Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

sábado, 29 de janeiro de 2011

Nicole com 1 ano e 5 meses: desenvolvimento cognitivo e aquisição de vocabulário!

No último sábado a Nicole completou 1 ano e 5 meses! Alguns meses atrás, quando ela estava prestes a fazer 1 aninho, eu escrevi um post falando das coisas que ela já era capaz de fazer e compreender naquela época (leia aqui). Hoje fico maravilhada de ver o quanto mais ela aprendeu! Hoje pretendo falar novamente sobre os avanços no seu desenvolvimento cognitivo (no que se refere à fala e compreensão) e também um pouco sobre as mudanças no seu comportamento.

O vocabulário da Nicole está se desenvolvendo a todo vapor, e o mais incrível é que o desenvolvimento tem se dado simultaneamente nos três idiomas com que ela tem contato: português, inglês e linguagem de sinais. Em casa me dirijo a ela 80% do tempo em inglês, mas falo com meu marido em português, então ela tem aprendido os dois porque nos ouve conversando e também porque interage com outras pessoas que falam português. Além disso, desde os seus 7 meses de idade, aproximadamente, por uma necessidade de comunicação, tenho ensinado-a a se expressar por meio de sinais. No começo levava semanas e até mesmo meses para que ela pudesse reproduzir um sinal e conseguisse usá-lo de forma adequada, hoje ela aprende num instante os sinais novos que ensino a ela, é impressionante!

LINGUAGEM DE SINAIS
Os sinais que ela conhece, compreende e usa são:
- Por favor / Please
- Obrigada / Thanks
- Banheiro / Bathroom
- Terminei / All done
- Com Fome / Hungry
- Com Sede / Thirsty
- Vem cá / Come here
- Desculpe / Sorry >> esse último comecei ensinar recentemente!

O segredo para se ensinar os sinais é você usá-los nas situações comuns do dia-a-dia. São nessas situações reais que os bebês aprendem melhor. Por exemplo, no começo se a Nicole apontava para alguma coisa querendo que eu pegasse determinado objeto pra ela ou mesmo se ela quisesse comer algo que estivesse nas minhas mãos, eu segurava a sua mãozinha, fazia o sinal de "por favor" e então dizia: "Mamãe, pegue pra mim, por favor". Como para qualquer outro aprendizado, a repetição / reincidência é essencial para a assimilação, então fiz assim várias e várias vezes até que chegou um momento em que, em vez de pegar na mão dela e repetir o processo, eu comecei a perguntar "Como é que pede?" e ela fazia o sinal. Se ela não fizesse, eu aplicava a consequência natural: não dava a ela o que ela queria. Ou então novamente pegava na mão dela pra mostrar como é que tinha que ser feito. Óbvio que não existe uma fórmula milagrosa e nem um tempo pré-estabelecido para que o bebê aprenda, tudo vai depender de sua persistência e paciência pra ensinar. E também no quanto você crê que isso é realmente benéfico e saudável pra você, seu bebê e sua família. No meu caso, eu achei que essa técnica era uma ferramenta brilhante não somente para ensinar minha filha a se comunicar como também pra ajudá-la a desenvolver uma das habilidades que eu julgo ser das mais importantes para essa idade: o auto-controle.

Como já expliquei acima, estamos usando inglês e português com ela simultaneamente, então normalmente tanto faz qual idioma eu uso pra pedir que ela faça um ou outro sinal. Por exemplo, eu posso dizer a ela "Baby, send kisses" ou "Nicky, jogue beijos", ela responde aos dois. E por falar em beijo, estou ensinando-a "blow kisses", então é pra ela beijar a mãozinha e soprar o beijo em seguida... e é tão engraçadinho como ela faz, ela beija e assopra a mão ao mesmo tempo, rs!

O curioso desse processo todo (e não sou nenhuma especialista em linguística pra bebês e crianças, minha experiência lecionando inglês sempre foi voltada para adultos) é que ela tem adquirido hábitos, e eu diria até uma linguagem própria, que eu NÃO ensinei - bem, pelo menos não conscientemente. Por exemplo, se eu digo em inglês "Say bye-bye to ___", ela dá tchau com a mão e ao mesmo tempo diz "Tau". Ou então, quando eu quero que ela peça por favor e digo "How do you ask?", ela responde com o sinal correto e acrescenta: "Dá". Daí eu fico me perguntando como ela foi aprender o "dá"!! E também penso que por mais que eu me esforce pra me comunicar com ela só em inglês (o que não consigo fazer 100% do tempo), hoje ela já articula muito mais palavras em português do que em inglês.

ARTICULAÇÃO DE PALAVRAS
As palavras que a Nicole usa atualmente são (bem, pelo menos as palavras inteligíveis porque ela gosta MUITO de falar... ela tem a mania de puxar o meu rosto pra que eu olhe nos olhos dela e então ela fala, fala, fala... o problema é que eu não consigo entender o que ela está dizendo!):

Palavras em inglês:
- Búl (ball)
- Poo-poo (cocô)
- Tetâchi (don't touch... no começo entendíamos "não pode" porque sempre que ela usa essa palavra ela nos imita fazendo com o dedinho que não pode pegar algo)

Palavras em português:
- Nana (banana, sua fruta favorita mas confesso que serve pra qualquer outra fruta que ela vir na frente, e também é o nome da sua boneca de nanar)
- Au-au (cachorro ou, na essência, qualquer outro animal é 'au-au' pra ela!)
- Tau (tchau)
- Cabô! ou Bô! (acabou)
- Uco (suco)
- Duda (é o nome de sua priminha de Campinas, mas ainda não sabemos o que a palavra significa pra ela, pois ela a repete com certa frequência!)
- Dê? ou Dedê? (cadê?)
- Aiô! (achou!)
- Tatetchi (tá quente)
- Mainho (moranguinho, uma das bonecas dela)
- Uiuiuiui (esse ela fala pra mostrar urgência, ex. quando quer que a peguemos no colo)
- Papa (sapato)
- Ado ou Dado (obrigado)
- Ati (aqui)

Palavras que dispensam tradução pois ela articula direitinho:
- Não (por muitos meses essa foi a sua "resposta padrão" para todas as perguntas!)
- Ôpa
- Ixi, caiu
- Pai / Papai
- Mãe / Mamãe

Aqui abro um parêntesis... minha filha falou "papai" primeiro! Antes de "mamãe", acreditam?! E como passamos a insistir que ela falasse mamãe também, ela não falava de birra, dava pra ver que ela ficava com graça pra não falar, pode?! Já estou superando o trauma, rsrs... mas não podia deixar de compartilhar que o motivo deve ser minha eficiência em repetir esse nome pra ela o tempo todo, hahahah! Se bem que normalmente eu dizia "Daddy's home, baby!" ou "Let's say hello to Daddy". Hoje é só ela ouvir o barulho de carro na frente de casa, ou principalmente do portão abrindo, que ela faz aquela cara de feliz e grita "Papai!" ou "Pai!". É uma graça. No fundo me sinto realizada e fico emocionada em ver esse amor todo que ela tem por ele. Um dia li sobre a missão que a mãe tem de aproximar os filhos do pai assim como a Igreja tem de aproximar os filhos de Deus Pai através de Cristo. Uma analogia linda da nossa missão como cristãos!

