Bem-vinda!!

Bem-vinda ao nosso blog!
Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5
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sábado, 15 de junho de 2013

Maternidade pela perspectiva bíblica

Mais um post sensacional sobre maternidade aos olhos de Deus!

Embora eu concorde com tudo o que a autora diz a respeito do chamado à maternidade, quero fazer um contra-ponto: eu acho que o marido precisa vir antes dos filhos (para o bem dos próprios filhos). Quando nos tornamos mães, não deixamos de ser esposas. 

"Bons cônjuges produzem bons pais" - frase dos Ezzos que eu amo tanto!

Outro comentário é que eu acho que nunca vivenciei esta hostilidade de que ela fala com relação à reação das pessoas quando estou com minhas filhas na rua. Bem, eu também só tenho duas por enquanto e percebo que, em nossa sociedade, ter dois filhos ainda é algo comum e considerado "normal". Mais do que isso já é mais facilmente estranhável.

Claro, não estou falando de mulheres de classes sociais mais baixas que têm muitos filhos e, infelizmente, pouca ou nenhuma condição de alimentá-los, vesti-los, etc. adequadamente. Mas parece que quanto mais instruída a mulher, menos filhos ela tem... uma pena.

Na minha experiência, a reação mais comum (depois do "que lindinhas"), é falarem da minha coragem - não somente por ter tido duas, mas por tê-las seguidinho, uma atrás da outra. Agora quando comento que gostaria de ter 4 filhos, aí sim é que elas esbugalham os olhos!

Eu espero sinceramente que a minha "coragem" sirva de inspiração para outras mulheres a darem o passo de fé de atender ao chamado divino para a maternidade... da mesma forma como outras mamães mais experientes, que têm 3, 4, 5 ou mais o são para mim hoje em dia. Sim, porque Deus me agraciou com muitos bons exemplos de mamães proativas. Mulheres que entenderam o seu chamado, se entregam diariamente aos pés da cruz e se dedicam integralmente à vida no lar, a suas famílias e, inclusive, à educação 'escolar' dos filhos.

Beijos, Talita

=====*=====
Maternidade é um chamado
(e o valor que você dá a seus filhos)
Publicado em 14/07/2011 no site http://www.desiringgod.org/blog
Por Rachel Jankovic, esposa e mãe de seis filhos


Alguns anos atrás, quando eu tinha apenas quatro filhos e quando o mais velho ainda tinha 3, eu arrumei todo mundo para sairmos fazer uma caminhada. Depois que eu finalmente consegui achar um cantinho na mochila para o último copinho de treinamento e estávamos prontos para sair, a minha filha de dois anos vira pra mim e diz: "Eita, como as suas mãos estão cheias!".

Ela poderia muito bem ter dito: "Você nunca ouviu falar de pílula anticoncepcional?" ou "São todos seus?".

Aonde quer que você vá, as pessoas querem falar sobre os seus filhos - porque você não deveria tê-los tido, como você poderia tê-los evitado, e porque elas jamais fariam o que você fez. Elas fazem questão que você saiba que você não estará mais sorrindo quando as crianças forem adolescentes. E tudo isso na fila do supermercado, com os seus filhos ouvindo.

Um trabalho ingrato?

A verdade é que anos atrás, antes que essa geração de mães nascesse, nossa sociedade decidiu o valor que os filhos teriam na lista de coisas importantes. Quando o aborto foi legalizado, essa decisão foi escrita em forma de lei.

Ter filhos tem bem menos valor do que conquistar uma graduação. Certamente bem menos do que fazer viagens. Menos valor do que a liberdade de sair à noite a seu bel prazer. Menos valor do que esculpir o corpo numa academia. Menos do que qualquer emprego que você tenha ou espere um dia ter. Aliás, os filhos têm menos valor até do que o seu desejo de ficar por aí, à toa, apenas fuçando nas unhas. Eles estão abaixo de tudo. Ter filhos é a última coisa que você deve pensar em fazer com o seu tempo.

Se você cresceu nesta cultura, é bem difícil ver a maternidade pela perspectiva bíblica e, a partir dela, enxergar a sua vida e a vida dos seus filhos como uma mulher cristã livre. Quantas vezes já não demos ouvidos a meias-verdades e outros enganos? Será que acreditamos que queremos ter filhos porque há algum tipo de inclinação biológica ou "instinto materno"? Será que o real motivo de desejarmos tê-los é por causa das roupas lindinhas e da oportunidade de tirar muitas fotos? Será a maternidade um trabalho ingrato para aquelas mulheres que não são capazes de fazer mais, ou para aquelas que se contentam com pouco? Se sim, onde é que estávamos com as nossas cabeças?

Não é um hobby.

Maternidade não é um hobby, é um chamado. Você não coleciona filhos porque acha que eles são mais bonitinhos do que figurinhas. Ter filhos não é algo para se fazer quando for possível achar tempo na agenda. O tempo que Deus lhe deu é para cumprir esse propósito.

Mães cristãs carregam seus filhos num território hostil. Quando você está em público com eles, você está acompanhando e defendendo objetos do desdém cultural. Você está publicamente confirmando que você valoriza o que Deus valoriza, e que você se recusa a valorizar o que o mundo valoriza. Você se posiciona ao lado dos que não podem se defender sozinhos e se posiciona à frente dos necessitados. Você simboliza tudo o que a nossa cultura detesta, porque você simboliza o entregar-se por alguém - e entregar a própria vida pelo próximo é o símbolo do evangelho.

A nossa cultura tem medo da morte. Entregar a própria vida é sempre aterrorizador. Curiosamente, é esse medo da morte que impulsiona a indústria do aborto: o medo que os seus sonhos morram, que o seu futuro morra, que a sua liberdade morra - é tentar escapar dessa morte correndo para os braços da morte.

Corra para a cruz

Mas o paradigma do cristão deve ser outro. Nós devemos correr para a cruz. Para a morte. Então entregue suas esperanças. Entregue o seu futuro. Entregue as coisas pequenas que a irritam. Entregue seu desejo de ser reconhecida. Entregue a sua impaciência com as crianças. Entregue a sua casa perfeitamente limpa. Entregue as queixas que você tem com relação à vida que você leva hoje. Entregue a vida imaginária que você poderia estar vivendo se não tivesse filhos. Apenas entregue.

