. Não sei até que ponto isso realmente facilita, em termos físicos, a evolução do TP, mas que deve ajudar em termos psicológicos, isso deve! É um hipótese minha, não li em nenhum lugar a respeito (embora imagino que deva ter estudos a respeito), mas tenho a impressão de que no geral pessoas "dadas aos exercícios físicos" têm maior perseverança e tolerância à dor. Acho que mulheres assim devem encarar melhor a situação do parto no momento da dor. Não significa que elas não vão ter medo de sentir dor, mas por se exercitarem com frequência elas estão mentalmente mais acostumadas a desafiarem seus próprios limites físicos. A Tchella, do blog Batatinha-tinha, escreve o post Preparando-se para o parto... e faz comentários interessantes sobre o preparar-se. Vale a pena também conferir Dor do Parto - Como Aliviar (por Materny).

Highlights sobre a história da Bete
- A circular de cordão e outros mitos. Se você leu o relato da Bete e ainda não ficou convencida porque já ouviu história de que o bebê pode morrer sufocado se tiver uma circular de cordão em volta do pescoço, quero indicar três posts para você entender como funciona a respiração do bebê dentro da barriga da mãe e tirar de vez suas neuras quanto a isso. O 1o é o Circular (por Materny), o 2o é A falácia da circular de cordão (por Dra. Melania Amorim) e o 3o é o Cordão umbilical no pescoço, e agora? (por Ana Cris Duarte). Por mais absurdo que possa parecer, eu já ouvi o desabafo recente de uma gestante primagesta, conhecida minha, que se sentiu pressionada pelo médico a agendar a cesárea assim que completasse 38 semanas por causa da tal da circular no pescoço! Num e-mail para mim ela escreveu:

"Oi Tá, a minha pequena já está encaixadinha e tudo certinho, mas o médico quer marcar cesárea porque está com medo da pressão subir na hora do parto e porque está com o cordão umbilical enrolado no pescoço. Segunda-feira vou passar em consulta e vamos marcar a cirurgia, mas estou com medo de estar sendo vítima do sistema de hospitais particulares que só querem fazer cesárea por qualquer motivo e adiantar as coisas. Mas ao mesmo tempo vou fazer o quê? Se o médico diz que é risco para as duas, nenhuma mãe do mundo quer o mal para o seu bebê. Mas estou com medo".

Como a Tchella no post "Re-volta?", eu fico indignada com médicos que fazem isso! E olha que circular é apenas um dos mitos, tem tantos outros. O campeão deve ser a famosa desculpa "Não tive dilatação". A Ana Cris dá um show no post com esse título explicando como é que realmente acontece num trabalho de parto. Eu aprendi muito com ele, vale muitíssimo a pena conferir. Veja outros posts legais para ler aqui e aqui. E para quem encara ler artigos científicos, leia também Indicações reais e fictícias de cesariana!

Um obstetra que transmita confiança. Confesso que o médico da Beth é uma incógnita para mim, rsrs. Ao mesmo tempo em que ele foi muito incentivador do parto normal e procurou tranquilizá-la de que não faria cesárea a menos que realmente fosse necessário (algo, sem dúvida, importante), achei estranho ele "só por precaução" já deixar a cesárea agendada. Vocês perceberam qual foi o prazo-limite que ele deu para ela nascer? O dia em que completasse 40 semanas de gestação. Como assim, doutor? Eu achei uma tremenda incoerência. Como ele pode dizer que circular de cordão não é indicativo para cesárea (corretamente), mas presumir que passar de 40 semanas de gestação o é (falso)? Ainda bem que a Valentina foi esperta e resolveu nascer antes, rsrs. E se a idade gestacional dela não fosse bem aquela (algo super possível de acontecer, pois quem garante que naquele dia ela realmente completaria 40 semanas?), ela teria sido arrancada à força do útero, estando ou não pronta, numa cesárea eletiva.

E cesáreas eletivas são sempre mais perigosas do que alguns médicos nos fazem crer. Para ler sobre isso, leia Riscos da cesárea agendada (por Materny. Não posso reforçar a importância de você se aprofundar e descobrir quando a cesárea pode ser necessária e quais os riscos que ela apresenta para a vida do seu bebê. Leia mais em Escolhendo a Cesárea - Riscos e Benefícios (por Adele Doula)

-  Liberdade no parto X intervenções desnecessárias. Tanto a Tereza como a Bete tocaram no assunto da posição durante o parto. Na experiência do 3o parto (que ela não menciona no relato, mas aconteceu no Hospital Santa Catarina, em SP), a Tereza conta que pôde usar a banheira e que teve a liberdade de andar pelo quarto. Ela diz: "A cada vez que eu percebia que vinha uma contração, eu me agachava de cócoras e fazia força para o bebê descer e conseguir a dilatação naturalmente, sem a tal da ocitocina". Já a Bete, que ganhou no São Luiz, também em SP, conta que aproveitou para andar bastante durante a uma hora de espera na recepção do hospital, mas que devido a protocolos hospitalares perdeu essa liberdade ao ir para a sala de parto. Sobre isso ela diz: "Pedi para ir andando porque assim controlaria melhor a dor, mas não me deixaram. Me levaram na cadeira de rodas". Ela também faz uma observação interessante sobre o incômodo que é ficar deitada em meio a contrações durante a fase ativa de TP (nesse momento ela ainda ainda estava na sala de pré-parto, mas já com 5,5 cm de dilatação e sentindo muitas dores): "Ela me colocou deitada para o exame. A única coisa que eu não queria naquele momento era ficar deitada, mas não tinha outro jeito". Sobre isso, indico a leitura de dois posts super interessantes: Liberdade no Parto (por Materny) e Plano de Parto (por Drika Cerqueira). Indico esse último post, principalmente, porque ele trata da questão da mulher se informar e refletir de antemão sobre como quer que seja o seu parto, quais intervenções rotineiras ela aceita não que sejam feitas pelo médico e pelo hospital. A Tereza conta que, no 3o parto, se recusou a tomar a ocitocina e que o médico então propôs uma outra alternativa para acelerar o parto (descolamento da placenta). Achei engraçado ela relatar isso porque até poucas semanas antes do Yann nascer, nós conversamos um pouco e eu contei para ela a minha experiência traumática no parto da Alícia (as muitas horas de ocitocina porque eu cheguei no hospital cedo demais). Ela entendeu o recado e não deixou que colocassem o sorinho nela! Também sugiro que leiam sobre Intervenções no Parto Normal (em 4 partes, leiam todas!) para saber sobre esse negócio de mandarem você fazer força, cortarem o seu períneo, empurrarem sua barriga, uso do fórceps, etc. e etc.

Bem, por hoje é só. Espero que as indicações de leitura sejam bem aproveitadas!

E desejo um bom parto pra vocês.

Beijos, Talita

terça-feira, 4 de junho de 2013

Relato de parto normal com circular de cordão!

Desde que eu era pequena, eu sonhava em ter filhos. Porém tinha muito medo.

Com o passar dos anos, me formei na faculdade, fiz pós-graduação e me casei. Aos 29 anos, achei que seria o momento certo e prometi para mim mesma que seria mãe antes dos 30.

E Deus ouviu o meu pedido.

Conversei com meu esposo e ele também achou que seria o momento, e assim foi. Engravidei e essa foi a melhor de todas as minhas experiências. A minha gravidez foi muito tranquila, enjoei pouquíssimo e tive muita disposição. As pessoas me perguntavam: "Você não cansa?". Isso porque eu tinha duas atividades, trabalhava fora e em casa.

Trabalhei até o último dia de gestação. Sai do trabalho e fui direto para a maternidade.

