Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Visitando a escolinha da Nicole!

Essa semana tive uma experiência nova, fui passar uma manhã na escolinha da Nicole para saber como é seu dia de atividades lá. Desde que ela começou a ir, há 8-9 semanas, eu tinha vontade de fazer isso pra poder entender e acompanhar melhor o desenvolvimento da minha filha.

Deixei-a pela manhã no portão e fui pra casa buscar algumas coisinhas que faltaram na mala dela (como meu marido estava em viagem, eu dormi de domingo pra segunda nos meus pais). Quando voltei era 8:45 e as crianças já tinham tomado café da manhã e se preparavam pra mudar de sala. Combinamos de fazer o possível pra Nicole não me ver, para que ela pudesse agir naturalmente. Não deu certo. Muito esperta ela me viu espiando pelo lado de fora e, por mais que a professora tentasse distraí-la, ficou aquele chororô. Não sei se ela é manhosa assim na escola todas as vezes, mas essa última semana sem o papai em casa foi difícil e, pra completar, um dia antes dele viajar levamos-a ao pediatra para uma consulta de emergência porque ela tinha tido febre por três noites seguidas. Ele examinou-a e receitou xarope, antibiótico e rinossoro spray pra ajudar a eliminar o catarro. Ela chegou a ficar febril mais uma ou duas vezes depois disso e até hoje ainda não está totalmente recuperada. Vou dar o antibiótico até sexta pra completar os dez dias que o médico indicou caso ela não ficasse 100% boa até o sétimo. O fato dela estar doentinha esses dias afetou sua alimentação, o seu sono noturno (por causa das crises de tosse depois que eu dava o xarope) e, principalmente, o seu humor e comportamento.

Bem, então a Nicole me viu e depois de algumas tentativas sem sucesso de espiar de longe, eu resolvi aparecer e participar abertamente da aula. Nesse dia havia doze crianças presentes (acho que faltou somente uma) e estavam divididas em dois grupos de seis, com 2 professoras diferentes, descalças e sentadas num tapetão no chão. Mais tarde me explicaram que um grupo (o da Nicole) era o Nursery e o outro era o K1. O critério de divisão inicial é a idade, pelo que me explicou a professora do K1, mas algumas crianças apesar de já terem passado dos 2 anos (e às vezes estarem perto de completar 3) continuam no Nursery porque, segundo ela, não estavam prontas para o K1 ainda. Além das duas teachers, havia também uma nanny - é uma mocinha que ajuda principalmente na higiene pessoal das crianças, como trocar fralda, levar ao banheiro, assoar o nariz (havia muitas crianças resfriadas, inclusive a Nicole), dar o remédio, distribuir o suco na hora do lanche, tirar a temperatura (um menininho estava com febre), ajudá-los a calçarem os sapatos, lavar as mãos depois da atividade com tinta, escovar os dentes depois do almoço, etc. Eu achei bem legal a escola dispor de 3 pessoas para ficar o tempo todo cuidando desse grupinho de 12, ficou bem organizado assim.

Ali sentados no "green rug" e depois numa daquelas mesinhas de plástico (com o banco embutido) que ficava ao lado, o grupinho do Nursery fez várias atividades, todas elas lúdicas. Tiveram o momento de cantar, de ouvir história de um livrinho, de modelar massinha, de montar bloquinhos e repetir o nome das cores, de contar os números, de pintar com tinta no dedo o arco-íris numa folha, essas coisas. Puxa, não é fácil manter focado e organizado um grupo de seis pequeninos que se distrai facilmente, mas vi que estavam ativos participando e interagindo.

Aliás aqui vai um comentário adicional: não sei como a professora tem voz no final de cada dia... e olha que eu só acompanhei 1/2 período de aula! Achei-a muito competente e dedicada, gostei de ter conhecido a rotina das crianças e como a professora procura oportunidades de ensinar o tempo todo. Ela merece os meus parabéns. = )

A Nicole, com quase 1 ano e 8 meses, era a mais novinha do Nursery. Percebi que nem tudo ela acompanhava direito. Ela estava atenta a tudo e o que pediam pra ela repetir ela repetia, mas não era como outras crianças que estão lá há mais tempo e que vão à escola todos os dias (a Nicole por enquanto só vai 3x por semana) e, portanto, já sabem contar até cinco, conhecem os gestos e letra das músicas, o nome das cores, etc. Mesmo assim, ao conversar um pouco com a coordenadora do lado de fora, ela disse que a Nicole está indo super bem e que, por causa do estímulo que recebe em casa, é bem desenvolvida para a idade que tem. Não sei se ela disse isso só pra me agradar, mas é claro que fiquei radiante de ouvir esse feedback!

Um comentário bem curioso que preciso fazer é que de todo o grupo todo de doze crianças que estavam presentes, somente a Nicole e outra menina um ano mais velha que ela (também do Nursery) fazem xixi no banheiro! Todas as outras (inclusive as seis mais velhas do K1) ainda usam fraldas. Eu simplesmente não acreditei quando me disseram, a professora me explicou que os pais simplesmente não querem tirar a fralda ainda. Vai entender! Tá louco... alguém (obviamente as fabricantes de fralda) está ganhando muito dinheiro com isso. Não consigo entender uma mãe que prefira continuar usando fralda se a escola se dispõe a ajudar no processo de desfraldamento. Eu dou o duro pra Nicole sair logo das fraldas e, exceto à noite pra dormir, para as sonecas da tarde e dependendo de para onde vamos quando saímos, deixo-a sem fraldas. Em breve dedicarei um único post só pra falar disso, aguardem!

Outro comentário que preciso fazer é sobre a alimentação. Confesso que estava um pouco "com o pé atrás" com relação à informação que vinha na agenda de que ela almoçava bem na escola. Por dois motivos: em casa nem sempre ela come de tudo - a Nicole é um pouco seletiva, não é muito de experimentar alimentos novos, normalmente prefere os que já conhece e faz cara feia diante de legumes e verduras. O outro motivo era minha dúvida de como é que ela estaria almoçando bem (às 11:00-11:30) se eles davam lanche apenas 1 ou 2 horas antes (9:00 / 10:00)? Lá eu descobri a razão. O lanche no meio da manhã é uma fruta ou suco de fruta; no dia em que fui serviram suco natural de abacaxi, mas eles põem tão pouquinho no copo que só dá pra molhar o bico! Não é uma quantidade suficiente pra encher a barriga e atrapalhar o almoço. Quando dou suco pra Nicole costumo dar um copo cheio (porque ela ama suco) e ela toma tudo!

O momento do almoço em si também foi interessante. Separaram as crianças em duas mesinhas com banco embutido, colocaram nelas os super babadores de plástico com bolsos pra não cair comida do chão (achei bem prático!), fizeram a oração cantada agradecendo a Deus pelo alimento e serviram os pratinhos fundos com a comida toda misturada dentro. Naquele dia o cardápio era arroz, feijão e carne com legumes. Acredita que a Nicole comeu bem (e sozinha)?? Até o chuchu que estava misturado com a carne! Fiquei boba de ver. Acho que o segredo foi misturar tudo e deixar a comida bem molhadinha (com o caldo do feijão ou da carne), em casa eu costumo usar aqueles pratos com divisórias e coloco arroz, feijão, carne e legume separado. E ela nunca nem toca no legume! Agora já aprendi o que tenho de fazer, rs. = )

O curioso é que algumas crianças não comiam sozinhas, alguma professora tinha que sentar do lado e dar na boca. Comer sozinha, taí uma coisa que eu incentivei a Nicole a fazer desde cedo (talvez até cedo demais pelo que li a respeito depois, pois concedi na época uma liberdade - segurar a colher ou garfo - maior do que sua capacidade de lidar com ela no momento e isso trouxe certos desafios que precisaram ser corrigidos posteriormente). Aliás, hoje é difícil ela aceitar que eu ou alguém dê comida na boca dela, ela é bem independente nesse sentido.