COMPREENSÃO DE VOCABULÁRIOS
A Nicole já entende muitas coisas, pra ser sincera eu não sei brincar com ela sem aproveitar e dar um jeitinho de ensinar algo novo. Deve ser algum gene de professora que eu tenho, rs! E me espanto como ela realmente aprende rápido, são verdadeiras "esponjinhas" nesta idade. Esses dias eu casualmente comecei a ensinar as partes do corpo pra ela e não é que ela aprendeu fácil?! Eu comecei perguntando "Where's Nicky's mouth?" (Cadê a boca da Nicole?), "Where's Nicky's nose?" (Cadê o nariz da Nicole?) e assim por diante. Hoje ela já sabe apontar para a boca, o nariz, os olhos, as bochechas, o cabelo e as orelhas! Acompanhamos um casal de americanos na semana passada e quando o pr. Steve Harbin foi brincar com ela, eu disse pra ele perguntar onde estava a boca dela, ele fez e ela respondeu direitinho. Daí não parou mais, né!

Curiosa pra testar o quanto ela conhecia, uma vez brinquei de espalhar os brinquedos dela pelo chão da sala e fui perguntando onde estava um e outro. Eu costumo dar nome pra todos os brinquedos, bonecas e bichinhos dela. À medida que eu pedia o brinquedo (livro, tartagura, bola, boneca tal, etc.) ela ia procurando e trazendo-o pra mim!

Além desses vocabulários, a Nicole também responde a comandos simples. Exemplo: quando sirvo a comida e está quente eu digo pra ela "blow the food" (assoprar a comida), e ela faz! Outro exemplo, ela tem uma bonequinha cheirosa e quando a pegamos eu digo pra ela "Look, Nicky, the baby! Smell the baby doll" e ela sabe cafungar a boneca direitinho, rs! Por fim, um último exemplo, estou grávida e frequentemente mostro pra ela minha barriga que está crescendo e digo pra ela "kiss the baby in mommy's belly", ela faz direitinho... e ainda faz carinho depois!
Também poderia dar exemplos de como ela entende o que é "jump" (pular) e "sing" (cantar) e também muitas situações engraçadas em que a pego imitando algo que ela viu alguém fazer, mas acho que já está bom, né! Com os exemplos que dei, já deu pra ter uma noção de como está a todo vapor o desenvolvimento cognitivo de crianças dessa idade!

Dado o tamanho desse post, vou deixar pra falar das mudanças no seu comportamento numa outra oportunidade, tá? Um abraço e até lá, Talita

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Transições parte 1: Da mamadeira para o copo!

Já faz mais de mês que estou "ensaiando" escrever sobre as transições que eu me propús a alcançar com a Nicole (que daqui poucos dias completa 1 ano e 5 meses) antes da chegada do 2º. bebê.

São elas:

1- Transição da mamadeira para o copo
2- Transição da fralda para o uso do vaso sanitário
3- Transição do berço para a cama

Desde que tracei esses objetivos, demos alguns passos importantes para a concretização deles! Para que o post não fique longo demais, hoje me deterei a falar somente sobre o primeiro que, inclusive, foi muito mais fácil de alcançar do que eu imaginava!

A Nicole já estava acostumada a beber líquidos no copinho, pois nunca demos água ou suco, por exemplo, na mamadeira para ela, apenas o leite. Mesmo quando ela ainda mamava no peito, uma vez a cada uma ou duas semanas, oferecíamos leite materno na mamadeira - isso desde recém-nascida, a partir da 4a ou 5a semana de vida, o que também explica o fato de aos 9 meses ter sido bem tranquilo fazer o desmame (transição do seio à mamadeira).

Até aprox. duas semanas antes de completar seu 6º. mês de vida, a Nicole era exclusivamente alimentada com leite materno e não tomava outros líquidos, como chá, suco ou mesmo água. Ao começar a comer alimentos sólidos, introduzimos também os outros líquidos... mas dispensamos a mamadeira e passamos direto para o uso do copinho (exceto para o leite)!

Veja nesse vídeo ela aos 6 meses aprendendo/ praticando beber no copinho!
Link: http://www.youtube.com/watch?v=0PlO05l1cis

Bem, a transição definitiva da mamadeira para o copinho (com leite) começou pouco depois dela completar seu 1º. aniversário. Eu já tinha lido que essa era a idade ideal para fazer a transição definitiva uma vez que é nessa fase que as crianças começam a ficar mais apegadas emocionalmente à mamadeira - que no nosso caso não sei se chegou ou chegaria a acontecer porque não dávamos a mamadeira na mão da Nicole para ela tomar o leite sozinha. O padrão era eu ou meu marido sentarmos na poltrona de amamentação e lhe darmos o leite com ela sentada no nosso colo, um ritualzinho todo especial que criamos e que com certeza nos deixará com boas lembranças!

O problema no início foi que na época eu quis comprar um copo antivazamento daqueles diferentes e bonitos, com canudo e tudo mais, porque me empolguei vendo tantas opções nas prateleiras da loja. Não foi uma decisão muito inteligente. Para a Nicole era muito trabalhoso sugar os 240 ml de leite de cada mamada, sendo que estava acostumada a simplesmente virar a mamadeira e com pouco esforço o leite escorria pra dentro de sua boca. Por causa disso, com esse copo de canudo ela bebia um pouco, mas logo se desinteressava e parava de beber. Após poucas tentativas e sem pensar muito sobre o assunto, voltei para a mamadeira.

Dois a três meses depois, após uma releitura do livro fui convencida novamente da importância de tirar a mamadeira o quanto antes, antes que a Nicole crescesse mais e se acostumasse a ela, tornando a transição mais difícil. Foi então que analisei a situação e me "caiu a ficha" sobre o porquê do insucesso na tentativa anterior. Fui à loja comprar um copinho mais simples para ela tomar o leite, comprei-o no mesmo modelo do copo que ela já tinha, só que maior. Deu certo!

Ela aceitou a mudança de primeira, praticamente sem resistência, adaptando-se "numa boa". Aliás, me surpreendeu pois eu não sabia que seria tão simples fazer a troca. É claro também que eu não dificultei as coisas pra ela deixando a mamadeira à vista. Como diz o provérbio que o curso dos Ezzos ensina, com crianças "what is out of sight is also out of mind" (o que os olhos não veem, a menta não lembra - adaptação minha)!

Desde então a Nicole não usa mais a mamadeira, toma o leite e outros líquidos no copinho infantil. Se precisar também toma em copos de adulto ou utilizando o canudo, fica tudo mais simples assim! Alvo nº.1 alcançado!! Yeah!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Vida Sem Gary Ezzo ou Tracy Hogg

Olá a todos! Acho que a maioria das leitoras nem deve saber quem é “Fabi”, já que há diversos meses não escrevo. É verdade que a “desculpa” que eu vinha usando para deixar de preparar as mensagens era a famigerada falta de tempo. Não que seja mentira, mas sempre arrumamos tempo para fazer algo que precisamos. O verdadeiro motivo da minha ausência foi um só: cansei de livros sobre bebês. Rsrsrs

Que coisa mais estranha, né? Eu li praticamente tudo que podia enquanto estava grávida e reli desesperada todos depois que a Gi nasceu. Um dia eu acordei e disse, “basta”! A mãe sou eu e não o Gary Ezzo ou a Tracy Hogg. Então coloquei todos os livros dentro de uma caixa e escondi no fundo do guarda-roupas. Parei de ler blogs e sites que falavam sobre “o que fazer” ou “o que não fazer”. Nem mesmo nosso blog eu li mais! Não pedi mais conselhos e fiz o possível para evitar dar palpites a alguém (é que as vezes isso é incontrolável, principalmente para uma tagarela como eu :)). Naquela mesma noite eu me ajoelhei e orei pedindo a Deus para que ele me instruísse e me desse sabedoria.