A pequena Valentina estava programada para nascer até 06/11/12. No mês de out/12, passei a fazer o monitoramento dela com mais frequência. Em umas das visitas, descobri que a bebê estava com uma circular de cordão no pescoço.

O médico que fez o exame pediu para eu agendar consulta com o meu obstetra o mais breve possível. Saí da clínica assustada e, na seqüência, já liguei para o meu médico e agendei consulta para o dia seguinte. Passei a noite quase em claro. Nessa mesma noite, tive algumas contrações de madrugada, porém leves.

Cheguei para a consulta no dia seguinte bem preocupada, o médico me chamou e já foi perguntando se estava tudo bem. Entreguei o exame e de imediato ele disse: "A bebê tem uma circular de cordão no pescoço". Então perguntei quais seriam os riscos da circular e se impediriam o parto normal. Com tranquilidade, ele me respondeu que não, que iríamos monitorar e, que faríamos a cesárea somente se fosse necessário.

Ele então pediu para me examinar e disse feliz: "Já está com 1 cm de dilatação". Pensei comigo: "Ainda faltam 9!". Rsrs. Fui embora feliz da vida, com consulta agendada para a semana seguinte, em 29/10/12.

Passei a semana bem. Estava tranquila, pois a programação era até 06/11. Naquela semana, consegui arrumar as malas, o enfeite da porta e uma das lembrancinhas. 

No dia  28/10, não dormi bem, a bebê mexeu bastante e senti incômodos. 

Acordei cedo no dia  29/10 e me arrumei para a consulta. No caminho, comentei com o meu esposo que a Valentina estava mexendo mais que o de costume e que eu também estava bem agitada. 

Ao chegar no consultório, precisei esperar um pouco devido ao atraso de outros atendimentos.  Após algum tempo de espera, o médico me chamou e disse: "Está chegando, hein menina?". Eu, confiante, imaginei que teria tido grandes evoluções na dilatação.

Ele me examinou e disse que tinha mudado meio dedo. Ou seja, estava com 1 cm e meio de dilatação. Fiquei triste e ele, mais uma vez, me tranquilizou e disse que iria fazer o parto normal, que ainda tínhamos uma semana e que tudo poderia mudar em um único dia. Mas, por segurança, ele disse que agendaria a cesárea, pois o prazo-limite era 06/11/12.

Saí do consultório aos prantos. Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo.

Cheguei no trabalho e todos ficaram preocupados, acharam que tinha acontecido algo. Contei para eles e o meu cunhado leu uma passagem da Bíblia. Após isso me acalmei, fui ao banheiro e conversei com Deus e com a Valentina. Entreguei nas mãos do Senhor e descansei, pois sabia que Ele estava no controle.

Voltei para a minha mesa e esqueci de tudo. 

No final do expediente, às 18:00, organizei as minhas coisas para ir embora. Ao me levantar, senti que algo estranho estava acontecendo e corri para o banheiro. Quando voltei. me perguntaram o que tinha acontecido e eu disse que tinha feito xixi na calça, rsrs. Após alguns minutos, aconteceu novamente e foi então que percebi que não era xixi, a bolsa tinha rompido. 

Contei para o pessoal do trabalho e eles ficaram como "baratas tontas", rsrs, nervosos.  Pedi que todos se acalmassem porque estava tudo bem. Não sei de onde surgiu tanta calma.

Antes de ir ao hospital, tentei falar com a minha sogra que é enfermeira, pois não queria passar "carão", mas infelizmente ela não atendeu. Então resolvi ligar para o meu médico. Ele estava em atendimento e não pôde me atender na hora. Expliquei para a secretária dele e ela também ficou "enlouquecida". Ela disse que era para eu ir para o hospital e, de lá, pedir para alguém do hospital ligar para o médico.

Desliguei o telefone e pensei: "Esse povo tá todo doido!", rsrs.

Por último. telefonei para o meu esposo e contei para ele que havia rompido a bolsa, mas falei que era para ele ficar tranquilo. Não teve jeito, ele ficou nervoso. Era o único que estava faltando para o "bando de loucos", rsrs.

Meu cunhado me chamou e disse que iria me levar para a maternidade. Ele só ia tomar um café antes e perguntou se eu queria um pão na chapa. É óbvio que eu respondi que sim! Precisava me alimentar, rs.

Subi até a cozinha para comer e o povo dizendo: "Você não pode subir escadas". E eu respondi: "Calma gente, eu é que estou tendo o filho e está tudo sob controle". Rsrs.

Acabei o meu lanche e então fomos para a maternidade. Era umas 18:25. No caminho, comecei a sentir as contrações, estavam fracas e nada de eu ficar assustada. 

Chegamos à maternidade por volta da s 19:10, fizeram o meu cadastro e esse foi o tempo que levou para o Marcos, meu esposo, chegar apavorado.

A recepcionista pediu para eu aguardar um pouco porque naquele dia a maternidade estava lotada. 

Após alguns minutos de espera, me chamaram para a sala de triagem. Entrei e a enfermeira fez algumas perguntas e pediu para eu me trocar. No momento em que tirei a roupa, senti algo quente descer pelas minhas pernas. Foi aí que "ficha caiu" que eu estava em trabalho de parto! Retornei para a sala e ela fez o exame de toque e o cardiotoco. Estava com 4 cm de dilatação e com contrações aceleradas. 

Imediatamente, ela ligou para o meu médico e ele pediu para fazerem a minha internação. 

Após o exame, me vesti e fui aguardar novamente na recepção até liberarem um apartamento. Esperei por mais uma hora. Nesse período, percebi que as contrações estavam aumentando, mas nada que não fosse suportável. Me lembrei das orientações da minha sogra: "respirar e manter a calma". 

Lembrei também de alguns artigos e programas de TV que falavam que era para caminhar. E foi o que fiz, parecia uma louca. Apareceu um ser na minha frente e disse: "Estou com dó de você, você vai sofrer muito". Minha vontade era de dar um soco nela!!! Mas não podia ser presa... a minha filha estava prestes a nascer, rsrs.

Depois dessa uma hora de caminhada e de muitas contrações, me chamaram e me colocaram em uma sala de pré-parto para fazer outro exame de toque e cardiotoco. A enfermeira me examinou e eu estava com 5,5 cm dilatação (às 20:40). Ela falou que iria colocar o soro com analgésico e junto faria o cardiotoco. 

Ela me colocou deitada para o exame. A única coisa que eu NÃO queria naquele momento era ficar deitada, mas não tinha outro jeito. Na metade do exame comecei a ter contrações mais fortes.

Pensei comigo: "É agora que vai nascer!". Suei e fiquei com calor ao mesmo tempo. Quando a enfermeira voltou, eu tinha arrancado toda a minha roupa, rsrs.

A enfermeira-chefe entrou novamente e perguntou, de 0 a 10, qual era o grau da dor. Eu disse 1000, hahaha! Então ela me examinou e eu estava com 7 cm. Eram 21:45. Ela me colocou no banho e disse que, quando eu saísse, o anestesista chegaria para acabar com a dor. 

Tomei um banho de 20 minutos e as contrações só aumentavam. Eu não conseguia contá-las mais. Por fim, o anestesista chegou e me levaram para a sala de parto. Pedi para ir andando porque assim controlaria melhor a dor, mas não me deixaram. Me levaram na cadeira de rodas. 

Ao chegar na sala, o meu médico deu um sorriso como quem diz: "Não falei que seria normal?".

As dores estavam com os minutos contados! Eu estava prestes a receber a peridural. Ahhh, quando aplicaram a anestesia parecia que tinham tirado a dor de mim com as mãos!