Esse é um breve resumo da minha experiência na escola da Nicole. Fiz observações importantes e foi bom saber um pouco mais sobre o que se passa lá com a minha pequena. Me sinto mais confiante agora em levá-la pra escola e saber que ela será tão bem cuidada. A fase chata da adaptação praticamente passou e noto que em casa estamos colhendo os frutos do aprendizado que ela tem tido lá: ela está muito mais falante, repete um monte de palavras novas (até me surpreende às vezes) e está mais esperta (é uma esponjinha, absorve tudo muito rápido).

Agora estou ansiosa por receber seu 1º. "report card" (boletim) que deve vir na sua agenda amanhã. É tão gostoso acompanhar o progresso e desenvolvimento dela!

E você, mamãe leitora, conte-nos como foi sua experiência enviando seu filho pequeno à escola pela primeira vez, queremos ouvi-la!

Um abraço, Talita

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu tenho um chamado!

Após ler meu último post meu marido me disse rindo que eu parecia uma mulher depressiva prestes a cometer suicídio por causa de todos aqueles sintomas desagradáveis que eu descrevi, rs! A intenção certamente não era focar nos problemas, mas confesso que é muito mais fácil ficar remoendo sobre as dificuldades em vez de aguentar firme e focar os olhos na solução. Será que é só comigo?!

Nesta segunda-feira interpretei para uma pastora americana de Nebraska que nos desafiou a examinar para onde estamos olhando/focando nossa atenção. Ela se baseou no texto de Hebreus 12:1-3 que nos incentiva a correr com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, o autor e consumador da nossa fé. A questão central da mensagem era para onde nossos olhos estão voltados e como esse simples fato influencia tremendamente as nossas vidas.

Numa dessas manhãs (sinceramente não me lembro qual, aliás, ando muuuuito esquecida ultimamente!) acordei com uma canção no coração. Faz muito tempo que não a ouvia, por isso tenho certeza de que foi o Espírito Santo que me trouxe-a à memória, pois nada é por acaso, Deus tem um propósito em tudo o que Ele faz. Romanos 8:28 fala que "Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito"! A canção chama-se "Eu tenho um chamado" (Banda Quatro Por Um) e tem uma letra linda, inspiradora. Quero compartilhá-la com vocês hoje, pois ela me fez lembrar do chamado que Deus tem pra mim, justamente da "corrida que nos é proposta" de que Hebreus 12 fala.

Clique aqui para ouvi-la e ver o vídeo do youtube.

Segue a letra pra vocês acompanharem:

Eu não vou parar. A estrada é muito longa, vou continuar.
Mesmo em meio às lutas, eu não estou só. E Te sinto aqui!

A vida é mesmo assim, tantas aflições eu tenho que enfrentar,
Mas o Senhor está sempre a me proteger. Te sinto aqui!

Quando o vento sopra contra mim, os problemas tentam me abater,
Eu me lembro: o grande Eu Sou me enviou!

Eu tenho um chamado! Jamais vou me calar.
Eu tenho um chamado: o Evangelho anunciar.
Eu fui escolhido no ventre da minha mãe!
Eu sei que Deus não abre mão de mim não.

Há muito pra fazer, não há mais tempo pra olhar pra trás.

Embora os compositores provavelmente não tenham pensado especificamente no chamado que os pais têm de educar, acho que a letra tem tudo a ver com esta missão.

Aliás, Deus é mesmo perfeito, veja só: estou lendo um livro M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O chamado "Pastoreando o Coração da Criança" (Tedd Tripp) e já faz algumas semanas que estou pra compartilhar os princípios que têm tocado a minha vida ao lê-lo, pois o livro é bom demais e a cada capítulo penso "puxa, todos os pais do mundo precisam ouvir e aprender isso daqui".

Pois bem, "coincidentemente" hoje li o capítulo 10, em que o autor trata sobre o alto preço a se pagar pelos pais que buscam uma vida de comunicação profunda com os filhos (tem tudo a ver com o chamado de anunciar o Evangelho: é ajudar os filhos a compreenderem a si mesmos, suas fraquezas, angústias, anseios, toda a complexidade da vida, a obra redentora de Jesus na Cruz, como funciona o Reino de Deus, os princípios da Palavra, etc.).

Na página 117 ele diz assim:

"O custo é grande: significa estar disponível e completamente engajado na arte de ser pai ou mãe. Há uma forma simples de saber o custo da comunicação profunda e plena: considerar a paternidade ou a maternidade como uma das tarefas mais importantes enquanto se tem filhos no lar. ESTE É O SEU CHAMADO. (...) NÃO HÁ NADA MAIS IMPORTANTE. Você só tem uma breve parte da vida para investir a si mesmo nesta tarefa. Tem somente UMA OPORTUNIDADE de fazer isso. Não pode voltar atrás e refazer. (...) Para cumprir bem a TAREFA de criar filhos, esta deve ser considerada PRIORITÁRIA, ou seja, o seu CHAMADO PRINCIPAL. (...) Ser pai ou mãe significará não poder fazer todas as coisas que poderia fazer se não criasse filhos" (grifos meu).

Considerar uma tarefa prioritária significa que ela terá mais importância que outras. Significa que se eu quero priorizar uma terei que abrir mão de outra (ainda que temporariamente). E a sociedade não aceita bem isso, aliás existe uma pressão tremenda sobre a mulher nos dias de hoje. Eu a sinto sobre mim. Você já reparou que como mulheres temos que ter formação acadêmica exemplar (formação superior, línguas, MBA, etc.), temos que ser profissionais conceituadas e extremamente bem-sucedidas (ganhar tão bem quanto os homens), precisamos ser bonitas (unhas feitas, cabelo escovado, pele sem manchas ou rugas, corpo em forma... e por aí vai), excelentes esposas, boas cozinheiras, donas de casa competentes (o lar precisa estar sempre impecável) e ainda ter tempo para educar os filhos?! Tá louco, precisaríamos de pelo menos 30 horas pra fazer tudo isso e acho que nem assim daríamos conta!!

Por isso temos que priorizar. A estrada é longa, mas os filhos não estarão conosco pra sempre. Eu estou disposta a pagar o preço para educá-los, estou ciente de que se quero realmente ser a mãe que Deus me criou pra ser, se quero fazer diferença na vida dos meus filhos durante os anos mais importantes de suas vidas, não poderei estar disponível para todas as outras atividades do meu interesse que irão surgir. Talvez signifique que eu tenha que abrir mão de hobbies, amizades, conquistas pessoais, profissionais ou acadêmicas, lazer, tempo de descanso, enfim, estou disposta a pagar o preço - 1º. porque é o chamado de Deus pra mim e 2º. porque quando Deus dá a missão Ele mesmo providencia os recursos.

