Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

terça-feira, 19 de junho de 2012

12 meses de Alícia!


No último domingo comemos um bolo para comemorar o aniversário de 1 ano da Alícia, apesar a data do aniversário dela na verdade ser hoje. O último mês foi beeem intenso e parece que já se passaram meses que eu não escrevo no blog!

Rotina e Alimentação
Logo na semana seguinte em que a Alícia completou 11 meses, a rotina dela mudou "completamente" e eu levei um tempo para aceitar o fato e finalmente me acertar com os horários novos. O que aconteceu é que ela não estava mais precisando de uma soneca tão longa de 3 horas pela manhã, o que pra mim foi ruim porque era o tempo que eu tinha de casa em silêncio para poder trabalhar. Fiquei toda enrolada no começo!

Com o tempo nos adaptamos à nova rotina e agora os horários dela estão mais ou menos assim:

6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho (às vezes)
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (diminuiu para até 2 horas)
10:00 - Almoço
10:30 - Brincadeiras com a mamãe
11:30 - Horário de assistir a desenhos (vou buscar a Nicole)
12:00 - Balanço / Pula-pula (enquanto Nicole almoça)
12:30 - Mamadeira (preparação para a soneca)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Cercadão na sala (sozinha)
15:30 - Atividade com a irmã
16:30 - Banho (às vezes)
17:00 - Jantar
17:30 - Irmãs assistem a TV (enquanto ajeito a cozinha)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir

Agora que ela completou 1 aninho, ela já pode tomar leite de vaca. Gosto de dar leite em pó com prebio1 para não correr o risco dela ficar com o intenstino preso. Em breve também substituiremos a mamadeira pelo copinho de transição. Ela ainda toma uma mamadeira cheia de leite 3 vezes por dia e come fruta 2 vezes quase todos os dias também (no café da manhã e de sobremesa no almoço, ou algumas vezes à tarde após a soneca quando a irmã lancha). Com relação às refeições, ela continua comendo bem. Nessa última semana deu para cuspir quando não queria comer algo (talvez por dor na gengiva, não sei) e, como já mencionei em outros updates, ela tem gradualmente diminuído a quantidade de comida que ingere por refeição (exceto em growth spurts). Sei que isso é normal e por isso não insisto ou caio na besteira de substituir o almoço ou jantar por outro alimento "mais gostoso" (normalmente doce, rs) só pra forçá-la a comer. Sei que isso vira um péssimo hábito e transforma a criança num "picky eater". Salvo dias atípicos, quando estamos fora de casa, por exemplo, as refeições têm horário certo para acontecer e seguimos a seguinte lógica: não quer comer tudo o que coloquei no prato porque não está mais com fome, tudo bem, mas só vai poder comer novamente na próxima refeição - não haverá lanchinhos-substitutos no intervalo.

Doença, Gases e Dentição
As noites do último mês foram bem agitadas. Eu tinha comentado que a Alícia quase não ficava doente, mas o último mês contrariou o que eu disse! Além dos resfriados que foram e voltaram o mês todo e a gengiva que aparentemente não pára de coçar (ela vive com a mão na boca), a Alícia sofre de gases quando come alimentos gordurosos. Eu não gosto de dar, mas quando tem aniversário ou alguma comemoração em família é incrível como tem sempre alguém que quer colocar um pedaço de bolo na boca dela. Eu sou contra; acho que ela não tem idade para isso e vai ter a vida toda pra comer doces, mas sei lá parece que a gente fica mais flexível no segundo filho, porque não consegue mais ficar "em cima" o tempo todo e abre mão de brigar por certas coisas. O fato é que depois quem aguenta chororô de bebê na madrugada são os pais. E por que não dizer também a irmã que divide o quarto com ela e escuta o choro, não é mesmo? A família toda sofre, mas quem sofre mais claro que é a própria criança que fica com gases retidos e prisão de ventre. Isso me chateia muito. Não foram poucas as noites no último mês que ela acordou de madrugada chorando, se contorcendo toda e soltando muitos puns. Dá-lhe simeticona nessas horas!

Na verdade, o cansaço se potencializa quando as duas estão gripadas, porém em períodos alternados. Quando uma está ficando melhorzinha, a outra piora e depois elas invertem. Então parece que eu estou sempre medicando, dando xarope, pingando rinossoro e limpando nariz catarrento! E à noite também fica aquele estresse já que uma irmã tosse, ou acorda chorando porque está toda entupida e não consegue respirar, e acorda a outra, enfim... acho que vocês já conseguem imaginar a cena. = )

O bom disso tudo é que a Alícia finalmente aprendeu a assoar o nariz. Isso facilita muito as coisas! É tão bonitinho. Eu digo "blow" e ela faz aquele barulhinho fofo expulsando ar pelo nariz, hehe. Eu me lembro quando a Nicole também aprendeu a assoar o nariz assim bem novinha. Acho lindo!

Aliás, aqui cabe um outro comentário interessante. Há fases de calmaria em que eu me sinto totalmente "no controle", a vida flui que é uma beleza e parece que estamos dando conta de todas as responsabilidades maravilhosamente bem. Porém, há dias - que às vezes se estendem por semanas - em que eu acho que vou ficar louca (chego a acreditar que já estou!). Em fases assim sinto-me incapaz e fracassada por causa do cansaço do dia, sono interrompido da noite e, às vezes, tempo insuficiente para lazer (pois todo mundo precisa de ócio para espairecer!). Nos dias bons, claro, minha tendência é bancar a poderosa e me gabar que criar filhos não é uma tarefa tão difícil assim. Mas nos dias ruins, é o oposto! Eu chego no fim do dia e digo para o meu marido quando ele chega do trabalho: "Sua vez! Elas são todas suas" e me declaro de folga porque não aguento mais. Estou no meu limite. Ainda bem que eu tenho um marido amoroso, compreensivo, prestativo, trabalhador etc e etc!! Ele realmente é um presente de Deus na minha vida!

Ah, e antes que eu me esqueça de contar: ainda não saíram os dentinhos dela. Há apenas marquinhas brancas na gengiva. = )

Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
A Nicole andou oficialmente (deu seus primeiros passos sem ajuda) com 1 ano e uns dias. A Alícia eu acho que vai demorar um pouco mais. Ela consegue ficar em pé sem apoio por alguns segundos antes de se desequilibrar, mas parece que não está muito interessada em arriscar. Ela prefere engatinhar porque vai mais rápido, mas gosta muito quando alguém a pega pela mão para ela andar por aí. Fica toda feliz!