Morte para si mesma não é o fim da história. Nós, mais do que todas as pessoas, deveríamos saber o que vem após a morte. A vida cristã é uma vida de ressurreição, uma vida que não pode ser contida pela morte, o tipo de vida que só é possível quando você já foi para a cruz e de lá voltou.

A Bíblia é clara quanto ao valor que os filhos têm. Jesus amou as crianças, e somos ordenadas a amá-las e a educá-las no caminho do Senhor. Devemos imitá-lo e nos deleitarmos em nossos filhos.

A pergunta é "como".

A pergunta aqui não é se você está representando ou não o evangelho, mas como você o está fazendo. Você tem entregado a sua vida aos seus filhos com rancor? Você enumera todas as coisas que faz por eles como um agiota contabiliza débitos? Ou você dá vida a eles da mesma forma que Deus o fez por nós - liberalmente?

Não adianta fingir. Talvez você consiga enganar algumas pessoas. Aquela pessoa na fila da loja pode acreditar no seu sorriso amarelo, mas os seus filhos não acreditarão. Eles sabem exatamente o valor que eles têm para você. Eles sabem quais são as coisas que você valoriza mais do que a eles. Eles sabem cada rancor que você guarda contra eles. Eles sabem que você fingiu uma resposta simpática àquela senhora apenas para depois ameaçá-los ou gritar com eles no carro.

Filhos sabem a diferença entre uma mãe que está fingindo para um estranho e uma mãe que defende suas vidas e o seu valor com seu sorriso, seu amor e sua absoluta lealdade.

Mãos cheias de coisas boas.

Quando minha filhinha disse: "Como as suas mãos estão cheias!", eu fiquei feliz porque ela já sabia qual seria a minha resposta. Era a mesma de sempre: "Sim, elas estão cheias - cheias de coisas boas!".

Viva o evangelho nas coisas que ninguém vê. Sacrifique-se pelos seus filhos em áreas que somente eles saberão. Valorize-os acima de si mesma. Eduque-os no ambiente puro da vida no evangelho. Seu testemunho do evangelho nos pequenos detalhes da vida tem mais valor para eles do que você pode imaginar. Se você falar para eles do evangelho, mas viver para si mesma, eles jamais crerão. Entregue com alegria a sua vida por eles todos os dias. Entregue a mesquinhez. Entregue a irritação. Entregue o rebuliço por causa da louça, por causa da roupa, ou porque ninguém sabe o duro que você dá.

Pare de se apoiar em si mesma e apoie-se na cruz. Há mais alegria, mais vida e mais gargalhadas do outro lado da morte do que você é capaz de alcançar por si mesma.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

1 ano e 10 meses de Alícia!

Meu marido e eu estamos fora de casa há quase uma semana, numa viagem a dois para comemorar nossos 10 anos de casados, e hoje nossa filhota mais nova completa 1 ano e 10 meses de vida. = )

O tempo não pára e em breve ela terá 2 aninhos! E se tem uma única lição que como mãe eu não posso deixar de lembrar é a importância de investir no meu bem-estar e, principalmente, na qualidade do meu relacionamento com o meu marido. Sim, meu marido e eu também precisamos de tempos juntos, a sós, para curtirmos um ao outro, conversarmos e, claro, para também descansarmos, sem focar nosso pensamento o tempo todo na casa e nas crianças.

Mas eu vou confessar, não foi moleza resistir à tentação de trazer as meninas conosco nesta viagem!! Ao pesquisar os hotéis meses antes da viagem, eu fugia dos que tinham muitas atividades para crianças porque eu não queria ficar me sentindo mal durante a viagem, rsrs, com remorso de estar num lugar bacana e de não tê-las levado comigo. E o pior é que não adiantou!!


Chegando aqui, tudo o que eu via (inclusive outras crianças pequenas brincando ou comendo no restaurante) me fazia lembrar delas e imaginar o quanto elas poderiam gostar do passeio e estar se divertindo! Até chorei depois da primeira conversa por skype com elas, me sentindo 'culpada' de estar aqui e elas lá. Eu sei, eu sei... são coisas bobas de mãe sentimental. É apenas uma semaninha fora e essas viagens de lua-de-mel meu marido e eu só comemoramos a cada 5 anos. O importante é a gente aproveitar bem esses dias "de folga" para que, quando voltarmos, possamos assumir novamente as tarefas do dia-a-dia, com renovados empenho e vigor!


Mas o motivo deste post é contar como foram os últimos 2 meses da Alícia. Então, mãos à obra!




Alimentação e Dentição
A Alícia passou maus bocados nos últimos meses por causa dos dentes nascendo. Muitos dentes! Num determinado momento chegamos a contar SEIS dentinhos cortando a gengiva dela ao mesmo tempo. Ela sofreu, viu! E algumas vezes - nos piores dias - até chorava ao morder alguma coisa mais dura, chegando a recusar alimento na hora da refeição (algo bem atípico). Por outro lado, ela também já consegue se alimentar muito melhor sozinha (tanto com garfo quanto com colher). Inclusive, ela não gosta muito de ser ajudada. Isso só tende a melhorar e a facilitar a minha vida!

Desfraldamento e Doença

Os últimos meses também foram conturbados na questão saúde. Na verdade, não sei se por causa da dentição, mas a Alícia teve diarreia por muitas semanas seguidas. Acho que chegou a durar um mês! Na primeira semana julgamos que fosse uma virose porque a família inteira ficou mal, com dor de barriga. Depois todo mundo foi melhorando, menos a Alícia, que continuava defecando uma média de 3-4 vezes por dia. E o coco era tão ácido que só de tocar na pele dela já a deixava todinha vermelha e assada, ainda que eu trocasse a fralda imediatamente. Quanto sofrimento vê-la assim! Chegou ao ponto de ela nem deixar eu encostar o algodão com água para limpá-la, fechava as pernas com força e chorava. Era um sufoco trocá-la. Muitas vezes eu pensei quão bom seria se ela já estivesse desfraldada porque pelo menos estaria fazendo as necessidades no vaso e não teria esse problema da assadura... Por outro lado, como continuar o desfraldamento em um bebê com diarreia?? Eu até tentei nos 2 primeiros dias da diarréia, mas depois de alguns incidentes de fezes mole e fedida no chão da sala, me rendi novamente ao uso da fralda e declarei interrompido o treinamento!

