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Aqui, mamães muito diferentes mas com um único objetivo compartilham suas experiências nesta grande aventura que é a maternidade! Nós queremos, acima de tudo, ser mamães sábias, que edificam seus lares e vivem com toda plenitude o privilégio de sermos mães! Usamos muitos dos princípios ensinados pelo Nana Nenê - Gary Ezzo, assim como outros livros. Nosso objetivo é compartilhar o que aprendemos a fim de facilitar a vida das mamães! Fomos realmente abençoadas com livros (e cursos) e queremos passar isso para frente!


"Com sabedoria se constroi a casa, e com discernimento se consolida.
Pelo conhecimento os seus cômodos se enchem do que é precioso e agradável"
Prov. 24:4,5

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Por que nossa família ama fazer HOMESCHOOLING?

Faz pouco mais de 2,5 anos que eu iniciei a minha jornada de aprendizado sobre homeschooling e quase dois que eu comecei a intencionalmente praticá-lo com as minhas filhas. A caçula tinha acabado de completar 1 ano quando eu pedi demissão da empresa, em julho de 2012, e seis meses depois, ao fim do ano letivo, depois de orar a respeito e conversar com o marido, decidimos tirar a mais velha (na época com quase 3 anos e meio) da escola que ela frequentava em regime de meio-período para experimentar a educação domiciliar.

O que a princípio seria uma experiência de um ano já viraram dois e nós seguimos animados diante das possibilidades que o homeschooling nos traz como família. No post de hoje elegi o que, para nós, representam os 5 pontos mais altos dessa prática na intenção de inspirar mamães, papais e educadores curiosos que estão pesquisando sobre o assunto!

1. POR UMA MAIOR FLEXIBILIDADE NA ROTINA
Nesses dois anos de prática e aprendizado, devido às circunstâncias em que nos encontrávamos, meu marido e eu dividimos a responsabilidade, alternando quem ficava incumbido de conduzir as atividades de ensino em casa. E este é justamente um dos grandes benefícios inerentes à prática da educação domiciliar: a possibilidade de flexibilidade na rotina familiar. Não estamos presos a um calendário escolar, tampouco a uma localização geográfica. As nossas férias não precisam ser na época mais cara do ano para se viajar. O homeschooling nos traz a possibilidade de viver com mais liberdade, de aproveitar oportunidades e de efetivamente perseguir os nossos sonhos.

Vejam como foi o nosso caso nesse período de dois anos:
Nos primeiros 8 meses, eu ficava em casa o dia todo com as meninas e ia para a faculdade à noite enquanto meu marido trabalhava fora. Nos 5 meses seguintes, nos mudamos para o Canadá e, como eu precisava estudar em período integral, ele ficou em casa ensinando as meninas. Durante os 3 meses seguintes tivemos uma fase um pouco diferente já que elas frequentaram uma creche de Montreal em meio-período; o motivo é que meu marido havia conseguido um emprego e as minhas aulas na universidade ainda não tinham acabado. Em seguida, passamos os últimos 3 meses lá curtindo o verão canadense - eu em casa com as meninas enquanto meu marido estava trabalhando fora. Extremamente feliz porque era o que eu queria fazer, pude novamente me dedicar a ensiná-las - nessa época, inclusive, aproveitei para comprar o kit de Pre-Kindergarten do Sonlight.

Quando voltamos para o Brasil, há exatos três meses, retomei meus estudos e estágios para terminar a licenciatura em Pedagogia e, por isso, meu marido novamente assumiu as funções de homeschool. No momento finalizei meu estágio (pelo menos o deste semestre, no próximo tem mais!) e estou em casa boa parte do tempo, indo para as aulas somente 1x por semana. Assim, pretendo aproveitar para colocar em dia algumas leituras e atividades com as meninas, me envolver mais com a comunidade de homeschoolers da minha região e, quem sabe também, eu consiga escrever mais no blog!