Calma, todo esse histórico não é um incentivo para você fechar esse site agora. Eu fiz isso por uns três ou quatro meses, o tempo que foi necessário para me desintoxicar do medo de ter um bebê problema se não seguir o princípio “a”. Os seis primeiros meses da minha filha eu atravessei com medo de errar, com a angústia de “ter que pagar mais caro” no futuro por algo que eu deixasse de fazer no presente. Esse período de abstinência de informação foi necessário para que eu aprendesse que não vou encontrar o certo ou o errado dentro de um livro. Hoje meus livros (a Gi já vai fazer quase um ano!) estão de volta à estante...só que a importância que dou a eles é bem diferente.

E o que eu aprendi nesses últimos seis meses? Como é a vida sem seguir a risca os livros que usamos como base no nosso site (sem seguir quase nada, para falar a verdade). Curiosa?

Padrões de Sono: A Giovanna sempre dormiu a noite toda quase sem esforço da minha parte e isso continuou mesmo depois que eu parei de “deixá-la chorar” custe o que custar. Nas poucas vezes em que ela acordava chorando eu ia até o quarto dela, a pegava no colo e confortava. Tão logo ficasse calma ela voltava para o berço e dormia. O inverso aconteceu para as sonecas. Perdi a conta do número de vezes em que eu tive que embalá-la e deixá-la tirar a soneca toda no colo. Sabe aquela cena clássica em que a criança dorme no colo e você vai com todo o cuidado colocá-la de volta no berço? Pois é. Giovanna tinha um sensor que disparava quando ela chegava a uns dois centímetros do colchão. Ela já desatava a chorar...e lá toca a mãe voltar a ninar. Claro que não era assim todos os dias, do contrário acho que não aguentaria. Misteriosamente tinha dias em que eu nem tinha terminado o ritual do sono e ela já estava se esticando pedindo para ir ao berço. Mas ouso dizer que a porcentagem de dias bons e dias ruins era 50% para cada lado. Ela dormiu três sonecas até uns oito, começinho dos nove meses. Depois passou para duas sonecas diárias.

Alimentação: Não usei mais o EASY. Fixei os horários de alimentação e não parei de seguir a sequência. Ela tomava leite por volta das 6:00 ou 6:30. Suquinho e um pedaçinho de fruta umas 9:00. 12:00/12:30 o almoço. Um leitinho antes da soneca. Papinha de frutas as 15:30/16:00 e jantar as 18:00 ou 18:30. Leite antes de ir para cama as 19:00/19:30. Ela sempre belisca o que comemos, mas nunca perdeu o apetite. Acho que se percebesse uma diminuição nas refeições pararia de dar besteira para ela.

Atividades: Não organizei horários específicos (como hora de brincar sozinha, hora de brincar com alguém por perto, etc.). Quando está mais focada, coloco ela no cercadinho. Em geral, dá para fazer isso uma vez por dia. Pelo menos uma vez por dia me esforço para levá-la até a área de lazer do prédio onde brincamos juntas na salinha das crianças. Todos os dias tem um período em que ela brinca sozinha comigo por perto.

Educação: No cadeirão, não ensinei as “boas maneiras”. Geralmente dou uma colher para ela brincar enquanto eu a alimento. Ela fica tentando “me imitar” colocando a colher dela na boca. Faz um pouco de sujeira, mas nada extraordinário e fica no espaço da bandeja do cadeirão. O que eu achei legal é que ela pegou a noção de que a colher vai na boca e eu a aplaudo quando ela consegue. Ela fica felicíssima.

Não ensinei linguagem de sinais, mas ela desenvolveu uma própria. Quando está satisfeita, por exemplo, balança a cabeça fazendo um “não” como eu faço para ela quando está perto de algo proibido. rsrsrs.

Também não a ensinei a ficar dentro de um espaço delimitado. Significa dizer que quando vamos a um restaurante ela come no cadeirão disponibilizado pelo local ou no nosso colo (quando não tem cadeirão). Ao terminar, colocamos ela no chão. Ela vai se arrastando pelo local inteiro cumprimentando a todos, mas já sabe que quando chamamos é para ela voltar. Quando ela encontra algo que gosta não obedece e precisamos ir buscá-la, mas no geral ela é bem obediente.

O que eu ensinei? O “não”. Na verdade eu faço justamente o oposto do funil. Tudo é permitido até eu dizer “a Gigi não pode brincar com isso” ou “não pode brincar assim”. Ela tem livre acesso pela casa inteira, mas já sabe que tem alguns lugares que não pode mexer. Em outros, ela sabe que pode mexer, mas que não pode pegar (como na árvore de natal – pode encostar nas luzes, nas bolinhas e nas folhas, mas não pode arrancar de lá). Aqui em casa não tirei nada do lugar (exceto as coisas realmente perigosas) e quando vamos a casa de alguém, não me preocupo, pois sei que posso deixá-la passear a vontade. Se digo “não”, ela obedece (as vezes na terceira vez, mas obedece. rsrs). É impressionante como esses pequenos são inteligentes! Na primeira vez que a Gi pegou uma folha de papel ela imediatamente começou a rasgar. Disse que não podia e dei outra. Na terceira folha que eu dei ela aprendeu. Hoje, ela tira meus livros da estante, pega revistas, encartes e vai “folheando” como se estivesse lendo! Nunca ela rasgou um desses! A única coisa que ela rasga é papel mais fino (como guardanapo ou papel higiênico).

Minha conclusão: Para a Giovanna, não compensou seguir fielmente o Ezzo ou a Hogg. Temos uma rotina e poucas regras (escovar os dois dentes depois das refeições, sempre ir na cadeirinha do carro, o “não”, etc). Ela é tranqüila e dá muito pouco trabalho. Mesmo com algumas sonecas complicadas ou jantares não-tão-perfeitos quando saímos, acho que o esforço para “enquadrá-la” para ser um bebê modelo não compensou. A verdade é que a-do-ro sentir o corpo dela relaxado no meu colo e também rio demais com meu marido quando precisamos sair correndo para pegá-la na mesa do lado porque está colocando migalhas encontradas na boca. Claro, tem dias que a paciência não é mesma, mas pesando na minha balança, eu fui muito mais feliz nos últimos seis meses do que fui nos primeiros, quando as sonecas eram perfeitas, quando sabia quanto tempo de peito tinha dado e quantas fraldas tinham sido descartadas. Acabamos de voltar de viajem esses dias (passamos dez dias fora) e foram simplesmente as melhores férias da minha vida. Eu e meu marido voltamos com o coração grande de tão gratos que ficamos a Deus pela forma como as coisas transcorreram (aguardem o post “aventuras de um bebê de onze meses em bariloche”, rsrs).

Isso não quer dizer que o mesmo aconteceria para um segundo filho, por exemplo. Há crianças com personalidades mais fortes, mais sensíveis e que precisam de um pouco mais de firmeza. Nesse caso, passar sem os princípios do Nana Nenê a vida pode ser difícil.

O importante é saber que a maternidade é uma alegria. Temos sim a responsabilidade de criar uma mulher ou um homem íntegro e saudável em todos os aspectos (físico e emocional). A responsabilidade não é um fardo. Ser pai ou ser mãe é uma bênção de Deus e eu creio que Ele dá sabedoria para criar filhos aos que pedem com sinceridade. As vezes, o discernimento mostra que deve-se usar um ou outro (ou todos) os métodos e conselhos de especialistas. Outras vezes, que o melhor conselho vem de onde menos esperamos (da sogra :), brincadeira). O importante é não descredenciarmos ninguém por mais inexperiente que seja ou dar muito crédito a alguém que seja um “perito”. Cada criança é um ser único e diferente, de modo que não existe pessoa no mundo que possa dizer o que é melhor para todos. Que os nossos ouvidos e olhos estejam abertos para receber todos os conselhos, mas que o filtro confeccionado por Deus esteja ligado para que possamos escolher o que é melhor para cada filho específico.