Além disso, os benefícios (as bênçãos) serão ENORMES e altamente compensadores. É um investimento alto mas é o caminho da obediência, e como expõe o autor no fim do capítulo, o caminho da obediência é sempre o caminho da BÊNÇÃO! E sabe o que mais? Como fala na canção, mesmo em meio às lutas eu não estou só!

O chamado vem dEle e Ele está comigo!
Essa é a minha palavra de incentivo pra vocês hoje.

Ouçam a canção mais uma vez pelo menos, vale a pena!

sábado, 9 de abril de 2011

Uma gestação nunca é igual a outra?

Estou com 28 semanas de gestação e tenho ouvido essa afirmação de pessoas diferentes e há um bom tempo tenho me questionado quais estão sendo, de fato, as diferenças e as semelhanças desta para a última gestação. Na verdade percebo que a lista de semelhanças está muito mais longa, ou seja, está quase tudo igual mesmo.

Claro que com isso não pretendo dizer que esta gestação está idêntica à outra; é evidente que não sou mais a mesma pessoa de 2 anos atrás. As circunstâncias mudaram, meus pensamentos, prioridades e desafios do dia-a-dia são outros agora que tenho uma filha de 1 ano e 7 meses pra cuidar, então é claro que não daria para ser tudo igual mesmo. Por outro lado, no que diz respeito à gravidez em si, com exceção de uma ou outra diferençazinha, os sintomas são praticamente os mesmos. O que posso, com toda segurança, afirmar é que a minha REAÇÃO a eles está diferente.

Mesmo agora com 28 semanas (equivalente a 6 meses e 1 semana), os enjôos persistem e eu continuo tendo que comer a cada 2 horas. Não é à toa que na última consulta a balança mostrou que eu já tinha ganhado 14 quilos. Na gestação da Nicole eu ganhei 17 quilos em 9 meses, o que mostra que nesta gestação estou sendo menos cautelosa com o que como. Pra usar a expressão popular, eu "desencanei", rsrs. Antes eu não esperava chegar o dia da consulta para me pesar, vivia indo nas farmácias e anotava o peso no meu calendário de parede da cozinha, tinha tudo registrado na ponta do lápis. Com a Nicole em casa, tendo que conciliar com trabalho, igreja e uma infinidade de outras coisas, a preocupação com a qualidade dos alimentos que eu ingiro ou com o meu peso caiu para o fim da lista de prioridades. Eu lembro que na primeira gestação eu tinha toda aquela "neura" de diminuir o consumo de café, refrigerante e chocolate, e claro, escolhia lanchinhos saudáveis como castanhas, frutas, barrinhas de cereal. Mas agora? Hum, que nada! Não tenho tempo pra pensar nisso. Como o que for mais prático mesmo e fim de papo.

Outros SINTOMAS desagradáveis que eu tinha na outra gravidez e que tenho agora são azia intensa (me sinto um dragão, como se tivesse prestes a expelir fogo pela garganta!), câimbra na perna quando vou me espreguiçar deitada na cama, formigamento no braço se ele ficar elevado por algum tempo (ainda que a inclinação seja pequena), dores nas costas (especificamente na lombar, parece que tem algum nervo inflamado de um lado só) e insônia. Esse último é terrível. Vai chegando o fim da gravidez e raras vezes durmo mais de 3 ou 4 horas seguidas. Parece até que estou em treinamento, praticando para quando a Alícia nascer e eu tiver que amamentá-la a cada 3 horas! Acordo com um aperto na barriga (vontade de fazer xixi) e uma sensação de enjôo, azia e fome - tudo ao mesmo tempo! Mas essa vontade exacerbada de urinar não é exclusividade de quanto estou deitada, é o tempo todo. E se não vou ao banheiro, minha barriga logo endurece. Às vezes acabei de fazer xixi ou mal saí do banheiro e a sensação de ainda estar apertada permanece. Me deixa perplexa!

E por falar em aperto, eis uma DIFERENÇA desta para a outra gravidez: pode ser impressão minha, mas parece que as contrações de Braxton Hicks começaram mais cedo e são muito mais frequentes e incômodas agora. Quando comecei a tê-las, com 20 semanas, me lembro de ter estranhado e pensado "mas já?". A minha barriga nem aparecia direito ainda e já endurecia como que praticando para o parto. Se a Nicole nasceu de 38 semanas, fico imaginando como será que vai ser com a Alícia!

Está aí outra SEMELHANÇA nas duas gestações: o tamanho da barriga, estou grávida de 6 meses e muita gente da igreja ainda nem tinha percebido. Dois dias atrás mesmo, quando viu minha barriga uma pessoa me perguntou: "E aí, já está com 3 meses?". Ha, pode?! Essa foi uma das "decepções" que tive quando estava grávida da Nicole. Queria aproveitar todos os direitos públicos de filas e assentos preferenciais para gestantes, mas as pessoas mal notavam a minha barriga, ainda mais porque no inverno costumamos usar blusões ou jaquetas grandes que cobrem a nossa silhoueta!

Há outras SEMELHANÇAS desagradáveis e muito visíveis: acne no rosto, pescoço, ombros e costas! Parece que voltei a ser adolescente. Sabe aquelas espinhas internas doloridas que inflamam e que costuma-se ter na puberdade? Pois é, elas voltam quando estou grávida. Foi assim na gestação da Nicole e está sendo assim na gestação da Alícia. Horrível, eu sei. O cabelo e as unhas também são afetados, ficam mais frágeis, quebradiços e... bem, feios, pra ser mais exata. Hum... fazer o quê, né? Se não bastasse esses sintomas pra lá de chatos para qualquer mulher (afinal, quem gosta de sentir-se feia?!), ainda tem as alterações de humor. Fico mais irritada, sensível, quero reclamar (ou chorar) das circunstâncias desfavoráveis e, se não me policiar, acabo sendo uma chata mesmo.

Pra amenizar o meu "sofrimento psicológico", rsrs, tento me lembrar de um dos únicos sintomas que eu tive na última gestação e que não estou tendo agora: inflamação e sangramento da gengiva. Li a respeito na época e sei que é algo muito comum de acontecer com grávidas, você come o tempo todo, acaba escovando mais os dentes e mesmo assim, ou se acumulam alimentos entre os dentes, ou você escova os dentes tanto que acaba se machucando. Eu tive isso da outra vez e foi muito ruim. Dessa vez me planejei melhor. Quando pretendia engravidar de novo, parei de amamentar a Nicole e fiz tratamento dentário na região que inflamou da última vez e, inclusive, aproveitei também para arrancar os quatro dentes do ciso. Funcionou! Porque dessa vez, apesar de comer com muita frequência, estou livre de dores na gengiva. Ufa!

Bem, até aqui já contei 10 semelhanças e apenas 2 diferenças, mas há outras diferenças também. Na verdade, como quando falei a respeito da minha alimentação menos saudável, essas outras diferenças não referem-se a sintomas propriamente ditos, mas à minha própria atitude e comportamento durante a gestação. Uma delas é o tempo de descanso. Eu quase não estou descansando nesta gestação! Antes eu ia para o trabalho com o meu marido e não conseguia ficar com os olhos abertos durante o trajeto, sempre tirava um cochilo dentro do carro. Daí no trabalho ficava sentada a maior parte do tempo e quando voltava pra casa à noite também tratava de descansar, eu lembro que dormia bastante e era revigorante! Agora não, vou para o trabalho 3x por semana por meio-período e no restante do tempo fico com a Nicole e tento trabalhar de casa. Menina, é um desafio! Fico literalmente um "bagaço". E não precisa de muita coisa não, basta pegá-la do berço, deitá-la na cama, levá-la para o banheiro, sentar-me no chão pra brincar ou dar banho algumas poucas vezes e eu já estou acenando aquela bandeirinha branca de rendição e gritando "Socorro!". Se o processo de tirar as fraldas é cansativo porque tem que levar a criança ao banheiro o tempo todo, fazê-lo grávida então é quase loucura!