O médico fez o toque e disse: "Menina, você já está com 10 cm". Eu não acreditava que eu estava ali e que o parto iria acontecer como sonhado. Mais uma vez, tive a certeza de que Deus estava no controle de tudo.

Fizeram o último cardiotoco e o médico falou que eu precisaria fazer muita força. Era para eu respirar e fazer força e foi o que fiz. Na primeira vez, a Valentina já apontou. Fiz força mais duas vezes e ela quase nasceu.

Porém, a circular estava impedindo que ela saísse. Então, para o bem dela, o médico fez uso do "fórceps de alivio" e a minha Valentina nasceu às 23:40, pesando 3,145 kg e medindo 47 cm. Perfeita!

Hoje eu falo para todas as "gravidinhas" que conheço para fugirem da cesárea. O parto normal é uma experiência única e, sem dúvidas, a melhor escolha que fiz para mim e para minha filha. Passaria por tudo novamente e por cada minuto de dor, pois a recompensa é muito grande!


A recuperação foi muito rápida. No dia seguinte, eu já estava fazendo tudo e até me esquecia de que tinha feito um parto.

Hoje a Valentina está com 7 meses e eu optei por trabalhar em casa para aproveitar e cuidar dela ao máximo. Ainda estou amamentando e farei isso pelo menos até ela completar 1 ano..

Desculpe-me se me prolonguei no relato. Resumi algumas partes, mas um relato desses não tem como!

Beijos da mamãe Bete e da bebê Valentina

Para ler os meus comentários a respeito deste relato, clique aqui.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Relato de partos normais após os 35 anos de idade!

Oi Talita,

Depois de tanto tempo que você me pediu, vou tentar escrever o relato dos meus partos.

Acredito que para o bom andamento de um parto, em primeiro lugar, precisa ser assistida por um médico que seja pró-parto normal. Quando eu tive meu primeiro filho (aos 35 anos), eu estava morrendo de medo e não tinha muita certeza do que eu queria. Mas o meu marido e meus sogros (que são franceses mas vivem no Brasil desde 1969), ficavam martelando na minha orelha que parto normal era melhor.

Para a minha benção, a médica que uma amiga me indicou era ''vaginalista' e bem desencanada. Ela me deixava bem à vontade e não tinha aquele monte de "não pode fazer isso" e "não pode fazer aquilo". Ela sempre falava que gravidez não é doença e se você não tem nenhum tipo de restrição, como precisar fazer repouso para não perder o bebê, então "bola pra frente" e vida normal. Quando o obstetra não faz do parto um bicho de 7 cabeças, já é um bom começo. A mulher já está tão ansiosa, cheia de perguntas e dúvidas que o que a gente menos precisa é um obstetra manipulador que faz com que algo natural seja algo sobrenatural.

Eu corria três vezes por semana, fazia academia todo dia - 30 min de esteira, 40 de musculação - e mais 1h de treino na piscina, fazendo série de ritmo moderado a forte (mas sem explosão, ou seja, não muito forte). Mas ela me permitia fazer tudo isso por que eu já estava acostumada a este ritmo. Ela me falava que o que não pode é engravidar e querer começar a malhar só pra não engordar muito. Quando o corpo já está acostumado, não há restrições. Então eu segui neste ritmo até o oitavo mês, quando no início do nono percebi uma gosma meio marrom. Tinha perdido o tampão do útero e aí ela me recomendou parar com as atividades para não ter o bebê antes do tempo.

As contrações começaram no início do nono mês, mas eram bem fraquinhas, as chamadas de Braxton-Hicks. A médica me dizia que contrações boas eram aquelas que vinham sincronizadas, a cada 20, 15, 10, até chegar a cada 5 minutos, que já era então hora de ir pro hospital. Tive algumas contrações fortes durante umas duas ou três madrugadas, mas como não eram regulares, eu nem ligava pra elas. Até que, depois do 3o dia, eu liguei e expliquei que tinha tido algumas "cólicas" mais fortes durante a madrugada, mas que durante o dia elas quase paravam e não eram tão doloridas. 

Ela me pediu para ir até o consultório, me examinou e viu que eu já estava com 5 cm de dilatação. E, na calma de sempre, me disse pra voltar pra casa, fazer uma refeição leve e depois ir para o hospital, por volta das 14:00, pra dar entrada na internação. Ela explicou que eles iriam me colocar no sorinho (ocitocina) para ajudar as contrações a serem mais regulares e concluiu que por volta das 18:00 o bebê nasceria. 

Realmente meu primeiro parto foi bem animador! As contrações eram como cólicas menstruais mais fortes. Eu não tenho cólicas menstruais, mas imagino que sejam assim para quem tem. Consegui aguentar as dores na boa, nada parecido com aquelas cenas de novela que a mulherada fica se esgoelando. As enfermeiras vinham me perguntar se estava tudo bem, até que chegou a dilatação necessária. Fui para o centro cirúrgico, foi ministrada a anestesia de alívio e depois foi só alegria. Sem mais dores das contrações, apenas fazendo força quando a barriga ficava endurecida, tive vontade de tascar um beijo no anestesista, porque a dor das contrações são chatinhas, digamos assim, mas não foram sincronizadas como a obstetra esperava. 

O Thierry nasceu às 19:30, com 3,830 kg. Com 39 semanas e alguns dias.

Quatro anos depois, a minha segunda filha nasceu com 38 semanas e alguns dias, pesando 3,300 kg. O parto da Julie foi diferente pois a bolsa rompeu de madrugada. Eu fui para o hospital às 2:00 da manhã, mas as contrações pararam. Por volta das 7:00, me colocaram na ocitocina. Como as contrações eram fracas e poucas, às 11:00, mais ou menos, aumentaram a dosagem. A partir do meio-dia, começaram as contrações fortes. Foram três contrações (muito mais doloridas do que as do primeiro parto) e pronto, fui para o centro cirúrgico porque já estava "no ponto". Mas pareceu uma eternidade até me darem a anestesia (perto das 13h). Foi a meia hora mais demorada da minha vida.

Passado mais 4 anos e meio, veio o Yann. Na terceira gravidez (aos 42 anos) não dava para eu ir pra Santos onde tive os outros dois partos. E aqui em São Paulo foi uma dificuldade achar um médico que tivesse um discurso em que eu pudesse confiar. O bebê tinha uma cardiopatia e os médicos aproveitavam este fato (mais o fator da minha idade) para vir com a conversa de que não podiam garantir que eu teria um parto normal. Isto apesar de eu apresentar uma carta da cardiologista pediátrica que acompanhava a minha gestação que dizia que a cardiopatia do bebê não tinha nenhuma restrição quanto ao parto normal.

Já quase no final da gestação, já com 37 semanas, eu liguei para a minha médica em Santos para pedir ajuda. Ela me indicou um amigo dela de faculdade que atende em SP, com o qual eu passei em uma única consulta e falei apenas 2x por telefone.

O terceiro parto foi o mais fácil de todos!

Com quase 39 semanas, tive um corrimento de cor meio marrom (um pequeno sangramento), mas as contrações continuavam muito fracas e nada regulares. O médico me pediu para ir direto para o hospital. Lá a parteira me examinou e ligou para o médico que pediu para me colocar no tal do 'sorinho' (ocitocina) de novo. Eu me recusei a tomar ocitocina e então o médico pediu para a enfermeira fazer um descolamento da placenta para o peso do bebê fazer a cabeça descer. Comecei a ter algumas cólicas, mas ainda muito discretas.