2. POR UM ESTILO DE VIDA MENOS COMPLICADO
Para nós fazer homeschooling é mais do que praticar uma modalidade alternativa de ensino que opta pelo lar em vez da escola. Vemos-a também como a opção por um estilo de vida mais simples, um jeito diferente de encarar a vida e de ser feliz com menos, sem os excessos que nos dão uma falsa sensação de preenchimento. E isso porque um dos benefícios que essa opção nos traz é que ela expõe menos a nossa família (principalmente as crianças) a pressões externas de como se vestir, o que comprar, que lugares frequentar, o que assistir... enfim, a padrões pré-estabelecidos de consumo, das últimas tendências da moda, do mundo do entretenimento, etc. Claro que essa pressão ainda existe em outros círculos de amizades, mas tende a ser menor se a frequência de contato não for diária. Se, por um lado, fazer homeschooling para muitas famílias exige um padrão de vida mais humilde porque a renda familiar cai (já que um dos cônjuges precisa parar de trabalhar ou diminuir consideravelmente sua carga horária de trabalho), há de se pensar que, por outro também, economiza-se nas altas mensalidades e outros custos com taxas escolares, materiais, uniformes e alimentação fora de casa. :)

Além disso, a educação domiciliar também propicia um estilo de vida que nos impulsiona para fora da caixa e dos limites que muitas vezes poluem nossa imaginação e cegam nossa perspectiva para o futuro, um estilo de vida que prioriza um viver mais fluido, menos rígido e compartimentalizado por compromissos diários que sobrecarregam a nossa alma e nos fazem desejar ardentemente que o final de semana (ou do ano!) chegue logo. Para a nossa família hoje não existe essencialmente nada que diferencie uma quarta-feira de um sábado, ou um mês de outro. Os ciclos e dias nunca são iguais. Por mais que tenhamos um currículo como referencial e uma estrutura idealizada que gostaríamos de cumprir, não estamos numa corrida de ratos que nos obriga a acordar todo dia no mesmo horário, sair de casa às pressas (muitas vezes enfrentando um trânsito lascado!) para nos conformar a uma agenda fixa, que serve ao coletivo maior. Aqui em casa nós fazemos a nossa agenda, nós delimitamos as nossas prioridades e nós escolhemos o que queremos estudar a cada dia, mês e ano. Não somos reféns do "não tenho tempo" porque em casa temos todo o tempo que quisermos para usar como quisermos. E nós procuramos usá-lo com sabedoria. Se porventura as crianças tiverem alguma idéia brilhante de passeio, experimento ou atividade, ou mesmo certa curiosidade em pesquisarem sobre algo que surgiu do nada, podemos "parar tudo" e dar atenção àquilo, sem crise. Mudanças são permitidas e não acarretam grandes prejuízos como, por exemplo, se um sábado e domingo tiverem sido particularmente puxados, podemos tirar a segunda-feira para descansar e ter um dia menos acelerado. Passeios ao museu, casa da vovó, biblioteca ou praças não precisam ser planejados com muita antecedência. Podem até ser de um dia para o outro!


3. POR UM RELACIONAMENTO FAMILIAR MAIS SADIO
Estou convencida de que eu e meu marido somos as pessoas com quem nossos filhos mais precisam ter contato durante a infância. O convívio dos avós é importante e ter boas amizades também, mas eu acredito que nenhum deles deveria tomar o lugar dos pais na vida de uma criança. Também acho saudável que irmãos amem estar juntos, se ajudem, se defendam e valorizem a companhia um do outro mais do que a de amigos da mesma idade. Com a compartimentalização escolar da vida moderna fica cada vez mais desafiador os pais serem a primeira influência na vida dos filhos e os irmãos, que passam tantas horas do dia em salas diferentes, terem afinidade afetiva e apreço uns pelos outros. Sei que algumas brigas e desentendimentos fazem parte de todo relacionamento (aqui eles também acontecem!), mas acredito que devam ser exceção, não ocorrências constantes.

Para nós um dos benefícios de homeschool é que ele tem nos permitido construir memórias maravilhosas em família. Passamos muitas horas do nosso dia juntos e para mim como mãe é um privilégio imensurável estar disponível para ouvir minha filha quando uma dúvida ou pensamento sobre a vida passa pela sua cabecinha no meio do dia - às vezes durante uma refeição, quando estamos juntas arrumando a cama, guardando brinquedos, recolhendo roupa do varal, ou indo ao banheiro fazer xixi. Uma dúvida talvez que, se ela tivesse na escola, ela não dirigiria a mim, ou mesmo se lembrasse de me contar depois! Esses momentos preciosos ficarão para sempre guardados na minha lembrança, e sei que terão um impacto importante na vida dela também.

Outro aspecto é que diante do tamanho das mudanças pelas quais passamos nos últimos dois anos, o impacto de mudar de país não foi traumático para elas. E eu atribuo isso justamente ao fato de a base de segurança emocional delas ser o LAR, os relacionamentos dentro da família, que não mudaram daqui pra lá e nem de lá pra cá. Por isso, tanto faz se é Brasil ou Canadá, elas estão bem.