Justo no mês em que achei que fosse economizar na compra de pacotes de fraldas... humpf, que nada! Fazendo cocô tantas vezes por dia, acabei gastando muito mais, rsrs!


A interrupção do treinamento de desfraldamento acabou sendo muito mais longa do que eu imaginei porque a diarreia não parava. Até que comecei a desconfiar de vermes - afinal, com os dentes nascendo e a Alícia colocando na boca tudo o que encontra pela frente, esta era uma real possibilidade. Sim, e com o sério agravante da minha suspeita de que ela andou comendo terra do canteiro da garagem! Felizmente, chegou o dia da visita periódica ao pediatra e ele receitou um vermífugo para elas tomarem. Bingo, parece que o problema foi sanado – mas isto foi na semana que antecedeu a nossa viagem para cá. Portanto, só pretendo pensar no assunto do desfraldamento novamente agora quando eu voltar para casa. Mas confesso que quanto mais tempo passa, maior tem parecido este gigante para mim! É um desafio que eu preciso encarar, o de treinar a minha pequena para fazer suas necessidades no vaso sanitário, e não mais na fralda.

E eu tenho sentido que com duas filhas está sendo mais complicado eu parar tudo o que estou fazendo para ir ao banheiro com a menor – muito embora a mais nova querer imitar a mais velha em tudo ser uma vantagem... Porém, me parece que o meu dia fica todo truncado com tantas idas ao banheiro - ficar ali sentada esperando ela fazer alguma coisa, o que nem sempre acontece. Perco muito tempo com isso! E, o que é pior, tem também o tempo gasto com tantas trocas de calcinha e limpando xixi do chão pela casa por causa dos acidentes frequentes.


Mas, como toda mãe está cansada de ouvir, não adianta nos desesperarmos e transferirmos à criança a nossa frustração pelo insucesso do desfraldamento. Nem tudo acontece como e quando queremos. Tirar a fralda é um processo mais lento do que gostaríamos que fosse. E despejar na criança a nossa ansiedade só vai alongar e complicar ainda mais o processo. Então, o que eu preciso é buscar serenidade, pensar num plano realista e coerente e fazer tudo com muita, mais muita, paciência e perseverança!


Como se fosse fácil, rsrs.

Rotina e Sonecas

As sonecas da Alícia à tarde têm sido mais tranquilas do que nunca. Ela adormece facilmente, na própria cama, em apenas 5 minutinhos, e eu nem preciso mais fechar a porta para escurecer muito o quarto! Normalmente é assim: elas terminam de almoçar (a Alícia mais rápido do que a Nicole) e eu a levo para escovar os dentes enquanto a Nicole ainda termina de mastigar as últimas colheradas. Levo-a para o quarto, troco a fralda, puxo a cama, dou a Nana e digo para ela se deitar porque está na hora da soneca. Saio do quarto (deixo a porta aberta) e repito o processo todo com a Nicole – escovar os dentes e levar para fazer xixi. Antes mesmo da Nicole voltar, a Alícia já está dormindo! Em poucas tardes, a Nicole pede para dormir junto (na cama dela), geralmente apenas no dia do ballet – que é numa segunda-feira, justamente o dia em que ela fica mais cansada. Nos outros dias, eu fecho a porta do quarto para a Alícia tirar a soneca longa dela sem barulho e a Nicole faz o seu horário de descanso quietinha na sala.

Numa determinada semana, eu tive um compromisso fora de casa pela manhã em que levei as meninas comigo de carro. Era um longo trajeto de ida e volta. Na volta, como era quarta-feira, resolvi passar na feira aqui perto para comprar frutas e legumes que estavam faltando em casa. Resumo: o dia foi totalmente diferente e a soneca da tarde acabou não acontecendo para a Alícia, pois ela dormiu uns minutinhos no carro no caminho pra casa. À noite, quando voltamos da faculdade perto da 23h:30, ela despertou quando a tiramos do carro e não conseguiu voltar a dormir facilmente. Ficou chorando um tempão, não queria ficar em sua própria cama! No dia seguinte, mais agitação: era o dia do nosso "playdate" quinzenal em que passamos o dia todo fora e a soneca dela à tarde também pulada.


Vocês conseguem imaginar como ficou esta criança na sexta-feira, depois de dois dias sem uma soneca decente e uma noite mal dormida? Ela ficou acabada!! E advinhem só? De manhã, depois do café, devocional e atividade de leitura, ela me pediu para dormir!! Foi para o quarto e começou a tentar puxar sozinha a cama para pegar a Nana. Eu disse que ela não podia pegar a Nana, que a Nana era só para a hora de dormir e, em seguida, como ela insistiu muito em querer a Nana e já estava se desabando a chorar, perguntei sela ela queria dormir. Ela fez que sim com a cabeça! Eu duvidei um pouco na hora porque eram apenas 9h:00, mas mesmo assim arrumei a cama para ela dormir e dei a Nana. Pois ela deitou bonitinha e começou a chupar o dedo. Saí do quarto pensando que dentro de poucos momentos ela fosse aparecer na sala para brincar, mas que nada... ela dormiu direto até a hora do almoço, rs. Na verdade, quando ela acordou, eu e a Nicole já tínhamos terminado de almoçar. Ela estava realmente cansada e precisando dormir!


Adaptação à cama e Sono noturno

A transição do berço para a bi-cama (a Nicole dorme em cima e a Alícia em baixo) tem sido algo engraçado, embora trabalhoso. Engraçado porque, como você pode ver na foto ao lado, a Alícia logo descobriu que subir para o colchão da irmã é muito mais interessante do que ficar sozinha no dela. E trabalhoso porque agora não existem mais grades para detê-la lá.

Nope,
agora a única barreira capaz de mantê-la deitada e quietinha na hora de dormir é a nossa autoridade e voz de comando. Ou seja, é a oportunidade perfeita que, como pais, temos para ensinarmos a ela quais são os limites invisíveis. Um verdadeiro treinamento para a obediência!


E aqui entra aquela célebre frase: "Educar dá trabalho".... e como!