Queria aproveitar também para fazer outro comentário e gostaria de saber se outras mães sentem ou já sentiram isso com relação ao segundo filho. Confesso que eu me sinto muitas vezes culpada por não conseguir dar à Alícia toda a atenção que eu dei à Nicole quando bebê. Tenho a sensação de que a Alícia fica carente de atenção/colo de mãe e sofre de "ansiedade de separação" em algumas situações. Não sei se tem a ver com a personalidade dela que é diferente ou se é resultado simplesmente da criação que estou dando que também é diferente já que a Nicole era filha única e estava muito mais acostumada a ficar longos períodos do dia brincando sozinha. A casa ficava em silêncio a maior parte do tempo o e, por isso, havia menos interrupções na rotina ou nos horários da soneca, enfim, era uma vida mais sossegada para ela. Apesar da Alícia ser uma bebê mais serena e bem adaptada (a Nicole já era mais comunicativa e bastante sensível ao ambiente), ela não brinca bem sozinha (com raras exceções) por mais de 30 minutos - enquanto a Nicole nesta idade ficava tranquilamente por 1 hora (ou mais) brincando no cercadinho! Outro ponto que me incomoda é que eu não tenho conseguido ensinar à Alícia tudo o que ensinei à Nicole nesta idade. Mesmo porque o nosso momento de brincadeiras à tarde tem a irmã mais velha presente que, eu diria, "ofusca" um pouco a caçula. Eu tento estimular a Alícia para fazer certas coisas, mas a Nicole muitas vezes "rouba a cena". Se eu incentivo a Alícia a ficar de pé sem se segurar ou a andar de um lado para o outro, a Nicole diz: "Agora eu, mamãe" ou "Olha, mamãe, eu também consigo". Ou mesmo quando estou usando um brinquedinho para ensiná-la algo (o nome dos animais, o som que eles fazem), a Nicole entra em cena e quer fazer também. Claro que eu acho engraçadinho e não fico brava com ela por isso, mas a sensação que eu tenho é que como a gente perde o foco a Alícia não tem tanto a oportunidade de responder aos estímulos como a Nicole teve. Queria dar a "mesma criação" às duas, mas provavelmente é irrealismo meu pensar que isso seja possível. E tento me consolar com o fato de que estou fazendo o meu melhor e de que a Alícia está tendo algo de a mais que a Nicole não teve: uma irmãzinha pra brincar com ela e ensiná-la coisas também.

Apesar disso, estou muito contente que a Alícia já aprendeu seu primeiro sinal. Ela já sabe fazer "não, obrigada" para sinalizar que não quer mais algo. Nos surpreendeu quando ela usou o sinal sozinha primeira vez alguns dias após completar 11 meses! Agora estamos insistindo para que ela aprenda o "por favor" para pedir algo - no momento ela ainda resmunga ou choraminga quando quer uma comida ou brinquedo. É um exercício de paciência e constância, sem dúvida. Preciso repetir muitas vezes e fazer o sinal por ela cada vez até que ela entenda e comece a fazê-lo por conta. E mesmo com o sinal que ela já sabe fazer algumas vezes ela se recusa a usá-lo e volta ao hábito de antes: vira o rosto, cospe ou joga a comida (ou brinquedo) no chão. Quando isto acontece, eu falo "No, that's not how you tell mommy you don't want it. You have to say, "no, thanks" (Não, não é assim que diz para mamãe que você não quer. Você tem de dizer: "não, obrigada".). Eu faço o sinal com a minha mão (falando em voz alta o que ele significa), em seguida faço com a mão dela e só depois sigo retirando o alimento que ela não quer mais. O curioso é que agora a Nicole voltou a fazer os sinais e fingir que é um bebê que não sabe falar, imitando a irmã. Outras vezes ela faz o oposto: imita a mamãe e pega na mão da Alícia para fazer o sinal por ela (como me vê fazendo). Quando ela finge que é um bebê e imita a Alícia eu acho que não tem problema e normalmente brinco de volta (a menos que ela esteja encenando um episódio de birra, claro!), mas quando ela quer mandar eu faço questão de lembrá-la de que a mãe sou eu e explico que ela não pode dar ordens para a irmã porque esta é a minha função. No blog Childwise Chat, a autora apelidou esse comportamento típico de filhos mais velhos de "a síndrome do terceiro pai". Eu acho que tem bem a ver mesmo, pois a Nicole é naturalmente mandona!!

Bem, acho que por hoje é só! Quem quiser ler updates passados, é só clicar num dos links abaixo:

11 meses de Alícia!
10 meses de Alícia!
9 meses de Alícia!
8 meses de Alícia!
7 meses de Alícia!
6 meses de Alícia!
5 meses de Alícia!
4 meses de Alícia!
3 meses de Alícia!
2 meses de Alícia!
40 dias de Alícia!

sábado, 19 de maio de 2012

11 de meses de Alícia!

Uau, uau, uau - daqui exatamente 1 mês, a Alícia completa um ano de vida!

Às vezes quando paro pra pensar, fico perplexa. Não dá para acreditar. Falar isso já se tornou chavão, eu sei, mas não tem como não repetir: PASSA RÁPIDO!

É... pensando bem, preciso admitir que houve dias hiper looongos e fases que pareciam difíceis demais, e eu - uma mãe exausta - torcia para que passassem logo!

Mas, no fim das contas, não é que a parte ruim perde importância em relação à boa?!

Hoje vou contar um pouquinho das novidades do último mês.

Rotina: Sono > Alimentação > Atividades
A Alícia continua se alimentando bem. Há dias que ela parece não ter muita fome e por isso come menos, mas eu aprendi a considerar a ingestão de três dias seguidos e não me preocupo à toa. Ela toma 2-3  mamadeiras e faz 3-4 refeições por dia. Apesar de não ter nenhum dentinho sequer (apenas manchinhas brancas que dá pra ver pela gengiva), ela come muito bem sólidos com pedacinhos. Eu costumo cozinhar legumes e congelar papinhas de sabores diferentes (com carne, frango, peixe, macarrão etc.), daí às vezes amasso arroz e feijão com o garfo e misturo à papinha pronta que descongelei e ela come tudo!