Em meio a tudo isso tenho me sentido um fracasso de mãe, parece que tudo do que eu me empenhei arduamente para conquistar no 1º. ano de vida da Nicole, eu estou perdendo em poucos meses. Me refiro a questões de comportamento. Eu não estou conseguindo estruturar a rotina da Nicole em casa - literalmente por preguiça minha, não vejo outra explicação, pois dá trabalho educar e ultimamente eu ando muito cansada! O fato é que estou concedendo muito mais liberdades do que ela poderia receber para a idade que tem e o resultado é uma criança exigente, manhosa, com dificuldade em obedecer e que não se contenta mais em brincar sozinha quando é preciso. Ela está indo para a escolinha agora e então são muitas influências externas novas e em casa, como não estou conseguindo ser firme o suficiente, o resultado só podia ser esse. Eu tenho esperança de que depois que o bebê nascer e eu estiver totalmente recuperada do parto e dormindo a noite toda novamente (com a Nicole isso aconteceu com 8 pra 9 semanas), terei mais disposição física e conseguirei correr atrás do tempo perdido e melhorar o meu desempenho como mãe!

Por todos esses motivos também é que reparo uma outra diferença no meu comportamento durante esta segunda gravidez: quase não tirei fotos da minha barriga! Na gravidez da Nicole eu tirava foto praticamente toda semana. Mas agora que estou quase sem tempo e ainda me sentindo feia, são raras as vezes que pego na câmera pra tirar uma fotinho sequer da barriga. Até para o agendamento dos exames que a médica pede estou um desastre porque me esqueço, um dia fiz ultrassom e esqueci de levar pra consulta, acredita? Se bem que memória ruim eu também tive na gestação da Nicole, agora só parece que está um pouco mais grave, rs!

Bem, pessoal, é isso. Espero que, se você estiver grávida e passando pelos mesmos sintomas e conflitos internos que eu, você se sinta confortada que não é a única! E lembre-se que tudo é uma fase, e esta também passará.

A alegria do Senhor é a nossa força!

Um abraço e até a próxima postagem!
Talita

sábado, 12 de março de 2011

Mudanças no comportamento a partir do 2º. ano de vida - Parte 2: EMOÇÕES

Além das mudanças advindas de sua recém-desenvolvida mobilidade, os primeiros 6 meses após completar seu 1º. aninho também foram marcados por expressões cada vez mais evidentes de sua personalidade e emoções. Uma palavra que resume bem essa fase (a respeito do qual os Ezzos também alertam no seu curso "Preparation for the Toddler Years: Parenting your 12 to 18 Month Old") é a IMPREVISIBILIDADE.

A Nicole está sempre a nos surpreender, até no que parece ser mais trivial. Num belo dia mostra-se fã de um único alimento colocado no prato e não quer nem saber de tocar nos outros, devora aquele ali, o escolhido do dia, como se fosse o melhor alimento do mundo. Mas no dia seguinte, ou mesmo na refeição seguinte, age como se nunca o tivesse comido e detém sua atenção em algum outro, que agora torna-se seu novo preferido. Vai entender?! Eu já desisti de tentar, apenas peço que Deus me dê sabedoria em cada situação pois realmente é muito difícil de prever!

Essa imprevisibilidade é de deixar as mamães com os cabelos em pé e é preciso ter tremedo jogo de cintura, além de muita, mas muuuuita paciência mesmo, para lidar com algumas das situações com que nos deparamos. Há certas atitudes (traquinagens, pra ser mais exata) da Nicole que eu pensei que uma criança só pudesse aprender se tivesse um irmãozinho maior para ensiná-la. Que nada, engano meu! Essas travessuras já vêm embutidas nela, bem que a Bíblia avisou, não é mesmo? Provérbios 22:15 diz que "a estultícia (insensatez) está ligada ao coração da criança". E está mesmo, deixe eu dar alguns exemplos que me deixam perplexas.

Como comentei no último post, tenho trabalhado com a questão dos limites fazendo o "rug time" 30 minutos todos os dias (período em que ela deve brincar dentro do limite do tapete da sala). A Nicole sabe exatamente o que é esperado dela para esse momento de atividade, mas vez ou outra quer testar os limites pra ver se é aquilo mesmo e se ela consegue não ter que ficar ali. Primeiro ela põe um pezinho pra fora do tapete e olha pra ver se eu estou olhando e se eu vou falar alguma coisa. Outras vezes joga algum brinquedo pra fora da área permitida e sai para buscá-lo (como quem diz "eu tenho um bom motivo pra sair"). Amigas, acreditem, se eu não ficar esperta ou for firme nessas horas, ela me dá o maior nó facinho!!

Como uma menininha tão doce e fofa poderia sequer cogitar a possibilidade de manipular sua tão dedicada mamãe?!

Haha, eu não sei, mas ela o faz!! E se eu bobear ela faz de mim gato e sapato! A primeira vez que me dei conta disso foi quando estávamos naquela fase difícil de alimentação. Sabe o que ela fazia para conseguir que eu a tirasse do cadeirão quando ela não queria comer? Fazia o sinal de "poo-poo" (comunicando que queria ir ao banheiro) porque ela sabia que eu não questionaria o pedido e agiria bem rápido. Fez isso várias vezes, eu sempre a levava ao banheiro e nada dela fazer! O mesmo quando chegava a hora de dormir, ela tentava de tudo (e ainda faz isso hoje em dia!): fazia o sinal de fome, de sede, de vontade de ir no banheiro... mas era tudo alarme falso, só queria mesmo era ganhar tempo e adiar o horário de ir dormir.

Exemplos dela tentar me manipular não faltam. Se a pegamos no flagra mexendo em algo que não deve (e ela sabe muito bem disso), já vi duas reações distintas: ou 1) ela congela e fica ali de costas (com o rosto escondido) torcendo para eu ir embora e esquecer o que vi ou 2) ela vira pra mim com um daqueles sorrisos amáveis, mostrando os dentes, pra tentar me distrair e fingir que nada aconteceu. Pode?! Como é difícil não dar risada nessas horas! Pode ser bonitinho vê-la fazendo isso hoje, mas daqui alguns meses ou anos certamente não será e corrigir ficará mais difícil também.

Eu ensinei o sinal de "Sorry" (pedido de desculpas) e faço-a a fazê-lo sempre que faz algo de errado, inclusive tentar me enganar, mas às vezes é tão mais fácil deixar aquilo pra lá. Preciso vencer a tentação de fazer vista grossa e lembrar da minha responsabilidade como mãe! Pois é, a Bíblia sempre tem razão! A estultícia está ligada ao coração da criança e, como pais que desejam o melhor para seus filhos e querem que eles sigam pelo caminho do bem, temos que disciplinar e corrigi-los para que tenham sensatez. É o que o final daquele provérbio bíblico diz: "mas a vara da correção (disciplina) a afugentará dela".