Ainda neste tópico do sono e da adaptação à nova cama, a Alícia já entendeu que na hora de dormir a gente tem de puxar a cama dela para fora e, que ao acordar, a gente empurra a cama de volta para baixo da cama da Nicole. E, para evitar que ela passe o dia andando pela casa com a Nana (sua fiel companheira, uma boneca de dormir) nos braços – o que também favorece que ela chupe dedo fora de horário - instituímos que o lugar das Nanas é sempre nas camas. No caso da Nana da Alícia, eu geralmente a empurro junto com a cama dela para baixo da cama da Nicole. Ela não gostou muito da regra nas primeiras vezes e resistiu em deixar eu levar a Nana de volta para a cama, mas meu marido e eu temos insistido e agora ela já está pegando o jeito de como as coisas precisam funcionar. Quando ela tira a Nana da cama e eu dou a ordem para ela levá-la de volta, 90% das vezes ela obedece prontamente.


Outra observação quanto ao sono é que temos notado que o sono da Alícia tem sido agitado. Muitas vezes ela chora dormindo, como se estivesse tendo pesadelos, e fica geralmente suada. A Nicole teve muito disso também, acho que mais ou menos nesta idade, se não me engano. Começava a gritar/chorar sem motivo aparente. Confesso que a minha tendência e a de meu marido é achar que é alguma dorzinha, como gases por causa de alguma coisa diferente (e mais gordurosa) que elas tenham comido naquele dia. Nestes casos, a gente observa se elas soltam pum enquanto a gente massageia a barriga delas e, se sim, dá algumas gotas de simeticona. É um hábito que a gente tem desde que elas eram bebezinhas.


Ultimamente, porém, esse "sono conturbado" da Alícia tem acontecido com maior frequência e, tenho refletido, se de repente ele não tem alguma relação com o "salto de desenvolvimento" pelo qual achamos que ela está passando – justamente o assunto do próximo ponto!


Desenvolvimento e Comportamento

Como dizia, eu senti que nos últimos meses a Alícia deu um grande salto de desenvolvimento. Vejo-a fisicamente mais ativa – com melhor equilíbrio, agilidade, destreza etc. – e também mais concentrada para acompanhar atividades intelectuais – o momento de leitura, o quebra-cabeça, etc. No outro post desta semana comentei sobre suas habilidades de comunicação, que ela já é capaz de usar 2 palavras juntas para tentar me contar as coisas. Muitas vezes ela me surpreende com as palavras novas que fala ou mesmo as que reconhece nas figuras dos livros de vocabulário que lemos juntas, sobretudo, quando eu peço para ela encontrar uma em meio a várias.

A Alícia está cada vez mais esperta e exploradora. Para citar alguns exemplos, ela aprendeu a calçar as próprias sandálias (que fecha com velcro), me ajuda a colocar a fralda nela em pé, já sabe colocar de volta os braços corretamente dentro do cinto de segurança na cadeira de bebê (do automóvel) e, como eu comentei lá em cima, consegue se alimentar muito bem sozinha. Além de imitar a irmã em tudo (sons e gestos) e querer calçar e andar com os nossos sapatos pela casa (ou calçá-los em nós, que também é muito engraçadinho), ela descobriu no banquinho seu grande aliado para fazer as suas peripécias – leva-o para cá e pra lá para tentar subir nos lugares mais altos (como a minha cama) e fica radiante quando consegue! Na verdade, não é só a irmã que ela quer imitar. Se ela me vê passando batom, desodorante ou perfume, usando óculos ou fazendo qualquer outra coisa de diferente para ela, ela quer fazer também. Isso é normal, eu imagino, para crianças nesta idade. Não que ela já não fizesse muitas dessas coisas antes, mas é que de repente essa perspicácia dela ficou mais latente.

Quanto ao comportamento dela, há certos hábitos que deixamos que fossem estabelecidos e agora tem sido o nosso desafio, como pais, eliminá-los. São hábitos ruins porque geram "retrabalho" para nós. Um deles é ela tirar os sapatos (e as meias!) assim que entra no carro para irmos a algum lugar (e isto também acontece com frequência quando senta no cadeirão para comer). Ou então tirar o elástico ou presilha do cabelo que deu o maior trabalhão arrumar antes de sair de casa. Já deu para perceber que minha filha preza pelo conforto acima da estética, né, rsrs! Pois é, mas para nós, pais, isto não é nem um pouco legal... principalmente se demorou um bocado de tempo para a gente conseguir com que ela ficasse quietinha o suficiente para dividir mais ou menos decentemente o cabelo e prendê-lo do jeito "certo". Também já virou hábito ela (e a irmã!) levantarem no cadeirão para mostrar como estão crescendo porque estão comendo toda a comida. Ou ficarem se distraindo, girando pelo cadeirão e ficando de joelhos, enquanto comem. A culpa, na verdade, é nossa que não as prendemos com o cinto de segurança, né... E por isso agora a gente fica o tempo todo repetindo que é para elas se sentarem e virarem pra frente. Preciso parar com esse falatório que desgasta o ânimo de qualquer relacionamento e começar a aplicar consequências concretas para a desobediência delas (não sem antes falar bem sério e explicar quais serão). Ambas têm idade suficiente para entender e respeitar os limites, basta que os pais não subestimem sua capacidade para o aprendizado!


Bem, por hoje é só. Agora vou curtir meu penúltimo dia de estadia aqui no hotel à beira da piscina, hehe!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Você ainda existe, mesmo após a maternidade!

Olá queridos do blog!

Estou aqui pela segunda vez, mas acho que agora nos encontraremos com mais frequência! Para mim é uma alegria, pois esse blog é muito útil e interessante! E também pratico os métodos dos livros citados aqui e os ensinamentos do melhor manual de vida já existente: a Bíblia!

Um dia após chegar da ginástica o tema que me veio à mente foi este, por isso logo comecei a escrever. Fiquei um tempão escrevendo essa mensagem e quando fui postar, ela sumiu. Perdi tudo... coisa de iniciante... rsrsrs , mas aqui estou para começar de novo!

Sou mãe da Sofia de 1 ano e 5 meses. Ao término da minha licença-maternidade decidi me desligar da empresa em que trabalhava, então fui agraciada por Deus com o privilégio de poder cuidar da minha princesa em tempo integral. Trabalho fora desde os 16 anos (já tenho 30) - o dia inteiro - e por um bom tempo também estudei à noite, mas confesso a vocês que nunca trabalhei tanto como nesses últimos 1 ano e 5 meses. O tempo não passa, ele voa!!!!!!!!!!! Quando vejo a semana já se foi! Por isso, tento com todas as minhas forças não me esquecer do tão importante Y (YOU – do EASY do livro da “Encantadora”) e é sobre ele que quero comentar um pouquinho!