4. PELO ENTUSIASMO EM EXPLORAR E CONHECER O MUNDO
Eu acredito que toda criança nasce curiosa e desejosa de aprender, explorar e conhecer o mundo. O problema é que muitas vezes o sistema escolar mata esse desejo! Eu tenho plena consciência de que o mesmo pode acontecer em casa, com uma família que pratica a educação domiciliar, porque não é uma questão de local, mas de imposições e rigidez de expectativas sobre o aprendizado. Nesse sentido, eu sou fã do unschooling, da ideia de um ensino mais livre e que busca explorar a curiosidade natural da criança, que ouve suas perguntas, procura em conjunto respostas para elas e segue um ritmo que respeite sua personalidade. Por essa forma de enxergar, unschooling não tem nada a ver com deixar as crianças completamente soltas e esperar que elas determinem o currículo de estudos. Não é o caso. Meu papel é de instigar sua imaginação por meio de bons livros e de uma rica oralidade: contação de histórias, brincadeiras de advinhas, rimas, encenação, jogos e outras atividades educativas que sejam divertidas. Crianças amam uma boa história e minha casa está cheia de livros! Nós lemos em voz alta para as meninas todos os dias. Pelo menos nesta fase pré-escolar, eu tenho muita preocupação em não pecar pelo excesso, de forçar conteúdos escolares de uma forma maçante. Não tenho, por exemplo, pressa de que elas aprendam a ler. Eu alfabetizo de forma lúdica, mas não forço. Deixo sempre com gostinho de "quero mais" para que elas peçam para a gente fazer mais lição. Não quero privar minhas filhas de ter tempo para brincar e de inventar mil coisas!

E, por falar, em inventar... isso elas fazem de montão e, o melhor, espontaneamente... como deveria ser. Esse final de semana mesmo, voltamos de um casamento com duas pulseiras de neon (daquelas que brilham no escuro para usar em pista de dança) e que fizeram a minha filha de 5 anos pensar em uma armação de óculos. Ela perguntou ao pai como é que poderia fazer um par de óculos de brinquedo e o pai incentivou-a a encontrar uma solução sozinha. Foi um verdadeiro e autêntico projeto de ciências que ela desenvolveu num domingo ensolarado após voltarmos da igreja enquanto eu esfregava roupa no tanque e meu marido preparava o almoço.

Está aqui o resultado: Ela usou três chuquinhas de cabelo e uma tiara para executar sua invenção!



5. PELA LIBERDADE DE EXPERIMENTAR E SE DESENVOLVER EM ARTES VARIADAS
Outro benefício maravilhoso do homeschooling é a possibilidade de experimentar de tudo um pouco. Quando estávamos no Canadá, as meninas fizeram, em momentos diferentes ao longo do ano, aulas de cerâmica, aulas de balé, aulas de artes, aulas de dança, aulas de natação e aulas de piano. Agora, aqui no Brasil, elas estão fazendo ginástica olímpica e eu estou cogitando aulas de pintura em tela (se não derem certo as aulas, eu pretendo comprar o material pra fazer em casa). A Nicole também já me pediu para continuar aprendendo piano. Não pretendo ficar escrava de um número excessivo de aulas durante a semana, mas a idéia é aos poucos irmos descobrindo suas aptidões e talentos - algo que, se estivéssemos presos a uma agenda escolar, sem dúvidas seria muito mais difícil, principalmente numa cidade grande e agitada como a que vivemos em que conciliar horários é sempre um desafio.

Por fim, esses são os cinco principais motivos que nos fazem amar o homeschooling. Há outros que eu não citei aqui, esses são os mais importantes. Para muitos a educação domiciliar ainda é uma prática desconhecida e bastante estranha, mas para nós que estamos experimentando-a há algum tempo é algo que cada vez nos fascina mais! Sei que existem escolas excelentes (embora é evidente que não sejam a maioria e que custem muito dinheiro) e propiciam resultados ótimos também. Eu mesmo estudei numa escola assim, fui privilegiada!! Meu sonho sempre foi colocar meus filhos um dia para estudarem lá, mas parece que os planos do Senhor para nós eram outros.

Como sempre, os planos dEle são superiores aos nossos, como está escrito em 1 Coríntios 2:9 (o versículo que colocamos no nosso convite de casamento quase 12 anos atrás) que diz:
"Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem penetrou em coração humano o que Deus preparou para aqueles que O amam".