Ser mãe foi um dos presentes mais maravilhosos que recebi e vou continuar a escrever, mesmo virando mãe “alternativa” porque simplesmente não agüento mais conter tudo que aprendo todos os dias com a Gigi. Um grande abraço a todas as mamães e papais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alimentação a partir dos 12 meses - Aprendendo com os erros!

Até aproximadamente seu 1º. aniversário e apesar de nunca ter sido um bebê gorducho, a Nicole sempre se alimentou superbem. Até seus 5,5 meses alimentou-se exclusivamente de leite materno. E mesmo depois que começou a comer alimentos sólidos, mamou no peito até completar 9 meses. Ela sempre comeu de tudo, nunca recusou nenhum alimento que eu oferecia, inclusive variadas frutas e legumes. Ela só parou de mamar no peito porque eu optei por substitui-lo por leite industrializado uma vez que desejava ter outro bebê em breve.

Nas primeiras 6 visitas à pediatra (de set/2009 a mar/2010), a Nicole ganhou o total 3.850 kg. Como disse, ela nunca foi um bebê grande (aliás, sempre foi pequena e delicadinha), mas para um bebê que nasceu com 2.475 kg e 46 cm e que saiu da maternidade pesando 2.300 kg, chegar aos 6 meses com 6.150 kg e 62,5 cm estava de bom tamanho! Ela tinha mais do que dobrado o peso que tinha ao nascer, exatamente como os livros e especialistas dizem que deve ser.

Bem, a primeira pediatra precisou sair de licença-maternidade e nós fomos à procura de um outro médico para continuar o acompanhamento da Nicole. Foi aí que começaram os nossos problemas, pois esse novo doutor nunca ficava satisfeito com o ganho de peso dela!

Ele comparava-a comigo e com meu esposo e dizia que a Nicole estava muito pequena para sua idade, que deveria estar ganhando bem mais peso para alcançar os outros bebês que tinham nascido com 3 kg ou mais. Ele me perguntava se ela estava comendo duas papinhas salgadas por dia, eu dizia que sim e explicava pra ele que ela comia um pratão de comida. E comia mesmo! Ela era motivo de orgulho das avós que se gabavam que a netinha era "boa de garfo". Mas no fundo sempre tinha a sensação de que ele não acreditava em mim.

Lembro-me de uma das consultas, quando ela estava com 10 pra 11 meses, em que a balança finalmente apontou um ganho de 500 g, ele disse: "Tá vendo, é só aumentar a ingestão calórica que ela ganha peso". E assim eu sempre saía das consultas cabisbaixa e chateada, como se fosse um fracasso de mãe, sentindo que de alguma forma o fato da minha filha não estar ganhando o peso que o pediatra achava adequado significava que eu havia falhado em alguma coisa. Nessa neura de que minha filha ganhasse mais peso fui, inconscientemente, diminuindo o leite que dava pra ela e aumentando a quantidade de sólidos. Esse foi o meu primeiro erro.

Foi um erro porque até o 1º. ano de vida o que realmente faz com que os bebês ganhem peso é o leite, nessa fase o leite é essencial e a introdução de sólidos deve ser lenta e gradativa. O resultado foi que os exames de sangue de 1 aninho da Nicole constataram fosfatase alcalina alterada, que pelo que entendi é uma alteração que aconteceu como reflexo da falta de fixação de cálcio. Para reverter o quadro, o médico disse que eu precisava aumentar a ingestão de leite e de vitamina D (principal responsável por fixar o cálcio), além de diariamente expô-la ao sol de manhãzinha ou final de tarde e acrescentar um ovo cozido à alimentação dela todos os dias. Fizemos e deu certo, nos exames seguintes a fosfatase estava normalizada.

Mas voltando a falar do ganho de peso, a Nicole realmente não ganhava tantos gramas assim MAS, apesar de dois episódios de gripe fortes com febre (com 7 e 8 meses) - em que ela ganhou apenas 150 g e 100 g de uma consulta pra outra - ela nunca chegou a perder peso. Ou seja, ela estava sempre numa crescente e o comum, em meses sem intercorrências de saúde em que perdia o apetite e literalmente não queria comer nada por uma semana inteira, era o ganho de 300-500 g por mês. Com 1 aninho ela tinha mais do que triplicado o peso que tinha ao nascer. Estava com 7.650 kg e 70 cm. Mas o pediatra continuava insatisfeito.

Acho que o que o incomodava era o fato do peso e altura da Nicole a colocarem sempre próximo aos mínimos na tabela de crescimento (como no percentil 5, por exemplo). Mas pra mim isso não era problema, pois apenas significava que para cada 100 crianças de sua idade, a Nicole estaria entre as 5 menores (considerando tamanho e peso). Qual o problema em ser magro?? Se houvesse outros sintomas preocupantes que indicassem doença, tudo bem. Mas não! A Nicole era uma criança ativa, esperta, estava se desenvolvendo de forma adequada e não tinha a aparência de criança doente - ela era apenas pequena.

Mas o médico reforçava que não, que ela tinha que estar dentro da média, próximo ao percentil 50, o que não fazia o menor sentido pra mim! Eu sempre procurei ser informada e havia lido em vários sites que "a média" simplesmente significava que 50% dos bebês estavam acima daquele número enquanto os outros 50% estariam abaixo, somente isso. Um dia questionei isso e o doutor rispidamente respondeu que não podemos confiar em tudo que lemos na internet. Acho que ele se zangou.

Bem, você deve estar se perguntando porque eu não procurei logo outro médico, pelo menos pra ter uma segunda opinião. Foi o que eu fiz. E dessa vez fiz questão de ir em um indicado em vez de simplesmente abrir o livrinho do convênio e procurar pelo consultório mais próximo da minha casa. Três mamães de bebês pequenos me indicaram um outro pediatra e precisei aguardar 3 meses para conseguir uma consulta com ele!! Mas valeu a pena, pois acho que acertamos. Além de pediatra, ele é também endocrinologista pediátrico e é bem calmo. Leva jeito para lidar com crianças pequenas e pra tranquilizar pais estressados porque eu realmente estava precisando, rs! Nem bronca ele me deu porque a Nicole, pela primeira vez, aos 15 meses perdeu peso (180 g) em vez de ganhar e também só cresceu 0,5 cm!!

Nem eu acreditei e fiquei me perguntando como isso foi acontecer. Depois de mais algumas semanas, muitas leituras sobre o assunto, conversas com pessoas e algumas experiências em casa finalmente compreendi. E é o principal aprendizado que quero compartilhar hoje com vocês.

Para conseguir explicar, preciso voltar um pouco e contar o que aconteceu antes da consulta com o novo pediatra e depois da Nicole completar seu primeiro aniversário. Nesse meio tempo (que duraram 3 meses) continuei visitando o pediatra anterior e ele pediu diversos exames pra tentar investigar o que poderia estar impedindo minha filha de ganhar mais peso, foram vários sofridos exames de sangue (porque ela berrou muito) e um 2º de urina pra saber se ela não estava com alguma infecção ou deficiência de cálcio, fósforo, etc. Os resultados vieram todos normais e indicavam que ela estava saudável. Então ele insistiu para que eu desse Pediasure pra ela como complemento alimentar. Na verdade ele já tinha indicado esse leite desde seus 9 meses, mas eu me recusei a dar porque a própria embalagem diz que esse leite é para crianças de 1 a 10 anos que não comem bem. Como ela não tinha 1 ano e também comia bem, achei totalmente desnecessário (além do que uma lata grande custava mais que 70 reais).