Vou escrever como normalmente é a rotina da minha família:

- 7h – todos acordamos, meu esposo vai para o banho para logo ir trabalhar, enquanto isso, preparo o leite da Sofia e nosso café da manhã, tomamos café juntos.

- 9h-10h – até esse período tenho um tempo com a Sofia, assistimos a desenhos, ou brincamos no quintal, ou lemos; depois ela come uma fruta e vai para a primeira soneca.

- 11h-12h – até esse horário eu faço alguma tarefa da casa, ou tenho um tempo para mim: vejo um filme, ou leio, ou oro, ou uso a internet, ou não faço nada... mas, na maioria das vezes, faço uma tarefa da casa mesmo!rs

- 12h-15h – almoçamos, depois arrumo a cozinha enquanto a Sofia fica andando e brincando pelo quintal e pela cozinha, depois temos mais um tempo juntas. Próximo das 15h dou o banho e o leite e ela vai para segunda soneca. E eu vou para os mesmos programas: vejo um filme, ou leio, ou oro, ou uso a internet, ou não faço nada, ou faço alguma tarefa da casa.

- 17h – a Sofia acorda, por volta das 18h ela janta, meu esposo chega e jantamos juntos, brincamos com a Sofia e por volta das 21h ela dorme e meu esposo e eu temos mais um tempo juntos até as 22h-23h. Ah... e 3x por semana vou à ginástica e ele fica sozinho com ela por +/- 1h ! E 1 ou 2x por semana ele vai ao futebol e chega mais tarde.

Lembrando que cada soneca da Sofia é de aproximadamente 2 horas e ela dorme entre 10 e 12 horas por noite!

Claro que isso é o que acontece normalmente, mas há dias que vamos ao médico, outros ao shopping, ao mercado, ao parque, ou há dias em que a Sofia está doente então a rotina fica um pouco comprometida, e também os finais de semana quando vamos passear, à igreja ou recebemos visitas. O que quero ressaltar é o fato da aplicação da rotina proporcionar esses tempos para nós!

É difícil e trabalhoso aplicar uma rotina, cozinhar, lavar, manter a casa em ordem (no meu caso só tenho uma ajudante 1x a cada 15 dias para a faxina pesada) e ainda estar bem humorada, feliz e com o sentimento de dever cumprido, sem estar fora do planeta, podendo assistir a um noticiário ou ler uma revista ou um artigo na internet. O mais importante é que esse esforço em manter uma organização no nosso dia nos proporciona o tão sonhado e fundamental tempo para nós!

Precisamos pensar, planejar, organizar algo que ainda não está muito bom em casa, descobrir uma maneira de economizar mais para reduzir despesas, ou o que faremos nas próximas férias, ou, no meu caso, como farei quando decidir voltar a trabalhar, ou me auto-avaliar, ou estudar para reciclar meus conhecimentos ou adquirir outros que ainda não tenho, ou como farei para emagrecer um pouco ou que corte de cabelo vai me deixar mais bonita... enfim, a questão é que precisamos desse tempo no qual EXISTIMOS!

Isso faz com que nos sintamos vivas e possamos ser boas esposas, boas mães, não mães frustradas que se sentem escravizadas pelo trabalho da casa e da criação dos filhos. Além disso, ainda precisamos ser esposas cheirosas, alegres, com tempo para ouvir e contar ao esposo sobre como foi o dia. Também somos as intercessoras do lar, nosso trabalho principal é orar pela família e ainda precisamos de um tempo para nos dedicar à obra do Senhor e também bater um papo com as amigas! Para que tudo isso aconteça nós precisamos trabalhar arduamente, pois esse não é um processo natural. A casa não vai ficar arrumada sozinha, nem o seu filho vai se criar por si só e você não vai ficar bonita e cheirosa se não se cuidar!

Enfim, o que quero dizer é que ser esposa, mãe, profissional, amiga, intercessora, ministra na casa de Deus etc etc etc não é fácil, mas eu posso afirmar que se não nos esforçarmos para termos o nosso lugar bem definido e executado em cada uma dessas áreas não seremos tão felizes como poderíamos. Creio que muitas mulheres estão chateadas com suas vidas porque não estão conseguindo ser quem elas precisam ser segundo o padrão de Deus.

Ninguém falou que a vida da mulher seria fácil. Em Prov. 31 podemos ter certeza disso: a mulher virtuosa tem muuuiiitttooo trabalho! :-)

E tem mais! Nós somos o coração da casa. Se nos anularmos, nossa casa começará a ter problemas, começará a morrer aos poucos... Por isso vale a pena lutar para que esse coração (que somos nós) continue batendo com força e alegria! Certamente nós e todos ao nosso redor seremos beneficiados por isso!!

Foi um prazer escrever um pouco e graças à bondade e misericórdia de Deus dividir com vocês coisas que considero tão importantes!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Gestação e enjôos!

Como contei no último post, estou grávida do meu 2º. filho! E exatamente hoje completo 11 semanas de gestação. Aqui faço uma observação de como as semanas de gestação são contadas. Da primeira vez, quando descobri que estava grávida da Nicole e as pessoas me perguntavam de quantas semanas eu estava, eu fazia a conta a partir da semana em que supunha que tinha acontecido a concepção. E a resposta comum era: "Puxa, ainda apenas 3 semanas?". Só depois aprendi que a contagem da DPP (data provável do parto) era feita com base na DUM (data da última menstruação), ou seja, o parto normalmente acontece após aproximadamente 37 a 40 semanas após a data da última menstruação. Se a mãe desejar ter parto normal, alguns médicos (como a minha, por exemplo) aceitam esperar até a 42a semana, mas não mais que isso.

Dessa vez descobri que estava grávida um pouco tarde, já estava com 7 semanas e meia quando comecei a passar mal. Meu marido estava numa viagem a trabalho e por dois dias consecutivos em casa eu amanheci enjoada e com tontura. No 3º. dia fui à farmácia comprar um teste de gravidez apesar de quinze dias antes, ainda na viagem ao nordeste, eu ter feito o teste e o resultado ter dado negativo.