O sono dela também vai ótimo. Ela dorme 11 horas por noite e tira duas boas sonecas durante o dia, uma de manhã (de 3 horas) e outra à tarde (de 2 horas). Eu procuro "proteger o sono" das minhas duas filhas, principalmente da Alícia neste 1º. ano de vida, pois sei o quanto isto é importante! Isso significa que sim, recuso alguns convites de sair à tarde/noite pensando no bem delas e sim, tenho uma vida social mais limitada em relação à vida que levava antes de casar ou ter filhos. Eu sei que algumas pessoas não entendem ou concordam, mas paciência! Definitivamente não vou a extremos, sou flexível na medida do possível e abro exceções ocasionalmente (principalmente de final de semana!) e também não acho ruim que seja dessa maneira porque aceito que é uma fase e a minha missão no momento.

Já dizia o ditado: "Não dá para se ter o melhor de dois mundos". A lógica é simples: para que algo seja prioritário, algo precisará ser secundário.

Mas voltando à rotina, o dia da Alícia atualmente está mais ou menos assim:

6:00 - Acordar, tomar mamadeira
6:30 - Café da manhã com a família
7:00 - Banho
7:30 - Cercadinho no quarto (sozinha)
8:00 - Soneca da manhã (dura até 3 horas)
11:00 - Almoço
11:30 - Brincar no tapete na sala
12:00 - Balanço / Pula-pula
12:30 - Livre (quando a irmã chega da escola e almoça)
13:00 - Soneca da tarde (dura até 2 horas)
15:00 - Mamadeira e/ou lanche de fruta
15:30 - Cercadinho no quintal (sozinha)
16:00 - Assistir a desenhos com a irmã
16:30 - Brincar com a irmã e a mamãe
17:00 - Jantar
17:30 - Livre (geralmente na sala)
18:00 - Atividade com o papai
18:30 - Mamadeira
19:00 - Hora de dormir

Preciso ressaltar que há dias em que ela acorda antes do horário de comer. Eu analiso a situação antes de decidir o que fazer. Avalio o contexto e algumas vezes insisto para que ela volte a dormir. Pelo tipo de choro eu sei quando é manha e, neste caso, quero que ela "entenda" que quem decide é a mamãe e que não adianta chorar pra me convencer. Outros dias, como aconteceu ontem, eu percebo que ela está com fome "antes da hora" (porque deve estar passando por um impulso de crescimento) e, nesses casos, é óbvio que eu a alimento. Ontem mesmo, tivemos de adaptar a rotina porque ela almoçou às 10:00.

Outro comentário é que as nossas tardes são as mais difíceis PARA MIM. Eu já estou cansada (porque o meu dia começou bem cedo!) e as meninas acordam da soneca por volta das 15:00 e 16:00 super dispostas. Até tenho pensado seriamente e já conversei com o meu marido sobre isto que, se eu quiser ser uma boa mãe, esposa, (etc e etc,), PRECISO começar a ir pra cama por volta das 21:00. Haja pique, viu!

Doença
A Alícia não fica muito doente. De vez em quando ela pega um resfriado, fica com o nariz entupido, com tosse ou algo do gênero, mas - não sei exatamente o porquê e talvez seja só uma impressão - os sintomas não aparecem tão forte ou não acontecem com a mesma frequência que acontecia com a Nicole. Por causa do contato com a irmã que vem da rua todos os dias talvez ela tenha desenvolvido uma imunidade maior? Ou será porque eu, sendo mãe de 2a viagem,  me estresso menos nessas ocasiões e já sei lidar melhor com a situação (como medicar, o que observar, essas coisas)? Engraçado que, na minha lembrança, após o 8º ou 9º. mês, a Nicole ficava doente todo mês e cada vez ficava uma semana inteira comendo quase nada!

Com a Alícia não, os resfriados pouco prejudicam a alimentação, mas alteram a rotina porque o sono dela fica mais picado - ela acorda antes e, cansada, fica manhosa. Nos três dias que antecederam o Dia das Mães (quinta a sábado da semana passada), ela pegou uma virose muito estranha. Digo estranha porque ela não teve sintoma nenhum - como diárreia, perda de apetite, tosse, coriza etc. - apenas febre. Eu a mediquei com paracetamol e ibuprofeno praticamente a cada 4 horas (intercalando entre eles) para controlar a temperatura e isso durou três dias. No terceiro dia a febre finalmente cessou! Como era final de semana, se ela não tivesse parado, eu a teria levado ao pronto socorro. Mas, se fosse durante a semana, a orientação do pediatra delas (com quem me comunico por email e mantive a par do que estava fazendo) é levá-las ao consultório para serem examinadas por ele (se depois de três dias a febre persistir). Normalmente ele pede que não levemos as meninas ao pronto socorro e eu gosto dessa postura. Na época da Nicole, qualquer coisinha eu já saía correndo para o pronto socorro sem necessidade (por exemplo, quando era o 1º ou 2º dia de febre). Além de frustrante para nós pais e cansativo para o bebê doente (por causa da viagem), a visita ao médico plantonista do hospital era pouco esclarecedora porque não havia muito que eles pudessem fazer, além de receitar remédio para abaixar a febre ou então espetar a criança pra fazer exame de sangue.

Mobilidade e Desenvolvimento Cognitivo
Falei no último post que a Alícia havia ganhado mobilidade e tenho pensado nos diferentes conceitos de "andar" e "engatinhar" que as mães têm. Tenho percebido que cada pessoa define essas palavras de uma forma bem diferente. Quem nunca ouviu que bebê tal começou a andar com 8 ou 9 meses e todos ficam "óhhhh"?! Bem, eu tenho uma definição bem particular. Engatinhar, na minha visão, é diferente de se rastejar, de andar sentado (arrastando o bumbum) ou de se locomover simplesmente (de qualquer outra forma criativa que os bebês inventam para chegar ao lugar que desejam). Engatinhar pra mim é engatinhar no sentido mais tradicional possível, com os dois joelhinhos e braços no chão!

E andar também. Esta semana estava na sala de espera de um consultório médico e uma mãe com uma bebê de quase um ano perguntou se a Alícia já estava andando. Como para mim "andar" é caminhar de um lado a outro sem qualquer apoio, eu respondi que não. Daí ela falou orgulhosa que a filha dela já estava andando havia quase 1 mês. Eu disse: "Mas ela anda como? Se você colocá-la no chão agora, ela anda de uma parede a outra deste corredor?" ao que ela me respondeu: "Não, mas ela anda assim: em casa ela engatinha até o sofá, fica em pé e anda (segurando) até o lugar onde quer chegar". E eu respondi: "Ah, isto a Alícia também faz, rs".