Bem, depois que a Nicole completou 1 aninho algumas coisas estranhas começaram a acontecer com ela, rs. Primeiro notei que ela parou de comer a quantidade habitual. Eu cozinhava os legumes, preparava suas papinhas e as congelava no freezer em potinhos de plástico. Até 1 ano ela comia o conteúdo de um potinho inteiro no almoço e outro na janta. De repente comecei a notar que ela só comia metade de um potinho e ainda sobrava pra janta. E mesmo depois de jantar, ainda sobrava comida que eu tinha que jogar fora! Preocupada com o ganho de peso, cedi e comprei o tal do Pediasure, pois afinal ela já tinha 1 ano e realmente não estava mais comendo bem. Passei a dar uma mamadeira por dia pela manhã.

Considero que foi outro erro. O apetite dela nas refeições só foi piorando. Chegou ao ponto de só dar uma beliscadinha ou mal experimentar as refeições em alguns dias, estava comendo como um passarinho! Os alimentos básicos que ela sempre amou (como cenoura e batata) de repente ela começou a agir como se nunca os tivesse comido. Eu não tinha certeza se devia atribuir esse novo comportamento ao fato dos dentes terem finalmente começado a sair e preocupada fui fazer minhas pesquisas na internet pra tentar entender e saber o que especialistas falavam sobre o assunto. Achei um site excelente da Editora Abril que hoje consulto pra muita coisa.

Chama-se www.bebê.com.br e tem artigos interessantíssimos (divididos por faixa etária e temas variados). As leituras, especificamente sobre alimentação, que mais me ajudaram nessa fase complicada foram:

Vinte sugestões para o seu filho amar comidas saudáveis
http://bebe.abril.com.br/01_03/alimentacao/sugestoes-para-filho-amar-comidas-saudaveis.php (obs. todas as dicas aqui são excelentes, mas faço um destaque especial para as de nº. 8, 11 e 15)

Mitos e verdades sobre o ganho de peso da criança
http://bebe.abril.com.br/01_03/alimentacao/mitos-verdades-ganho-de-peso-crianca.php
(obs. todas essas dicas pra mim foram maravilhosas, vale a pena conferir!!)

A alimentação nos primeiros dois anos de vida
http://bebe.abril.com.br/01_03/alimentacao/conteudo_265988.php

Também foi nessa fase que começamos a liberar outras guloseimas pra ela, como biscoitos, rosquinhas, panetone, danoninho, ou seja, uma infinidade de sabores novos e cheios de açúcar! Aliás, acabei entrando no esquema da minha família de oferecer a ela qualquer coisa que estivéssemos comendo (como sorvete) independente se fosse ou não seu horário de se alimentar.

Não preciso nem dizer que os resultados foram catastróficos, não é mesmo? Apesar de eu não estar percebendo, estava criando um novo hábito em minha filha. E ela como não é boba nem nada, começou a ficar "hooked on preferrence", como explica o curso "Preparation for the Toddler Years - Parenting Your Twelve to Eighteen Month Old", escrito pelo casal Ezzo. Aliás, esse livro salvou a minha vida, rs!!

Peguei-o emprestado na sexta passada com minha amiga e só de ler algumas partes já "matei a charada" de qual estava sendo o nosso problema. Então só foi eu começar a aplicar os princípios que o comportamento da Nicole mudou também!

A primeira grande constatação foi o que está escrito na página 49 (do capítulo "Food Challenges"). Os autores escrevem: "Exceto por condições médicas, crianças que comem mal são criadas, não nascem assim" (tradução minha). Eu usei a expressão 'comem mal' pra traduzir o que em inglês é "picky eaters", literalmente crianças que são chatas pra comer. Em seguida, o livro sugere quatro ações / princípios para serem observados: 1) o tamanho da porção, 2) o horário das refeições, 3) a quantidade de líquidos e 4) o monitoramento dos lanches.

Foi nos itens 3 e 4 que eu estava pecando. Já tinha virado rotina eu dar um copão de suco de laranja pra Nicole antes de cada refeição, ela ia bebendo enquanto eu preparava o prato. E os lanches?! Ah, os lanches eram sem dúvida um dos principais vilões!!

Na página seguinte, eles falam sobre a diferença entre apetite e fome, que eu achei excelente. Normalmente fazemos confusão e damos um sentido único a essas duas palavras que, por serem processos biológicos diferentes, têm significados totalmente diferentes também! Apetite é uma resposta ao desejo e fome uma resposta à necessidade. O que compreendi foi que errei ao permitir que o apetite da Nicole, e não o que ela realmente necessitava comer nutricionalmente falando, determinasse e controlasse os alimentos que eu oferecia a ela.

Foram dois erros, na verdade, e eles só fizeram as coisas piorarem. Primeiro o consumo do Pediasure pela manhã a deixava estufada e sem fome o suficiente para comer os alimentos que não eram seus preferidos para o almoço (segundo o pediatra novo, eu deveria suspender o uso desse leite pois arroz, feijão, carne e salada eram o que minha filha precisava) e à tarde, me sentindo culpada por ela mal ter tocado no almoço e só comido a sobremesa, eu aproveitava que ela parecia com fome novamente e exagerava na porção do lanche. Eu dava leite, fruta e ainda a deixava comer bolacha ou chocotone, se ela pedisse - enfim, o que ela quisesse. O resultado disso é que ela ficava sem fome para o jantar também. Virou um ciclo vicioso!!

Bem, então suspendi o Pediasure como disse e o que foi que aconteceu? Minha filha passou a ter fome no almoço sim, mas como havia tornado-se adepta de alimentos de sabor doce, não queria mais saber de experimentar os salgados (por isso a expressão "hooked on preferrence"). Literalmente, ela não queria experimentar nada que eu colocasse no prato, cuspia tudo!! Ela sabia que se esperasse o suficiente eu daria alguma outra coisa mais gostosa no lugar (por exemplo, a sobremesa). Aliás, ela fazia sinal de que estava com sede e enchia a barriga de líquido em vez de comer, em seguida falava "nana" apontando pra alguma fruta que estivesse em cima da mesa e, se eu desse, ela comia tudo! Mas comida salgada mesmo que é bom, nada! Se eu fosse firme o bastante, ela comia arroz e feijão... mas só, não tocava no resto, nem pra saber que gosto tinha. Desesperador pra uma mãe de primeira viagem, eu garanto!

E se eu insistisse um pouco mais tentando colocar a colher de comida na boca dela, ela abria o maior berreiro. Enfim, seu comportamento na hora da refeição regrediu consideravalmente e a hora da refeição começou a ficar traumatizante, pra nós duas.

Graças a Deus eu descobri a raiz do problema a tempo. Da mesma forma que eu a acostumei de um jeito nesses meses, posso acostumá-la de outro daqui pra frente. Já ouvi alguém dizer que nossos filhos são o que fazemos dele. E acho que é verdade mesmo!

Então de alguns dias pra cá, com essas dicas todas que eu aprendi, revolucionamos o horário das refeições e ela "miraculosamente" voltou a comer. Claro, que a quantidade ainda é menor do que a de antes de 1 aninho e ela também ainda está com frescura para aceitar/experimentar alguns alimentos, mas ela voltou a comer bem! Até repete!

O que eu fiz? 1.) Suspendi o Pediasure. 2.) Cortei o suco antes do almoço e tirei da sua visão todos os outros alimentos de que ela gosta mais do que a comida salgada (ex. tirei a fruteira de cima da mesa). Agora ela só bebe líquido depois que sinalizar que está satisfeita com o almoço. 3.) Diminuí consideravelmente a porção do lanche da tarde. Agora é só um lanchinho pra tapear o estômago e ela aguentar até o jantar. Também parei de dar guloseimas não nutritivas todos os dias; elas ficarão limitadas a serem "lanchinhos especiais" (como o danoninho ou a bolacha que ela ama), apenas 1 ou 2 vezes por semana.