Pra ser sincera, a culpa do suposto falso-negativo do 1º. teste foi não termos esperado os 5 minutos necessários para interpretar os resultados, fomos logo tirando conclusões precipitadas e erradas! Um dos motivos foi que na minha 1a gestação um sinal marcante foram as mamas ficarem inchadas e doloridas. Dessa vez não, sim elas aumentaram, mas não tive dor. Porém, na ocasião do teste, tudo parecia "normal" com meu corpo. Quer dizer, nem tudo... tinha notado algo "estranho" com a minha cintura quando pús o biquini (ela parecia se esconder apesar de eu estar magra) e até comentei com o meu marido meio triste, quase me conformando que após as mudanças que transformaram o meu corpo durante a gestação, ele ficaria assim daqui pra frente. Bem, mas não foi o caso pois eu estava sim grávida, então ainda há uma esperança, rs!

Mas não é sobre isso que quero falar hoje, quero falar sobre enjôos. As últimas 3 semanas e meia foram bem difíceis pra mim. O enjôo estava duro de aguentar. Não sei como é com outras mulheres que também passaram por isso na gestação, mas acho que o meu enjôo é um tipo diferente. Por exemplo, eu não tenho enjôo por causa de comida (nem pelo cheiro) e sim pela falta dela! É verdade, se fico sem comer tenho enjôo e vomito. É realmente muito ruim. Normalmente acontece assim: eu começo a sentir muito, mas muito calor mesmo, em seguida começo a tossir e tossir sem parar, até que vem o vômito. Mas não sai nada, apenas bile (um líquido amarelo) ou então uma aguinha com espuma. Fico com os olhos cheios de lágrimas e meu nariz entope e começa a escorrer ou a incomodar (mesmo sem espirrar). A sensação seguinte é que é curiosa, além de um tremendo cansaço físico (dói toda a extensão das minhas costas e ombros), tenho frio!! Fico até arrepiada nos braços por alguns instantes.

Na gestação da Nicole também foi assim... os 9 meses! Acordava todas as manhãs e já deixava um balde do lado da cama, pois era eu acordar e vomitar. E até no parto eu vomitei (tinha tomado anestesia e estava com o estômago vazio havia horas, então não deu outra!). Nojento, né? É, eu sei, por isso eu tenho a esperança de que seja diferente dessa vez, afinal uma gestação não é igual à outra, né?

Curiosamente durante as duas gestações o que reparei foi a minha falta de interesse por café. Gosto muito de café, mas quando estou grávida não sinto a menor vontade de tomá-lo, nem o cheirinho que eu normalmente achava delicioso me anima!

Além de ser horrível vomitar, sou forçada a comer o tempo todo, de 2 em 2 horas praticamente. Às vezes até à noite. Eu acordo pelo menos 1x toda noite passando mal. Engordei 17 kg em 9 meses na gravidez da Nicole (mas graças a Deus perdi tudo em 6 meses depois que ela nasceu!) e vou tentar me controlar, mas não é tão simples assim porque não como por fome, como para não vomitar. Normalmente deixo um pacote de biscoito no criado mudo do lado da cama. Melhor um pacote de biscoitos do que um balde pra vomitar, não é mesmo?! rsrs!

Bem, a dica dada por minha médica é assim que acordar comer o biscoito (ou qualquer outra coisa seca, por exemplo pão ou torrada) bem devagarinho pra não irritar o estômago, quando estiver se sentindo melhor tome o remédio com um tequinho de nada de água e continue comendo os biscoitos (sempre devagar). Esse processo todo leva uns 20 min ou mais. Só então, o remédio começará a fazer efeito e você poderá levantar pra começar o dia. Comigo essa técnica às vezes funciona bem, outros dias não. Vomito bolacha, remédio e o que mais tiver colocado pra dentro. Acho que tem a ver com o horário que fui comer na noite anterior, pra mim quanto mais tarde e perto do horário de ir dormir, melhor. Isso só agora que estou grávida, é claro.

É, o jeito é levar essa fase com bom humor. Ou pelo menos tentar. "É uma fase, é temporário", fico tentando me lembrar disso quando estou mal. Sei que vou esquecer todo o mal-estar de hoje depois que o bebê nascer e que vai valer a pena. A gente sempre esquece! Eu já tinha esquecido do que passei quando estava grávida da Nicole e olha só... quis engravidar de novo!

Confesso que tenho me sentido melhor de 1 semana pra cá. Não bem, apenas melhor. Continuo acordando de madrugada e continuo acordando mal, ainda vomito algumas vezes também. Mas no geral a intensidade dos enjôos diminuiu. Durante o dia principalmente está mais tolerável. Talvez seja porque mudei de remédio. Eu tomava Dramim a cada 4 horas e acho que estava me intoxicando com ele pois ele é muito forte, além de sentir que ele abaixava minha pressão. Era um sono e mal-estar terríveis, não conseguia ficar em pé ou comer, um dia até pedi para o Douglas me levar ao pronto-socorro porque não sabia mais o que fazer (naquela manhã em particular tudo o que eu comia eu vomitava). Agora estou tomando Meclin a cada 6 horas e parece que tem melhorado. O Dramim, apesar de ser mais forte, não parecia resolver o meu problema. Vai entender!

Um detalhe é que na última gestação me lembro muito bem de ter tentado todos os remédios que os médicos normalmente receitam pra grávidas... Dramim, Plazil e Meclin, e nenhum funcionou, tanto que desisti deles! Vi que só estava gastando dinheiro e que tomar ou não tomar dava na mesma, eu continuava com enjôo e vomitando.

Fora a vontade louca de fazer xixi o tempo todo (sim, mesmo agora no início), também tenho e tive muita azia. Como não suporto o cheiro de Mylanta Plus líquido (acho que me lembra o leite de magnésio que minha mãe me dava quando era criança), comprava pastilhas da mesma marca. Elas ajudavam bastante pois aliviavam a azia, eu as chupava praticamente o dia todo. Gastei uma grana com elas, acho que comprei umas 30 ou mais, rsrs! Por enquanto nessa 2a gestação ainda não precisei, mas sei que logo logo será preciso. Percebo que a azia tem piorado a cada dia.