Como o objetivo desse post é falar das emoções, não tem como falar delas sem citar as famosas birras! Já reparou como elas são perpetuadas e incentivadas quando há público para elas? O que eu procuro fazer com a Nicole quando ela está contrariada é, em primeiro lugar, MANTER A CALMA (e às vezes isso é tão difícil!) pra então, com voz firme e amorosa, informar o que preciso que ela faça. Por exemplo, se eu a deitei no trocador e ela não quer cooperar, digo algo do tipo: "Nicole, a mamãe precisa que você fique quietinha agora pra eu poder trocá-la". E então, sem ceder aos seus gritos de protesto, começo a cantar alguma música pra ela. Normalmente ela para de chorar logo porque quer prestar atenção (ou cantar junto) e esquece que estava brava. Essa estratégia é boa pois muda o foco de tensão para algo divertido e a intenção é ajudá-la a desenvolver o tão almejado autocontrole (um fruto do Espírito!).

Não uso essa mesma estratégia toda vez, depende do contexto; normalmente não dou atenção ao gesto de manipulação (no caso a birra, ou o choro de manha) e a informo que choramingar é inaceitável. Se ela desobedece e continua, a isolo em algum canto (no berço, no cercadinho) até que ela se acalme, ou se ela estiver no "rug time" simplesmente viro as costas e a deixo lá. Nunca parei pra contar quanto tempo ela permanece brava, mas não deve durar mais que 1 ou 2 min, isso nos piores casos, pois como é assim desde sempre ela se conforma rápido, sabe que não vai ter plateia para sua ceninha de raiva.

No fundo no fundo sei que na maioria das vezes o problema é que ela ainda não sabe dominar suas próprias emoções. Por isso ressaltei no início que MANTER A CALMA é a melhor lição que você ensina para seu filho, pois ele irá imitá-la! Se você se descontrolar toda vez e gritar, ele vai aprender com seu comportamento: esse será o seu padrão de como lidar com as emoções. Então, por mais que eu sinta vontade de lhe dar uns tapas quando ela age assim, fazê-lo porque estou irritada é um péssimo hábito. Tenho que me lembrar o tempo todo que meu objetivo é ajudá-la a desenvolver o autocontrole, preciso compreender que se ela se descontrola e berra porque, por exemplo, eu confisquei algum objeto proibido, é porque ela ficou frustrada com a situação e ainda não sabe lidar com isso. E sou quem preciso ensiná-la como é o jeito aceitável de reagir!

Uma última observação que gostaria de fazer antes de finalizar é a respeito da escolinha. A Nicole começou a ir na escolinha na semana passada (não todos os dias, apenas 3x por semana e em regime de meio-período) e desde então ela ficou muito mais manhosa. Pede as coisas choramingando, não quer fazer as atividades comuns (resiste muito mais ao cercadinho, ao "rug time" e até à hora de dormir) e as coisas ficaram bem mais complicadas porque ela chora por qualquer coisa. Acho que é carência porque ela quer muito mais colo e atenção pra tudo, inclusive brincar. Parece que tudo o que ela não chorou lá na escolinha (na agenda veio que ela passou e se alimentou superbem todos os dias) ela está chorando aqui em casa. Estou esperando e pedindo a Deus que essa mudança brusca de comportamento seja algo temporário!

Um abraço e até mais!
Talita

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Mudanças no comportamento a partir do 2º. ano de vida - Parte I: MOBILIDADE

Tenho notado mudanças no comportamento da Nicole desde que ela completou seu 1º. aniversário e, sobretudo, de 2 a 3 meses pra cá. Uma série de fatores está associada a essas mudanças, dentre elas sua maior mobilidade, o desenvolvimento de sua personalidade e forma de expressar emoções e, como não poderia deixar de ser, minha segunda gravidez que tem influenciado meu humor e paciência diante das situações comuns do dia-a-dia. Hoje vou me deter apenas no primerio fator.

Com uma maior mobilidade vem também grandes desafios e começo a me perguntar se nossa pequena casinha será suficiente para conter essa criança ávida por espaço e movimento! A gente houve cada história de criança maltratada em creches e escolas que meu marido e eu havíamos decidido que só enviaríamos nossos filhos para a escola quando eles fossem grandes o suficiente para nos contar o que aconteceu por lá, ou seja, entre 2 e 3 aninhos de vida. Mas confesso que tenho seriamente cogitado em breve matricular a Nicole numa escolinha de 1/2 período de duas a três vezes por semana para que ela tenha alguma atividade diferente pra fazer durante a semana. Temos nossa rotina de atividades ao longo do dia - tempo dela brincar independente no cercadinho ou no cercadão, tempo de brincarmos juntas no quintal ou na piscina, tempo de fazer um passeio à casa da bisa que é nossa vizinha ou dar uma volta na pracinha perto de casa e também tempo de assistir a desenhos na televisão - mas chega o fim do dia e vejo que ela já está entendiada por fazer sempre as mesmas coisas, principalmente quando estou com muitoserviço do trabalho e a deixo mais tempo brincando sozinha.

Apesar dos desafios de acompanhar uma criança ativa que não quer parar quieta por muito tempo, estou amando essa fase. Aliás, está cada vez mais gostoso vê-la crescer! E eu sei que é chavão, mas "passa tão rápido"! Tenho me empenhado em ajudá-la a avançar para o próximo nível do seu desenvolvimento físico-motor (sou esposa de professor de educação física, rs!) e me delicio venda-o superar cada etapa - desde bem pequenina de bruço exercitando os músculos das costas (tummy exercise) até todo esforço que foi até ela conseguir sentar, levantar, agachar, engatinhar e finalmente caminhar sozinha com 1 ano e alguns dias. Hoje ela não só anda, como também corre, sobe e desce do sofá, se esconde atrás das cortinas da sala, gira e faz piruetas como bailarina e se joga contra o puff, rs! Claro que toda essa agitação só poderia resultar em tombos... (e vários!).. quando ela tropeça porque não olha por onde pisa, perde o equilíbrio, etc.! Clique nos links acima pra ver vídeos recentes.

Com toda essa mobilidade desenvolvida vem também uma ânsia desenfreada por sair explorando o mundo. A criança desta idade quer caminhar por toda parte, tocar em todos os objetos, normalmente levá-los à boca... e aí é que está o perigo e a importância de de criá-la dentro do funil. Os pais precisam de sabedoria para satisfazer, e até mesmo manter acesa, a chama da curiosidade, canalizando-a para aprendizados direcionados e, ao mesmo tempo, cuidar para não conceder liberdades que a criança ainda não tem maturidade para lidar.