O que eu acho engraçadinho é que a Alícia engatinha do jeito mais tradicional possível e começou cedo - e o motivo é provavelmente que eu a deixei se desenvolver no ritmo dela (com pouca interferência). Diferente da irmã que por muito tempo "engatinhou com uma perna só". Na verdade, a Nicole queria tanto "andar" (porque eu a incentivava pra isso) que não gostava de ficar no chão, queria só ficar em pé. E quando me perguntam quando a Nicole começou a engatinhar (daquele jeitinho "certo" que descrevi acima), eu considero que foi apenas algumas semanas (quase 1 mês) antes dela oficialmente aprender a andar (quando ela deu seus primeiros passos sozinha, sem segurar em nada), o que aconteceu dias depois de fazer um aninho. Isto de acordo com a minha visão super rigorosa de engatinhar e de andar porque é claro que ela já se locomovia de um lado para o outro bem antes disso!

Pra ser sincera, fiquei desanimada ao refletir sobre o que escrever na atualização de hoje porque não tenho sido consistente em tudo o que gostaria! A Alícia é muito inteligente, mas eu não tenho insistido para que ela aprenda a linguagem de sinais como fiz com a Nicole que, nesta idade, eu acho que já sinalizava "obrigada". Na verdade, não tenho certeza se ela o fazia com 10 pra 11 meses, mas com 11 pra 12 meses sim (leia mais aqui)! E eu até sei qual é o meu erro. Eu deveria estar ensinando um sinal de cada vez e repetindo-o o tempo todo, mas não faço isto porque estou sempre fazendo tudo correndo. Às vezes uso "por favor" e às vezes o "obrigada" na hora das refeições, mas não com a frequência necessária. Também não tenho feito o "tempo no tapete" (para ela se acostumar a respeitar os limites invisíveis e praticar a obediência) exatamente todos os dias. Preciso me esforçar mais pra ser proativa em vez de ser levada pelas situações do dia-a-dia.

Não poderia encerrar este post reforçando o quanto bebês dessa idade já são capazes de raciocinar. Bobos somos nós quando pensamos que criança dessa idade é bobinha! Vou dar dois exemplos reais que mostram como mesmo uma bebê tão linda e fofa como a minha Alícia é capaz de artimanhas criativas para conseguir (ou pelo menos tentar!) o que quer. Os dois aconteceram nesta última semana.

1º exemplo: Vesti a Alícia depois do banho dela e coloquei-a pra brincar no cercadão da sala antes de voltar ao banheiro e vestir a Nicole que estava no chuveiro. Chegando lá, me dei conta de que não tinha tudo que precisava; portanto saí do banheiro e passei pela sala novamente pra ir até o quarto delas. Quando me viu, a Alícia, que estava quietinha brincando, ficou toda eufórica. Deu aquele sorriso radiante quando eu olhei pra ela e joguei beijo. Mas foi só eu passar reto, que ela começou a protestar porque não conseguiu o que queria (que eu fosse lá brincar com ela). Na volta do quarto ao banheiro, a cena se repete. Ela joga todo o charme com aquele sorriso lindo pra me convencer a ir lá dar beijocas nela, mas quando eu passo reto porque a outra filha está esperando, ela chora em protesto, pedindo pra eu voltar!

2º exemplo: Depois de tomar a mamadeira da noite, está na hora de colocar a Alícia na cama pra dormir. Em algumas noites, ela não concorda que está na hora porque quer brincar mais. Na verdade, essa história já aconteceu repetidas vezes, não foi só nesta semana não! Eu a coloco no berço, dou a Nana (boneca de pano que ela abraça pra dormir) e a cubro com o lençol. Muito ágil, ela resmunga e imediatamente rola de barriga pra baixo para mostrar que quer levantar (e se eu for lenta na reação, ela consegue!). Então eu digo não, repito que está na hora de dormir e a deito novamente na posição de dormir. Das primeiras vezes, ela insistia até que eu comecei a segurar as perninhas dela para imobilizá-la na intenção de mostrar que levantar não seria permitido. (Aqui cabe um parêntesis: em algumas ocasiões, confesso que "desencanei" e saí do quarto mesmo sabendo que ela levantaria porque as minhas costas estavam doendo de ficar inclinada para segurá-la deitada no berço, rs!) Veja que incrível: após alguns episódios assim, ela começou a adotar outra estratégia. Ao deitá-la, ela ficava quietinha na posição de dormir (abraçando a Nana e com o dedão na boca) e era só eu virar em direção à porta pra ela rolar de barriga pra baixo e ficar de pé! Como pode uma bebê de 10 meses e pouco já ter noção do que é burlar as regras?

Pra terminar, vou compartilhar um vídeo da minha gatinha caçula brincando sozinha no cercadinho. Ela estava no quarto com a porta fechada e meu marido fez a filmagem pela janela sem ela perceber. São apenas alguns segundos, mas já dá pra ver como ela fica concentrada, explorando um brinquedo por vez - ainda que seja algo tão simples quanto uma bola-chocalho.


Por hoje é só, um abraço!

Beijos, Talita

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Dica de presente para o Dia das Mães!

Não sou adepta de sair à compra de presentes em toda data comemorativa do ano, mas este ano encontrei o presente que me pareceu ideal para o "Dia das Mães" - confira o livro abaixo!

O legado dos avós

Escrito por David Merkh e Mary-Ann Cox - ambos do Seminário Bíblico Palavra da Vida, de Atibaia (que eu amo!) - o título "O legado dos avós" e a proposta de oferecer "inspiração e ideias para um investimento eterno" me encantaram. Na realidade, o termo "legado" ganhou um significado novo para mim depois de participar de um curso de fim de semana para casais (The Art of Marriage, da FamilyLife.com) oferecido pela minha igreja duas semanas atrás. Nunca havia refletido sobre o tipo de impacto que a minha vida, o meu casamento e a minha família podem ter depois que eu tiver passado dessa vida para a próxima (eterna com Deus!). Que mensagem de vida deixarei para os meus netos, bisnetos, tataranetos etc. quando eu não mais estiver por aqui? Albert Mohler diz: "Você é um ancestral para alguém que ainda não nasceu. Se você viver sua vida sabendo que você é um ancestral, isto irá mudar a maneira como você toma decisões, a maneira como você vive sua vida, a maneira como você ama sua esposa". Esta reflexão trouxe um peso e significado poderosos para a palavra "legado", principalmente quando se trata de legado espiritual!