Não podia encerrar essa postagem sem falar da importância do meu marido nisso tudo. Ele me apoia tanto e não sei como suportaria "aqueles dias" sem a ajuda dele, principalmente no cuidado com a Nicole (que hoje está com 1 ano e 3 meses). Ando tão sem paciência, me irrito por qualquer coisa e fico a maior parte do tempo amuada em algum canto. De manhã, que é quando normalmente estou pior, ele prepara e dá o leite da Nicole, leva ela pra ir no banheiro, troca a fralda, enfim, faz o que for necessário pra eu não ter que me preocupar. Na primeira gestação ele também fez o que pôde. Eu tinha mais atenção, confesso, pois era apenas nós dois. Era só eu acordar e gemer de mal-estar que ele levantava correndo pra preparar o meu pão na chapa!

Já disse antes para minhas amigas que não consigo imaginar como algumas mulheres conseguem ser mães solteiras, deve ser muuuuuito difícil. Cada dia que passa tenho tenho mais convicção de que quando Deus fez o homem e a mulher e planejou o casamento entre eles, não foi por acaso. Ele sabia a importância de unir homem e mulher como uma só carne - fisica, emocional e espiritualmente - para formar famílias. Sem unidade, amor, compreensão e cumplicidade entre o casal a tarefa de criar filhos é bem mais estressante. E não precisa esperar os filhos crescerem pra ver como o relacionamento e compromisso do casal é crucial, começa quando a mulher ainda está grávida (e até antes disso). É fácil o homem pensar que certos problemas são dela e se omitir de qualquer responsabilidade. Eu estou tremendamente grata pelo meu marido que suporta comigo os dias difíceis e comemora os dias felizes. Não importa o desafio, ele está ali ao meu lado o tempo todo. Esses dias comentei com a minha manicure algo que ele havia feito por mim e ela disse rindo: "Ai, Talita, esse seu marido não existe"! Existe sim; não sou melhor do que ninguém, mas eu genuinamente creio que é possível vivermos plenitude no casamento, nas finanças, na família e em tantas outras áreas de nossas vidas se simplesmente fizermos a nossa parte, buscando conhecimento e aprendendo a confiar e obedecer a Deus!

Se você tem ou teve problema com enjôo na sua gestação, conte-nos como foi a experiência e o que fez pra aliviar os sintomas! A sua dica pode ajudar uma mamãe desesperada como eu. = )

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Saída Pós-Giovanna


Depois de três meses e vinte e seis dias finalmente saí sozinha com meu marido. Na verdade, considerando que Gigi ainda estava comigo quase quatro meses atrás (só que no útero), faz 360 dias que não saímos só nós dois...praticamente um ano!
Confesso que o Rê já me convidava há algum tempo, mas eu simplesmente não tinha coragem de deixá-la por períodos mais longos que duas horas, o que dificultava – e muito – a ocorrência do tal encontro romântico. Dessa vez ele fez tudo para eu não ter como recusar: mandou flores, chocolate e um cachorrinho de pelúcia junto com o cartão com o dia e horário. Na dúvida sobre o que mandar, ele optou por comprar tudo para não ter desculpa ;).
Eu já havia me ausentado de casa antes e deixado a pequena com minha sogra ou com meu pai. Contudo, sempre era para fazer alguma coisa rápida e somente porque não tinha outro jeito. Essa seria a primeira vez que eu tinha a opção de ficar em casa.
Você deve me achar paranóica... e com razão. Não me entendam mal! Eu sou uma pessoa prática e bem pé no chão. Sei que os avós cuidam muito bem dela e que simplesmente não tenho com o que me preocupar. Ainda assim, é tão difícil! Por algum motivo achamos que não será a mesma coisa, que o bebê vai acordar ou ficar com fome (e minha filha não é acostumada com a mamadeira), que não vai parar de chorar enquanto não voltarmos, etc.
Ela já estava praticamente dormindo quando meus pais chegaram, mas por causa da campainha e barulho “acordou” chorando. Os avós ficaram felicíssimo e foram pegá-la, o que atrapalhou por completo a tentativa de colocá-la no berço.  Quase abortei a tentativa da saída. Só não fiz isso porque contei até dez e fui terminar de me arrumar.
Quando estávamos nos despedindo dela, senti um peso no coração. Ela estava acordadíssima, mas visivelmente cansada. Recomendei trinta vezes ao meu pai que a colocasse para dormir assim que eu saísse, mas sabia que ele não faria isso. Olhei para meu marido com aquela cara de “não pode ser semana que vem?”, ao que ele desviou com o rosto decidido. Era hoje e pronto.
Saímos. Uma súbita vontade de chorar se apoderou de mim quando o carro saiu da garagem. Nossas tentativas de falar de outros assuntos (menos Gigi) não deram muito certo, porque acabávamos voltando a falar dela. Como pais são chatos!
Até aqui deve parecer que todo o processo foi uma verdadeira tortura e foi...até chegarmos ao restaurante. Aos poucos eu fui me acalmando e curtindo nossa saída a dois. Como eu estava com saudades disso, mas com toda a correria que é cuidar de um bebê, não tinha me dado conta! Conversamos, comemos uma comida deliciosa. Aquela noite eu pude simplesmente relaxar ao lado do meu companheiro e saborear nosso momento. Lembramos de outras saídas, falamos sobre o futuro e simplesmente jogamos conversa fora. Podíamos namorar sem receio de que seríamos interrompidos pelo choro da pacotinha.
Voltei para a casa mais leve e mais alegre. Como foi gostoso! Antes de dormir entrei no quarto para orar pela Gi e agradeci a Deus pela oportunidade maravilhosa de sair com o pai dela. Sei lá, olhando o rostinho dela aquela noite eu me senti tão abençoada e tão feliz por tê-la na minha vida. Curti minha filha muito mais simplesmente porque me afastei dela. Que ironia!
Antes de dormir fiz o balanço do que aconteceu. Gostaria de dizer que Gi dormiu rápido e que a noite foi uma beleza, mas não foi o que houve. Meus pais, evidentemente, brincaram com ela, o que a deixou cansada demais para dormir rápido e sozinha. Meu pai relatou que passou quase uma hora ninando a neta até ela cair no sono e que chorou um bom tempo  antes de dormir, mesmo no colo dele. Do ponto de vista do melhor para a saúde física dela, foi um desastre.
Mas aí tinha o outro lado. Meus pais ficaram felicíssimos por passar um tempo considerável a sós com a neta. Eu tive uma noite inesquecível. Além disso, no dia seguinte foi como se todas as minhas forças tivessem sido renovadas. Voltei a me ver como esposa e não apenas mãe.
Sabe que lição eu extraí? Que ser exclusivamente mãe é péssimo tanto para mim quanto para minha filha. Eu não tinha me dado conta de como estava cansada, em especial mentalmente. Não tinha percebido que estava me preocupando com coisas que poderiam ser relevadas. Não saquei o quanto eu sentia falta de ter um tempo só com meu marido. Sério! Só fui entender tudo isso depois que voltei. É como não comer carne (desculpem-me os vegetarianos J). Só se sabe o que está perdendo depois de provar.
Agora vem o meu conselho, mamãe: Saia! Tenha sim “encontros românticos” com o papai. Você vai ver que seu bebê estará são e salvo quando voltar. No começo pode até ser um pouco difícil (principalmente se faz muito tempo que isso não acontece), mas vai valer a pena. No dia seguinte você vai acordar outra, com muita disposição para curtir seu filho...e o seu marido!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Casa, comida, roupa lavada e colinho. Esqueci alguma coisa?