Com relação a ela voltar a comer de tudo, ainda estou trabalhando nisso. Estou usando aquele truque de disfarçar o alimento no prato, amassá-lo ou misturá-lo a alguma coisa que ela goste mais. E também continuarei oferecendo muitas vezes antes de chegar a qualquer conclusão precipitada de que ela não gosta desse ou daquele alimento. Ela sempre gostou de tudo e tenho certeza de que essa "frescura" é uma fase e foi resultado de maus hábitos que eu mesmo criei nela.

E agora para descontrair, dois vídeos recentes que fizemos com ela comendo.
Comendo macarrão e espirrando: http://www.youtube.com/watch?v=Y-gKT0uUiuw
Provas da minha vitória!!! Yay! = )

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gestação e enjôos!

Como contei no último post, estou grávida do meu 2º. filho! E exatamente hoje completo 11 semanas de gestação. Aqui faço uma observação de como as semanas de gestação são contadas. Da primeira vez, quando descobri que estava grávida da Nicole e as pessoas me perguntavam de quantas semanas eu estava, eu fazia a conta a partir da semana em que supunha que tinha acontecido a concepção. E a resposta comum era: "Puxa, ainda apenas 3 semanas?". Só depois aprendi que a contagem da DPP (data provável do parto) era feita com base na DUM (data da última menstruação), ou seja, o parto normalmente acontece após aproximadamente 37 a 40 semanas após a data da última menstruação. Se a mãe desejar ter parto normal, alguns médicos (como a minha, por exemplo) aceitam esperar até a 42a semana, mas não mais que isso.

Dessa vez descobri que estava grávida um pouco tarde, já estava com 7 semanas e meia quando comecei a passar mal. Meu marido estava numa viagem a trabalho e por dois dias consecutivos em casa eu amanheci enjoada e com tontura. No 3º. dia fui à farmácia comprar um teste de gravidez apesar de quinze dias antes, ainda na viagem ao nordeste, eu ter feito o teste e o resultado ter dado negativo.

Pra ser sincera, a culpa do suposto falso-negativo do 1º. teste foi não termos esperado os 5 minutos necessários para interpretar os resultados, fomos logo tirando conclusões precipitadas e erradas! Um dos motivos foi que na minha 1a gestação um sinal marcante foram as mamas ficarem inchadas e doloridas. Dessa vez não, sim elas aumentaram, mas não tive dor. Porém, na ocasião do teste, tudo parecia "normal" com meu corpo. Quer dizer, nem tudo... tinha notado algo "estranho" com a minha cintura quando pús o biquini (ela parecia se esconder apesar de eu estar magra) e até comentei com o meu marido meio triste, quase me conformando que após as mudanças que transformaram o meu corpo durante a gestação, ele ficaria assim daqui pra frente. Bem, mas não foi o caso pois eu estava sim grávida, então ainda há uma esperança, rs!

Mas não é sobre isso que quero falar hoje, quero falar sobre enjôos. As últimas 3 semanas e meia foram bem difíceis pra mim. O enjôo estava duro de aguentar. Não sei como é com outras mulheres que também passaram por isso na gestação, mas acho que o meu enjôo é um tipo diferente. Por exemplo, eu não tenho enjôo por causa de comida (nem pelo cheiro) e sim pela falta dela! É verdade, se fico sem comer tenho enjôo e vomito. É realmente muito ruim. Normalmente acontece assim: eu começo a sentir muito, mas muito calor mesmo, em seguida começo a tossir e tossir sem parar, até que vem o vômito. Mas não sai nada, apenas bile (um líquido amarelo) ou então uma aguinha com espuma. Fico com os olhos cheios de lágrimas e meu nariz entope e começa a escorrer ou a incomodar (mesmo sem espirrar). A sensação seguinte é que é curiosa, além de um tremendo cansaço físico (dói toda a extensão das minhas costas e ombros), tenho frio!! Fico até arrepiada nos braços por alguns instantes.

Na gestação da Nicole também foi assim... os 9 meses! Acordava todas as manhãs e já deixava um balde do lado da cama, pois era eu acordar e vomitar. E até no parto eu vomitei (tinha tomado anestesia e estava com o estômago vazio havia horas, então não deu outra!). Nojento, né? É, eu sei, por isso eu tenho a esperança de que seja diferente dessa vez, afinal uma gestação não é igual à outra, né?

Curiosamente durante as duas gestações o que reparei foi a minha falta de interesse por café. Gosto muito de café, mas quando estou grávida não sinto a menor vontade de tomá-lo, nem o cheirinho que eu normalmente achava delicioso me anima!

Além de ser horrível vomitar, sou forçada a comer o tempo todo, de 2 em 2 horas praticamente. Às vezes até à noite. Eu acordo pelo menos 1x toda noite passando mal. Engordei 17 kg em 9 meses na gravidez da Nicole (mas graças a Deus perdi tudo em 6 meses depois que ela nasceu!) e vou tentar me controlar, mas não é tão simples assim porque não como por fome, como para não vomitar. Normalmente deixo um pacote de biscoito no criado mudo do lado da cama. Melhor um pacote de biscoitos do que um balde pra vomitar, não é mesmo?! rsrs!

Bem, a dica dada por minha médica é assim que acordar comer o biscoito (ou qualquer outra coisa seca, por exemplo pão ou torrada) bem devagarinho pra não irritar o estômago, quando estiver se sentindo melhor tome o remédio com um tequinho de nada de água e continue comendo os biscoitos (sempre devagar). Esse processo todo leva uns 20 min ou mais. Só então, o remédio começará a fazer efeito e você poderá levantar pra começar o dia. Comigo essa técnica às vezes funciona bem, outros dias não. Vomito bolacha, remédio e o que mais tiver colocado pra dentro. Acho que tem a ver com o horário que fui comer na noite anterior, pra mim quanto mais tarde e perto do horário de ir dormir, melhor. Isso só agora que estou grávida, é claro.

É, o jeito é levar essa fase com bom humor. Ou pelo menos tentar. "É uma fase, é temporário", fico tentando me lembrar disso quando estou mal. Sei que vou esquecer todo o mal-estar de hoje depois que o bebê nascer e que vai valer a pena. A gente sempre esquece! Eu já tinha esquecido do que passei quando estava grávida da Nicole e olha só... quis engravidar de novo!

Confesso que tenho me sentido melhor de 1 semana pra cá. Não bem, apenas melhor. Continuo acordando de madrugada e continuo acordando mal, ainda vomito algumas vezes também. Mas no geral a intensidade dos enjôos diminuiu. Durante o dia principalmente está mais tolerável. Talvez seja porque mudei de remédio. Eu tomava Dramim a cada 4 horas e acho que estava me intoxicando com ele pois ele é muito forte, além de sentir que ele abaixava minha pressão. Era um sono e mal-estar terríveis, não conseguia ficar em pé ou comer, um dia até pedi para o Douglas me levar ao pronto-socorro porque não sabia mais o que fazer (naquela manhã em particular tudo o que eu comia eu vomitava). Agora estou tomando Meclin a cada 6 horas e parece que tem melhorado. O Dramim, apesar de ser mais forte, não parecia resolver o meu problema. Vai entender!

Um detalhe é que na última gestação me lembro muito bem de ter tentado todos os remédios que os médicos normalmente receitam pra grávidas... Dramim, Plazil e Meclin, e nenhum funcionou, tanto que desisti deles! Vi que só estava gastando dinheiro e que tomar ou não tomar dava na mesma, eu continuava com enjôo e vomitando.