Vou compartilhar rapidamente dois exemplos de limites que impusemos à Nicole desde o início e que somente agora estamos dando espaço para maior liberdade. O primeiro deles é com relação às nossas idas à igreja, onde a Nicole fica sempre de alguma forma "presa", às vezes no colo, mas muito mais frequentemente no carrinho. Por quê? Porque ela ainda não tem o autocontrole ou maturidade necessários para ficar quieta e comportar-se se estiver solta num ambiente tão amplo. Mesmo depois de já saber andar, continuamos levando o carrinho toda vez pra ela ter onde sentar presa todos os cultos. Uma vez, quando me viu entrando para o culto empurrando a Nicole no carrinho, uma mãe que também tem filha pequena (poucos meses mais velha do que a Nicole), me disse: "Ah, se prepara porque daqui a pouco é a sua vez!". Ela estava se referindo a ficar andando atrás da menina pra lá e pra cá porque ela não queria parar quieta. Eu não queria que chegasse a minha vez de jeito nenhum, rs! Achava aquilo horroroso e na mesma semana mandei email pra Tine perguntando se tinha que ser assim mesmo!! Ela me explicou que não, que tinha sim um jeito melhor e eu fiquei aliviada. = )

Pra ser sincera, limitamos até o tempo que ela ficava no colo e também no colo de quem ela ficava porque ficar no colo em si já é uma liberdade e com essa liberdade vem a tentação de querer ir para o chão. Dependendo de quem é o colo a pessoa talvez não seja firme o suficiente para segurá-la o tempo todo e ceda diante da pressão que ela fará pra descer e sair andando pela igreja. Ou pior, a pessoa poderá tirar o foco do culto ao tentar distraí-la com brincadeiras que também atrapalharão as pessoas que estiverem por perto. Por isso restringimos o tempo de colo somente aos momentos de louvor (e não necessariamente ao período inteiro, às vezes durante uma ou duas músicas apenas) e o restante do tempo ela passa sentadinha na carrinho.

Outra decisão que tomamos é que quando ela estivesse no colo (no meu ou no do meu marido), faríamos o possível para não perder o foco do culto a Deus. Continuaríamos cantando, fechando os olhos, levantando a mão (a única que estivesse disponível, rs!) e conversando com Deus, pois o centro da nossa atenção naquele momento não é a nossa filha, é Deus. E ela já aprendeu bem isso, pois normalmente olha pra frente e imita o que a maioria das pessoas ao redor está fazendo. Ela dança ao ritmo da música, bate palmas, aponta pra cima e, por incrível que pareça, às vezes até fecha os olhinhos enquanto libera seu próprio som de louvor a Deus!

Como já disse, o restante do tempo ela passa sentada no carrinho. Temos o cuidado de levar alguns brinquedinhos, livros ou bonecas para ela se entreter (com um de cada vez) se estiver ficando impaciente ou desejando ir para o chão. Também levamos a Nana pra ela se acalmar e tentar pegar no sono se estiver muito cansada. Se ela estisver muito ranheta, o que normalmente acontece nos dias em que o culto demora mais pra acabar), um de nós sai com ela pra comer um lanchinho, trocar a fralda ou simplesmenste caminhar um pouco pra esticar as pernas num local apropriado para isso. Com essas ações delimitamos o que é ou não permitido naquele local e temos treinado-a nesses limites semana após semana. Quinze dias atrás experimentamos subir um pouco o nível de liberdade do funil. Eu queria sentir se ela já tinha maturidade e autocontrole suficientes para ser colocada no chão durante o louvor. Me surpreendi! Nos primeiros 5-10 minutos, ela ficou em pé bonitinha na minha frente fazendo o que sempre fazia no colo: louvando à maneira dela.

O seu autocontrole foi posto à prova quando duas outras crianças a viram e decidiram vir fazer uma visitinha, rs! E a mamãe aqui, querendo agradar, só criou mais problemas em potencial: ofereci alguns brinquedinhos ao grupo de crianças na esperança de que fossem todos ficar quietinhos sentados no chão brincando. Ledo engano! Um deles começou a pegar os brinquedos e sair andando com uma mãe desesperada atrás falando pra ele devolvê-los. Isso se repetiu algumas vezes até que ele decidiu desafiá-la e sair correndo pela igreja em pleno momento de louvor. Até ali a Nicole até que tinha se contido razoavelmente, mas o desejo de imitar o menino foi uma tentação por demais grande... e ela sucumbiu! Começou a fazer coisas erradas: correu descontroladamente, queria tocar nos pertences das pessoas nas outras cadeiras, etc., enfim, como nosso objetivo é trabalhar a obediência imediata (first time obedience) e ao notar que a situação estava pra sair do nosso controle, declaramos encerrado para o dia o tempo dela no chão. Ela voltou para o colo e logo em seguida para o carrinho, não sem resistir e ficar brava. Foi preciso isolá-la, saindo dali para que ela pudesse se recompor/acalmar da frustração que sentiu por ser privada de um recém-conquistado direito: a liberdade de ficar solta no chão.

No culto seguinte (coincidentemente na manhã seguinte) repetimos o teste e temos desde então concedido a ela alguns minutos de liberdade no chão durante o louvor toda vez. Ela ainda não tem autocontrole pra ficar o tempo todo no chão, pois depois de um tempo perde o foco ou se distrai com outras crianças que querem brincar com ela ou pegá-la no colo. Normal, né? Fazer o quê?! Nem tudo está ao nosso alcance, mas o principal é que temos insistido para ela precisa obedecer de primeira quando damos uma instrução. E se ela não obedece perde imediatamente o privilégio. No culto dessa manhã não resistimos e a filmamos louvando (clique aqui)! Apesar dos contratempos que surgem, estou satisfeita com os resultados até aqui porque tenho visto ela ir ganhando maior autocontrole. Por isso, pretendo seguir por esse caminho e continuar concedendo liberdades com cautela.

O segundo limite imposto e que agora estamos concedendo mais liberdade é em casa. Há muito tempo que a nossa sala de estar tinha virado o "cercadão" da Nicole brincar: juntamos dois sofás em L e o colocamos contra duas paredes de quina, com um tapete bem macio no meio. Acontece que no final de semana passado foi preciso rearranjar os móveis da sala porque iríamos receber um grupo grande de pessoas em nossa casa. Depois que as visitas foram embora, em vez de voltar os móveis à disposição anterior, meu marido e eu decidimos que estava na hora de impor limites invisíveis a Nicole e ensiná-la a respeitá-los. Era o teste para saber se ela estaria pronta pra ficar sem barreiras físicas limitando seu acesso pela casa.

O Nana Nenê adotou o termo "blanket time" para designar esse conceito de delimitar um cercado imaginário e, portanto, portátil para a criança respeitar, e ensina que devemos introduzi-lo à rotina desde bem novinhos. Eu até tentei fazer o "blanket time" algumas vezes no passado, mas confesso... não perseverei. Não tive paciência! A minha casa é muito pequena e eu não conseguia mudar o "blanket time" de lugar satisfatoriamente, como sugere o livro; por isso optei por ir pelo caminho mais fácil (que dava menos trabalho) e assim improvisamos barreiras físicas pra que ela tivesse uma área maior pra brincar com segurança. Porém, hoje "descobri" que as crianças crescem, rs! E aprendem a subir no sofá, a descer dele... chega um momento que aquela "parede" que criamos para contê-las inevitavelmente deixa de cumprir o seu propósito. Além disso, assisti ontem na Supernanny que a diferença da autoridade e do autoritarismo é justamente este: o filho pode obedecer por respeito à autoridade ou pode obedecer por força ou pressão imposta (autoritarismo). O problema é que se ele só obedece por força, talvez chegue o dia em que a força do filho se torne maior que a do pai, e então será que ele obedecerá?

Bem, estou nessa fase agora, tentando implementar o "rug time" (tempo do tapete). Está bem claro para a Nicole que ela não pode sair do tapete, mas às vezes ela escolhe desobedecer e daí é tão difícil colocá-la na linha. Estou tentando trabalhar isso com ela alguns minutos todos os dias e é desgastante ficar falando o tempo todo a mesma coisa, mas dessa vez não pretendo desistir. Irei perseverar porque tenho aprendido que a "educação financiada" é muito mais difícil!