Quando um bebê nasce, não é apenas alegria que toma conta da família inteira. Percebi que é mais algo parecido com euforia. Os conhecidos querem saber o sexo (nome, peso e altura). Os amigos querem pegar um pouquinho. Os tios pretendem estabelecer algum tipo de monopólio da atenção. Nem vou começar a falar dos avós, porque eles ainda me assustam. O fato é que todas as atenções, cuidados, mimos, carinhos e esperanças são voltadas para aquele pacotinho chorão que não faz nada além de mamar, dormir, evacuar.
Se para todos que gravitam em torno do bebê, o mundo passa a ser visto e compreendido de outra forma, para o pai e para a mãe, o mundo é outro. Quando entrei em casa pela primeira vez com a minha pacotinha, percebi que aquele era um divisor de águas na vida. Terminei uma fase. Comecei outra.
A diferença não está apenas no interior. Ela é visível e clara. Na minha sala tem um carrinho transformer (ainda não entendi porque comprei um robô ao invés de um carrinho) e um cercadinho (obstruindo o caminho para a sacada). O segundo quarto, antes usado como escritório, agora é quarto de bebê, sendo que o computador está na mesa da sala de jantar e a impressora no rack.
Claro, o estado anormal da casa - antes habitável e agora entulhado – é a menor das nessas preocupações. Precisamos aprender a amamentar, a compreender os diferentes tipos de choro, dar banho, limpar o coto umbilical, trocar fralda, ensinar a dormir, trabalhar, cuidar da casa, curtir, coordenar a nova vida com os parentes e educar.
Passando quase todas as horas úteis do dia fazendo coisas para o bebê nosso assunto acaba se tornando...adivinhem? Bebê, claro. Tem alguma mãe que não é chata? Em especial as de primeira viagem. Ao invés de negar, assumo que não falo de outra coisa.
Nessa reviravolta da vida que tem novos objetivos, esquecemos de um ser que teve alguma participação nisso tudo, embora não me lembre bem qual foi. Deve ter sido bem insignificante, porque...nossa, qual era?! Ah! Já sei. Mas o nome dele era mesmo...? Ah, sim. O marido! Sabia que tinha esquecido alguma coisa enquanto pesquisava o preço do sabão de côco ultra neutro, max pró-bebê, sem alergias e ligava para o sexto pediatra indicado para marcar consulta.
Não é por acaso que o primeiro capítulo do “Nana Nenê” é entitulado “Seu bebê precisa de uma família”.
Um bebê consome muito tempo e energia; é exigida dedicação. Não que isso seja um fardo. Muito pelo contrário, as mães e pais o fazem de bom grado. Por vezes fazem até além do que seria mesmo necessário. Não há nada de errado nisso. Ao contrário, é uma grande bênção gerar e ter a oportunidade de criar um filho. Deseja-se aproveitar cada minuto possível, porque se sabe que cada momento é único.
Nessa loucura de suprir as necessidades físicas e, quando maiorzinhos, intelectuais do bebê, esquecemos de proporcionar sua principal necessidade: uma família em que reine a estabilidade e a segurança. Não há estabilidade quando papai e mamãe estão focados apenas no bebê, deixando de investir no relacionamento um com o outro.
É estranho que o casamento seja o relacionamento mais negligenciado quando o pacotinho chega. Tudo isso se dá de forma imperceptível! O tempo vai passando e quando papai e mamãe se dão conta, não sabem mais por que estão juntos.
Você, querida leitora, provavelmente conhece essa história. Talvez seja a de um vizinho, de um amigo ou até de seus pais. Não estou só falando dos casamentos que desmoronam e resultam em divórcio. Falo, principalmente, de casamentos que estão mortos, embora ainda não enterrados. Aquele casamento de pais que moram na mesma casa, mas que não há compartilhamento da vida ou intimidade, seja emocional, espiritual ou física.
Gary Ezzo nos lembra que a base da família é o casamento. O primeiro relacionamento e o que deve ser priorizado é aquele entre marido e mulher. Vivemos vinte e poucos anos com nossos pais. Viveremos o mesmo tanto com nossos filhos. Contudo, é com nossos cônjuges que passaremos a mocidade, a meia idade e a velhice. Não me atrevo a fazer a conta de quantos anos isso dá.
Embora seja inegável que nós vamos colher frutos se investirmos no casamento, mesmo quando aquela coisa fofa está por perto, os resultados mais positivos são experimentados justamente por nossos filhos. São eles os grandes beneficiados quando isso é observado. Filhos de casamentos saudáveis são mais seguros, confiantes e felizes. O sonho de toda criança é ter papai e mamãe juntos...e bem!
É claro que, as vezes, um casamento é rompido e não é restaurado. Essa não é a situação ideal para a criação de um filho, mas é uma realidade. Nesses casos, ainda deve haver investimento entre os ex-parceiros, embora de uma forma diversa. É de suma importância evitar brigas desnecessárias e, acima de tudo, deixar a criança fora do conflito. Invista em uma relação harmoniosa, mesmo vivendo em casas distintas.
Você ama seu filho e quer o melhor para ele? Então ame primeiro o seu marido! Na sua lista de coisas que deve proporcionar ao seu filho deve constar (i) casa, (ii) comida, (iii) roupa lavada, (iv) colinho e...e...ah sim! Amor pelo seu marido.