Fora a vontade louca de fazer xixi o tempo todo (sim, mesmo agora no início), também tenho e tive muita azia. Como não suporto o cheiro de Mylanta Plus líquido (acho que me lembra o leite de magnésio que minha mãe me dava quando era criança), comprava pastilhas da mesma marca. Elas ajudavam bastante pois aliviavam a azia, eu as chupava praticamente o dia todo. Gastei uma grana com elas, acho que comprei umas 30 ou mais, rsrs! Por enquanto nessa 2a gestação ainda não precisei, mas sei que logo logo será preciso. Percebo que a azia tem piorado a cada dia.

Não podia encerrar essa postagem sem falar da importância do meu marido nisso tudo. Ele me apoia tanto e não sei como suportaria "aqueles dias" sem a ajuda dele, principalmente no cuidado com a Nicole (que hoje está com 1 ano e 3 meses). Ando tão sem paciência, me irrito por qualquer coisa e fico a maior parte do tempo amuada em algum canto. De manhã, que é quando normalmente estou pior, ele prepara e dá o leite da Nicole, leva ela pra ir no banheiro, troca a fralda, enfim, faz o que for necessário pra eu não ter que me preocupar. Na primeira gestação ele também fez o que pôde. Eu tinha mais atenção, confesso, pois era apenas nós dois. Era só eu acordar e gemer de mal-estar que ele levantava correndo pra preparar o meu pão na chapa!

Já disse antes para minhas amigas que não consigo imaginar como algumas mulheres conseguem ser mães solteiras, deve ser muuuuuito difícil. Cada dia que passa tenho tenho mais convicção de que quando Deus fez o homem e a mulher e planejou o casamento entre eles, não foi por acaso. Ele sabia a importância de unir homem e mulher como uma só carne - fisica, emocional e espiritualmente - para formar famílias. Sem unidade, amor, compreensão e cumplicidade entre o casal a tarefa de criar filhos é bem mais estressante. E não precisa esperar os filhos crescerem pra ver como o relacionamento e compromisso do casal é crucial, começa quando a mulher ainda está grávida (e até antes disso). É fácil o homem pensar que certos problemas são dela e se omitir de qualquer responsabilidade. Eu estou tremendamente grata pelo meu marido que suporta comigo os dias difíceis e comemora os dias felizes. Não importa o desafio, ele está ali ao meu lado o tempo todo. Esses dias comentei com a minha manicure algo que ele havia feito por mim e ela disse rindo: "Ai, Talita, esse seu marido não existe"! Existe sim; não sou melhor do que ninguém, mas eu genuinamente creio que é possível vivermos plenitude no casamento, nas finanças, na família e em tantas outras áreas de nossas vidas se simplesmente fizermos a nossa parte, buscando conhecimento e aprendendo a confiar e obedecer a Deus!

Se você tem ou teve problema com enjôo na sua gestação, conte-nos como foi a experiência e o que fez pra aliviar os sintomas! A sua dica pode ajudar uma mamãe desesperada como eu. = )

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Viajando com o bebê!

Mês passado tiramos alguns dias de folga e fomos viajar. Ganhamos as passagens de avião de presente dos meus pais e aproveitamos para voltar à cidade onde, 7 anos e meio atrás, recém-casados passamos a nossa primeira lua-de-mel. Só que dessa vez fomos acompanhados de uma linda bebê! Quer dizer, de uma não... se o bebê que eu estou esperando for menina, de duas... rs! Embora não soubéssemos e ainda que amigos e parentes façam piadinhas porque "voltei grávida da viagem", esse feijãozinho todo especial, seja ele menino ou menina, já estava na minha barriga e foi viajar conosco sim!

Bem, eu andava muito cansada, tentando dar conta de todas as minhas obrigações, dentre elas trabalho, faculdade, bebê, marido, igreja, etc., por isso a possibilidade de um passeio assim veio em boa hora e animou a todos nós. Apesar de não poder dizer que a viagem valeu pra descansar (estou chegando à conclusão de que com criança viajar e descansar não é assim tão comum!), ela foi bem divertida e prazerosa, além de ter servido para alguns aprendizados que hoje quero compartilhar com vocês.

Não foi a primeira vez que a Nicole andou de avião. No ano passado, quando ela tinha de 3 pra 4 meses, meu marido fez uma viagem a trabalho para BH e eu fui junto. Ficamos poucos dias e como a Nicole só mamava no peito foi super tranquilo, não deu o menor trabalho. Nem no avião, ela dormiu uma parte do caminho; nos momentos acordadas ficou calminha e se comportou super bem. Já nessa viagem para Maceió, com quase 1 aninho e 2 meses, o cenário foi bem diferente. Pra começar porque o vôo era mais longo e teve conexão em Brasília (na ida e na volta) e segundo porque com essa idade ela está bem mais ativa. Curiosa, quer interagir com tudo e todos, fazendo graça com as pessoas por perto, etc. Também estava na fase do crescimento dos dentes que demoraram pra sair, mas que quando o primeiro resolveu aparecer (quando tinha 1 ano, 1 mês e 9 dias), os outros três praticamente saíram junto. Enfim, foi uma série de fatores que, somados à canseira normal que é ficar sentado por muito tempo e passar uma parte do dia viajando, fizeram da viagem de avião, principalmente a volta, um tanto estressante.

O mal planejamento do dia também contribuíu para agravar o estresse. Nesse dia (da volta) tínhamos feito check-out do quarto do hotel às 10 da manhã e ficamos, de mala e cuia, "fazendo hora" nas dependências do hotel até dar o horário do almoço. A Nicole tirou uma soneca de 40 minutos no colo do pai enquanto eu aproveitava para checar emails. Então almoçamos e esperamos o táxi nos buscar e nos levar ao aeroporto. O vôo só era às 15:00 e o tempo de espera em Brasília para a troca da aeronave era de quase 1 hora. A chegada em São Paulo estava prevista somente para às 20:35 e ainda teríamos que pegar o ônibus da TAM de Guarulhos até Congonhas, mais uma viagem longa. Mas, pra ser sincera, sei que um dos maiores problemas e que mais contribuiu para a impaciência da Nicole foi culpa minha! Na pressa da manhã, eu coloquei a Nana (boneca de dormir) dela dentro da mala em vez de carregá-la na bagagem de mão. Na vinda ela tinha conseguido dormir no colo do pai segurando a Nana, mas na volta não tinha Nana! Resultado disso tudo? No colo em uma poltrona apertada, com as gengivas inflamadas (não tirava os dedos da boca) e sem tirar uma soneca decente, não podia dar em outra: lá pelas tantas da noite, na hora de pousar por causa da pressão nos ouvidos, foi aquele chororo impaciente de uma criança exausta que queria chegar logo em casa!

Bem, então fica aí o primeiro aprendizado que quero compartilhar em forma de dica: planeje bem o dia, pense nos horários direitinho e procure oferecer condições favoráveis para que o bebê consiga tirar uma boa soneca, dentro das possibilidades em questão. A Nicole sempre foi um bebê tranquilo, não é de dar trabalho ou de se comportar mal, geralmente interage bem e se adapta facilmente às situações (pela descrição da Tracy Hogg, ela seria um "Bebê Anjo"). Porém, fui imprudente ao superestimar essa característica da minha filha e acabei "abusando" da paciência dela. Lição aprendida - da próxima vez tomarei bem mais cuidado!

A outra lição que aprendi foi com relação à importância de checar certos detalhes ao fazer a reserva da hospedagem. Como a decisão de viajar foi tomada de uma semana pra outra, não tivemos condição de escolher muito. Não só pela falta de tempo, mas pela falta de opções mesmo, não havia hotéis (dentro do valor que nos propusemos a pagar) com vagas para a semana da nossa viagem. Estavam todos lotados. O resultado foi que passamos 2 diárias num hotel, 3 diárias em outro e, por fim, mais 1 diária em outro. Como já era de se imaginar, essa dinâmica de troca-troca de hotel não foi boa. Como check-in e check-out normalmente são no meio do dia, deixamos de aproveitar melhor alguns dias por causa desse entra e sai.