Tentaram a banheira para eu relaxar e o bebê descer, mas as contrações que já não eram fortes pararam de vez. Saí da banheira e comecei a andar pelo quarto. A cada vez que eu percebia que vinha uma contração, eu me agachava de cócoras e fazia força para o bebê descer e conseguir a dilatação naturalmente, sem a tal ocitocina. O médico então me sugeriu tomar ocitocina junto com a analgesia para que as contrações mais fortes ajudassem na expulsão do bebê. Foi uma questão de 15 minutos. A analgesia junto com a ocitocina foi feita às 16:15 e o Yann nasceu às 16:29. Com 2,770 kg. Acho que foram umas 3 ou 4 contrações.

Bem, quanto à episiotomia, foi feita nas 3 vezes, sendo que no último acho que não era necessário, mas Brasil é Brasil e como os médicos ganham mais por cada procedimento feito... No pós-parto a episio é indolor, fica apenas um leve incômodo que para mim não durou mais do que uma semana. 

Não dá pra dizer que não dá aquele friozinho na barriga quando você vê que chegou a hora. E sempre depois dos partos era tanta adrenalina que eu nem acreditava, não conseguia dormir, ficava pilhada! A pediatra que fez o atendimento na sala de parto já colocou o bebê no meu peito para estimular a amamentação. Para  dizer a verdade, a descida do leite me doeu muito mais no 2o. e 3o. parto, do que os partos propriamente ditos.

Vou explicar porque. Como o Thierry é menino e nasceu bem e grande, ele mamava bem. Esvazia bem as mamas e a descida do leite, apesar de dolorosa, não foi tão traumática para mim. Já a Julie mamava devagar. Ela parava, se distraía, soltava o bico... Então demorava para esvaziar a mama e e tinha dificuldades para pegar o peito por estar muito engurgitado (duro). Tive que ir a um hospital que tinha banco de leite para aprender como massagear a mama e drenar o leite antes da mamada, e como ajudar a Julie a pegar o peito corretamente. Foi um processo doloroso e levou uma semana pelo menos. Eu chorava de dor antes de cada mamada.

Agora o Yann, como ele estava na UTI e com sonda pela boca, também teve mais dificuldades de pegar o peito. Pior ainda, o leite veio e ele não mamava. Eu tinha que fazer ordenha manual. Foram dois dias horríveis que pareciam que nunca iam passar. Falei com o obstetra e, como eu queria amamentá-lo, ele falou para eu fazer a ordenha por mais ou menos uma hora, depois enfaixar o peito bem apertado e não mexer mais durante à noite. Também falou para o eu tomar um Tylenol para dor. Tentei amamentá-lo por 2 meses, mas com a rotina de sair, médicos e exames, mais a dificuldade dele de pegar o peito (porque depois que ele pegou o jeito, cansava e não conseguia mamar até se saciar por causa da cardiopatia), decidimos ficar só com a mamadeira. Ainda tentei a bombinha até o terceiro mês, mas não dava por causa de tantas idas a médicos, exames e cirurgias.

Mas voltando ao parto, a vantagem do parto normal, especialmente para quem já tem outro filhos, é que não se tem restrições, você pode falar, pode andar, pode comer, tudo logo após o parto. E depois que o bebê nasce, você tem que levantar para amamentar à noite, trocar a fralda, dar banho, é um senta e levanta, senta e levanta. E como eu gosto de independência e não queria ninguém em casa dando palpite em como cuidar do meu bebê, cesárea para mim estava fora de cogitação.

Missão cumprida, Talita, demorei mas está tudo aí.

Beijos, Tereza Peron

Para ler os meus comentários a respeito deste relato, clique aqui.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Maternidade aos olhos de Deus

Hoje eu preparei um post bem especial que, embora atrasado, traz uma mensagem profunda em homenagem à celebração do Dia das Mães. Ele não é de minha autoria (foi extraído do site Vision Forum Ministries), mas foi traduzido por mim. É sobre um assunto que eu amo e que este blog pretende valorizar: a maternidade aos olhos de Deus

Embora o autor se refira especificamente à história e atualidade dos EUA, vejo muitas semelhanças com o que acontece aqui no Brasil. Bem, na realidade, eu gostaria de dizer muitas coisas a respeito do texto abaixo, mas vou poupar você dos meus comentários e permitir que Deus fale diretamente ao seu coração enquanto você lê e absorve essas preciosas verdades. Que o Senhor se revele a você e a toque de um jeito especial hoje!

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A ascensão e queda e ascensão
da maternidade nos EUA
Publicado em 10/05/2013 no site http://www.visionforumministries.org
Por Doug Phillips, presidente da Vision Forum Ministries

As mulheres são as únicas que podem ser mães. Será que estamos nos esquecendo disso?

Apenas uma mulher pode carregar em seu corpo um ser eterno que carrega a própria imagem de Deus. Apenas ela é a recebedora do milagre da vida. Apenas uma mulher pode conceber e nutrir esta vida usando sua própria carne e sangue, e depois parir uma alma vivente para o mundo. Deus concedeu unicamente a ela um milagre genuíno – a criação da vida, e a fusão de uma alma eterna com uma carne mortal. Este fato por si só estabelece a glória da maternidade.

Apesar das mais criativas tentativas de cientistas humanos e legisladores para redefinir os sexos, homem algum jamais poderá conceber e parir uma criança. O ventre fértil é um dom sagrado dado por Deus para a mulher. Esta é uma das razões pelas quais o ofício de esposa e mãe é um dos maiores chamados que uma mulher pode almejar.

Este é o motivo pelo qual nações que temem o Senhor estimam e protejem as mães. Elas se gloriam nas distinções entre homens e mulheres, e tentam estabelecer culturas em que a maternidade é honrada e protegida.

Em seu famoso comentário sobre a vida americana primitiva, Democracia na América, Alexis de Tocqueville explicou:

Portanto, os americanos não acham que homens e mulheres têm o dever ou o direito de desempenhar os mesmos ofícios, mas eles demonstram equidade na consideração que têm por ambas as partes; e embora sua porção seja diferente, eles consideram ambos seres de igual valor. Eles não dão à coragem da mulher a mesma forma ou a mesma direção dada à do homem, mas eles nunca duvidam de sua coragem; e se têm para si que o homem e a sua parceira não devem exercitar seu intelecto e entendimento da mesma forma, eles creem pelo menos que o entendimento de um é tão são quanto o do outro, e o intelecto dela igualmente claro. Deste modo, portanto, embora eles tenham permitido que a inferioridade social da mulher continue, eles fizeram tudo o que podiam para elevá-la moral e intelectualmente ao nível do homem; e a este respeito me parece que eles compreenderam com excelência o verdadeiro princípio de aperfeiçoamento democrático.

De Tocqueville contrastou a compreensão americana das mulheres com sentimentos europeus:

Há pessoas na Europa que, confundindo as diferentes características dos sexos, transformavam o homem e a mulher não apenas em seres de igual valor, mas idênticos. Elas davam a ambos as mesmas funções, impunham sobre ambos as mesmas obrigações, e concediam a ambos os mesmos direitos; eles os misturavam em tudo – nas ocupações, nos prazeres e nos negócios. Pode-se facilmente perceber que ao tentar tornar um sexo igual ao outro, ambos são degradados, e de tão absurdas misturas sobre a obra da natureza o resultado não poderia ser outro, mas homens fracos e mulheres desordeiras.