O princípio-chave que quero compartilhar com esse post é que criatividade, concentração e, principalmente, auto-controle são melhor trabalhados num ambiente preparado, ou seja, propício para isso - e não às soltas, sem imposição de limites. Os limites são bons e necessários! Esse princípio é chave para 1] evitar hábitos desgastantes de tempo e paciência gastos perseguindo a criança pela casa (ou outro lugar) dizendo "não" para isso e para aquilo o tempo todo (ênfase na correção) e 2] promover o ambiente de paz, harmonia e estabilidade que seu filho precisa para ter um desenvolvimento emocional equilibrado (ênfase na direção).

E por falar em emoções, este é o tema para o próximo post! Aguarde. = )

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nicole com 1 ano e 5 meses: desenvolvimento cognitivo e aquisição de vocabulário!

No último sábado a Nicole completou 1 ano e 5 meses! Alguns meses atrás, quando ela estava prestes a fazer 1 aninho, eu escrevi um post falando das coisas que ela já era capaz de fazer e compreender naquela época (leia aqui). Hoje fico maravilhada de ver o quanto mais ela aprendeu! Hoje pretendo falar novamente sobre os avanços no seu desenvolvimento cognitivo (no que se refere à fala e compreensão) e também um pouco sobre as mudanças no seu comportamento.

O vocabulário da Nicole está se desenvolvendo a todo vapor, e o mais incrível é que o desenvolvimento tem se dado simultaneamente nos três idiomas com que ela tem contato: português, inglês e linguagem de sinais. Em casa me dirijo a ela 80% do tempo em inglês, mas falo com meu marido em português, então ela tem aprendido os dois porque nos ouve conversando e também porque interage com outras pessoas que falam português. Além disso, desde os seus 7 meses de idade, aproximadamente, por uma necessidade de comunicação, tenho ensinado-a a se expressar por meio de sinais. No começo levava semanas e até mesmo meses para que ela pudesse reproduzir um sinal e conseguisse usá-lo de forma adequada, hoje ela aprende num instante os sinais novos que ensino a ela, é impressionante!

LINGUAGEM DE SINAIS
Os sinais que ela conhece, compreende e usa são:
- Por favor / Please
- Obrigada / Thanks
- Banheiro / Bathroom
- Terminei / All done
- Com Fome / Hungry
- Com Sede / Thirsty
- Vem cá / Come here
- Desculpe / Sorry >> esse último comecei ensinar recentemente!

O segredo para se ensinar os sinais é você usá-los nas situações comuns do dia-a-dia. São nessas situações reais que os bebês aprendem melhor. Por exemplo, no começo se a Nicole apontava para alguma coisa querendo que eu pegasse determinado objeto pra ela ou mesmo se ela quisesse comer algo que estivesse nas minhas mãos, eu segurava a sua mãozinha, fazia o sinal de "por favor" e então dizia: "Mamãe, pegue pra mim, por favor". Como para qualquer outro aprendizado, a repetição / reincidência é essencial para a assimilação, então fiz assim várias e várias vezes até que chegou um momento em que, em vez de pegar na mão dela e repetir o processo, eu comecei a perguntar "Como é que pede?" e ela fazia o sinal. Se ela não fizesse, eu aplicava a consequência natural: não dava a ela o que ela queria. Ou então novamente pegava na mão dela pra mostrar como é que tinha que ser feito. Óbvio que não existe uma fórmula milagrosa e nem um tempo pré-estabelecido para que o bebê aprenda, tudo vai depender de sua persistência e paciência pra ensinar. E também no quanto você crê que isso é realmente benéfico e saudável pra você, seu bebê e sua família. No meu caso, eu achei que essa técnica era uma ferramenta brilhante não somente para ensinar minha filha a se comunicar como também pra ajudá-la a desenvolver uma das habilidades que eu julgo ser das mais importantes para essa idade: o auto-controle.

Como já expliquei acima, estamos usando inglês e português com ela simultaneamente, então normalmente tanto faz qual idioma eu uso pra pedir que ela faça um ou outro sinal. Por exemplo, eu posso dizer a ela "Baby, send kisses" ou "Nicky, jogue beijos", ela responde aos dois. E por falar em beijo, estou ensinando-a "blow kisses", então é pra ela beijar a mãozinha e soprar o beijo em seguida... e é tão engraçadinho como ela faz, ela beija e assopra a mão ao mesmo tempo, rs!

O curioso desse processo todo (e não sou nenhuma especialista em linguística pra bebês e crianças, minha experiência lecionando inglês sempre foi voltada para adultos) é que ela tem adquirido hábitos, e eu diria até uma linguagem própria, que eu NÃO ensinei - bem, pelo menos não conscientemente. Por exemplo, se eu digo em inglês "Say bye-bye to ___", ela dá tchau com a mão e ao mesmo tempo diz "Tau". Ou então, quando eu quero que ela peça por favor e digo "How do you ask?", ela responde com o sinal correto e acrescenta: "Dá". Daí eu fico me perguntando como ela foi aprender o "dá"!! E também penso que por mais que eu me esforce pra me comunicar com ela só em inglês (o que não consigo fazer 100% do tempo), hoje ela já articula muito mais palavras em português do que em inglês.

ARTICULAÇÃO DE PALAVRAS
As palavras que a Nicole usa atualmente são (bem, pelo menos as palavras inteligíveis porque ela gosta MUITO de falar... ela tem a mania de puxar o meu rosto pra que eu olhe nos olhos dela e então ela fala, fala, fala... o problema é que eu não consigo entender o que ela está dizendo!):

Palavras em inglês:
- Búl (ball)
- Poo-poo (cocô)
- Tetâchi (don't touch... no começo entendíamos "não pode" porque sempre que ela usa essa palavra ela nos imita fazendo com o dedinho que não pode pegar algo)

Palavras em português:
- Nana (banana, sua fruta favorita mas confesso que serve pra qualquer outra fruta que ela vir na frente, e também é o nome da sua boneca de nanar)
- Au-au (cachorro ou, na essência, qualquer outro animal é 'au-au' pra ela!)
- Tau (tchau)
- Cabô! ou Bô! (acabou)
- Uco (suco)
- Duda (é o nome de sua priminha de Campinas, mas ainda não sabemos o que a palavra significa pra ela, pois ela a repete com certa frequência!)
- Dê? ou Dedê? (cadê?)
- Aiô! (achou!)
- Tatetchi (tá quente)
- Mainho (moranguinho, uma das bonecas dela)
- Uiuiuiui (esse ela fala pra mostrar urgência, ex. quando quer que a peguemos no colo)
- Papa (sapato)
- Ado ou Dado (obrigado)
- Ati (aqui)

Palavras que dispensam tradução pois ela articula direitinho:
- Não (por muitos meses essa foi a sua "resposta padrão" para todas as perguntas!)
- Ôpa
- Ixi, caiu
- Pai / Papai
- Mãe / Mamãe

Aqui abro um parêntesis... minha filha falou "papai" primeiro! Antes de "mamãe", acreditam?! E como passamos a insistir que ela falasse mamãe também, ela não falava de birra, dava pra ver que ela ficava com graça pra não falar, pode?! Já estou superando o trauma, rsrs... mas não podia deixar de compartilhar que o motivo deve ser minha eficiência em repetir esse nome pra ela o tempo todo, hahahah! Se bem que normalmente eu dizia "Daddy's home, baby!" ou "Let's say hello to Daddy". Hoje é só ela ouvir o barulho de carro na frente de casa, ou principalmente do portão abrindo, que ela faz aquela cara de feliz e grita "Papai!" ou "Pai!". É uma graça. No fundo me sinto realizada e fico emocionada em ver esse amor todo que ela tem por ele. Um dia li sobre a missão que a mãe tem de aproximar os filhos do pai assim como a Igreja tem de aproximar os filhos de Deus Pai através de Cristo. Uma analogia linda da nossa missão como cristãos!