O primeiro hotel foi o mais simples. Não tinha nada, nem cadeirão de bebê para a Nicole nos acompanhar no café da manhã. Se a sentássemos na cadeira normal, a testa batia na mesa - o dó. E dá pra imaginar que tentar comer com uma criança ativa no colo (querendo pegar o garfo da sua mão, jogar o prato, rs!) não é nada interessante. O crucial do cadeirão, eu penso, é o fato da criança ficar "contida", você restringe um pouco a liberdade dela de fazer o que bem entender. É aquela ideia do funil e que faz muito sentido, pois nessa idade ela não tem maturidade para pegar o que quiser de sobre a mesa ou ficar totalmente livre pra sair andando pelo restaurante enquanto os pais comem.

Além disso, nesse hotel também fez muita falta não ter um local adequado para esquentar seu leite, preparar os alimentos ou mesmo lavar a mamadeira, a colher, o pratinho, etc. Precisamos usar a pia do banheiro, o que achei muito ruim! O segundo hotel já foi bem melhor nesse sentido, eles tinham uma "Copa Baby" com pia, boca de fogão, liquidificador, panelas, etc. e cadeirão no restaurante. O terceiro hotel também nos disponbilizou uma copa comunitária (com microondas!) e percebi que estava melhor preparado para receber famílias com crianças pequenas, inclusive no quesito lazer, pois tinha parquinho, piscina infantil, sala de leitura, dentre outros. Pena que só ficamos um dia lá.

Apesar de tudo isso, senti que conseguimos organizar até que bem a rotina da Nicole durante o passeio (com ela tirando uma soneca por dia em vez de duas). Tomávamos café da manhã cedo e já saímos para a praia, voltando às 9:00-9:30 para ela tirar a soneca da manhã no quarto. Daí, ela acordava e almoçava e nós saímos pra almoçar também. Por volta das 15:00-15:30, já no hotel, descíamos pra pegar sol de novo, ficávamos na piscina ou fazíamos algum passeio pelo calçadão da praia, íamos até a feirinha de artesanato, coisas assim. Não deu pra visitar muitos lugares, pois não quisemos encarar passeios de ônibus para praias mais distantes. Achamos que a Nicole era muito nova para esse tipo de aventura, por isso optamos por ficar por ali mesmo, nos arredores dos hóteis em que estávamos hospedados. Achei que foi uma decisão acertada.



Em um desses passeios, andando para um lado ou para outro do calçadão, caminhamos mais longe certa manhã até encontrar um local em que decidimos parar e alugar um guarda-sol. Tínhamos comprado brinquedinhos de praia para a Nicole e estávamos ansiosos para que ela os estreasse. Bastou nos sentarmos e nos acomodarmos na cadeira de praia e "sniff, sniff"... aquele inconfundível cheiro de cocô, rs! Eu não acreditava e, embora tivesse levado uma fralda reserva, não tinha onde trocá-la. No mar? Num daqueles banheiros fedidos de quiosques próximos? E ainda que considerasse tal ideia, onde a deitaria? Em cima da pia? Não, não tive coragem! Então deixei o Douglas lá guardando o nosso lugar, peguei a Nicole no colo e caminhei com ela cinco quarteirões de volta até o hotel. Uma canseira doida! Ao todo demorou 40 minutos pra ir, trocá-la e voltar pra onde o meu marido nos esperava, já preocupado com a demora. Isso porque apertei o passo, fui o mais rápido que pude debaixo do sol já quente daquela manhã!

Outro episódio parecido foi numa noite em que andamos três quarteirões do hotel para jantar numa pizzaria próxima. E exatamente a mesma coisa aconteceu: foi nos sentarmos e pedirmos as bebidas para sentir aquele cheirinho no ar de novo... rs! Só que dessa vez não tinha fralda reserva não (apesar do lugar propício), tinha me esquecido completamente desse detalhe. Que cabeça a minha! Então repeti o processo: deixei o Douglas lá e fui com a Nicole de volta para o hotel fazer a limpeza e colocar uma fralda limpa. Outra boa história pra contar pra ela um dia!

Bem, essas são algumas lembranças de nossa última viagem com a Nicole, a primeira vez em que ela conheceu o mar e foi na piscina! Aprendemos lições importantes, a principal delas sendo que quando você viaja com criança precisa estar preparado para o que der e vier, sempre de bom humor e com jogo de cintura pra improvisar, se necessário.

Se tiverem histórias pra contar, compartilhe-as conosco também. Um abraço!

sábado, 6 de novembro de 2010

5 meses de Larissa!

Estou super atrasada com os updates da Larissa, mas passei por um mês bem complicado (por motivos dignos de um post futuramente!). Ela já está com 5 meses e meio!

Na sua última consulta com o pediatra vimos que ela havia engordado muito pouco então o pediatra sugeriu começarmos a introduzir aos poucos os sólidos. Por enquanto estou dando frutas (banana e mamão), mas quero introduzir legumes logo também porque acho mais fácil acostumar cedo com o gosto dos legumes para que ela aprenda a gostar deles. As vezes começando por frutas faz com que o bebê depois estranhe o gosto dos legumes (cá entre nós, fruta é muito mais gostoso e é docinho). Sei que o que estou falando é totalmente o contrário do que os pediatras ensinam, mas com o Tiago deu certo e quero fazer com a Larissa também porque percebo que ela é muito mais "sensível" a tudo (o Tiago aceitava tudo). Então quero que ela acostume logo de cara com o sabor dos legumes.

Para manter a rotina de se alimentar - ficar acordada - dormir, o Nana Nenê ensina a dar a papinha junto com a mamada. Isso também é diferente do que a maioria dos pediatras ensinam aqui no Brasil. Sei o quanto o sono é importante na vida de um bebê e o quanto as sonecas de 1 hora e meia a 2 horas são importantes, então sigo o método do Nana Nenê. Dou sólidos na hora de uma mamada. Com o Tiago eu amamentava de manhã e logo em seguinda dava uma fruta. Ele ficava 2 horas acordado e depois dormia 2 horas. Acordava, almoçava papinha salgada e então mamava. Ficava 2 horas acordado e dormia uma soneca mais curta. Acordava, jantava papinha salgada, mamava e ia dormir (isso lá pelos 8 meses, quando começou a jantar). Então a rotina dele era mais ou menos assim (com 8 meses):

8 - mamava e comia fruta
10 - soneca
12 - acordava, comia papinha salgada e mamava
14 - soneca
16 - acordava e mamava
18 - soneca mais curta
19 - acordava, tomava banho, jantava, mamava
20 - 20:30 - dormia.

Também dá para fazer ao contrário, dar janta as 16 horas e as 20 horas só mamar. Para ler mais sobre a introdução de sólidos, veja o post da Talita sobre a Alimentação a partir dos 6 meses.

Quero fazer esta mesma rotina com a Larissa. Por enquanto estou só introduzindo os sólidos, essa semana foi a primeira em que ela realmente "engoliu" banana e mamão. Porque até então era aquela lambuzeira toda de coloca, cospe, coloca, cospe, etc...com direito a muitas caretas engraçadas do tipo "o que é isso na minha boca mamãe, tira!"

Outro sinal que ela estava precisando dos sólidos (além do fato de ter engordado pouco) foi que ela começou a acordar de madrugada de novo. Essa semana voltou ao normal, graças a Deus! Por causa da fome também está mamando cada 3 horas e meia ainda. Agora com sólidos quero mudar para cada 4. Vamos ver!

Esta fase é muito gostosa! Muitos sorrisos, gargalhadas, tentativas de ficar sentada, mão na boca, muita baba e muita "conversa", rsrs. :)