Uma curiosidade que chamou a minha atenção a respeito do livro é o fato dos autores não somente pertencerem à mesma família, mas serem genro e sogra! Já pensou genro e sogra escrevendo um livro juntos? Pois é! Além disso, a página dedicada a falar sobre eles já começa nos contando que "Dona Mary-Ann Cox é avó de VINTE netos e QUATRO bisnetos com quem, durante anos, tem desenvolvido o que chama de o Dia da vovó, um tempo semanal cheio de atividades com propósito, diversão e serviço". O genro não está muito atrás não. Ele é pai de seis filhos e avô de quatro netos. Pôxa, pensei, esses dois realmente entendem de família segundo o coração de Deus e com certeza podem dar dicas valiosas!

Acho que tanto os meus pais quanto os meus sogros vão se beneficiar com a leitura e aplicação das dicas dadas neste livro - mas muito mais do que eles, meus filhos e (algum dia) netos também se beneficiarão!!

Fiquei muito satisfeita com a minha compra e por isso quis compartilhar com você que tem filho(s) e ainda está em dúvida do que comprar para dar à mamãe e/ou sogrinha no próximo domingo. Quem já o leu e quiser comentar sobre os assuntos tratados no livro, por favor, dê a sua opinião!

Um abraço, Talita

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Hábitos que começam na infância

Além do indispensável "por favor" e "obrigado", há outros hábitos importantes que é prudente começar a trabalhar com a criança desde bem novinha. No livro "Preparation for the Toddler Years", os Ezzos reforçam que os pais não devem esperar o filho ter capacidade de entender o conceito de certo ou errado (o que normalmente só acontece por volta dos 3 anos) para ensiná-lo a se portar adequadamente e viver em sociedade. Em todo o momento, desde bem novo, os pais devem intencionalmente impor limites e consistentemente direcionar o filho a respeitá-los.

Como no caso de crianças bem novas, o comportamento (as ações) precede a razão (a compreensão), o treinamento moral precisa começar assim que a criança demonstra que tem vontade própria e o faz escolhendo agir errado! Mesmo que ela ainda não entenda os porquês por trás de cada comportamento desejado, ela precisa ser direcionada e/ou corrigida a aceitar o não, a respeitar os pertences dos outros, a compartilhar os brinquedos com o amiguinho, a ser gentil, dentre outros.

Dito tudo isso, hoje quero compartilhar alguns dos objetivos de treinamento moral que meu marido e eu temos estabelecido para a Nicole, nossa filha mais velha que atualmente está com quase 2 anos e 8 meses. Essa lista representa áreas que tenho observado no comportamento dela que vejo que precisam ser trabalhadas e, por isso, estou buscando meios de mudar esses hábitos negativos e ajudá-la a substituí-los por outros positivos.

1. PACIÊNCIA - Esperar sua vez para falar.
Se tem uma característica marcante na personalidade da minha filha é que ela é tagarela. Como ela ama conversar! É uma garotinha que realmente fala pelos cotovelos, brincamos que ela é a "relações públicas" do nosso lar. O problema é quando só ela quer falar ou quando ela se acha no direito de gritar interrompendo a conversa dos adultos para que ela seja ouvida. Isso tem se tornado um problema, principalmente quando eu estou ao telefone e ela ficava como um papagaio repetindo a mesma frase!! O que meu marido e eu buscamos é ensiná-la uma maneira apropriada (respeitosa) de nos interromper quando precisar se comunicar conosco e, principalmente, ter paciência para esperar (silenciosamente) até que tenhamos dado sinal verde de que ela já pode falar.

O combinado é que ela deve silenciosamente colocar a mão no meu braço, eu vou olhar pra ela demonstrando que eu vi o sinal que ela fez e, depois que eu tiver terminado a frase ou pensamento, eu deixarei que ela fale também. Ainda não deu certo nenhuma vez, mas para ativamente ensinar esta lição a ela, estamos fazendo o treinamento em situações simuladas, como se fosse uma brincadeira. Fazemos assim: Papai e mamãe fingem que estão conversando - blá, blá, blá - e a Nicole faz o sinal de que quer falar, eu olho pra ela, continuo falando por mais alguns segundos e então digo que é a vez dela. Como vocês devem imaginar, é preciso repetir muitas vezes o mesmo exercício e ela se diverte porque gosta da brincadeira!

2. SUBMISSÃO - Sempre pedir permissão.
Outro hábito que eu tenho desde sempre reforçado em casa é que quem decide é a mamãe e o papai, e não a Nicole. Talvez seja "síndrome de filha mais velha", mas esta garotinha é muito mandona!! Ela gosta de ditar como as coisas devem ser feitas, diz quem pode ou não pode fazer isto ou aquilo, e faz questão de repetir o que ela quer ou não quer fazer. Confesso que é engraçadinho de ver, mas se eu der risada ou não deixar claro quem realmente manda, sei que terei sérios problemas lá na frente. Estarei ensinando minha filha a "ser sábia aos próprios olhos" e há muitos alertas sobre o perigo disso no livro de Provérbios (3:7, 12:15, 26:5, 26:12). Por isso, meu marido e eu sabemos que precisamos ter cautela e sabedoria ao decidir que liberdades permitiremos que ela tenha. Nesta idade, precisamos limitar as decisões que ela pode tomar - ainda que a respeito de assuntos triviais (moralmente inofensivos) para que ela aprenda a submissão.

Outro objetivo é que ela aprenda a maneira apropriada de pedir algo - sem fazer exigências, mas perguntando educadamente se pode fazê-lo. Por exemplo, se ela terminou de beber o suco e quer mais, o combinado é que ela peça "Mamãe, posso beber mais suco, por favor?" e não "Quero mais suco" ou "Dá mais suco". Há uma grande diferença! Esta é a parte fácil (porque beber ou não mais suco depende de eu encher o copo dela novamente), o difícil tem sido restringir o que ela consegue fazer sozinha! Sei que alguns hábitos ruins, como o dela zanzar pra cá e pra lá pela casa a seu bel prazer, é fruto de liberdades em excesso que demos no passado julgando, na época, que não haveria grandes consequências em concedê-las. Agora o difícil é limitá-las, mas estamos trabalhando nisso! Uma das maneiras é tentar antecipar momentos de conflito, principalmente quando estamos fora de casa, deixando claro para ela como esperamos que ela aja em determinado local ou situação. E quando ela faz questão de dizer "não" ou que não quer fazer o que é esperado dela, digo apenas "Nicole, eu sei que você não quer, mas lembre-se de quem decide é a mamãe e você precisa obedecer". Falo isso pra ela com muita tranquilidade, amor e respeito à dignidade dela, não com estupidez ou ira.