COMPREENSÃO DE VOCABULÁRIOS
A Nicole já entende muitas coisas, pra ser sincera eu não sei brincar com ela sem aproveitar e dar um jeitinho de ensinar algo novo. Deve ser algum gene de professora que eu tenho, rs! E me espanto como ela realmente aprende rápido, são verdadeiras "esponjinhas" nesta idade. Esses dias eu casualmente comecei a ensinar as partes do corpo pra ela e não é que ela aprendeu fácil?! Eu comecei perguntando "Where's Nicky's mouth?" (Cadê a boca da Nicole?), "Where's Nicky's nose?" (Cadê o nariz da Nicole?) e assim por diante. Hoje ela já sabe apontar para a boca, o nariz, os olhos, as bochechas, o cabelo e as orelhas! Acompanhamos um casal de americanos na semana passada e quando o pr. Steve Harbin foi brincar com ela, eu disse pra ele perguntar onde estava a boca dela, ele fez e ela respondeu direitinho. Daí não parou mais, né!

Curiosa pra testar o quanto ela conhecia, uma vez brinquei de espalhar os brinquedos dela pelo chão da sala e fui perguntando onde estava um e outro. Eu costumo dar nome pra todos os brinquedos, bonecas e bichinhos dela. À medida que eu pedia o brinquedo (livro, tartagura, bola, boneca tal, etc.) ela ia procurando e trazendo-o pra mim!

Além desses vocabulários, a Nicole também responde a comandos simples. Exemplo: quando sirvo a comida e está quente eu digo pra ela "blow the food" (assoprar a comida), e ela faz! Outro exemplo, ela tem uma bonequinha cheirosa e quando a pegamos eu digo pra ela "Look, Nicky, the baby! Smell the baby doll" e ela sabe cafungar a boneca direitinho, rs! Por fim, um último exemplo, estou grávida e frequentemente mostro pra ela minha barriga que está crescendo e digo pra ela "kiss the baby in mommy's belly", ela faz direitinho... e ainda faz carinho depois!
Também poderia dar exemplos de como ela entende o que é "jump" (pular) e "sing" (cantar) e também muitas situações engraçadas em que a pego imitando algo que ela viu alguém fazer, mas acho que já está bom, né! Com os exemplos que dei, já deu pra ter uma noção de como está a todo vapor o desenvolvimento cognitivo de crianças dessa idade!

Dado o tamanho desse post, vou deixar pra falar das mudanças no seu comportamento numa outra oportunidade, tá? Um abraço e até lá, Talita

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Transições parte 1: Da mamadeira para o copo!

Já faz mais de mês que estou "ensaiando" escrever sobre as transições que eu me propús a alcançar com a Nicole (que daqui poucos dias completa 1 ano e 5 meses) antes da chegada do 2º. bebê.

São elas:

1- Transição da mamadeira para o copo
2- Transição da fralda para o uso do vaso sanitário
3- Transição do berço para a cama

Desde que tracei esses objetivos, demos alguns passos importantes para a concretização deles! Para que o post não fique longo demais, hoje me deterei a falar somente sobre o primeiro que, inclusive, foi muito mais fácil de alcançar do que eu imaginava!

A Nicole já estava acostumada a beber líquidos no copinho, pois nunca demos água ou suco, por exemplo, na mamadeira para ela, apenas o leite. Mesmo quando ela ainda mamava no peito, uma vez a cada uma ou duas semanas, oferecíamos leite materno na mamadeira - isso desde recém-nascida, a partir da 4a ou 5a semana de vida, o que também explica o fato de aos 9 meses ter sido bem tranquilo fazer o desmame (transição do seio à mamadeira).

Até aprox. duas semanas antes de completar seu 6º. mês de vida, a Nicole era exclusivamente alimentada com leite materno e não tomava outros líquidos, como chá, suco ou mesmo água. Ao começar a comer alimentos sólidos, introduzimos também os outros líquidos... mas dispensamos a mamadeira e passamos direto para o uso do copinho (exceto para o leite)!

Veja nesse vídeo ela aos 6 meses aprendendo/ praticando beber no copinho!
Link: http://www.youtube.com/watch?v=0PlO05l1cis

Bem, a transição definitiva da mamadeira para o copinho (com leite) começou pouco depois dela completar seu 1º. aniversário. Eu já tinha lido que essa era a idade ideal para fazer a transição definitiva uma vez que é nessa fase que as crianças começam a ficar mais apegadas emocionalmente à mamadeira - que no nosso caso não sei se chegou ou chegaria a acontecer porque não dávamos a mamadeira na mão da Nicole para ela tomar o leite sozinha. O padrão era eu ou meu marido sentarmos na poltrona de amamentação e lhe darmos o leite com ela sentada no nosso colo, um ritualzinho todo especial que criamos e que com certeza nos deixará com boas lembranças!

O problema no início foi que na época eu quis comprar um copo antivazamento daqueles diferentes e bonitos, com canudo e tudo mais, porque me empolguei vendo tantas opções nas prateleiras da loja. Não foi uma decisão muito inteligente. Para a Nicole era muito trabalhoso sugar os 240 ml de leite de cada mamada, sendo que estava acostumada a simplesmente virar a mamadeira e com pouco esforço o leite escorria pra dentro de sua boca. Por causa disso, com esse copo de canudo ela bebia um pouco, mas logo se desinteressava e parava de beber. Após poucas tentativas e sem pensar muito sobre o assunto, voltei para a mamadeira.

Dois a três meses depois, após uma releitura do livro fui convencida novamente da importância de tirar a mamadeira o quanto antes, antes que a Nicole crescesse mais e se acostumasse a ela, tornando a transição mais difícil. Foi então que analisei a situação e me "caiu a ficha" sobre o porquê do insucesso na tentativa anterior. Fui à loja comprar um copinho mais simples para ela tomar o leite, comprei-o no mesmo modelo do copo que ela já tinha, só que maior. Deu certo!

Ela aceitou a mudança de primeira, praticamente sem resistência, adaptando-se "numa boa". Aliás, me surpreendeu pois eu não sabia que seria tão simples fazer a troca. É claro também que eu não dificultei as coisas pra ela deixando a mamadeira à vista. Como diz o provérbio que o curso dos Ezzos ensina, com crianças "what is out of sight is also out of mind" (o que os olhos não veem, a menta não lembra - adaptação minha)!

Desde então a Nicole não usa mais a mamadeira, toma o leite e outros líquidos no copinho infantil. Se precisar também toma em copos de adulto ou utilizando o canudo, fica tudo mais simples assim! Alvo nº.1 alcançado!! Yeah!