A Guerra Contra a Maternidade

A glória da América eram suas mulheres. Era nisto que Tocqueville cria quando escreveu:

Quanto a mim, eu não hesito em declarar que embora as mulheres dos Estados Unidos estão confinadas no estreito círculo da vida doméstica, e sua situação seja em certo respeito uma de extrema dependência, em lugar nenhum eu vi mulheres ocupando uma posição tão exaltada; e se me perguntassem, agora que estou chegando à conclusão deste trabalho, em que eu falei de tantas coisas importantes feitas pelos americanos, a que em grande parte pode-se atribuir a singular prosperidade e crescente força deste povo, eu responderia: À superioridade de suas mulheres.
Mas este direito de nascença foi trocado durante o último século por algo trivial. Talvez o maior legado do século 20 foi a guerra contra a maternidade o patriarcalismo bíblico. Feministas, marxistas e teólogos liberais fizeram do seu alvo atingir a instituição familiar e desviá-la da estrutura e prioridades bíblicas. Os resultados são androginia, um declínio radical na taxa de natalidade, aborto, famílias de mães solteiras e confusão social.
Por incrível que pareça, a maior história do século 20 nunca virou manchete de jornal. De alguma forma passou desapercebida. Foi o massivo êxodo feminino dos lares e a consequente queda da maternidade. Pela primeira vez na história registrada do Ocidente, mais mães deixaram seus lares do que ficaram neles. Ao deixar o lar, a experiência e realidade da infância, vida familiar e feminilidade foram fundamentalmente redefinidas, e os resultados têm sido tão ruins que se este padrão não for revertido, nossos netos possivelmente viverão num mundo onde tanto a verdadeira cultura da família cristã quanto a definição histórica do casamento serão coisa dos contos de fadas.
Muitos “ismos” influenciaram esse padrão – evolucionismo, feminismo, estatismo, eugenismo, marxismo, dentre outros. Mas no fim das contas, o abismo filosófico entre os pressupostos de ateus, eugenistas e marxistas do início do século 20 e os pressupostos professados pela Igreja do século 21, se estreitou dramaticamente. Os objetivos do estado e os objetivos da corrente principal da igreja se uniram de tal forma que a família bíblica, com sua ênfase no homem como cabeça, na sucessão geracional e na maternidade fecunda, é uma ameaça à ordem social de ambas instituições.
Menos de cem anos atrás, arquitetos do estado soviético de caráter comunista e ateísta anteciparam a morte da família cristã. Eles explicaram a necessidade de destruir a família cristã com sua ênfase na maternidade, e substituí-la com a visão de uma “nova família”. Lenin escreveu:
Lenin
Devemos dizer com orgulho e sem exagero que, à parte da Rússia Soviética, não há um país no mundo onde as mulheres gozem de completa igualdade e onde as mulheres não sejam colocadas na humilhante posição sentida na vida familiar diária. Esta é uma de nossas primeiras e mais importantes tarefas... Trabalho doméstico é a tarefa mais improdutiva, mais bárbara e mais árdua que uma mulher pode fazer. É de excepcional pouca importância e não acrescenta nada que de alguma forma possa promover o desenvolvimento da mulher... A construção do socialismo se dará somente quando alcançarmos a completa igualdade das mulheres e quando nos empenharmos à nova obra, juntamente com mulheres que foram emancipadas desta insignificante, desanimadora e improdutiva tarefa... Essas instituições que liberam as mulheres de sua posição como escravas domésticas estão surgindo por toda a parte... Nossa missão é fazer políticas públicas para a mulher trabalhadora.
Em 1920, em seu discurso para o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora, Lenin enfatizou:
O principal é levar as mulheres a se engajarem em trabalhos socialmente produtivos, liberá-las da 'escravidão doméstica', libertá-las de sua embrutecedora e humilhante subjugação à eterna fadiga que é ir para a cozinha e cuidar de crianças pequenas. Esta será uma longa luta, e ela demanda uma reconstrução radical, tanto da técnica social quanto moral. Mas ela findará no completo triunfo do Comunismo.
Trotsky, o companheiro de Lenin, teve papel chave em comunicar a visão marxista do que ele chamou de a “nova família”. Lenin e Trotsky acreditavam que podiam derrubar o cristianismo ao destruir a família bíblica. Eles buscaram formar um novo estado, livre dos pressupostos cristãos de longa data a respeito da família. Isto significava denegrir a noção bíblica da autoridade masculina e hierarquia dentro da família. Significava desfazer qualquer sentido que pudesse haver de dividir o trabalho entre homem e mulher. Isto exigia libertar as mulheres das dores do parto e do peso de cuidar de crianças. Significava adotar mecanismos contraceptivos como garantia de que as mulheres estariam livres para permanecer no mercado de trabalho. Trotsky disse o seguinte:
Trotsky, o companheiro de Lenin
Socialização dos cuidados do lar e educação pública para as crianças são impensáveis sem uma significativa melhora de nossa economia como um todo. Precisamos de moldes econômicos mais socialistas. Apenas sob tais condições podemos libertar a família das funções e cuidados que hoje a oprimem e desintegram. As roupas devem ser lavadas por uma lavanderia pública, o fornecimento de refeições por um restaurante público, costuras por um serviço têxtil público. As crianças precisam ser educadas por bons professores públicos os quais têm verdadeira vocação para tal trabalho. Então, o vínculo entre marido e mulher estaria livre de tudo o que é externo e acidental, e um deixaria de absorver a vida do outro. Igualdade genuína seria finalmente estabelecida...
A parte mais desconcertante de citações como as que lemos acima é a semelhança, em espírito e em sentimento, a vozes de indivíduos que hoje em dia afirmam pertencer à Igreja de Jesus Cristo. Ainda mais desconcertante é saber quantas das reformas sociais anti-família são pressupostos de cristãos modernos nos EUA.
Como a Consciência Americana foi Marcada em Prol da Maternidade
Mas a maternidade não é facilmente vencida. Ela existe desde o princípio e sempre levou a Igreja e a civilização para frente. A maternidade não somente perpetua a civilização, como a define.
A princípio, Jamestown era uma sociedade de homens lutando para sobreviver. Mas ela se tornou uma civilização quando as mulheres chegaram. Plymouth, por outro lado, começou como civilização – famílias de fé comprometidas com a procriação e multiplicação para a glória de Deus, uma impossibilidade sem a maternidade.
A maternidade não é facilmente vencida porque Deus colocou lembretes de sua importância no próprio corpo das mulheres que Ele criou. Para derrubar a maternidade, os inimigos da família precisam fazer mais do que torná-la um inconveniente social, eles precisam ensinar as mulheres a se desprezarem ao verem o próprio ventre como um inimigo de sua autorealização. Isso significa minimizar o glorioso dom da vida que é dado somente à mulher. Significa redefinir o que significa ser mulher.
Mas até isso não é suficiente. Para derrubar a maternidade, os inimigos da família bíblica precisam cauterizar a consciência de uma geração inteira de mulheres. Isso é feito por meio de doutrinas de emancipação social do lar, liberação sexual, controle de natalidade e aborto – quatro que fazem a mulher entrar em guerra contra sua própria natureza criada. Em vez de ser a bendita guardiã do lar para a sociedade, ela é ensinada que o contentamento só pode ser encontrado em agir, se vestir e competir com os homens. Em vez de serem objeto de respeito, proteção e virtude, ela se vende a um baixo preço, assim desvalorizando sua condição de mulher. Em vez de se gloriar num ventre fecundo, ela poda a própria semente da vida. Às vezes, ela corta a própria vida.
Anos de viver o papel do homem endurece a mulher. E treina-a para encontrar sua identidade na corporação, não no lar. Ensina-a a se sentir desconfortável quando está perto de crianças ou de famílias grandes – a própria presença deles é um lembrete da antítese entre o desenho de Deus para a mulher e as normas de sociedades pós-cristãs.
