Bebês desenvolvem habilidades diferentes em ritmos diferentes. Um bebê pode rolar aos quatro meses de idade, enquanto outro pode fazê-lo apenas aos seis. Não há motivo para pânico se seu filho não senta enquanto os coleguinhas de berçário dele já o fazem há algumas semanas. Contudo, é evidente a relevância de saber mais ou menos o que esperar a cada mês sem que isso seja estabelecido como uma meta.
O livro Mãe...e agora?, da Dra. Carla Góes Sallet, traz um capítulo dedicado ao desenvolvimento do bebê ao longo do primeiro ano. Nesta postagem me dedico aos marcos do quarto mês...idade da minha filha.
A primeira coisa ao ser ressaltada sobre essa idade é o fato do bebê não ser considerado mais um recém-nascido. Entre as principais mudanças destacadas pela autora (pág. 163), temos:
· Moleira da nuca já fechou
· Início de mudança de cabelo (cor e textura)
· Cor dos olhos já começou a mudar (olhos azuis podem começar a escurecer)
· Músculos do tronco mais fortes
· Habilidade de pegar mais apurada
· As vezes já estão preparados para a introdução de sólidos.
(Isso depende do bebê e também da mãe. Mães que voltarão a trabalhar no quinto mês provavelmente iniciarão sólidos agora. Em regra, porém, o melhor é esperar até os seis meses)
· Aumento da baba
· No fim do quarto mês, enxerga cores e o movimento dos olhos é menos errante
· Sente cócegas
A autora divide as evoluções em quatro categorias: físicas, sociais, sensoriais e intelectuais. O livro traz diversos marcos, mas vou me limitar a escrever os mais interessantes. Sugiro que consultem a obra para mais informações.
Evoluções físicas:
· Habilidade de rolar (de costas para ficar de bruços ou o contrário)
A Gigi, embora já esteja no fim do quarto mês, ainda não rola. Minha faxineira contou que sua filha só foi rolar depois de aprender a andar, o que aconteceu aos oito meses de idade!
· Vira a cabeça em todas as direções quando sentado ou deitado
· Faz movimentos de natação e movimenta-se no berço
· Consegue focalizar os olhos a diferentes distâncias
· Mantém a cabeça firma por um tempo
Evoluções sociais:
· Risos quando estiver sociabilizando e choro se a brincadeira pára
· Gosta do espelho
(A Gi gostava desde que nasceu :))
· Tenta se acalmar
(A Gi, desde os três meses, já colocava os dedos na boca)
· Ri quando lhe fazem cócegas
· Gosta de música
(A Gi ainda não respondeu à musicas de Cds. Ela só gosta quando alguém canta para ela).
· Interrompe a mamada para brincar (E “falar”, se eu puder acrescentar ;))
Evolução Sensorial/Motora:
· Puxa objetos e os leva à boca
· Olha para os lugares onde objetos caíram
· Espirra água durante o banho
· Distingue entre cheiros
· Segura pequenos objetos entre os dedos indicador e médio
Evolução Intelectual:
· Períodos de resposta de uma hora ou mais
(Tracy Hogg fala que bebês dessa idade já podem ficar duas horas acordados por ciclo. Ezzo argumenta que isso pode acontecer já aos três meses. Com a Gi isso não aconteceu. No primeiro ciclo geralmente ela agüenta uns 70-80 minutos no máximo. Se eu colocar ela no berço depois disso é choradeira na certa. No segundo e terceiros ciclos ela agüenta 1,5 hora. No último apenas é que ela fica duas horas numa boa...e ela já está com quase cinco meses. No caso da minha filha, a Dra. Sallet tinha razão.)
· Período de memória de cinco a sete segundos
· Vocaliza mais para um rosto do que uma imagem
· Emite sons e imita tons
Eu já disse, mas vou repetir: esse marcos não são absolutos. Se seu filho não tiver adquirido ainda alguma habilidade descrita, não é caso de desespero ou de ligação para o pediatra.
Percebo que a Gi é meio preguiçosa para a parte física. Quando a coloco de barriguinha para baixo, ela até fica numa boa, mas nem tenta pegar algum brinquedo colocado perto dela. Ela só levanta a cabeça e sorri para mim. Já tentei ela mexer de todo jeito. Simplesmente ela não tem nenhum interesse em mexer as pernas ou os braçinhos.
Quando deitada de costas, até se interessa em se esticar para pegar um brinquedo, mas se depois de uma ou duas tentativas ela não consegue, simplesmente desiste e volta a sorrir para mim. Não fica frustrada, nem se estressa. Ela me dá aquele olhar de “nem queria mesmo”.
Por outro lado, vocaliza muito bem. Desde 2,5 – 3 meses que ela conversa no peito. Também já grita há algumas semanas.
Cada bebê tem pontos fortes e fracos. Conheça seu filho e não fique tentando compará-lo aos outros, mesmo aos irmãos. Acho que a “chave” é criar um ambiente favorável ao desenvolvimento das fraquezas e apto a potencializar as habilidades. Aliás, aceito sugestões de de como fazer isso! Até a próxima.