3. RESPEITO - Responder prontamente quando é chamada.
Acho que um dos hábitos negativos mais fáceis de serem desenvolvidos é a criança simplesmente ignorar o pai ou a mãe chamando. E, na verdade, este é um hábito que os próprios pais contribuem para que se forme. Toda vez que eu chamo a Nicole uma, duas ou três vezes, o que eu estou ensinando é que ela pode esperar eu falar algumas vezes antes de responder ou obedecer. Então eu estou, na verdade, ensinando-a a desobedecer porque com a minha atitude eu digo que é aceitável ignorar as primeiras chamadas!

Esta é uma daquelas áreas que eu aproveito momentos de brincadeira para criar bons hábitos, mas confesso que ainda não estamos no ponto que eu quero porque é dificílimo quebrar um hábito ruim de muito tempo! O combinado neste caso é que toda vez que eu chamar "Nicole!", ela precisa parar o que está fazendo, andar até minha direção, olhar nos meus olhos e dizer "Sim, mamãe". Eu fico repetindo esse exercício em momentos de não-conflito só pra ela praticar o passo-a-passo que ela precisa fazer. Ela faz de boa vontade porque acha que é uma brincadeira, mas ainda não está natural pra ela seguir esse passo-a-passo na hora H, por isso eu preciso tomar cuidado para não chamar a 2a vez e perpetuar justamente o hábito que eu quero eliminar de vez. Como mãe ou pai, é preciso ter muita consciência de que suas atitudes contribuem para o bom ou mal comportamento dos filhos!

E você, que hábitos negativos precisa abolir do seu lar? Que medidas tem tomado para tornar este objetivo uma realidade? Compartilhe conosco suas ideias!

Um abraço, Talita

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Doze passos infalíveis para se criar um delinquente!


1. Comece na infância a dar para o seu fiho tudo o que ele quiser. Satisfaça todos os seus desejos de comida, bebida e conforto. Negá-lo pode acarretar frustrações prejudiciais. Quem precisa de auto-controle?

2. Apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Assim, quando ele crescer, acreditará que o mundo tem obrigação de lhe dar tudo o que deseja e aprenderá a jogar nas costas dos outros o peso de suas responsabilidades.

3. Dê-lhe todo o dinheiro que ele quiser. Nunca o deixe ganhar o seu próprio dinheiro. Por que ele terá de passar pelas mesmas dificuldades que você passou?

4. Quando ele disser palavrões, dê risada. Isso o fará se achar engraçado e o encorajará a usar outras expressões ainda mais feias.

5. Nunca dê a ele qualquer orientação espiritual. Espere até que ele chegue aos 21 anos e "decida por si mesmo".

6. Nunca admita os próprios erros. Aliás, ao educá-lo evite usar a palavra "errado" para que ele não seja assolado pelo complexo da culpa. Assim, mais para frente, quando ele pisar na bola com alguém, em vez de se arrepender e pedir perdão pela falha, ele invente desculpas e sinta-se injustiçado.

7.  Deixe-o ter acesso a qualquer livro, filme, desenho ou programa que desejar na TV ou na internet. Certifique-se de que seus talheres e copos estejam sempre esterilizados, mas permita que sua mente se contamine com toda espécie de lixo.

8. Tome partido dele contra vizinhos, professores e amigos. Reaja com agressividade e faça barracos com frequência na presença dele. Brigue com as pessoas sempre que elas tirarem você do sério. Assim, ele vai entender que o importante é estar certo e vai poder usar a desculpa de que tem pavio curto.

9. Se tiver algum vício, demonstre-o em sua presença todos os dias. Assim, ele vai achar tudo isto natural e, com certeza mais tarde, vai ouvir suas repreensões sobre os males que estes hábitos podem trazer.

10. Quando ele se meter em alguma encrenca séria, dê essa desculpa: "Nunca consegui dominá-lo".

11. Use e abuse de comparações que incitem disputa. Compare seu caráter, sua capacidade intelectual ou seus dotes estéticos com outras crianças para que ele se sinta mais bonito, mais esperto ou mais talentoso do que os coleguinhas e/ou irmãos.

12. Feito tudo isso, prepare-se para uma vida de desgostos. É, sem dúvida, seu mais que merecido destino!

Fonte: Adaptado do folheto "Twelve Rules for Raising Delinquent Children " distribuído pelo Departamento de Polícia do Texas - EUA.

domingo, 22 de abril de 2012

A importância de ensinar a brincar sozinho

Olá mamães!

Hoje estava pensando neste assunto porque é algo que precisei lembrar a mim mesma, agora com o segundo filho, a Larissa, que aliás já está quase com 2 aninhos!

É nesta idade (na verdade até antes) que começamos a colher muitos dos frutos do que plantamos nos primeiros meses ou ano da vida do nosso bebê. Muitas das coisas que fizemos ou deixamos de fazer quando eles são bebês começam então a comprovar se o que fizemos foi bom ou foi ruim! Às vezes fazer um bebê dormir no colo, balançando, etc, não parece ser tão ruim nos primeiros meses, mas depois que esse bebê está com 1 aninho começamos a nos arrepender quando nossos braços doem ou quando a curiosidade pelo mundo começa a fazer nossos queridos anjinhos testarem muito mais os seus limites! Por isso que o livro Nana Nenê ensina a criarmos nossos filhos dentro do funil (leia mais aqui) - dando liberdade aos poucos para não termos de corrigir tanto depois. Se damos mais limites hoje, amanhã poderemos dar mais liberdade quando nosso filho já estiver maduro para ter essa liberdade. Se damos muita liberdade hoje, poderemos ter problemas mais sérios amanhã, quando decidirmos que precisam de mais limites! Precisamos ensinar hoje pensando no amanhã!