Mas as mulheres não são as únicas com consciências cauterizadas. As dos homens ficam também. Considere que cinquenta anos atrás um homem teria estremecido ao pensar em mulheres como soldados se dirigindo para o combate enquanto pais em tempo integral ficam em casa trocando fraldas. O homem de hoje tem a mente cauterizada. Ele não mais se vê como o protetor da maternidade, e o defensor das mulheres. Ele se consola repetindo os mantras do feminismo moderno, e se assegurando de quão razoável e iluminado ele é – quão diferente de pais intolerantes e opressivos. Mas em seu coração, o homem moderno sabe que ele perdeu algo. Ele perdeu sua hombridade.
Para ser um homem, você precisa se preocupar com as mulheres. E você precisa se preocupar com elas da forma certa. Você precisa cuidar delas como criaturas dignas de proteção, honra e amor. Isso significa genuinamente apreciá-las por suas diferenças enquanto mulheres. Significa reconhecer a preciosidade da feminilidade acima do glamour, do serviço do lar acima da careira, e da maternidade madura acima da juventude perpétua. Mas quando as mulheres são reduzidas a soldados, objetos sexuais e competidoras sociais, não são apenas as mulheres que perdem a identidade que receberam do Criador, mas os homens também. É por isso que o ataque à maternidade produziu uma nação de eunucos – homens impotentes social e espiritualmente que têm pouca capacidade para liderar, que dirá amar as mulheres da forma como Deus intencionou que o homem as amasse – como mães, esposas, irmãs e filhas.
A Maternidade Triunfará
Existe um motivo especial pelo qual a maternidade não será vencida – a Igreja é sua guardiã. Enquanto ela perseverar – e perseverar ela irá – a maternidade prevalecerá.
A Igreja é a precursora máxima de tudo o que é mais precioso e santo. Ela detém os oráculos de Deus que ousam proclamar para uma nação egoísta e egocêntrica: “Filhos são uma bênção e o fruto do ventre uma recompensa que Ele dá”. Salmo 127:3
A Igreja se posiciona nos portões da cidade, disposta a ouvir o protesto de feministas, ateístas e multidões empenhadas contra a família bíblica, e ela lembra o povo de Deus: “As mulheres mais velhas devem ensinar as mais novas a amarem seus filhos, a serem donas de casa”. Tito 2:3-5
Talvez seja o próprio amor à vida das crianças, a paixão pela feminilidade e maternidade que servirão de instrumento de Deus para abençoar os Estados Unidos nos dias por vir. Com a taxa de natalidade ainda em queda, as taxas de divórcio em alta e a vida familiar nos EUA se dissipando a ponto de extinguir-se, famílias que amam a vida não apenas terão uma importante mensagem para compartilhar, mas terão um exército de filhos para ajudar a compartilhá-la.
A Pergunta
Professor: Susie, o que você quer ser quando crescer?
Susie: Quero ser médica.
Professor: Que maravilha! E você, Julie?
Julie: Quer ser soldado.
Professor: Que louvável! E você, Hannah?
Hannah: Quando eu crescer, quero ser esposa e mãe!
Professor: [silêncio mortal]...
Mesmo após anos da sociedade diminuir o chamado à maternidade, algo maravilhoso está acontecendo – algo maravilhosamente contra-cultural! Em meio a filosofias anti-vida e anti-maternidade que impregnam a cultura, há uma nova geração de moças emergindo cujas prioridades não são determinadas pelas expectativas que o mundo tem para elas. Elas cresceram em lares cujos pais pastorearam seus corações e as crianças não eram somente bem-vindas, eram profundamente amadas. Algumas dessas mulheres foram educadas em casa, o que significa que muitas delas cresceram com bebês e mães por perto. Elas aprenderam a ver a maternidade como uma alegria e um nobre chamado, porque é assim que os seus pais a veem.
E quando lhe perguntam sobre o seu futuro, essas moças sabem o que querem. Elas são as futuras mães da Igreja. Jovens moças que não têm medo de dizer que o objetivo de toda a sua formação e preparo é equipar-se para cumprir o mais elevado chamado de uma mulher, o ofício de ser esposa e mãe.
O Preço da Maternidade
Um dia uma senhora foi visitar sua amiga. Durante a visita, os filhos da amiga entraram no cômodo e começaram a brincar juntos. Enquanto esta senhora e a amiga conversavam, a senhora virou-se para ela e disse avidamente, embora evidentemente sem se dar conta do significado de suas palavras: “Ó, eu daria a vida para ter filhos como os seus”. A mãe respondeu com controlada sinceridade após um breve silêncio remetendo à profundidade da experiência das palavras que viriam: “É exatamente este o preço a ser pago”.
A maternidade tem um preço. E o preço não é uma soma pequena. E se você não estiver disposta a pagar este preço, nenhum encorajamento sobre as alegrias da maternidade lhe satisfarão.
Mas o preço da maternidade não é fundamentalmente diferente do preço de ser discípula de Jesus Cristo. Aliás, mães cristãs veem seu dever como mães fluindo do seu chamado a Jesus Cristo. E qual é o preço?
Maternidade cristã significa dedicar toda a sua vida em serviço de outras pessoas. Significa ficar ao lado do marido, acompanhá-lo e investir na vida das crianças que você espera que um dia irão ultrapassá-la. Significa sacrificar satisfação presente para ter recompensas eternas. Significa investir nas vidas de outras pessoas que talvez nunca completamente apreciem o seu sacrifício ou compreendam a profundidade do seu amor. E significa fazer todas essas coisas, não somente porque você irá receber louvor de homens – pois você não irá – mas porque Deus fez você para ser mulher e mãe, e há grande contentamento neste chamado bíblico.
Noutras palavras, a Maternidade requer visão. Requer viver por fé, não por vista.
Essas são algumas das razões pelas quais a Maternidade é o papel mais nobre biblicamente e desvalorizado socialmente que uma jovem moça pode almejar. Há muitas pessoas que se perguntam: Minha vida tem importância? Mas uma mãe que teme o Senhor jamais precisa se fazer esta pergunta. De sua fiel obediência dependem o futuro da igreja e a esperança da nação.
Em 1950, diante do Senado dos Estados Unidos, Peter Marshall, o grande pregador americano-escocês, explicou-o desta forma:
O desafio moderno à maternidade é um desafio eterno – o de ser uma mulher temente a Deus. A expressão em si já soa estranha em nossos ouvidos. Não mais a ouvimos nos dias atuais. Ouvimos falar de todos os outros tipos de mulheres – mulheres bonitas, mulheres inteligentes, mulheres sofisticadas, mulheres bem-sucedidas profissionalmente, mulheres talentosas, mulheres divorciadas, mas raramente ouvimos falar de uma mulher temente a Deus – ou de um homem temente a Deus.
Eu acredito que as mulheres chegam mais perto de cumprir a missão a elas divinamente outorgada no lar do que em qualquer outro lugar. É muito mais nobre ser uma boa esposa do que ser a Miss América. É uma realização muito maior estabelecer um lar cristão do que é produzir uma novela de segunda categoria cheia de lixo. É algo muito, muito melhor na dimensão da moral ser antiga do que ser ultramoderna. O mundo tem mulheres demais que sabem segurar suas taças, que perderam todas suas ilusões e sua fé. O mundo tem mulheres demais que sabem ser espertas.
O que o mundo precisa é de mulheres dispostas a serem simples. O mundo tem mulheres demais que sabem ser brilhantes. Ele precisa de algumas que sejam corajosas. O mundo tem mulheres demais que são populares. Ele precisa de mais que sejam puras. Precisamos de mulheres, e de homens também, que prefiram ser moralmente certas do que socialmente corretas.
Ao chegarmos próximo da comemoração do Dia das Mães, lembremos-nos que estamos lutando pelo Senhor, e é Ele quem prioriza a maternidade e o lar como o maior chamado e domínio da mulher, “a fim de que a palavra de Deus não seja difamada”. Tito 2:5
Que o Senhor encha as nossas igrejas com mães fiéis.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Como perdoar um molestador sexual? Escrevendo uma carta - Por MARY DEMUTH