6 comentários:

  1. Que saudade dos teus posts!!! Entro sempre no blog para ver atualizações e hoje enfim pude ler algo que mais uma vez confirma o que Deus falou ao meu coração! Estamos tentando o HS com nossa filha de 4 anos e agora temos um bebê de 9 meses que deve seguir o mesmo caminho! E a coincidência é que temos planos de ir para o Canadá em 2 anos e penso exatamente no que vc falou, a base deles não vai mudar, não tem adaptação ou readaptação em escolas! Continue compartilhando sua experiência, tem me ajudado muito e tenho certeza de que outras pessoas tb! Abraços!

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    1. Olá Anninha!

      Primeiramente, me perdoe por só estar vendo seu post agora! Deu para perceber que fiquei muuuuitos meses sem acessar o blog. Estava finalizando a faculdade, meu marido desempregado, dias intensos com as meninas fazendo homeschooling/unschooling e mais uma gestação (completo 25 semanas hoje). Obrigada pelas palavras de incentivo, espero realmente poder voltar à ativa escrevendo no blog com mais frequência. Deus me ajude!! Rsrs. Bjos.

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  2. Que legal e inspirador ver pessoas como voce!
    Duas perguntas: como encontro em minha região comunidade de homeschoolers?
    E outra coisa sobre questões da lei como vocês fazem?
    Grande abraço!

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    1. Oi Camila,

      Infelizmente, estou sem acessar o blog há muitos meses e só vi sua mensagem hoje. Me perdoe! Agradeço de coração pelo comentário. :)

      Respondendo às suas perguntas, para encontrar comunidade de homeschoolers eu sugiro que você procure pelas redes sociais. Eu sei que no Facebook há muitos grupos fechados criados com o objetivo de compartilhar dicas e informações úteis entre homeschoolers brasileiros. Eu mesmo participo de vários deles e a troca de informações é muito útil. Quem sabe através de algum desses grupos você não descobre outros homeschoolers na sua região para realizar encontros presenciais? Por outro lado, cuidado para não ficar fechada somente nesses grupos e se isolar. Eu faço questão de que minhas filhas se relacionem com crianças escolarizadas. A ideia, afinal, não é formar um gueto! E sim se expor, com humildade e sem receios, pois só assim se desarma as pessoas que a princípio são totalmente contra. Eu tenho comigo que quem se esconde muito é porque está com medo.

      Quanto à segunda pergunta, minhas filhas atualmente estão com 4 e 6 anos. Aliás, a mais velha completou 6 anos há menos de 1 mês, então antes disso eu nem precisava me preocupar muito já que a escolarização obrigatória continua dos 6 aos 14 anos. É somente a partir do ano que vem que a nova legislação vigora (obrigatoriedade dos 4 aos 17 anos). Bem, de qualquer forma, o governo não tem nenhum tipo de controle para saber se seus filhos estão ou não na escola. Via de regra, o Conselho Tutelar só bate na sua porta caso haja denúncia - seja da escola, caso seu filho esteja matriculado e de pare de frequentar as aulas (evasão escolar) ou de um vizinho, parente, etc. que não concorda com as suas práticas e acha que você está prejudicando a criança. Pelo que eu tenho ouvido, denúncias desse tipo geralmente são feitas por familiares mesmo, então eu não acredito que tenho motivos para me preocupar quanto a isso. No entanto, se algum dia acontecer (se alguém me denunciar), eu tenho esperança de que os registros de nossas atividades "escolares" sejam suficientes para provar que não se trata de negligência ou abandono intelectual. Basta que façam uma avaliação - superficial que seja - para perceberem os excelentes resultados que este investimento está produzindo nas crianças. Por último, se mesmo assim, implicarem para o meu lado, certamente que eu vou recorrer e buscar suporte junto à ANED - a Agência Nacional de Educação Domiciliar. Inclusive, há um grupo no Facebook chamado "Questões jurídicas da desescolarização" que serve para isso.

      Bem, é isso. Volte sempre e, mais uma vez, perdão pela demora!

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  3. Oi, Talita,
    Meu nome é Karis. Também sou mãe homeschooler de cinco preciosidades. Vi seu comentário no blog da Camila Abadie perguntando sobre educação clássica cristã e gostaria apenas de informa-la que tenho artigos sobre isso no blog macasdeouro.blogspot que podem lhe interessar. Um abraço!

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  4. Olá! Vcs tem alguma indicação de livro sobre homeschooling, que conheçam e acham bom? Mto obrigada! Ani

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