Como estava dizendo, lembrei disso tudo outra vez com a Larissa. Com o Tiago, seguimos o conselho do Nana Nenê em ensinar a brincar sozinho, ou independente. Ter o tempo de "cercadinho" onde o bebê brinca sozinho por um tempinho (se quiser ler mais sobre o tempo de cercadinho, ou brincar independente, clique no marcador "cercadinho"), depois passando a ser tempo no quarto, que chamamos de "quiet time" ou "horário silencioso". Com o primeiro filho sinto que isso é mais fácil, pois não é possível dar atenção o tempo todo para ele ou ela (como disse a Talita neste update). Então acabam aprendendo a brincar sozinho às vezes, mesmo que não haja um tempo designado para isso. Porém, sinto que com o segundo filho exige uma atitude pró-ativa da mãe e do pai em realmente fazer algo pensando nos frutos do futuro. Digo isso porque o segundo filho tem o mais velho/velha para brincar junto, o que é maravilhoso! É muito bom ter alguém com quem seu filho possa brincar em casa, o tempo todo. O Tiago (4 anos) e a Larissa (quase 2 aninhos) se dão muito bem e amam brincar juntos! Ela já cresceu com ele sempre presente então ela está acostumada a estar sempre com alguém pra brincar, principalmente porque aqui nos EUA o Tiago só vai a escola 2x por semana, e neste momento eu e ela temos nosso tempo juntas. Por isso nunca senti a NECESSIDADE de designar um tempo para ela brincar sozinha.

Porém, quando a rotina aqui em casa mudou, começamos a ver que falhamos nisso. Meu marido começou a ficar com a Larissa em casa enquanto eu trabalhava, só ele e ela. Ele está fazendo MBA então às vezes precisa estudar ou fazer lição de casa e a Larissa não deixava ele fazer NADA. Ela exige atenção o tempo inteiro e não sossega até que alguém esteja brincando com ela, dando 100% de atenção a ela. Isso começou a ser um problema! Quando comentei com minha cunhada (que foi minha maior inspiração a ler e conhecer o material dos Ezzos e aplicar com meus próprios filhos) que a Larissa não deixava o Marcos fazer nada, ela me lembrou da importância de ensinar a brincar sozinho. Hoje comecei a colocar isso em prática, então ainda coloco um update aqui sobre como o processo será, mas preciso muito ser pró-ativa nesse sentido agora! Claro que brincamos com ela e temos tempo de qualidade com ela, mas sabemos que é muito importante a criança saber brincar sozinha também, usar a criatividade e a imaginação e saber se concentrar numa atividade ou brinquedo.

Normalmente nosso mais velho tem "quiet time" após o almoço, que seria o horário da soneca que ele não tira mais. Mamães, não tenho como expressar a importância desse horário silencioso. Quando nossos bebês crescem e não precisam mais de soneca (dependendo da criança isso pode acontecer perto dos 3 aninhos, às vezes mais tarde) parabenizamos nossos filhos por terem crescido tanto e por poderem substituir o tempo da soneca pelo horário silencioso, um momento em que eles podem brincar no quarto com os brinquedos, ver livrinhos, etc. O Tiago sabe que neste momento do dia ele não pode sair do quarto a não ser que seja para ir no banheiro e não pode fazer muito barulho (pra não acordar a Larissa). Hoje, ao invés de colocar a Larissa para tirar uma soneca depois do almoço, dei a ela o seu próprio "quiet time" igual ao irmãozinho. Como ela gosta muito de imitá-lo, achei que seria mais fácil ela fazer ao mesmo tempo que ele. Falei pra ela, "agora o Tiago vai ter quiet time no quarto dele e a Lala no quarto dela!". Dei um livro de colorir pra cada um e falei pra ela ficar no quarto dela. Ela queria ficar saindo, mas fiquei lembrando-a de que agora era hora dela ficar no quarto dela, e o Tiago no dele. Quando ela finalmente ficou, esperei um pouco e, antes de se tornar algo "ruim" pra ela já entrei falando "pronto! Agora está na hora da Lala nanar" e coloquei-a no berço. Aos poucos vou estendendo esse momento dela brincar sozinha e de repente quando estiver acostumada eu troco para outro horário do dia. Vamos ver!

E você, como ensinou seu filho/filha a ter tempo de brincar independente?


sexta-feira, 20 de abril de 2012

10 meses de Alícia!

A Alícia completou seus 10 meses de vida ontem e vim postar sobre as novidades do último mês!


Rotina
À medida que a Alícia foi ganhando mobilidade e esticando o tempo acordada entre as refeições, eu comecei a perceber que estava na hora de organizar melhor as nossas atividades durante o dia. Vi que eu estava sendo flexível demais com a rotina e eu não estava satisfeita em ter de improvisar tanto, tendo de pensar de última hora o que ela deveria fazer naquele momento. Tenho o privilégio de trabalhar de casa (do meu home office) para poder ficar com as meninas, mas confesso que conciliar tantos pensamentos e tarefas simultaneamente é uma tarefa dificílima!


Então, avaliando a situação nas últimas semanas cheguei à conclusão de que precisava elaborar um novo plano escrito, para estruturar melhor o dia, e fixá-lo na geladeira para consultas rápidas. Eis ao lado como ficou! Para você que sente que também precisa de um pouco mais de organização no seu dia, essa é uma dica muito prática. Aliás, recomendo a leitura do livro "A Pessoa Com Propósito" de Kevin McCarthy, pois a ajudará a manejar melhor o seu tempo.

É claro que não consigo ser 100% fiel a este "Dia Ideal" o tempo todo, mas pelo menos eu tenho um parâmetro a ser seguido e isso é muito útil. Me ajuda a ficar dentro do objetivo que tracei para a minha família e, principalmente, simplifica as decisões que tenho de tomar durante o dia. Por exemplo, depois que a Alícia faz uma refeição e preciso decidir qual será a próxima atividade, não preciso mais pensar com os meus botões se ela já brincou no balanço hoje ou a quanto tempo de TV ela já assistiu. Com o plano no papel, fica mais fácil fazer a transição entre as atividades e me permite espaço no cérebro para tomar outras decisões com mais clareza. Ajuda também na comunicação com o meu marido (e também com a pessoa que me ajuda com os serviços domésticos) já que a informação fica acessível a todos da casa.

Sono
Com o meu novo plano escrito, até mais ou menos a metade do mês, ela continuou tirando três sonecas por dia. A primeira bem longa (até 3 horas) e as outras duas mais curtas (até 1 hora cada). Porém, em alguns dias ela estendia a segunda soneca em até 30 minutos e, assim, estamos no processo de eliminar a última soneca do fim da tarde. Eu diria que hoje ela ainda precisa dessa última soneca somente alguns dias por semana (talvez 2 ou 3) e a tendência é isso ser diminuído até ser eliminado. Se não me engano, o livro "Além do Nana Nenê" estabelece que esta terceira soneca é eliminada entre o 8º. e 10º. mês de vida. Por isso, acredito que estamos caminhando conforme o esperado!