Recentemente temos ouvido falar de tantos casos de abuso sexual infantil. E o que talvez raramente paramos para pensar quando ouvimos notícias desse tipo é que certamente muitos adultos de hoje um dia (quando crianças) também foram molestados sexualmente. Essas pessoas normalmente escondem seu passado e sofrem 'sozinhas' as consequências do trauma até hoje. É algo muito triste e imagino que mais comum do que pensamos!

Eu fiz a tradução do texto abaixo a pedido de uma pessoa querida que trabalha com aconselhamento. Fiquei tão impactada pela mensagem que senti de também compartilhá-la com vocês aqui no blog. São palavras de uma mulher de 46 anos que passou pela terrível experiência do abuso sexual infantil e que corajosamente conta como fez para superar a dor e a humilhação de ter sido molestada quando tinha apenas 5 anos de idade.

É uma mensagem linda!

Mesmo que você não tenha sido vítima de abuso quando criança, e nem conheça alguém que foi, acredito que a leitura será benéfica para você. Primeiro porque, como mães, acredito que precisamos ficar atentas e ser prudentes no proteger dos nossos filhos. Confiar em Deus sim, mas desconfiar das pessoas e vigiar! E o segundo motivo é que nunca sabemos que adultos de hoje foram molestados no passado. Talvez essa mensagem seja exatamente o que alguém bem próximo de você está precisando ler. Por isso, a minha dica é que você primeiro faça a leitura e depois passe-a adiante, compartilhando-a com seus amigos!

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A carta que eu escrevi para os meninos que me molestaram – Por Mary Demuth
Publicado em 06/03/2013 no blog www.marydemuth.com

Faz quarenta e um anos que aqueles garotos grandalhões roubaram o meu corpo, minha mente, e estilhaçaram a minha alma. Eles se apresentavam como vizinhos interessantes, dispostos a ajudar minha antiga babá. Eles me retiravam de suas mãos, para alivar o peso para ela. O que é estranho se você me conhecesse naquela época. Eu não dava muito trabalho. Eu já tinha aprendido a arte de me tornar invisível. E se eu não estivesse me ocupando sozinha, eu encontrava formas de agradar as pessoas. Eu era uma boa garotinha. Inocente até.

Esses garotos amigáveis (irmãos escoteiros) me levavam para o meio do mato. Eles convidavam amigos para se revesarem. Eles me violavam debaixo de árvores com folhagens verdes imensamente altas. Eles me levavam para casa com eles, roubando mais de mim em suas camas beliches, com um lençol tampando a cama de baixo para que pudessem ter mais “privacidade”, tudo enquanto a amélia de sua mãe, há dois cômodos dali, cantarolava músicas animadas enquanto fazia cookies. Eu me pergunto se ela sabia.

Eu me livrava das suas garras dormindo de tarde até o anoitecer. E depois, nos mudamos dali, para bem longe. Mas a assombração deles permaneceu comigo. Eu me sentia suja, violada, completamente sozinha com o meu segredo. Eu escondi a minha história num canto bem escuro. Ela só voltou à tona quando conheci Jesus. Primeiro ela vazou, em seguida ela jorrou de dentro de mim em angústia.

Como perdoar algo assim?

Quando eu conheci Jesus, eu aprendi que Ele me perdoou. Tendo crescido numa cultura que fortemente estimula a precocidade sexual, aliado ao fato do meu pai ser um viciado sexual, eu lutei contra a pornografia na adolescência. É flagrante e vergonhoso escrevê-lo assim, mas aqui está, feio e real. Eu tinha dificuldade de acreditar que eu havia sido perdoada de ver aqueles livros e aquelas revistas.

A escolha de perdoar aqueles meninos não aconteceu da noite para o dia. Na verdade, ainda existem fios de falta de perdão no meu coração, evidenciados pela náusea que sinto neste exato momento. Porque se eu encontrasse garotos como eles agora que OUSASSEM tocar nas minhas filhas, meu primeiro pensamento seria matá-los.

Porém, Jesus diz que até o pensar em matar é pecado.

Eu preciso ser perdoada de tantas coisas. Mas como perdoar o abuso dos meninos?
O primeiro passo é escolher perdoar. E o passo seguinte é seguir adiante por esse caminho radical e irracional do perdão.

Hoje estou dando outro passo rumo ao perdão. Bem aqui, neste exato momento, por meio do blog. Eu estou escrevendo uma carta para esses rapazes cujos primeiros nomes não me recordo, mas cujos sobrenomes me fizeram incansavelmente procurar no Google, imaginando, imaginando, imaginando o que estão fazendo hoje em dia. Será que ele é o professor que foi suspenso por comportamento inadequado? Será o seu irmão o arquiteto? O advogado?

Eu não sei quem esses homens são hoje. Mas, se por acaso, pelos misteriosos planos de Deus, eles algum dia chegarem até este blog, esta carta é para eles.

QUERIDOS MENINOS CUJOS SOBRENOMES REVIRAM O MEU ESTÔMAGO,

Eu ainda estou brava.

O que vocês fizeram. Ah, o que vocês fizeram. Suas escolhas cavaram feridas profundas e gigantescas na minha alma. Vocês me roubaram. Minha inocência. Meus olhos esbugalhados. Minha visão gloriosa da vida. Minha coragem. Todos raptados. E no pós abuso sexual, eu me afundei. Eu acreditei em mentiras a meu respeito.

- Eu não sou digna de ser protegida.
- Meu valor próprio = minha sexualidade, em muito deformada.

Vocês pensaram nessas coisas quando vocês satisfizeram seus desejos doentios? Vocês tinham noção de que iriam destruir a vida de uma garotinha de pré-escola? Vocês não tinham vergonha de violar uma menina de 5 anos em nome dos seus próprios prazeres? Vocês eram tão corajosos em seu pecado, me violaram enquanto sua mãe cozinhava. Sem medo. E, no entanto, suas ações me fizeram viver amedrontada durante a maior parte da minha vida, sempre procurando pelos cantos, fugindo, fugindo, fugindo, com medo de que um vilão me pegasse.

Vocês me marcaram. Desde os seus atos de abuso, uma marca foi posta na minha testa para que todos os abusadores e molestadores pudessem ver, como se fossem uma luz negra, uma marca fluorescente. Era um passe-livre para outros predadores.

Eu ainda estou com raiva. Porque quando minhas próprias filhas completaram cinco anos, eu mal podia respirar. Quanto medo. Quanta tristeza. Tudo o que eu queria era proteger as minhas meninas.

Eu era tão pequena quando vocês me levaram para o meio do mato. Tão incapaz de fugir. E se eu tivesse tentado, suas palavras ameaçadoras me fariam dar meia-volta e ser reviolada. “Vamos matar os seus pais se você contar para alguém”. Para proteger os meus pais, eu mantinha a boca bem fechada. E eu não ousava correr.

Mas se eu ficar acampada na terra da vingança, minha alegria vai se definhar. Vocês terão vencido a batalha.

Sabem, eu conheci Jesus aos quinze anos de idade, dez anos depois de vocês me encherem de pavor e cinco anos depois da morte do meu pai. Jesus amorosamente me encontrou bem a tempo. Aqueles sinuosos pensamentos suicidas estavam tomando conta da minha mente. Eu ficava me perguntando o que será que eu estava fazendo nesta terra tão cheia de árvores altas e com folhagens verdes. Eu tinha nascido para ser violada? Para ser usada por outros como vocês dois? Ou será que eu tinha algum outro propósito desconhecido.