O sono noturno permanece igual, com exceções ocasionais de acordar de madrugada quando doente (como aconteceu este mês, conto logo abaixo) ou de demorar mais para dormir porque aprendeu a levantar sozinha. Os primeiros dois dias da nova habilidade foram uma luta. Eu tinha de voltar no quarto várias vezes para deitá-la novamente (porque ela tinha aprendido a sentar/ficar de pé mas não a voltar a sentar/deitar)! É óbvio que ela não gostava e começava a chorar porque queria ficar de pé ou que eu a pegasse no colo em vez de ficar quietinha deitada. Me certifiquei de que não havia nenhum outro motivo para o choro e deixei-a chorar (CIO). Quando tudo ficou em silêncio, alguns minutos depois, entrei no quarto e encontrei-a dormindo sentada. Morrendo de sono e não queria se render.... vê se pode?!

Alimentação
No último post contei como foi o processo de desmame com a Alícia. Fiz uma transição gradual durante todo o último mês, substituindo uma mamada ao dia por leite industrializado na mamadeira. Porém, hoje admito que me precipitei ao substituir as outras duas mamadas ao mesmo tempo, não permitindo ao meu corpo tempo suficiente para se adaptar a tanta mudança. O resultado foi ruim. Pra mim, não para a Alícia. Fiquei com as mamas empedradas e muito doloridas! E depois de uns 2-3 dias, ainda que eu tentasse voltá-la ao peito na hora habitual de tomar o leite para esvaziá-lo, ela não queria mais - já tinha se acostumado à mamadeira, hehe. Como minha bombinha elétrica estava emprestada, eu tive de apelar para a ordenha manual mesmo. Ufa, que trabalheira! Foram necessários alguns dias de massagens localizadas e muito desconforto para realmente pôr um fim ao problema do empedramento das mamas.

Nesse último mês, percebi que no geral houve uma redução na ingestão de alimentos e líquidos. Faço uma certa quantidade de papinhas (geralmente dois sabores) e congelo em potinhos, por isso sei que ela não está mais ingerindo a mesma quantidade de sólidos que antes. Não é sempre, mas no geral percebo que ela começa a perder o interesse depois de comer 2/3 da quantidade habitual. Sei que ela não quer mais quando começa a bater a mão na colher, não abre a boca ou então vira o rosto com um resmungo. Tenho tentado ensiná-la a fazer o sinal de "não, obrigada" para comunicar quando está satisfeita (no nosso caso, usamos um sinal adaptado: bater a mão na cabeça enquanto eu articulo as palavras para ela). O consumo de leite também deu uma reduzida e como sempre havia sobra (e desperdício) comecei a prepará-lo em menor quantidade.

Atividades
Refletindo nos últimos dias, tenho pensado no equívoco que é pensar que o período de adaptação do recém-chegado bebê ao seio familiar passa após seus três primeiros meses de vida. Acredito que, na realidade, o primeiro ano todo é um período de mudanças e constantes adaptações! Pelo menos é assim que tenho sentido, quando começo a dominar uma fase e a me acostumar com ela, logo vem um impulso de crescimento ou alguma mudança no desenvolvimento físico, cognitivo, etc. que me obriga a fazer mudanças na rotina para me adaptar à nova fase.

Atualmente, a Alícia ganhou mobilidade... e isso acendeu algumas luzinhas vermelhas de "alerta" dentro de mim. Como já disse em outras postagens, desde os primeiros meses treinei-a para ter alguns períodos de "brincar sozinha" ou "brincar independente" durante o dia - grande parte das vezes dentro do cercadinho e, para evitar situações de choro e/ou conflito, dentro do quarto dela com as portas fechadas (ela se concentra melhor sem ninguém por perto). Hoje em dia, faço questão de deixar a janela aberta e uso-a para secretamente monitorá-la, hehe. Na verdade, sinto muita falta de uma babá eletrônica com vídeo! Com a Nicole também não tivemos, mas compramos pela internet (da China, acho) uma câmera de segurança que podia ser conectada à TV, então era muito cômodo poder monitorá-la durante o horário da soneca (porque era possível ver a imagem mesmo no escuro) e também durante esses momentos de brincar independente. Mas a câmera caiu no chão e o sinal ficou muito chiado e, infelizmente, acabamos deixando pra lá e não compramos outra!

Enfim, o ponto é que além do momento de brincar independente dentro do cercadinho, a luz de alerta que acendeu dentro de mim foi a necessidade de introduzir ao dia da Alícia uma outra modalidade de brincar independente: o blanket time, que vou chamar de "brincar no tapete". Eu vejo essa atividade como um treinamento que ajudará a criança a respeitar os limites (ainda que invisíveis) e obedecer a sua voz de comando. Também tem a ver com o conceito de educação diretiva: a prática de prever situações de conflito no futuro e preparar-se para elas, direcionando a criança para o que você espera que ela faça. A educação restritiva é justamente o contrário: esperar a criança errar e ficar falando "não" para tudo, o tempo todo. 

Começamos há pouco tempo, então por enquanto o tempo de "brincar no tapete" dura no máximo 10 min (comigo perto, voltando-a para ele toda vez que ela tenta engatinhar para fora, rs). Ela já está começando a entender as regras do jogo, mas eu preciso ter paciência e ser persistente. Com a Nicole eu desisti depois de um tempo, vi que estava dando trabalho demais e larguei mão. Mas desta vez pretendo insistir mais com o treinamento porque depois que a Nicole ficou mais velha vi que fez falta!

Doença
Fazia muito tempo que a Alícia não ficava doente. Eu estava até estranhando porque lembro como foi com a Nicole. Ela ficava resfriada pelo menos uma vez por mês e chegava a ficar uma semana inteira sem comer direito por causa da inflamação na garganta. Pois no início desta semana a Alícia começou a espirrar! Daí começou a ficar entupida, teve febre, ficou chorona e hoje já está na fase da tosse. Eu a mediquei com paracetamol para bebê, tenho usado rinossoro spray, desentupo o nariz dela com frequência e tento fazer inalação uma a duas vezes ao dia (ela não gosta nem um pouco, chora o tempo todo tentado tirar o bocal do rosto dela). Espero que ela melhore logo, pois é muito ruim vê-la assim.

Até as novidades do mês que vem, um abraço!