Debaixo de uma árvore com folhagens que nunca perdem o seu verde, as memórias da sua moléstia fizeram os meus olhos queimarem. E, no entanto, naquele local sagrado, eu tive um encontro com Jesus. Ele pegou o meu pecado (todos eles, inumeráveis eram/são) e o atirou longe, como uma bala, há bilhões de quilômetros de distância de mim. Ele me limpou, purificou meu coração ferido, e me colocou na bela/dolorosa estrada da cura. Ele carregou o meu pecado e a minha dor.

Ele transformou os meus “Eu fui” e “Eu era” em “Eu sou” e “Eu recebi”.
- Eu fui molestada. Eu sou amada de Deus.
- Eu fui roubada. Eu recebi vida eterna, abundante e cheia de alegria.
- Eu era menos. Eu sou mais do que eu imaginei que pudesse ser.

Eu sou livre para perdoar vocês. Eu sou livre para olhar para vocês com graciosos olhos de graça. Eu fui feita completa por um Deus santo. Aleluia!

Eu entendo melhor agora. Eu agradeço a Deus porque, quando eu cheguei na idade que vocês tinham, eu encontrei Jesus. Eu poderia ter sido vocês. Eu poderia ter cedido aos desejos vis dentro de mim, permitido que eles transpusessem todas as barreiras, se eu não tivesse sido resgatada. Sem Jesus, eu estremeço de pensar o que eu poderia ter me tornado. O que me coloca num lugar vulnerável e me traz uma profunda, profunda tristeza por vocês.

Se as estatísticas se traduzirem em realidade, vocês não me violaram apenas para “tirar onda”. Vocês imitaram a vida que tinham. Vocês reproduziram justamente aquilo que lhes trazia maior angústia. Aquilo que vocês odiavam é o que vocês se tornaram. Houve um dia em que vocês decidiram se entregar à insanidade de suas mentes, que os fazia crer que vocês mereciam o prazer. Alguém roubou isso de vocês, então vocês se acharam no direito de roubá-lo de outra pessoa também.

Eu vejo Jesus, nú estendido na cruz, com dificuldades para respirar. Ele conhece bem como é sentir-se vulnerável por estar nú. Naquela cruz Ele poderia ter crucificado todos os molestadores, todos os que O enviaram para lá, mas Ele inspirou e expirou desenfreado perdão. Ele escolheu fazer o que vocês não fizeram. Ele sofreu pelo pecado de outra pessoa. E em vez de praticar a vingança, Ele inaugurou a era da graça.
Eu desejo Jesus para vocês.

Eu me preocupo com vocês. Talvez vocês esconderam suas memórias daquela pequena comunidade próxima das águas salgadas. Talvez vocês apagaram aquele matagal da sua mente. Vocês o empurraram lá, lá pra baixo. A culpa os corrói, mas vocês não conseguem explicar o porquê. Eu sou prova, uma linda prova, de que vocês podem ser libertos. Vocês podem ser limpos. Vocês podem ser perdoados.

Mas não é possível ser limpo em silêncio. Uma história não contada nunca sara. Eu os desafio, como aquela garota de joelhos esfolados que vocês sexualmente molestaram, a se abrirem. Contem a história. Peçam para Jesus perdoá-los.

A única coisa que eu posso fazer é orar para que vocês encontrem esta carta, por um daqueles “acasos” graciosamente soprados por Deus, e finalmente queiram ser libertos do que fizeram. Eu perdoo os dois, irmãos no crime. Os irmãos que arruinaram um ano de minha vida de temores e cicatrizes. Os irmãos que provavelmente foram violados também. Venham para a fonte do perdão, inaugurada por Jesus. Deixe que as minhas palavras sejam sua porta de entrada: Eu perdoo vocês.

A minha montanha de pecados contra um Deus santo tornam insignificante o montículo de terra do que vocês praticaram contra mim. Eu leio as palavras de Jesus sobre o servo impiedoso e compreendo: “Então o senhor chamou o servo e disse: 'Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?” (Mateus 18:32-33).

Se eu realmente, realmente acredito no Jesus nú pendurado na cruz, que carregou toda a minha vergonha, o meu pecado e a minha lama, então eu preciso acreditar que o sacrifício dEle é suficiente para vocês também. A misericórdia dEle acende em mim profunda misericórdia por vocês.

Este carinho, esta dor que eu sinto por vocês é algo estranho. Eu anseio vê-los livres das memórias, do abuso que vocês praticaram e do abuso dos quais foram vítimas. Eu não tenho soluções inteligentes ou posso arcar com os anos de terapia necessários para erradicar a dor. Tudo o que eu tenho é o amoroso Jesus. Tudo o que eu tenho é a minha vida restaurada. Tudo o que eu tenho é o meu testemunho. Tudo o que eu tenho é a certeza de que está tudo bem. Eu sou loucamente amada pelo meu Criador. Eu fui sarada. Eu vivo uma vida de alegria verdadeiramente impossível.

Eu estou irada. Mas a minha raiva muda de foco quando eu percebo que a arma mais poderosa que Satanás tem é a molestação sexual. Eu estou irada com os poderes das trevas que abrem feridas profundas, dolorosas e assustadoras por meio de pornografia, de tráfico sexual, de abuso sexual e de vício sexual. Eu fico enfurecida porque ele tem conseguido roubar, matar e destruir tantas vidas.

Isto precisa parar. Por mim. Por vocês. Por nós.

Satanás, esses meninos, que hoje são homens, não pertencem a você. Satanás, você não tem permissão para ter vitória nesta área. Jesus triunfa sobre suas obras sujas. O que você alegremente aplaudiu no escuro, Jesus audaciosamente cura na luz.Você não pode e não irá vencer. A luz sempre, sempre, sempre dissipa as trevas. Sempre. Seus dias estão contados, e os seguidores de Jesus estão ENOJADOS das suas armadilhas sexuais contra a humanidade.

Nós nos levantamos para a cura. Nos levantamos na força de Jesus por amor a futuras vidas radicalmente salvas. Nós, que conhecemos a redenção, estamos cansados de nos atolarmos num passado sofrido. Em contrapartida, agora nos LEVANTAMOS. Nós dançaremos. Entregaremos nossas vidas curadas para resgatar almas das trevas. O que Satanás (e até vocês, irmãos) pretendeu para o mal, Deus fez uma reviravolta santa. Nós, que éramos desesperadamente carentes de resgate, agora somos agentes de salvação, de reconciliação e de perdão.

Ah, que vocês experimentem esta nova, nova vida que Jesus oferece a vocês, irmãos do sobrenome. Eu os convido para esta caminhada. E se, pela graça transformadora de Deus, algum dia nos encontrarmos debaixo das altas árvores cujas folhas estão sempre verdes, eu quero abraçá-los. Eu orarei por vocês. Eu chorarei. Eu direi palavras de perdão. Eu os convidarei para a família dos bagunçados-porém-redimidos.

Debaixo da doce e gloriosa luz de Jesus,
Mary, não mais com 5 anos, agora amada integralmente

P.S. Se você está lendo esta carta, e você tem a mesma história que esses dois irmãos, por favor permita que esta mensagem fale fundo no seu coração. O Deus que foi pendurado nú oferece a você uma saída. Suas mãos com cicatrizes são as mãos de vitória, de perdão e de luz. Estenda as mãos para Ele. Aquele que se inclina sobre a terra está chamando por você.

P.P.S. Se você está lendo esta carta e você é a criança debaixo das árvores, considere escrever uma carta. Neste momento, eu posso dizer que a catarse é uma bênção e a entrada para a família de Jesus é a consequência.

Tradução e publicação feita com a devida autorização da autora.
Fonte: http://www.marydemuth.com/how-do-you-forgive-a-sexual-abuser-by-writing-a-letter/